Chicos 34

 

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e-zine literária de Cataguases MG - Brasil

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chicos n 34 abril 2012 e-zine de literatura e idéias de cataguases ­ mg capa dedim de prosa esta é a primeira edição deste ano deveria ter sido publicada no dia 29 de fevereiro deste bissexto 2012 mas por problemas de saúde de um dos nossos editores só podemos concluí-la neste abril pedimos desculpas aos nossos colaboradores e leitores pelo atraso a e-zine abre com um poema inédito de emerson teixeira cardoso inspirado em um de nossos mestres a flau nos manda lá de belo horizonte au e mais alguns de seus belos poemas a flausina nos apresentou e levamos a vocês a ótima poesia de carlos figueiredo mais um poeta argentino aparece entre nós É jorge figueroa em tradução de ronaldo cagiano o baiano de itaobim antônio perin relê ao seu modo um fragmento de gabriel franco sobre foto de vicente costa do último romance de fernando cesário josé vecchi reaparece aqui em mais uma de suas saborosas editores emerson teixeira cardoso josé antonio pereira narrativas josé antonio pereira relembra o ambiente em que vivia quando do golpe militar de 1964 colaboradores desta edição adelton gonçalves alberto bresciani antônio perin carlos figueiredo flausina márcia da silva joaquim branco jorge figueroa josé vecchi de carvalho manoel hygino dos santos ronaldo cagiano adelton gonçalves em a poesia do cotidiano nos conduz pela poesia de ronaldo cagiano apresentamos aqui o poeta neo-cataguasense alberto bresciani que nos fala de seu livro de estréia aqui na chicos o emerson a flau na última edição regularmente falamos de rosário fusco agora quem nos dá uma ótima contribuição sobre ele é joaquim branco outro que sempre nos apoia e aparece aqui é o escritor e jornalista manoel hygino ele nos premia com uma bela resenha do os olhos vesgos de maquiavel de fernando fale conosco em cesário encerramos com o ronaldo cagiano falando de domingos sem deus último romance da fantástica pentalogia de luiz ruffato num texto publicado em vários veículos da imprensa do país chicos.cataletras@hotmail.com visite-nos em http chicoscataletras.blogspot.com 1

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sumário emerson teixeira cardoso canção do inexílio flausina mÁrcia da silva au e outros poemas carlos figueiredo sou silva e alguns poemas jorge figueroa alguns poemas antÔnio perin esperando meus avós e outros poemas josÉ vecchi de carvalho amor 24 quilates josÉ antonio pereira primeiro de abril de 1964 adelton gonÇalves a poesia do cotidiano alberto bresciani a incompletude humana joaquim branco o apóstolo rosário fusco manoel hygino dos santos olhos de maquiavel ronaldo cagiano um sutil e minucioso observador do proletariado 03 06 10 16 19 22 26 29 33 35 38 40 2

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ao poeta chico cabral minha terra é cataguases onde canto o inexílio a cidade que interiorizo na canção do inexílio ainda existirá 3

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na certeza da incerteza tudo é mar aqui beleza mas se há caminho seguir pra provar o improvável hoje o verso é impreciso amanhã é invencível ao cair inteiro em mim exilar inexilar emergir submergir no mar que é imensurável no próprio nome sentir 4

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insistindo no porvir nada fazendo e fazer havendo tempo não há mas a canção que é invencível decerto sobreviverá minha terra é cataguases cantam aves de gonçalves a canção de não voltar emerson teixeira cardoso cataguases mg autor de similes poesia e coautor de a casa da rua alferes e outras crônicas 5

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au a uma órfã de pai mineiro de nova lima por suas palavras no jornal letra faz palavra soletra poesia traz de longe lia ser celeste terráqueo grande quer minha fala ala-me de permanências mas não sabe de mim 6

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fêmea suspeita aziaga a mina tão velha tão morro tão besta lembra silicose e dor dentro e fora dela carga sem limite cegueira aos burros desastre aos homens lias se eloqüentes perante indenizações cobram barras de ouro no volume dos caixões pais filhos amores esperanças perdidas 7

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sirene faz diário puxa fundo traz de longe trabalho ser celeste terráqueo grande quer meus sentidos minera em mim o brilho da vida são atraentes os homens despojados na pelada o à vontade no mundo o dumbo o bundo o mambo falar dos homens sem perder em poesia leva toda a minha vida 8

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ali baba de bagdá em sonho era quarenta abre-te sésamo caverna tesouro ali babava eu palavra mágica cruzada promete bem se comportar na sua ida à lua mas gostou foi de voltar flausina márcia da silva belo horizonte mg autora de o vaga-lume poesia e sua casa minha cruz poesia 9

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carlos figueiredo nasceu no maranhão em 1943 viveu um bom tempo em belo horizonte viajou pelo mundo e reside em são paulo onde vive a escrever participa sempre de publicações e leituras de poesia a flau é que apresentou sua poesia a nós aqui no chicos sou silva polissêmico de silvícola de negro de marrano cada um a exigir sua vingança em estigmas cravados na memória vivo como aqueles escravos obrigados a ingerir como informa cascudo doses diárias de cachaça para aturdimento 10

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ah o amor que existe entre a árvore e o vento e torna hirta em êxtase a folha e faz o ar no gozo brilhar como se fosse lâmina olavo bilac bebe algo envenenado e de fígado opilado inventa as 3 raças tristes mas no carnaval fica claro nas ruas que são 3 raças nuas Índios negros e gregos 11

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sou um jogo de espelhos e a morte não irá interromper isso apenas o vinho poderá embaçar um pouco todas as imagens vivi uma vida estranha havia sempre uns olhares uns detalhes uma coisa que era realmente estranha era tudo tão rápido eu era tão pálido e as pessoas viviam dizendo você faz o que você quer e eu queria mas também com todas aquelas lanchonetes e ainda queriam que eu fosse desses que entendem e vivem tudo isso e moram em apartamentos e veem televisão e fumam cigarros eu buscava uma luz o pé dentro do sapato tudo muito normal só que era mesmo realmente uma coisa estranha 12

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eu era triste um simples queria era pegar tocar mais era tocar um jeito queria era que as coisas chegassem com um barulho d água bem com um jeito realmente não dá pra explicar depois eu sei que tudo é muito resumível e havia sempre as coisas os números e as pessoas ficavam olhando umas para as outras explicando como se somam as frações É claro que algo sempre escapava e ficava vagando pelo meio da sala desconfortável 13

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eu da morte quase não morro morro mais de mim que morro dela e em cada encruzilhada que me tem acontecido eu me tenho visto escolher caminho sempre aquele que à ela torna mais fácil o mister que tem comigo chega a ser confortável a vida daqueles habitantes que vivem ao longo da estrada de ferro circunvesuviana que leva ruínas de pompéia e que contemplam do alpendre entre as venezianas a cratera no vértice rombo da montanha hiante náufragos o que nos resta é menos a esperança da dúvida jamais saberemos por que o que existe existe a história é prima da histeria 14

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