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indice texto 1 hitch conselheiro amoroso texto 2 a onda texto 3 encontrando o pequeno albert texto 4 tenho culpa curiosidade e outros entrevista com esequias neto

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hitch conselheiro amoroso autores Ítalo sobrinho e carlos eduardo p jr alex hitchens é um americano que trabalha como conselheiro amoroso ou seja vende conselhos e com isso ajuda seus clientes a encontrarem a mulher de seus sonhos através de seu ofício subentende-se que hitch tenha altas habilidades sociais em conquistar mulheres mas nem sempre foi assim hitch foi um adolescente desengonçado magrelo vestia-se mal além de ter problema de visão o que o levava a usar óculos de grau mesmo com todos esses caracteres desfavoráveis culturalmente para a conquista amorosa apaixonou-se por uma colega de faculdade a qual teve a primeira desilusão a partir dai hitch decide desenvolver habilidades necessárias para conquistar mulheres como um bom nerd fica tão bom que resolve vender seus conselhos hitch trabalha com algum tipo de estatística ou talvez seja auto-regras que ele tenha criado baseado em suas experiências e observações criando assim um roteiro para conquistar mulheres a ideia funciona tão bem que ele começa a trabalhar dando conselhos para homens que tem dificuldades em relacionamentos sendo conhecido então como conselheiro amoroso acontece que as técnicas de hitch tinham algumas falhas o conselheiro desenvolveu suas estratégias através de suas próprias experiências ontogenia e por observações de um padrão cultural esquecendo-se de considerar a historia de vida de cada mulher apesar de culturalmente as mulheres partilharem de certos reforçadores emitidos por homens cada uma tem sua história de vida que as tornam singulares fazendo com que diferentes mulheres sejam atraídas por diferentes comportamentos emitidos pelos homens albert é o mais novo cliente de hitch trabalha na empresa da socialite allegra cole por quem se apaixona mas sabe que a moça é praticamente inatingível.

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albert lembra muito alex quando era mais novo completamente desengonçado sem o menor jeito com as mulheres inicialmente hitch instrui albert a lidar com allegra proporcionando contingências para facilitar a aproximação do casal percebendo que as habilidades de albert em lidar com mulheres eram abaixo do normal hitch passa a emitir regras sobre como albert deve se comportar na presença de allegra mas parece que albert não tinha um costume de seguir regras ou talvez as regras emitidas por hitch eram muito aquém do repertorio de albert ao relatar sobre sua experiência com allegra albert emitia tatos distorcidos para hitch com a função de obter reforçadores ou esquivar de uma punição aprovação pelas coisas que ele diz ter feito porém não fez embora hitch tenha ajudado muitos casais a se encontrarem ele próprio nunca conseguiu manter um relacionamento duradouro e sério na mesma situação está sara melas uma repórter que escreve para uma coluna de fofocas e anda no encalço de allegra seguindo cada um de seus passos sara sempre serviu de apoio para que sua melhor amiga conquistasse os melhores namorados mas foge de compromissos e mesmo de quaisquer tipos de namoros rápidos em um bar da cidade alex acaba conhecendo sara e com toda sua habilidade a conquista em 3 encontros fazendo jus à suas estatísticas regras para a infelicidade de alex sara é encarregada no serviço de investigar sobre o suposto conselheiro amoroso e se surpreende ao descobrir que o tal era o seu namorado alex podemos dizer que socialmente é aversivo para as mulheres serem manipuladas pelos homens e foi assim que sara se sentiu ao descobrir a forma como seu relacionamento surgiu sara decide divulgar a identidade real do conselheiro amoroso como forma de vingar por ter sido enganada e acaba com a carreira de alex oscilando entre as regras emitidas por hitch e sua espontaneidade albert conquista allegra até o momento que a identidade secreta de alex é exposta a publico ao descobrir que albert contratou o serviço de um profissional para que conseguisse conquista-la allegra exige o término do relacionamento hitch então sente-se na obrigação de ajudar albert e procura allegra para se explicar a surpresa foi tamanha ao descobrem que albert não seguiu tanto as regras apresentadas do hitch e que conquistou allegra com sua espontaneidade e extroversão mesmo que a sara tenha sentido enganada hitch apresenta ética em sua profissão uma vez que ele não aceita clientes que queiram se aproveitar de mulheres quando destaca que seus clientes querem um relacionamento serio hitch passou muito tempo sob controle de suas regras e com isso acabou ficando insensível às contingências na verdade ele tinha esse repertorio de autenticidade em relações amorosas podemos dizer que só estava suprimido devido à punição que sofreu em seu primeiro relacionamento na faculdade sara ao suspender o reforço positivo namoro faz com que hitch emitisse respostas emocionais e

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variabilidade da topografia até que ele volta a emitir autenticidade e se declara à sara transgredindo suas regras podemos aprender com este filme que não existe uma fórmula mágica para conquistar mulheres claro que podemos observar alguns padrões culturais mas devemos saber cada mulher tem sua historia individual e com isso diferentes valores o mais importante é estar sensível às contingências porque estas sim dirão quais os comportamentos devem ou não ser emitidos antes de tudo deve-se refletir o que você tem a contribuir afinal de contas estamos falando de um relacionamento onde ambas as partes precisam apresentar benefícios na relação caso você leitor tenha dificuldade em relacionar-se seja na conquista ou até mesmo na manutenção do relacionamento e esteja angustiado com isso procure um especialista no caso um psicologo ele poderá desenvolver um trabalho sigiloso e ético e com isso ajuda-lo a superar suas dificuldades de forma saudável.

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a onda comportamento social e controle grupal autora indianara maria alves silva utilizamos para analisar o controle grupal e o comportamento social a análise do filme a onda onde é um exemplo de grupo mantido por um líder que era o professor e que nesse grupo os componentes passaram a exercer controle sobre o comportamento de algumas pessoas e especificamente de um personagem que tinha o nome de tim o filme é uma experiência real ocorrida na califórnia em 1967 onde um professor ensina alunos a viverem uma experiência real de um grupo fascista na qual a experiência passa do controle e surge como uma ameaça a sociedade o termo comportamento social e visto aqui como sinônimo de grupo uma vez que skinner 2003 inicia o capitulo de seu livro conceituando o comportamento social que é de duas ou mais pessoas em relação como outra e em conjunto em relação ao ambiente comum com isso nos levou a questionar assim como questionou skinner até onde nos levarão no estudo do comportamento em grupos para responder utilizaremos o filme que é baseado em um grupo real e também do embasamento teórico aqui discutido muitas generalizações no grupo não precisão se referir ao comportamento porém o comportamento da pessoa explica fenômenos do grupo pois é a pessoa que se comporta implicando consequências no grupo de modo que responde a validar o mesmo o comportamento social surge porque uma pessoa é importante para a outra como inserida no seu ambiente esse ambiente pode ser também fazer parte da experiência fenomenal na experiência a onda o comportamento social

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denominado de fascismo surgiu porque as pessoas que se comportavam eram importantes umas para as outras por exemplo o professor era importante para seus alunos assim como seus alunos faziam parte de seu ambiente fenomenal e eram importantes para o professor skinner 2003 o reforço social é quando se precisa da presença de outra pessoa para media-lo como isso o reforço social e bem mais observado nos grupos no filme sobre a experiência a onda pode ­se observar que o reforço social era o que matinha os comportamentos de submissão com que os alunos serviam ao grupo e ao líder principalmente o personagem tim que recebia afeição aprovação atenção do líder e dos membros do grupo skinner 2003 vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas certamente iriam vestir uma farda virar a cabeça e permitir que seus amigos e vizinhos fossem perseguidos e destruídos o fascismo não é uma coisa que outras pessoas fizeram ele está aqui mesmo em todos nós vocês perguntam como que o povo alemão pode ficar impassível enquanto milhares de inocentes seres humanos eram assassinados como alegar que não estavam envolvidos o que faz um povo renegar sua própria história pois é assim que a história se repete vocês todos vão querer negar o que se passou em a onda nossa experiência foi um sucesso terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos vocês devem se interrogar o que fazer em vez de seguir cegamente um líder e que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais como é difícil ter que suportar que tudo isso não passou de uma grande vontade e de um sonho filme a onda 2008 esse é o trecho do filme em que o líder discursa demonstrando claramente a submissão dos jovens ao grupo chamado de onda os estímulos sociais também se fazem presente no grupo são caracterizados como comportamentos que são reforçados privilegiado pelo o grupo no filme podemos notar que o estimulo mais importante do grupo era o comportamento de elevar o braço até o busto e movimentá-lo como se fosse uma onda ele ocorria basicamente na presença de outro membro do grupo e servia como reforço da regra do pertencer ao grupo skinner 2003 questões que skinner 2003 coloca sobre o grupo a exemplo como explicar o porquê de muitos indivíduos se comportarem juntos é respondida por meio do grupo a onda onde deve-se analisar questões geradas pelo grupo que encorajam o agrupamento uma explicação segundo o autor supracitado seria em decorrência das consequências reforçadoras gerada pelo grupo que exercem controle sobre as consequências que se originam de uma só pessoa ou seja os reforçadores totais são enormemente acrescido quando provém do grupo uma das consequências reforçadoras advindas do grupo e a cooperação no filme os adolescentes de agrupavam para se envolver em brigas com a finalidade de expulsar grupos rivais de áreas vizinhas o controle que o grupo exerce sobre o comportamento da pessoa advêm do reforço liberado pelo grupo podendo ser dinheiro prestigio sexo e alimento o grupo considera o comportamento repertório da pessoa como sendo compatível

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com os padrões de norma do grupo e considerando-os como bom os padrões de norma do filme a onda considerados com bom eram utilizar roupas iguais ajudar os membros participar das reuniões e etc os jovens bons eram recompensados com atenção dos amigos proteção e companheirismo esse foi o caso do jovem tim os jovens ruins não apresentavam os padrões do grupo e eram sem valor para o mesmo e o caso da jovem chamada de karo que não aceitava a ideologia da onda sendo por isso ignorada pelo grupo e não controlada pelo mesmo skinner 2003 controle é aqui entendido no sentido que exerço influencia sobre o grupo e ele sobre mim podendo ser positiva ou negativa o grupo exerce controle ético sobre cada um de seus membros através principalmente de seu poder de reforçar ou punir o poder deriva do número e da importância de outras pessoas na vida de cada membro skinner 2003 capÍtulo xxii no filme o grupo exercia controle sobre tim na medida que as pessoas se tornaram importantes para ele a ponto dele viver em função do grupo com isso a resposta para a pergunta onde nos levarão no estudo do comportamento grupal e respondida da seguinte forma o estudo do comportamento grupal nos leva a uma possibilidade de continuação da espécie humana no sentido de que a mesma precisa de processos grupais para sobreviver referencias bibliográficas skinner b f ciência e comportamento humano trad joão carlos todorov11° ed ­são paulo martins fontes 2003 a onda the wave ­ dur 45 minutos ­ direção alex grasshof país eua ano 1981 elenco bruce davison lori lethins john putch jonny doran,pasha gray valery ann pfening.

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encontrando o pequeno albert na mais recente edição de american psychologist comentada em mind hacks o psicólogo hall beck revela os resultados de uma exaustiva investigação de sete anos que liderou em busca do paradeiro de albert literalmente como detetives os psicólogos partiram dos poucos dados conhecidos começando do local e data em que os experimentos foram realizados e através deles localizaram o nome da enfermeiraarville merritte tudo indicava que deveria ser a mãe mas o rastro não levava muito além foi uma busca pelo seu nome de solteira arvilla irons que permitiu voltar ao caminho isso sugeria que seu nome de casada era provavelmente em si mesmo fictício escondendo o fato de que seu bebê era ilegítimo arvilla era uma mãe solteira e seu bebê não se chamava albert e sim douglas douglas merritte seria o pequeno albert para finalmente confirmar o achado beck e sua equipe contaram com a colaboração da família irons que enviou fotos do bebê que foram então analisadas por peritos forenses do fbi embora as fotografias não fossem muito boas os resultados combinados com a coincidência dos diversos outros dados rastreados sugerem fortemente que o pequeno albert havia sido finalmente encontrado noventa anos depois finalmente saberíamos qual teria sido o destino de douglas foi um triste destino poucos anos depois dos experimentos em 1922 douglas parece ter contraído meningite e desenvolvido hidrocefalia um acúmulo de fluido no cérebro com apenas seis anos de idade em 1925 o pequeno douglas faleceu.

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todos os rumores sobre a vida de albert eram falsos douglas viveria apenas mais cinco anos e não se sabe se nesta curtíssima vida deixou de temer ratos coelhos ou casacos de pele mind hacks cita o final melancólico do artigo da investigação de beck que visitou o túmulo do pequeno douglas enquanto observava gary e helen colocando flores no túmulo lembrei-me de um sonho que tive acordado onde imaginava mostrar a um ancião surpreso o filme de watson dele ainda bebê minha pequena fantasia estava entre as dúzias de enganos e mitos inspirados por douglas `the sunbeam s smile the zephyr s breath all that it knew from birth to death nenhuma das lendas que encontramos durante nossa investigação possuía base factual não há evidência de que a mãe do bebê tenha ficado `ultrajada com o tratamento de seu filho ou que a fobia de douglas tenha provado ser resistente a extinção douglas nunca foi decondicionado e não foi adotado por uma família ao norte de baltimore nem ele chegou a ser um senhor de idade nossa busca de sete anos foi mais longa que a vida do pequeno garoto coloquei flores no túmulo de meu `companheiro de longa data voltei-me e simultaneamente senti uma grande paz e uma profunda solidão retirado do site http scienceblogs.com.br/100nexos/2009/11/o_triste_fim_do_pequeno_albert postado por Ítalo sobrinho

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tenho culpa adilson klier péres junior publicado em 15/07/2002 companheira inseparável das mazelas humanas desde que o homem convive socialmente ela a culpa é parte integrante do crescimento de qualquer indivíduo e velha conhecida de qualquer psicoterapeuta a questão do por que sentimos culpa não se deve exclusivamente à pessoa que sofre com ela a culpa é uma questão de relação entre indivíduos que transcende qualquer tipo de análise que possa ser focada unicamente na pessoa que a sente gostaria de abordar neste texto as condições envolvidas para o aparecimento da culpa e como ela se mantém no comportamento dos indivíduos ao longo de suas vidas talvez o mais difundido comportamento social da espécie humana seja a punição punimos porque estamos zangados com uma pessoa punimos a mesma pessoa porque estamos zangados com outra punimos porque amamos alguém e isso é para o bem dessa pessoa punimos abertamente punimos nas entrelinhas com palavras entonação olhares e punimos aquilo que as pessoas fazem em proveito próprio mas que nos prejudica de alguma forma punimos dando e retirando nosso afeto talvez o afeto dos outros seja a forma de interação social mais desejada buscamos o afeto agradando ao outro fazendo o que o outro gosta sendo bemsucedido cuidando da aparência e sobretudo não procurando desagradar ninguém que nos seja importante afeto e punição é deles a culpa quando era pequeno gostava que minha mãe fosse amável comigo me desse

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carinho e atenção eu fazia muitas coisas para conseguir isso eu não era muito bem-sucedido sempre quando era me davam afeto e carinho quando não era eu recebia uma palmada e era deixado por um tempo sem o carinho e afeto que tanto desejava diziam-me algumas coisas que na época não compreendia bem menino feio não pode fazer isso por sua culpa mamãe agora tá brava etc tal cena não é tão incomum de se ver por aí e não tem nada de mais as mães quererem controlar o comportamento de seus filhos afinal elas estão aí para isso e a punição é o modo mais comum e disponível de se fazer isso culpa delas não mas isso tem algumas conseqüências divertidas sobre o nosso comportamento uma pequena história quando fiquei um pouco mais velho e cheio de vontades aprendi a não deixar de fazer as coisas que queria como também continuei gostando desse vício que é ser gostado por outros mas duas coisas me aconteceram comecei a gostar muito de doces eu passei a compreender o que as pessoas falavam a conseqüência dos doces foram quilinhos a mais que tanto preocuparam minha mãe e o meu médico o efeito de compreender o que os outros falavam pode ser vista abaixo um dia após muito tempo de regime e controle do meu peso soube que minha tia havia deixado um pote cheinho de biscoitos chocolate chips cookies em um recipiente com a cara do mickey mouse na cozinha da minha casa estranhamente durante três dias a cozinha me pareceu um lugar mais atrativo do que já era no fim do terceiro dia então resolvi dar uma conferida no pote com a cara do

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ratinho americano só pra ver o que tinha dentro estranhamente na hora não havia ninguém em casa também ao abrir o recipiente fui atacado por um aroma delicioso de baunilha que me deixou muito feliz ao aproximar o nariz senti então outro aroma dos deuses que foi o das pequenas e semiderretidas gotas de chocolate que parecia passar do meu nariz e atacar diretamente alguma glândula obscura do meu cérebro comi talvez a mais sublime elação sentida na minha vida foi aquela dentada na massa macia e saborosa daquele biscoito possivelmente exibi um sorriso digno de um livro de recordes menino o que estÁ fazendo olhando para o lado vejo nada mais nada menos que minha progenitora a me fitar com uma cara que me lembrou instantaneamente a cara que tantas vezes fez depois de me dar uma palmada quando era menor podia quase sentir meu traseiro latejando no momento oi mãe er você por aqui falando e cuspindo farelos meu sorriso agora era mais amarelo do que uma camisa da seleção eu nÃo acredito nisso eu me mato para te ajudar perco meu sono de preocupaÇÃo com a tua saÚde e meu dinheiro pra te levar no mÉdico a culpa É sua se vocÊ engordar tudo de novo e voltar a ter problemas vocÊ nÃo tem jeito mesmo eu poderia ter dormido melhor na minha vida se ficasse sem compreender o que os outros dizem mas traduzindo o que minha mãe disse na hora soaria mais ou menos assim nos ouvidos do menino se ela se mata para me ajudar significa que o que eu fiz comer biscoito a prejudicou também seu esforço em me ajudar foi em vão se ela perde o sono significa que minha saúde a está deixando mal e preocupada se ela perde dinheiro significa que por minha culpa não vou ganhar presente de natal.

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devido à minha pessoa que come doces minha mãe sofre e eu vou sofrer também tudo isso significa que é bem provável que agora minha mãe goste menos de mim e de repente me lembro dos tempos em que perdia o afeto dela junto a isso ocorrem pensamentos de que é tudo por minha causa eu realmente não tenho jeito sou fadado a sempre não ter o que eu gosto e se eu tiver o que eu gosto eu perco outras coisas também como o tão necessário afeto da minha mãe em suma eu não tenho jeito mesmo sou culpado por minha ruína mãezinha sim filhinho você ainda gosta de mim gosto sim mas só se você parar de comer o texto acima é ilustrativo do mecanismo básico do processo de ocorrência da culpa uma pessoa quer ter acesso a certas coisas boas do mundo tais como comida afeto liberdade de agir etc essas coisas são mediadas por pessoas relacionando-se em comunidades ou instituições família igreja trabalho muitas vezes o que é recompensa para um indivíduo não é agradável a outros indivíduos que estão envolvidos na sua obtenção logo surgem sanções ao indivÍduo por exemplo uma pessoa que fuma tem seu prazer com o fumo mas para seu cônjuge pode ser aversivo visto que o cigarro pode matar a pessoa que se ama uma pessoa tem prazer em relações homossexuais mas isso é aversivo para sua família e seu grupo de amigos a pessoa que fuma pode perder o afeto do cônjuge se insistir com seu vício o homossexual pode perder o afeto o respeito e ter o afastamento das pessoas que ama se contar sua condição ao fumar o fumante lembra-se das palavras ditas pelo cônjuge se você morrer de câncer por causa do cigarro eu vou sofrer você está acabando com você e comigo também ao ter uma relação homossexual o homossexual lembra-se que se continuar com isso com certeza terá menos respeito e afeto da família e imagina cenas de brigas de humilhação e verbalizações de sua família condenando seu

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comportamento homossexual esse sentimento misto de se ter algo de que se gosta mas isso ao mesmo tempo produzir aversividade nos outros que por sua vez nos punem ou retiram nossas recompensas especialmente as afetivas é o que chamamos de culpa culpa advém das regras do grupo em que se vive e se valoriza se não valorizássemos as outras pessoas de nossas relações não sentiríamos culpa quando fizéssemos coisas que as levariam a sofrer seríamos indiferentes e não sentiríamos a aversividade da culpa o problema maior da culpa é a questão de imporem-se sanções ao indivÍduo e não ao comportamento específico que produz alguma conseqüência aversiva para os outros e para si a fala da mãe do menino ao repreendê-lo foca-se na idéia de que o indivíduo é o responsável pela situação e não uma de suas muitas ações diárias que pode ser passível de modificação por outros métodos daí a culpa estar ligada a pensamentos de autodesvalorização de menos valia de irresponsabilidade punese o indivíduo e não somente a parte de seu comportamento que é problemático então ele pensa eu valho pouco modificar essa relação causal entre comportamento inadequado ­ sanção social retirada de recompensas sentimento de culpa e autodesvalorização não é fácil É necessário avaliar quando a culpa é ou não funcional sentir-se culpado por ferir seu irmão menor ou algum animal indefeso é socialmente funcional sentir-se culpado pelo divórcio dos pais é uma fantasia prejudicial sentir-se culpado por algum erro e então não cometê-lo novamente é funcional sentir-se culpado por não conseguir fazer algo que está além de suas possibilidades é algo prejudicial a terapia comportamental tem-se mostrado eficaz na diminuição da culpa não funcional por meio de reformulações de regras mudanças de atitudes e valorização do indivíduo retirando deste a idéia de que suas atitudes errôneas que o fazem sentir-se culpado são como uma doença da qual não consegue livrar-se todos nós dependemos e sempre dependeremos do afeto dado pelo outro apenas devemos ter consciência do nosso real valor e de que algumas vezes outras pessoas não darão esse afeto de propósito mas que isso não nos diminui como indivíduos e que poderemos sempre nos modificar para sermos mais felizes retirado do site http www.inpaonline.com.br/artigos/voce/tenho_culpa.htm inpa instituto de psicologia aplicada e.mail para contato clinica@inpaonline.com.br fone 61 3242-1153

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