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issn 1678-2496n gestÃoderiscos junho 2010 edição 56 acidentes nas plataformas por que a gr não evita entrevista 31010 por antonio brasiliano grti o novo risco de quem para
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editorial em foco gestão de riscos em plataformas marítimas 07 gestão de riscos e a iso 31000 10 entrevista 31010 técnicas de avaliação de riscos 14 análise o papel da area de gestão de riscos nas empresas 26 acontece grti uma nova categoria de risco a inércia 37 carreira gerenciando o superior hierárquico 41 ler&saber a revista gestão de riscos é uma publicação eletrônica mensal da sicurezza editora rua barão de jaceguai 1768 campo belo são paulo sp 04606-004 brasil diretores antonio celso ribeiro brasiliano e enza cirelli edição e revisão mariana fernandez arte e diagramação agencia bm design colunista mariana fernandez colaboradores desta edição andre pitkowski nino ricardo meireles renato vial polidori rosangela aparecida stringuer brasiliano associados online www.brasiliano.com.br blog da brasiliano associados www.brasiliano.com.br/blog
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abaixo a miopia o artigo especial deste mês que trata da gestão de riscos nas plataformas marítimas é uma verdadeira lente para que você leitor possa enxergar os equívocos provocados pela miopia organizacional que engloba inclusive a gestão dos riscos corporativos desde o acidente com a plataforma deepwater horizon no último dia 20 de abril o custo benefício da extração de combustíveis fósseis voltou a ser questionada perante o desastre causado ao ecossistema do oceano atlântico onde medidas emergenciais de contigência só conseguem recuperar de 10 a 15 do óleo cru derramado outra questão levantada a partir do acidente foi a da possibilidade de ocorrer algo parecido em águas brasileiras uma vez que o problema se deu devido a uma falha num equipamento que é usado em todas as perfurações marítimas em águas profundas mas num ângulo mais amplo abordamos a gr nas plataformas listando e analisando os diversificados acidentes que ocorrem sobre as unidades marítimas de produção em território brasileiro e internacional a negligência para com os incidentes periódicos se mostra como a maior causa para os acidentes que atentam contra a vida dos homens das empresas e do meio ambiente já em outra seção e para auxiliar na eficiência dos controles antonio celso ribeiro brasiliano dá a sua contribuição através de uma entrevista focada nas técnicas e ferramentas de gestão de riscos contempladas na norma iso 31010 brasiliano é o brasileiro criador do método de gestão e análise de riscos que constará na próxima revisão da norma internacional para não fazer você perder o fio da meada rosangela aparecida stringuer retoma a norma iso 31000 esclarecendo a função da normativa e o objetivo da área de gr e num panorama mais amplo renato vial polidori se aprofunda no papel da área nas empresas nino ricardo meireles também combate a miopia nesta edição ensinando como gerenciar o superior hierárquico através de uma conscientização do relacionamento do gestor com seu chefe na organização na coluna deste mês andre pitkowski também focaliza um tema mal percebido deixando nítidas as vantagens da busca constante pela agilidade mostrando a inércia como uma nova categoria de risco bons olhos para uma boa leitura mariana fernandez editora
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em foco acidentes ambientais nas plataformas cadê a gr mariana fernandez incidentes incontrolados acidentes fatais acidentes dos mais variados tipos já se tornaram comuns em plataformas de extração de petróleo desde os que provocam imensos danos ambientais e financeiros até os que roubam um punhados de vidas de cada vez segundo o presidente da sociedade brasileira de engenharia de segurança reynaldo barros quando do acidente com a plataforma p-36 da petrobrás vide texto nas páginas seguintes para cada acidente grave existem dez de menor relevância ou seja controles mais rigorosos podem ajudar a evitar desastres e mais ainda o erro das administradoras das plataformas está em não tirar de seus incidentes as lições necessárias para evitar uma grande tragédia o trabalho análise de causas de acidentes de trabalho nas plataformas de petróleo na bacia de campos desenvolvido no centro de estudos da saúde do trabalhador e ecologia humana na escola nacional de saúde pública da fundação oswaldo cruz refere-se igualmente à negligência dos incidentes no prejuízo da prevenção de acidentes nas unidades marítimas de produção segundo ele uma falha crucial encontra-se na subestimação manifestada através www.brasiliano.com.br em foco 6
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do sub-registro dos mesmos incidentes já que constituem apenas um quinto do total de acidentes quando deveria no mínimo ser o contrário deixa de ser apenas um problema de registro mas também e principalmente um problema de segurança pois as falhas latentes que podem estar se ocultando em determinado momento podem no momento seguinte se transformar em acidentes que ameaçam a saúde e a vida dos trabalhadores na sonda de perfuração ocean ambassador afretada à ogx instalada na na bacia de campos norte fluminense os quatro tripulantes vitimados faziam um teste de rotina na baleeira barco de emergência quando a embarcação caiu no mar durante a operação em que era retirada da água a capitania dos portos do rio abriu um inquérito administrativo sobre acidentes e fatos da navegação para apurar as causas e circunstâncias do acidente o relatório será enviado para julgamento do tribunal marítimo a previsão de conclusão é de 90 dias tragédias recentes o último acidente noticiado ocorrido numa plataforma petrolífera ocorreu no último dia 17 de maio deixando dois mortos e dois feridos a ocorrência deu-se em abril a tragédia espalhou-se pelas correntes marítimas do atlântico com a explosão da plataforma deepwater horizon no golfo do méxico veja quadro abaixo ataque ao atlântico um gravíssimo acidente atingiu o oceano atlântico no primeiro semestre deste ano a explosão da plataforma deepwater horizon no dia 20 de abril reabre a discussão sobre os perigos e impactos da extração de petróleo o acidente ocorrido no golfo do méxico deixa em alerta governos e pesquisadores de todo o mundo inclusive no brasil grande explorador de petróleo no mar a plataforma petrolífera semi submersível que pertence à transocean e que estava sendo operada pela british petroleum bp pegou fogo no dia 21 de abril a explosão ocorreu na madrugada de terça para quarta-feira 21 de abril em frente à costa do estado americano da louisiana a cerca de 75 km da cidade de venice depois de ficar dois dias em chamas afundou a 80 quilômetros da costa do estado americano da louisiana dezessete trabalhadores estão feridos e onze desaparecidos a fratura na tubulação que era conectada à plataforma a partir da cabeça do poço a mais de uma milha da superfície segue lançando cerca de cinco mil barris ou 800 mil litros de petróleo por dia no mar causando um dos maiores desastres ambientais da história da indústria petroleira a plataforma realizava perfurações exploratórias 84 quilômetros ao sudoeste de venice na louisiana quando ocorreu a explosão plataformas como a deepwater horizon não são ancoradas no fundo do mar são flutuantes o que permite que trabalhem em profundezas de água de até 3.000 metros plata www.brasiliano.com.br em foco 7
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formas deste tipo usam um complicado sistema de posicionamento que inclui motores e gps para mantê-las sempre na mesma posição o acidente foi desencadeado por uma bolha de metano que escapou do poço e disparou para cima pela coluna de perfuração expandindo-se rapidamente ao eclodir através de diversos lacres e barreiras antes de explodir informaram funcionários da plataforma entrevistados pela bp que conduz uma investigação interna do caso no ano passado a bp foi multada em us 87 milhões por não ter melhorado as condições de segurança depois de uma enorme explosão que provocou a morte de 15 pessoas em uma refinaria na cidade do texas o serviço de administração mineral dos estados unidos tinha realizado inspeções de rotina na plataforma deepwater horizon em fevereiro março e abril deste ano sem encontrar nenhuma violação às normas de segurança imagem de satélite divulgada no último dia 17 de maio pela nasa mostra o avanço da mancha de óleo foto ap aposentado chris oynes diretor responsável pelo setor de controle da exploração de energia no mar do serviço de gerenciamento de minerais dos estados unidos mms da sigla em inglês agência federal acusada de ter sido leniente com as petroleiras abrindo caminho para o desastre do golfo do méxico anunciou sua aposentadoria nesta segunda-feira informou o órgão oynes foi nomeado em 2007 diretor associado do programa de exploração de energia mineral no mar do mms com responsabilidades que incluiam controlar os programas de exploração de petróleo e gás fora do continente a decisão ocorre em um momento em que a agência é criticada por ter sido muito leniente com as empresas petroleiras em suas inspeções da exploração de petróleo no mar e de ser muito próxima das companhias as quais é encarregada de fiscalizar riscos ambientais a emissão de petróleo no mar coloca em risco a vida marinha em uma região de terras baixas que contêm zonas vitais de desova para peixes camarões e caranguejos além www.brasiliano.com.br em foco 8
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de consistirem em parada importante para muitas espécies migratórias de aves raras afirmam especialistas os danos aos ecossistemas marinhos caso isso ocorra serão incalculáveis disse o professor da faculdade de ciências marinhas da universidade de miami daniel suman à efe no local vivem animais ameaçados de extinção como o jacaré americano pelicano marrom tubarão azul baleias e tartarugas na quinta-feira 6 de maio uma reserva ecológica de luisiana foi atingida pela mancha o óleo ainda pode destruir a vegetação que serve de alimento para os peixes a base da cadeia alimentar alertam os estudiosos com isso a atividade de criadores de camarões e pescadores está em risco só a pesca local movimenta mais de 40 bilhões de dólares por ano a atividade foi banida enquanto a situação não é resolvida e cerca de 4,5 da área do golfo está proibida para os pescadores medidas de retenção inúmeras ações todas fracassadas até o momento já foram tomadas pelas bp para tentar conter o vazamento de petróleo a lâmina d água de trabalho 1.500 metros e a profundidade do poço 5.400 metros tornam o desafio da empresa ainda maior animais marinhos mortos já começam a ser encontrados nas praias da região/foto joe raedle barcos tentam contem a mancha de petróleo com barreiras flutuantes foto us coast guard www.brasiliano.com.br |9
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em washington considerações de segurança ambiental já fizeram o presidente obama recuar da decisão de permitir perfurações no mar e condicioná-las à segurança o presidente afirmou ainda que quer endurecer a legislação sobre compensações por danos em caso de vazamentos de petróleo que atualmente limita esses pagamentos a us 75 milhões mesmo com tudo isso o analista ambiental do ibama cristiano vilardo é cético quanto aos resultados das ações em condições ótimas tempo bom resposta rápida equipamentos modernos uma ação de contingência consegue recuperar de 10 a 15 do óleo cru derramado no oceano se algum fator complicador estiver presente como ventos correntes ou ondas esse percentual é reduzido consideravelmente explicou até cabelo humano e pelo de animais têm sido usados para tentar conter a mancha/foto matter of trust riscos para o brasil um incidente com as mesmas características deste que ocorre nos eua é passível de ocorrer no brasil uma vez que o problema se deu devido a uma falha num equipamento que é usado em todas as perfurações marítimas em águas profundas alertou o analista ambiental da hidroclean proteção ambiental maurício green e o seu diretor carlos boeckh que também é coordenador do plano de emergência da baía de guanabara pebg já cristiano vilardo alerta que apesar de existirem simulados de emergência onde são testados os procedimentos de comunicação mobilização de recursos e efetividade da resposta aos derramamentos de óleo e da tentativa de aprovação de um plano nacional de contingência as empresa estão passando de raspão nesses exames são raros os exercícios de simulação onde não se tenha problemas com o lançamento de barreiras ou falhas de comunicação ou defeito em embarcações ou todas as alternativas anteriores nesses casos o ibama tem atuado exigindo a correção dos erros e eventualmente a realização de novo exercício completo diz www.brasiliano.com.br em foco 10
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o analista afirma que a situação fica ainda mais crítica quando são avaliados blocos situados muito próximos de áreas ambientalmente relevantes podemos citar por exemplo a existência de blocos petrolíferos a menos de 10 km do litoral paradisíaco do baixo sul da bahia ainda em licenciamento ambiental nesses casos se um vazamento de óleo `acontecer não há plano de emergência que dê conta de evitar uma tragédia ambiental diz os reflexos do vazamento no golfo do méxico levaram o governo do estado do rio e o ministério do meio ambiente a formar um grupo de trabalho que fará a prevenção e o mapeamento dos eventuais riscos em plataformas de petróleo no brasil a reunião foi realizada no dia 7 de maio na sede da secretaria do ambiente do estado do rio 800 mil litros de petróleo são despejados no mar diariamente foto us coast guard avaliação do desastre para o cientista político sérgio abranches não existe tecnologia adequada para lidar com esse tipo de vazamento o desastre ocorre na maior e mais rica economia do mundo no país mais avançando tecnologicamente e em um projeto de uma grande e avançada empresa ela pediu ajuda a suas concorrentes e as poucas sugestões que recebeu foram tópicas ninguém sabe como estancar o vazamento naquela profundidade em tempo de evitar um desastre dessas proporções abranches sugere quatro grandes lições a serem extraídas do episódio a primeira é que o risco é maior do que as empresas admitem a segunda é que não existe tecnologia adequada nem para prevenção desse risco nem para controlar prontamente os danos menos ainda para estancar o processo em tempo hábil a terceira é que esses desastres têm consequências de longo prazo a quarta lição é que esses projetos petrolíferos em águas profundas têm um custo escondido opina www.brasiliano.com.br em foco 11
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há analistas como jeff rubin que comparam este acidente com o acidente de chernobyl sugerindo uma possível estagnação nessa modalidade de exploração como teria ocorrido com a energia nuclear possíveis causas do acidente ainda não há conclusão sobre a causa do acidente com a plataforma as investigações sobre a causa estão centradas basicamente em duas hipóteses i problemas no processo de cimentação e ii falha do blowout preventer bop inúmeros problemas incomuns foram identificados no bop o que torna o caso permeado de mistério deixando margem para especulações de diversas naturezas segundo inquérito interno da bp a explosão ocorreu porque a tampa do poço teria falhado devido a uma bolha de metano que escapou do poço foi lançada pela coluna de perfuração e se expandiu rapidamente porque rompeu várias barreiras de segurança e lacres de cimento até explodir tudo isso teria ocorrido ao longo da cimentação de fato a fase de cimentação envolve um elevado risco de blowout de acordo com um estudo de 2007 da minerals management service o cimento foi um fator relevante em 18 das 39 rupturas em plataforma ocorridas no golfo do méxico entre 1992 e 2006 esse acidente alerta para o fato de que os procedimentos de segurança podem falhar incluindo o bop blowout preventer trata-se de um sistema de segurança na saída para o solo oceânico por causa do acidente o tubo que liga o poço à plataforma foi danificado sendo impossível acessá-lo os bops constituem a mais moderna resposta da indústria para o blowout e não haviam falhado desta forma antes o evento aumenta as exigências de segurança e tendem a reduzir a probabilidade de algo semelhante se repetir a bp alertou que ocorreu um número inédito de falhas e muitos detalhes ainda não foram esclarecidos há também relatos de possíveis problemas na própria construção da plataforma deepwater horizon no ano de 2001 nos estaleiros coreanos da hyundai este tipo de plataforma semi-submersível utiliza um sistema de geo-posicionamento dinâmico que lhe permite permanecer fixa em relação a um ponto no fundo do mar são utilizados sensores de correntes e ventos para ativar os motores e mantê-la fixa esta tecnologia corresponde ao que tem de mais moderno no segmento offshore da indústria no dia 29 de maio o new york times divulgou que há um ano a bp tinha informações quanto aos riscos naquela plataforma no dia 22 de junho de 2009 em documentos internos à companhia um engenheiro de perfuração sênior chamado mark e hafle alertou que o revestimento de metal que a empresa queria usar no poço poderia sofrer um colapso sob altas pressões no entanto ele relativizou afirmando que a ocorrência do problema estaria associada a um cenário pessimista raro mas possível depois de outros acidentes envolvendo a empresa especialmente desde 2007 a bp vinha tentando reverter sua política ineficiente de cortes de custos a qual também estava sendo associada aos incidentes ocorridos ademais segundo memorando dos representantes da comissão de energia e comércio dos eua que investiga o caso antes da explosão os operadores da plataforma receberam três alarmes sobre problemas de fluxo no poço a bp teria informado que o primeiro alarme teria ocorrido 51 minutos antes da explosão quando o fluxo superou o padrão de bombeamento o segundo aviso teria ocorrido aos 41 minutos antes da explosão www.brasiliano.com.br em foco 12
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quando houve um inesperado aumento de pressão o último alerta veio 18 minutos antes da explosão diante de pressões anormais e da presença de lodo quando o bombeamento foi interrompido abruptamente também há indícios de que os operários da plataforma tentaram controlar a pressão antes da explosão imagens oferecidas pela bp mostram como o petróleo estava saindo pelas quatro válvulas da estrutura instalada de acordo com o memorando os dados sugerem que a tripulação pode ter tentado intervenções mecânicas nesse ponto para controlar a pressão mas logo depois o fluxo saiu do controle a pressão aumentou dramaticamente e ocorreu a explosão mesmo diante das informações que vão surgindo ao longo das investigações ainda não foi possível identificar a causa que está na raiz do acidente as lições do desastre da deepwater horizon por priscila de martini o que é preciso fazer no brasil segundo especialistas aumentar multas a legislação brasileira prevê multa de r 7 mil a r 50 milhões para as empresas do setor petrolífero responsáveis por acidentes em águas sob jurisdição nacional excluídos os custos com limpeza e possíveis indenizações o diretor-geral da agência nacional do petróleo anp haroldo lima porém afirmou que o valor-limite de r 50 milhões tornou-se muito baixo diante do acidente ocorrido no golfo do méxico especialistas também alegam que a legislação não é clara o suficiente na definição dos critérios para a aplicação das penalidades plano emergencial deveria ser criado o plano nacional de contingência para derramamento de Óleo pnc inexistente mesmo depois de ter sido exigido pela legislação há 10 anos atualmente os planos de emergência são individuais para cada plataforma por exemplo já o pnc é um documento nacional que consolida todas as atribuições de empresas e governos no caso de um acidente sobretudo em episódios mais graves menos poder à petrobras para doneivan ferreira especialista em economia do petróleo a petrobras deveria ter menos influência no governo se a companhia é tão forte e tem tanto poder que o órgão regulador não consegue fazer exatamente o que ele quer manter essa empresa na linha até em termos de segurança pode se tornar um risco É muito importante que o brasil se desenvolva e os recursos do pré-sal são importantes no momento agora tem que saber se o poder dado à petrobras não vai fazer dela uma empresa intocável ela tem que ser uma empresa regulável www.brasiliano.com.br em foco 13
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corpo técnico ferreira alerta que o ibama não tem um corpo técnico adequado para avaliar o licenciamento para exploração de petróleo além disso a burocracia dos órgãos reguladores seria um entrave a anp licenciou algumas áreas que estão dentro de uma zona em que o ibama não dá licença isso é culpa da agência de não ter visto isso antes acidentes petrobrasileiros no ano passado,um acidente na plataforma p-34 da petrobras no litoral sul do espírito santo resultou na morte de um caldeireiro na noite do dia 4 de janeiro de 2009 segundo o sindicato dos petroleiros do estado por volta 23h15 de domingo houve uma falha em uma válvula de bloqueio da plataforma o que provocou o vazamento de água e óleo o material teria escapado com muita pressão e atingiu william robson vasconcelos de 28 anos outros dois funcionários tiveram escoriações leves a petrobras informou ter instaurado uma comissão técnica para avaliar as causas do acidente em 2008 um funcionário terceirizado da petrobras morreu em conseqüência de um acidente na tarde do dia 11 de junho durante a operação da plataforma de perfuração ss-49 a petrobras abriu sindicância para apurar as causas do acidente em 3 de março de 2002 um acidente na plataforma p-15 da petrobras provocado por um vazamento de ar comprimido apavorou os funcionários que foram transferidos para outras plataformas uma tubulação de ar formou várias bolhas no mar da bacia de campos onde se localizava a plataforma as atividades voltaram ao normal no dia seguinte ao acidente no mesmo dia outro acidente um mergulhador morreu na plataforma 20,em seu primeiro dia de trabalho marcos francisco da silva era funcionário de uma prestadora de serviços da petrobrás 2001 foi o ano da superação com três explosões e dez mortes a plataforma p-36 da não manchou apenas a bacia de campos mas a imagem da petrobras e do brasil vide quadro ao lado nos quinze meses que se antecederam à catástrofe a empresa viu-se envolvida em 95 acidentes nos quais morreram dezoito pessoas como se não bastasse no período de 2000 a 2001 seus dutos foram responsáveis por quatro vazamentos gigantes que despejaram 5,5 milhões de litros de óleo por lagoas rios e baías em 2000 três plataformas da petrobrás tiveram incêndios debelados veja quadro com os maiores acidentes da história da petrobras imagem marcada alguns dos maiores acidentes da história da petrobras morretes paraná em fevereiro de 2001 o rompimento de um oleoduto provocou o vazamento de 50.000 litros de óleo diesel que atingiram rios da região baía de guanabara rio de janeiro em janeiro de 2000 vazamentonarefinariaduquedecaixias espalhou 1,3 milhão de litros de óleo por mais de 50 quilometros quadrados são sebastião são paulo em janeiro de 1992 um navio explodiu depois de descarregar óleo no terminal da petrobras uma pessoa morreu bacia de campos rio de janeiro em agosto de 1984 vazamento de gás provoca incêndio na plataforma de enchova houve 37 mortes cubatão são paulo em 1984 um vazamento incendeia uma vila vizinha aos dutos da petrobras noventa pessoas morreram p-36 o grande desastre brasileiro em 20 de março de 2001 ocorreu o maior acidente brasileiro em plataformas petrolíferas na instalação responsável pela extração de 6 do petróleo brasileiro em foco 14
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Às 2 e meia da madrugada a monumental construção equivalente a um prédio de quarenta andares e à largura de um quarteirão começou a adernar a 120 km da costa do rio de janeiro a p-36 que custou ao país 430 milhões de dólares estava operando havia um ano no campo de roncador uma das áreas mais promissoras de produção da bacia de campos de onde saem 90 do petróleo brasileiro a vitória já vinha sendo comemorada pelo governo desde que a plataforma começou a operar no campo de roncador em março do ano passado o brasil economizou em média 2 milhões de dólares ao dia em importação de petróleo no dia seguinte ao desastre já era possível fazer um cálculo preliminar do estrago a estimativa é de que o país tenha um prejuízo de mais de 1 bilhão de dólares ao ano os analistas avaliam que a perda resultante da interrupção da produção de 80.000 barris de petróleo seja em torno de 600 milhões de dólares ao ano uma plataforma como a p-36 mesmo sem afundar leva quase esse tempo para ser consertada a construção de uma plataforma igual tomaria no mínimo três anos foi o pior acidente em plataforma de petróleo no país desde 1984 quando uma explosão na plataforma de enchova também na bacia de campos deixou o trágico saldo de 37 mortos perdas financeiras apesar de o seguro da plataforma ser avaliado em 500 milhões de dólares não há contrato que cubra o prejuízo com a paralisação da produção para o país porém a perda é mais estrondosa ainda logo que foram anunciados o acidente e a extensão do estrago as ações da companhia nas bolsas de valores despencaram no brasil e em nova york o dólar que já vinha pressionado pela crise argentina e pelo temor de recessão nas principais economias do mundo teve uma nova alta isso obrigou o banco central a intervir vendeu dólares de suas reservas para tentar conter a subida além disso perder produção num momento em que os preços do petróleo voltam a subir no mercado internacional é um prejuízo que o país não podia dar-se ao luxo de sofrer cadê a segurança o acidente na p-36 também chamou a atenção para uma questão que vem sendo insistentemente discutida pelos funcionários depois de tantos acidentes a segurança na briga entrou até o ministério público do trabalho que acusa a petrobras de negligenciar o controle da contratação de mão-de-obra terceirizada desde 1995 a companhia iniciou um processo de incentivo a aposentadorias e demissões passando a contratar mão-de-obra terceirizada para várias funções o presidente da associação dos engenheiros da petrobras fernando siqueira aponta como o maior problema a baixa qualificação das empreiteiras que trabalham com a companhia nos estados unidos eles trabalham com terceirizados de empresas de ponta aqui a contratação é aberta www.brasiliano.com.br em foco 15
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