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Cooperativa a sacavenense

Popular Pages


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abertura editorial por vezes perguntamos valeu a pena naturalmente existem três respostas possíveis ou positiva ou negativa ou ainda assim assim apesar de ainda existir um longo caminho a percorrer e muito trabalho a desenvolver a cooperativa a sacavenense pelo seu glorioso passado de 103 anos de história pelo apoio dos sócios das populações e de entidades várias já tem um destino certo ser cada vez mais a casa de cultura de sacavÉm e assim estar cada vez mais e melhor ao serviço dos associados e das populações da cidade e arredores a resposta pois só pode ser esta na cooperativa a sacavenense pelo presente e pelo futuro vamos todos trabalhar vamos todos ajudar para com força e muito orgulho continuarmos a dizer a uma só voz valeu a pena a direcÇÃo associação comunitária de reformados foi formalizado um protocolo entre a câmara de loures e a associação comunitária de reformados pensionistas e idosos de sacavém que visa criar condições de segurança de atravessamento da estrada nacional 10 para os alunos da escola eb1 nº1/jardim de infância nº2 que se deslocam para as instalações provisórias situadas na quinta do património até que estejam prontas as obras da escola situada em frente aos bombeiros o estabelecimento tem 144 alunos do 1º ciclo e 50 crianças do ensino pré-escolar os idosos vão ajudar as crianças como já aconteceu o ano passado a atravessar aquela concorrida via e para isso estão munidos de raquetes e vestuário apropriado para controlo do tráfego o acordo implica o pagamento de um averba de 4.189,50 euros para a associação rápidas directas título diário de emília bravo autora maria judite de carvalho organização ruth navas editora editorial caminho leituras título uraça o Índio branco autora deana barroqueiro editora livros horizonte maria judite de carvalho escreveu no suplemento mulher do saudoso diário de lisboa uma série de crónicas sob o pseudónimo de emília bravo agora compiladas em livro por ruth navas a autora destas crónicas foi uma das maiores escritoras de língua portuguesa do século xx tornando-se por isso do máximo interesse o conhecimento dos seus escritos dispersos como é o caso presente estes textos falam-nos do quotidiano das mulheres portuguesas dos seus hábitos e dos seus costumes rompendo muitas vezes com os estereótipos balizados pela nossa sociedade numa época 1971-1974 vincada essencialmente pelos movimentos feministas que existiam por toda a europa democrática mas que em portugal ainda se mantinham debaixo da bitola do estado novo começando algumas mulheres a querer romper as barreiras impostas maria judite de carvalho foi uma das mulheres que foi quebrando barreiras e começou a impor pela escrita uma nova mentalidade feminina uma excelente colectânea de textos de uma grande escritora deana barroqueiro baseando-se nas crónicas e escritoras da época do ano 1500 escreve uma história que querendo ser o mais real possível não pretende ser um livro de história mas sim uma obra de ficção o achamento do brasil como agora se diz serviu de pretexto à autora para falar dos homens que deixando o tejo se puseram heroicamente em busca de novas terras e de novos mundos gonçalo o nosso herói para fugir a um crime de alta traição consegue integrar a armada que chega ao brasil e aí conhece uma vida nova com sua integração numa tribo denominada de tupi assim é iniciado para renascer como índio e aprende a amar uma obra admirável do ponto de vista literário de uma autora que nesta colecção tem outra obra publicada o cometa ­ uma aventura impossível título a população mundial no século x autora jacques dupâquier editora instituto piaget sport grupo sacavenense a formação do sport grupo sacavenense venceu de forma categórica a 3ª edição do torneio desporto mais que se disputou no passado dia 15 de agosto no relvado sintético do grupo sportivo de loures a turma que agora é dirigida por jorge matos derrotou o Águias de camarate e a equipa da casa chamando a si com toda a justiça a conquista do troféu na segunda posição ficou o loures mercê da sua vitória ante o emblema das águias verdes o grupo de trabalho do sg sacavenense é ficha técnica propriedade a sacavenense cooperativa de consumo crl rua antónio ricardo rodrigues 3 piso2 2685-022 sacavém tel 21 940 54 90 fax 21 941 96 86 produção ordem de ideias cooperativa de informação comunicação e produção de eventos rua da república 88 2625 póvoa de santa iria tel 21 956 97 95 21 956 97 97 fax 21 956 97 96 e-mail ordemdeideias@mail.telepac pt impressão quadratim artes gráficas lda tiragem 3.000 exemplares as populações mundiais o seu crescimento as suas migrações a forma como cresceram por continentes por quilómetro quadrado num ensaio admirável compilado por um historiador demógrafo e membro da academia das ciências morais e políticas de frança desde o ano 1900 até 2006 as evoluções mundiais demográficas as guerras e a sua influência na evolução populacional o decréscimo demográfico na europa e seu aumento em continentes como África e américa latina são objecto de um rigoroso estudo por parte do autor uma obra de extrema importância para a compreensão do nosso mundo e do século passado título paisagens na memória autora teresa pais editora multinova aliar a poesia à pintura é algo que agrada juntar estas duas formas de arte é articular em cultura duas correntes que se unem e se complementam esta obra é o retrato exacto do que podemos encontrar neste campo e atrás descrito pouco se pode dizer quando nos encontramos maravilhados pelas palavras e pelo gosto que o olhar nos proporciona somos levados a dizer que deixamos para o fim o melhor e de facto era uma vez eu/e tu/e muita gente 2 www.coopsacavenense.cjb.net composto pelos seguintes elementos presidente ­ ernesto dinis vice-presidente para o futebol sénior ­ paulo caldeireiro secretário ­ luís costa equipa técnica ­ jorge matos antónio costa e paulo alves todos ex-prior velho médico ­ dr barata massagista ­ soeiro jogadores ­ grilo walter graça ex-junior helder ex-loures mateus ex-junior paulo jorge canha nuno carvalho ex-almada travassos ex-junior luís dias perdigão condesso jonhy fernando jorginho ex-prior velho barrote ex-prior velho chiquinho ex-junior luís carlos ex-loures tino azevedo simão fausto ivo antónio e ailton ex-junior

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figuras gessos do escultor guardados numa cave na portela armando mesquita o autor da enforna mendas bem como no simbolismo estético de um determinado período da história de portugal também no espólio do museu de cerâmica de sacavém existem diversas peças em cerâmica da autoria de armando mesquita da época de 40 destacando-se a série de militares portugueses e ingleses que participaram na guerra das invasões napoleónicas miniaturas feitas em 1962 as obras de armando mesquita encontram-se espalhadas um pouco por todo o lado justificando-se um levantamento mais exaustivo e minucioso de entre os diversos museus e palácio onde estão ou estiveram presentes durante muitos anos algumas das suas peças é de destacar o museu de arte contemporânea «cabeça do velho» museu militar peças cerâmicas alusivas às invasões francesas museu martins sarmento de guimarães estatueta «promessa» museu regional de tomar «estátua gualdim pais» palácio-museu das galveias lisboa «tomada de lisboa aos mouros» e muitos outros armando mesquita deixou seguidores na sua família sendo exemplo a filha a escultora maria clotilde de mesquita fava que reside em leiria n o cemitério de loures no talhão 4 fila 3 do lado esquerdo está a campa 37/82 uma campa igual a tantas outras sem nada de especial a referenciá-la e com aspecto de abandono sinal de que não há mãos que de tempos a tempos coloquem uma flor de saudade ou limpem a terra que o vento empurra e apesar de tudo a assembleia de freguesia de loures aprovou já após o 25 de abril de 1974 por proposta do presidente da junta que não se encontrava em exercício não levantar os ossos de armando mesquita o escultor que ali jaz um nome que ainda diz pouco à população armando carvalho mesquita escultor contemporâneo nasceu em 1907 foi discípulo de teixeira lopes no porto e de henri lafitte em paris tendo apresentado obras na sociedade nacional de belas artes onde obteve a 2ª medalha em escultura em lisboa foi professor de modelação e formação na escola de antónio arroio e em 1947 ,encarregado da secção de escultura da fábrica de loiça de sacavém lê-se no dicionário de escultores portugueses iv volume 2ª edição actualizada ou ainda na grande enciclopédia portuguesa e brasileira muito pouco para quem acabou por deixar sem saber que alguma vez isso aconteceria um dos quadros mais significativos da actividade dos trabalhadores da fábrica de loiça de sacavém a enforna feito em 1946 um dos sinais de marca do actual museu de cerâmica a enforna era feita pelos forneiros e as loiças eram colocadas dentro de casetas caixas de barro refractário pois de outro modo os gases de combustão danificariam as peças as casetas eram empilhadas dentro do forno até determinada altura tendo os forneiros de recorrer a escadas explica a brochura história da fábrica de loiça de sacavém da responsabilidade do museu de cerâmica armando carvalho mesquita morou durante algum tempo em sacavém mais tarde alugou na localidade de botica um 1º andar do chalé de santa joana vivenda situada na rua dos combatentes do ultramar no actual nº 108 freguesia de loures e onde viveu mais de 20 anos perto fica a quinta da lagariça onde alugou um barracão que serviu de atelier onde terá criado algumas das suas obras bem como para dar aulas de escultura era uma pessoa simpática acessível lembra o actual dono da quinta da lagariça apesar de não ter sido possível obter a confirmação nos arquivos municipais tudo indica que armando mesquita chegou a fazer parte da vereação camarária a viúva de armando mesquita ofereceu o espólio do escultor à junta de freguesia de loures esta acabou apenas por ficar com um busto tendo cedido o restante ao museu municipal nomeadamente um conjunto de gessos que se encontram depositados numa cave de um prédio cheia de pó tipo armazém na freguesia da portela os bustos em gesso alguns guardados em fortes caixas de madeira e que praticamente se mantêm intactos outros danificados uns datados e outros não vão desde figuras ligadas à fábrica de loiça até por exemplo aos bustos de josé pedro escultor autodidacta de james gilman ou do arcebispo de Évora não há porém a certeza absoluta de que esses bustos tivessem sido concretizados e a sua importância reside no autor em causa na rede de ligações que permitem estabelecer pois é possível que alguns dos bustos correspondessem a enco 3

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depoimentos porque nÃo criar um roteiro histÓrico património de sacavém está esquecido o que pensa a população de sacavém do património da freguesia que conhecimentos tem dos espaços das características de determinados prédios da história das igrejas dos nomes dos lugares das antigas quintas e do papel que desempenharam do museu e até da toponímia das ruas de sacavém desta vez o património foi o tema escolhido para o inquérito de rua que fique claro que as opiniões aqui expressas não são significativas de uma verdade genérica para isso seriam necessários mais elementos mas não estaremos longe da verdade se avançarmos com duas conclusões a da urgência de um olhar sistematizado sobre o património existente e a necessidade de tornar a estabelecer laços entre as populações os que cá vivem ou trabalham e um legado histórico que é riquíssimo há prédios com fachadas muito bonitas não conheço muito do património de sacavém mas se andarmos por aí encontramos prédios com fachadas muito antigas e bonitas também há coisas que estão abandonadas veja-se o que resta da igreja da vitória eu que me lembro há mais de 40 anos que aquilo está assim a estragar-se ano após ano também me lembro da quinta que ficava em frente e onde se vêm as palmeiras era necessário dar atenção a isto tudo veja o que fizeram ao criar o museu de cerâmica a minha mãe trabalhou na antiga fábrica e é bom termos estas recordações num sítio em condições acho interessante este trabalho até porque sou sócio da cooperativa desde 1968 e a minha filha faz parte do grupo de teatro manuel costa 66 anos reformado lembro-me do antigo coreto lembro-me do antigo coreto situado no largo da igreja em especial de uns azulejos de estilo que colocaram aquando uns trabalhos de restauração foi uma pena terem tirado o coreto dali sacavém tem património mas está esquecido vejam o estado em que está a quinta da vitória era uma beleza um enorme jardim imensas árvores ou então a quinta da fonte que precisava de ser recuperada nunca me esqueço de uma janela por onde corria água as lavadeiras iam lavar a roupa que depois era posta a corar agora está tudo ao abandono já visitei o museu de cerâmica situado no real forte fiquei um pouco desiludida pois para o espaço que fizeram era necessário expor peças mais bonitas mais trabalhadas do que aquelas que lá estão sei do que falo pois a minha família em especial a minha mãe trabalhou lá muita gente tem peças dessas em casa que poderiam ser expostas.já a quinta de são josé está melhor que estava É um espaço aberto ao público e não se devem colocar limitações a quem lá pretenda ir maria fernanda 60 anos empregada comércio sacavém tem um rico património moro numa casa manuelina ali nasci só isto diz do rico património que tem esta terra que se fossemos a falar de tudo nem esse bloco chegava infelizmente nem tudo está bem veja-se a antiga igreja da vitória tenho 61 anos e lembro-me quando era pequeno a igreja já não estava ao serviço mora lá um senhor e quando aquilo cair então talvez se lembrem de fazer alguma coisa É um património que devia ser recuperado e as fachadas de algumas destas casas da rua brancaamp nome de uma família nobre dona desta zona há painéis de azulejos que são uma maravilha azulejos que são da fábrica de loiça de sacavém onde o meu pai trabalhou e ia morrendo queimado exactamente no forno que hoje faz parte do museu de caerâmica trabalhou lá 55 anos já pensaram na riqueza do convento das clarissas em sacavém de baixo quantas pessoas sabem que foi naquele local que d afonso henriques combateu os mouros sacavém tem um património muito rico mas que está muito esquecido que a revista da cooperativa de que sou sócio e o meu filho frequenta a escola de samba faça um bom trabalho para mostrar este património eduardo francisco 61 anos reformado só conheço a quinta de são josé não conheço nada do património até porque nem sou daqui sou da freguesia de são joão da talha venho muitas vezes a sacavém porque a minha mãe trabalha cá mas a única coisa que conheço porque lá costumo ir é a quinta de são josé acho que é um bom espaço onde funciona o centro de dia e uma creche também já ouvi falar do museu que fica onde funcionou a fábrica de loiça de sacavém mas nunca o visitei carlos fonseca 17 anos estudante 4

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opiniÃo quem era joaquim lopes de abreu castelo primeiro presidente da a sacavenense josé a.b franco s egundo a declaração da conservatória datada de 1900 para a legalização da cooperativa a sacavenense embora não se lhe conhecendo outra morada abreu castelo morava em braço de prata era barbeiro de profissão solteiro e como mais tarde se adiante tinha pelo menos três filhos podemos também acrescentar que tinha 35 anos pela rapidez com que ficaram elaborados os estatutos ao que parece num meio de maioria analfabeto senão houve ajuda do movimento operário estava pelo menos bem informado sobre a forma de criação de cooperativas mas recuemos um pouco e de forma cronológica vejamos o seu percurso pelo menos o que é conhecido em fevereiro de 1896 abreu castelo é eleito vice-presidente da assembleia geral da sociedade musical e dramática de braço de prata estas instituições para além do valor recreativo e cultural tornavam-se de auxílio e beneficência e no meio operário eram por vezes de forte sentido crítico ao regime monárquico esta atitude pode não ser relevante mas reflecte que não estaria desligado do seu meio sociocultural o século 23 fev 1896 domingo/pág.3-associações em 25 de janeiro de 1899 abreu castelo é eleito presidente da cooperativa de crédito e consumo de braço de prata fundada em 1897 com sede na rua do vale formoso de baixo toma posse em 6 de fevereiro desse ano e suponho que teria sido um dos fundadores voz do operário 19 de fev 1899 pág.3 em 22 de dezembro de 1899 nos olivais nascera de uma reunião e após um período agitado de uma greve de oleiros a cooperativa olivalense crédito e consumo com sede na rua mariano de carvalho em que abreu castelo se torna presidente da direcção e joaquim d almeida presidente da mesa da assembleia-geral este foi um dos oradores na fundação da cooperativa a sacavenense no dia 31 de janeiro de 1900-o século segunda-feira 15 de janeiro 1900,pág.2-associações bem como nos jornais voz do operário folha do povo a federação a loja abre aos associados em 1 de julho de 1900 em 31 de janeiro de 1900 em sacavém nasce a cooperativa de crédito e consumo a sacavenense em que abreu castelo posteriormente se torna presidente da direcção no período de 1900/1901 e abre a loja em 23 de julho quase em simultâneo que a olivalense abreu castelo e a revolução republicana de 1910 segundo relatório de machado santos que em 3 de outubro de 1910 após o assassínio de miguel bombarda deu início ao movimento revolucionário sublevando o regimento de infantaria 16 escrito após a revolução a actividade dos grupos civis organizados em que abreu castelo estava incluído foram determinantes para a causa republicana embora não haja dados que o confirmem parece que pertenceria à carbonária nos anos que antecederam a revolução no período de 1908 a 1910 era urgente dar começo à organização dos sargentos cabos e soldados para que os poucos oficiais republicanos não tivessem dificuldades em levantar os seus registos havia que activar a propaganda e aliciá-los era necessário aproveitar a boa vontade de alguns dos seus membros e por sua vez organizar os núcleos revolucionários nos regimentos correspondentes pondo-os de seguida em contacto com elementos civis das respectivas áreas abre castelo pertencia e liderava o grupo civil de braço de prata e objectivamente ia atraindo para a causa todos os elementos possíveis dos destacamentos das diferentes unidades que iam guarnecer para esses sítios as fábricas e os depósitos do estado chegada que fosse a hora enquanto outros procuravam sublevar noutros pontos os soldados o grupo de abreu castelo devia sublevar os postos da guarda fiscal desde braço de prata até aos olivais e de combinação com as forças de beirolas apoderar-se deste depósito desarmar a guarda municipal que estivesse nos olivais enquanto fernando botto machado candidato da lista republicana à câmara de loures em 1910 sublevava sacavém e camarate e caso disso marcharia sobre beirolas sucedesse o que sucedesse embora a revolução ao estalar ficasse sufocada no interior da cidade de lisboa todos os elementos de fora desta tinham ordem para avançar e recomeçar a luta caso isso fosse necessário atitude que respeitava a ordem geral da comissão da resistência da maçonaria que propunha no artigo 4º que qualquer grupo executada a sua missão deve marchar em socorro dos que próximo lhes ficam no caso de estarem empenhados em combate foi a determinação desta ordem que explica a concentração dos elementos revolucionários em alcântara e na rotunda cada grupo devia receber armas e ao de abreu castelo estavam destinadas 50 o que não veio a acontecer em continuação do relatório que aos olhos de muitos pareceu exagerado machado santos considerou joaquim lopes de abreu um grande chefe revolucionário que conseguiu sublevar mais de 3.000 homens desde o poço do bispo até aos olivais com uma bomba e 10 revólveres que um dos seus filhos foi buscar a lisboa conseguiu impedir que a guarnição de lisboa pudesse renovar as suas munições sobretudo as baterias de queluz segundo consta nesse relatório o seu grupo civil teve na sua acção a atitude de desarmar a guarda municipal e forçar a polícia do beato a fugir depois de um combate em que ficou morto um conhecido revolucionário joaquim gomes patacão e ainda dispersar a força de engenharia que marchava a reforçar o destacamento de beirolas ficando apenas com 37 praças das 96 que levava o depósito de beirolas esteve sempre bloqueado e as comunicações cortadas se bem que o capitão cerejeiro se mantivesse neutral recusando-se a permitir que as suas praças acompanhassem os revoltosos improvisou duas barricadas uma no largo do poço do bispo e outra junto à fábrica de armas em abreu castello braço de prata e tomou posições estratégicas para impedir o avanço da artilharia 3 acrescentava o relatório que se distinguiram nestas acções para além de outros revolucionários os seus filhos artur adriano e jaime por sua vez fernando botto machado movimentou os seus homens em sacavém tomando posições contra o possível avanço das baterias de santarém claro que estes dados devido ao exagero do número de homens sublevados 3000 o que permitiria acabar com a reacção monárquica num ápice permitiu a contestação e crítica embora o relatório possa ser posto em questão como o foi não tira o mérito da prestação de abreu costa na luta pelo ideário republicano deixa antever uma pessoa determinada em o concretizar e que foi sem dúvida um dos impulsionadores da sublevação republicana nos olivais em resumo o percurso das suas acções ao longo dos anos que foi possível analisar pelos documentos encontrados dão a ideia de uma personalidade bem marcada e influente nos olivais que procurou colaborar nos movimentos recreativo e cultural na criação de cooperativas e a sua acção na implantação da república oferece no seu conjunto a visão de uma pessoa imbuída do espírito republicano e lutadora pela causa da liberdade e emancipação operária em face deste encadeamento de factos novos pressupostos se levantam e geram-se várias outras questões houve ou não influência dos movimentos operários na implantação deste e das outras cooperativas que relação haveria entre a criação das cooperativas e forças do movimento operário tem grande fundamento a ideia de que a cooperativa nasce de uma visita a almada como refere o folheto do 50º aniversário da a sacavenense como é que nasceu verdadeiramente a cooperativa a estas perguntas tentarei encontrar algumas respostas numa nova oportunidade 5

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festivi viagem pelas crenÇas populares na zona oriental de loures histórias e lendas em torno das festividades religiosas as festas em honra de nossa senhora da saúde festas anuais da cidade de sacavém que têm lugar no final de agosto e princípio de setembro bem como a lenda que envolve a veneração em torno da santa foram motivo para uma pequena viagem à descoberta das pequenas e grandes histórias criações elaboradas e ficcionadas pela crença popular que estão presentes em algumas das procissões que se realizam nas freguesias da zona oriental do concelho de loures sacavÉm ­ apesar da referida na última edição so as divergências das narrativas verificaram-se não só ao nível das datas embora todas elas situem o acontecimento próximo de meados do século vii d.c mas também nos que se refere aos nomes dos intervenientes e aos meios usados mantém-se unanimidade no fundamental a defesa pela mártir de suas virtudes até à morte no essencial a lenda conta a história de uma jovem iria que entrou para um convento em nabância cidade desaparecida que se pensa ter existido perto de tomar a sua beleza não passou despercebida a britaldo filho do conde ou cônsul que governava a terra que ficou desde logo apaixonado quase enlouquecendo por não conseguir o amor de iria a jovem sabendo do que se passava foi ter com britaldo e explicou as razões que a impediam de aceitar a sua paixão mas este não era o único pretendente no convento o monge remígio seu antigo perceptor tentou aliciar a jovem não conseguindo seus intentos por isso vingativo deu-lhe a beber uma poção que fez com que iria acusasse sinais aparentes de maternidades britaldo ao saber do estado da jovem mandou matá-la e o seu corpo foi atirado ao rio nabão donde passou para o zêzere e daí para o tejo parando defronte da antiga scalabiscastro que de santa iria ou irene tomou o nome que ainda mantém santarém esta ligação com o rio tejo fez com que ao longo das suas margens muitas terras alimentassem a devoção a santa iria de que é exemplo a vila de santa iria de azóia cujos festejos religiosos têm lugar em outubro da revista recordamos sinteticamente a lenda de nossa senhora da saúde que remonta ao ano de 1599 quando uma peste atingia sacavém era habitual nessas situações as pessoas refugiarem-se nos templos rezando por protecção também era prática enterrar os mortos no interior das ermidas só que o mal era de tal extensão que foi necessário recorrer à abertura dos covais nos espaços contíguos conta a lenda que ao cavar-se o primeiro coval foi encontrada a imagem da virgem uma imagem gótica em pedra ançã de grande valor artístico de imediato se organizou uma procissão pedindo saúde e salvação e segundo a lenda a peste cessou a partir daí nunca mais acabou a veneração à nossa senhora da saúde santa iria de azÓia ­ a lenda mais ela borada diz respeito a iria que deu origem a diversos lugares e povoados entre os quais a vila de santa iria de azóia quem visitar a igreja matriz classificada monumento de interesse público pode apreciar a história nos painéis que revestem a capela-mor há várias versões desta lenda mas todas elas como diz a historiadora máxima vaz fundamentam-se no martírio de uma jovem vítima da cobiça concupiscente de um nobre orgulhoso em concorrência com um dissimulado e «virtuoso» frade É a denúncia de dois poderes o político e o religio igreja de unhos bobadela ­ nesta freguesia realiza-se em ju lho uma procissão em honra de nossa senhora dos remédios padroeira da freguesia trata-se de um festejo relativamente recente remontando à época de 80 e segundo o investigador miguel de o mundo tambÉm e 6 rua da república 88 2625 póvoa d

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idades sousa ferreira é fruto da junção de dois aspectos diferentes a deslocação para aquela terra de populações oriundas dos mais diversos locais que traziam consigo esse facto cultural que é a realização da procissão e o fervor da lenda que envolve a figura de nossa senhora dos remédios mais uma vez aparece uma grande catástrofe desta vez não uma peste como acontece com a nossa senhora da saúde em sacavém mas uma terrível epidemia que teria tido lugar no reinado do rei d manuel época aliás bastante devastada por um conjunto de pestes epidemias doenças massivas a epidemia afectou não só a capital mas igualmente as terras à sua volta atingiu em especial as águas símbolo da pureza ­ é conhecido o dito de que tudo a água lava ­ mas ao mesmo tempo símbolo de vingança pois a água transmite transporta com rapidez o vírus do mal a força da água revolta é imparável porém houve uma terra que foi poupada bobadela crescendo assim a devoção à santa encarada pela população como protectora da terra e curadora dos males pois há quem diga que a festa é em honra de n senhora do rosário porque o s silvestre vai fazer os milagres a cascais há uma razão para este dito uma razão popular como é evidente de geração em geração corre a história que s silvestre não atendeu ao pedido de uma mãe que tinha o seu filho bastante doente e em contrapartida foi socorrer um outro pedido de uma senhora que morava em cascais e que passou por acaso em unhos com esta justificação o povo lá resolveu fazer a homenagem a nossa senhora do rosário cuja figura está associada a umas tremendas cheias que vitimaram unhos o interessante é que isto se passou numa época em que os pescadores ainda existiam por estas bandas aflitos refugiaram-se na igreja apelando à intervenção divina no outro dia quando lá chegaram encontraram a imagem da n senhora do rosário no centro da igreja com o manto cheio de lama tudo indicando que a santa andara durante a noite a acalmar o temporal como é possível perceber por detrás de muitos dos festejos da veneração existem histórias que se perpetuaram através dos tempos onde os mitos casam com a realidade histórias que remetem para o pagamento de uma promessa para o estabelecimento de um compromisso o assumir de um voto que na maioria dos casos está associado a uma intervenção divina que terá manifestado capacidade para afastar uma epidemia resolver as consequências de uma peste punir os exageros dos poderosos unhos ­ embora o padroeiro de unhos seja s silvestre é em honra de nossa senhora do rosário que se realiza a procissão anual que tem lugar no primeiro domingo de agosto o calendário parece ser a razão principal para esta escolha o dia de s silvestre coincide com a passagem do ano e nessa altura as pessoas preferem outro tipo de folia mas mesmo em relação a este aspecto existe uma história engraçada igreja de santa iria de azóia existe Às portas da sua casa 7 de santa iria a 21 956 97 95 97 fax 21 956 97 96

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secÇÕes primeiras pagaiadas sensibilizaram os mais jovens o promoção do remo no trancão dia estava convidativo um sol ameno ligeira brasa tudo a indiciar uma tarde bem passada na foz do trancão assim aconteceu no dia 27 de julho para dezenas de pessoas que foram apreciar as 1ªs pagaiadas uma iniciativa de promoção do remo destinada essencialmente aos mais jovens que mostraram os seus dotes num trajecto entre a foz do trancão e a ponte de sacavém para este tipo de provas é uma boa pista mesmo que persista algum vento é uma pista resguardada o que permite o desenvolvimento das provas para os barcos à vela já será mais complicado pois é necessária mais profundidade disse josé freitas da associação de canoagem da bacia do tejo a quem conjuntamente com a cooperativa a sacavenense e a junta de freguesia de sacavém coube organizar a prova atafulhado em papéis josé freitas coordenava as diversas partidas e tomava nota dos resultados realizámos uma prova de 200 metros para infantis e menores e duas outras com dois quilómetros destinadas a classes superiores inscreveram-se mais de duas dezenas de participantes representando clubes como o naval de sesimbra naval aroense associação náutica do seixal clube naval de lisboa atlético do montijo e alhandra sporting clube acrescentou josé freitas uma lacuna que o responsável vincou foi a falta de raparigas temos notado que há menos raparigas há que puxar mais por elas para ver se participam a música animou o ambiente as palmas realçaram o esforço dos atletas com os vencedores a receberem uns medalhões feitos pela secção de cerâmica e olaria da cooperativa a sacavenense bem como medalhas da junta de freguesia de sacavém o objectivo segundo ribeiro dos santos fora alcançado o de dinamizar a zona ribeirinha em especial a foz do trancão onde muito em breve vão ter início obras para a construção de habitação com espaços de comércio restaurantes cafés um conjunto de equipamentos que vai mudar a face daquela área a jornada de divulgação de actividades náuticas contou com a presença da escola de vela da secção náutica do alhandra sporting club e o apoio dos bombeiros de sacavém psp Água lusa ­ associação de defesa e valorização ecológica e patrimonial da bacia do trancão que se encontra em fase de constituição analor ensicoop asm ­ associação sacavém a município bem como com o patrocínio da empresa simtejo 8

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secÇÕes ocupaÇÃo de tempos livres pequenos bocado de imaginação continuamos neste número da revista a divulgar alguns dos trabalhos feitos pelas crianças que frequentando a pré-primária e a primária ocupam os seus tempos livres em múltiplas actividades na cooperativa a sacavenense desenhos textos individuais ou colectivos pequenos bocados de imaginação que toca no coração de qualquer um a composição que se segue contou com a participação de várias crianças É por isso mesmo um trabalho colectivo que se transforma num apelo à solidariedade e entreajuda como forma de resolver os problemas que afectam tantas crianças e não só era uma vez três meninos que eram pobres e não tinham nada para comer viviam numa barraca feita de paus e de plástico como eram muito pobres foram para a cidade pedir dinheiro À conta disso ganharam 10 euros com isso começaram uma vida quase nova os meninos chamavam-se hugo gonçalo e débora o gonçalo queria uma casa só para ele e por isso foi à floresta buscar palha a débora queria uma casa de tijolos mas não havia dinheiro para isso e ficou a morar com o gonçalo o hugo queria uma casa de ouro mas os três irmãos combinaram viver todos juntos na mesma casa eles fizeram uma grande guerra por causa das camas só tinham uma cama mas a sua irmã débora não se importava de dormir no chão nem o hugo eles arranjaram um cão vadio e feroz chamava-se boby-roki e era bonito a débora tomava conta do cão ele fazia muito có-có e ela tinha sempre de andar atrás dele a passeá-lo na rua eles iam tendo mais e mais dinheiro para os três e na mesma casa todos viveram felizes para sempre já o gustavo balbino igualmente de seis anos parece apostar nos espaços vazios como se percebe no desenho que aqui publicamos mora em sacavém e será possível que tenha recolhido em alguma rua da cidade inspiração para o vaso e para a casa que imaginou como somos um país de poetas não podia faltar uma poesia o hugo relvas tem nove anos e anda no 4º ano mora na póvoa de santa iria na quinta da piedade uma freguesia já situada em vila franca de xira palavras para quê vamos mas é ler o seu poema às massas poemas Às massas amassa a massa o padeiro vende a massa o merceeiro usa a massa o vidraceiro e também o cozinheiro na avenida do rossio passam massas populares as canções que as massas cantam vão voando pelos ares Ó ladrão senhor ladrão responda mas não se zangue a mania de roubar está-lhe na massa do sangue perdi todo o meu dinheiro fui pedir massa emprestada mas a massa que me deram vejam foi massa folhada uma massa outra massa com tanta massa amassada digam lá se este poema não é mesmo uma maçada a inês dias tem seis anos e frequenta o 1º ano de escolaridade mora em santa iria de azóia e é dela este desenho repleto de borboletas também de sacavém vem a vanessa camacho que elaborou um pequeno texto a acompanhar o seu desenho a lembrar eventualmente alguns barcos que tenha visto no decorrer das férias o verão eu gosto muito do verão eu no verão vou para a praia e lá arranjo muitos amigos e brinco com eles na água e depois vou construir castelos de areia depois vou para a toalha comer o pão e beber o sumo e é assim que eu fico na praia depois vou para casa tomar banho e vou brincar com os brinquedos preferidos 9

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secÇÕes companhia de teatro a farsa anos e anos em prol da cultura já realizaram mais de 30 actuações cerca de uma dezena das quais com um repertório dirigido ao público infantil trémulos perante o senhor de carlos wallenstein o segredo mágico passagem proibida de simões do canto intuição uma peça baseada em pesquisa histórica da própria instituição feita pela companhia auto da lusitânia de gil vicente À saída da fábrica malleus maleficarum que integra a peça o céu e o inferno de prosper merrimée são os nomes de algumas das peças apresentadas ao longo destes anos ao nível do teatro infantil referência para as fábulas texto baseado nos escritos de la fontaine o segredo mágico de olga nogueira o guloso mentiroso de autor desconhecido que teve a particularidade de uma das representações estar integrada no dia das escolas com a participação em dias diferentes das escolas do ensino básico de sacavém bobadela externato infante santo e atl de a sacavenense É uma ideia que gostaríamos de desenvolver em 2003 um projecto com as escolas em que as crianças tivessem oportunidade de ver como se fabrica uma peça de teatro ver o teatro por dentro disse josé jerónimo da companhia a farsa a actividade desenvolvida pelos membros da companhia é porém mais diversificada assumindo-se como um dos principais pólos de dinamização da actividade cultural com a sua organização ou participação tiveram lugar eventos que foram pontos marcantes não só na vida da cooperativa mas da própria cidade uma atitude presente desde a fundação do grupo só em 1994 para dar como exemplo participaram em meios técnicos humanos e na concepção do 1º grande show de moda a sacavenense/94 no show de moda infantil na exposição etnográfica artesanal no show moda natal e num momento ímpar ainda hoje lembrado os momentos de poesia de manuel alegre com a presença do conhecido poeta um momento que se repetiu no ano seguinte desta feita com o poeta joaquim pessoa ou em 1999 com o poeta josé do carmo francisco e ainda no recital poesia a oriente ­ reviver ary uma iniciativa da junta de freguesia de sacavém participação a diversos níveis nos espectáculos que se têm realizado na cooperativa noites de fados música popular com a banda pano crú música ligeira com a artista nucha com o coro do ginásio clube português e a tuna académica da universidade internacional entre outros alguns destes espectáculos fazem parte das comemorações do aniversário da cooperativa ou da freguesia de sacavém e mostram que estamos sempre disponíveis para participar com a cooperativa e as suas secções reforça josé jerónimo o rol não teria fim e os dados apresentados são apenas uma síntese de um enorme trabalho feito de muita entrega e prazer por um conjunto de homens e de mulheres que consideram que sacavém também tem direito à cultura mas não deixa de ser interessante referir a concepção montagem e realização de um espectáculo de teatro música e dança em 1998 que movimentou 1 elemen10 tos de diversas actividades da cooperativa apresentado em aviz a convite da respectiva casa da misericórdia e integrado nas comemorações dos 500 anos das misericórdias ou ainda em 2000 o ciclo de teatro um festival com a presença dos grupos agita do teatro independente de loures e a companhia a farsa um sonho sabe a revista a cooperativa que os membros da a farsa gostariam de repetir ou seja realizar um ciclo de teatro que fizesse de sacavém um palco será possível que o ano de 2003 traga alguma surpresa p intéus localidade situada na freguesia de santo antão do tojal santa iria de azóia numa iniciativa de apoio aos bombeiros voluntários de sacavém e tomar respondendo a um convite da respectiva câmara municipal serão muito provavelmente as possíveis deslocações que a companhia de teatro a farsa irá fazer nos próximos meses o grupo de teatro da cooperativa está ainda a estudar as propostas definir calendários e ver a possibilidade ou não de aceitar todos os convites os exemplos referidos não deixam de ser elucidativos de um trabalho desenvolvido por um grupo de teatro constituído em 1993 e muitas das vezes desconhecido da população de sacavém mas não são novidade para os membros da companhia a farsa pois praticamente desde a sua génese 10

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soltas caras da cooperativa lurdes marques a miudita do fanqueiro ponto por ponto cooperativa mais bonita com curso de flores a vida de lurdes marques 45 anos confunde-se com a cooperativa a sacavenense tinha 14 anos quando vim trabalhar para aqui gostava muito da cooperativa frequentava as instalações tive pelo menos três tios que fizeram parte da direcção a minha família vinha às festas então tomei a decisão de vir trabalhar para cá lembra lurdes marques foi para o fanqueiro como era conhecida a secção de venda de roupa de roupa mas não só pois ali vendia-se de tudo ouro electrodomésticos havia uma papelaria entrava às 8.30h e já havia filas enormes vinha muita gente fazer as compras sócios de todas as freguesias e não apenas de sacavém diz lurdes marques ela própria uma associada que mora em camarate mas nem só no fanqueiro trabalhou lurdes marques esteve nos escritórios quando as instalações ainda funcionavam no rés-do-chão do actual edifí cio e até na padaria ajudando no sector da comercialização neste momento é uma das caras mais conhecidas ­ a miudita do fanqueiro como carinhosamente lhe chamam ­ e divide a sua actividade entre os serviços administrativos e o salão recorda com alegria os tempos passados com os colegas de trabalho no carnaval então era um pandemónio com as brincadeiras que fazíamos pregava imensas partidas faz grande parte da sua vida em sacavém onde moram os pais porque é muito conhecida tem oportunidade de falar com imensa gente e diz com algum orgulho que o projecto das piscinas é falado por imensa gente as pessoas agora só falam nas piscinas da cooperativa querem saber como vão as coisas refere lurdes marques que já foi agraciada com o emblema de 25 anos como sócia recanto da histÓria a entrada de novos associados a história da nossa centenária associação encerra momentos episódios verdadeiramente pitorescos deveras ilustrativos da vida que então se vivia reportando-nos ao que vem escalpelizado no livro de josé antónio canhão ­ a sacavenense ­ história de uma cooperativa ­ há precisamente 52 anos a direcção de então que era liderada por antónio francisco sendo josé da costa abreu presidente da mesa da assembleia geral decidiu propor medidas relativamente ao movimento associativo foi exactamente a 19 de setembro desse já longínquo ano nefastamente abalado pela ii guerra mundial que a direcção da a sacavenense resolveu fechar a entrada de mais associados devido ao facto do número de novos sócios e as propostas que entretanto já haviam sido aceites se elevar vejam bem a mais de duas centenas a estrutura da instituição não tinha maneira de poder responder a tantas solicitações nessa mesma reunião magna os associados presentes decidiram de igual modo distribuir o carvão aos novos associados sendo para isso necessário responder a um inquérito no qual era apurado o número de elementos de cada agregado familiar esse processo era justificado mediante a apresentação das cartas de racionamento que nessa altura existiam no que concerne ao fornecimento de alguns bens alimentares de primeira necessidade as dificuldades nessa época eram enormes basta referir a título de exemplo que meses antes a direcção viu-se obrigada a reduzir o fornecimento de azeite por pessoa para 7 decilitros em virtude de não ter conseguido arranjar azeite suficiente decorre na sede da cooperativa a sacavenense até ao próximo dia 6 de setembro um curso de flores em sabonete cetim e estanho onde os formandos aprendem a fazer ramos de flores e carta de pedro vaz de arranjos ornamentais para decorar as salas ou casas de banho trata-se do segundo curso que faço em sacavém o primeiro realizei na academia musical e recreativa o curso decorre durante 15 dias úteis e temos diversos horários à escolha das pessoas de manhã tarde e noite cada formando só paga o material diz marylene albuquerque responsável pela formação são flores para decoração feitas em sabonete que perfumam as casas purificam o ar tornando o espaço mais agradável nos nossos cursos não há idades e participam homens e mulheres no final é dado a cada aluno um certificado de participação acrescenta marylene albuquerque que se encontra em portugal vinda do brasil há pouco mais de um ano os trabalhos elaborados pelos alunos ficarão expostos no final do curso 11

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dez mil rifas para um magnífico prémio citroËn c3 1.1sx um carro de topo u m excelente citroën c3 1.1sx um carro topo de gama é o prémio de um grande sorteio que a cooperativa a sacavenense resolveu lançar uma iniciativa em que se pretende angariar fundos não só para as múltiplas actividades diárias que a sacavenense se propõe realizar mas também para atingir um grande objectivo que vai servir os sócios e a população a construção das piscinas e do clube de saúde na sede da instituição vão ser lançadas dez mil rifas a cinco euros cada ocasião mais propícia para tornar público tal evento não podia deixar de ser as festas anuais da cidade de sacavém que decorrem no final do mês de agosto e princípios de setembro vai ser durante os festejos que as rifas vão estar à venda no espaço que a cooperativa a sacavenense vai animar mesmo ao lado da sede nesse espaço está para exposição o citroën c3 1.1sx o magnífico prémio que será sorteado em dezembro por altura dos festejos natalícios significa isto que a venda da rifa não se vai resumir aos dias das festas anuais de cidade terá continuidade podendo quem o desejar adquirir rifas na sede da cooperativa mas como o objectivo é o de um número avultado de pessoas instituições empresas participarem nesta iniciativa também será possível comprar rifas em estabelecimentos comerciais e noutras colectividades para além disso existem empresas e comerciantes que já manifestaram a sua vontade de ficar com vários livros de rifas alguns muito provavelmente para distribuir entre os seus trabalhadores outros para facilitar a venda contributos importantes pois é da colaboração de cada um mesmo pequena que seja que será possível atingir o objectivo a venda plena das rifas o prémio como já foi referido é um citroën c3 1.1sx e aqui é justo referir o patrocínio da sucursal de sacavém da citroën que de algum modo se associou a esta realização trata-se de um dos últimos modelos da citroën um carro bastante conceituado segundo o guia automóvel o conteúdo tecnológico do c3 joga a par com um interior muito versátil e sofisticado o comportamento é eficaz e o conforto defende os pergaminhos da marca o veredicto não podia ser mais positivo na senda da melhor tradição da citroën o c3 vale-se de uma estética ousada além da versatilidade de utilização e da tecnologia nele aplicada o motor 1.4hdi é um importante argumento em portugal piscinas em fase de pormenor um dos objectivos desta grande campanha é como foi referido alcançar as verbas necessárias que permitam concretizar aquilo que neste momento já é um sonho de muitos sacavenenses a construção das piscinas e do clube de saúde na sede da cooperativa se por um lado se trabalha numa componente económica e é bom recordar os contactos feitos com instituições bancárias que se demonstraram disponíveis para necessários financiamentos por outro lado labuta-se na área dos projectos limando todas as arestas desse ponto de vista é possível avançar os reajustamentos ao projecto da piscina levados a cabo pela equipa de uma empresa especializada nesta área a gota azul ­ piscinas e construção civil lda que já na fase de estudos de pormenor assentaram na construção de uma piscina grande uma pe quena e um tanque de hidromassagem isto para além de todo um conjunto de equipamentos e das lojas de apoio de referir ainda que decorrem num espírito de grande cordialidade as negociações com o proprietário de terreno que não estava inicialmente contemplado sendo de aventar a hipótese do espaço da piscina ser ainda mais amplo os estudos preliminares vão estar patentes durante os festejos em honra de nossa senhora da saúde e aí já será possível ver o projecto quase em fase final da autoria do técnico victor manarte e do arquitecto joão vieira aliás segundo os responsáveis da empresa tudo indica que no final de setembro os projectos estarão definitivamente concluídos de referir ainda que a direcção da sacavenense reuniu com o novo director do dau ­ departamento de actividades urbanísticas da câmara municipal de loures que se manifestou agradavelmente surpreendido com a qualidade do projecto esperando a entrega dos documentos finais de modo a que os técnicos possam estudar o dossier e começar a emitir os pareceres esperando-se um contributo positivo e dinâmico para este grande projecto da cidade de sacavém e das freguesias da zona oriental do concelho de loures 12

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