CONFRONTO DOUTRINARIO - JOÃO OLIVEIRA

 

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"Confronto Doutrinário", que o leitor tem diante dos olhos, não é uma obra volumosa, destinada a comentar assuntos que requerem esclarecimentos mais amplos. Contudo, este livrinho esclarece muitos pontos doutrinários com os quais o cristão se defronta di

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confronto doutrinÁrio joão de oliveira digitalizado por ale.vera santos editado e revisado por escriba digital

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Índice prefácio 4 apresentação 5 introdução 6 1 É bíblica a vocação ministerial do pastor 8 2 a ordem divina quanto ao sustento do pastor 12 3 bebedores de vinho 16 4 o uso do véu à luz da bíblia 20 6 coletas dizimes e ofertas 29 7 como e quando deve alguém ser batizado 33 8 a oração como e quando deve ser feita 37 9 É bíblica a confissão de pecados em público 42 10 a única regra que rege a igreja 48 11 pecado arrependimento e perdão 54 12 o pecado fora do corpo 59

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prefácio confronto doutrinário que o leitor tem diante dos olhos não é uma obra volumosa destinada a comentar assuntos que requerem esclarecimentos mais amplos contudo este livrinho esclarece muitos pontos doutrinários com os quais o cristão se defronta diariamente e que por parecerem tão simples nem sempre se lhes dá a interpretação certa o autor escolheu um determinado número de assuntos para interpretá-los à luz da palavra de deus e o fez de forma prática e clara de maneira a ajudar o leitor a entendê-los com a simples leitura das páginas deste livro emílio conde

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apresentação não era minha intenção quando saíram d luz os primeiros artigos sob a epígrafe confronto doutrinário torná-los um livro recebi porém incentivo da parte de vários colegas de ministério para que fossem os referidos trabalhos publicados em um livro assim animado por esses apelos resolvi pela graça de deus e após o preparo de novos capítulos lançar o presente trabalho como boa semente na seara esperando do senhor os resultados confio em que deus abençoará este livrete a fim de que sirva para esclarecimento de muitos e para glória do nome do nosso mestre o autor

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introdução têm surgido ultimamente no campo do evangelismo muitos entraves e perturbações causados pelo que na palavra de deus é chamado de outra doutrina 1 tm 6.3 essas anomalias são oriundas de um conjunto de erros introduzidos por falsos doutrinadores das verdades bíblicas 1 tm 1.20 4.1-4 2 tm 2.14-18 tt 1.9-15 o mais lamentável é que às vezes até mesmo alguns crentes sinceros por causa dessas irregularidades chegam ao estado de desespero e ficam desapontados a ponto de vacilarem quanto à fé e galardão que há em cristo 2 jo 2.8 felizmente isso não acontece com todos aqueles que estão em cristo a rocha dos séculos não se abalam pois acerca deles está escrito que as portas do inferno não prevalecerão contra eles mt 16.18 o apóstolo paulo já nos primórdios do cristianismo teve de lutar contra esses perturbadores designados por bestas cães falsos obreiros e falsos apóstolos o que demonstra cabalmente o seu caráter 1 co 15.32 2 co 11.13 fp 3.2 portanto não é de admirar que em nossos dias surjam pessoas com as mesmas características e sentimentos perturbadores com a bíblia aberta não teremos dúvida em responder aos que desejarem sinceramente receber luz esclarecendo-os sobre todos os pontos errados doutrinas esdrúxulas e textos em que os falsos doutrinadores se apóiam para semearem suas idéias.

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paulo declarou que ao servo do senhor não convém contender e que devemos ser pacientes com todos prontos a ensinar por essa razão desejamos não contender mas ensinar e esclarecer conforme determina a palavra do senhor 1 co 11.16 1 tm 4.6

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1 É bíblica a vocação ministerial do pastor cada um fique na vocação em que foi chamado 1 co 7.20 o primeiro ponto que desejamos focalizar é o do título seja qual for o ponto de vista que os homens defendam com relação à vocação do obreiro a chamada ministerial é genuinamente bíblica tem apoio tanto no antigo como no novo testamento que mostram pessoas que deixaram tudo para obedecerem à vocação divina e dedicarem suas vidas inteiramente ao serviço do senhor quer se tratasse de profetas reis ou sacerdotes Êx cap 3 nm cap 17 1 rs 19.18-21 is 6.6-9 no novo testamento a chamada dos servos de deus está colocada num plano mais claro pois é ordenada por cristo diretamente aos seus discípulos conforme se lê em mateus 10.10 lucas 10.2,3 joão 21.15-17 efésios 4.11 hebreus 13.7-17 portanto a vocação do obreiro isto é do ministro está apoiada na palavra de deus por essa razão é bíblica é certa à luz da bíblia É bom saber que essa vocação essa chamada para o ministério do evangelho vem do próprio deus e é sentida pelo vocacionado que é conduzido e guiado pelo espírito santo at 13.1-4 1 tm 1.12 3.2 4.6 não é exagero afirmar-se que onde não há pastor aí há somente meio ministério pois faltando a parte principal o ministério está incompleto a vocação de pastor depende do senhor pois nenhum de nós pode vocacionar outrem como pastor ou evangelista porque o dom e a vocação vêm de deus podemos consagrar ao ministério homens em quem reconhecemos a chamada divina porém esse

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ato não transforma tais pessoas em pastores ou evangelistas automaticamente o dom e a vocação que faz um verdadeiro pastor não é o ato exterior de consagração ao ministério é o preparo que deus outorga é a graça e a unção que o senhor concede a própria palavra de deus declara que o senhor mesmo deu uns para apóstolos e outros para profetas e outros para evangelistas e outros para pastores e doutores ef 4.11 tudo isso de conformidade com o que está escrito há diversidade de ministérios 1 co 12.5 quanto ao êxito isto é consagração e dedicação à causa do senhor pertence ao obreiro propor em seu coração realizar fazer a parte que lhe toca voluntariamente ama vez que deus cumpre o que promete o exemplo que temos na bíblia a começar p r aarão é de que o servo vocacionado dedica-se e esforça-se para cumprir fielmente o ministério que lhe foi confiado consagração quer dizer separação para determinado fim neste caso separação é dedicação inteira e completa ao serviço do senhor ora não se compreende que alguém se consagre à obra de cristo e permaneça preso e embaraçado com as coisas desta vida isto é com assuntos alheios ao ministério 2 tm 2.4 conforme acima citamos há diversidade de ministérios essa diversidade porém é o complemento de uma obra pois não existe diversidade para os servos de deus se prejudicarem uns aos outros o pastorado é um cargo distinto do presbítero o presbítero pode auxiliar no pastorado no antigo testamento os anciãos auxiliavam moisés na tarefa de conduzir o povo mas não prescindiam da presença e do ministério de moisés portanto à luz da palavra de deus o ministério de pastor é bíblico a vocação de pastor é bíblica a chamada é bíblica enfim foi o senhor quem deu uns para profetas pastores etc tudo

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isso está de acordo com a doutrina apostólica de acordo com os ensinos de pedro e os demais apóstolos e ninguém pode contestar estes fatos com a palavra de deus infelizmente em muitos lugares estão se manifestando idéias e interpretações errôneas acerca do pastorado há presbíteros que desconhecendo a verdadeira doutrina levantamse contra o ministério do pastor depreciando a autoridade divina querendo usurpar o lugar do pastor sobrepondo-se a qualquer autoridade na igreja tais pessoas laboram em erro estão em desacordo com os ensinos da bíblia a qual mostra que cada ministério tem seu lugar definido portanto confrontando essas doutrinas com a palavra de deus torna-se evidente que o ministério de pastor é bíblico é uma instituição divina e tem a aprovação de deus mesmo que alguns desordenados se insurjam contra isso devemos desejar um ministério completo de acordo com as escrituras o apóstolo pedro disse e quando aparecer o sumo pastor alcançareis incorruptível coroa de glória 1 pe 5.4 ora é lógico que se há um sumo pastor é porque há outros pastores se assim não fosse a linguagem bíblica seria diferente ainda para reforçar este confronto de doutrinas e demonstrar que é bíblico o que afirmamos leiamos mais o que está escrito obedecei a vossos pastores hb 13.17 não é possível supor que alguém tenha dúvida ou creia que aqui se trata do sumo pastor não trata-se pura e simplesmente daqueles que deus vocacionou chamou e colocou na igreja para apascentarem o seu rebanho neste confronto fiquemos com o que ensinam as escrituras.

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2 a ordem divina quanto ao sustento do pastor digno é o obreiro do seu salário 1 tm 5.18 o segundo ponto do confronto doutrinário que estamos apresentando é o do titulo a palavra de deus é muito clara a esse respeito quando diz digno é o obreiro do seu salário 1 tm 5.18 o assunto de que tratamos neste capítulo merece um esclarecimento maior por ser de caráter controvertido principalmente entre certos grupos evangélicos que não aceitam o ministério nem o pastorado na igreja tal qual é ensinado nas escrituras para combaterem o ministério do pastor tais pessoas se apóiam em alguns fatos e na forma como o apóstolo paulo procedeu em relação aos coríntios sem entretanto atentarem para o modo como agiu com outras igrejas a fim de não ser pesado aos coríntios isto é para favorecê-los teve de receber de outras igrejas quiçá mais necessitadas paulo mesmo declarou aos coríntios ao sentir o espírito mesquinho e avaro de alguns outras igrejas despojei eu para vos servir recebendo delas salário 2 co 11.8 eis aí a reprovação do apóstolo ao egoísmo e à avareza de alguns da igreja de corinto em cujo exemplo se baseiam aqueles que rejeitam o sustento do pastor pela igreja portanto saibam esses que paulo não apoiou tal ensino nem o apoiaria em nossos dias o apóstolo recebeu salário de outras igrejas para servir aos coríntios a declaração que ele fez condenando-lhes a atitude de

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recusarem sustento aos obreiros atinge também os desordenados que em nossos dias possuem o mesmo espírito acaso não basta essa declaração tão explícita de paulo para provar que o obreiro é digno de sustento o argumento que apresentam os que não concordam no sustento do ministério da igreja é que o obreiro deve trabalhar e ganhar o pão com suor e esforço ora acaso o trabalho de pastor o seu constante interesse pela igreja sua atividade incessante para atender a tudo e a todos não é ama função espinhosa e dura a de suportar Às vezes não é só o suor são também as lágrimas o preço que o obreiro paga para servir a deus e à igreja 1 co 9.26,27 fp 2.17 note-se que paulo nesse caso de sustento de obreiros não louvou os coríntios ao contrário censurou-os como então proceder contra o ensino do apóstolo para justificar a recusa de sustento ao obreiro quando paulo expressou seu pensamento acerca desse assunto em 1 coríntios 9.6 deixou perceber que na igreja de corinto a avia obreiros remunerados esse pensamento mais se acentua nos versículos 12 e 13 onde ele declara ter o mesmo direito que outros têm de participar do sustento se paulo não recebeu sustento dos coríntios foi por causa da dureza e cegueira de alguns mas teve de receber salário de outras igrejas teve de despojá-las para cuidar dos coríntios outras igrejas despojei eu para vos servir recebendo delas salários foi o que paulo disse aos coríntios quando alguns manifestaram certas objeções essa declaração não deixa qualquer dúvida quanto aos ensinos de paulo acerca do sustento do obreiro e é completada por esta outra assim ordenou o senhor aos que anunciam o evangelho que vivam do evangelho 1 co 9.14 não há argumentos nem suposições que destruam o que paulo

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ensinou se acaso paulo não usou do direito que tinha de viver do evangelho por causa da dureza de alguns contudo não cessou de recomendar e ensinar que o obreiro é digno do seu salário mt 10.10-12 lc 10.7 2 tm 2.4-6 tt 3.13 por outro lado o obreiro deve ocupar-se inteiramente do seu ministério e consagrar-se ao serviço para o qual foi chamado essa é a vontade de deus porque agrada àquele que o chamou e está de acordo com o que paulo recomendou a timóteo ninguém que milita se embaraça com os negócios desta vida a fim de agradar àquele que o alistou para guerra 2 tm 2.4 ora aquele que se alistou para a guerra tem de dedicar sua atividade a esse mister não se pode ocupar com atividades estranhas assim também o obreiro cristão alistou-se para servir a deus não deve dedicar-se a outros ministérios para não prejudicar a causa de cristo portanto assim como o soldado recebe o sustento para servir o obreiro deve ser sustentado a fim de poder dedicar-se inteiramente à obra do senhor o apóstolo paulo usa uma comparação para ilustrar e ensinar que o obreiro é digno de viver do seu trabalho isto é de receber o sustento escrevendo a timóteo disse o lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos 2 tm 2.6 com isso paulo queria dizer que o obreiro que trabalha tem direito a gozar do fruto de seu trabalho a ordem do senhor ao povo de israel foi no sentido de trazer mantimentos à sua casa É claro que a ordem visava à abundância para aqueles que ministravam no templo pois deus nada toma para si quando o povo deixou de obedecer à ordem do senhor os sacerdotes deixaram o templo e foram trabalhar com suas próprias mãos ne 10 38,39 13.10,11 isso aconteceu porque faltou o sustento aos obreiros aos sacerdotes aqueles que ministravam por fim mais uma comparação do apóstolo para

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mostrar que o obreiro deve receber seu sustento não ligarás a boca do boi que debulha É claro que paulo se referia aos obreiros portanto no confronto bíblico das doutrinas que alguns desordenados pregam é claro que a palavra de deus esclarece o que muitos procuram obscurecer portanto não há dúvida quanto ao sustento dos obreiros ser doutrina bíblica deus mesmo ordenou isso jesus cristo confirmou e os apóstolos proclamaram de acordo com o que está escrito digno é o obreiro do seu salário.

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