Description
A presente obra contém uma exposição detalhada, exegética e devocional do Apocalipse - um dos livros mais difíceis da Bíblia. Com total segurança no manejo da Palavra de Deus, o Dr. Horton expõe e elucida os fatos e verdades sobre as últimas coisas. Um do
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sÉrie comentário bíblico apocalipse as coisas que brevemente devem acontecer stanleym horton
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todos os direitos reservados copyright © 2001 para a língua portuguesa casa publicadora das assembléias de deus título do original em inglês the ultimate victory gospel publishing house springfield missouri usa primeira edição em inglês 1991 tradução cláudio rogério revisão marcos tuller capa flamir ambrósio editoração eletrônica olga rocha dos santos cdd 220 comentários bíblicos isbn 85-263-00332-5 para maiores informações sobre livros revistas periódicos e os últimos lançamentos da cpad visite o nosso site http www.cpad.com.br casa publicadora das assembléias de deus caixa postal 331 2000-970 rio de janeiro rj brasil 7ª impressão/2011
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prefácio neste livro o dr stanley m horton brinda os seus leitores com um excelente tratado sobre o último livro da bíblia sagrada o apocalipse mostra um excitante quadro do senhor jesus cristo a pessoa e tema centrais do livro ele é apresentado como o cordeiro de deus que cumpre as profecias do antigo testamento e garante o triunfo final do grande plano de deus à salvação da humanidade ao lado destas grandes verdades acham-se muitas figuras simbólicas consequentemente por ser o apocalipse conhecido como o livro mais difícil do novo testamento muitas escolas teológicas vêm desenvolvendo-se à medida que os estudiosos tentam desvendar as verdades nele contidas o dr horton porém não faz especulação em seu costumeiro modo acadêmico através de rigorosa investigação exegética apresenta uma perspectiva equilibrada do assunto os leitores não serão somente abençoados por passarem a entender melhor as verdades proféticas mas também serão levados a ter uma apreciação mais profunda do cordeiro de deus sacrificado para redimir-nos a fim de que no final dos tempos nossa vitória seja completa somos gratos ao dr horton por presentear-nos com mais um dos seus ricos tesouros possa o senhor jesus o mestre por excelência desviar a mente dos leitores das especulações vãs e direcioná-la a ouvir-lhe a voz g raymond carlson presidente da convenção geral das assembléias de deus nos estados unidos.
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sumário prefácio 4 introdução 6 capítulo 1 12 capítulo 2 23 capítulo 3 39 capítulo 4 51 capítulo 5 59 capítulo 6 67 capítulo 7 78 capítulo 8 87 capítulo 9 95 capítulo 10 106 capítulo 11 113 capítulo 12 124 capítulo 13 134 capítulo 14 145 capítulo 15 158 capítulo 16 163 capítulo 17 174 capítulo 18 185 capítulo 19 199 capítulo 20 213 capítulo 21 224 capítulo 22 237 notas 247
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introdução título autor destinatário a revelação de jesus cristo ap 1.1 é o título inspirado pelo espírito santo para o livro de apocalipse de jesus cristo pode significar por de ou a respeito de jesus cristo três sentidos se encaixam aqui o que neste livro temos é um novo e excitante quadro de jesus apesar de ser o mesmo jesus dos evangelhos e do restante do novo testamento em apocalipse mostra-se triunfante somente ele é digno de desatar os selos do livro da ira de deus cumpre as profecias do antigo testamento referentes ao dia do senhor trazendo tanto o julgamento como a restauração ele reivindica a justiça divina e completa a consumação do grande plano redentivo de deus todavia é ainda o cordeiro de deus no último e derradeiro cumprimento do governo divino na nova jerusalém no novo céu e na nova terra o livro informa-nos ter sido esta revelação de jesus cristo dada a joão enquanto o evangelista era prisioneiro na ilha de patmos sua mensagem foi inicialmente direcionada às sete igrejas da Ásia estas comunidades cristãs foram provavelmente fundadas por paulo durante seu ministério em Éfeso at 19.10,20 características literárias os eruditos identificam o estilo literário deste livro como apocalíptico revelação em ap 1.1 é apokalupsis no grego tem o sentido de desvendar descobrir revelar sua revelação de jesus relaciona-se ao desvendamento dos segredos dos fins dos tempos muitas das verdades reveladas neste livro estiveram escondidas até este tempo outros tipos de literaturas apocalípticas são encontradas no antigo testamento especialmente em ezequiel e daniel tais literaturas são marcadas por imagens simbólicas e visões dramáticas e previsões sobre o final dos tempos o apocalipse contudo identifica-se a si mesmo como uma profecia ap 1.3 22.7,10,18,19 É ordenado a joão que escreva o que vê o livro tem muitos pontos em comum com outros do antigo testamento À semelhança dos livros proféticos contém não somente profecias mas cartas discursos diálogos cânticos e hinos os cânticos e hinos são proeminentes por causa da presença e da glória de deus pai e do cordeiro que inspira adoração veja 4.8,11 5.8-13 7.9-12 11.15-18 15.2-4 19.1-8
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a linguagem do livro reflete o estilo dos escritores proféticos do antigo testamento na ilha de patmos joão deve ter meditado muito nas profecias especialmente nas de daniel ezequiel e zacarias todavia nenhuma delas é citada diretamente as criaturas viventes de apocalipse 4.5 por exemplo são descritas com linguagem similar à das criaturas de ezequiel 1 neste as criaturas são idênticas uma às outras em apocalipse entretanto elas são diferentes uma das outras portanto as criaturas de apocalipse não são as mesmas descritas por ezequiel joão está registrando uma nova revelação o livro é caracterizado também pelo uso de números especialmente o sete sete cartas sete bênçãos ap 1.3 14.13 16.15 19.19 20.6 22.7,14 sete selos sete trombetas sete trovões sete taças as sete cartas apontam para os eventos do final dos tempos os sete selos antecipam tais eventos as sete trombetas trazem julgamento parcial e antecipam o julgamento mais completo das sete taças da ira de deus as sete bênçãos e os sete trovões reforçam as promessas e os julgamentos divinos sete é considerado número sagrado pois deus descansou no sétimo dia o sete em apocalipse enfatiza que os propósitos divinos estão sendo executados as várias sequencias do número sete são seguidas por três visões do fim o fim do sistema mundial de babilônia o fim do anticristo e seu reinado e o fim de satanás e seu domínio então todo o povo de deus será reunido para estar em glória com cristo na nova jerusalém as diversas partes do livro são amarradas por repetições que dão suporte a todo o material e atraem a nossa atenção à necessidade de se focalizar o livro como um todo a expressão e eu vi frequentemente introduz uma mudança no cenário ou algum item novo no livro trovões vozes e terremotos são mencionados em importantes pontos do livro ver ap 4.5 8.5 11.19 16.18 os interlúdios também são uma marca do apocalipse e ajudam a entrelaçar a mensagem de todo o livro numa unidade perfeita os interlúdios ou parênteses são encontrados de ap 7.1 a 8.1 entre o sexto e o sétimo selo e no capítulo 10.1 a 11.14 entre a sexta e a sétima trombeta também há personagens e anjos introduzidos entre as trombetas e as taças os sete trovões do capítulo 10 são importantes pois deixam-nos cientes de que algumas coisas hão de acontecer as quais nos são agora reveladas consequentemente fica claro que o apocalipse não é uma fotografia completa de tudo o que há de ocorrer no futuro há coisas que estão sob a autoridade do pai e que não foram nem o serão reveladas até que se tornem realidade at 1.7 além disso algumas coisas são colocadas a partir de uma perspectiva celestial e outras são postas sob uma ótica terrena a queda de babilônia por exemplo é anunciada no capítulo 14 mas nos capítulos 17 e 18 são-nos dados mais detalhes do evento o livro é igualmente cheio de
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contrastes os quais classificam os caracteres e os símbolos todos eles olham à frente ao triunfo final de nosso deus e do seu cristo data a maioria dos pais da igreja e dos historiadores data o apocalipse por volta de 95 a.d no fim do reinado de domiciano 81-96 a.d o imperador romano nesse tempo aproximava-se do ponto culminante de sua grandeza e prosperidade seus exércitos haviam adicionado os territórios da grã-bretanha e alemanha a roma mas fracassaram na dácia sudeste da europa incluindo a moderna romênia É bom notar que a alemanha oriental polônia escandinávia e rússia jamais fizeram parte do império romano muitos acham isto significativo quando consideram a futura federação das dez nações dirigida pelo anticristo tal federação parece ser composta de nações que uma vez constituíram o antigo império romano alguns eruditos buscam datar o apocalipse entre 54 e 58 a.d durante o reinado de nero segundo papias joão teria morrido antes da destruição de jerusalém em 70 a.d mas esse antigo escritor não merece confiança por ter errado em muitas outras coisas aliás não temos rigorosamente os escritos de papias mas somente o que o historiador da igreja eusébio de cesaréia que morreu em torno de 340 a.d alega ser proveniente de papias 1 outros tomam o número 666 ap 13.18 para referir-se a nero 2 nos dias do império romano as letras eram usadas como números pois os algarismos arábicos ainda não estavam em uso a primeira letra do alfabeto por exemplo era usada para o número um a segunda para o número dois e assim por diante ao se colocar nero césar imperador nero em letras hebraicas estas somam 666 3 todavia o apocalipse foi escrito em grego o uso do alfa e do Ômega primeira e última letra do alfabeto grego mostra que se tinha em mente o alfabeto grego não o hebraico além disso a situação geral do livro encaixa-se no tempo de domiciano não no de nero a condição das igrejas e a pressão dos tempos indicam um período posterior consideremos também de que são pequenas as evidências de que a perseguição de nero aos cristãos houveram se estendido às províncias romanas da Ásia portanto aceito 95 a.d como a data em que o apocalipse foi escrito as diversas interpretações muitos tentam fazer do apocalipse um livro de adivinhações relacionam-no aos acontecimentos de suas respectivas épocas para
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descobrir o que há de acontecer no futuro próximo esta interpretação é muito proeminente entre os que têm uma visão meramente histórica do livro estes intérpretes vêm comparando o apocalipse com a história da igreja desde o primeiro século para realçar coisas como o aparecimento do papado e as invasões muçulmanas por conseguinte não conseguem ver a grande tribulação no final dos tempos pois espalharam os eventos do livro no decorrer da história da igreja como se vê cada geração de eruditos vem retrabalhando a interpretação do apocalipse numa tentativa de encaixar as profecias em suas respectivas épocas outros possuem uma visão preterista do livro e tentam relacionar suas profecias com os eventos registrados no final do primeiro século tendo-se roma e seus imperadores mais proeminentes como pano de fundo noutras palavras os preteristas creem que a maior parte do apocalipse já foi cumprida a muito tempo atrás restando-nos dele apenas interesse histórico devemos observar porém que o relacionamento que eles fazem entre o texto e o evento é muito subjetivo e precário há ainda outros que rejeitam a tentativa de se identificar os eventos do livro com as fontes históricas optam por uma visão idealística do apocalipse veem os símbolos e figuras simplesmente como representantes da disputa progressiva que há entre o bem e o mal com a certeza do triunfo derradeiro da justiça acham que não haverá cumprimento literal de nenhum evento do livro o que vemos porém é que apesar de o apocalipse ter muitas figuras simbólicas representam estas algo real o anticristo é chamado de a besta mas será uma pessoa real e cumprirá as predições feitas sobre ele noutras profecias tais como 2 ts 2.3-12 onde se diz que cristo virá pessoalmente trazer o triunfo final a maioria dos pentecostais e fundamentalistas têm uma visão futurista do livro sob esta perspectiva tudo ou quase tudo que é narrado após o capítulo quatro será cumprido num curto período de tempo sete anos após o término da dispensação da igreja será um período de tribulação ira e julgamento que terá o seu clímax com o retorno de jesus em glória para destruir o exército do anticristo e estabelecer seu reino milenial encontramos este período de sete anos nas setenta semanas de daniel 9.27 de acordo com alguns apenas os últimos três anos e meio desse tempo profético período este chamado também de a grande tribulação por isso quando os futuristas falam da tribulação ou da grande tribulação não estão se referindo às tribulações comuns sofrimentos e pressões que são parte do viver diário da história da igreja neste presente século sofrimentos estes causados tanto pelo mundo quanto por satanás durante a grande tribulação é bom que se diga será o próprio deus quem trará a ira e o julgamento sobre o mundo que rejeita a
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cristo a perspectiva de um curto período de tribulação ao findar a presente era é sustentada por todos os futuristas sendo eles ou não dispensacionalistas os futuristas são também culpados pela forma como divulgam suas interpretações do apocalipse À semelhança dos historicistas alguns vêm estabelecendo datas para acontecimentos futuros ou tentando deslumbrar qual será o próximo evento ou identificar o anticristo com sistemas e indivíduos todavia reconhecemos que os futuristas levam mais a sério a realidade do julgamento e a certeza da segunda vinda de cristo do que os outros intérpretes creio ser a visão futurista a que melhor se encaixa nas profecias do antigo testamento é também a que menos problemas de interpretação apresenta consequentemente este comentário é claramente futurista os intérpretes do apocalipse estão também divididos na forma como abordam o milênio os mil anos mencionados repetidamente no capítulo 20 a maneira como se encara o milênio afeta a interpretação do apocalipse como um todo É necessário levantarmos aqui alguns pontos o amilenismo ensina que não haverá nenhum milênio pelo menos não na terra alguns simplesmente dizem que como o apocalipse é simbólico não há sentido algum em se falar em milênio literal outros interpretam os mil anos como algo que ocorrerá no céu 4 pegam o número mil como um algarismo ideal um período indefinido assim esperam que este período da igreja termine com a ressurreição e julgamento geral tanto do justo como do ímpio seguindo-se imediatamente o reinado eterno no novo céu e na nova terra a maioria dos amilenistas consideram agostinho o bispo de hipona no norte da África 396-430 d.c um dos principais promotores do amilenismo como agostinho apropriam-se das profecias do antigo testamento concernentes a israel e as espiritualizam aplicando-as à igreja mas vejamos o exemplo de ezequiel 36 nesta passagem deus promete restaurar israel por causa do seu santo nome embora hajam-no profanado e claro que este texto se refere à nação israelita por isso rejeito o amilenismo este sistema além de espiritualizar em demasia não dá espaço nem para a restauração de israel nem para o reinado de cristo sobre a terra um reinado aliás claramente profetizado tanto no antigo como no novo testamento 5 o pós-milenismo outra corrente começou a espalhar-se a partir do século xviii seus adeptos interpretam os mil anos do milênio como uma extensão do período atual da igreja ensinam que o poder do evangelho ganhará todo o mundo para cristo e a igreja assumirá o controle dos reinos seculares após isto haverá a ressurreição e o julgamento geral tanto do justo como do ímpio seguido pelo reinado eterno no novo céu e na nova terra o pós-milenismo também espiritualiza exacerbadamente as profecias
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da bíblia não dando espaço à restauração de israel ou ao reinado literal de cristo sobre a terra durante o milênio menospreza o fato de que os profetas do antigo testamento e o próprio cristo mostraram que o reino será introduzido através de um julgamento a estátua de daniel dois por exemplo representa o presente sistema mundial a rocha que representa o reino de deus ao invés de penetrar na estátua e a transformar acerta-a em cheio e a esmigalha somente quando isto acontecer é que o reino divino encherá a terra o pré-milenismo interpreta as profecias do antigo e do novo testamento de maneira literal observando porém se o contexto assim o permite seus adeptos presumem que a forma mais simples de se interpretar estas profecias é colocar o retorno de cristo a ressurreição dos salvos e o tribunal de cristo antes do milênio no final deste satanás será temporariamente solto para enganar as nações mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre segue-se o julgamento do grande trono branco que sentenciará o restantes dos mortos aí sim teremos o reino eterno no novo céu e na nova terra com respeito ao apocalipse como um todo muitos pré-milenistas no século xix eram historicistas contudo a maior parte dos pré-milenistas hoje são futuristas reconheço haver cristãos que se consideram a si mesmos evangélicos nascidos de novo e que sustentam diferentes posições de se interpretar o apocalipse não lhes questiono a salvação contudo depois de muitos anos de estudo e de ensino creio que há mais evidências em favor da visão pré-milenial e da interpretação literal do que das outras a perspectiva pré-milenista e a futurista juntas encaixam-se melhor nas orientações de jesus seus ensinamentos e parábolas mostram que devemos esperar para breve o seu retorno ao mesmo tempo devemos ser fiéis em propagar o evangelho a todas as nações até que ele venha.
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apocalipse capítulo 1 os cristãos da igreja primitiva como os primeiros a receber o apocalipse devem ter ficado maravilhados com as suas profecias embora tantos séculos já tenham se passado o livro continua a merecer atenção e estudo pois bênçãos são prometidas a todos os que guardam a sua mensagem suas profecias centralizam-se em jesus e nos últimos tempos revelando o clímax e o triunfo final do plano divino É-nos lembrado que deus nos ama de tal maneira que enviou jesus para morrer em nosso lugar na cruz do calvário proporcionando-nos condições para que compartilhássemos do seu triunfo e glória rm 5.8,9 o livro inicia-se com joão na ilha de patmos escrevendo às sete igrejas da província da Ásia menor ficava esta no sudoeste da moderna turquia parcialmente cercada por três mares o negro o egeu e o mediterrâneo esta região deve ser distinguida do atual continente de mesmo nome a razão e a autoridade com que o apóstolo escreve vêm da tremenda visão de jesus como um semelhante ao filho do homem ap 1.13 identificando-o com o mesmo personagem visto por daniel dn 7.13,14 a quem foi dado o domínio e a glória e o reino para que todos os povos nações e línguas o servissem esta é uma identificação que o próprio jesus fez de si mesmo durante seu ministério terreno mt 26.64 além de utilizar o linguajar de daniel a descrição de jesus feita por joão usa também uma linguagem extraída de ezequiel este tipo de descrição do antigo testamento aliás é aplicada somente a deus pai através dela os leitores de joão são lembrados de que jesus é a revelação do pai jo 14.9-11 a ordem vem de igual modo diretamente de jesus que determina a joão que escreva às sete igrejas ap 2 e 3 i a revelação de jesus cristo dada a joão ap 1.1-3 revelação de jesus cristo a qual deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer e pelo seu anjo as enviou e as notificou a joão seu servo o qual testificou da palavra de deus e do testemunho de jesus cristo e de tudo o que tem visto bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas porque o tempo está próximo
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o próprio título do livro é a chave de sua mensagem a revelação de jesus cristo o evangelho de mateus enfatiza jesus como o filho de davi filho de abraão e como aquele que haveria de cumprir as promessas e profecias entregues a israel marcos chama jesus de filho de deus e assim mostra-o em plena ação lucas dirige sua mensagem ao gentio teófilo a quem apresenta um jesus que se importa com as pessoas com toda a ternura e divino amor joão em seu evangelho volta ao princípio de tudo quando jesus estava com deus pai no trabalho da criação dos céus e da terra o quarto evangelista prossegue reafirmando o poder e a deidade do nazareno para confirmar a fé dos fiéis os atos e as epístolas dizem como jesus continuou a trabalhar com poder e sabedoria através do espírito santo na igreja obra esta que continua ainda hoje o ambiente para que se completasse toda a revelação do novo testamento dá-se em patmos quando é confiado a joão um novo envolvente e dramático quadro de jesus revelação em grego apokalupsis significa desvendar descobrir descobre-nos as verdades sobre jesus e os eventos que hão de preceder-lhe o retorno incluindo os não revelados em profecias anteriores este livro não é para todos os tipos de público É dirigido aos seus servos literalmente escravos é destinado àqueles que pertencem a jesus e estão totalmente comprometidos em servi-lo as coisas reveladas garantiu o senhor jesus devem começar a acontecer rapidamente sem demora a joão é enviado um anjo que se identifica como servo de deus a maioria dos escravos naqueles dias era constituída de pessoas que haviam sido capturados na guerra a semelhança delas joão e os outros crentes eram também prisioneiros de cristo pois haviam sido capturados ao exército de satanás para se tornarem servos do senhor jesus e bom observar o que jesus disse aos seus discípulos na última ceia deste momento em diante ele não mais os chamaria servos ou escravos mas amigos um senhor nada confidencia aos seus escravos mas aos seus amigos abre o coração e expõe todos os seus planos jo 15.15 esta era a forma como jesus tratava a joão e aos outros crentes revela-lhes os planos de deus a revelação feita ao apóstolo vem sendo uma benção aos cristãos através da história da igreja especialmente em tempos de dificuldades e tribulações apesar de a palavra apóstolo não ser usada aqui a tradição da igreja primitiva garante que o joão que testemunha todas estas coisas era realmente o discípulo a quem jesus amava jo 21.20 escritores e pais da igreja primitiva testificam que joão ministrou em Éfeso onde morreu no final do primeiro século 1 o bem-aventurado do versículo três é a primeira das sete bênçãos pronunciadas no livro a referência ao ler grego anaginoskon significa ler em voz alta isto implica numa leitura feita na igreja onde os crentes se aglomeravam para ouvir as bênçãos e bem-aventuranças vêm tanto sobre
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os leitores como os ouvintes desde que guardem as palavras da profecia as bênçãos não vêm sobre leitores negligentes ou ouvintes desatentos mas sobre aqueles que amorosamente obedecem aos preceitos e mandamentos encontrados no livro ii saudações às sete igrejas na Ásia ap 1.4-6 joão às sete igrejas que estão na Ásia graça e paz seja convosco da parte daquele que é e que era e que há de vir e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono e da parte de jesus cristo que é afiei testemunha o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra aquele que nos ama e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados e nos fez reis e sacerdotes para deus e seu pai a ele glória e poder para todo o sempre amém joão trata todo o livro de apocalipse como se fosse uma carta por isso envia-o com saudações às sete igrejas da Ásia a maioria dessas igrejas se não todas foram fundadas por paulo durante seu ministério em Éfeso o apóstolo não viajou pela província enquanto ministrava em Éfeso mas fez da cidade um centro dela todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do senhor tanto judeus como gregos assim a palavra do senhor crescia poderosamente e prevalecia at 19.10,20 as sete igrejas achavam-se em cidades-chaves da província olhando o mapa é fácil ver a sequencia geográfica que se inicia em Éfeso e que com intervalos regulares de aproximadamente setenta e cinco quilômetros se estende a todas as outras estas igrejas eram mui provavelmente as mais importantes da província seus problemas representavam as situações das demais pois o cristianismo já ia em sua terceira geração mas o alvo de jesus é muito mais abrangente que o círculo das sete igrejas ele inclui uma mensagem às demais igrejas no final de cada carta ap 2.7,11,17,29 3.6,13,22 a saudação de joão nos versículos 4-6 combina com as saudações da graça oriunda do novo testamento e com a da paz procedente do antigo testamento ambas vindas do deus eterno e verdadeiro que era que é e que há de vir o deus que não tem princípio nem fim e que vive para todo o sempre mas joão não para aí a fonte da graça e da paz é a trindade a graça e a paz vêm dos sete espíritos que é a sétupla manifestação do espírito santo trata-se de uma referência aos sete espíritos que repousaram sobre o messias conforme profetizado em isaías 11.2 bem como aos sete castiçais de zacarias 4.2,6,10 a menção dos sete espíritos aqui é uma antecipação da futura manifestação do espírito que está em apocalipse 4.5 e 5.6 alguns interpretam essa passagem como sendo uma referência aos sete anjos ap 8.2
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a seguir joão enfatiza o fato de a graça e a paz virem através da obra de jesus cristo identificado de três maneiras diferentes no versículo cinco primeiramente é a testemunha fiel em seu evangelho joão afiança-nos ter jesus mostrado ou revelado pai cheio de graça e verdade jo 1.14,18 ele é a testemunha verdadeira jo 5.31-37 pois veio para dar testemunho da verdade jo 18.37 por intermédio de romanos descobrimos que jesus trouxe-nos a totalidade do amor divino rm 5.5-11 em segundo lugar jesus é o primogênito dos mortos ele foi o primeiro a ser ressuscitado com o novo corpo imortal e incorruptível que nunca se decomporá nem há de se deterioriar ou morrer o termo primogênito também fala de governo jesus tomou o lugar de liderança que de acordo com os antigos costumes hebreus pertencia ao herdeiro vejamos salmos 89.20,26 27 nesta passagem deus promete fazer de davi o seu primogênito para que este seja mais elevado do que os reis da terra em colossenses 1.15-18 é usada a mesma terminologia para declarar a primazia e o senhorio de jesus cristo como o mais sublimado senhor de todas as coisas comparemos as seguintes passagens ainda Êxodo 4.22 deuteronômio 28.1 romanos 14.9 coríntios 15.20 através de sua graça e verdade jesus tornou nos herdeiros juntamente com ele rm 8.17 e participantes do seu triunfo final em terceiro lugar jesus é o príncipe dos reis da terra é o rei dos reis e senhor dos senhores 1 tm 6.15 ap 17.14 19.16 não satisfeito em repetir as palavras graça e paz joão começa a louvar o grande amor de cristo que o levou a lavar os nossos pecados através do derramamento de seu sangue no calvário v.5 introduzindo assim um tema proeminente em todo o apocalipse ap 5.6 7.14 12.11 a redenção por meio do sangue do cordeiro de deus joão conhecia a realidade de nossa contínua purificação à medida que andamos na luz 1 jo 1.7 em virtude dessa purificação já somos aos olhos de deus o que ele sempre desejou que o seu povo fosse reis e sacerdotes quando deus libertou a israel do egito e o trouxe para junto de si almejou que o seu povo viesse a lhe pertencer de uma forma especial um reino de sacerdotes e uma nação santa Êx 19.4-6 o propósito de deus à igreja é o mesmo que destinara a israel somos um templo espiritual uma nação santa uma geração escolhida uma raça eleita ou pessoas cujas características sejam as recebidas diretamente de deus e não as herdadas dos pais um sacerdócio real reis que ministram como sacerdotes de deus uma nação santa que inclui tanto gentios como judeus salvos ef 2.12-20 e um povo que é possessão exclusiva de deus 1 pe 2.5,9 por sua graça através da fé entramos neste sacerdócio real e temos acesso ao santo dos santos na presença de deus
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