Revista agosto

 

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figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 1

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carta do editor sumário editorial página aberta leitores ponto de ordem dossier figura do mês figuras de cá economia negócios em directo cultura desporto África mundo tecnologia moda e beleza vida social figuras de lá recado social 05 08 14 17 20 50 54 60 65 70 74 80 84 86 90 94 100 104 p or questões operacionais ligadas à comercialização fomos forçados a efectuar algumas alterações na nossa revista que entretanto não alteram o seu conteúdo queremos nos assumir cada vez mais como uma revista de análise,de grande informação e este facto não nos amarra a divulgação dos feitos noticiosos que decorrem ao longo do mês o que nos tornava descompassados quanto a datas que constava na capa na altura da comercialização isto fazia pensar que estavamos sempre atrasados no tempo porque a revista de um mês só era comercializada no mês seguinte por isso mesmo e para esse acerto a revista que vos chega às mãos compreende o mês de julho e agosto como resposta ao acerto que era necessário efectuar sendo que a próxima publicação onde faremos uma análise circunstancial a forma como decorrerá o processo eleitoral em angola estará nas bancas na primeira semana de setembro na presente edição continuamos a privilegiar as materias relacionadas com as eleições mormente a apresentação resumida de alguns programas e manifestos eleitorais dos partidos concorrentes ao pleito no país só se respira o ambiente das eleições que se pretendem ordeiras e disciplinadas para se colher resultados transparentes e justos mas isso não nos impede de fazer outras abordagens quer de índole económica social e desportiva não descurando a actualidade internacional com ênfase para o continente africano micaela reis miss angola 2008 experimenta agora a carreira de actriz primeiro de tv e agora de teatro escolhemo-la para foto de capa e na entrevista que nos concedeu ela fala um pouco de si e dos seus projectos profissionais no fundo estamos a ir ao encontro de um princípio primário constante na nossa biblia editorial o de se privilegiar a divulgação de factos e figuras que se destacam sobretudo na vida nacional e micaela reis merece ser enquadrada nessa lista capa pedro hiangalalo figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 2

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página aberta 08 dossier 20 desporto 74 publicação mensal de economia negócios e sociedade ano 12 n.º 128 julho/agosto ­ 2012 n º de registo 13/b/97 director geral victor aleixo redacção carlos miranda sebastião félix venceslau mateus e suzana mendes fotografia nsimba george e samy manuel colaboradores manuel muanza juliana evangelista crisa santos rita simões joão barbosa portugal mário santos inglaterra wallace nunes brasil e sousa jamba eua design e paginação humberto zage e sebastião miguel publicidade paulo medina chefe secretariado e assinaturas katila garcia revisão baptista neto distribuição e assinaturas portugal logistica portugal distribuição de publicações s.a Área industrial do passil lote 1 a palhavã 2894-002 alcochete londres diogo júnior e16-1ld tel 00447944096312 tlm 07752619551 email todiogojr@hotmail com brasil wallace nunes móvel 55 11 9522-1373 e-mail wallace_nunes@hotmail.com produção gráfica cor acabada lda tiragem 10.000 exemplares direcção e redacção edifício mutamba-luanda 2º andar porta s tel 222 397 185 222 335 866 fax 222 393 020 caixa postal 6375 e-mails figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao site www.figurasenegocios.com pág pág pág vida social pág 94 figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 3

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editorial tiro de largada n o dia 31 de julho deu-se o tiro de largada para o início da fase decisiva da campanha eleitoral em angola com os partidos e coligações políticas a terem espaço livre nas estações públicas de rádio e televisão para fazerem passar as suas mensagens são programas diários com a duração de 10 minutos para as rádios e 5 para a tv um tempo que deve ser bem gerido pelas equipas de marketing e comunicação dos partidos e coligações de forma que eles possam ser preciosos quando se chegar a altura de se contabilizar os ganhos e perdas alcançados no final do pleito eleitoral já o dissemos aquí que ao contrário de 2008 as eleições deste ano têm menos intervenientes nove contra quatorze antes mas isso não retira o mérito ao jogo democrático que se pretende cada vez mais plural não fazem falta aqueles que não conseguiram fazer bem os deveres de casa porque são maus aprendedores do jogo e das regras que a democracia tem pelo que é preciso louvar e encorajar os que conseguiram cumprir com o exigido pela lei sendo alguns dos partidos agora concorrentes pela primeira vez a um pleito eleitoral não se retira punjança ao confronto saudável de ideias e de projectos que tem de existir entre os partidos até porque é bom sublinhar que do tiro da largada todos os concorrentes aparecem no mesmo campo de igualdade e na luta pelos mesmos objectivos:ser poder em angola mesmo com os meios desproporcionais que de certeza existem entre uns e outros-compreensíveis porque os que já estão no parlamento são subsidiados em função do número de deputados que têm o que não acontece com os que concorrem pela primeira vez há uma predisposição colectiva de se participar nessa festa da democracia o objectivo de todos é o poder mas não a qualquer preço pelo que é muito importante que na campanha eleitoral que se prolongará até ao final de agosto os militantes dos partidos directamente engajados no pleito pautem a sua conduta por uma verticalidade e responsabilidade no sentido de não se transformar as eleições em luta campal que possa perigar a continuidade do processo o respeito pela diferença é saudável como deve ser salutar os costumes cívicos de manifestação que os militantes das diferentes formações políticas levarão à cabo em todos os pontos do país para ressaltar os valores que os seus líderes defendem para em última instância não sendo o poder principal consigam ter representantes no parlamento que é a casa das leis foi aprovado pelo governo uma verba de 4,5 biliões de kwanzas para esse pleito eleitoral da qual coube a cada formação política apurada para as eleições uma soma estimada em aproximadamente usd 800.000 oitocentos mil dólares É verdade que se constata uma redução acentuada em relação a 2008 a verba atribuida as formações políticas mas é preciso não ignorar os contextos que são diferentes a crise financeira internacional não atingindo directamente angola tem reflexos evidentes na «saúde financeira» de um país que está fortemente engajado na reconstrução do seu tecido económico-social se é verdade que o país para se desenvolver de forma harmónica o regime democrático que permite uma gestão participativa é o tronco importante da árvore nada justifique que se abram desalmadamente os cordões à bolsa sobretudo para o financiamento dos partidos políticos não sendo o ideal que nisso de dinheiro oferecido nunca ninguém diz que é o suficiente é curial reconhecer que os partidos políticos e coligações têm os ingredientes para participarem no pleito eleitoral interessará isto sim uma parcimonia na gestão dos recursos aliada a habilidade das estratégias de marketing para que a festa possa ser concorrida e agradável e no final vença quem melhor saber convencer não só os seus eleitores como a sociedade no seu todo o país tem de continuar na mesma senda do crescimento amanhã depois das eleições figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 5

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página aberta alexandra simeão política experiente que foi durante 12 anos vice-ministra da educação do governo de unidade e reconciliação nacional de angola falounos do actual momento político nacional e realçou a importância do processo eleitoral em curso aos candidatos pede que evitem a demagogia e realça que a política não pode ser usada para tirar vantagens pessoais quanto ao seu futuro alexandra revelou-nos que tem trabalhado com correligionários seus na criação de um novo partido político com o qual pretende concorrer nas primeiras eleições autárquicas em angola que espera que possam acontecer em 2015 por suzana mendes texto nsimba george fotos figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 8

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página aberta alexandra simeão o voto é um poderoso mecanismo democrático &n saiu de angola ainda criança como foi possível construir a partir do estrangeiro a consciência política que tem alexandra simeão a.s nasci em luanda em 1975 com nove anos fui para portugal voltei 21 anos depois foi uma estadia em que no fundo só estava geograficamente distante de angola porque nestes 21 anos os meus pais manolo sebastião e amália de victória pereira nunca cortaram o cordão umbilical com o país e desenvolveram actividade cívica e política em prol dos angolanos que naquela altura chegavam a portugal mantiveram sempre a ligação quer com a cultura com as propostas com as preocupações com o que se passava aqui foram 21 anos a ouvir dizer está para breve amanhã vamos voltar para angola excepto a questão geográfica no coração nunca saímos daqui infelizmente o meu regresso a angola para viver foi por motivos emocionais não vim em busca nem da fama e nem da glória os meus pais regressaram em 1991 na altura eu estava a estudar regressei por curiosidade em 1992 porque fiz questão de assistir e participar nas eleições de 1992 foi um momento fascinante e de grande euforia para os partidos políticos e para a sociedade em geral o partido liberal democrático pld conseguiu eleger três deputados entretanto depois do meu trabalho com o pld depois daquela participação voltei para portugal porque estava a estudar em 1994 o meu pai apare f ceu morto em casa há 19 anos que o meu pai morreu em circunstâncias até aqui não determinadas a minha mãe perdeu um companheiro perdemos uma pessoa que admirávamos e amávamos profundamente no mesmo ano decidi voltar a angola sem qualquer projecto porque achava que o meu lugar era ao lado da minha mãe desde então nunca um país que não tenha uma população escolarizada enfrenta um conjunto de insuficiências provocadas pela baixa escolaridade que vão reflectir-se em outros sectores por exemplo se o cidadão não estudar dificilmente vai ter um emprego consequentemente não terá uma casa e continuará mergulhado na pobreza mais saí tenho estado por aqui sou feliz aqui f&n notou grande diferença entre a angola que os seus pais falavam e o país que encontrou a.s a diferença foi muito grande quando saímos de um lugar independentemente do sítio as imagens que guardamos não são imagens reais temos a tendência para hipervalorizar os espaços as pessoas É óbvio que não se pode comparar as memórias reais daquele tempo porque a guerra destruiu uma série de imagens que tínhamos excepto a baía de luanda tive dificuldade em reconhecer muitos locais porque estavam diferentes dava para perceber que a cidade e o país tinham passado momentos muito dramáticos e perceber o quão difícil foi a vida das pessoas que ficaram aqui e viveram momentos tão conturbados f&n acabou por entrar no meio político ou sempre lá esteve a.s o pld nasceu no exílio em 1984 vou confessar-lhe algo a minha mãe desenhou tudo desde a bandeira a insígnia de vez em quando olhava para nós e pedia que tirássemos cópias de documentos relativos ao partido nós participávamos do processo a vertente política está na minha família de ambos os lados essa apetência não é de agora os irmãos da minha mãe sempre estiveram ligados a questões de cidadania ao apoio às pessoas que no tempo colonial não podiam registar as suas terras porque eram considerados indigentes É uma família muito heterogénea o meu primo manuel de victória pereira é do sindicato dos professores e está no bloco o meu tio macmaon era do mpla e a minha tia irmã do meu pai antónia macmaon foi quem fez o hino da oma temos membros da família em outros partidos a minha entrada deu-se sobretudo em 1992 quando o partido achou que eu poderia ser uma peça importan figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 9

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página aberta te na primeira campanha para apelar ao voto da juventude pois naquelas eleições apareceram poucas pessoas jovens a minha primeira participação foi a esse nível depois fiquei com a responsabilidade das relações internacionais do partido liberal democrático fiz um trabalho que levou a nossa integração na internacional liberal da qual anália de victória pereira era uma das vicepresidentes depois no âmbito da criação do governo de unidade e reconciliação nacional em 1997 e fruto do trabalho que tinha feito nas eleições e como responsável pelas relações internacionais o partido considerou que seria interessante que eu adquirisse essa experiência política foi assim que fiquei durante 12 anos no ministério da educação foi um período inovador cresci profissionalmente conheci pessoas fantásticas funcionários dedicados e deu para criar tivemos a possibilidade de introduzir a merenda escolar a criação de bibliotecas infantis a nível das escolas do primeiro nível porque se as pessoas não adquirem hábitos de leitura enquanto crianças tarde ou nunca vão ganhá-la fiz imensas propostas que foram aceites como campeonatos desportivos para escolas primárias onde havia muito pouca actividade desportiva trabalhamos também a nível da saúde escolar na sensibilização sobre vários problemas como a gravidez na adolescência e doenças sexualmente transmissíveis houve um trabalho muito profundo em colaboração com o ministério da saúde uma das grandes satisfações foi um programa que criei em que uma empresa especializada ia para as escolas recolhia as carteiras e as trazia recuperadas a única coisa que tenho a lamentar dos doze anos de permanência foi a constatação da insuficiência de verbas que até hoje mantem-se naquele tempo o orçamento não chegava e continua a política não pode ser utilizada para tirar vantagens pessoais um político que salta de projecto em projecto acaba por defraudar aqueles que acreditam nele o que leva a que as pessoas deixem de acreditar nos políticos a ser assim dá apenas para manter o sistema não dá para evoluir não dá para ser inovador É chegada a altura do governo assumir uma atitude arrojada não estamos a inventar a roda um país que não tenha uma população escolarizada enfrenta um conjunto de insuficiências provocadas pela baixa escolaridade que vão se reflectir em outros sectores por exemplo se o cidadão não estudar dificilmente vai ter um emprego consequentemente não terá uma casa e continuará mergulhado na pobreza f&n o pld acabou extinto em função do resultado nas eleições de 2008 foi difícil para si viver esse momento a.s foi triste foi doloroso foi também uma lição aprendida não se esqueça que de 1992 a 2008 passaram-se 16 anos em que não houve grande actividade política houve um momento de marasmo o que é que dá dinâmica aos partidos É a possibilidade de renovação dos quadros de participação em eleições poder colocar quadros nas administrações locais na assembleia nacional ou constituir governo para os que conseguem essa participação dá-lhe notoriedade e maturidade ora se os partidos políticos ficam 16 anos sem poder contactar as bases a maior parte dos quais em situação de guerra sem poder viajar obviamente que esta situação conjugada com outras contribuíram para a fa figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 10

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página aberta lência dos partidos políticos isso do ponto de vista da proximidade com o eleitorado na altura das eleições de 2008 a minha mãe anália de victória pereira tinha um cancro difícil de combater ela estava muito entusiasmada mas depois vi que a minha mãe foi a maior derrotada nas eleições de 2008 porque quando viu os resultados tecnicamente ela desistiu de viver apesar de ter sido capaz de ter feito campanha após ter sido submetida a quimioterapia há militantes que simplesmente desistiram da política sentiram que tinham dado tudo a um projecto que não foi bem sucedido por diversas causas há que tirar ilações aprender com o que aconteceu para podermos sobreviver mais a frente politicamente f&n e quanto a si desistiu a.s não não desisti sei que não deveria falar disso mas há perspectivas de surgir com um novo partido f&n com a mesma ideologia que o pld a.s tentar ter a mesma elegância que a anália de victória pereira tinha com os mesmos conteúdos ao nível da idoneidade da moral do respeito para com o povo estamos na fase de registo junto do tribunal mais do que a ideologia para mim o que conta é a deontologia é o interior das coisas neste momento em todo o mundo tirando os casos de extrema-direita e extremaesquerda são poucas as diferenças ideológicas entre os partidos mais importante do que a ideologia será o partido político influenciar as coisas no bom sentido em nome do povo ser o guardião do seu bem-estar hoje a ideologia é aproveitada sem grande conteúdo o que o cidadão independentemente de onde estiver quer saber é como é que vai estar a sua vida dentro de dez anos se a sua vida vai mudar e de que forma é que este país o vai integrar abrangendo e defendendo todos os direitos que lhe assistem isso ainda não acontece É este conteúdo que considero ser mais humano e patriótico do que qualquer ideologia critico acerrimamente a corrupção não apenas pelo facto em si mas porque o corrupto é antipatriótico não só porque desvia dinheiro mas porque devido ao envolvimento na corrupção faz más escolhas a política não pode ser utilizada para tirar vantagens pessoais um político que salta de projecto em projecto acaba por defraudar aqueles que acreditam nele o que leva a que as pessoas deixem de acreditar nos políticos seria importante implantarmos o sistema de autarquias o que vai exigir muito trabalho ao nível de legislação ao nível das estruturas locais e da vontade política no dia em que o governador for eleito provavelmente a sua prestação vai melhorar porque alguns ficam no cargo dez doze quinze anos e não se vê melhoria nenhuma e ninguém é penalizado alguns ficam no cargo por mais de dez anos e depois não se vê nada quando há eleições autárquicas o partido que estiver no poder não vai apresentar nas eleições um candidato de quem o povo não se identifica a política não pode ser utilizada para tirar vantagens pessoais um político que salta de projecto em projecto acaba por defraudar aqueles que acreditam nele o que leva a que as pessoas deixem de acreditar nos políticos f&n as autarquias também seriam uma forma importante de promover o desenvolvimento das comunidades a.s sem dúvidas angola é um país com uma grande extensão o que torna difícil fazer uma ges figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 12

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página aberta tão centralizada de tudo um governador não tem de ser um bom militante mas um indivíduo com reconhecida competência técnica de gestão sobretudo no sistema de autarquias o governador sabe que de quatro em quatro anos ou de cinco em cinco vai a exame e vai saber se passou ou não as eleições a nível local garantem também a participação dos partidos políticos a nível local um partido pode não ganhar as eleições gerais mas eleger um administrador em determinado município implantar o sistema de autarquias será sem dúvidas motivo de maior desenvolvimento o cidadão que for eleito vai trabalhar por objectivos o que ele disse há quatro anos terá que acontecer porque se não acontecer será julgado nas eleições f&n nas suas intervenções públicas tem ressaltado a situação em que vive a maior parte da população particularmente no que toca a pobreza que soluções para este problema a.s a solução definitiva para o combate a pobreza é a educação não existem soluções mágicas precisamos de docentes capacitados precisamos melhorar constantemente neste sector e aumentar o orçamento para a educação É óbvio que faço uma ressalva uma vez que nos últimos anos tudo era prioritário contudo chegamos ao momento em que temos que priorizar as linhas de partida para o desenvolvimento deste país f&n fale-nos um pouco mais do legado que deixou anália de victória pereira a.s o legado sobretudo foi de honestidade a grande lição que a minha mãe deixou foi colocar os outros o país acima dos seus interesses todos os jovens que privaram com anália de victória pereira o que ganharam acima de tudo foi a consistência moral infelizmente o nosso país está cheio de maus exemplos muitos deles por via da desestruturação das famílias da confusão social que existe a minha mãe foi um ser humano genial por isso muitas vezes dizíamos a brincar que para a minha mãe tudo estava na causa e não na casa ela deu-nos um grande exemplo de generosidade de estar na política com uma humildade muito grande f&n finalmente não será candidata nas eleições de 2008 mas qual é a sua expectativa em torno do processo a.s ainda estamos na fase de criação do partido depois vamos fazer um trabalho de base não nos candidatamos nestas eleições porque acreditamos que a relação entre o partido político e o cidadão deve ser de respeito entendemos que o facto de estamos a constituir um projecto novo com herança de outro e ao mesmo tempo apelar ao voto do cidadão não seria correcto vou acompanhar a campanha e votar quero fazer a minha leitura do processo o voto é um poderoso mecanismo de democracia apelo aos cidadãos a participarem para se sentirem responsáveis e terem a capacidade de responsabilizar aos partidos políticos peço que evitem a demagogia que não façam promessas que não possam cumprir que não partam do princípio de que o cidadão é insensível porque o cidadão não é escolarizado porque mora numa casa de chapa neste caso o cidadão enfrenta problemas diariamente e tem consciência das coisas f&n este ano destacou-se pela sua participação no programa radiofónico elas e o mundo emitido pela lac onde comenta temas actuais e marca pelo trabalho de pesquisa que faz para dar mais informação sobre determinados temas de impacto social fale-nos desta vertente da sua intervenção pública a.s quando recebi o telefone da lac a convidaram-me e explicaram-me os moldes do programa fiquei surpreendida por ter sido escolhida porque nunca tinha feito este trabalho independentemente da minha experiência política o que pretendo é oferecer as pessoas um momento de reflexão com conteúdo e sobretudo com imparcialidade quando fizemos uma crítica é no sentido construtivo o vosso trabalho de jornalista é viciante não tinha a dimensão do quanto mas é um bom vício por outro lado há a possibilidade de conviver com as outras intervenientes criou-se um grupo muito agradável agradeço a directora da lac luísa fançony pela ideia que teve e que foi assumida pela direcção da lac que criou um momento diferente figuras&negócios julho/agosto 2012 pág 13

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