O PENITENCIARISTA- edição JULHO/AGOSTO

 

Embed or link this publication

Description

INFORMATIVO

Popular Pages


p. 1

secretário de estado da administração penitenciária lourival gomes deu posse aos membros do comitê de orientação cultural ligado ao museu penitenciário paulista mpp passo fundamental para que possa entrar em pleno funcionamento compete ao comitê i ­ analisar orientar e opinar sobre a política de acervo do mpp ii ­ analisar orientar e opinar sobre a aquisição de objetos isolados e acervos na forma de compra coleta doação legado depósito permanente etc iii ­ analisar orientar e opinar sobre o descarte de objetos isolados e acervos na forma de baixa transferência empréstimo etc iv ­ analisar orientar e opinar sobre restaurações de peças do acervo a cerimônia de posse e instalação do comitê aconteceu no último dia 01 de junho na sede da secretaria da administração penitenciária o comitê tem 8 membros além do diretor do mpp o museu penitenciÁrio em aÇÃo imagens de itens do acervo do mpp de olho no acervo titulo da obra soldado liberto autor leomar ano 13/11/1998 com o novo órgão gestor colegiado os stakeholders do mpp as partes interessadas poderão participar de forma mais direta nas decisões sobre o acervo do sistema penitenciário paulista garantindo maior transparência e possibilitando uma gestão sócio cultural desse acervo o comitê de orientação cultural é também um órgão consultivo composto por membros que atuam nas áreas da museologia história difusão cultural cultura prisional e direito cultural além de convidados representantes de institúições museológicas de ensino da administração penitenciária e da sociedade civil a definição de uma política de acervo em especial quanto à aquisição e o descarte de obras é uma necessidade dos museus dos mais diversos gêneros além de ser um imperativo legal posto o que preconiza o artigo 38 do estatuto de museus que diz os museus deverão formular aprovar ou quando cabível propor para aprovação da entidade de que de penda uma política de aquisições e descartes de bens culturais atualizada periodicamente portanto todo museu deve ter uma política que defina os métodos a serem adotados para o descarte definitivo de um objeto do acervo quer seja por meio de doação transferência troca venda repatriação ou destruição e que permita a transferência de propriedade a outros museus quando possível no caso do museu penitenciário paulista por ser um museu institucional ligado a um órgão público se faz ainda necessário dar publicidade no caso de descarte de obras conforme disposição constante do parágrafo único do artigo 38 do estatuto dos museus os museus vinculados ao poder público darão publicidade aos termos de descartes a serem efetuados pela instituição por meio de publicação no respectivo diário oficial no ato da posse foi eleita a servidora deise donatoni casado como secretária dos trabalhos o comitê foi criado pela resolução sap 200 de 7 de outubro de 2011 o penitenciarista 1 o penitenciarista · · 1

[close]

p. 2

dez anos da implosÃo da casa de detenÇÃo todos em suspense o silêncio antevia o que iria acontecer a emoção que sentíamos era indescritível a sirene tocou parecia estar alertando a evasão de sentenciados ou problemas anormais à rotina da casa de detenção todos ali umas vinte pessoas já haviam trabalhado ou trabalhavam no sistema penitenciário há mais de duas décadas alguns somente na casa de detenção os segundos pareciam séculos o presídio inaugurado em 1956 em poucos instantes deixaria de existir olhares fixos nos pavilhões 6 8 e 9 que viriam abaixo em seguida as explosões nas partes baixas dos pavilhões a fumaça e a poeira tomaram conta de tudo somente se avistavam os telhados dos prédios que caíram o semblante dos presentes demonstrava reações diferentes cada qual de uma maneira alguns rostos deixavam cair lágrimas furtivas outros com certeza pois também ocorria comigo faziam um retrospecto rápido do tempo que praticamente viveram ali dentro viveram é o termo exato pois a casa de detenção dada a sua extensão e população era praticamente uma cidade cujas muralhas a isolavam da realidade passado o impacto vieram os comentários cada um contando a sua história cada funcionário que passou pela casa de detenção tinha sua história pessoal e que geralmente divergia das outras pois detalhes eram acrescentados ou suprimidos dependendo do entusiasmo e da eloqüência de cada um tudo que se recorda feliz ou infelizmente faz parte do passado que não pode e não vai ser esquecido jamais pois servirá de exemplo futuro de como não se deve construir um presídio com estrutura e funcionamento iguais aquele onde por mais que se tentasse fazer ou mudar para melhor surgiam barreiras tal a complexidade,o que tornava muito mais pesada a responsabilidade de quem comandava e também dos comandados o histórico da casa de detenção nos mostra que todas as administrações que por ali passaram deixaram registrados fatos marcantes aos poucos os presentes foram se retirando cabisbaixos com mais um marco do sistema penitenciário gravado em suas histórias guilherme silveira rodrigues museus penitenciÁrios pelo mundo gime de silêncio além de regulamentar e classificar os procedimentos de recompensas e de punição dos prisioneiros museu penitenciÁrio argentino antonio ballvÉ museopenitencirioargentino.blogspot.com ciário federal o museu penitenciário argentino é uma instituição dedicada a colecionar preservar estudar e informar sobre o patrimônio histórico ligado ao sistema peniten 1980 em um edifício construído no início do século xviii o local foi declarado patrimônio histórico argentino em 1982 seu nome é uma homenagem a antonio ballvé que fez mudanças fundamentais na penitenciária nacional entre 1904 e 1909 retirando o re inaugurado em 4 de d e zembro de endereço rua humberto primo 378 buenos aires ­ argentina 2 · o penitenciarista

[close]

p. 3

histÓria dos estabelecimentos penais presÍdio de mulheres de sÃo paulo pÁtio do presÍdio de mulheres o primeiro presídio específico para mulheres no brasil foi construído em 1937 na cidade de porto alegre durante a década de 1920 cândido mendes e lemos brito juristas e penitenciaristas passaram a escrever sobre a situação da mulher presa preocupados com a promiscuidade que acontecia no cárcere que para eles não era apenas pelo o fato de estarem homens e mulheres dividindo o mesmo espaço mas de estarem juntas mulheres de elite e prostitutas lemos brito lembra ainda que o cheiro de fêmea fazia com que a pena fosse menos penosa para os homens o início do governo vargas foi marcado por um momento de grande produção legislativa código penal de 1940 código de processo penal de 1941 legislação trabalhista etc havia a intenção de construção de novos projetos para o brasil e a preocupação de como poderia o país ser visto no exterior pensar em projetos para um país é pensar nas instituições inclusive nas instituições penais na legislação penal da década de 1940 aparece a primeira menção legal sobre a separação de homens e mulheres o 2° do artigo 29 do novo código penal fala da importância de que a pena seja cumprida em estabelecimentos distintos a partir disso houve um grande afã para criação de instituições prisionais femininas durante a década de 1940 muitos presídios femininos foram criados o presídio de mulheres de são paulo o segundo do país foi constituído á partir de um projeto de accácio nogueira à época secre tário de estado da justiça foi criado junto à penitenciária do estado através do decreto n° 12.116 de 12 de agosto de 1941 a secção especial foi instalada em imóvel situado nos terrenos da penitenciária antiga casa do diretor geral era gerenciada pela congregação do bom pastor com a intenção de dispor de pessoal constituído por mulheres devidamente habilitadas para as funções inclusive com aulas de educação moral e cívica destinada ao recolhimento de mulheres definitivamente condenadas aplicava os métodos educativos e de trabalho a vigorarem até então somente na pe com algumas modificações recomendáveis como oficinas de costura lavanderia e engomagem de roupas não somente destinadas a servir a penitenciária como a outras empresas mpp elege representante no sisem durante o iv encontro paulista de museus realizado nos dias 13,14 e 15 de junho de 2012 ocorreram eleições para os representantes das regiões administrativas que atuam em parceria com o sistema estadual de museus do estado de são paulo sisem-sp que reúne e articula todos os museus do estado visando promover o desenvolvimento e o fortalecimento institucional É coordenado pela unidade de preservação do patrimônio museológico da secretaria de estado da cultura durante as eleições foram eleitos representantes para as regiões administrativas do estado e região metropolitana que abrange os museus da capital e da região metropolitana para o mandato 2012 ­ 2014 foram eleitos como representantes da região metropolitana o agente cultural nilo mattos de almeida do museu dr octaviano armando gaiarsa de santo andré e a analista sociocultural ­ museóloga gisele ribeiro guimarães responsável técnica do acervo do museu penitenciário paulista o penitenciarista · 3

[close]

p. 4

coluna penitenciaristas accÁcio nogueira dicas livros e filmes luiz philippe florence borges editora o autor ano 1984 accácio nogueira considerado um dos maiores penitenciaristas brasileiros nasceu na cidade de santos são paulo em 11 de julho de 1887 um ano após seu nascimento sua família transferiuse para capital onde passou a residir em 1905 completou seus estudos básicos no ginásio do estado matriculando-se a seguir na faculdade de direito do largo de são francisco tendo exercido diversos cargos de direção durante sua vida acadêmica bacharelou-se em 1908 de 1908 a 1917 exerceu a função de delegado de polícia em diversas regiões do estado em 1918 como 4º delegado auxiliar dirigiu a delegacia de costume tendo sido mais tarde comissionado como diretor da penitenciária do estado função em que foi elogiado pelo secretário da justiça e segurança pública herculano de freitas em 1920 trabalhou junto à delegacia regional de campinas para a normalização dos serviços da cia mogiana por ocasião da greve geral que ocorreu nessa companhia a pedido do próprio diretor em junho de 1920 foi nomeado diretor do gabinete de investigações e capturas da nova penitenciária do estado nesse mesmo ano agraciado pelo rei da bélgica com o título de cavalheiro da ordem de leopoldo em 4 de outubro de 1932 foi nomeado interinamente diretor da nova penintenciária sendo efetivado em 16 de agosto de 1933 durante sua gestão a penitenciária do estado viveu seu auge afastou-se da direção da p.e em abril de 1943 representou a polícia civil de são paulo na conferência penitenciária brasileira na capital no ano de 1941 sendo membro da comissão revisora do código penitenciário em 1941 foi nomeado chefe de polícia pouco tempo depois secretário da segurança pública faleceu em 26 de março de 1943 accÁcio nogueira diretor geral da pe por 11 anos de outubro de 1932 a abril 1943 a lei do cão aquele que narrou porque viu e viu porque viveu a epopeia da casa de detenção de são paulo histórias mitos alegrias e tristezas vida e morte no maior presídio do país contada em 10 contos com 900 estrofes totalizando dez cantos redigidos por luiz philippe florence borges que atuou na direção da casa de detenção no final dos anos de 1970 filme hunger fome duração 96 minutos genero drama estréia 2008 diretor steve mcqueen o filme conta a história de raymond lohan um homem comum que trabalhava como guarda prisional na cadeia de maze na irlanda em 1981 em um dos temíveis blocos onde os prisioneiros republicanos se recusavam a tomar banho e protestavam por cobertores ele conheceu o inferno que era aquela prisão tanto para os prisioneiros como para aqueles que nela trabalhavam coluna com a palavra o servidor reinventando o conceito com co-criação os amigos da sap sempre me questionam como fazer para ter sucesso nos projetos sendo assim quero compartilhar a minha receita nenhuma ideia nasce do nada nenhuma pessoa concebe uma ideia a partir do zero uma ideia é sempre um clone de outras ideias que são frutos das interações entre pessoas sendo um fenômeno de rede isto é da pessoa conectada não do indivíduo isolado assim cada aprendizagem é uma descoberta um insight quase um satori e envolve sempre a concepção de ideias novas se você não inventa nada não aprende nada simplesmente faça diferente e tente responder você é criativo inova no que faz resumindo nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades e com certeza você terá sucesso nas suas ações até a próxima hudson augusto lima agente de segurança penitenciário iv peniteciária dr danilo pinheiro de sorocaba equipe sap/mpp sidney soares de oliveira edson galdino gisele ribeiro guimarães colaboradores guilherme silveira rodrigues rosa alice taschetti ricci hudson augusto luana priscila costa programa de difusÃo cultural o penitenciarista acompanhe-nos participe envie-nos fotos histórias dos estabelecimentos penais do estado para a próxima edição de o penitenciarista mande sua opinião para o informativo museupenitenciário@sap.sp.gov.br visite nosso blog www.museupenitenciario.blogspot.com.br 4 · o penitenciarista

[close]

Comments

no comments yet