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o livro impresso eo renata kuba são paulo 2012
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impresso o livro eo © centro universitÁrio senac 2012 autora renata kuba orientador jorgson smith capa renata kuba projeto gráfico e diagramação renata kuba revisão paulo falcade contato da autora e-mail tatakuba@gmail.com site kubatti.carbonmade.com contato do revisor paulofalcade@hotmail.com
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agradecimentos agradeço primeiramente aos meus pais e irmãos por serem sempre meus grandes ídolos e maiores exemplos de vida ao meu orientador pelo apoio e conversas que proporcionaram a construção de toda minha linha de pensamento ao meu companheiro yukiti por me auxiliar na correria desta pesquisa e por insistência de minha parte sempre palpitar na confecção deste projeto aos meus amigos que sempre estiveram comigo durante toda minha vida e me abençoaram com os momentos mais divertidos para me distrair de tanto estudo agradecer é a mínima partícula que devo à estas pessoas que muito fizeram por mim talvez minhas palavras jamais expressem os sinceros sentimentos que tenho e sejam na verdade uma dívida eterna de carinho e gratidão.
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o rovrvoirviolisgsiedrpmi ¶ má coisa é fomentar o gosto pela leitura nas crianças quando os jovens leitores forem mais crescidos estarão indefesos perante a vida que é ágrafa analfabeta e audiovisual onetti juan
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resumo o tema desta pesquisa aborda o livro impresso em meio às mídias digitais englobando as influências dessa última no mercado editorial as grandes discussões sobre o fim do livro e a corrida das mídias offline em passar para versões digitais além da busca de inovações e interatividade foram os fatores decisivos para escolha do tema o objetivo desta pesquisa consiste em mostrar as vantagens de cada plataforma bem como as evoluções tanto das mídias impressas quanto das digitais tratando desde o surgimento do livro até a transposição para o mundo digital este estudo apresenta dados históricos que se encontram na obra de laurence hallewel análises dos materiais e reflexões sobre valores intangíveis dos suportes com apoio dos pensamentos de giselle beiguelman para construir as considerações gerais desta pesquisa foi feita uma análise e um estudo comparado de obras nas plataformas impressas e digitais palavras-chave livro impresso e-books e interatividade abstract t he theme of this research is about the printed book insert in the digital media world which embraces the influences of the digital media in the publishing market discussions about the extinction of the book as well the role of offline media in moving to digital versions and the search of innovation and interactivity were the deciding factors for choosing the theme the goal of this research is to show the advantages of each platform as well as the evolution of both since the beginning of the book until the transposition into the digital world the study presents historical data found in the work of laurence hallewel analysis of materials and reflexion on intangible values with the support of giselle beiguelman s thoughts eventually in order to build the general considerations of this research analysis and comparative study of printed works and digital platforms were done keywords printed book e-books and interactivity.
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sumário introdução 9 1 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 0 11 23 capítulo 1 a origem do livro e o livro no brasil 1.1 a origem do livro 12 1.2 o mercado editorial no brasil 17 1 0 0 1 0 1 capítulo 2 0 a evolução do livro 2.1 livros pop-up 25 2.2 livros pocket 27 2.3 enciclopédias 28 2.4 livros objetos/experimentais 31 2.4.1 juice collection 34 2.4.2 bartleby o escrivão 35 2.4.3 revista domus 36 1 0 1 0 0 39 capítulo 3 os e-books 3.1 a história 40 3.2 os formatos 42 3.3 as vantagens 42 3.3.1 interface interativa 42 3.3.2 economia 43 3.3.3 agilidade e comodidade 45
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3.3.4 sustentabilidade 45 3.3.5 armazenamento e portabilidade 46 3.3.6 leitura coletiva 47 0 3.4 obstáculos no contexto brasileiro 47 1 0 3.5 o livro é mais confiável 47 1 3.6 as editoras e os autores 49 0 3.7 limitação de criatividade 51 0 1 0 capítulo 4 1 0 análise e pesquisa comparativa 1 0 4.1 os livros digitais 54 1 4.2 interativos 55 0 4.2.1 alice in wonderlands 55 0 4.2.2 a menina do narizinho arrebitado 58 4.2.3 nawls 59 4.3 interatividade mútua e reativa 61 4.4 outros materiais impressos que migraram para o digital 64 4.4.1 jornal 64 4.4.2 e-magazines 66 4.4.2.1 project 68 4.4.3 e-learning 71 1 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 1 0 1 0 0 1 0 1 53 75 capítulo 5 estudo sobre o futuro do livro referências 81
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o livro impresso e o digital 8
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grande evolução da tecnologia empregada nos meios de comunicação se tornou um assunto muito discutido todo mês na sede da câmera brasileira do livro localizada no bairro de pinheiros em são paulo reúnem-se cerca de 20 pessoas com diversas formações sendo advogados empresários executivos entre outros essas pessoas estão ligadas ao mercado editorial e a distribuição de livros e todas sentem suas profissões ameaçadas e possuem a mesma preocupação o futuro do livro superinteressante 2009 de fato a tecnologia na comunicação vem crescendo aceleradamente e as vantagens dos livros digitais estão cada vez mais evidentes a praticidade de poder adquirir um livro instantaneamente e armazenar diversas obras em um único aparelho sem contar o preço mais baixo e a comodidade de poder ler até mesmo no seu aparelho celular todos esses recursos enfrentam diretamente o livro impresso e produzem consequências para ambos os suportes de um lado o livro tradicional sendo ameaçado e obrigado a explorar recursos mais criativos e do outro o livro digital preso à cultura do offline tentando se distanciar cada vez mais do livro impresso e buscando recursos interativos essa discussão tão atual e que invade cada vez mais a vida do leitor foi o tema escolhido para esta pesquisa com o objetivo de elaborar uma análise completa do livro impresso e do digital inicia-se o primeiro capítulo com um panorama geral do surgimento do livro e também do seu desenvolvimento no brasil já no segundo capítulo apresentam-se uma pesquisa e uma análise mostrando a evolução do livro a criação de projetos cada vez mais inovadores e as experiências que eles a introdução
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levam aos leitores no capítulo seguinte inicia-se a história dos livros digitais e apresentam-se as vantagens que eles proporcionam aos usuários É neste capítulo que se percebe que quando se fala no mundo digital pode-se usar a termologia de usuário para se referir ao leitor isso porque no geral os grandes desenvolvedores de web usam esse termo para identificar seu público-alvo no quarto capítulo será apresentada uma pesquisa comparativa entre alguns materiais que possuem a versão impressa e digital além disso há uma discussão sobre dois tipos de interatividade e exemplos de projetos que contemplam cada tipo ainda nesse capítulo terá uma análise de outros materiais que foram transportados para o digital como os jornais e as revistas para concluir no último capítulo aborda-se todo estudo feito durante a pesquisa ressaltando os pontos analisados e elaborados em uma reflexão sobre o futuro do livro impresso em meio às novas mídias digitais essa pesquisa objetiva aprofundar os conhecimentos nos âmbitos históricos técnicos e empíricos tanto dos livros impressos quanto dos digitais e também ressaltar como o contexto histórico e por consequência a cultura da sociedade modificam toda evolução dessas plataformas dessa forma o estudo aprimorará e dará suporte para que o leitor esteja informado e assim apto a sugerir e refletir sobre o tema que levanta tantos questionamentos no mundo atual.
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capítulo a origem do livro e o livro no brasil 1
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o livro impresso e o digital 12 1 1.1 a origem do livro o surgimento do livro está bastante ligado à história da escrita que por sua vez consiste em um conjunto de códigos capazes de armazenar e transmitir informações desde os primórdios o homem já sentia vontade de se comunicar e mesmo os homens das cavernas já tentavam registrar nas paredes de suas moradias desenhos que representavam pensamentos porém esses desenhos não eram considerados como escrita pois cada traços eram feitos por ideias pessoais ou seja não mantinham um potencial de comunicação com outros homens pois não eram padronizados ao lembrar da semiótica os desenhos produzidos eram signos no âmbito de ícones e índices ao passo em que somente com o advento da escrita foi que puderam falar na terceiridade como explica charles sanders peirce são legi-signos dotados de leis e padrões que esteticamente não representam o seu objeto mas por um conjunto de leis possuem poder de representação isso quando falamos da comparação entre os desenhos na caverna com a escrita pois se pensarmos nas palavras faladas elas já se encontram na terceiridade ao concluir este conceito parte-se para analisar o advento da escrita explicando que o seu início veio muito antes do papel os sumérios gravavam suas escrituras em suportes de argila e usavam um objeto com formato de cunha para grafá-las desenvolvendo assim a escrita cuneiforme a mais antiga forma de escrita conhecida por volta de 3.500 a.c que se consistia em pictogramas sintetizados já no egito o suporte utilizado era o papiro que provinha de uma parte de planta e que também foi usado pelos romanos que criaram o volumen um cilindro no qual o papiro era enrolado e a leitura se dava conforme o volumen era desenrolado febvre 1992
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a origem do livro e o livro no brasil o alfabeto egípcio possuia somente consoantes enquanto os fenícios usavam pictogramas com fonemas e tempos depois os gregos adicionaram as vogais a partir do alfabeto fenício criando o alfabeto jônico os romanos em virtude da expansão territorial aprimoraram as escritas e criaram a tipografia quadrata que pode ser encontrada na coluna de trajano bem como as unciais posteriormente o papiro foi substituído pelo pergaminho pois este se conservava por mais tempo por ser de pele de animal e ser mais resistente outro fator para a utilização do pergaminho foi com a criação do códice pois era mais fácil costurá-lo do que o papiro febvre 1992 o pergaminho era muito extenso e passou a ser retalhado em folhas soltas que eram reunidas e costuradas ou coladas e por fim encapadas com algum material mais rígido a partir do século iv os cristãos padronizaram esse formato de manuscrito para suas escrituras sagradas conhecidos como códice esse formato se diferenciava da literatura pagã que ainda usava os rolos de pergaminho e então os códices se designaram na idade média como o próprio formato das escrituras cristãs assim considera-se a origem do livro a partir do momento que os códices foram criados pois eles apresentavam sua estrutura similar aos livros de hoje e que antes tal formato não existia machado 1997 arlindo machado faz um questionamento ao que se chama de livro e o conceito de sua palavra hoje chama-se de livro o formato que veio do códice contudo a palavra livro liber atribuía uma ideia mais ampla designava qualquer suporte que fixasse um pensamento seja uma madeira pergaminho 13 uma parte do papiro rhind datado aproximadamente no ano 1650 a.c arquivado no museu britânico londres pergaminho do egito guardado no museu do louvre exemplo de pergaminho.
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