Description
Em O Fator Melquisedeque, Don Richardson dá outro importante
passo missioiógico, além daquele dado em O Totem da Paz. Ali,
o autor demonstrou que o evangelho penetra eficazmente quando o
missionário descobre e utiliza um ponto de contato cultural. Agor
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tudo fez deus formoso no seu devido tempo também pôs a eternidade no coração do homem sem que este possa descobrir as obras que deus fez desde o princfpio até ao fim ec 3.11 grifo acrescentado dados in te rnac io n a is deca ta lo g a ç ã onapub lic a ç ã o cip c â marab ra s ile ir adol iv ro s p b ra sil richardson don 1935o fator melquiscdt ue o testemunho de deus nas culturas através do muiido don richardson tradução de neyd siqueira s5o paulo vida nova 1995 título original etcrnity in their heans bibliografia isbn 85-275-0081-7 1 jesus cristo miscelânea 2 religião 1 título 95-3156 ín d ic esparacatá lo g o s is te m á tic o 1 missões cristianismo 266 clt>266
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0 fator melquisedeque o tostomunho de deus nos culturas através do mundo don richardson tradução neyd siqueira
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© 1981 regai books título do original eternity in their hearts traduzido da edição publicada pela regai books ventura califórnia eua ia edição 1986 reimpressões 1989 1991 1995 2a edição 1998 reimpressões 1999 1999 2001 2002 publicado no brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados por s o c ied aderel ig io sa e d iç õ es v id a n ova caixa postal 21486 são paulo-sp 04602-970 proibida a reprodução por quaisquer meios mecânicos eletrônicos xerográficos fotográficos gravação estocagem em banco de dados etc a não ser em citações breves com indicação de fonte impresso no brasil printed in brazil isbn 85-275-0081-7 p reparação de te x to r o b in sonma lk omesrev is ã o d e pro vas veral ú cia c apa dos s a n to s b arba r ic ardom ar tin s m elo coordena ç ã o e d it o r ia lrob in sonmalkomes
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conteÚdo pmtáolo à edição em português 6 i ·a 11 1li um um mundo preparado para o evangelho o fator melquisedeque 1 povos do deus remoto 9 2 povos do livro perdido 61 3 povos com costumes estranhos 90 4 eruditos com teorias estranhas 108 1 ami l dois o evangelho preparado para o mundo o fator abraão 5 a conexão de quatro mil anos 125 6 um messias para todos os povos 136 7 a mensagem oculta de atos 159 l k juntas para estudo hibllografia 173 179
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prefÁcio À ediÇÃo em portuguÊs em o fator melquisedeque don richardson dá outro impor tante passo missioiógico além daquele dado em o totem da paz ali o autor demonstrou que o evangelho penetra eficazmente quando o missionário descobre e utiliza um ponto de contato cultural agora o autor vai mais além na obra em pauta richardson trata da revelação em dois ní veis o fator abraão e o fator melquisedeque o primeiro de senvolve o conceito e as implicações missionárias da revelação es pecial exarada nas escrituras as conclusões do capítulo sobre atos são surpreendentes o segundo fator que dá o título ao livro fala da revelação original que deixou um importante rastro na memória dos povos denominados prim itivos daí surgiu o título usado na edição original eternity in their hearts eternidade em seus corações richardson argumenta que deus deixou um testemunho profundo que pode e deve ser aproveitado como ponto de contato pelo missio nário a título de exemplo de sua tese o autor trata com amplitude científica dois aspectos deste testemunho por um lado a lembrança de um deus bom e soberano por outro a idéia persistente de um emissário que trará um livro sagrado a leitura de o fator melquisedeque une o útil ao agradável o estilo de richardson prende o leitor suas idéias revestem -se de histórias que são ao mesmo tempo interessantes e verídicas ele vasculhou a literatura da religião comparada para demonstrar ampla mente a existência e importância do fator melquisedeque a pro fundeza das implicações m issiológicas não perturba a leitura reco mendo o estudo deste livro e o debate de suas idéias richard j sturz
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parte i um mundo preparado para o evangelho o fator melquisedeque -
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1 povos do deus remoto os atenienses em alguma época durante o sexto século antes de cristo numa reunião do conselho na colina de marte em atenas diga-nos nícias que aviso o oráculo de pítias lhe deu por uo esta praga caiu sobre nós e por que os inúmeros sacrifícios ronlizados de nada adiantaram o impassível nícias olhou de frente o presidente do conselho a sacerdotisa declara que nossa cidade se encontra sob uma terrí vel maldição um certo deus a colocou sobre nós por causa do me donho crime de traição do rei megacles contra os seguidores de cylon É verdade lembro-me agora disse sombriamente outro mombro do conselho megacles obteve a rendição dos seguidores do cylon com uma promessa de anistia depois violou prontamente sua própria palavra e os matou mas qual é o deus que ainda nos condena por esse crime já oferecemos sacrifícios de expiação a todos os deuses não é bem assim replicou nícias a sacerdotisa afirma que resta ainda um deus a ser apaziguado quem poderia ser perguntaram os anciãos olhando incré dulos para nícias não posso contar-lhes respondeu ele o próprio oráculo pa rece não saber o seu nome ela disse apenas que nícias fez uma pausa observando as faces ansiosas de seus colegas enquanto isso da cidade enlutada à volta deles ouvia-se o eco de milhares de cânticos fúnebres nícias continuou precisamos enviar um navio imediatamente a cnossos na ilha de creta e trazer de lá para atenas um homem chamado epimênides a sacerdotisa assegurou-me que ele saberá
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1 0 0 fator melquisedeque como apaziguar esse deus ofendido livrando assim a nossa cidade não existe alguém suficientemente sábio aqui em atenas esbravejou um ancião indignado temos de apelar para um um estrangeiro se conhece algum grande sábio em atenas pode chamá-lo disse nícias caso contrário cumpramos simplesmente as ordens do oráculo um vento frio frio como se tocado pelos dedos gélidos do ter ror que varria atenas fez-se presente na câmara de mármore branco do conselho na colina de marte um ancião após outro aconchegouse mais em seu manto de magistrado e refletiu sobre as palavras de nícias vá em nosso nome meu amigo disse o presidente do con selho traga esse epimênides se atender ao seu pedido e se ele livrar nossa cidade nós o recompensaremos os demais membros do conselho concordaram o calmo nícias de voz suave levantou-se inclinando-se diante da assembléia e dei xando a câmara ao descer a colina de marte ele se encaminhou pa ra o porto de pireu que ficava a 13 km de distância na baía de falerom um navio achava-se ali ancorado epimênides desceu agilmente para a terra em pireu seguido de nícias os dois homens encaminharam-se de imediato para atenas recobrando aos poucos a força das pernas depois da longa viagem por mar desde creta ao entrarem na já mundialmente famosa cida de dos filósofos os sinais da praga eram vistos por toda a parte mas epimênides observou outra coisa nunca vi tantos deuses exclamou o cretense para o seu guia piscando surpreso falanges ladeavam os dois lados da estra da que saía do pireu outros deuses centenas deles adornavam uma escarpada rochosa chamada acrópole uma geração mais tarde os atenienses construíram ali o partenon quantos são os deuses de atenas inquiriu epimênides várias centenas pelo menos replicou nícias várias centenas foi a exclamação espantada de epimênides aqui é mais fácil encontrar deuses do que homens tem razão riu o conselheiro nícias não sei quantos pro vérbios já foram feitos sobre `atenas a cidade saturada de deuses com a mesma facilidade que se tira uma pedra da pedreira outro deus é trazido para a cidade nícias parou repentinamente refletindo sobre o que acabara de dizer todavia começou pensativo o oráculo de pítias declara que os atenienses precisam apaziguar ainda um outro deus e você,
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povos do deus remoto 11 l plmônides deve promover a intercessão necessária ao que parece «inlâo apesar do que eu disse nós atenienses ainda precisamos de mais um deus jogando a cabeça para trás e rindo nícias exclamou real mente epimênides não consigo adivinhar quem poderia ser esse outro deus os atenienses são os maiores colecionadores de deuses no mundo já saqueamos as teologias de muitos povos das vizinhan ças apoderando-nos de toda divindade que possamos transportar para a nossa cidade por terra ou por mar talvez seja esse o seu problema disse epimênides com um ar misterioso nícias piscou os olhos para o amigo sem compreender como que desejasse um esclarecimento desse último comentário mas alyuma coisa na atitude de epimênides o silenciou momentos depois chegaram a um pórtico com piso de mármore junto à câmara do con selho na colina de marte os anciãos de atenas já haviam sido avi sados e o conselho os esperava epimênides agradecemos sua começou o presidente da assembléia sábios anciãos de atenas não há necessidade de agradeci mentos epimênides interrompeu amanhã ao nascer do sol tra gam um rebanho de ovelhas um grupo de pedreiros e uma grande quantidade de pedras e argamassa até a ladeira coberta de relva ao pé desta rocha sagrada as ovelhas devem ser todas sadias e de co res diferentes algumas brancas outras pretas vocês não devem deixá-las comer depois do descanso noturno É preciso que sejam ovelhas fam intas vou agora descansar da viagem acordem-me ao amanhecer os membros do conselho trocaram olhares curiosos enquanto epimênides cruzava o pórtico em direção a um quarto sossegado enrolando-se em seu manto como num cobertor e sentando-se para meditar o presidente voltou-se para um dos membros jovens do conse lho veja que tudo seja feito como ele ordenou disse ele as ovelhas estão aqui falou o membro jovem humildemente epimênides despenteado e ainda meio dormindo saiu de seu des canso e seguiu o mensageiro até a ladeira que ficava na base da co lina de marte dois rebanhos um de ovelhas pretas e brancas e outro de conselheiros pastores e pedreiros achavam-se à espera debaixo do sol que nascia centenas de cidadãos desfigurados por outra noite de vigília cuidando dos doentes atingidos pela praga e chorando pelos mortos galgaram os pequenos outeiros e ficaram ob
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1 2 0 fator melquisedeque servando ansiosos sábios anciãos começou epimênides vocês já se esforça ram muito ofertando sacrifícios aos seus numerosos deuses entre tanto tudo se mostrou inútil vou agora oferecer sacrifícios baseado em três suposições bem diferentes das suas minha primeira suposi ção todos os olhos estavam fixos no cretense de elevada estatura todos os ouvidos atentos para captar suas próximas palavras é que existe ainda outro deus interessado na questão desta praga um deus cujo nome não conhecemos e que não está por tanto sendo representado por qualquer ídolo em sua cidade segun do vou supor também que este deus é bastante poderoso e sufi cientemente bondoso para fazer alguma coisa a respeito da praga se apenas pedirmos a sua ajuda invocar um deus cujo nome ó desconhecido exclamou um dos anciãos isso é possível a terceira suposição é a minha resposta à sua pergunta re plicou epimênides essa hipótese é muito simples qualquer deus suficientemente grande e bondoso para fazer algo a respeito da pra ga é também poderoso e misericordioso para nos favorecer em nossa ignorância se reconhecermos a mesma e o invocarm os murmúrios de aprovação misturaram-se com o balido das ove lhas famintas os anciãos de atenas jamais tinham ouvido essa linha de raciocínio antes mas por que perguntavam eles as ovelhas de viam ser de cores diferentes agora gritou epimênides preparem-se para soltar as ove lhas na ladeira sagrada uma vez soltas deixem que cada animal paste onde quiser mas façam com que seja seguido por um homem que o observe cuidadosamente a seguir levantando os olhos para o céu epimênides orou com voz profunda e cheia de confiança Ó tu deus desconhecido contempla a praga que aflige esta cidade e se de fato tens compaixão para perdoar-nos e ajudar-nos observa este rebanho de oveihas revela tua disposição para responder eu peço fazendo com que qualquer ovelha que te agrade deite na relva em vez de pastar escolha as brancas se elas te agradarem as pre tas se te causarem prazer as que escolheres serão sacrificadas a ti reconhecendo nossa lamentável ignorância do teu nome epimênides sentou-se na grama inclinou a cabeça e fez sinal aos pastores que guardavam o rebanho estes vagarosamente se afastaram com rapidez e voracidade as ovelhas se espalharam pela colina começando a pastar epimênides ficou ali sentado como uma estátua com os olhos baixos e inútil murmurou baixinho um conselheiro mal amanheceu
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povos do deus remoto -1 3 o raras vezes vi um rebanho tão faminto nenhum animal vai deitarse antes de encher o estômago e quem acreditará então que foi um deus que o levou a isso epimênides deve ter escolhido esta hora do dia deliberadamen te respondeu nfcias só assim poderemos saber que a ovelha que se deitar o fará em obediência à vontade desse deus desconhecido 0 não por sua própria inclinação mal nícias terminara de falar quando um pastor gritou olhem 1odos os olhos se voltaram para ver um carneiro dobrar os joelhos e deitar-se na relva eis aqui outro bradou um conselheiro surpreso fora de si por causa do espanto em poucos minutos algumas das ovelhas se achavam acomodadas sobre a relva suculenta demais para que qual quer herbívoro faminto pudesse resistir em circunstâncias normais se apenas uma deitasse teríamos dito que estava doente exclamou o presidente do conselho mas isto isto só pode ser uma resposta com os olhos cheios de reverência ele se voltou dizendo a epimênides o que faremos agora separem as ovelhas que estão descansando replicou o cretense levantando a cabeça pela primeira vez desde que invocara o deus desconhecido e marquem o lugar onde cada uma se acha fa çam depois com que os pedreiros levantem altares um aitar em ca da ponto onde as ovelhas descansaram pedreiros entusiastas começaram a fazer argamassa e no final da tarde ela já havia endurecido o suficiente todos os altares se achavam preparados para uso qual o nome do deus que gravaremos sobre esses altares perguntou um dos conselheiros do grupo mais jovem excessiva mente ansioso todos se voltaram para ouvir a resposta do cretense nome repetiu epimênides como se refletindo a divindade cuja ajuda buscamos agradou-se em responder à nossa admissão de ignorância se agora pretendermos mostrar conhecimento gra vando um nome quando na verdade não temos a menor idéia a res peito dele temo que vamos apenas ofendê-la não podemos correr esse risco concordou o presidente do conselho mas com certeza deve haver um meio apropriado de de dedicar cada altar antes de usá-lo tem razão sábio conselheiro declarou epimênides com um sorriso raro existe um meio inscrevam simplesmente as palavras agnosto theo a um deus desconhecido no lado de cada altar na da mais é necessário os atenienses gravaram as palavras recomendadas pelo con
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1 4 0 fator melquisedeque selheiro cretense a seguir sacrificaram cada ovelha dedicada so bre o altar marcando o ponto em que a mesma havia deitado a noite caiu na madrugada do dia seguinte os dedos mortais da praga sobre a cidade já se haviam afrouxado no decorrer de uma semana os doentes sararam atenas encheu-se de louvor ao deus desconheci do de epimênides e também a este por ter prestado socorro tão supreendente de um modo verdadeiramente engenhoso cidadãos agra decidos colocaram festões de flores ao redor do grupo despretensio so de altares na encosta da colina de marte mais tarde eles escul piram uma estátua de epimênides sentado e a colocaram diante de um de seus templos.2 com o correr do tempo porém o povo de atenas começou a esquecer-se da misericórdia que o deus desconhecido de epimêni des lhes concedera seus altares na colina foram negligenciados e eles voltaram a adorar centenas de deuses que se mostraram inca pazes de remover a maldição da cidade vândalos demoliram parte dos altares e removeram pedras de outros o mato e o musgo come çaram a crescer sobre as rufnas até que certo dia dois anciãos que se lembravam da importância dos altares pararam diante deles a caminho do conselho apoiados em seus bordões eles contemplaram pensativos as relíquias ocultas por trepadeiras um dos anciãos retirou um pouco do musgo e leu a anti ga inscrição encoberta por ele `agnosto theo demas você se lembra como poderia esquecer respondeu demas eu era o mem bro jovem do conselho que ficou acordado a noite inteira para certifi car-me de que o rebanho as pedras a argamassa e os pedreiros estariam prontos ao nascer do sol e eu replicou o outro ancião era aquele outro membro jo vem e ansioso que sugeriu que fosse gravado em cada altar o nome de algum deus que tolice ele fez uma pausa mergulhado em seus pensamentos acres centando a seguir demas você talvez me considere sacrílego mas não posso deixar de sentir que se o deus desconhecido de epimê nides se revelasse abertamente a nós logo deixaríamos de lado to dos os outros o ancião barbudo balançou o bordão com certo des prezo na direção dos ídolos surdos e mudos que em fileira após filei ra cobriam a crista da acrópole em número maior do que nunca an tes se ele jamais vier a revelar-se disse demas pensativamente como nosso povo saberá que não é um estranho mas um deus que já participou dos problemas de nossa cidade acho que só existe um meio replicou o primeiro ancião.
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povos do deus remoto 15 uovemos preservar pelo menos um desses altares como evidência l>ara a posteridade e a história de epimênides deve de alguma fór um ser mantida viva entre as nossas tradições uma grande idéia a sua entusiasmou-se demas olhe este «inda está em boas condições vamos empregar pedreiros para poll-lo e amanhã lembraremos todo o conselho dessa antiga vitória sohro a praga faremos passar uma moção para incluir a manutenção do pelo menos este altar entre as despesas perpétuas de nossa ci dade os dois anciãos apertaram-se as mãos para fechar o acordo e i im braços dados seguiram caminho abaixo batendo alegremente os hordões contra as pedras da colina de marte o relato acima baseou-se principalmente em uma tradição reuÍ8trada como história por diógenes laércio um autor grego do séc.ulo iii a.d numa obra clássica denominada the lives o i eminent 1 hilosophers as vidas de filósofos eminentes voi 1 p 110 os elementos básicos na narrativa de diógenes são epimênides um horói cretense atendeu a um pedido de atenas feito por nícias a fim do aconselhar a cidade sobre como remover uma praga ao chegar a alonas epimênides conseguiu um rebanho de ovelhas pretas e bran cas e soltou-as na colina de marte dando instruções para que alouns homens seguissem as ovelhas e marcassem o lugar onde qual quer delas se deitasse o propósito aparente de epimênides era dar a qualquer deus li gado à questão da praga a oportunidade de revelar sua disposição om ajudar fazendo com que as ovelhas que o agradassem ficassem deitadas como um sinal de que as aceitaria se fossem oferecidas em sacrifício desde que não haveria nada extraordinário no fato de ovelhas se deitarem fora de seu períodos habituais de pastagem i pimênides provavelmente conduziu sua experiência bem cedo de manhã quando as ovelhas estavam famintas algumas das ovelhas deitaram e os atenienses as ofereceram om sacrifício sobre os altares sem nome construídos especialmente com esse propósito a praga foi assim removida da cidade os leitores do antigo testamento lembrarão de que um herói chamado gideão buscando conhecer a vontade de deus colocou um pedaço de lã como sinal epimênides fez mais que gideão ole colocou o rebanho inteiro segundo a passagem em leis de platão epimênides também profetizou ao mesmo tempo que dez anos mais tarde um exército persa atacaria atenas todavia os inimigos persas retrocederão com todas as suas esperanças frustradas e depois de sofrer mais
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1 6 0 fator melquisedeque ferimentos do que os infligidos por eles esta profecia foi cumprida o conselho de sua parte ofereceu a epimênides um talento em moedas por seus serviços mas ele recusou o pagamento a única recompensa que desejo disse é estabelecer aqui e agora um tra tado de amizade entre atenas e c nossos os atenienses concorda ram após a ratificação do tratado com cnossos eles providenciaram a volta de epimênides em segurança para sua casa na ilha platão nessa mesma passagem elogia epimênides chamandoo esse homem inspirado e lhe dá crédito como um dos persona gens famosos que ajudaram a humanidade a redescobrir as inven ções perdidas durante o grande dilúvio outros detalhes nesta referência concernente à causa da mal dição foram obtidos de uma nota de rodapé de um editor sobre a obra the a rt o f rhetoric a arte da r etórica livro 3 17.10 de a ristó teles encontrada na loeb c lassical library traduzida por j h freese e publicada em cambridge estado de m assachusetts a ex plicação de que o próprio oráculo de pítias ordenou aos atenienses que mandassem buscar epimênides faz parte da menção anterior das leis de platão diógenes laércio não menciona que as palavras agnosto theo estavam escritas nos altares de epimênides ele declara apenas que em diferentes partes da Ática podem ser vistos altares sem qual quer nome gravado servindo de memoriais para esta expiação dois outros escritores da antigüidade pausânias em sua obra description o f greece descrição da g récia vol 1 1.4 e filostrato em sua appolonius of tyana apolônio de tiana referemse porém a altares a um deus desconhecido sugerindo que uma inscrição nesse sentido estivesse gravada neles o fato de tal inscrição achar-se em pelo menos um altar e atenas é confirmado por lucas um historiador do primeiro século ao descrever as aventuras de paulo o famoso apóstolo cristão lucas menciona um encontro esclarecido de modo impressionante pela história de epimênides já referido enquanto paulo os esperava em atenas começou lucas o seu espírito de revoltava em face da idolatria dominante na cidade at 17.16 se atenas se gabava de centenas de deuses nos dias de epi mênides é provável que nos de paulo houvesse centenas de ou tros a idolatria por sua própria natureza possui um fator inflacio nário embutido uma vez que os homens rejeitem o deus único onisciente onipotente e onipresente preferindo divindades menores eles finalmente descobrem para sua frustração que um número infinito de divindades inferiores é necessário para preencher o
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