Revista Mediação - número 01

 

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nÚmero 1 · ano i issn 1808-2564 revista de educação do colégio medianeira 1

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revista de educação editada e produzida pelo colégio medianeira diretor pe raimundo kroth s.j vice-diretor prof adalberto fávero coordenador administrativo e financeiro gilberto vizini vieira coord comunitário e de esporte e cultura prof francisco alexandre faigle coordenação editorial e redação luciana nogueira nascimento mtb 2927/82v nilton cezar tridapalli revisão nilton cezar tridapalli projeto gráfico e diagramação sonia oleskovicz ilustração da capa luiz rettamozo seleção de imagens nilton cezar tridapalli sonia oleskovicz fotografias arquivo medianeira e levis litz colaboraram nesta edição adalberto fávero angela cristina raimondi júlio schneider rosiclea mariano de camargo joão carlos de oliveira denilson schena danielle mari stapassoli martinha vieira edilson ribeiro laryssa titon mauro michelotto braga vilma lenir calixto liliam martinelli eliane zaionc suzana braga bertassoni roberta uceda vieira elzério da silva júnior sérgio luis do nascimento tânia do rocio andretta luciane hagemeyer leandro guimarães ilustrações luiz rettamozo e cláudio kambé tiragem 3.500 exemplares papel reciclato suzano 90g/m2 miolo reciclato suzano 240 g/m2 capa número de páginas 60 ctp serzegraf impressão e acabamento serzegraf equipe pedagÓgica educação infantil e ensino fundamental de 1ª à 4ª séries coordenadora profª silvana do rocio andretta ribeiro ensino fundamental de 5ª e 6ª séries coordenadoras profª eliane zaionc manhã profª carolina queiroz lopes de araújo tarde ensino fundamental de 7ª e 8ª séries coordenadora profª liliam maria born martinelli ensino médio coordenador prof rudi isidoro rabuske issn 1808-2564 aventura desenhada os heróis de papel júlio schneider 6 informática educativa ­ desafios e horizontes rosiclea mariano de camargo e joão carlos de oliveira 12 100 anos da teoria da relatividade angela cristina raimondi 15 história ciência que estuda o passado denilson schena 19 a criança e a pesquisa a curiosidade como ponto de partida danielle mari stapassoli 23 improviso mas nem tanto em versos mas nem tantos martinha vieira 27 educação e cultura solidária edilson ribeiro 30 quem é esse viajante quem é esse menestrel laryssa titon 34 e a propósito do fórum social 2005 mauro michelotto braga 36 por um olhar investigativo vilma lenir calixto e adalberto fávero 40 nosso cérebro não é xerox entrevista com pedro demo 48 entre um rosto e um retrato luciane hagemeyer 52 coordenador de pastoral prof edílson ribeiro centro de espiritualidade prof fernando guidini comunicação e marketing luciana nogueira nascimento os artigos publicados são de inteira responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião dos editores e do colégio nossa senhora medianeira a reprodução parcial ou total dos textos é permitida desde que devidamente citada a fonte e autoria geografia na escola redefinindo caminhos leandro guimarães 57 semente de educação entre os empobrecidos jesús orbegozo s.j 60 poemas francisco carlos rehme 62 br 476 km 130 nº 10546 prado velho · curitiba · paraná fone 41 3262-7511 fax 41 3264-7272 www.colegiomedianeira.g12.br www.colegiomedianeira.com.br mediacao@colegiomedianeira.g12.br 3

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parabenizamos a diretoria e toda a equipe pela excelente revista sugerimos contato especial com o centro pedagógico pedro arrupe de nossa província e ceap e também com a aec nacional para uma integração cada vez maior entre nossas edições pedagógicas pe paulo d elboux s.j colégio santo inácio rio de janeiro/rj sou curitibano moro em brasília e trabalho no ministério do desenvolvimento agrário sinto orgulho de ser curitibano quando iniciativas como a de lançar mediação são tomadas infelizmente poucos têm essa ousadia parabéns ao colégio medianeira mais uma vez justificando porque é uma das melhores escolas do brasil parabéns a toda equipe editorial de redação e comunicação da revista arnoldo de campos coordenador de geração de renda e agregação de valor ministério do desenv agrário brasília/df o primeiro número da revista mediação é uma delícia a produção gráfica é primorosa de uma elegância irrepreensível e claro há tempos não lia uma reflexão local tão sofisticada e estimulante sobre educação em especial gostaria de parabenizar o artigo sobre a excelência no ensino que ilumina o caminho que sempre achei imprescindível e necessário para todas as escolas faço votos para que a revista tenha vida longa a cidade precisa andré tezza consentino publicitário e professor quero agradecer pelos exemplares da revista mediação que gentilmente nos foram enviados e parabenizar toda a equipe pela bela publicação tratase de uma produção cuidadosa com o seu conteúdo e apresentação bem sei do trabalho e do significado de uma iniciativa como esta o que torna maior ainda minha admiração parabéns e uma caminhada de aprendizagem e sucesso um abraço zulamar aurélio coordenadora editorial presente revista de educação salvador/ba a revista do colégio medianeira vem mostrar que é possível editar um veículo voltado às informações para o público interno e ao mesmo tempo refletir sobre questões do mundo contemporâneo especialmente voltadas à educação à arte e à cidadania vida longa à revista dulcinéia tridapalli jornalista da justiça federal do paraná por ser jornalista penso que o medianeira completou mais um pequeno ciclo com sua recémnascida revista para uma instituição que propaga o saber nada mais adequado que se voltar também à informação uma forma valiosa de conhecimento e mediação é mais pelo que percebi em sua leitura É uma ponte que permite aos seus leitores avançar até o outro lado do caminho para conquistar uma nova margem nessa interminável exploração pela experiência do pensamento humano desejo vida longa a mediação e espero continuar recebendo exemplares da revista marcio achilles sardi câmara dos deputados rádio câmara voz do brasil brasília/df fico muito feliz em saber que o colégio medianeira está publicando uma revista cujo objetivo transpassa as paredes da sala de aula ao discutir temas extra-curriculares tais como cinema música e literatura contudo pouco valor ela terá se o acesso ficar restrito a apenas os alunos e funcionários da instituição desse modo espero que a mediação ganhe espaço nas bancas e nas casas dos curitibanos se continuar com a proposta de provocar ação propor discussões e reflexões enfim construir pontes e derrubar muros como diz o editorial do primeiro número tenho certeza de que obterão o sucesso mais uma vez parabéns pelo bom trabalho que fizeram abraços ricardo kanayama ex-aluno do medianeira e acadêmico de direito ufpr recebemos e agradecemos o envio da publicação mediação parabenizamos e desejamos que a iniciativa contribua para a constante renovação do processo pedagógico parabéns pe domingos mianulli s.j diretor colégio antônio vieira salvador/ba agradecemos o envio da revista mediação e parabenizamos a todos pela excelente publicação cordialmente pe nelson lopes da silva s.j diretor geral colégio loyola belo horizonte/mg leitor caro leitor escreva para a revista mediação enviando seus comentários sobre as matérias e participar artigos lidos aqui não deixe de participar mande sua mensagem para nilton@colegiomedianeira.g12.br ou mediacao@colegiomedianeira.g12.br 4

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antes o ser humano se engalfinhava com as feras na batalha pela vida era matar ou morrer para continuar vivo precisou usar mais do que a força que era em muitos casos menor do que a de muitos outros rivais heureca com uma pedra grande usada contra um dos animais poderia atingi-lo depois quanto mais pontuda fosse a pedra maior seria a possibilidade de subjugá-lo depois ainda se amarrasse um cabo a essa pedra a força proporcionada pela alavanca daria mais potência e maior precisão aos golpes além de ajudar a manter uma distância recomendável e aos pouco o homem foi acumulando conhecimentos e dominando por meio da inteligência necessidade e curiosidade a natureza à sua volta veio o fogo veio a agricultura e veio a domesticação dos animais veio a construção de habitações vieram os impérios vieram as revoluções filosóficas vieram os satélites etc e tal quem assistiu lembra da cena inicial de 2001 uma odisséia no espaço quando um osso é jogado para cima por um dos primatas e em slow motion o osso vai se transformando em uma sonda espacial ou algo do gênero o que há ali naquela cena que dura alguns segundos há toda a história da humanidade movida pela ­ vamos repetir ­ inteligência necessidade e curiosidade do bicho-homem sem elas estaríamos quem sabe ainda dentro das cavernas disputando nossos alimentos no tapa algo que vamos e venhamos infelizmente ainda acontece hoje às vezes houve inovação houve o tempo em que essa inovação tornouse obsoleta mas a partir dela o conhecimento se reconstruiu trouxe novidades que aperfeiçoavam a vida do homem sobre a terra e assim foi e assim é e assim seja por esses e outros motivos o artigo de capa da nossa mediação traz o tema da pesquisa na escola ora o conhecimento não se constrói nem se renova de forma mágica sem lastros com o conhecimento já construído e quem trabalha com o conhecimento já construído e propõe revisitá-lo nós acreditamos que esse seja sim um papel vital da educação seja ela infantil fundamental ou média porque não basta transmitir conhecimento e avaliar a repetição É preciso instigar reler a aventura humana e reescrever suas páginas por isso falamos de pesquisa em todas as faixas etárias que freqüentam a escola por isso também entrevistamos o professor pedro demo porque acreditamos que a pesquisa na escola seja a grande oportunidade de fazermos do conhecimento um instrumento de humanização e não de desumanização como infelizmente vemos por aí É o espaço da excelência acadêmica visto com os óculos da excelência humana porque conhecimento é poder e ele não é em si mesmo do bem ou do mal dele pode nascer a cura de doenças dele pode nascer a bomba atômica e qual dos caminhos acima queremos trilhar na escola a resposta é fácil além desse tema central mediação traz também diversos artigos de fundo educativo das mais diversas áreas da química aos quadrinhos da literatura de cordel do rock e da poesia à informática educativa da história e da geografia ao fórum social mundial como diz o psicólogo estadunidense michael michalko quando só se pensa como sempre se pensou só se vai manter o que sempre se manteve ­ as mesmas velhas idéias as mesmas velhas idéias não devem obviamente ser postas na lata do lixo mas a partir delas o conhecimento nasce reconstruído boa leitura e não esqueça escreva pra gente nilton cezar tridapalli desde os tempos remotos o homem busca ser o sujeito de sua história 5 guilherme souza aluno do 2º ano do em mas anda difícil ser sujeito hoje em dia

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júlio schneider uma das mídias mais antigas que conhecemos são as histórias em quadrinhos ou hq para os íntimos faça o tempo que fizer elas estão sempre vivas e renovadas mesmo com o surgimento das mais novas tecnologias afinal seus enredos seus desenhos e os conflitos humanos que elas desnudam continuam capazes de atrair as pessoas e arrebanhar aficionados em todos os cantos do mundo tv a cabo internet videogames há não muitos anos nada disso fazia parte das formas de distração visual da criançada ­ criançada dos 8 aos 80 anos mas também dos 7 aos 70 ou com menos ou mais anos de idade há não muitos anos havia apenas a tv aberta o cinema livros e gibis sim gibis aquelas revistas com histórias fantásticas cheia de imagens em quadradinhos seqüenciais 6

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com temáticas ora engraçadas ora aventurosas ora de terror em suma para todos os gostos É um material difundido no mundo todo como o americano comics cômico porque os primeiros gibis dos estados unidos traziam apenas histórias engraçadas as francesas bande dessinée tiras desenhadas as portuguesas histórias aos quadradinhos ou banda desenhada as strips tiras da europa oriental ou os italianos fumetti analogia com os balões de diálogos que parecem fumacinhas fumetti no brasil são chamados de quadrinhos ou hq histórias em quadrinhos ou simplesmente gibis gibi que significava moleque era uma revista de hq dos anos 40 e fez tanto sucesso que seu nome virou sinônimo do gênero na europa hq é coisa séria é vendida em livrarias de renome é discutida em universidades edições antigas são expostas em museus teses de mestrado sobre o assunto ajudam a conquistar diplomas e grandes nomes são leitores confessos no brasil os quadrinhos sempre tiveram leitores ilustres como ruy barbosa e carlos drummond de andrade ­ sem contar um dos primeiros tradutores de gibis importados olavo bilac ­ e grandes incentivadores como roberto marinho que criou várias revistas e uma editora e leonel brizola quando governador do rio grande do sul quis criar um sindicato para distribuir gibis por todo o país e autores/atores que levaram aos quadrinhos seus trabalhos como chico anísio renato aragão beto carrero ziraldo o pai do menino maluquinho maurício de sousa e tantos outros muito antes da era internet os verdadeiros instrumentos de globalização foram os gibis que ao serem difundidos em vários cantos do planeta e mostrarem a cultura de um país a outro deixaram nosso mundo menor e principalmente mais humano existem gibis para todos os gostos como os infantis da disney pato donald tio patinhas mickey os do maurício de sousa chico bento cebolinha mônica os da tv cartoon heróis japoneses e afins os juvenis da dc batman super-homem mulher maravilha e da marvel homem-aranha x-men e há as hq italianas destinadas ao público juvenil e adulto que se diferenciam de todas as outras por serem verdadeiros romances com imagens em aventuras que literalmente prendem o leitor na poltrona com tra mas inteligentes e com conteúdo não é raro ver um leitor em seu primeiro contato com essas edições exclamar meio decepcionado algo como ah que pena é em preto e branco mas basta folhear meia dúzia de páginas para se sentir vivendo as mais incríveis aventuras que nada ficam a dever aos melhores romances ou filmes É justamente na beleza do preto e do branco que reside um dos segredos dessas edições pois se observa o profissionalismo a técnica e ­ por que não ­ eventuais defeitos do desenhista que por vezes poderiam ser mascarados com a colorização cada um desses livros em quadrinhos garante uma boa hora hora e meia de saudável distração e viagem mental afastando-nos da dureza do dia-a-dia estes heróis têm em comum o fato de não possuírem superpoderes e sendo seres humanos como qualquer um de nós nos fazem sentir mais próximos são heróis porque graças à sua inteligência perspicácia e senso de justiça fazem prevalecer o certo sobre o errado nos fazendo imaginar como seria bom o nosso mundo se efetivamente vivessem no nosso meio tex tex willer é um ranger do texas e suas aventuras são ambientadas no velho oeste uma terra selvagem e sem lei homem íntegro justo e decidido não olha para a cor da pele ou para o tamanho da conta bancária dos vilões corruptos assaltantes ladrões qualquer que seja a categoria do bandido todos têm que acertar as contas com tex ao se casar com lilyth filha do chefe flecha vermelha tex torna se o chefe dos índios navajos após a morte do velho cacique e ganha o apelido de Águia da noite o sábio chefe branco e como agente do governo para a reserva navajo cuida para que nada falte à tribo tex vive suas aventuras junto ao velho parceiro kit carson com quem protagoniza bate-bocas memoráveis ao amigo índio jack tigre e ao filho 7

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kit willer quatro parceiros inseparáveis como os mosqueteiros de d artagnan criado em 1948 pelo romancista gianluigi bonelli e pelo desenhista aurelio galleppini o mito surgiu com base nos filmes americanos que invadiram os cinemas italianos após a segunda guerra mundial com as fascinantes histórias de índios e caubóis verdadeiro objeto de culto na velha bota seu público se conta na casa do milhão ao lado de mônica e pato donald é um dos personagens mais longevos da editoria brasileira mister no jerry drake ganhou seu apelido durante a segunda guerra por seu gênio rebelde e inconformado que sempre diz não à violência da chamada civilização partiu para a guerra como idealista ficou marcado pelos acontecimentos bélicos voltou como inconformado e decidiu viver num mundo distante da sua nova york indo morar em manaus com uma técnica infalível para se envolver em encrencas contra sua vontade sempre cercado de amigos e belas garotas ganha o pão de cada dia como piloto de um piper ­ que quase sempre o deixa na mão ­ levando turistas e as famosas encrencas pelos céus da selvagem amazônia de 1950 simpático e imprevisível tenaz e corajoso mister no nunca se rende e na manga de sua camisa sempre se destaca o trevo de quatro folhas símbolo da sorte e da fortuna que persegue e da liberdade que busca defender a qualquer custo foi criado em 1975 por guido nolitta e gallieno ferri como um herói pé no chão que vive num lugar feito por pessoas cenário e culturas reais a nossa amazônia um dos pontos que impressionam na série é o detalhismo com a história e a geografia fruto de muita pesquisa zagor patrick wilding adotou o nome de za-gor-tenay o espírito da machadinha em dialeto algonquino para proteger os índios manter a paz e combater injustiças na fronteira americana da primeira metade do século xix por volta de 1830 seu território de ação é a lendária darkwood uma região de florestas montanhas rios e pradarias um verdadeiro paraíso das tribos indígenas mas onde podem ser encontrados todos os tipos e personagens das histórias lendas e contos aventurosos de vez em quando zagor também viaja por vários cantos do mundo sempre acompanhado do amigo chico felipe cayetano lopez martinez y gonzales etc ou simplesmente chico um mexicano baixinho gorducho bigodudo e atrapalhado que é quem garante uma boa dose de comicidade às aventuras criado em 1961 por sergio bonelli sob o pseudônimo de guido nolitta para não ser confundido com seu pai gianluigi bonelli o criador de tex e pelo desenhista gallieno ferri é fruto da paixão de seu criador pela aventura e por seus heróis preferidos como tarzan fantasma batman toda a sua epopéia editorial com desenhos inéditos e capas de todas as edições foi contada numa revista especial colorida em 2003 que comemorou seus 25 anos em nosso país martin mystÈre martin mystère mora em nova york é arqueólogo antropólogo perito em arte colecionador de objetos incomuns e incansável viajante É chamado de detetive do impossível porque não investiga casos policiais comuns mas sim os grandes enigmas que a ciência oficial não explica como o triângulo das bermudas o monstro do lago ness as pirâmides os mistérios de atlântida homem 8

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culto e moderno um dos primeiros personagens de hq a usar computador precursor de indiana jones mm une racionalidade e aventura fantástica caçando a verdade nos vários mistérios que envolvem a história da humanidade ­ sempre com o parceiro java um homem de neandertal que sobreviveu à extinção recentemente inspirou uma série de tv mas nela o herói foi rebatizado para martin mystery e tornou-se um personagem juvenil criado em 1982 pelo escritor alfredo castelli e pelo desenhista giancarlo alessandrini suas histórias são fruto de pesquisas extremamente minuciosas que por vezes nos deixam em dúvida se os relatos não são mesmo verdadeiros não por acaso a série conquistou grande parcela de seus leitores entre professores universitários e pessoas que amam a leitura e a cultura geral dispara sem parar é a perfeita imagem de groucho marx e um alerta se você é uma garota bonita melhor ainda dylan dog se apaixona por todas as suas clientes criado em 1986 por tiziano sclavi e pelo desenhista angelo stano revelouse o maior sucesso editorial europeu nos anos seguintes em histórias cujos elementos típicos do gênero horror são usados para representar os males de nossa sociedade nick raider nick raider é investigador da divisão de homicídios de manhattan nova york uma cidade violenta onde são cometidos quatro homicídios por hota prender os culpados é a missão de nick duro tenaz incorruptível e corajoso ele trabalha com seu parceiro marvin brown investigador negro e piadista o informante alfie o sábio e experiente tenente art rayan e todos os homens da divisão foi criado em 1988 pelo roteirista claudio nizzi dylan dog dylan dog tem seu estúdio na craven road em londres sua profissão investigador do pesadelo numa londres mágica e enevoada capital do fantástico e do horror dd investiga nossos medos e desejos os monstros que existem dentro de nós fantasmas magias estados de alucinação outras dimensões e esquisitices várias dylan investiga os pesadelos de seus clientes com a ajuda de seu assistente groucho ­ que com seu bigodão e as piadas que mÁgico vento ned ellis é um soldado da cavalaria americana único sobrevivente da explosão de um trem sabotado que lhe custou uma farpa de metal encravada no cérebro para os brancos é um rebelde um renegado para os índios sioux que o acolheram depois da explosão é um xamã um guerreiro e um espírito inquieto a farpa em seu cérebro apagou todas as 9

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lembranças de seu passado mas lhe deu uma extraordinária capacidade de intuir o futuro por meio de perturbadoras visões e premonições poderes que o fazem viver extraordinárias aventuras sempre prensado entre a cultura branca e a indígena um personagem imprevisível como o vento em viagem para além da última fronteira aquela entre a realidade e o desconhecido criado em 1997 por gianfranco manfredi romancista autor teatral roteirista de cinema e de séries de tv além de cantor e compositor mv vive suas aventuras num velho oeste não muito comum onde temas épicos do faroeste tradicional se encontram com o fantástico onde são enfocados fatos históricos e outros que poderiam ter feito parte da história um dos pontos de destaque é o modo de vida dos índios americanos que é mostrado de forma real sem estereótipos fruto de muitos estudos e pesquisas histórico-geográficas logo cativou estudantes e profissionais ligados à área do direito promotores juizes advogados pela realidade com que o sistema é retratado nos episódios durante a preparação da série o autor freqüentou o instituto de medicina legal de gênova na itália como observador e um curso universitário de criminologia dampyr harlan draka é filho de um vampiro e de uma mulher humana e ­ como conta uma crença popular dos bálcãs ­ isso faz dele um dampyr um guardião da humanidade contra os mestres da noite uma raça vampírica que não teme cruzes ou a luz do sol harlan descobre sua condição ­ e sua missão ­ somente depois de adulto e de sua base em praga corre o mundo para descobrir a verdade sobre si próprio sobre seu pai e sobre seus adversários numa cruzada contínua com seus dois parceiros tesla uma jovem alemã que foi vampirizada por um mestre da noite e kurjak um ex-mercenário sérvio que se cansou das barbáries de guerras que não eram suas e decidiu lutar contra os verdadeiros inimigos da humanidade criada em 2000 pelos roteiristas mauro boselli e maurizio colombo a série aborda um mito clássico do cinema e da literatura mas de um jeito novo e sem clichês dampyr é um verdadeiro horror de ação e aventura vivido em lugares que existem de verdade e que aborda tradições que realmente fazem parte da cultura de vários povos dos velhos bairros de praga moscou paris passando pelos ensolarados desertos africanos e chegando até a américa do sul todos os lugares são retratados com fidelidade jÚlia júlia kendall vive em garden city próximo de nova york É consultora da polícia e professora de criminologia na universidade e tem uma profissão especial é uma criminóloga especializada numa ciência que estuda o crime em todos os seus aspectos com base na antropologia psicologia psiquiatria psicanálise sociologia o objetivo de júlia além de ver os culpados responderem na justiça é principalmente o de entender entender não justificar o que os leva a agir de forma ilícita atuando como uma investigadora da alma a sensibilidade feminina com que a heroína se envolve nas mais variadas situações é impressionante em tramas originais coerentes e imprevisíveis criada em 1998 pelo escritor giancarlo berardi a série 10

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além de suas séries próprias alguns destes personagens foram reunidos numa publicação especial recém-lançada no brasil chamada tex e os aventureiros a série bimestral com mais de 200 páginas se mostra uma chance excelente para se conhecer ou rever alguns dos heróis de uma das maiores editoras da europa a sergio bonelli editore bonelli comics chamada carinhosamente de fábrica dos sonhos de papel cujos títulos são publicados no brasil pela mythos editora de são paulo desvendando os quadrinhos autor scott mccloud editora m books o livro `desvendando os quadrinhos de scott mccloud utilizando a própria linguagem desse tipo de história examina a sua forma artística e funcionalidade de maneira leve e divertida o autor conta como definir os elementos básicos dos quadrinhos e como a mente processa sua linguagem a obra aborda também a influência do tempo nas histórias o que acontece entre um quadro e outro e a interação entre palavras figuras e narração além disso o autor teoriza sobre o processo criativo e suas implicações na arte em geral júlio schneider tex@texbr.com é advogado pai de alunos do colégio medianeira e atua na área editorial como consultor tradutor e articulista de hq para revistas e sites da itália e do brasil como o www.texbr.com histÓria em quadrinhos na escola autor flávio kalazans editora paulus a obra serve como instrumento fundamental de combate ao preconceito que envolve as histórias em quadrinhos como elemento educativo eficiente o autor nos mostra que ao contrário do lugar comum defendido por alguns de que as chamadas hqs seriam meros meios de entretenimento fácil é possível utilizar esse recurso como apoio didático por meio de uma revisão da literatura brasileira ou de apresentação de exemplos concretos ­ o projeto 500 anos da descoberta do brasil em banda desenhada por exemplo o livro apresenta uma face importantíssima dos quadrinhos no processo educativo e comprova a eficácia no ensino e a excelente aceitação por parte dos alunos 11

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por rosiclea mariano de camargo e joão carlos de oliveira a informática o mundo virtual a rede de computadores conectada a todo o planeta representam uma ameaça É necessário proteger-se deles ou dominá-los a informática entrou sorrateiramente no brasil e vem hoje se espalhando por amplos segmentos da sociedade fazendo com que a necessidade de conhecê-la criticamente se torne instrumento da construção de nosso conhecimento o brasil nos quinhentos anos de história após a chegada dos portugueses sofreu um processo de exploração de suas riquezas esse processo começou com o pau-brasil depois o ouro de minas gerais a cana-de-açúcar a borracha o café hoje temos a soja o minério de ferro além da grande invasão de empresas estrangeiras em nossos nichos de produção chamamos de exploração porque na maioria das vezes as riquezas geradas ou foram direcionadas para o exterior ou foram centralizadas em poucas mãos não resultando no desenvolvimento industrial de nosso país no início da colonização portuguesa esse desenvolvimento foi inclusive tolhido pela falta de incentivo em nossas terras para a instalação de teares engenhos e outros processos manufaturadores em fins do século xvi o brasil tinha não menos de 120 engenhos que somavam um capital próximo a 12

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dois milhões de libras mas seus donos que possuíam as melhores terras não cultivavam alimentos importavam-nos como importavam uma vasta gama de artigos de luxo que chegavam do ultramar junto com os escravos e bolsas de sal descreve o escritor eduardo galeano em as veias abertas da américa latina todo produto tinha de ser importado de outros países principalmente da inglaterra esse processo continua em toda nossa história pós-descobrimento influindo em todas as atividades nacionais agricultura comércio indústria e principalmente no nosso caminhar político isso nos faz recorrer aos nossos sentimentos mais nacionalistas sempre que nos defrontamos com situações em que se torna evidente a influência externa em nossas riquezas assim foi com a exploração do petróleo que levou à criação da petrobrás não impediu que grandes empresas estrangeiras shell esso atlantic fox etc dominassem quase toda a distribuição de combustíveis dentro de nossas fronteiras a partir da década de 80 começamos a nos deparar mais intensamente com uma nova ameaça a informatização praticamente tudo o que se refere à tecnologia de ponta relacionada à informática é importado mesmo com a criação de uma lei de proteção à informática nacional que perdurou durante 12 anos não conseguimos criar uma indústria capaz de competir à altura com as empresas estrangeiras a nossa primeira reação é a de nos proteger contra essa avalanche estrangeira que está cada vez mais presente em nossas empresas escolas e lares nossa dependência da tecnologia externa nunca foi tão grande quanto hoje por outro lado toda essa tecnologia nos trouxe um novo meio de interconexão muito mais fácil e barato pelo menos para aquela classe que consegue manter essa tecnologia apesar de não ser acessível a todos estamos começando a vislumbrar uma nova era em que as fronteiras não serão mais empecilhos para a circulação de idéias a maior representante dessa avalanche é a internet que nos entope de produtos estrangeiros nem sempre saudáveis isso nos tem preocupado muito pois cada vez mais temos cada vez menos controle daquilo que nos atinge no entanto a humanidade nunca se deparou com um horizonte de possibilidades tão vasto como o que nos é apresentado hoje pierre lévy em a conexão planetária o mercado o ciberespaço a consciência nos diz que pela primeira vez a idéia de uma terra sem fronteiras não aparece como uma aplicação de um princípio abstrato ou como um devaneio utópico mas como o prolongamento realista de uma tendência que cada um pode observar as novas gerações estão cada vez mais interligadas comunicando-se com pessoas de diversos cantos do mundo transferindo arquivos de imagens de som entrando em salas virtuais de conversação em fóruns de discussão criando páginas pessoais fazendo compras de diversas empresas nacionais e internacionais além de diversos outros serviços que a internet nos oferece a escola se defronta com todas as contradições que a informática traz mesmo assim não podemos nos dar ao luxo de simplesmente descartá-la temos que fazer o melhor uso dela e ao mesmo tempo manter e criar em nossos alunos uma consciência crítica a seu respeito temos que dar aos nossos alunos acesso a todos os seus recursos educativos e ao mesmo tempo cuidar para que ela não se torne um meio de risco à sua formação com todas as mudanças que estão acontecendo na tecnologia estamos cada vez mais interativos o professor deve acreditar no novo refletir aprender a melhorar a sua postura diante da contemporaneidade nós educadores devemos assumir a tarefa de estar envolvidos dentro de uma proposta pedagógica séria para que possamos ajudar no desenvolvimento dos conteúdos de cada disciplina utilizando estas ferramentas o primeiro passo na utilização destas ferramentas é o aprendizado É preciso que se tenha um conhecimento mínimo do que é a informática do que ela é capaz de fazer e quais são as suas limitações temos que pensar como vamos educar nossa sociedade diante de toda e qualquer situação papert 1994 diz para encontrar os princípios correspondentes para a aprendizagem temos que olhar para dentro de nós mesmos tanto como para dentro dos computadores princípios como `assumir a responsabilidade `identidade intelectual e `apaixonar-se como educadores diante das novas tecnologias temos que nos adaptar a estas ferramentas e fazer uso delas para um conhecimento maior a internet é um 13

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exemplo bem abrangente pois o educador poderá utilizá-la como suporte eletrônico enriquecendo o conhecimento do aluno e o seu próprio uma analogia para entender a internet é defini-la como sendo similar a uma malha de rodovias federais e estaduais por onde trafegam bytes sob a forma de pacotes tcp/ip a informação contida em tex tos som e imagem trafega em alta velocidade entre qualquer computador conectado a essa rede por esta razão a internet é também chamada da super rodovia da informação os recursos e possibilidades desta ferramenta envolvem além da pesquisa criação de debates sobre temas trabalhados em sala um espaço hipertextual para colaboração dos educadores e alunos materiais didáticos projetos interdisciplinares entre outras coisas a internet é uma ferramenta preciosa para trabalhos com conteúdos curriculares mas é claro exige que o educador pesquise antes e selecione endereços que abordem a temática trabalhada em sala pois diante de tantas informações armazenadas no www algumas nem sempre são verdadeiras por isso o educador deve sempre planejar como irá aplicar a pesquisa na internet sabendo o que os alunos irão fazer e o que devem pesquisar para não desviar o foco do conteúdo aplicado a internet sem dúvida é um ambiente que possibilita a troca e armazena informações cabe novarosiclea mariano de camargo é formada em tecnologia em processamento de dados pela faresc e pós-graduada em tecnologias educacionais pela pucpr É responsável pela informática educativa do jardim à 4ª série do ensino fundamental do colégio medianeira mente a nós educadores saber utilizar desta teia os recursos pedagógicos para trabalhar com as disciplinas curriculares hoje não só os alunos mas todos os que trafegam em uma rede interligada com o mundo inteiro estão bem mais avançados em conhecimentos tecnológicos as crianças vivem uma era virtual na qual têm acesso livre a várias informações e muitas vezes não sabem nem como digerilas É aí que entra o educador para mostrar as diversidades que esta rede oferece e educá-los para um melhor aprendizado dentro e fora de sala de aula utilizando estes recursos poderemos estimular os alunos para a construção de uma autonomia e pensamento críticos diante do horizonte de conhecimento que as redes oferecem não podemos esquecer que hoje boa parte das crianças vive num mundo fechado individual onde suas brincadeiras e conversas são virtuais através da internet deixando de lado as brincadeiras em grupo como a bola e a boneca para jogarem seus joguinhos e se divertirem com outros atrativos no computador e/ou no videogame sabemos que não será uma tarefa fácil mas diante dos avanços tecnológicos a solução certamente não é fugir deles mas ao contrário dominá-los criando possibilidades de envolver mais nossos alunos para que possam criar diante do novo e da realidade virtual sem perder a sensibilidade e a visão do concreto joão carlos de oliveira é formado em ciências e em física pela ufpr pós-graduado em currículo e prática educativa pela puc-rio É responsável pela informática educativa da 5ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio do colégio medianeira do giz À era digital autor informÁtica educativa ­ dos planos e discursos À sala de aula autor maria lúcia santos editora zouk ramon de oliveira editora papirus 14 estudo que se destina a professores e educadores preocupados em se atualizar com as novas tecnologias principalmente o computador as tecnologias educacionais vêm se impondo rapidamente mudando a prática docente e a dinâmica das aulas o que torna necessário o aperfeiçoamento da formação dos educadores este livro é uma importante contribuição para atingir esta meta esse livro descreve a trajetória da política brasileira de informática educativa desde os momentos de sua formulação até uma experiência concreta de uso de computador no processo de ensinoaprendizagem com essa obra o autor busca contribuir para que as atividades de inserção de computadores no ensino sejam integradas ao cotidiano escolar como instrumento que propicia a melhoria da qualidade de ensino nas escolas públicas.

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da os an por angela cristina raimondi daqui a poucos anos praticamente todas as grandes constantes da física terão sido estimadas e a única ocupação que restará aos homens de ciência será aumentar em uma casa decimal a precisão das medidas james clerck maxwell físico e matemático escocês em 1871 não se assuste vamos falar de física quântica ao invés de sair correndo leia atentamente esse artigo e acompanhe as contribuições e os novos desafios da física e da química numa época em que se comemora o centenário de albert einstein aos poucos você verá que o que parece ser um tema inacessível está na verdade bem mais próximo do nosso dia-a-dia do que imaginamos 15

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