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o g re a arte fotogrÁfica de antonio quaresma o desabafo de afonso romano de sant anna sarah menezes e um piauÍ que vence go edi de ÇÃo ca rv al ho julho agosto 2012 #03 r 10,00 entrevista abrimos o baÚ de histÓria do teatrÓlogo benjamim santos revestrÉs em pedro ii e no maior evento literÁrio do piauÍ o apogeu e o declÍnio dos festivais
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24 30 36 44 homenageado da ediÇÃo o g rego de carvalho reportagem festivais de mÚsica festa no interior pedro ii o que mudou nas disputas das canções o festival de inverno em imagens bem vindo à casa da dona gorete 50 52 54 56 literatura concurso de pai pra filha a paixão de sônia rodrigues os jovens escritores do salipi cristÓvÃo tezza brasil a imagem de um escritor josé castello volta a parnaíba para escrever ribamar 8 opiniÃo canção cultura e mundialização entrevista tudo o que eu fiz foi para ganhar dinheiro benjamim santos e suas revelações teatrais 60 62 74 80 gastronomia quatro bandoleiros em barra grande ensaio fotogrÁfico destaque da ediÇÃo um lugar no piauÍ Água fogo terra e ar sarah menezes busca a medalha em londres paisagem no caminho de altos 20 22 28 49 59 70 72 76 78 83 84 opiniÃo crÔnica piauiÊs as 10 dicas filosofia e psicanálise rogério newton e uma fábula inesquecível os pássaros de arribação os preferidos de maia veloso lendas piauienses revisitadas aventura ficÇÃo ademà zabelê na visão do índio mandaú um cinema para maiores de 18 airton sampaio e o que ismália fazia notas do colunismo cultural dicas revestrÉs para ler ver e ouvir um outro olhar o desabafo de afonso romana de sant anna
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p a certeza de precisar das incertezas trazemos para a nossa revista esse não saber onde oucas coisas são tão traiçoeiras quanto as cada edição vai terminar não temos nunca uma certezas É bastante provável e nem disso se revista pronta como disse no salipi o espetacular pode ter certeza que alguém com certezas josé castello um de nossos entrevistados desta absolutas não sabe bem no que acredita imagine um edição para o autor o livro nunca está pronto ele é artista com convicções inquebrantáveis pincel na entregue para o público quando fica insuportável mão sabendo absolutamente o que fazer que linha mexer mais nele a revestrés é assim traçar que cor usar sem dúvidas pensemos em um somos entrevistadores que nos apaixonamúsico ou um poeta ou um bailarino um mos pelos entrevistados por romancista sabendo no exato exemplo foi assim com instante de digitada a primeira palavra cadapalavra assumimos que a revestrÉs benjamim santos que depois de subseqüente cada verso cada talvez nÃo esteja pronta concedida a entrevista nos fez posar para ensinou nossa vírgula não podemos ter e torcemos provavelmente repórter a fotos e porrinha na jogar certeza mas diria que nunca estarÁ mesa de um bar na parnaíba certamente o que sairia ao fim foi assim também com a dessas pequenas aventuras não nÃo somos artistas seria arte ou literatura ou dança mas gostamos de pensar cobertura do festival de inverno de e sim uma monótona repetição que estamos ali no limiar ao pedro ii onde os fotógrafos mesmo tempo clicavam de linhas e frases e esculturas e e que se tivÉssemos mais cantavam e choravam foi assim movimentos já sabidos e repisados e logo o apreciar a um pouquinho de talento na cobertura do salipi onde não temos certeza se conseguimos arte passaria a ser apenas um viverÍamos de arte deixar de cruzar a linha tênue bocejo enfadado faz parte do que separa o observador do ato criativo uma pitada admirador e foi assim nos últimos dois meses que frequentemente duas ou três de delírio e um delírio separaram a revestrés #2 da revestrês cada página é tudo menos com certeza uma certeza desta revista conta não só uma história mas traz um esta revestrés que carinhosamente foi por baticum dos nossos corações nós batizada de revestrês traz um pouco dessa não temos certeza se isso fere os cânones tentativa permanente de lutar contra as certezas jornalísticos mas essa revista é feita antes de tudo arraigadas assumimos que a revestrés talvez não com paixão paixão pelos textos pelas fotos pelas esteja pronta e torcemos provavelmente nunca pessoas com quem convivemos pelas pessoas que estará não somos artistas mas gostamos de pensar colaboraram conosco pelos novos amigos que que estamos ali no limiar e que se tivéssemos mais fizemos pelas viagens pelos momentos que estão um pouquinho de talento viveríamos de arte então impressos em nós mais do que na revista parece que os leitores estão gostando mas não temos lá muita certeza e por isso vamos continuar tentando fazer a revestrés cada vez melhor espero que nosso coração agüente por falar em incertezas até o ultimo momento estávamos tentando decidir qual seria a melhor capa para esta edição com a linda foto de benjamim santos feita por mauricio pokemon ou com a incrível ilustração de hudson melo a revista saiu como você percebe a dúvida não mas siga em frente que a revista está linda r10
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fala leitor o piauí tem o terceiro pior índice de desenvolvimento humano entre os estados brasileiros e ao mesmo tempo a menor mortalidade infantil e o menor número de homicídios da região nordeste e uma agitação cultural respeitável de que a bem-humorada revista revestrés é prova cristóvão tezza artigo o piauí é aqui publicado na gazeta do povo em 19/06/12 É uma publicaÇÃo da quimera eventos cultura e editoração ltda rua arlindo nogueira 510 sala 401 centro teresina piauí diretores responsÁveis embora em são paulo se edite a revista piauÍ como cidadão emérito daquele estado esclareço que a autêntica piauí é editada no piauí e tem o nome de revestrÉs affonso romano em seu blog pessoal no post do dia 29/06/12 @daniel_solon na @derevestres mesmo a entrevista c joão cláudio teve bons momentos contradição em pessoa do pcdob católico e defensor dos claudino daniel solon @francilima É bom saber que existe uma publicação com esse nível de aprofundamento em tantas áreas diferentes da arte parabéns a toda @derevestres francisco lima @mara_ktr_bacana a reportagem da @derevestres poesia e arte mostrando a iniciativa da galera da @sopoetasporvir com @orochiandrecafe mara santos @paulafortes joão cláudio na @derevestres um tapa na cara da sociedade paula fortes acabo de ler a entrevista de joão cláudio moreno na revista revestrés realmente uma ótima entrevista muito sincera e com frases que devem ser guardadas e refletidas com cuidado parabéns aos que fizeram essa edição da revista e parabéns a joão cláudio que é sim um grande artista do nosso estado jéssica catharine nos últimos dois anos surgiu em teresina uma enxurrada de revistas de gastronomia arquitetura saúde direito educação etc mas todas de conteúdo duvidoso hoje eu li a revista revestrés #2 e me surpreendi com a qualidade da revista Ótima publicação com boas matérias diagramação impecável e imagens cuidadosamente trabalhadas parabéns a galera da revestrÉs henrique vilarins acabei de ler o segundo número da revista revestrés tal como o primeiro me chegou por amigos continua muito boa tanto na formatação gráfica quanto ao conteúdo meus parabéns não tenho dúvida de que se trata de um projeto já consolidado josé ribamar garcia rio de janeiro a revista revestrÉs chegou num momento prá lá de oportuno consegue reverter a situação crítica que atravessamos na cultura estética e contéudo impecáveis parabÉns ao fotógrafo maurício pokemon que através de suas lentes transpõe poesias e sentimentos aos leitores carlos pontes parnaíba o lançamento da revestrés em parnaíba reuniu gente da classe artística do estado entre eles o entrevistado que você confere nessa edição o teatrólogo benjamim santos já em piripiri teve fila pra autografar a revestrés com joão cláudio moreno o humorista presenteou a todos com um pequeno show nota da redaÇÃo cartas e comentários publicados neste espaço estão sujeitos à edição andré gonçalves wellington soares conselho editorial andré gonçalves wellington soares samária andrade luana sena repÓrteres samária andrade luana sena liliane pedrosa nayara felizardo fotÓgrafo maurício pokemon andré gonçalves direÇÃo de arte projeto grÁfico alcides júnior ilustraÇÕes hudson melo revisÃo tatiana dantas participaram desta ediÇÃo feliciano bezerra maria cristina rogério newton yolanda carvalho maia veloso antônio quaresma anna miranda alencar santos fábio lima airton sampaio paulo barros impressÃo nova expansão gráfica e editora faleconosco rua arlindo nogueira 510 sala 401 centro cep 64000-290 teresina piauí revistarevestres@gmail.com /revista revestres @derevestres revestres.tumblr.com anÚncios assinaturas e nÚmeros anteriores 86 3226-2420 8845-6189 11r
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r6 a cada ediÇÃo um entrevistado bate um papo com integrantes da revista quem participou desta entrevista andrÉ gonÇalves samÁria andrade professor e escritor jornalista publicitÁria professora de comunicaÇÃo jornalista fotÓgrafo publicitÁrio escritor fotÓgrafo wellington soares luana sena maurÍcio pokemon capa
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texto e ediÇÃo samÁria andrade fotos maurÍcio pokemÓn e abrimos o baú de recordações de benjamim santos o piauiense que é considerado um dos melhores autores de teatro infantil do brasil dirigiu artistas como elba ramalho Ângela maria nara leão mpb-4 grande otelo morou no solar da fossa reduto artístico no rio de janeiro e hoje tem vida discreta em parnaíba a eterna rainha do rádio não suportaria aquele insulto os músicos de joão bosco se recusavam a acompanhá-la numa canção furiosa marlene foi tirar satisfações com o cantor e ouviu o que não esperava eles têm razão estão aqui pra tocar comigo estava formada a confusão agora só o diretor do espetáculo poderia resolver tal constrangimento era início dos anos 80 no teatro dulcina rio de janeiro e aquele era o último ensaio do show que apresentaria marlene e joão bosco no projeto pixinguinha já não eram os tempos dourados do rádio e talvez isso explique a afronta a marlene mas o diretor do espetáculo era o piauiense benjamim santos que crescera ouvindo marlene e emilinha borba no seu pequeno rádio em parnaíba e nunca havia se imaginado nessa situação para ele marlene era um mito e como tal deveria ser preservada no centro do palco marlene exige uma decisão e então diretor benjamim sozinho na platéia diante de seu mito ferido fica paralisado marlene começa a cantar erra inúmeras vezes recomeça outras tantas inesperadamente fala como se fosse ela o diretor que é isso marlene eu não estou reconhecendo você passe por cima disso mostre quem é a marlene quando benjamim termina de contar essa história está quase aos gritos eloqüente era como se tivesse voltado no tempo já nos parece bem diferente no homem magro de tênis e roupas simples aparentemente frágil 73 anos recémcompletados 4 de julho e com certa dificuldade para andar devido a paralisia infantil esse foi o primeiro benjamim santos que vimos àquela manhã ele nos esperava ansioso o local combinado era o sesc de parnaíba para onde doou todo o acervo que tinha e onde está sendo montada uma sala com sua história de autor e diretor de teatro e de shows musicais que movimentaram parte da cena cultural carioca entre os anos 70 e 80 foi no rio de janeiro que benjamim viveu até o início dos anos 2.000 quando retornou à parnaíba 7r
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belchior e fagner dificilmente apareceriam no cearÁ se nÃo tivessem ido para o rio de janeiro atÉ hoje É difÍcil alguÉm se lanÇar nacionalmente sem ir ao rio benjamim pouco fala conosco em nossa chegada orienta que conheçamos o acervo lá estão fotografias com grandes estrelas discos de shows que dirigiu prêmios que recebeu cartas e recortes de grandes jornais do país que estampam a sua história ele nasceu em 1939 na parnaíba como falam os parnaibanos a 366 quilômetros de teresina capital do piauí numa época em que a parnaíba já tinha teatro cinema diversas manifestações artísticas e jornais alguns deles produzidos por benedito dos santos lima pai de benjamim como o almanaque da parnaíba fundado em 1924 eu nasci em berço de ouro cultural na parnaíba numa época em que a parnaíba era um berço de ouro no piauí aos 18 anos benjamim muda-se para recife e depois para olinda onde estuda filosofia e é aluno de ariano suassuna durante a década de 60 tem intensa atuação em teatro no recife sendo assistente do respeitado diretor hermilo borba filho e atuando como crítico de teatro no jornal do commércio no início dos anos 70 vai para o rio de janeiro e vive o esplendor de uma época cheia de arte coragem e sonhos convive com grandes nomes da literatura teatro e da música e dirige vários deles muitos estão registrados nos recortes que agora lemos tentando recompor aquele homem que nos recebeu sobre o show bons tempos hein do mpb-4 1979 redigido por millôr fernandes e dirigido por benjamim santos millôr escreveu referindo-se a qualidade do espetáculo sente-se ali o dedo do gigante benjamim diz sorridente o gigante era eu o autor piauiense fez um teatro diferente para público infantil e foi reconhecido por isso ana maria machado atual presidente da academia brasileira de letras e que na época fazia crítica no jornal do brasil escreveu sobre a peça o castelo das sete torres prêmio mambembe 1977 excelente texto de benjamim santos um dos mais belos momentos de nosso teatro infantil em outro artigo sobre a mesma peça ela afirma É a obra prima de benjamim santos louca densa lírica engraçada com influências nordestinas o autor piauiense levou para o teatro infantil carioca referências do folclore a crítica não foi unânime armindo blanco se refere a o castelo das sete torres como joãozinho 30 para r8
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saiu no jornal do brasil benjamim santos escreveu a peÇa toda em redondilha maior e eu nÃo sabia nem o que era redondilha crianças o crítico do jornal o dia afirma que a peça mais parecia uma escola de samba benjamim se defende ele se referia à montagem que foi caríssima só o vestido da elke maravilha pesava uns 30 quilos ela maravilhosa o texto era meu mas não a montagem entre os recortes sim aparecem marlene e bosco dirigidos por benjamim e como terminou aquela história marlene nunca cantou tão bem quanto naquele dia conta benjamim ele confessa que dirigia muita gente mas não gostava de todos os que mais mexiam com benjamim eram os que ele escutava no rádio em parnaíba com esse pessoal é que eu pirava marlene e joão bosco fizeram turnê por várias cidades brasileiras inclusive teresina como ninguém sabia da discussão no ensaio geral pouco se pode julgar se benjamim deixou sua paixão por marlene falar mais alto mas o resultado é que a rainha do rádio se destacou em brasília o correio braziliense publicou uma crítica que dizia foi tão brilhante a participação de marlene que chegou a ofuscar a presença do grande joão bosco estranho como benjamim pouco é visto quando buscamos seu nome no google nesses tempos em que parece quem não está no google não tem história mas estão ali os recortes prova irrefutável e para encontrá-lo no google depois aprendemos é melhor procurá-lo através dos artistas que ele ajudou a dar fama É que benjamim aquele que quase desaparece aos gritos de marlene estava esse tempo todo nas coxias homem de bastidores tentamos marcar a entrevista na sua casa ele evitou parecia reservado e temeroso benjamim mora com a irmã na área central em parnaíba diz que o local mais parecido com ele na cidade é o barzinho que freqüenta no início da noite mais de duas horas depois de leituras buscas olha isso entre os papéis de benjamim achamos o tempo insuficiente ele julgou que estávamos prontos abriu a porta agora com firmeza e perguntou e então vocês já sabem quem é benjamim santos a questão trazia um indisfarçável orgulho não era arrogante É bonito ver quem se orgulha do que fez e do que faz É bonito ouvir quem tem histórias para contar nós não sabíamos mas benjamim tem um baú delas 63r
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nÃo apareceram novos autores de teatro para crianÇas atÉ hoje se montam as peÇas da dÉcada de 70 andré nós vamos lhe devolver a questão e você sabe quem é benjamim santos benjamim santos eu estou vivendo uma fase inédita na parnaíba depois de passar muito tempo fora hoje sou dez anos mais velho do que quando saí do rio de janeiro por isso mesmo dez vezes menos ativo não circulo muito preparo um jornal que sai todo mês o bembém título em homenagem a seu pai que tinha esse apelido e escrevo todo dia pela manhã tenho dois livros ainda não publicados um sobre bumba meu boi outro sobre joana d´arc heroína da guerra dos cem anos na frança tenho também uma peça de teatro inédita que se chama noite negra de granada sobre a última noite de garcia lorca poeta e dramaturgo espanhol então eu sou a mistura de muitas dessas coisas de teatro música texto samária você foi para o rio de janeiro em 1969 local onde consolidou sua carreira depois de 10 anos morando em recife como foi a sua chegada no rio bs no recife eu fiz teatro para adultos e alguns shows no rio já comecei pelo teatro infantil fui com a cara e a coragem para iniciar um trabalho que em recife já estava alicerçado cheguei como quase todo mundo na época sem dinheiro e sem trabalho fui morar no solar da fossa uma espécie de pensão que ficava atrás do canecão onde morou a gal costa caetano paulo coelho paulo leminski paulinho da viola betty faria ruy castro e eu comecei morando lá porque se pagava barato e tava envolvido logo com toda aquela gente todo mundo que tava começando sem dinheiro morava lá samária e você conviveu com quem no solar da fossa bs tim maia darlene glória que namorava com mariel mariscott que era o bandido mais famoso do rio de janeiro o quarto deles era em frente ao meu e ele vinha sempre mas vinha escondido a gente é que sabia que era ele eu tim maia aderbal freire filho diretor de teatro estamos entre os últimos a sair do solar o casarão foi vendido para ser construído o shopping rio sul a saída do solar foi muito triste porque o shopping ganhou na justiça e tiveram que botar para fora mais de cem moradores todo mundo pobre desempregado a gente praticamente invadiu uma casa que estava fechada em santa teresa e deixaram a janela aberta sete pessoas foram morar nessa casa só depois procuramos os donos para alugar andré os seus trabalhos mais destacados foram com teatro infantil e shows de música bs eu tive sorte com teatro infantil porque praticamente todas as minhas peças tiveram prêmio a primeira senhor rei senhora rainha que escrevi em 1970 ainda no solar da fossa já ganhou o primeiro lugar no concurso nacional de r r10
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vivo hoje e me desligo do passado a parnaÍba É assim entÃo eu nÃo vou ficar com ansiedade de ah porque eu nÃo assisto a fernanda montenegro dramaturgia para crianças e com o dinheiro desses prêmios eu ia vivendo a minha linha de shows sempre foi de sucesso nunca de pouco público nunca tive show malhado por crítica nessa área eu tive uma unanimidade e foi onde eu me dei melhor financeiramente samária nos anos 60 70 muitos artistas do nordeste migraram para o rio de janeiro como você porque esse movimento se tornou tão comum era muito difícil viver de arte no nordeste b s eu fui para o rio porque em recife não tinha mais campo sobretudo financeiramente ainda não tinha grupo profissional e o rio era a vitrine belchior e fagner dificilmente apareceriam no ceará àquela época se não tivessem ido para o rio de janeiro o milton nascimento joão bosco também apareceram no rio até hoje é difícil alguém se lançar nacionalmente sem ir ao rio o próprio joão claudio entrevistado na edição 2 de revestrés se tivesse ficado esse tempo todo em teresina talvez não tivesse hoje a visibilidade que tem andré a que você atribui o fato de ter obtido mais sucesso no teatro infantil que no adulto bs o teatro para crianças até 1970 era dominado por maria clara machado e o grupo dela que era o tablado ela era o supra-sumo ganhava todos os prêmios e o resto era resto então no início dos anos 70 eu e muitos outros começamos a fazer teatro para criança no rio como a sylvia ortoff o ylo krugli a maria lourdes martini a ana maria machado que estava voltando da europa e começou a fazer critica de teatro infantil no jornal do brasil coisa que nunca tinha existido juntaram-se uma série de elementos que fizeram com que tenha surgido um movimento revolucionário de teatro para crianças no rio de janeiro com autores que queriam escrever para crianças esse movimento mostrou que o teatro infantil podia ser algo além das historias do tipo bruxinha má visita o castelo do papai noel montadas só para ganhar dinheiro na época de natal se você procurar a dramaturgia para crianças no brasil vai ver que ela está quase toda situada na maria clara machado e em nós que vivemos esse período todo mundo montou pluft o fantasminha a própria maria clara declarou que se fosse receber todos os direitos autorais das montagens de pluft seria rica andré eu já fui o tio gerúndio personagem da peça b s e eu tenho certeza que seu grupo não pagou um tostão pra ela risos teresina nunca pagou direitos autorais para ela e desde 1970 monta a bruxinha que era boa pluft o rapto das cebolinhas o cavalinho azul as pessoas montam as peças sem se importar com os direitos autorais até hoje em recife um grupo monta uma peça minha e vai nas escolas eu já tentei proibir porque as montagens não são boas era um espetáculo criado para ser apresentado no palco 11r
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eu nÃo gosto do repertÓrio da ivete sangalo nenhuma das canÇÕes dela vai ficar na histÓria da mÚsica com luz e tudo mais e vira aquela peça de escola perde todas as características de encenação wellington o escritor para teatro geralmente só é conhecido quando monta uma peça de sucesso lêse muito pouco o texto teatral no brasil bs e nem se publica aí vira um ciclo não se lê porque não se publica e as editoras dizem que não publicam porque não vendem mas já teve um período na década de 50 em que a editora agir lançou uma coleção só de textos de autores de teatro e todo mundo comprava foi quando se lançou o auto da compadecida de suassuna hoje você não encontra autores de teatro publicados a não ser nelson rodrigues e ariano suassuna samária a escritora ana maria machado numa referência elogiosa a seu texto diz que ele não é muito fácil para crianças o castelo das sete torres por exemplo discute pressão poder autoridade É sua característica fazer um teatro para crianças que seja mais denso bs só é difícil para os muito pequenininhos meu teatro tem muita carga poética eu queria pegar a criança pela alegria e pela poesia o texto da maria clara é altamente poético e eu enveredei por ai e deu muito efeito também o lado cômico através de pequenas brincadeiras fui mergulhando no universo infantil minhas primeiras três peças foram escritas sem eu saber qual a reação do público só três anos depois quando comecei a montar as peças percebi de fato como é o meu teatro para crianças ele não é de participação na hora eu não pergunto papai noel foi pra onde cadê o lobo mau não é nada disso É elaboração texto e eu fui vendo que as crianças ficavam envolvidas aí eu fui aumentando o lado poético e o humor luana qual a grande diferença do teatro para adultos e para crianças bs para adultos eu não tive um décimo do êxito que tive no teatro para crianças as peças de teatro infantil que eu escrevi eu ganhava prêmio aí fui me estabelecendo pelo teatro infantil e sobre a linguagem muitos dos meus textos para crianças são em verso senhor rei senhora rainha eu escrevi em versos setessílabos saiu no jornal do brasil benjamim santos é muito bom escreveu a peça toda r42
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em redondilha maior e eu não sabia nem o que era redondilha e ainda era maior então quer dizer que existe a menor risos andré desse período pra cá a tecnologia mudou a vida de todo mundo e a relação das crianças com a cultura há muito aparelho eletrônico filme videogame o teatro infantil mantém a sedução sobre as crianças ou houve uma transformação na relação da criança com o teatro bs se você pegar de 1980 pra cá não apareceram novos autores de teatro para crianças até hoje se montam as peças da década de 70 embora o teatro nas maiores cidades tenha tomado outro rumo ele saiu da dramaturgia e passou a ser de grandes produções a ter patrocínio da coca-cola shell uma peça que a gente montava com cinco mil reais um grupo do rio de janeiro me procurou porque quer montar a princesa do mar sem fim mas tá captando recursos e eu perguntei quanto custa 100 mil reais -e como vocês vão conseguir os espetáculos se tornaram grandiosos e a tecnologia tem influência nisso wellington você se inspira na literatura infantil bs nunca fui leitor de teatro infantil nem de literatura para criança mesmo garoto eu já lia grandes nomes da literatura para adulto li hamlet william shakespeare com 14 anos meu pai era jornalista e tinha uma biblioteca com muitos livros me inspiro em shakespeare garcia lorca que também tem um teatro altamente poético e em hermilo borba filho que mistura teatro popular com folclore e ariano suassuna que é pura poesia e humor luana você tem alguma técnica para escrever para teatro bs minha maneira de escrever é muito trabalhosa porque eu fico revendo eu nunca fui como aqueles que dizem veio como um vômito meu texto nunca veio assim É muito racional artesanal elaborado ernest hemingway diz que reescreveu o último parágrafo de adeus às armas 29 vezes eu também sou assim sem o exagero do joão cabral de melo neto que passava dois anos pra terminar um poema mas ai também fica um poema que nada falta né samária dos seus cinco livros publicados dois falam sobre paris porque essa paixão bs vem de infância de assistir filmes ler sobre a revolução francesa meus amigos me gozaram muito porque eu menino encontraram um caderno meu que tinha um conto que começava assim paris 1789 risos aqui na parnaíba o cinema pobre o ritz era o que passava os filmes franceses porque o cinema da elite só passava os americanos no ritz eu vi os grandes filmes dos anos 50 também criei paris em minha cabeça através de muitas leituras a dama das camélias alexandre dumas o corcunda de notredame victor hugo e Émile zola balzac flaubert eu cheguei em paris e paris já tava toda dentro de mim eu fiz 50 anos lá de maldade mandei cartões para meus amigos vou comemorar meus 50 anos em montparnasse às 19 alguns artistas que dirigiu peças de teatro infantil escritas por benjamim santos senhor rei senhora rainha os três mosquiteiros viagem sideral o castelo das sete torres a loja das maravilhas naturais a donzela foi à guerra a princesa do mar sem fim o pavão misterioso o princês do piauí auto de santo antônio sedução de paris paixão de cristo hemingway e paris -conversa de camarim livros publicados marlene Ângela maria carmem costa dominguinhos elba ramalho joão bosco kleiton e kleidir francis hime grande otelo miúcha mpb-4 quarteto em cy miltinho nara leão wanderley cardoso geraldo azevedo roupa nova 63r
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