Livro de Resumos II CIDS

 

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livro de resumos edufma são luís ma 2012

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1ª edição versão eletrônica 2012 1.000 exemplares dados internacionais de catalogação na publicação cip congresso internacional de dialetologia e sociolinguística 2 2012 belém pa diversidade linguística e políticas de ensino livro de resumos [recurso eletrônico ii congresso internacional de dialetologia e sociolinguística coordenadores abdelhak razky marilúcia barros de oliveira alcides fernandes de lima ­ são luís edufma 2012 1 cd-rom homenagem a vanderci de andrade aguilera isbn 978-85-7862-237-4 1 linguística 2 dialeto i razky abdelhak coord ii oliveira marilúcia barros de coord iii lima alcides fernandes coord iv título cdd 410

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comissÃo organizadora coordenaÇÃo geral abdelhak razky ­ ufpa ­ presidente marilúcia barros de oliveira ­ ufpa alcides fernandes de lima ­ ufpa josé de ribamar mendes bezerra ­ ufma conceição de maria de araujo ramos ­ ufma maria de fátima sopas rocha ­ ufma fabiane cristina altino ­ uel simone negrão de freitas ­ ufpa promoÇÃo universidade federal do pará ­ ufpa parceria universidade federal do maranhão ­ ufma universidade estadual de londrina ­ uel universidade do estado do pará ­ uepa universidade federal do acre ­ ufac universidade federal de roraima ­ ufrr membros alessandra de souza santos ­ uerr alessandra martins matos ­ ufpa/campus abaetetuba ana suelly arruda câmara cabral ­ unb antônio luciano pontes ­ uec antonio messias nogueira da silva ­ ufpa aparecida negri isquerdo ­ ufms carmem lúcia reis rodrigues ­ ufpa celeste maria da rocha ribeiro ­ unifap celiane sousa costa ­ ufopa cláudia de souza cunha ­ ufrj dermeval da hora oliveira ­ ufpb ediene pena ferreira ­ ufopa eliane pereira machado soares ­ ufpa/campus marabá eliete de jesus bararuá solano ­ uepa enilde leite de jesus faulstich ­ unb felício wessling margotti ufsc karylleila dos santos andrade ­ uft lindinalva messias do nascimento chaves ­ ufac marcos araújo bagno ­ unb maria jussara abraçado de almeida ­ uff maria odileiz sousa cruz ­ ufrr nelia de almeida martins ­ ufpa raquel da silva lopes ­ ufpa/campus altamira regina celia fernandes cruz ­ ufpa silvia figueiredo brandão ­ ufrj stella maris bortoni de figueiredo ricardo ­ unb sueli pinheiro da silva ­ uepa comissÃo cientÍfica abdelhak razky ­ ufpa marilúcia barros de oliveira ­ ufpa alcides fernandes de lima ­ ufpa josé de ribamar mendes bezerra ­ ufma conceição de maria de araujo ramos ­ ufma maria de fátima sopas rocha ­ ufma fabiane cristina altino ­ uel ana paula antunes rocha ­ ufop antônio luciano pontes ­ uec aparecida negri isquerdo ­ ufms assunção josé pureza amaral ­ ufpa carmen lúcia reis rodrigues ­ ufpa claudia de souza cunha ­ ufrj dermeval da hora oliveira ­ ufpb enilde leite de jesus faulstich ­ unb jacyra andrade mota ­ ufba jane felipe beltrão ­ ufpa joão saramago ­ clul josé guilherme dos santos fernandes ­ ufpa louis-jean calvet ­ universidade aix-en-provence luiz percival leme britto ­ ufopa marcela moura torres paim ­ ufba maria do perpétuo socorro cardoso da silva ­ uepa maria do socorro silva de aragão ­ ufpb/ufc maria risolêta silva julião ­ ufpa regina celia fernandes cruz ­ ufpa samuel pereira campos ­ uepa silvia figueiredo brandão ­ ufrj suzana alice marcelino da silva cardoso ­ ufba suzane romaine ­ merton college oxford secretaria maria eneida pires fernandes ­ ufpa eliane oliveira da costa ­ ppgl/ufpa rejane umbelina garcez s de oliveira ­ ppgl/ufpa luciane chedid melo borges ­ embrapa apoio regis josé da cunha guedes ­ ppgl/ufpa maria de jesus nascimento quaresma ­ ppgl/ufpa elizete cardoso assunção ­ ppgl/ufpa williane brasil dos santos ­ ppgl/ufpa jaqueline de andrade reis ­ ufpa edson de freitas gomes ­ ppgl/ufpa arlon francisco carvalho martins ­ ppgl/ufc rosangela de oliveira teixeira ­ ufpa rodolfo rodrigues da cruz ­ ufpa augusto césar pinto figueiredo ­ ufpa danilo mercês freitas ­ ufpa robson gomes fernandes ­ ufpa marcelo pires dias ­ ppgl/ufpa cyntia de sousa godinho ­ ppgl/ufpa flavia helena da silva paz ­ ppgl/ufpa narjara pastana ­ embrapa vitor lôbo ­ embrapa luciana mota ­ embrapa

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apresentaÇÃo mais uma vez o congresso internacional de dialetologia e sociolinguística é o resultado de uma ação solidária do desejo e da vontade de fazer acontecer promovido este ano pela universidade federal do pará e congregando um maior número de universidades parceiras ­ universidade federal do maranhão universidade estadual de londrina universidade do estado do pará universidade federal do acre e universidade federal de roraima ­ o congresso chega a sua segunda edição mantendo as mesmas ideias que orientaram sua criação promover a discussão e o intercâmbio de experiências entre pesquisadores professores e estudantes da área da linguagem interessados em dialetologia e sociolinguística e prestar uma justa homenagem a um professor pesquisador comprometido com a produção e a circulação do conhecimento e a formação de novas gerações de pesquisadores nesta segunda edição a homenageada é a professora vanderci de andrade aguilera uma paranaense que completa em 2012 vinte e oito anos de trabalho dedicados à pesquisa linguística no brasil e mais de quarenta anos dedicados ao ensino de língua portuguesa com o tema diversidade linguística e políticas de ensino o ii congresso internacional de dialetologia e sociolinguística organizou reflexões e discussões em torno de 9 conferências 23 mesas-redondas 13 minicursos 28 sessões de comunicações coordenadas 216 comunicações individuais e 99 painéis que são apresentados nesta publicação sob a forma de resumos aos participantes do congresso o volume de trabalhos que serão apresentados e o número expressivo de congressistas demonstram a relevância do ii congresso internacional de dialetologia e sociolinguística e ratificam a vontade de homenagear vanderci de andrade aguilera os organizadores

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sumÁrio

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mesa-redonda

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pesquisa sobre diversidade linguÍstica em minas gerais resultados e perspectivas ana paula antunes rocha ufop ­ coordenadora evelyne dogliani ufmg jania ramos ufmg/cnpq/fapemig na mesa intitulada pesquisa sobre diversidade linguística em minas gerais resultados e perspectivas serão apresentados resultados de pesquisas realizadas tanto na universidade federal de minas gerais quanto na universidade federal de ouro preto sobre aspectos diversos dos falares mineiros variaÇÃo linguÍstica em minas gerais a atuaÇÃo do componente lexical evelyne dogliani ufmg a consideração do fator lexical em processos de variaçao linguística permite identificar a atuaçao de subfatores dentro do componente lexical quais sejam a frequencia do item o status de seus referentes estagio inicial de expansão restrição de sentido o cruzamento desses subfatores permite propor a hipótese de que sua atuaçao se efetiva em dois sentidos quais sejam o da preservaçao de variantes conservadoras e o da implementaçao da variantes inovadoras processos que se submetem ao status das variantes sob estudo análise de processos de variaçao em minas gerais dão base a esses indícios que se identificam em processos de variação sintáticos construções verbais pronominais uso do artigo definido diante de antropônimos e fonético-fonológicos vocalização da lateral palatal 10 trÊs falares de minas releitura sociolinguÍstica de uma proposta dialetolÓgica jania ramos ufmg/cnpq/fapemig há duas propostas sobre a identificação de áreas dialetais do atual estado de minas gerais nascentes 1958 e zágari 1998 de acordo com nascentes haveria cinco falares em minas já conforme zágari haveria três falares conforme assinala rocha 2010 a proposta de zágari que mantém o que se registrou em zágari ribeiro passini e gaio 1977 teve como objeto um conjunto restrito de fenômenos traços fonológicos e itens lexicais ainda de acordo com rocha 2010 até que ponto a ampliação do número de fenômenos analisados manteria a delimitação de três áreas dialetais fornecer uma resposta ainda que parcial a essa questão constitui o objetivo desta comunicação apresentaremos nesta mesa-redonda os resultados de uma pesquisa empreendida sobre amostras de língua oral representativas de cada uma das três áreas identificadas por zágari falar mineiro piranga falar baiano nossa aparecida do mundo novo e falar sulista arcerburgo o objeto de análise em cada uma das amostras é a ocorrência da expressão nossa senhora usada como interjeição conforme ramos 2010 tratase de uma variável cujas variantes são nossa nó e nu a metodologia adotada em nossa pesquisa é a da teoria da variaçãolabov 1972a,1972b 1998 que inclui as etapas de análise de corpus definição de fatores condicionadores e análise quantitativa usando o pacote goldvarb 2001 os fatores região geográfica sexo e idade foram testados os resultados aparecem no formato de tabelas e gráficos a hipótese que orienta a análise é que a proposta de zágari se mostra adequada a amostra utilizada é de entrevistas sociolinguísticas pertencentes ao projeto intitulado a construção de um dialeto fapemig apq sha-1644 apq-1482-08 apq 02783-10 projeto coletivo que reúne pesquisadores de diferentes universidades mineiras livro de resumos ii cids

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notas sobre o lÉxico de brincadeiras infantis usado em minas gerais À luz de dois trabalhos geolinguÍsticos o alemig 1977 e o projeto alib ana paula antunes rocha ufop a descrição e a análise da variedade linguística presente em minas gerais vêm sendo realizadas de forma mais saliente nas últimas décadas e por ora há duas obras de referência que abarcam todo o estado de minas gerais o esboço de um atlas linguístico de minas gerais ealmg ­ publicado em 1977 por um grupo de professores pesquisadores da universidade federal de juiz de fora ­ e o projeto atlas linguístico do brasil projeto alib cujas pesquisas ainda se encontram em curso no tocante à divisão dialetal de minas gerais o esboço publicado em 1977 ratifica parcialmente a proposta de nscentes 1958 e leva a uma tripartição discutida por zágari 1998 segundo a qual há em minas gerais três falares diferentes i o abaianado concentrado no norte do estado ii o apaulistado concentrada no sul do estado e no triângulo mineiro ou seja nas localidades próximas à divisa com o estado de são paulo iii o tipicamente mineiro que envolve a área não acobertada pelas duas primeiras citadas o primeiro seria caracterizado pelo abaixamento das vogais médias pré-tônicas o segundo pela presença do [r retroflexo o terceiro por sua vez pela ausência das características apontadas nos dois primeiros essa proposta de divisão dialetal portanto apóia-se nas isófonas que podem no referido esboço de atlas ser traçadas a partir de um conjunto considerável de cartas fonéticas em sua maioria com traçados bastante coincidentes conforme lembram rocha e ramos 2010 as isoléxicas de 1977 corroboram essa divisão apenas em parte entre essas isoléxicas constam 16 cartas referentes a léxico de brincadeiras infantis já no questionário usado no âmbito do projeto alib constam 13 questões relacionadas a jogos e diversões infantis o que se objetiva nesta apresentação é cotejar o léxico de brincadeiras infantis descrito no ealmg com o que vem sendo coletado no âmbito do pojeto alib com a finalidade de se verificar se é possível identificar áreas dialetais em minas gerais à luz desse tipo de léxico e se é possível comparar diacronicamente os dados de ambos os trabalhos contextualizaÇÃo e configuraÇÃo geolinguÍstica das lÍnguas indÍgenas brasileiras ana suelly arruda câmara cabral unb ­ coordenadora aryon dall igna rodrigues unb tabita fernandes da silva ufpa marília facó soares ufrj esta mesa redonda pretende estimular estudos geolinguísticos sobre as línguas indígenas brasileiras considerando a pertinência de estudos dessa natureza para a um conhecimento mais abrangente de uma língua consideradas as suas diferentes variedades geográficas e sociais b o conhecimento sobre os graus de diferenciação entre variedades de uma mesma língua e suas implicações para o refinamento dos conceitos de língua e dialeto c o conhecimento etimológico de partes do léxico das línguas d os efeitos de contatos linguísticos no desenvolvimento das línguas dentre outros 11 elementos para os estudos geolinguÍsticos das lÍnguas indÍgenas brasileiras ana suelly arruda câmara cabral unb aryon dall igna rodrigues unb a partir de um panorama da situação atual das línguas indígenas brasileiras e de áreas adjacentes discutese a necessidade de estudos geolinguísticos sobre as mesmas considerando-se os critérios básicos para o desenvolvimento de estudos linguísticos desta natureza e focalizando as múltiplas possibilidades de pesquisas e sistematização de seus resultados em benefício do desenvolvimento do conhecimento científico sobre tais línguas assim como da formação de pesquisadores e professores indígenas e do ensino de línguas indígenas nas escolas das aldeias será apresentado a título de ilustração um conjunto de possibilidades de estudos a partir de pesquisas realizadas em andamento ou projetadas no brasil e em outros países discutir mesa-redonda

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se-á a pertinência de diferentes métodos e modelos analíticos que podem servir de suporte à proposta central desta apresentação que é o desenvolvimento dos estudos geolinguísticos das línguas indígenas brasileiras e de áreas adjacentes o lÉxico do tembÉ e guajajÁra caminhos para um estudo dialetolÓgico tabita fernandes da silva ufpa o presente trabalho reúne resultados de um estudo comparativo entre o léxico das línguas tembé e guajajára ­ oriundas da língua tenetehára classificadas por rodrigues como pertencentes ao sub-ramo iv da família linguística tupí-guaraní ambas faladas por índios que se autodenominam como povo tenetehára a língua tembé é falada por menos de trezentos índios que habitam aldeias na região do gurupí no estado do pará a língua guajajára é falada por mais de vinte mil índios que habitam no estado do maranhão tanto em aldeias localizadas em áreas de reserva quanto por índios que habitam nas cidades ou em aldeias próximas à cidade o estudo visa responder às seguintes questões 1 quais as principais mudanças ocorridas no léxico dessas línguas nos últimos cento e quinze anos após a separação do povo tenetehára 2 há mudanças lexicais significativas entre tembé e guajajára comparamos dados dessas línguas coletados em períodos distintos ehrenreich 1894 cyriaco baptista 1932 boudin 1966 bendor-samuel 1972 harrison 1983;1996 e os meus próprios dados reunidos entre 2006 a 2009 a investigação revela que as diferenças lexicais entre o tembé e o guajajára não são mínimas mas traz um dado importante no que diz respeito à língua guajajára em particular esta tem apresentado uma situação de crescente diferenciação lexical e morfológica entre a variedade do guajajára falado na região do arame e a falada na região de barra do corda estado do maranhão É uma situação que se apresenta como um campo promissor para o estudo dialetológico dessa língua de modo a contribuir para o conhecimento dos processos de dialetização ocorrido nas línguas indígenas faladas no brasil 12 variaÇÃo e estudos sobre lÍnguas indÍgenas em um quadro de linguÍstica formal o caso tikuna marília lopes da costa facó soares ufrj É nosso objetivo neste trabalho apresentar a concepção e a metodologia que sustentam a execução de projeto sobre variação linguística e linguística formal que se encontra em desenvolvimento entre os falantes de língua tikuna ou tikúna ticuna que vivem no alto solimões e em seus seus igarapés estado do amazonas brasil no caso do trabalho de investigação que realizamos sobre a língua em tela dois fatos nos levaram a lidar com um grande número de consultores nativos a saber i o fato de a língua ticuna ser falada por sobre uma grande extensão territorial a área tikuna total inclui terras no brasil no peru e na colômbia ii o fato de o fluxo dos acontecimentos ter -me inserido em uma rede de relações que incluindo diferentes indígenas e mais de uma agência atuante junto a grupos indígenas me levou a diferentes e distanciados pontos da área tikuna em um trabalho iniciado ainda na década de 80 do século xx a possibilidade de percorrer pontos distantes da grande área tikuna conjugou-se ao trabalho de assessoria linguística colocando-me em contato com mais de 200 professores tikuna provenientes de várias localidades e mesmo de fora do brasil durante a apresentação buscaremos a discutir fichas elaboradas para registro de informações b focalizar as comparações de fato controláveis e sua possível coexistência com grupos de fatores ortogonais isto é fatores que devem co-ocorrer livremente sem que uns sejam subcategorias ou supercategorias de outros problematizaremos igualmente a relação entre estudos sobre variação linguística e aqueles de linguística formal dando especial atenção ao contato linguístico e a resultados de pesquisa de campo recente que alcançou no estado do amazonas várias aldeias tikuna e que contemplou falantes idosos em uma faixa etária dos 60 aos 92 anos livro de resumos ii cids

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lÉxico e dicionÁrio estudos em vÁrias perspectivas antônio luciano pontes uece/uern ­ coordenadora rita de cássia ribeiro de queiroz uefs expedito eloísio ximenes uece/feclesc antonieta buriti de souza hosokawa ufac as temáticas desta mesa giram em torno do léxico e do dicionário sob várias perspectivas o estudo marcas de uso em dicionários escolares de autoria de antonio luciano pontes objetiva analisar os aspectos sociolinguísticos presentes em dicionários escolares com base na abordagem metalexicográfica em lÍngua e literatura o vocabulÁrio popular de jorge amado em tereza batista cansada de guerra de rita de cássia ribeiro de queiroz pretende analisar o vocabulário da obra de jorge amado intitulada tereza batista cansada de guerra em sua décima quinta edição de 1981 publicado pela primeira vez em 1972 o trabalho vive de agricultura e de criar seus gados o lÉxico do camponÊs nos sÉculos xviii e xix no cearÁ,de expedito eloísio ximenes objetiva apresentar os meios de vida dos camponeses cearenses nos séculos xviii e xix principalmente as formas de nomear tais meios ou profissões o corpus de estudos são os autos de querela editados semidiplomaticamente para estudos de vários aspectos históricos e linguísticos por fim o trabalho de antonieta buriti de souza hosokawa intitulado lÉxico do seringueiro do acre tem como objeto de estudo o léxico segundo o método onomasiológico pertencente ao vocabulário específico do seringueiro do vale do rio acre o corpus foi constituído por quarenta e cinco entrevistas gravadas com os seringueiros acrianos o desenvolvimento deste trabalho restringiu-se a estudar palavras pertencentes ao universo do vocabulário usado pelos seringueiros tanto na produção da borracha quanto na coleta da castanha marcas de uso em dicionÁrios escolares antônio luciano pontes uece/uern a língua que se descreve nos dicionários se apresenta heterogênea em várias dimensões espaciais sociais temporais essa diversidade determinará a existência de tipos de marcação e tem sua expressão no emprego de diferentes marcas de uso que são informações concretas que restringem ou condicionam o uso das unidades léxicas e ocorrem com finalidade pedagógica importante qual seja a de auxiliar o consulente na produção de seus textos as marcas de uso já fazem parte essencial da produção lexicográfica moderna registradas de forma adequada ou não elas se apresentam desde muito tempo com uma boa frequência ou de forma acanhada mas sempre aparecem nos dicionários de língua sobretudo em dicionários escolares como afirma fariñas 2001 as notas de uso são imprescindíveis em um dicionário escolar isso porque as indicações de marcação auxiliam o produtor de texto a selecionar a palavra adequada aos contextos de comunicação noutras palavras as marcas são consideradas de grande importância na produção de um enunciado já que este pode tornar-se incoerente se forem empregadas palavras não apropriadas a uma determinada situação real de comunicação sua presença nos dicionários é fundamental sobretudo quando o dicionário objetiva ser de produção noutra passagem o mesmo autor afirma do ponto de vista descritivo é preciso marcar os usos porque não são universais para uma dada comunidade linguística do ponto de vista pedagógico como há normas sociais que regem os usos linguísticos os alunos têm de aprendê-las dada a importância da função das marcas de uso pretendemos estudar aspectos relativos às marcas em dicionários escolares mais adotados nas escolas de ensino fundamental como rocha 2005 ferreira 2010 sacconi 2009 hoauiss 2010 para tanto tomamos por base para empreender tal análise os trabalhos de cunho metalexicográfico de fajardo 1996-1997 fiorin 1996 e strehler 1998 pérez 2000-2001 Ávila 2000 fariñas 2001 sanromán 2003 welker 2008 as análises em andamento nos permitem entender que algumas marcas de uso se apresentam nos dicionários em estudo como categorias fluidas sendo possível pois aparecerem superpostas a outras assumindo múltiplas funções além disso para o registro das marcas de uso só é uma atitude plenamente segura e confiável se contarmos com as contribuições de pesquisas já realizadas em outras áreas no caso da marca regional o registro tornar-se-ia mais seguro com as informações advindas das pesquisas no âmbito da dialetologia e da geografia linguística porque a informação de uso do item lexical já estaria registrada em atlas linguísticos devidamente comprovada cientificamente como regionalismo as marcas de uso estão presentes na maioria dos dicionários já analisados em uns mais em outros menos também elas aparecem ora sistematicamente ora assistematicamente marcadas além disso observamos que nos dicionários estudados as marcas podem ocorrer em geral com abreviações os casos de omissões de marcas mormente as diastráticas podem significar para o usuário do dicionário que o item 13 mesa-redonda

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