O Penitenciarista - edição março/abril 2012

 

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O Penitenciarista

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ano 2 n° 06 distribuição interna tiragem bimestral março/abril 2012 museus institucionais quando pensamos em museu lembramos de patrimônio cultural coleção e memória aquisição de acervo documentação conservação preventiva segurança montagem de exposição ação educativa interação museu-comunidade mas e se toda essa estrutura estiver ligada a uma outra instituição É o que ocorre com o museu penitenciário paulista que integra a estrutura da secretaria da administração penitenciária existem diversos museus com essa característica assim pretendendo encontrar soluções conjuntas para a realidade desses centros e museus em 2011 iniciamos reuniões para criação da rede de museus institucionais de são paulo com a rede buscamos iniciar uma série de ações comuns para difusão cultural implementando exposições conjuntas e desenvolvendo uma política de preservação e conservação através do revezamento de profissionais de forma a equacionar a necessidade de adaptação ao estatuto de museus com a necessidade de responder a uma estrutura organizacional museu penitenciário paulista em ação de olho no acervo título da obra sem título autor nando ano 1976 o museu penitenciário paulista participará mais uma vez da semana de museus evento organizado pelo instituto brasileiro de museus ibram/minc que no ano de 2012 realizará a 10ª edição a 10ª semana de museus ocorrerá entre os dias 14 e 20 de maio e abordará o tema museus em um mundo de transformações ­ novos desafios novas inspirações o museu penitenciário paulista participará da programação com dois eventos o primeiro evento será realizado em parceria com o museu do tribunal de justiça de são paulo e será a primeira vez que o museu penitenciário paulista apresentará seu acervo na cidade de são paulo desde a ultima exposição em 2005 a exposição o poder judiciário e o sistema penitenciário um panorama da memória institucional realizar-se-á no tribunal de justiça de são paulo localizado na praça da sé s/nº na cidade de são paulo entre os dias 11 e 22 de maio de 2012 o tribunal de justiça fica aberto das 13hs às 18hs de segunda a sexta feira o evento é aberto ao público já o segundo evento será realizado na sede da secretaria da administração penitenciária no dia 17 de maio de 2012 das 14hs às 17hs com a palestra museu penitenciário a gênese de um museu institucional e as transformações do sistema penitenciário paulista ­ novos desafios e novas inspirações caso haja interesse dos servidores participarem da palestra devem entrar contato com a equipe do museu informando nome e número do rg pelo telefone 0xx11 3206-4888 o penitenciarista· 1

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por guilherme silveira rodrigues a casa de detenção podia ser viciados as compravam fiado e tenciados terminava por contaminar equiparada à maioria das cidades depois para pagar eram obrigados a todos naquela época a aids era do estado de são paulo e também a se submeter aos mais humilhan desconhecida mas já espalhava do brasil tal era a imensidão de sua tes vexames obrigavam a visita a seu malefício principalmente na popopulação que chegou a atingir introduzir materiais ilícitos na unida pulação carcerária os óbitos eram mais de 8.000 oito mil presos de iam para o seguro ou até mesmo diários e mesmo depois de ser dessua organização interna não di pagavam com a vida coberta e difundida sua gravidade ferenciava em nada das demais os sentenciados pareciam não acresociedades pois possuía códigos ditar e continuavam a se drogar em próprios e imutáveis que deveriam grupos sem o menor cuidado ser obedecidos no final da década na casa de detenção em razão de 70 início dos anos 80 a droga da pouca instrução dos sentenciapredominante não só nas cadeias dos onde uma grande parte não mas nas ruas era a maconha consabia ler nem escrever a ignorância sumida em grande escala e inobservância dos mínimos cuidanessa época já existiam as pidos de sobrevivência compromecadas porém em menor consumo tiam as campanhas desenvolvidas eram as famosas ampolas de permesmo espereciando pessoalventin ou outras drogas destiláveis mente e com atenção aos detalhes que aos poucos foram substituídas o viciado na maioria das vezes mais insignificantes até hoje não pela cocaína que além de ser chei explorava a família e a obrigava a consegui concluir qual o pior a corada podia ser injetada na veia pagar suas dívidas nem que para caína com os malefícios apontados a explosão foi enorme em pouco isso tivesse que vender tudo o que ou o crack droga barata e poderotempo a cocaína ultrapassou todas tinha sempre prometendo ser a últi sa que surgiu na sociedade e nas as outras drogas e passou a ser a ma vez o que raramente acontecia prisões substituindo outras drogas droga da moda era mais cara que a as picadas trouxeram uma acom viciando e dizimando quem com ela maconha e também motivo de rus panhante sinistra a aids que com tem contato gas entre os internos da casa de a utilização de seringas hipodérmidetenção cas por um mesmo grupo de sen drogas penitenciÁrias femininas os novos estabelecimentos femininos da sap são os primeiros construídos respeitando as particularidades e necessidades das mulheres principalmente as que dizem respeito à saúde a medida é inédita tendo em vista que as unidades femininas do estado de são paulo eram unidades masculinas adaptadas entre as novidades previstas estão alas destinadas exclusivamente à amamentação para atender gestantes e lactantes consultórios médicos odontológicos enfermagem e primeiros socorros espaço para atividades esportivas biblioteca oficinas de trabalho áreas de convivência e visitas inclusive com playground e salas educativas para crianças Áreas específicas para visita íntima e creche ao invés de muralhas as novas penitenciárias terão alambrados com torres de vigilância rampas de acessibilidade e sanitários destinados a portadores de mobilidade reduzida e cadeirantes além de sinalização tátil de alerta as mães presas ficarão por seis meses com os bebês após esse período durante os fins de semana as crianças ficarão na creche da unidade eo fim das revistas para os familiares quando entram para a visita pátio interno celas área interna penitenciária feminina ii de tremembé 2 ·o penitenciarista

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histÓria dos estabelecimentos penais penitenciÁria feminina sant´ana entrada do prédio da administração 1940 vista parcial dos três pavilhões 1940 presos trabalhando na alfaiataria 1930 banda de presos 1930 presos se exercitando no pátio 1930 presos trabalhando na mercearia 1930 vista parcial de um dos pavilhões nos dias atuais entrada atual do prédio da administração vista atual da entrada museu prisional do texas o museu prisional do texas oferece um vislumbre fascinante da vida dos presos naquele estado o museu apresenta exposições diversas detalhando a história do sistema carcerário do texas tanto do ponto de vista dos presos como dos funcionários que trabalharam dentro dos muros das prisões o museu é localizado nas mediações da atual prisão de huntsville e é freqüentado por um variado público desde estudantes de escolas até turistas americanos e do mundo o museu prisional do texas existe desde 1989 é uma corporação sem fins lucrativos beneficente supervisionado por um conselho de curadores e tem como missão recolher e manter artefatos documentos histórias orais fotografias e todos os acervos de museus das prisões a fim de preservar e divulgar a história e a cultura do sistema prisional do texas educando o povo desse estado e do mundo o penitenciarista· 3

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sistemas penitenciÁrios presos ainda é uma forma de aplicabilidade de punição e controle penitenciário pode-se dizer que o sistema filadélfico ou pensilvânico é uma mistura das experiências inglesa e holandesa do século xvi com as ideias reformadoras de beccaria howard e benthan além dos princípios do direito canônico a religião era tida como instrumento capaz de recuperar o preso não sendo dado a ele o direito de se comunicar silent system mas apenas de permanecer em silêncio meditando e orando esse isolamento celular se constituía praticamente em uma tortura que na verdade em nada contribuía para a reabilitação do criminoso conferindo à pena somente um caráter retributivo e expiatório não havia nenhum critério técnico de avaliação do comportamento dos condenados sendo utilizados apenas o senso comum dos responsáveis pelos agrupamentos prisionais mesmo com a queda do sistema filadélfico era consenso entre os criminalistas da época e os atuais de que tal estrutura constituiu a ideia abstrata da sanção penal moderna servindo de base para os outros que surgiram posteriormente pode-se dizer que o sistema pensilvânico foi uma pedra bruta lapidada na medida em que se foi constatando suas imperfeições e defeitos o que acarretou reformas e alterações ideológicas sempre na busca da maneira correta de utilizar a privação do direito à liberdade como recuperação de delinqüentes o sistema pensilvânico propagou-se para outras prisões porém recebeu inúmeras críticas por ocasião do congresso penal e penitenciário de praga em 1830 diziam seus críticos que sua extrema severidade e solidão impedia a readaptação social do apenado dicas livros e filmes na prisão é um relato autobiográfico em quadrinhos de kazuichi hanawa sobre o tempo em que esteve preso em 1994 o autor foi detido por porte ilegal de arma enquanto testava nas montanhas suas novas armas foi condenado na prisão há 3 anos de prisão de dentro do cárcere hanawa começou a escrever uma série para revista ax no início descreveu o local onde ficavam os acusados enquanto são julgados e a partir da terceira edição passou a descrever a penitenciária as histórias narravam uma série de acontecimentos corriqueiros e cotidianos episódios sobre o café da manhã os livros da penitenciária o desejo de fumar descritos em desenhos um registro raríssimo da vida atrás das grades no japão a ilha do diabo não é somente uma prisão é um purgatório onde homens pagam por seus crimes sofrendo as maiores degradações e brutalidades localizada na guiana francesa é um papillon lugar cercado por uma floresta impenetrável de onde é impossível fugir henri charrière steve mcqueen conhecido por papillon devido à tatuagem de uma borboleta que carrega em seu peito e louis dega dustin hoffman seu companheiro trabalham ininterruptamente para poder fugir pois o espírito de papillon se recusa a ser corrompido pelo sistema selvagem humilhante e desumano daquela prisão equipe sap/mpp sidney soares de oliveira joão carlos gomes da silva gisele ribeiro guimarães colaboradores guilherme silveira rodrigues rosa alice taschetti ricci camila caram penitenciária oriental da philadelfia 1829 os primeiros registros a respeito dos sistemas penitenciários surgiram nos estados unidos porém como já relatado em edição anterior sua invenção é atribuída à europa do século xviii com fortes inspirações dos ideais religiosos a primeira prisão norte-americana foi criada em 1776 mas só no ano de 1790 com a influência de sociedades formadas por intelectuais da filadélfia começou a ser implantado aquilo que se tornaria a principal característica desse sistema o isolamento celular com essa metodologia o sistema incentivava o condenado a buscar a reflexão a oração e a abstinência às bebidas alcoólicas para alcançar sua ampla recuperação posteriormente à construção da primeira prisão norte-americana foi edificado em seus jardins um prédio destinado exclusivamente à aplicação do chamado confinamento solitário solitary confinement todavia os confinados poderiam trabalhar com os outros durante o dia aplicando-se rigorosamente a lei do silêncio essencialmente o isolamento celular tinha como regra a obrigação do silêncio a meditação e a oração como formas de pagar a pena reduziam os gastos com vigilância mesmo tendo causado graves efeitos o isolamento de com a palavra o servidor fico contente que nossa história sap seja divulgada pois assim seremos sempre lembrados como uma instituição que evoluiu com o tempo e o trabalho na matéria homenageando o dr pedrosa lembrei fielmente dessa tarde fatídica que o dr guilherme mencionou sequestro da filha pois era uma das alunas que estavam no anfiteatro aquele dia muito obrigada pelo exemplar camila caram ­ diretora técnica iii da penitenciária feminina de campinas participe envie-nos fotos histórias dos estabelecimentos penais do estado para a próxima edição do o penitenciarista mande sua opinião para o informativo museupenitenciário@sap.sp.gov.br acompanhe-nos 4 ·o penitenciarista

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