Resumo Semiologia LOcomotor

 

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aula 08/02/2012 domingo 26 de fevereiro de 2012 11:03 semiologi aspectos gerais e objetivos da semiologia ortopédica definição de semiologia é o estudo dos sinais e sintomas de uma doença o principal objetivo da semiologia é chegar ao diagnóstico o estudo da semiologia se dá através da captação da história do paciente e do exame clínico bem feito onde se chegará a um diagnóstico correto para aplicar o tratamento correto um diagnóstico errado pode ser por falta de um exame clínico mais apurado ou completo história do paciente consiste da primeira parte da semiologia a história do paciente é o ponto chave da semiologia neste momento não se deve preocupar com exames complementares nesta história será onde o paciente dará as informações necessárias para começar a formar sua correta linha de raciocínio assim a atenção tem que ser toda voltada para o paciente onde se deve inserir os dados pessoais incluindo os antecedentes familiares e pessoais a semiologia correta e bem feita é aquela onde se tem um soma dos diversos tipos de informações incluindo os sinais e sintomas dadas pelo paciente onde se chegará a um correto diagnóstico muitas vezes o paciente não consegue transmitir toda a informação necessária daí a necessidade do médico de adquirir os dados que lhe interessam direcionadas a doença apresentada pelo paciente plano semiológico consiste na segunda parte do exame semiológico para se conseguir chegar a um correto diagnóstico se faz necessário ter um plano semiológico que consta dos seguintes detalhes e de preferência na ordem apresentada inspeção palpação mobilidade testes especiais exame vascular exame neurológico exame da marcha exames auxiliares É a terceira parte do exame semiológico quando necessário utilizados para complementar ou auxiliar o diagnóstico devendo-se saber o porquê de solicitar o referido exame auxiliar lembrando-se que o médico deve sempre saber interpretar corretamente o exame solicitado quando isto não for possível mas sendo necessário o médico deve procurar auxílio a um profissional que consiga realizar a interpretação exames laboratoriais sangue raio x ultrassonografia tomografia ressonância cintiolografia quando o médico não consegue interpretar o exame solicitado pode ser levado a um diagnóstico página 1 de semiologia locomotor

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quando o médico não consegue interpretar o exame solicitado pode ser levado a um diagnóstico errôneo parte i história do paciente parte ii plano semiológico parte iii exames auxiliares inspeção É a verificação visual que o médico faz do paciente tentando localizar alguma deformidade no corpo dentro da inspeção deve-se verificar alguns pontos básicos atitude ou posição é a forma como o paciente se apresenta ao examinador o que pode sugerir um determinado diagnóstico uma correta posição sem patologia se dá com a bacia nivelada os membros superiores caídos a margem lateral do tronco com os membros inferiores discretamente afastados e com os pés com rotação externa quando a coluna tem algum desvio foge ao padrão em uma visão de perfil na pessoa normal a linha de prumo passaria pelo ouvido descendo para articulação acrômio-clavicular depois na porção dianteira do cotovelo continuando pelo trocanter maior na frente da linha média do joelho e depois na frente na frente do maléolo externo quando o paciente tem uma lordose lombar acentuada a linha de prumo imaginária no perfil não vai passar por cima do trocatner maior pela inspeção já se pode afirmar que o paciente tem algum problema na região lombar assim a inspeção é aquilo que o médico vê e depende muito da curiosidade do médico para adquirir o maior número de dados possíveis para tentar chegar a um correto diagnóstico quando o paciente tem sequelas de paralisia obstétrica trauma que acontece no momento do nascimento em qualquer tipo de parto onde pode haver uma lesão do plexo nervoso principalmente na região do ombro quando este plexo é lesionado o membro superior fica comprometido dependendo da extensão da lesão o comprometimento será maior ou menor quando o paciente se apresenta com a mão pêndula afirmando não conseguir levantar a mão flexão dorsal já se sabe que pode ser em decorrência de alguma lesão no nervo radial que inerva a musculatura extensora do punho assim toda vez que se verificar um paciente nesta situação sabe-se que tem um comprometimento do nervo radial o paciente que se apresenta com a mão do pregador ou papal tendo uma flexão do 4º e 5º dedo e sem conseguir realizar a extensão deles isto é característico de lesão do nervo ulnar ou cubital o paciente que se apresenta com a mão do símio do macaco apresenta página 2 de semiologia locomotor

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o paciente que se apresenta com a mão do símio do macaco apresenta comprometimento do nervo mediano quando o paciente apresenta um ou mais dos dedos da mão tendendo a ficar em flexão percebendo que existe um endurecimento na palma da mão é sinal da doença de dupuytren que é uma contratura da fáscia palmar não é tendão que está comprometido pode vir acompanhado de história de alcoolismo quando o paciente apresenta uma mão onde todos os dedos ficam desviado para um mesmo lado é uma característica de um paciente que tem artrite reumatóide escoliose é quando o paciente apresenta um desvio no plano frontal da coluna além deste desvio se faz acompanhar de um desvio rotacional das vertebras este é o grande problema de se tratar a escoliose para comprovar este desvio bastaria uma radiografia não havendo necessidade de outros exames cifose faz parte da curvatura normal da coluna torácica mas quando aparece em grau aumentado é que são consideradas anormais e devem ser investigadas assim todas as pessoas vista de perfil têm na coluna vertebral desvios ou curvaturas fisiológicas ou anatômicas sendo a lordose cervical e lombar e a cifose na coluna torácica e sacrococcígea as lordoses cervical e lombar devem estar compensadas pela cifose torácia e apresentar harmonia cifose da espondilite anquilosante é uma cifose não fisiológica como se fosse uma calcificação do ligamento longitudinal anterior da coluna na parte da frente este ligamento longitudinal começa a se contrair onde o paciente vai perdendo a capacidade de estirar a coluna quando o paciente é acometido pela espondilite anquilosante tem a dificuldade de olhar para o horizonte mal de pott quando a cifose apresenta ângulo agudo ou cifose de raio curto pode ser sinal de enfermidade como tuberculose óssea ou neurofibromatose a tuberculose óssea é frequentemente localizada na coluna vertebral principalmente na região dorsal o mal de pott pode ser encontrado em outras regiões do corpo luxação do quadril e fratura do quadril neste tipo de atitude nota-se que um membro inferior está mais curto do que o outro quando uma pessoa idosa relata que sofreu uma queda de sua própria altura que depois da queda não consegue mais andar e sente uma dor no quadril é sinal de fratura do quadril assim quando os pacientes têm fraturas na região do quadril vão apresentar um membro inferior afetado mais encurtado do que o outro e em rotação externa com o joelho em discreta semi-flexão a fratura do quadril é muito página 3 de semiologia locomotor

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em rotação externa com o joelho em discreta semi-flexão a fratura do quadril é muito freqüente de acontecer quando o paciente tem um encurtamento de um membro inferior mas a rotação se dá para parte interna está diante de uma luxação traumática do quadril sendo uma condição rara de acontecer assim pela história que o paciente vai contar e pelo exame físico realizado o médico será capaz de identificar estas patologias sem a necessidades de outros exames hemangioma uma perna pode ficar mais grossa que a outra comumente os pacientes recorrem aos ortopedistas mas este problema deve ser tratado por profissionais especialistas em problemas vasculares eixos clínicos os eixos clínicos dá ao médico dicas para se chegar ao diagnóstico então existe os eixos fisiológicos ou primários que são do cotovelo e do joelho os eixos secundários são aqueles dos outros segmentos quando tem alguma patologia associada como um paciente que apresenta um desvio nos ossos da perna após ter sofrido um trauma apresentando o eixo da perna desviado não sendo um eixo primário ou fisiológico sendo secundário porque ocorreu depois de um trauma angulações varo valgo recurvado antecurvado rotações internas externas formas dos membros existem algumas deformidades de membros causadas por problemas como fraturas luxações tumores derrames e atrofia estes problemas fazem com que os membros saiam de sua forma normal a medição para saber se o paciente está com algum membro atrofiado é realizado em comparação com o outro membro página 4 de semiologia locomotor

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aula 15/02/2012 quarta-feira 15 de fevereiro de 2012 21:55 semiologia locomoto antes de iniciar o exame clínico aos dados de identificação tradicionais deverão constar a sua posição o lado acometido e o lado dominante estes devem fazer parte desse preâmbulo da ficha clínica nome idade sexo profissão atividade física principal de lazer ou profissional do esporte preferido ao começar a anamnese a queixa principal deve ser explorada em detalhes onde se deve determinar de maneira mais precisa possível o início da sintomatologia caracterizando as que surgiram após um traumatismo agudo bem definido do daquelas de início insidioso no traumatismo agudo bem definido é importante a descrição minuciosa inicial como foi em detalhes nas doenças antigas decorrentes de traumatismo agudo a história deve ser pesquisada desde o primeiro episódio e em todos os seus detalhes o tempo decorrido entre ele e o início da sintomatologia deve ser definido bem como os tratamentos já realizados e seus resultados existe uma certa confusão para se distinguir o que é varo ou valgo para se evitar esta confusão há uma regra que os define onde se deve levar sempre em consideração a linha média do corpo esta regera se aplica a qualquer articulação pois o desvio será apontado ou afastado em relação a linha média do corpo · valgo desvio angular em que o vértice aproxima-se da linha mediana É quando se tem dois seguimentos como a coxa e a perna onde estes formam um vértice apontando em direção para a linha média ou seja é quando a articulação se aproxima da linha média ex joelho em x · varo desvio angular em que o vértice afasta-se da linha mediana É quando se tem dois seguimentos como a coxa e a perna onde estes formam um vértice que se afastam em relação a linha média do corpo ou seja é quando a articulação se afasta da linha média ex joelho de cowboy inspeção músculos · hipertrofia ou hipotrofia medição para se medir a atrofia de um quadríceps deve-se medir e marcar 10cm acima de onde começa a parte superior da rótula de um membro e fazer a mesma medida no outro membro haverá atrofia do quadríceps quando houver diferença destas medidas se o membro estiver atrofiado o tratamento será tentar a hipertrofia do mesmo inspeção pele · pele indicativo de patologias a pele pode ter indicativos de algumas patologias ou de algo de alguma coisa que aconteceu com o paciente que pode ajudar a descobrir o que aconteceu com ele deve-se indagar o paciente sobre determinado sinal onde a resposta pode lhe dar hipóteses para um diagnóstico lembre-se que a informação pode vir de maneira certa ou errada portanto se faz necessário ter cuidado com as informações do paciente temos alguns sinais na pele que são cicatrizes pode ser indicativo de lesões nos tendões ou uma lesão nervosa equimoses pode ser formada depois de 24 horas e ser indicativo de entorses ou de até fraturas os pacientes não dão o devido valor as entorses preocupando-se com as fraturas mas as entroses são importantes pois no tornozelo existem três ligamentos ao redor do página 5 de semiologia locomotor

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mas as entroses são importantes pois no tornozelo existem três ligamentos ao redor do maléolo externo fibular rompendo-se estes ligamentos em uma entorse o pé ficará totalmente instável se está lesão passar desapercebida o paciente pode ficar muito prejudicado flictemas são bolhas que aparecem no local e que podem ser tentativas do organismo expulsar o exsudato inflamatório da região que está traumatizada esta bolha indica que existe um trauma importante nesta região podendo ser uma lesão grave sabe-se também que quando existe flictema a lesão não é recente tendo no mínimo 24 horas assim flictema é um sinal de gravidade de uma lesão fratura ou luxação assim toda vez que se estiver diante de uma situação onde exista flictema seja no cotovelo no tornozelo ou na perna sabe-se que é uma lesão grave luxação ou fratura e que não é uma lesão recente tendo a lesão no mínimo 24 horas Úlceras escaras palpação obviamente é realizada com as mãos do · calor local deve-se verificar o calor local da área examinada verifica-se a parte afetada se colocando a palma da mão onde se tem mais sensibilidade do que o dorso comparando com o lado bom se houver algum processo inflamatório abscesso hematomas tumor maligno e outros o paciente terá um aumento de temperatura no local em caso de suspeita de tumor não se deve fazer a biópsia abrindo-se o local mas com uma técnica fechada pois com está técnica se evita a disseminação do tumor se a técnica utilizada for a aberta o tumor se dissemina pelo paciente · edema em nenhuma hipótese se colocará gesso fechado para imobilização do cotovelo em caso de traumas agudos para não errar deve-se colocar uma tala para imobilização caso haja formação ou crescimento de edema no local este não vai pressionar os vasos e nervos existentes na área evitando a dor o gesso fechado só colocado quando o processo edematoso já está na fase de regressão · flutuação todas as vezes que se tiver um abscesso um hematoma ou qualquer coisa que exista de líquido no organismo na palpação se terá uma flutuação com uma sensação que se compara como a de pegar uma bexiga cheia de água caracterizando que na região existe líquido principalmente se for exsudato onde a obrigação será a de drenar o local tratar um abscesso de partes mole cm antibiótico é muito mais fácil do que tratar quando o abscesso atinge o osso pois este é um tecido pouco vascularizado impedindo a correta chegada do antibiótico · pontos Ósseos e partes moles deve-se palpar os pontos ósseos e as partes moles devendo-se conhecer os pontos anatômicos mobilidade as articulação são móveis têm mobilidade mas nem todas as articulações tem a mesma página 6 de semiologia locomotor

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mobilidade as articulação são móveis têm mobilidade mas nem todas as articulações tem a mesma mobilidade · ativa é a mobilidade que o próprio paciente consegue realizar · passiva é a mobilidade que o paciente não consegue realizar mas é realizada pelo examinador como em uma paciente que tem a seqüela de paralisia infantil ou trauma raquimedular · anormal são movimentos anormais não realizados pela vontade do paciente ou por outra pessoa como nas seqüelas de paralisias cerebrais parkinson quando o paciente consegue realizar a mobilidade ativa o exame da mobilidade passiva fica dispensada a mobilidade passiva é realizada quando o paciente diz que não consegue realizar determinado movimento ou quando o médico quer fazer algum teste no paciente para saber se a musculatura tem algum bloqueio ou não testes especiais · teste de neer para verificar a situação do músculo supra-espinhal este teste é também chamado de teste irritativo do manguito rotador o manguito rotador é um conjunto de 4 tendões musculares que se inserem no úmero o subescapular o supra-espinhal o infra-espinhal e o redondo menor tem a função de manter a cabeça do úmero na cavidade glenoidal da escápula realizando rotação interna subescapular rotação externa infra-espinhal e redondo menor abdução supra-espinhal manguito rotador a finalidade do teste de neer é avaliar a síndrome do impacto dizendo se o paciente tem um processo inflamatório no tendão do supra-espinhal o examinador estabilizará a escápula do paciente com a mão esquerda e elevará rapidamente o membro superior em rotação interna com a mão direita o choque da grande tuberosidade e do acrômio provocará dor este teste também é positivo em capsulite adesiva instabilidade multidirecional lesões da articulações acromioclavicular etc portanto não é específico · teste de phalen para verificar especificamente o nervo mediano quando o paciente se queixa de dores e sinais de parestesias nos dedos pode ser que seja portador da síndrome do túnel do carpo neste teste se solicita ao paciente que faça flexão volar aguda do punho geralmente forçando uma mão contra a outra pela face dorsal o que provocará uma maior compressão do nervo mediano em caso positivo surgirá um aumento da dor e/ou formigamento na área do mediano podendo afirmar para o paciente que ele tem a síndrome do túnel do carpo · teste de gaenslen para verificar as articulações sacro-ilíacas usado quando o paciente relata dor página 7 de semiologia locomotor

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· teste de gaenslen para verificar as articulações sacro-ilíacas usado quando o paciente relata dor na região lombar com irradiação para a nádega muitas dores na região baixa lombar ou na transição da lombo-sacra pode não ser por causa da musculatura da coluna mas um processo inflamatório localizado na região sacro-ilíaca para realizar este teste coloca-se o paciente em decúbito dorsal o membro a ser examinado deve ficar apoiado bem rente à borda lateral da mesa de exame ao mesmo tempo o examinador solicita ao paciente que flexione o quadril contra-lateral e que segure o membro com as duas mãos contra o peito nesse momento o examinador segura pelo tornozelo o membro a ser avaliado e o deixa descer rente à mesa estressando a articulação sacroilíaca desse lado o paciente refere dor caso haja doença na região sacroilíaca este teste muitas vezes diferencia uma dor lombar de uma dor na região sacroilíaca · teste de gaveta anterior realizado no joelho usado para detectar uma lesão do ligamento cruzado anterior ressalte-se que o joelho tem vários ligamentos mas os principais são ligamento cruzado anterior ligamento cruzado posterior ligamento colateral interno ou medial ligamento colateral externo ou lateral o paciente em decúbito dorsal com o joelho em 90o de flexão o examinador apóia o pé do paciente e com ambas as mãos colocadas na região posterior do terço superior da tíbia do paciente região poplítea e os polegares ficam sobre a tuberosidade anterior traciona-a para frente provocando um deslizamento anterior da perna sobre a coxa o examinador deverá ficar sentado sobre a mesa de exame e apoiando o pé do paciente estabilizar a tíbia e a rotação da perna desejada fazendo este teste e não vendo nenhuma folga o ligamento cruzado anterior está íntegro caso haja alguma folga instabilidade o diagnóstico é de uma lesão do ligamento cruzado anterior · teste de gaveta posterior para verificar se há lesão do ligamento cruzado posterior É o mesmo teste anterior sendo que o movimento será de deslizar a tíbia para trás · teste de bocejo articular este teste vai informar se o paciente que levou uma pancada no joelho vai ter uma lesão no ligamento colateral medial ou ligamento colateral lateral · teste de choque patelar informa se existe algum líquido dentro da articulação seja sangue pus ou mesmo água do joelho existe um espaço entre a rótula e fêmur onde a rótula desliza página 8 de semiologia locomotor

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ou mesmo água do joelho existe um espaço entre a rótula e fêmur onde a rótula desliza suavemente neste espaço tem o líquido sinovial produzido pela sinóvia se por algum motivo esta sinóvia entra em um processo inflamatório vai começar a produzir mais líquido sinovial é o que chamamos de água no joelho quando o volume do liquido sinovial aumenta no joelho a rótula que estava encostando no fêmur vai se deslocar cedendo mais espaço para o líquido produzido o teste de choque patelar é exatamente para saber se existe este líquido em excesso dentro da articulação do joelho as possibilidades de se ter um derrame articular ou líquido no joelho são líquido sinovial quando se tem líquido sinovial em excesso na articulação do joelho se diz que tem hidroartrose ocorre depois de dias ou semanas após a contusão onde a articulação aumenta de volume sangue quando se tem sangue na articulação do joelho se diz que existe uma hemoartrose o derrame se faz mais rápido com presença de muita dor a drenagem se faz necessário pois vai aliviar as dores sentidas secreção purulenta quando se tem secreção purulenta na articulação se diz que existe uma pioartrose a secreção purulenta vai acumula depois de vários dias com episódios de febres se o médico estiver diante de uma pioartrose se faz necessário uma drenagem pois se o pus não for drenado poderá destruir a cartilagem da articulação exame vascular teremos os sinais dos 4 p quando estes sinais estão juntos o paciente pode ter uma obstrução vascular trombose venosa profunda · dor pain · palidez local cianose · paralisia sensitiva · pulso ausente quando o paciente alega que de repente sentiu uma dor muito forte na batata da perna pode ser uma distensão muscular mas também pode ser uma trombose venosa profunda por isto não se pode esquecer de examinar o paciente atentamente · sinal de homans é um sinal médico de desconforto ou dor na panturrilha após dorsiflexão passiva do pé É causado por uma trombose das veias profundas da perna trombose venosa profunda recebe este nome em homenagem ao médico americano john homans quando o paciente tem uma distensão muscular a dor não é tão lancinante quanto na trombose venosa profunda exame neurológico · teste de lasègue é usado para pesquisa de neurite do ciático nas lombocitalgias ou compressão do nervo ciático muito comuns nas hérnias de disco o paciente é colocado comodamente deitado e relaxado testa-se primeiramente o lado assintomático ou menos sintomático e depois o lado afetado com uma mão apoiando o calcanhar elevase vagarosamente o membro inferior até mais ou menos 40 graus quando há neurite esta manobra reproduz a dor do paciente ou seja dor originária da região lombar ou glútea irradiando-se para o membro inferior no território do nervo ciático muitas vezes acompanhada de parestesia o sinal de lasègue só é considerado positivo se reproduzir à dor espontânea do paciente se no teste houver a flexão do joelho o paciente deixará de sentir dor porque haverá um relaxamento página 9 de semiologia locomotor

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se no teste houver a flexão do joelho o paciente deixará de sentir dor porque haverá um relaxamento da musculatura e a conseqüente descompressão do nervo ciático l5 s1 · topografia sensitiva os pacientes que têm compressões de nervos nessa topografia sensitiva pode-se saber clinicamente qual a raiz que está sendo comprometida se quiser saber qual a raiz que está comprometida na compressão do nervo ciático que é feito de 5 raízes pode-se realizar o teste se o paciente tiver uma compressão ao nível de l5 não conseguirá fazer a flexão dorsal do pé se o paciente tiver compressão da raiz s1 não conseguirá realizar a flexão plantar não terá força para acelerar o carro assim se o paciente tem uma hérnia de disco consegue-se saber qual a raiz que está sendo comprometida l5 ou s1 · reflexo patelar e força muscular quando se utiliza o martelinho de borracha dando-se uma pequena batida na região infra-patelar haverá uma resposta que é o reflexo patelar principalmente nas raízes de l2 l3 e l4 se tiver ausência deste reflexo já se tem noção de qual raiz está sendo comprometida · reflexo aquileu testa a raiz de s1 segura-se o pé com o tornozelo a 90o e a mão segurando na região plantar se dá uma pacandinha no tendão de aquiles o pé fará uma flexão plantar caso não exista nenhum movimento de flexão plantar pode haver algum problema na raiz de s1 um método simples de memorização das raízes nervosas que suprem os grupos musculares do membro inferior é quadril l2-l3 flexão l4-l5 extensão joelho l3-l4 extensão l5-s1 flexão tornozelo l4-l5 flexão dorsal s1-s2 flexão plantar página 10 de semiologia locomotor

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aula 08/03/2012 sexta-feira 9 de março de 2012 20:41 semiologi marcha a marcha permite ao ser humano se deslocar de um lugar para outro para o examinador conseguir analisar a marcha corretamente deve ter um pouco de conhecimentos de anatomia e de biomecânica as patologias dos membros inferiores se evidenciam durante a marcha o exame da marcha se inicia na entrada do paciente no consultório médico analisando inclusive o jeito do paciente andar o médico deve ser curioso devendo procurar detalhes em todo o corpo do paciente se o paciente apresenta alguma marcha defeituosa ou marcha claudicante certamente o paciente deverá se queixa no membro inferior há um equilíbrio entre o membro inferior e os membros superiores deste modo o médico deve visualizar todo o corpo durante o exame da marcha ao examinar a marcha do paciente deve-se olhar para o corpo como um todo pois todo o corpo participa da marcha não se deve olhar apenas para os pés durante a marcha o corpo utiliza todos os ossos e músculos do corpo membros inferiores e superiores bacia coluna caixa torácica na marcha quando o membro inferior direito está na frente o esquerdo está atrás havendo um equilíbrio dos membros superiores com os membros superiores quando o paciente tem alguma deficiência o equilíbrio do corpo fica prejudicado para se entender a marcha deve-se entender alguns termos e depois entender as fases da marcha e o que acontece na marcha passo e passada o comprimento do passo é a medida que se obtém da parte posterior mediana do calcanhar de um pé até ao mesmo ponto do calcanhar do outro pé a passada é a soma de 2 passos passo refere-se a distância entre o apoio de um pé até a colocação do pé contrário ao solo exemplificando é a distância entre o apoio simples da perna direita até o toque do pé esquerdo no solo tendo como medida entre 40cm a 50cm passada refere-se ao ciclo da marcha é a distância entre o apoio de um pé até seu próximo toque ao solo por exemplo é a distância entre o apoio do pé direito ao solo até o próximo apoio do pé direito no solo medindo entre 80 a 100cm evidente que o tamanho do passo ou a passada vai depender do comprimento das pernas este é o primeiro fator que altera o tamanho do passo existe outros fatores que alteram o tamanho do passo como andar em um piso escorregadio onde a pessoa diminui o comprimento do passo para página 11 de semiologia locomotor

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passo como andar em um piso escorregadio onde a pessoa diminui o comprimento do passo para não escorregar base de sustentação É a largura do passo compreendendo a distância do meio do calcanhar de um pé para o meio do calcanhar do outro pé ou seja é a base de sustentação é determinada pela distância entre a linha média de um pé e a linha média do outro esta base de sustentação é que dará equilíbrio ao corpo esta largura normalmente deve medir entre 5cm a 8cm base de sustentação a base de sustentação pode ser alterada em algumas situações como quando o paciente tem problemas de labirintite se sentindo tonto que vai alargar a sua base de sustentação para não cair é o que acontece com a pessoa embriagada são coisas inconscientes que a pessoa faz para dar mais sustentação ao seu passo e passada centro de gravidade para se ter o equilíbrio é necessário ter um local onde se centraliza o peso este local é chamado de centro de gravidade É o local onde se localiza o peso no ser humano está localizado na 2ª vértebra sacra na criança este centro de gravidade está localizado mais acima da 2ª vértebra sacra sendo este um dos motivos que a criança não tem uma marcha equilibrada pois seu centro de gravidade não está localizado na 2ª vértebra sacral outro motivo para que a criança não tenha a marcha equilibrada é que a região do cerebelo que é responsável pelo equilíbrio corporal ainda não está totalmente desenvolvido na medida que a criança vai crescendo seu equilíbrio vai aumentando cada vez mais este tempo varia dos 3 até os 5 anos de idade na pessoa adulta pode acontecer a espondilolistese que vai modificar o centro de gravidade espondilolistese é uma patologia da coluna havendo um escorregamento de uma vértebra sobre outra que pode acontecer em qualquer seguimento da coluna sendo mais freqüente no seguimento da transição lombar com a sacra rotação pélvica esta rotação pélvica não a própria pelve em si que roda esta rotação ocorre nos quadris quando o quadril está suspenso ele vai rodar para frente em torno de 4o para haver uma compensação o quadril que está apoiado roda em torno de 4o para trás a soma da rotação ao todo dará em torno de 8o inclinação pélvica na marcha também há um balanço para baixo e para cima este balanço ocorre em torno de 4o a 5o o músculo médio glúteo ajuda a equilibrar a bacia durante a marcha havendo algum problema neste músculo a marcha ficará prejudicada quando o membro inferior direito está em balanço no ar para a bacia ficar equilibrada pelo manos quase paralela ao solo o músculo médio glúteo do lado esquerdo vai se contrair para manter o quadril no lugar página 12 de semiologia locomotor

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médio glúteo do lado esquerdo vai se contrair para manter o quadril no lugar fases da marcha a marcha tem duas fases enquanto um membro inferior realiza uma fase o outro membro realiza a outra fase apoio quando a pessoa está com alguma parte ou todo o pé apoiado no solo no ciclo da marcha equivale a cerca de 60 oscilação também chamada de aceleração mas como nesta fase tem a aceleração e a desaceleração optaram por oscilação equivale em trono de 40 do ciclo da marcha o membro não está em contato com o solo cada fase é subdividida em subfases fase do apoio inicia-se quando se coloca o calcanhar apoiado no solo imediatamente a pessoa vai baixando o pé iniciando a subfase do aplanamento do pé quando a perna fica totalmente reta se encontra na subfase de acomodação total do pé com o membro totalmente apoiado no solo logo após a acomodação total do pé é iniciado a decolagem do pé a saída do pé que está apoiado do chão fazendo-se uma flexão plantar sobre os metatarsos onde todo o peso corporal é colocado e distribuído nas cabeças dos 5 metatarsianos essa decolagem é realizada de fora para dentro ou seja os dedos vão saindo e o último dedo a sair do chão é o hálux nesta última fase impulso o tornozelo fica em flexão plantar e o joelho e quadril em extensão 1 apoio do calcanhar 2 aplanamento do pé 3 acomodação total do pé 4 impulso fase da oscilação ocorre entre o desprendimento dos dedos e o segundo toque do pé ou seja inicia quando o pé sai do solo sendo inicialmente jogado para trás para que o calcanhar oposto se apoie novamente e o pé em balanço não arraste no chão começando a ida da perna para frente neste momento o pé fica em flexão dorsal e o joelho tem uma leve página 13 de semiologia locomotor

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ida da perna para frente neste momento o pé fica em flexão dorsal e o joelho tem uma leve flexão para evitar que o pé bata no solo mais a frente o passo começa a desacelerar pois haverá o impacto do calcanhar com o solo para iniciar a fase de apoio por isto que o pé se apoia suavemente no solo aceleração aceleração intermediária desaceleração marcha da criança a criança anda com auxílio aproximadamente aos 12 meses sem o auxílio aos 15 meses mas não é uma marcha equilibrada corre aos 18 meses tudo isto depende do sistema nervoso central o cerebelo é o órgão responsável pelo equilíbrio do corpo humano se houver algum problema no cerebelo a criança pode não ter equilíbrio durante a marcha ou as vezes não ande marcha normal É o método de locomoção que envolve os membros inferiores de forma alternada com apoio a propulsão com pelo menos um pé em contato com o solo durante todo o tempo principais causas de marcha anormal existem uma série de fatores que podem atrapalhar ou tornar uma marcha em anormal dor lombalgia todo o corpo faz parte da marcha se o paciente tem uma dor lombar irá modificar a marcha pois haverá contratura muscular na região lombar que participa do equilíbrio da marcha É uma dor localizada na região lombar não podendo ser confundida com lombociatalgia que é uma dor lombar com comprometimento do nervo ciático hipotonia do quadríceps pode ocorrer como seqüela da paralisia infantil o paciente coloca a mão no joelho fazendo o papel do quadríceps paralisia dorsi-flexores há uma paralisia dos músculos que fazem a dorsi-flexão dos pés na fase de oscilação o joelho está em leve flexão e o pé está em dorsi-flexão quando a musculatura dos flexores dorsais estão paralisadas o pé vai ficar caído e a ponta do pé vai bater e arrastar no chão geralmente acontece nos pacientes que tem seqüelas de avc paralisia cerebral dependendo do grau de acometimento terá reflexos nos membros inferiores ficando com a musculatura comprometida não consegue realizar a fase de apoio e oscilação da marcha artrose do quadril joelho e tornozelo artrose é um desgaste da articulação quando o paciente é acometido pela artrose vai encurtar as subfases de apoio marcha de 3 pontos acontece para aliviar alguma região que está comprometida É quando o paciente se utiliza de uma bengala para poder caminhar pode ocorre quando os discos intervertebrais estão desgastados por desidratação onde perdem a função de amortecer o impacto na coluna causando dores quando o paciente utiliza a bengala dá um alívio ao local acometido deixando de sentir dores deformidades de ossos do pé pé plano causa alterações na marcha provocando calosidades pois o apoio do pé não está sendo feito como deveria ser ocasionando dores na região plantar do pé os artefatos como bota palmilha não irá resolver o problema o tratamento mais indicado é o cirúrgico na guerra entre o pé e o sapato o pé sempre vai ganhar calosidades dos dedos o calo seco é acima dos dedos o calo úmido é entre os dedos uma simples calosidade em qualquer um dos dedos pode provocar alterações na marcha página 14 de semiologia locomotor

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aula 09/03/2012 sexta-feira 9 de março de 2012 20:41 semiologi semiologia do ombro cada articulação tem as suas peculiaridades sempre tem algo que chama mas a atenção no ombro o que chama mais a atenção é que é a articulação que tem a maior mobilidade do corpo humano o ombro ganha em mobilidade mas perde em estabilidade de muita importância pois vai orientar o posicionamento do membro superior no espaço o ombro é uma articulação que funciona através da ação de muitos músculos tendões e ligamentos situações em que é necessário utilizar muitas vezes o ombro como em esportes pode prejudicá-lo o ombro é formado por 5 articulações 3 do tipo sinoviais gleno-umeral ou escapulo-umeral acrômio-clavicular esterno-clavicular 2 do tipo mecanismo articulares funciona como articulação mas não tem as características da superfície articular escapulo-toráxica sub-acromial como músculos que se destacam na articulação do ombro temos o manguito rotador que é formado por 4 músculos subescapular supra-espinhal infra-espinhal redondo menor o quadril quando comparado com o ombro é uma articulação muito estável e de bons movimentos no ombro não existe a proteção que a articulação do quadril tem é praticamente uma superfície convexa que se articula com uma superfície plana não existindo barreira na parte posterior ou anterior que impeça a instabilidade da articulação do ombro por isto fica explicado a grande capacidade de movimentação do ombro e ao mesmo explica a sua instabilidade assim podemos dizer que o ombro do ponto de vista anatômico é uma articulação instável mas é estável do ponto de vista biomecânico pois existem mecanismo para evitar que a articulação sai do lugar história quando o paciente entra no consultório do médico vai lhe contar uma história com uma queixa principal e o que está acontecendo muito freqüente o paciente que procura ajuda médica com problemas na articulação do ombro vai se queixar de dor É o sintoma mais frequente nas procuras aos ortopedistas quando o paciente diz o tipo de dor já se começa a levantar hipóteses diagnósticas quando o paciente relata uma dor do tipo contínua dia e noite pode-se pensar em uma lesão degenerativa como uma artrose ou lesão de tendão quando relata uma dor intensa latejante e repentina pode-se pensar tendinite calcária e geralmente é localizada no tendão do supra-espinhal a tendinite calcária pode ser em qualquer tendão do manguito rotador mas muito frequentemente ela acontece no tendão do supraespinhal página 15 de semiologia locomotor

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