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orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 1 prefeitura do municÍpio de sÃo paulo secretaria municipal de educaÇÃo diretoria de orientaÇÃo tÉcnica orientações curriculares tecnologias de informação e comunicação proposiÇÕes de expectativas de aprendizagem sÃo paulo 2010 2 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação dados internacionais de catalogação na publicação cip são paulo sp secretaria municipal de educação diretoria de orientação técnica orientações curriculares proposições de expectativas de aprendizagem tecnologias de informação e comunicação secretaria municipal de educação ­ são paulo sme dot 2010 126p il bibliografia 1.informática educativa i.programa de orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagens cdd 371.3 código da memória técnica sme dot sa.024/10 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 3

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equipe de produção diretoria de orientação técnica regina célia lico suzuki diretora de orientação técnica programa de informática educativa denise mortari gomes del grandi lia cristina lotito paraventi rosana tuma saade assessoria pedagógica eduardo oscar de campos chaves assessor pedagógico coordenação lia cristina lotito paraventi

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assistente técnico educacional ­ dotg/informática educativa elaboradores eduardo oscar de campos chaves lia cristina lotito paraventi denise mortari gomes del grandi colaboradores equipe de informática educativa das diretorias regionais de educação ana maria do nascimento pens márcia sotero filatro cleide marina orlando maria izilda almeida borges cristina barroco massei fernandes maria thereza dantas de santana dos santos edna de fátima santos giannini marilza aparecida marques lourenção elaine bernardo de oliveira queirós mesac roberto silveira júnior elayne fernandes moura leite renata de almeida carlotti genilda paes ferreira de paula rosana raimondi karine mota pazzo sandra de almeida lourdes safra tânia regina da silva de souza marcela de pina bergamine tânia tadeu programa nas ondas do rádio carlos alberto mendes de lima centro de multimeios dot sme projeto gráfico núcleo de artes gráficas ana rita da costa joseane a ferreira editoração ana rita da costa revisão sidoni chamoun agradecimentos a todos os educadores que leram sugeriram e contribuíram para a redação final deste documento em especial

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aos professores orientadores de informática educativa pelos compromissos assumidos a cada novo desafio 4 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 5 caros educadores e educadoras da rede municipal de são paulo apresentar para a rede municipal de ensino da cidade de são paulo um currículo de tecnologias de informação e comunicação é de fato uma ousadia mas porque contamos com educadores que acreditam que as tecnologias têm um grande potencial inovador e porque não dizer transformador da atuação pedagógica essa construção foi possível e enriquecedora o currículo que ora apresentamos é fruto de quatro anos de trabalho que tem no ambiente virtual seu maior diferencial uma vez que é por meio dele que novas relações

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interpessoais acontecem o protagonismo de alunos e professores tem encontro marcado e as aprendizagens colaborativas são potencializadas fazer e compartilhar esses são os objetivos estabelecidos nessas orientações curriculares de tic na era da comunicação e a internet é o espaço de atuação É a internet que me possibilita conhecer mais de perto nossos alunos e professores por meio da publicação de suas histórias de vida seus anseios e questionamentos É também pelo twittes que reconheço as práticas do cotidiano das escolas seus avanços e dificuldades onde recebo críticas e elogios É nesse espaço virtual que nos aproximamos de modo nunca antes experimentado e essa relação veio para ficar portanto o currículo que propomos é um currículo que estabelece vínculos que devem ocorrer de forma permanente e duradoura para que seja significativo na vida de cada aluno e de cada educador para que isso ocorra precisamos que todos se apropriem da internet como um ambiente de aprendizagem colaborativa que sem dúvida alguma será a força motriz para a educação transformadora que almejamos esperamos que as proposições de expectativas de aprendizagem com as tecnologias digitais de informação e comunicação ­ tdic hoje apresentadas possam

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ser o elemento norteador para as práticas de todos os educadores da rede e assim oferecermos para nossos alunos uma educação que transcenda todos os espaços físicos escolares alexandre alves schneider secretário municipal de educação 6 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação currículo de tic e o futuro falar sobre currículo de tecnologias de informação e comunicação -tic e o futuro é falar sobre efemeridade as tic impõem um movimento tão alucinante e por vezes tão passageiro que num instante aquilo que era futuro se torna presente e já aponta para algo diferente que novamente fica no futuro mas só por pouco tempo e aquilo que hoje é presente se torna passado com incrível rapidez mas esse movimento que passa por nossas vidas de forma rápida e efêmera razão pela qual alguns erroneamente o consideram mera série de modismos sutilmente determina novos modos de ser de conviver de trabalhar de divertir-se e de prender enfim novos modos de viver.

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nesse movimento o presente e o futuro o presencial e o virtual o formal o informal e o não-formal vão se mesclando em novos tempos e espaços criando novos ambientes em que as relações humanas acontecem se diversificam se tornam mais complexas antes para nos comunicar com outra pessoa caminhávamos ou então pegávamos uma bicicleta um bonde um ônibus um carro ou qualquer outro meio de transporte para chegar até onde essa pessoa estava ­ ou ela precisava recorrer ao mesmo processo para chegar até nós embora possamos ainda andar ou tomar um meio de transporte para nos comunicar face a face com uma pessoa hoje temos outras alternativas telefones fixos telefones celulares torpedos sms emails mensagens instantâneas messenger bate-papo chat fórum skype twitter facebook etc nestes casos o espaço percorrido é virtual e isso que parece apenas uma revolução tecnológica está ditando novas formas de convivência está construindo agrupamentos culturais diferentes e modificando substancialmente a forma das pessoas conviverem e se relacionarem nesse contexto é importante perguntar como esses espaços virtuais criados pelas tic afetam a educação não só modificando o contexto em que se dá a educação mas também criando novos ambientes de aprendizagem alterando a forma em que

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as pessoas aprendem desenvolvendo novos recursos com os quais aprender orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 7 exigindo dos professores de nossas escolas novas formas de trabalhar criando para as nossas escolas um novo tipo de aluno se alguns anos atrás podíamos afirmar que a característica fundamental da internet era ser uma rede mundial que interligava computadores ela hoje sem perder essa característica é muito mais uma rede mundial que interliga pessoas que coloca pessoas em contato com pessoas que lhes permite criar comunidades virtuais de interesses afins e que lhes dá acesso às informações necessárias para que façam aquilo que precisam ou desejam fazer se hoje temos tecnologias de ponta temos também essas tecnologias nas pontas dos nossos dedos na palma de nossas mãos vinte e quatro horas por dia sete dias por semana todas as semanas do ano e se num determinado momento cabia à escola apenas promover a inclusão digital de professores e alunos hoje também cabe a ela incorporar esses espaços e tempos virtuais às suas rotinas ­ e mais ainda aproveitar melhor o potencial para a aprendizagem dos alunos de pessoas que estão fora da escola física mas têm algo a contribuir e têm interesse em participar:

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pessoas da família da comunidade mais próxima da comunidade estendida e isso tudo sem esquecer que o objetivo final é proporcionar aos alunos aprendizagem de melhor qualidade como será a escola do futuro provavelmente ela será tão inovadora quanto o permitirmos as tic fortalecem e potencializam cada vez mais as relações à distância a separação física já não necessariamente distancia mas ela pode também aproximar cada vez mais as pessoas por focos de interesse assim o importante não é tanto imaginar visionariamente o que as tic nos reservam num futuro distante mas refletir sobre como usaremos as tic num futuro tão próximo que já está irrompendo em nosso presente diante disso há algumas perguntas que não querem calar neste momento em que as tic já fazem parte do universo de nossas crianças imersas desde cedo na cultura digital 1 quais as consequências para os alunos de hoje e de amanhã os nativos digitais se a escola não construir um currículo que contemple o uso das tecnologias dos espaços e tempos virtuais que elas tornam possíveis e das formas de

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convivência e relacionamento que eles viabilizam 8 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 2 quais serão as novas formas de aprender nesses novos ambientes de aprendizagem que unem o presente e o futuro o presencial e o virtual o formal o informal e o não-formal 3 que tipo de atuação perfil e identidade essas novas formas de aprender exigirão dos profissionais da educação 4 como construir um currículo de tic na educação sem escolarizar ou domesticar seus recursos seus ambientes virtuais e as formas de convivência e relacionamento que elas proporcionam poderíamos listar várias outras questões mas o que é mais urgente independentemente da resposta que cada um dê a essas perguntas é que essas questões sejam enfrentadas e discutidas será de sua discussão do diálogo e da colaboração que ela engendrará que surgirão respostas que nortearão a nossa ação equipe gestora de tic sme/sp lia cristina lotito paraventi

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orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 9 sumário i o contexto da educação 14 1 a tecnologia 14 2 as tecnologias digitais de informação e comunicação 16 3 mudanças tecnologia e educação 16 a a invenção da escrita alfabética 17 b a invenção da máquina impressora tipografia 18 c a invenção da tecnologia digital 19 4 os nativos digitais 19 ii o mundo de hoje e o futuro que está irrompendo 24 1 a realidade das tic na educação no brasil 25 2 a realidade das tic na educação no mundo 27 iii variedades de trabalho em situação real 30 1 as condições reais das escolas brasileiras 30 2 uma alternativa criativa 30 iv variedades de trabalho sob novas perspectivas 36 1 a infraestrutura tecnológica das escolas 36 2 a integração da tecnologia ao trabalho nas várias áreas curriculares 37 3 o portal educacional da escola 37 4 um computador por aluno 38 v onde se situa a sme-sp 42 1 a atuação da sme-sp na área de tecnologia na educação 42 2 exemplos da atuação 43 a a arte de contar histórias 43 b o aluno autor e protagonista 46 c nas ondas do rádio 48 10 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação d aluno monitor 49 e caderno de orientações didáticas-ler e escrever-tecnologias na educação 50 3 considerações 51 vi as competências do século 21 54 1 a preocupação com as competências do século 21 54 2 as competências do século 21 detalhadas 55 a competências pessoais 56 b competências interpessoais 56 c competências profissionais 56 a executivas 56 b gerenciais 57 d competências cognitivas 57 a gerais 57 b ic 58 c tic 58 3 pressupostos metodológicos 59

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a primeiro pressuposto 59 b segundo pressuposto 59 c terceiro pressuposto 59 d quarto pressuposto 60 vii a distribuição por ano das competências de ic/tic 62 viii uma reflexão final sobre mudanças e a educação escolar 96 1 introdução 96 2 a visão da educação 98 3 a visão da aprendizagem 99 4 um novo currículo 100 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 11 5 uma nova metodologia 101 6 uma nova forma de avaliar 101 a a definição operacional das competências 103 b a seleção de indicadores 103 c a especificação de critérios 104 d conceitos 105 e rubricas e instrumentos 105 f a avaliação no contexto digital 106 7 considerações 106 ix a tecnologia e o desenvolvimento profissional do professor 108 1 a formação através de mentoria 108 2 a formação convencional com instrutor 110 3 a formação em ambientes virtuais colaborativos 111 4 a auto-formação 111 x o papel da liderança na construção das tic no currículo 114 xi a conversa continua 120 xii bibliografia 122 1 livros e artigos 122 2 sites 124 12 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação emef antonio carlos a sodré foto lilian borges orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 13 capítulo i 14 orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação i o contexto da educação 1 a tecnologia

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estamos em 2010 ­ já no final da primeira década daquele que dez anos atrás chamávamos de novo milênio grandes mudanças se acumularam no mundo nos últimos 65 anos 1 e a tecnologia foi o grande motor dessas mudanças a sua força propulsora em especial as novas tecnologias de informação e comunicação tic agora digitais 2 entre as tic convencionais pré-digitais estão o pergaminho o papiro o livro manuscrito o papel a tipografia o livro impresso a litografia a fotografia em papel o som gravado em disco de vinil o jornal o cinema em fita celulóide o rádio a televisão o vídeo tudo isso é tecnologia de informação e comunicação mesmo quando em seu formato convencional pré-digital3 o livro a fotografia o som gravado o jornal o cinema o rádio a televisão o vídeo e outras tecnologias convencionais acabaram se tornando também digitais ­ ou recebendo similares digitais dessa forma quando se fala por exemplo em livro sem se discriminar se é manuscrito impresso ou digital está se falando em uma categoria genérica da qual o livro manuscrito o livro impresso e o livro digital são espécies o livro manuscrito e o livro impresso são tic convencionais o livro eletrônico ou e-book é tic digital o ano de 1945 além de marcar o fim da segunda guerra mundial representa no contexto do tema deste texto um outro marco especial foi o ano em que o primeiro computador eletrônico foi concluído o eniac electronic numeric integrator and calculator 1

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construído como um esforço de guerra na universidade de pensilvânia em filadélfia nos estados unidos ele só foi mostrado ao mundo em 14 de fevereiro do ano seguinte sobre o eniac vide http pt.wikipedia.org/wiki/eniac [consultado em 30 de junho de 2010 2 neste texto usa-se o termo tecnologia em sentido bastante amplo para se referir a qualquer coisa que o ser humano invente para tornar sua vida mais fácil ou mais agradável o arado o canhão o automóvel os óculos o violino a câmera fotográfica digital tudo isso é tecnologia nesse sentido amplo ­ tecnologia agrícola o arado tecnologia militar o canhão tecnologia de transporte o automóvel tecnologia de percepção os óculos e tecnologia de informação e comunicação o violino e a câmera fotográfica digital essas categorias não são exaustivas o interesse aqui neste texto se limita a essa última categoria ou seja às tecnologias de informação e comunicação 3 daqui para frente se usará a expressão tecnologias de informação e comunicação tic para se referir tanto às antigas quanto às novas tecnologias dessa área informação e comunicação se o contexto não deixar claro se a referência é às tecnologias convencionais ou às tecnologias digitais isso será indicado pelo acréscimo do termo antigas ou convencionais no primeiro caso e novas ou digitais no segundo orientaÇÕes curriculares tecnologias de informação e comunicação 15 na verdade se expandirmos um pouco o conceito de tecnologia de modo que inclua não só instrumentos equipamentos e produtos tangíveis tecnologia hard e virmos a tecnologia como tudo aquilo que o ser humano inventa para tornar sua vida mais fácil ou agradável a fala humana o alfabeto a escrita os números a matemática a notação musical as diferentes formas de fazer arte inclusive literária etc tudo isso é tecnologia tecnologia soft ou seja tecnologia de informação e comunicação.

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essas coisas na realidade essas técnicas são parte da cultura não da natureza elas precisaram ser inventadas pelo ser humano em algum momento de sua história para tornar sua vida mais fácil ou agradável entendendo assim a tecnologia de forma ampla de modo a fazer com que as diversas artes façam parte dela nós enriquecemos o conceito de tecnologia que passa a abranger não só ferramentas coisas que nos ajudam a fazer outras coisas como brinquedos coisas que servem apenas para nos dar prazer tecnologia ferramentas tools e brinquedos toys provavelmente crianças adolescentes e jovens têm tanto prazer com a tecnologia e facilidade para usá-la porque a veem mais como brinquedo do que como ferramenta menos como parte daquilo que nos ajuda a viver e mais como parte daquilo que nos dá razões para querer viver antes de prosseguir é interessante enfatizar três fatos importantes a as tecnologias de informação e comunicação nem de longe se esgotam nas tecnologias mais recentes digitais b há milhares de anos as tecnologias de informação e comunicação existem ­ na sua forma convencional naturalmente c a educação não-escolar e a escola sempre fizeram uso dessas tecnologias isso significa que atualmente não se trata de discutir se a escola vai ou não vai fazer uso das tecnologias de informação e comunicação mas sim de mostrar que

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