Jornal Principia 8ªed.

 

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8 campo grande agosto ­ setembro 2012 ha mboriahu ha mboriahu reisu úva anga opaite mba e hípa tupã peichaite ra e ore mbojoavy ha mboriahu ñembyasy ha tesay rupa ku mayma oimevéva mba asy nderehénte ojejapetepa ha mitãicha repoñy ha mboriahu ipohýi reipykúiva tape ha nde py a mamove ndojuhúi pytu u ha mboriahu Ñandejára tukumbo rupa piko aipo ñamanórõ añete Ñuatindýgui ñasê ha jaha jaipykúivo añaretã mboriahúnte pehendúne ika úrõ ha imonda ha anichéne pytu úpe oikovérõ pehecha mboriahúnte ko yvy ári ojapóva naiporãi ha omanórõ ni yvyguýpe mboriahúgui nahendái questão indígena na fronteira página 2 cidade universitária ­ caixa postal 549 ­ cep 79070-900 fone 0xx67 3345 ­ 7516 7031 ­ fax 0xx67 3345-3588 campo grande ms ­ brasil

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2 agosto setembro 2012 a questão indígena é um assunto que está sempre em discussão em nosso estado o que se explica com o fato de que aqui se encontra a segunda maior população indígena do país devido à importância do assunto convidamos o prof dr antonio hilario aguilera urquiza docente do curso de ciências socias da ufms para nos falar um pouco mais sobre o tema os povos indígenas e as fronteiras no nosso país temos várias ocorrências de povos indígenas em situação de fronteira entre o brasil e outros países como é o caso do povo yanomami que vive do lado brasileiro em roraima e do lado venezuelano o caso do povo ashaninka que vive do lado brasileiro no estado do acre e também no peru ou como no nosso caso do estado de mato grosso do sul onde vive o grupo guarani kaiowá do lado brasileiro e do lado paraguaio estes são apenas alguns exemplos de povos indígenas que vivem em região de fronteira em dois ou mais países um elemento que sempre se sobressai quando tratamos dos povos indígenas em situação de fronteira é a questão da segurança nacional tema polêmico e sobre o qual muito já foi escrito e falado sabemos que a presença indígena em zona de fronteira internacional principalmente na região amazônica constituiu uma preocupação permanente para o estado brasileiro a demarcação de terras indígenas nessas regiões é um dos principais focos de tensão política os povos indígenas em região de fronteira são vistos como uma ameaça à nação embora como sabemos estes indígenas sejam brasileiros e suas terras propriedade da união sua nacionalidade é questionada e são frequentemente acusados de servir de modo ingênuo a interesses estrangeiros por outro lado é evidente que nas áreas de fronteira nacional e expansão econômica como o caso de mato grosso do sul as diferenças físicas e culturais entre índios e brancos se fazem marcadamente presentes uma vez que a situação de convivência interétnica com a interação social continuada entre os membros das respectivas sociedades começa pela primeira vez a se configurar de modo irreversível enquanto isso nas áreas de mais antiga convivência interétnica o que se faz presente é a resistência identitária por parte dos índios e suas comunidades às tentativas de eliminação das fronteiras étnicas porém deve ficar ainda mais evidente que fronteiras nacionais são antes de tudo variações de fronteiras étnicas e sob esses termos ambos os casos representam culturas contrastivas que emergem na forma de sistemas interétnicos nos quais pessoas grupos comunidades e agências estatais e/ou não se encontram ligados de maneira interdependente em um processo de fricção interétnica neste caso especificamente a fronteira aparece como uma categoria analítica de comparação de variações concomitantes de um processo histórico a territorialização ao mesmo tempo em que aparece como situação real de interação social e conflito de onde emergem experiências históricas únicas geradoras de novas identidades em outras palavras podemos dizer que se as fronteiras são construções históricas e culturais ou seja são impostas muitos destes povos indígenas viviam nestes territórios sem conhecer estes limites colocados pelos estados nacionais modernos assim muito antes do tratado de madri de 1750 entre portugal e espanha o qual define parte da atual fronteira do brasil com os demais países da américa do sul muitos povos indígenas viviam nesta região independente da pactuação destas fronteiras não é por acaso que na atualidade muitos indígenas transitam de um lado para o outro da fronteira continuando com seus costumes ancestrais de perambulação.

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agosto setembro 2012 3 quer saber mais para ler o artigo do professor antonio hilario aguilera urquiza na integra e também ter acesso a mais informações sobre o assunto acesse nosso blog www.jornalprincipia.blogspot.com.br lá você também irá encontrar a tradução do poema da capa desta edição do informativo ha mboriahu e outras reportagens sobre as atividades da casa da ciência o principia também tem um canal no youtube www.youtube.com/jornalprincia onde você encontrará os vídeos das viagens trilhas e eventos programa conexÃo saberes o objetivo geral do programa conexão saberes é desenvolver ações inovadoras que ampliem a troca de saberes entre as comunidades populares e a universidade tornando mais fácil o acesso e a permanência do estudante na universidade pública os acadêmicos colaboradores do programa conexão saberes juntamente com os professores desenvolvem cursos para a população como por exemplo o cursinho conexão saberes no qual ministram aulas preparatórias para o enem para mais informações sobre o programa conexão saberes é só acessar o site http www.preae.ufms.br http cursinhoconexoescrba.blogspot.com.br ou ligar no número 67 3234-6880 neste segundo semestre de 2012 o telecentro ­ casa da ciência estará oferecendo cinco minicursos de capacitação na área de informática ao final dos minicursos os alunos que tiverem 75 de presença no mínimo receberão um certificado de conclusão com horas de curso são eles introdução ao cad introdução ao programa e noções iniciais manipulação das ferramentas do programa draftsight layers e cotas desenho de plantas cortes e fachadas plotagem leitura e interpretação de projetos carga horária 24horas curso de html tags html estrutura básica do html criando um website principais tags html tabela de cores links e imagens tabelas e layout hospedagem de página na internet carga horária 16 horas inclusão digital e letramento em office história da internet conceitos básicos de software e hardware ambiente de trabalho navegação pesquisa e utilização de e-mails elaboração e edição de textos elaboração e edição de planilhas eletrônicas elaboração e edição de apresentações em slides carga horária 16 horas introdução à programação em c introdução à programação em c algoritmos matemática i primeiros programas em c estruturas condicionais if/else estruturas de repetição while estruturas de repetição for estruturas em cadeia if/else/while programação com vetores programação com matrizes carga horária 20 horas introdução ao ambiente linux introdução ao ambiente gnu/linux administração do sistema comandos do terminal instalação do linux carga horária 12 horas

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4 agosto setembro 2012 anarco e casa a parceria entre ciência e cidadania o ingresso do projeto expedições anarco pedagógico atemporais no programa de extensão casa da ciência de campo grande levanta duas questões importantes a serem tratadas no ambiente acadêmico a primeira é o cumprimento do papel social da universidade e a segunda diz respeito à postura do pesquisador diante de uma sociedade com profundos desafios a serem superados no quesito cidadania esta foi a grande motivação da união entre duas iniciativas de ensino pesquisa e extensão que tanto na concepção como na prática não ignoram o contexto social de intervenção que a universidade pública deve observar e em que deve atuar o anarco é um projeto de extensão que desenvolve trilhas interpretativas interdisciplinares desde 2009 em áreas de significativo acervo ambiental e histórico da cidade de aquidauana na região de ocorrência dos sítios arqueológicos cera i e cera ii além do sítio arqueológico córrego das antas e nascente do córrego joão dias localizado na aldeia limão verde território terena a casa da ciência abriga diversos projetos de pesquisa e extensão os quais se preocupam em promover a divulgação e o ensino de ciências em conjunto com a comunidade tanto no anarco como na casa as preocupações com os diferentes tipos de exclusão social principalmente em relação ao conhecimento científico estimulam a concepção e o desenvolvimento de suas ações após dois anos realizando as trilhas em 2011 os anarcos decidiram que estavam prontos para abrir um novo campo de atuação e assim surgiu a ideia da realização das trilhas espaciais num esforço de incluir a astronomia nas reflexões sobre as questões ambientais históricas e sociais de nosso estado neste sentido não poderia haver parceiro melhor para esta atividade do que o clube de astronomia carl sagan um dos principais projetos do programa casa da ciência a primeira anarco espacial foi realizada no dia 05 de maio de 2011 na escola estadual geraldo afonso garcia ferreira onde nasceu o projeto anarco em 2009 essa parceria ainda foi responsável juntamente com os programas de pós-graduação em ensino de ciências da ufms e da unesp em novembro de 2011 pela realização do legendário primeiro encontro nacional de trilhas interpretativas i enti no campus da ufms de aquidauana o qual foi palco da verdadeira vida acadêmica em torno da pesquisa ensino e extensão em 2012 o convite para integrar a casa da ciência foi apenas um estreitamento da relação que já estava consolidada e atualmente o cpaq é o primeiro campus do interior a ter uma extensão desse programa onde os anarcos em breve desenvolverão outras ações além daquelas que já se tornaram a marca deste projeto de extensão para mais informações www.anarcopedagogicoatemporais.blogspot.com.br/

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agosto setembro 2012 5 astrofotografia a paixão e a admiração do homem pelo universo vêm de tempos remotos e sua vontade de captar a beleza do céu é igualmente antiga entretanto foi somente no século xviii que a astrofotografia isto é a fotografia de corpos celestes foi desenvolvida como ferramenta científica colocando desta maneira até parece que a astrofotografia é monopólio dos profissionais da área e esse pensamento se firma ainda mais diante da frustração de captar nossa única lua pequena e sem graça com a câmera digital contudo não é bem assim a prática da astrofotografia não é coisa de outro mundo e pode ser feita com a sua própria câmera embora pouco difundida as informações desta arte são muito acessíveis àqueles que se interessam seja em conhecer a técnica seja em exercitar uma paixão antiga pelo céu o clube de astronomia da ufms oferece aos alunos além de observações astronômicas gratuitas auxílio na prática da astrofotografia que suscitam trabalhos muito interessantes e nada amadores sempre relacionados ao ensino e compreensão de nossos astros e estrelas hoje em dia existem vários sites e blogs que podem nos informar mais sobre a astrofotografia como por exemplo o blog do professor rodolfo langhi que oferece diversas dicas sobre o assunto desde como escolher o filme mais apropriado para o objeto em questão até como utilizar o tempo de exposição mais adequado mostrando sempre belíssimas astrofotografias acesse sites.google.com/site/proflanghi astrosurf.com/diniz e astrosurf.com/re possuem informações muito interessantes e são referências no assunto e para aqueles que buscam um conhecimento mais profundo entretanto articulado de maneira bem didática e compreensível o professor langhi publicou seu primeiro livro aprendendo a ler o céu pequeno guia prático para a astronomia observacional editora ufms 2011 uma leitura que embora técnica é extremamente envolvente e logo nas primeiras páginas nos chama para o quintal pois não haveria melhor lugar para lê-lo senão à luz das estrelas fotografias tiradas pelo acadêmico renan da s olivier utilizando uma câmera fotográfica canon powershot sx30is.

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6 agosto setembro 2012 anarco e casa da ciência em jardim no dia 16 de junho de 2012 a casa da ciência e o projeto anarco fizeram uma visita à uems de jardim mato grosso do sul com o intuito de ministrar palestras promover oficinas trilhas e observação do céu noturno as atividades foram dedicadas ao público acadêmico em geral porém os principais participantes pertenciam aos cursos de turismo e geografia a abertura das atividades foi feita pelo professor dr hamilton perez soares corrêa que apresentou aos convidados o programa casa da ciência e seus projetos o professor luiz eugenio de arruda que explanou sobre o projeto anarco também falou sobre consciência ambiental e seu trabalho com as escolas públicas nas trilhas interpretativas após as apresentações dos projetos os monitores da casa da ciência leandro neudi raimundi e thiago vareiro valério ministraram palestras sobre conhecimentos básicos astronômicos reconhecimento do céu e noções de distância e tamanho em relação à terra a oficina realizada pela monitora andréa eloísa com a ajuda do anarco monitor simão ensinou sobre a reutilização de materiais orgânicos e não orgânicos na construção de hortas e jardins na manhã de domingo os monitores e colegas presentes partiram em direção ao rio do guardinha para realizar uma trilha interpretativa e apreciar a beleza local a importância dessa viagem foi marcada não só pelas palestras oficina observação e trilha mas também por termos a honra de divulgar a primeira das três edições do principia deste ano participe da reunião do clube de astronomia reuniões todas a terças a partir das 17h laboratório de ensino de astronomia bloco v céu limpo a todos.

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agosto setembro 2012 7 antevéspera não eu não quero ser eterno na verdade queria morrer amanhã bem ao nascer do sol com o dia inteiro pela frente não quero mais assobios ou choros todas as músicas envelheceram os novos poemas são todos antigos todos os amores se tornaram antigos não eu não preciso ser eterno já vivi os meus segundos a bela festa enlutecida bebidas felizes ao som da valsa fúnebre um silêncio sorridente no meio de rostos esquecidos rosas vermelhas cobriam o belo negro do salão uma saudade já tardia rompia no horizonte leste a figura feliz no meio da sala era mesmo a única pessoa feliz talvez sua tristeza estivesse guardada num bolso junto com um lencinho de seda já tive todas as dores e todas ainda são eternas quero viver um novo silêncio talvez completo talvez bonito quero descansar dos gritos louros quero que me deixem em paz por isaias farias o brasil sob o olhar de mauricio cardim maurício cardim fotografa profissionalmente minas gerais há mais de 15 anos sempre retratando as cidades com muito entusiasmo até o momento são 147 municípios mineiros fotografados e possui centenas de cartões-postais lançados através de uma editora paulistana postais esses das cidades de ouro preto congonhas são joão del rei tiradentes cambuquira caxambu são lourenço e outras cidades brasileiras sete lagoas também porém através de apoios culturais confira um pouco do trabalho de cardim www.flickr.com/cardimfotografo www.amantesdaferrovia.com.br/profile/mauricioc ardim www.viajamos.com.br/profile/mauriciocardim www.flickr.com/photos/mauriciocardim contato fotografocardim@yahoo.com.br

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8 agosto setembro 2012 dica de leitura silvino jacques o último dos bandoleiros a dica de leitura da vez conta a história de uma personalidade que apesar de pouco conhecida hoje em dia já causou grande alvoroço em nosso estado silvino jacques o último dos bandoleiros narra a vida e morte de um gaúcho que fugiu de sua cidade natal são borja ­ rs para fazer história nas terras sul-mato-grossenses considerado herói para alguns e bandido para outros silvino jacques foi um homem polêmico e de conduta dúbia que deixou uma marca profunda na história de mato grosso do sul que na época ainda era mato grosso a obra de brígido ibanhes contém entrevistas depoimentos de pessoas da época e até mesmo trechos dos cadernos de anotações de silvino que através de trovas contava sua própria história o livro pode ser encontrado em qualquer livraria de campo grande ou no blog do autor http brigidoibanhes.blogspot.com o informativo principia deseja a todos uma ótima leitura casa da ciência reitora célia maria da silva oliveira pró-reitor da preae valdir souza ferreira coordenadora geral dorotéia de fátima bozano gestora isabela porto cavalcante coordenador de capacitação hamilton perez soares corrêa chefe da coordenadoria de extensão joão batista de santana jornal principia organização hamilton perez soares corrêa giovanna pagano collato bruna rodolfo de almeida aryanna freitas de lima colaboração antonio hilario aguilera urquiza isaias farias leandro neudi raimundi luiz eugenio de arruda maurício cardim monique rocha paulo augusto junior raissa machinsky britts renan da s olivier thiago vareiro valério preae pró-reitoria de extensão cultura e assuntos estudantis ministério da ciência tecnologia e inovação

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