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interface comunicação saúde educação apresentaÇÃo debates ensaios sobre comunicação tecnologias de informação e comunicação saúde e vida metropolitana ana clara torres ribeiro estratégias de comunicação para a prevenção da aids estudo de caso em salvador bahia Áurea m da rocha pitta aids e imprensa escritos do jornal folha de s paulo rosana de lima soares livros epidemia e mundo securitário ricardo rodrigues teixeira artigos e relatos a ecologia imaginária e o paradigma tropical lições culturais para um repensar a epistemologia e a metodologia das práticas iátricas e das práticas educativas josé carlos de paula-carvalho ensino de bioética um desafio transdisciplinar eliane elisa g de souza e azevêdo a problematização e a aprendizagem baseada em problemas diferentes termos ou diferentes caminhos neusi aparecida navas berbel avaliação um contrato de trabalho maria regina gomes da silva criaÇÃo da leitura à ruptura do representacional mariângela s quarentei fim de linha antonio manoel dos santos silva ontogenia hamilton da rosa pereira quem são os bebês de hoje eles são ou estão diferentes agueda beatriz pires rizzatto comentário a respeito das bases neurobiológicas da aprendizagem alfredo pereira jr teses notas breves espaÇo aberto sumário multidisciplinaridade interdisciplinaridade e transdisciplinaridade no ensino marília freitas de campos pires misión y vocación universitária jesús gonzáles lópes nuevos paradigmas educación y salud transición hacia una educación para la salud desfragmentada en el siglo xxi maria elvira blank de garcia paradigmas científicos e propostas curriculares maria isabel da cunha
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apresentaÇÃo uma publicação é sempre uma certa proposta de intervenção no espaço público gera e regenera esse espaço garantindo a sua permanente e constitutiva mobilidade nesta perspectiva a revista interface comunicação saúde educação já em seu segundo número busca consolidar com seu projeto editorial uma dupla possibilidade de intervenção de um lado explicitar e assumir um alinhamento polarizado tão inevitável quanto desejável por referência ao campo de debates em que se insere de outro abrir espaço para constituir-se no próprio cenário de polêmicas de debates sobre os discursos consolidados que animam esses campos o cenário do seu questionamento da sua dinâmica afirmando-se como um laboratório de idéias uma revista é por sua natureza uma textualidade heterogênea cuja vocação deve ser contribuir para um estado de permeabilidade dos discursos permitindo diferentes cruzamentos e operando nos interstícios nas interfaces constituída assim de uma multiplicidade de fragmentos uma revista não é apenas a soma desses fragmentos não é só um veículo mas um autêntico condensador da sensibilidade de seu tempo contaminando cada artigo com a sua sensibilidade uma revista carrega a marca do seu tempo e atua no presente participando de modo imediato nos processos de socialização e transformação cultural tendo estas preocupações desde o início e procurando potencializar uma maior publicidade do debate por meio das novas tecnologias eletrônicas de comunicacão interface articula o meio impresso com um site na internet integrando o leitor ao cenário promovido pelos autores e editores da revista o publicado no papel ganha assim uma nova rapidez na socialização das informações intensificando o processo de trocas e estendendo o campo de conhecimentos partilhados na sua versão impressa trabalhando a cada número com diferentes combinações de várias linguagens interface pretende manter como cerne de seu projeto editorial uma política estética traçada entre os discursos que torna público e o projeto gráfico-textual que se propõe articulado a esses discursos num processo de influência recíproca entre os dois planos creio ser indispensável a toda forma de conhecimento atingir esse golfo de multiplicidade potencial a mente do poeta bem como o espírito do cientista em certos momentos decisivos funcionam segundo um processo de associações de imagens que é o sistema mais rápido de coordenar e escolher entre as formas infinitas do possível e do impossível calvino
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tecnologias de informação e comunicação saúde e vida metropolitana ana clara torres ribeiro1 ribeiro a c t information and communication technologies health and urban life interface comunicação saúde educação v.2 n.2 1998 the author reports that technological advancements and urban life are responsible for territory modernization and for management of social relations the author analyzes the characteristics of the urbanization process in capitalism in developing countries this process is known for demographic concentration without access to technology she discusses this reduced technological incorporation and more precisely its unequal distribution which impedes humanization and cultural enrichment of urban life in addition the author discusses the impact these transformations have on social life both on the formation of citizens and on the emergence of new tendencies and challenges to public health key words information technologies communication health a autora parte da idéia de que os avanços técnicos e a vida urbana comandam a modernização do território e a administração das relações sociais analisa as características do processo de urbanização no capitalismo periférico marcado pela concentração demográfica sem o decorrente acesso à técnica discute de que modo esta reduzida incorporação da técnica e mais exatamente sua distribuição desigual cria obstáculos para a humanização e enriquecimento cultural da vida metropolitana discute ainda o impacto dessas transformações na vida social tanto em nível da construção dos seres sociais quanto na emergência de novas tendências e desafios para a área saúde palavras-chave tecnologias de informação comunicação saúde 1 apresentado no v congresso brasileiro de saúde coletiva e v congresso paulista de saúde coletiva Águas de lindóia sp 1997 professora do instituto de pesquisa e planejamento urbano e regional ippur universidade federal do rio de janeiro ufrj e bolsista do cnpq fevereiro 1998 7 ensaios
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ana clara torres ribeiro todos nós sabemos que estamos no mundo da informação tudo se sabe nada acontece que não tenha a sua publicação fulminante É como se todos nós nascêssemos amássemos e morrêssemos ao ar livre no centro da avenida rio branco nelson rodrigues o remador de ben-hur confissões culturais crônica de 19/6/71 primeira apresentação a humanização do meio técnico a reflexão da problemática social instaurada pela expansão mundial do capitalismo encontra relevantes núcleos temáticos na observação da metrópole e da técnica estes núcleos constituem verdadeiras sínteses de mudanças históricas ocorridas a partir do século xviii na distribuição espacial dos recursos e nas relações sociais de produção metrópole e técnica exprimem configurações da divisão social do trabalho responsáveis por amplas mudanças na vida social em formas de extração do excedente e na concretização do lucro hoje nenhuma questão social pode ser plenamente apreendida sem a consideração dessas duas dimensões fundamentais da vida moderna articuladas nas relações entre estado e sociedade produção e reprodução lugar e mundo desta maneira seria inútil tentar apreender conteúdos da vida urbana moderna sem o reconhecimento da presença da técnica na organização da materialidade e na gestão das relações sociais santos 1994 da mesma forma torna-se inócuo refletir a técnica sem a simultânea apreensão do seu significado na construção da metrópole isto é dos centros de gestão da economia homem e meio em sua expressão contemporânea estão comprometidos pela experiência da vida agregada e densa e pelo crescente convívio com produtos e sistemas técnicos santos,1996 giddens 1989 a vida em aglomerados urbanos e o convívio social com a técnica trazem novas exigências à compreensão de nossas perspectivas de futuro afinal a saúde como necessidade e ideário tem sido permanentemente refeita a partir do avanço técnico e da vida urbana seriam exemplos alterações na morbidade e na mortalidade mudanças culturais na percepção de risco e segurança ribeiro 1997 formatos assumidos pela transmissão da informação e do conhecimento pitta 1995 formas de organização dos serviços de saúde e a incorporação da técnica no saber e na prática médica dutra 1986 8 interface comunic saúde educ 2
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tecnologias de informaÇÃo e comunicaÇÃo saÚde e vida metropolitana tanto a metrópole como a técnica são meios e mediações além de experiências irreversíveis da humanidade a compreensão da metrópole como mediação ocorre quando reconhecemos a sua natureza de epicentro da acumulação ribeiro 1996 trata-se da emergência histórica de um contexto que comanda a modernização do território e que permite a administração de relações sociais em escalas extendidas santos 1993 a metrópole é assim meio de vida e meio de sucção da riqueza através de complexas redes empresariais financeiras e de comunicação essas funções mediadoras que internamente aos espaços metropolitanos se traduzem em transformações no ambiente construído e na organização diária da vida social viabilizam-se pela difusão social e territorial da técnica das primeiras formas terrestres de comunicação até os processos potencializados pela informática dias 1995 estas funções ultrapassam desígnios isolados dos agentes econômicos hegemônicos ou do estado expressando novos conteúdos da vida sócio-cultural e política a sociedade urbaniza-se nas palavras de milton santos 1996:174 concretude e conteúdo em informação são juntos sinônimo de intencionalidade na sua concepção e a função a que se destina essa extrema adaptação a uma ação planejada que torna possível sua exatidão e eficácia e esta também depende do arranjo espacial em que o objeto se encontra grifo nosso observamos cada vez com maior clareza a rápida ampliação dos vínculos entre vida metropolitana e técnica ultrapassando os limites das grandes cidades em sua capacidade de influenciar comportamentos sociais as denominadas novas tecnologias de informação e comunicação ampliaram enormemente esta capacidade convivemos com experiências de vida metropolitana desconectadas da materialidade imediata lugar e não lugar constróem seres sociais enlaçados por novas formas de comunicação benko 1993 a urbanidade e a cidade constituem duas histórias articuladas porém diversas da experiência moderna como nos diz milton santos 1993 para a problemática da saúde estas duas histórias também correspondem a questões distintas de um lado o enfrentamento das conseqüências sociais de condições urbanas de vida marcadas por necessidades não satisfeitas de acesso a serviços e equipamentos e de outro um cenário nacional intensamente transformado nas últimas décadas por mudanças em modos de vida formas de organização das atividades econômicas e hábitos fevereiro 1998 9
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ana clara torres ribeiro a vida social na periferia do capitalismo especialmente na américa latina em decorrência de seu elevado nível de urbanização pode ser rapidamente descrita pelas carências urbanas em que sucessivos processos de modernização da economia aconteceram de forma parcial ou incompleta assim a vida urbanometropolitana se fez pela distribuição socialmente seletiva da técnica gerando o desgaste de seres humanos e o sobre-trabalho os efeitos sociais perversos dessa experiência têm origem na subordinação da sociedade brasileira aos processos mundiais de expansão do capitalismo subordinação que se expressa internamente em radicais desigualdades de classe a vida urbana encontra-se submetida desta maneira a formas de alcance da modernidade técnica que escapam ao usufruto da maioria da população carneiro 1997 a concentração demográfica desacompanhada do acesso à técnica denuncia numerosos aspectos da segregação sócio-espacial que caracteriza a urbanização brasileira aspectos que podem ser verificados na geografia das redes de infraestrutura e serviços na precariedade da circulação urbana na distribuição socialmente excludente de equipamentos inclusive aqueles de apoio à comunicação ao considerarmos os elos entre tecnologias de informação e comunicação saúde e vida metropolitana nos defrontamos com múltiplas manifestações da incongruente paisagem de nossas grandes cidades a parcialidade e a incompletude características da difusão da técnica na urbanização periférica ampliam as distâncias entre classes e segmentos de classe a permanente reprodução destas distâncias impede por outro lado que a técnica seja apropriada em benefício da sociedade a reduzida incorporação da técnica em projetos voltados à humanização da vida metropolitana transforma em bens escassos áreas e serviços urbanos tecnicamente atualizados esta escassez apoia o aumento exacerbado do seu valor econômico e do seu valor simbólico isto é como itens de status e de estilos de vida trabalhados pela indústria cultural a democratização da técnica se constitui portanto num pleito que envolve direitos sociais fundamentais a permanente reprodução da escassez impõe a crítica à privatização perversa de investimentos que poderiam permitir o enriquecimento cultural da vida metropolitana e a distribuição mais justa de oportunidades de acesso ao futuro egler 1996 10 interface comunic saúde educ 2
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tecnologias de informaÇÃo e comunicaÇÃo saÚde e vida metropolitana as contradições entre avanço técnico e relações sociais de produção analisadas para momentos anteriores do capitalismo envolvem atualmente a totalidade da vida social o ambiente social encontra-se comprometido pela desigual distribuição da técnica afinal todas as formas de trabalho e não apenas aquelas da esfera produtiva têm sido atingidas por inovações tecnológicas que transformam as condições do seu exercício torna-se indispensável portanto refletir a problemática da saúde através da observação do extraordinário contraste entre a vida possível e a que temos oportunidades de melhoria da vida coletiva têm sido retidas por formas de controle reprodutoras da escassez exercidas por corporações transnacionais dreifuss 1996 e segmentos privilegiados da sociedade brasileira aliás a articulação entre vida metropolitana e técnica espelha o seu comando por gestores da escala-mundo valladares e coelho 1995 e investidores externos que transportam mais técnica para a sociedade brasileira e o território ribeiro e silva 1997 precisamos reconhecer os agentes econômicos envolvidos nesses processos e interferir no cenário projetado para a metrópole uma sociedade fragmentada conformada por consumidores ansiosos por objetos técnicos cuja utilidade é parcialmente explorada e por formas alienadas de lazer expressivas da infindável fetichização das relações sociais neste cenário o cidadão encontra-se ausente o ser social portador de direitos e deveres para com a sociedade santos 1987 segunda apresentação comunicação a construção de seres sociais consumimos a técnica desenvolvida para o exercício do poder o que cria obstáculos à sua apropriação para a melhoria da vida coletiva a grande presença da técnica no mundo contemporâneo corresponde em geral à racionalização das relações sociais ou seja à afirmação nas palavras de henri léfebvre 1991 da sociedade burocrática de consumo dirigido nesta sociedade o indivíduo parece ser portador de todas as possibilidades de controle autônomo de sua própria vida entretanto esta imensa promessa de liberdade se reduz em geral ao sempre limitado consumo individual a privatização da saúde ocorrida nas últimas décadas dependeu da extensão da técnica na vida metropolitana como demonstra o teor das novas linguagens fevereiro 1998 11
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ana clara torres ribeiro aplicadas na propaganda e no marketing seria desnecessário dizer que a linguagem constrói os seres sociais e que portanto o aumento do seu conteúdo técnico penetra a vida social espontânea atingindo o âmago da experiência coletiva a onipresença da linguagem imagética no mundo contemporâneo trouxe o corpo à superfície da percepção social rompendo a anterior hegemonia do discurso e logo da escrita do saber e da doutrina a hipertrofia do corpo na sociedade burocrática de consumo dirigido corresponde à emergência de novas percepções da saúde cada vez mais codificadas na aparência de saúde e pela estetização desta aparência diretamente articulada à transformação da saúde em mercadoria o corpo considerado como totalidade em associação com a figura quase religiosa do médico de família pode ser hoje dividido em infinitas ações e serviços esta transformação acontece com base numa decupagem permanente da imagem do corpo das necessidades e desejos esta fragmentação também corresponde à aguda especialização do saber nesta intensa mutação o corpo torna-se objeto de observação cada vez mais atenta detalhista e voraz assim a mercantilização da saúde exprime o nível alcançado na sociedade brasileira pela instrumentalização do olhar sobre si mesmo os outros e o íntimo dos outros a nova gestão financeira da saúde refez formas de transmissão do conhecimento e a cultura compartilhada as mediações entre interesses econômicos e cultura propiciadas pelo denominado meio técnico-científico e informacional santos 1994 viabilizam as formas mais relevantes de exercício do poder articulando o micro e o macro o íntimo e o público estas são mediações que nos obrigariam ao reconhecimento da administração como a principal instância de poder no mundo contemporâneo a vida cotidiana associada às relações face a face tem recebido os impactos de rupturas em âmbitos estruturados estruturantes das relações sociais como exemplificariam as relações pais-filhos professor-aluno médico-paciente seria um exemplo a denúncia realizada no programa sem censura da tv educativa em 1997 da demissão de médicos mais experientes pelo convênio que atende o banco do brasil já que estes não se adaptariam à velocidade e portanto às margens de lucro esperada nos novos tempos assistimos a um amplo movimento de superficialização das relações sociais ribeiro 1995 diversos âmbitos da vida social encontram-se penetrados por 12 interface comunic saúde educ 2
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tecnologias de informaÇÃo e comunicaÇÃo saÚde e vida metropolitana saberes vulgarizados pela mídia e por redes de serviços que reforçam o anonimato É impossível desconsiderar a relevância destas questões para a própria saúde pública já que formas de exercício das profissões deste campo estão sendo alteradas novos significados da eficácia técnica referida ao corpo mudam expectativas com relação à qualidade dos serviços uma esfinge ergue-se no horizonte das práticas sociais a do ser humano perfeito difundido pelos controladores dos denominados por milton santos 1996 objetos perfeitos expressivos da modernização econômica e cultural o tempo do mundo penetra a periferia do capitalismo como ainda nos diria este autor rompendo contextos sociais introduzindo inovações práticas e transformando o sistema de ação a racionalização recodifica amplamente o fazer recriando nos serviços o que era específico da produção a eficácia em linha e a segmentação dos atos que perdem conteúdo cultural e simbólico em quase todos os âmbitos da vida social afinal atos sem narrativa sem camadas sedimentadas de trocas inter-subjetivas são atos dessacralizados a perda de valor simbólico e logo econômico das profissões encontra algumas de suas mais claras explicações nestes movimentos da última modernidade na atualização da vida social o anonimato e os coletivos instáveis tendem a penetrar âmbitos institucionalizados das relações sociais ou seja o acúmulo historicamente construído de comportamentos esperáveis algumas perdas radicais convivem nestes processos com oportunidades inesperadas de superação de mecanismos tradicionais de dominação social as pressões pela desregulamentação são muito amplas ultrapassando os limites do trabalho É o próprio fazer diário da sociedade que está sendo desregulamentado e dessacralizado e não apenas as relações capital trabalho como tantas vezes afirma o pensamento de teor economicista a crescente importância da imagem e da informação constitui a expressão mais visível de sistemas e enlaces técnicos que são indispensáveis às novas formas de organização da sociedade à financeirização da economia e à transformação dos serviços em cunhas estrategicamente inscritas nos circuitos hegemônicos da riqueza na organização moderna dos serviços o dado substitui a narrativa a imagem substitui e/ou recodifica o discurso assim fronteiras que isolavam as esferas pública e privada da vida coletiva foram atravessadas por gestores mediadores e articuladores fevereiro 1998 13
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