Guia de Primeiros Socorros para Caes

 

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silvia parisi guia de primeiros socorros para cães e gatos webanimal.com.br

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Índice introdução 3 criação silvia parisi cap 1 informações básicas que você precisa saber 4 cap 2 avaliação do quadro de emergência 10 cap 3 métodos de contenção e transporte 12 cap 4 caixa de primeiros socorros 18 ilustrações flávia brandão cap 5 como fazer curativos 20 cap 6 estado de choque 22 cap 7 parada cardíaca 24 cap 8 parada respiratória 26 imagens da capa regina motta fotopatas cap 9 hemorragias 28 cap 10 ferimentos e cortes profundos 32 cap 11 picadas de cobra 34 cap 12 choque elétrico 40 projeto gráfico e diagramação mariana sousa cap 13 queimaduras 42 cap 14 vômitos e diarreia 44 cap 15 ataque epilético 48 cap 16 desmaios 50 cap 17 asfixia 52 cap 18 problemas durante o parto 54 cap 19 afogamento 60 cap 20 rompimento de abscessos e tumores na pele 62 cap 21 fratura 64 cap 22 espinhos de ouriço 66 cap 23 bernes e bicheiras 68 cap 24 atropelamento e quedas 72 cap 25 intoxicação 74 cap 26 exposição de órgãos da cavidade abdominal 78 cap 27 choque pelo calor intermação 80 cap 28 quando o animal precisa de atendimento veterinário urgente 82 a autora 85

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introdução o intuito deste guia é ensinar o proprietário como agir em situações de emergência e disso poderá depender a vida do animal até que o atendimento veterinário seja possível você aprenderá o que deve ser feito em casos como atropelamentos convulsões envenenamentos picadas de cobra e outras situações inesperadas É muito importante ter em mãos uma caixa de primeiros socorros com itens básicos para o atendimento emergencial leve-a sempre no carro com você quando for viajar ou em um passeio mais distante procure ler este guia previamente pelo menos uma vez pois isso o ajudará muito quando precisar você saberá o que fazer e terá mais autoconfiança lembre-se que numa situação difícil seja qual for o caso mantenha a calma ou você poderá cometer erros e não conseguir colocar em prática uma medida simples mas importante além da orientação deste guia você deve esclarecer dúvidas com o veterinário que trata seu animal tenha sempre anotado um telefone para localizá-lo facilmente além do número de uma clínica com atendimento 24 hs todos os procedimentos aqui descritos são básicos e nÃo substituem o atendimento veterinário que deve ser feito posteriormente silvia parisi médica veterinária www.webanimal.com.br introdução 3

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capítulo 1 informações básicas que você precisa saber para poder socorrer um cão ou gato você precisa ter algumas informações básicas de como funciona o organismo do animal só assim será possível avaliar o estado geral em que ele se encontra as ocorrências graves em animais dividem-se em dois casos · emergência requer medidas imediatas pois a vida pode depender delas exemplo hemorragia parada cardíaca e/ou respiratória atropelamento envenenamento choque elétrico afogamento etc · urgência é uma ocorrência de menor gravidade mas que precisa ser socorrida a tempo para que o animal não tenha complicações mais sérias exemplo vômito ou diarreia intensos piometra infecção uterina ausência de urina por mais de 24hs convulsão e outros tendo por segurança é melhor usar focinheira ou mordaça no cão e conter o gato enrolando-o numa toalha outros locais do corpo do animal como axilas e boca não são apropriados para medir a temperatura · hipertermia aumento da temperatura acima de 39º c quando ocorre em episódios de febre após exercícios físicos ou exposição ao sol quando o animal apresenta tremores p exemplo medo durante confinamento em local muito quente dentro do carro ou caixa de transporte em dias de verão · hipotermia queda da temperatura abaixo de 38º c quando ocorre durante o estado de choque após hemorragia grave em situações onde a temperatura externa é muito baixa obs considere que a temperatura do animal está alterada e necessita de atenção quando ela variar mais de meio grau centígrado ou seja abaixo de 37,5º c ou acima de 39,5º c temperatura · valor normal ­ 38 a 39º c · como avaliar ­ lubrifique a ponta do termômetro com óleo vaselina ou água introduza-o no ânus do animal até a metade e incline-o levemente para um dos lados assim que o indicador da temperatura parar de subir o que leva um ou dois minutos o termômetro pode ser retirado para que a leitura da temperatura retal seja válida o animal não pode estar agitado demais ou se deba batimentos cardíacos · valor normal ­ média 70 a 120 batimentos cardíacos por minuto · como avaliar ­ coloque a mão sobre o coração do animal do lado esquerdo do tórax bem atrás do cotovelo faça isso com o animal deitado ou em pé caso não consiga sentir nada 4 guia de primeiros socorros capítulo 1 ­ informações básicas 5

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encoste a cabeça no tórax do cão /gato para ouvir se há batimentos o ambiente precisa estar em silêncio · taquicardia aumento dos batimentos cardíacos quando ocorre em episódios de febre após exercícios físicos ou exposição ao sol em situações de estresse cães pequenos podem ter a frequência cardíaca aumentada condição normal · bradicardia diminuição dos batimentos cardíacos quando ocorre cães atletas em estado de descanso têm o número de batimentos cardíacos menor condição normal casos de doença cardíaca animal em estado terminal pré-morte organismo com hipotermia baixa temperatura após exercícios físicos ou exposição ao sol situações de estresse cães pequenos podem ter frequência respiratória aumentada condição normal · diminuição da frequência quando ocorre durante anestesia ou sedação animal em estado terminal pré-morte coloração das mucosas · valor normal ­ vermelho-róseo · como avaliar ­ pela coloração das mucosas como conjuntiva interior das pálpebras e gengivas · alterações mucosa pálida estresse anemia ou hemorragia grave mucosa azulada ou arroxeada falta de oxigenação alteração cardíaca ou pulmonar mucosa ressecada desidratação freqüência respiratória · valor normal ­ média 15 a 40 respirações por minuto · como avaliar ­ observe o tórax do animal e conte cada elevação como uma respiração · aumento da frequência respiratória quando ocorre em episódios de febre 6 guia de primeiros socorros capítulo 1 ­ informações básicas 7

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condição de hidratação · valor normal ­ pele elástica · como avaliar ­ através da elasticidade da pele basta puxá-la na região lateral do corpo e observar se ela volta rapidamente à posição normal também é possível detectar a desidratação observando a posição do globo ocular cão ou gato babando não significa obrigatoriamente que ele esteja com raiva a raiva é uma doença viral que o animal só adquire se for mordido por outro que esteja raivoso a raiva não é transmitida pelo ar ao se deparar com um cão ou gato salivando para sua segurança use algum método de contenção que evite que o animal consiga mordê-lo cap.3 caso isso ocorra o cão/gato deve ser observado por 10 dias se ele fugir a vítima da mordida deve ser socorrida imediatamente em um hospital ou posto de saúde se o animal agressor morrer dentro do período de 10 dias de observação o corpo deve ser encaminhado para exame de raiva no ccz centro de controle de zoonoses da cidade nÃo se arrisque · alterações a pele volta lentamente à posição normal desidratação leve a pele não volta à posição normal desidratação grave globo ocular retraído olho fundo desidratação grave os parâmetros apresentados são importantes mas em alguns casos de emergência não é possível avaliar todos quando um dos procedimentos não for viável cão/gato agitado com muita dor ou agressivo não se preocupe observe apenas aquilo que for seguro para você e para o animal deixe manobras arriscadas para o veterinário pois ele está preparado para essas situações salivação cães e gatos podem apresentar salivação intensa em casos de intoxicação situações de estresse ou durante ataques convulsivos gatos podem salivar intensamente após ingerir medicamentos algumas raças de cães de focinho achatado salivam bastante porém essa é uma condição normal exemplo boxers bulldogues pugs e outros dica para avaliar a frequência cardíaca ou pulmonar conte o número de batimentos ou respirações em 15 segundos e multiplique por 4 para saber o valor em 1 minuto 8 guia de primeiros socorros capítulo 1 ­ informações básicas 9

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capítulo 2 avaliação do quadro de emergência caso você venha a se defrontar com uma situação de emergência é preciso fazer uma avaliação rápida do estado geral do cão/gato É claro que você deve focar no problema mais evidente se for o caso de um corte profundo com perda sanguínea importante estanque primeiro a hemorragia e depois pense no resto o roteiro abaixo não precisa ser seguido exatamente na ordem em que será apresentado em uma situação que necessita de intervenção rápida talvez você não tenha tempo de analisar todos esses itens mas é importante saber observar o estado geral do animal para poder agir para manipular o cachorro acidentado é imprescindível usar focinheira ou improvisar uma mordaça gatos acidentados podem ficar extremamente ariscos use uma focinheira para gatos e/ou jogue sobre ele uma toalha para diminuir o estresse se houver sangramento larvas de mosca ou outra condição nauseante use luvas 1º observe se o animal está respirando e se há batimentos cardíacos se esses sinais vitais estiverem ausentes inicie a massagem cardíaca e/ou a respiração artificial cap 6 e 7 2º coloque a mão no abdômen do animal em um local sem pelos para ter ideia de sua temperatura se achar que o cão/gato está frio ou quente demais ou estiver em dúvida meça a temperatura dele com o termômetro ela deve estar entre 38º c e 39º c variações de meio grau não causam preocupação cap 1 3º analise a cor das gengivas e parte interna das pálpebras mucosas elas devem estar com a coloração vermelho-róseo se estiverem azu ladas coração e/ou pulmões não estão funcionando bem se a mucosa estiver pálida o animal tem anemia ou pode estar ocorrendo hemorragia interna caso a temperatura dele também esteja baixa cap 1 4º cheque o estado de hidratação puxando a pele da lateral das costas do animal se ela demorar a voltar ou não voltar ele está desidratado cap 1 5º observe a boca note se há presença de sangue puxe a língua do animal use um pedaço de gaze para não escorregar verifique se existe algum objeto obstruindo a garganta como brinquedo pedaço de osso e outros observe se todos os dentes estão firmes e inteiros 6º analise os olhos do animal para saber se há lesão nas pálpebras ou perfurações no globo ocular se tiver uma pequena lanterna note se as pupilas dele reagem à luz contraindo-se reflexo pupilar toque nos cílios para verificar se há reação de piscar reflexo palpebral se este último estiver ausente o animal pode estar morto 7º avalie o focinho observando se há líquidos espuma ou sangue 8º apalpe o abdômen para verificar se ele está flácido contraído demais e se há dor à palpação 9º verifique o restante do corpo para constatar possíveis ferimentos cortes fraturas ou inchaços dica após o exame geral inicie o socorro pelo problema que comprometa a vida do animal parada cardíaca parada respiratória e hemorragias são os principais 10 guia de primeiros socorros capítulo 2 ­ avaliação do quadro de emergência 11

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capítulo 3 métodos de contenção e transporte toda vez que você precisar socorrer um animal não importa a espécie lembre-se sempre se estiver com dor ele reagirÁ tentando morder mesmo que o animal seja seu tenha temperamento dócil e nunca mordeu alguém a reação à dor é natural não esqueça jamais dessa informação se não considerar esse risco além do animal você também ficará machucado e não poderá ajudar em nada use um ou mais métodos descritos abaixo antes de começar o atendimento se você não tiver uma focinheira ou ela não for do tamanho adequado para o cão faça uma mordaça com um pedaço de faixa crepe ou improvise com o cadarço do sapato siga o esquema abaixo use sempre três laços o primeiro em cima do focinho o segundo embaixo e o terceiro atrás da orelha assegure-se que a mordaça esteja firme se ficar frouxa o cão contenção · focinheira ou mordaça existem modelos para cães e gatos o modelo para gatos cobre toda a face inclusive olhos isso ajuda a acalmar o animal estressado as focinheiras de nylon são maleáveis e não machucam há modelos em plástico rígido também conseguirá morder mesmo com o focinho amarrado não é possível fazer uma mordaça em gatos porque a espécie possui focinho curto no caso de focinheiras se ela tiver abertura na frente como na maioria dos modelos para cães tem cuidado o cachorro pode morder com os dentes da frente e pode apostar que dói bastante · colar elizabetano e colar cervical são usados para impedir que o cão/gato retire curativos ou arranque suturas nenhum deles restringe os movimentos são vendidos em petshops e clínicas veterinárias usando um desses colares o animal não alcançará nenhuma parte de seu corpo com a boca podendo comer beber e dormir com ele 12 guia de primeiros socorros capítulo 3 ­ métodos de contenção e transporte 13

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utilize um dos colares para evitar que cão/gato arranque curativos se o animal estiver deitado também é possível conter a cabeça pisando na guia bem próximo à coleira colar elizabetano colar cervical · imobilização usando coleira e guia É possível imobilizar o animal que demonstra agressividade passando a guia pelas grades de um portão ou enrolando-a em um poste ou perna de uma mesa posicione o pescoço do cão bem encostado ao anteparo para que a cabeça fique segura atenção para que a coleira esteja apertada o bastante para evitar que o animal escape mas não a ponto de causar asfixia após a cabeça estar imobilizada um ajudante deve segurar as patas traseiras para que o animal não se movimente use esse método quando o cão consegue ficar em pé e pode atacar durante o atendimento também nesse caso uma segunda pessoa deverá ajudar segurando as patas traseiras para o animal não se debater use esse método quando o cão não consegue se levantar mas pode virar-se e morder no caso de gatos embora os métodos anteriores possam ser utilizados a contenção mais comum em felinos é feita segurando o gato firmemente pela pele atrás do pescoço com uma mão e usando a outra para imobilizar as patas traseiras um gato bravo é difícil de conter pois além da mordida ele usa as garras para se defender e possui grande flexibilidade no corpo por esse motivo em algumas situações é preciso enrolar as extremidades das patas uma a uma com fita crepe ou esparadrapo para evitar que o gato exponha as unhas e consiga arranhar 14 guia de primeiros socorros capítulo 3 ­ métodos de contenção e transporte 15

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outro método muito usado para conter gatos é enrolar o corpo do bichano numa toalha e segurá-lo firme junto ao corpo ou sobre uma mesa se o animal for grande essa é a maneira mais segura para transportá-lo dependendo da gravidade da situação mesmo os animais bem pequenos devem ser movimentados com uma maca tenha certeza que o material que você vai usar resistirá ao peso do cão · imobilização com o cambão o cambão é uma haste rígida de metal com um laço na ponta É muito usado para a captura de animais que não permitem a aproximação pode ser improvisado com um pedaço de madeira com uma argola na ponta e uma corda se houver desconfiança de trauma ou fratura na coluna vertebral o melhor a fazer é transportar o animal sobre uma superfície plana tábua de madeira ou algo similar os métodos de contenção apresentados não são cruéis nem causam dor ou prejuízo aos animais se aplicados conforme descrito alguns podem ser desconfortáveis mas permanecerão apenas o tempo suficiente para tratar o animal deixar de usar um método de contenção é muito arriscado principalmente quando não se conhece o animal que precisa de socorro transporte o animal em situação de emergência principalmente em casos de atropelamento fraturas ou suspeita de hemorragia interna deve ser manipulado o menos possível movimentos bruscos podem agravar o quadro improvise uma maca usando um cobertor lençol ou toalha 16 guia de primeiros socorros capítulo 3 ­ métodos de contenção e transporte 17

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capítulo 4 caixa de primeiros socorros este é o material básico que você irá precisar · pomada antibiótica para evitar infecções em cortes e feridas · compressas de gaze 2 a 4 embalagens pequenas para limpar e proteger ferimentos · luvas 1 par para proteger as mãos de quem irá socorrer o cão · rolos de atadura/faixa crepe 2 rolos de tamanho médio para fixar curativos e talas pode ser usada para amordaçar o cão · seringa de 10 ml para irrigar ferimentos com antissépticos e aspirar secreções · esparadrapo micropore 1 rolo médio para fixar a faixa crepe em curativos ou imobilizar as patas de gatos que arranham · termômetro para avaliar a temperatura retal · pinça para remover espinhos e larvas da pele ou objetos estranhos da garganta · tesoura pequena com ponta arredondada para cortar pelos e faixa crepe · álcool antisséptico 1 frasco pequeno para desinfetar as mãos de quem irá socorrer o animal e materiais metálicos pinça e tesoura · antisséptico líquido de dakin Água oxigenada 10 vol ou iodo povidine para desinfetar ferimentos cortes e outras lesões da pele · focinheira de nylon opcional para evitar mordidas · soro fisiológico 4 ampolas de 10 ml cada para limpar ferimentos e queimaduras · lanterna pequena opcional para observar cavidades e avaliar o reflexo da pupila 18 guia de primeiros socorros capítulo 4 ­ caixa de primeiros socorros 19

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capítulo 5 como fazer curativos curativo é o procedimento de limpeza desinfecção e proteção de uma lesão qualquer prepare o local que receberá o curativo use luvas corte ou raspe com lâmina de barbear a pelagem em volta da ferida isso facilitará a visualização limpeza e fixação do curativo a limpeza de um ferimento deve ser feita com soro fisiológico fure a bisnaga com de soro o líquido com uma agulha grossa ou um pequeno corte é feito com a tesoura lave a lesão com jatos de soro esse procedimento permite que o local seja limpo pois os pelos e todo tipo de sujeira serão eliminados seque o ferimento com gaze após ter feito a lavagem para desinfetar a ferida podemos usar vários tipos de antissépticos há aqueles que preferem usar água e sabão para eliminar bactérias também é eficaz Água oxigenada líquido de dakin cuidado pois ele mancha a roupa e iodo povidine são muito utilizados nos curativos não use iodo em gatos pois ele pode se intoxicar aplique o antisséptico sobre o ferimento e vá secando com uma gaze pomadas antibióticas podem ser usadas no final e ajudam a evitar infecções o ferimento deve estar limpo e seco sem sangue pus ou sujeira para que o antibiótico atue bem se optar por usar a pomada aplique uma boa quantidade sobre uma gaze e cubra o ferimento com ela após a desinfecção da ferida mantenha o local protegido use ataduras de gaze limpas e secas para esse fim aplique-as sobre o ferimento já limpo fig 2 fig.1 fig.2 para fixar a gaze uma faixa crepe é o mais indicado pois o esparadrapo ficará aderido aos pelos e causará incômodo quando possível enfaixe o local e fixe a faixa crepe com esparadrapo se o curativo começar a sair do lugar você terá que fixá-lo na pelagem usando faixas de esparadrapo quando for trocar um curativo observe se a gaze está aderida ao ferimento se estiver umedeça o local com soro fisiológico até que a gaze de desprenda isso evita que o ferimento sangre os animais detestam curativos e a primeira reação será tentar arrancar tudo com a boca É importante usar um colar de contenção cap 3 para garantir a integridade do curativo que você fizer troque o curativo diariamente ou em dias alternados seu veterinário poderá indicar os produtos a serem usados nos curativos e a frequência com que você deve trocá-los 20 guia de primeiros socorros capítulo 5 ­ como fazer curativos 21

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capítulo 6 estado de choque significa um deficiente suprimento de sangue para os órgãos vitais uma condição que pode ser fatal o que fazer no caso de choque você vai precisar de cobertor gaze termômetro e bolsa térmica aquecida · o que fazer mantenha o animal deitado de lado posicione a cabeça e região do tronco mais baixos do que a parte traseira do corpo isso garantirá que o sangue chegue ao cérebro e coração aqueça o animal enrole-o em um cobertor e coloque uma bolsa térmica ou garrafa com água quente próxima a ele se for possível controle a temperatura com o termômetro · os sintomas do estado de choque são temperatura do corpo baixa principalmente nas patas e orelhas batimentos cardíacos acelerados respiração acelerada pode ou não haver perda da consciência gengivas muito pálidas pupilas dilatadas extremidades o animal pode entrar em estado de choque em casos de hemorragia grave atropelamento envenenamento choque elétrico intenso desidratação severa queimaduras graves e outras situações de emergência quando o cão/gato entra em choque a respiração e os batimentos cardíacos estão acelerados porém fracos essa é uma condição muito grave e requer atendimento imediato É importante realizar algumas manobras para minimizar as consequências do choque a principal delas a falta de suprimento sanguíneo no cérebro isso pode deixar sequelas neurológicas no animal por esse motivo o animal em estado de choque deve ser encaminhado a uma clínica veterinária o mais depressa possível para que receba o tratamento necessário usando um pedaço de gaze coloque a língua do cão para fora de um dos lados da boca para garantir que a respiração não seja obstruída estanque qualquer hemorragia cap 8 transporte ou movimente o animal delicadamente para evitar traumatismos maiores e dores se possível improvise uma maca com um cobertor ou toalha grande cap 3 procure auxílio veterinário o mais rápido possível para isso tenha sempre à mão o telefone e endereço do hospital veterinário 24hs mais próximo de sua localidade ou clínica veterinária bem equipada para atender emergências 22 guia de primeiros socorros capítulo 6 ­ estado de choque 23

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capítulo 7 parada cardíaca durante a parada cardíaca o coração cessa de bombear sangue para o restante do organismo ela pode ocorrer isoladamente ou acompanhada de parada respiratória o que fazer no caso de parada cardÍaca você vai precisar de nenhum equipamento é necessário · o que fazer mantenha o animal deitado do lado direto inicie a massagem no coração o mais depressa possível · massagem cardíaca coloque as duas mãos sobre o coração do animal faça pressão firme e rápida sobre a região e solte como se estivesse bombeando você deve pressionar rápido e soltar uma vez por segundo no caso de cães muito pequenos ou gatos use as pontas dos dedos para pressionar o coração massageie por 30 segundos 30 pressões e observe se os batimentos cardíacos voltam continue realizando esse procedimento a caminho do veterinário se o coração não voltar a bater se você já realizou a massagem cardíaca por mais de 30 minutos mas sem sucesso dificilmente o animal sobreviverá importante no caso de você ter que realizar a massagem cardíaca e a respiração artificial cap 7 ao mesmo tempo faça uma sequência de 5 ou 6 pressões sobre o coração intercalada por uma respiração · quando ocorre em animais que receberam forte choque ao morder fios elétricos após atropelamentos quedas afogamentos ou traumatismos graves cães e gatos cardíacos submetidos a estresse ou exercícios intensos podem sofrer parada cardíaca · sinais colocando a mão sobre o lado esquerdo do peito do animal não há evidência de batimentos cardíacos o coração é o órgão responsável pela circulação do sangue que irá nutrir as células e promover a oxigenação dos tecidos quando ele para de exercer essa função as consequências são graves o local mais rapidamente afetado é o cérebro se o tecido cerebral permanecer mais do que dois minutos sem oxigênio lesões irreversíveis nas células nervosas poderão ocorrer a reanimação cardíaca deve ser feita imediatamente assim que se for detectada a ausência dos batimentos do coração dica você também pode verificar se o coração parou de bater ou não encostando o ouvido no lado esquerdo do tórax do animal 24 guia de primeiros socorros capítulo 7 ­ parada cardíaca 25

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capítulo 8 parada respiratória durante a parada respiratória o pulmão deixa de realizar trocas gasosas não há inspiração nem expiração ela pode ocorrer isoladamente ou acompanhada de parada cardíaca o que fazer no caso de parada respiratÓria você vai precisar de lenço ou qualquer pedaço de tecido fino · o que fazer mantenha o animal deitado do lado direto observe se há alguma obstrução na garganta causada por sangue ou objetos no caso de líquidos tente aspirar com uma seringa não tente tirar objetos da garganta pressione fortemente as costelas do animal para que o objeto seja expulso inicie a respiração artificial imediatamente · respiração artificial feche a boca do cão/gato e a mantenha fechada cubra o focinho com um lenço ou pedaço de pano para evitar o contato direto com as narinas do animal eleve a cabeça do cão/gato e encoste sua boca no focinho dele sopre para dentro das narinas até sentir que o peito do animal se eleva em seguida deite a cabeça dele e pressione as costelas delicadamente para que o ar saia em 1 minuto repita o procedimento de 8 a 10 vezes verifique se o animal volta a respirar continue a respiração artificial caso ele ainda não esteja respirando sozinho nota para massagem cardíaca e respiração artificial ao mesmo tempo 5 ou 6 pressões sobre o coração seguidas por uma respiração · quando ocorre nos mesmos casos da parada cardíaca ou seja em animais que receberam forte choque ao morder fios elétricos após atropelamentos quedas afogamentos ou traumatismos graves e outras situações emergenciais · sinais observando o tórax do animal não há evidência de movimentos respiratórios os pulmões realizam trocas gasosas no organismo e em conjunto com o coração são responsáveis pela oxigenação das células sem oxigênio os tecidos morrem como no caso de parada cardíaca o cérebro é rapidamente afetado durante a parada respiratória se o tecido cerebral permanecer mais do que dois minutos sem oxigênio podem ocorrer lesões irreversíveis nas células nervosas a reanimação pulmonar deve ser feita imediatamente ao se notar que não há movimentos respiratórios dica você também pode verificar se o animal não está respirando encostando um pequeno espelho no focinho se embaçar ele está respirando 26 guia de primeiros socorros capítulo 8 ­ parada respiratória 27

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