CUIDADOS PALIATIVOS ONCOLÓGICOS

 

Embed or link this publication

Popular Pages


p. 1

instituto nacional de cÂncer cuidados paliativos oncológicos controle da dor in stituto nacional de câncer

[close]

p. 2

ministÉrio da saÚde barjas negri secretaria de assistÊncia À saÚde renilson rehem de souza instituto nacional de cÂncer jacob kligerman coordenaÇÃo e editoraÇÃo instituto nacional de cÂncer centro de suporte terapêutico oncológico/csto rua visconde de santa isabel 274-a vila isabel ­ rio de janeiro ­ rj ­ brasil cep 20560 120 tel e fax 0xx21 2577-9553 e-mail csto@inca.gov.br divisão técnico-científica/dtc e-mail tcient_csto@inca.gov.br coordenação de ensino e divulgação científica seção de produção de material educativo rua do rezende 128 centro cep:20231-092 tel 0xx21 3970-7819 e-mail:mateduc@inca.gov.br ficha catalogrÁfica b823c brasil ministério da saúde instituto nacional de câncer cuidados paliativos oncológicos controle da dor rio de janeiro inca 2001 124p il manuais técnicos bibliografia isbn 85-7318-079-x 1 dor 2 neoplasias 3 cuidados a doentes terminais 4 analgesia 5 entorpecentes i título ii série cdd-616.994 tiragem 1.000 exemplares © 2001 ministério da saúde É permitida a reprodução parcial ou total desde que citada a fonte.

[close]

p. 3

cuidados paliativos oncológicos cont ontr dor controle da dor ministério da saúde instituto nacional de câncer junho/2002

[close]

p. 4

elaboraÇÃo centro de suporte terapêutico oncológico divisão técnico-científica cláudia naylor lisboa mirian teixeira maurilio arthur oliveira martins clínica da dor do hospital do câncer i seção de pediatria oncológica hospital do câncer i inca sima esther ferman departamento de sistemas e redes assistenciais secretaria de assistência à saúde/ms alberto beltrame divisão técnico-científica do csto mariângela freitas lavor cecilia pachá cedc gráfica do inca responsáveis técnicos revisão técnica colaboração assessoria de produção coordenação produção gráfica capa impressão:

[close]

p. 5

prefÁcio a medicina paliativa já reconhecida como especialidade em alguns países visa a tratar pacientes com doença ativa e prognóstico reservado desviando o foco de suas atenções da cura para a qualidade de vida a assistência a pacientes com câncer avançado que não encontram resposta curativa com os tratamentos tradicionais iniciou o caminho da especialização há cerca de 40 anos historicamente o marco de transformação desta assistência se deu na inglaterra quando a drª cecily saunders médica e uma das fundador asdo st christopher hospice em 1967 passou a defender o cuidado a estes pacientes como atribuição de equipe equipe que deveria se empenhar em aumentar a qualidade de vida restante de pacientes e familiares que lutavam com uma doença mortal ao enfocar a diversidade das necessidades destes pacientes contemplar os benefícios da multidisciplinaridade para o êxito dos objetivos e incluir os familiares na problemática da doença avançada drª cecily saunders moldou o futuro do que conhecemos hoje por cuidados paliativos os quais diferem da medicina paliativa pela interdisciplinaridade para a organização mundial da saúde cuidado paliativo é o cuidado total e ativo de pacientes cuja doença não é mais responsiva ao tratamento curativo são da maior importância o controle da dor e outros sintomas como também os psicológicos espirituais e sociais who 1990 a magnitude dos termos cuidado total e ativo dão a exata dimensão da visão ideal sobre cuidados paliativos cuidado no sentido mais amplo possível considerando as necessidades destes pacientes em todos os seus aspectos e ativo no sentido do afastamento da passividade e conformismo em direção a investimentos pelo aprimoramento e qualificação da assistência a ênfase na importância dos sintomas psicológicos espirituais e sociais amplia as responsabilidades desta assistência que deve atuar para além do controle de sintomas físicos priorizando o alívio do sofrimento humano e considerando o impacto de suas ações segundo as considerações de qualidade de vida dos próprios pacientes a dor é uma das mais freqüentes razões de incapacidade e sofrimento para pacientes com câncer em progressão em algum momento

[close]

p. 6

da evolução da doença 80 dos pacientes experimentarão dor atualmente 70 dos tumores malignos na infância são curáveis no entanto o maior medo enfrentado pelos pais é que sofram neste decurso devemos desenvolver e divulgar rotinas multidisciplinares para assegurar que o alívio da dor é possível na maioria dos casos o adequado preparo da equipe é estratégia fundamental para o controle da dor e sintomas prevalentes em pacientes com câncer avançado sob cuidados paliativos É condição imprescindível que os profissionais de saúde saibam como controlar a dor de pacientes com câncer avançado que reajam contra mitos e conceitos principalmente sobre as drogas disponíveis e que se mantenham atualizados para tanto aborda as possibilidades de tratamento da dor adequado aos recursos disponíveis especialmente neste momento em que o ministério da saúde disponibiliza um arsenal suficiente de medicamentos conforme demonstrado na última parte desta publicação facilitando às secretarias estaduais e municipais de saúde a viabilização de condições para que se possa assistir adequadamente os cidadãos brasileiros.

[close]

p. 7

Índice parte i conceitos em analgesia introduÇÃo o alívio da dor em câncer incidência de dor em pacientes com câncer classificação da dor por seu mecanismo fisiopatológico padrões e tipos de dor avaliação do paciente com dor princípios gerais de controle da dor agentes farmacológicos anti-álgicos terapêutica analgésica avaliação da dose inicial titulação breakthrough pain -dor incidental sedação terminal parte ii processo decisÓrio em analgesia processo decisório em analgesia rodízio e distribuição de opiáceos nos tecidos via de administração abordagem de enfermagem em crianças com dor roteiro para avaliação da dor mensuração da dor recursos auxiliares medidas não farmacológicas estudo dos recursos farmacológicos parte iii breve revisÃo acadÊmica processamento da dor no sistema nervoso sistema nociceptivo parte iv disponibilidade de opiÁceos no brasil parte v bibliografia

[close]

p. 8



[close]

p. 9

siglas adotadas aine s antiinflamatorio não esteróide csto ­ centro de suporte terapêutico oncológico cox cicloxigenase dpoc ­ doença pulmonar obstrutiva crônica ev endovenoso inca/ms ­ instituto nacional de câncer ­ ministério da saúde mdd ­ máxima dose diária mg miligramas mg/dia miligramas dia m3g morfina 3 glucoronide m6g morfina 6 glucoronide nmda n-metil-d-aspartato pa ­ pressão arterial pca -patient controlled analgesia analgesia controlada pelo paciente p s performance status capacidade funcional rxt radioterapia sc subcutânea snc sistema nervoso central snp sistema nervoso periférico tcas antidepressivo tricíclico tens -transcutaneous electrical nerve stimulation estimulação neural elétrica transcutânea vo via oral who-world health organization oms organização mundial da saúde

[close]

p. 10



[close]

p. 11

parte i

[close]

p. 12



[close]

p. 13

paliativos cuidados paliativos oncológicos controle da dor parte i conceitos em analgesia o sucesso no tratamento da dor requer uma avaliação cuidadosa de sua natureza entendimento dos diferentes tipos e padrões de dor e conhecimento do melhor tratamento a boa avaliação inicial da dor irá atuar como uma linha de base para o julgamento de intervenções subseqüentes a natureza pluridimensional da dor significa que o uso de analgésicos pode ser apenas uma parte da estratégia multiprofissional que compreende ação nas angústias físicas psicológicas sociais e espirituais do paciente negociação e planejamento são vitais no processo e requerem boa comunicação da equipe de saúde entre si e com pacientes e seus cuidadores o adequado preparo de enfermeiros é estratégia fundamental para o controle da dor e sintomas prevalentes em pacientes com câncer avançado sob cuidados paliativos os enfermeiros são dos profissionais que mais freqüentemente avaliam a dor avaliam a resposta a terapêuticas e a ocorrência de efeitos colaterais colaboram na reorganização do esquema analgésico e propõem estratégias não farmacológicas auxiliam no ajuste de atitudes e expectativas sobre os tratamentos preparam os doentes e treinam cuidadores para a alta hospitalar em alguns centros de cuidados paliativos como o csto do instituto nacional de câncer ­ inca/ms que mantém acompanhamento de pacientes em domicílio os enfermeiros instituem alteram e adequam terapêuticas medicamentosas para o controle das queixas dolorosas na modalidade assistencial de internação domiciliar sob o respaldo de rotina institucional com o progresso ocorrido no tratamento dos tumores malignos na infância houve um aumento considerável da possibilidade de cura atualmente considerando-se todos os tumores 70 das crianças acometidas podem ser curadas se diagnosticadas precocemente e tratadas por equipes especializadas porém os cuidados paliativos também se fazem necessários às crianças com câncer o tratamento paliativo deve ser instituído desde o diagnóstico e durante todo o curso da doença visando a dar maior conforto ao paciente cura e melhor qualidade de vida o instituto nacional de câncer 13

[close]

p. 14

paliativos cuidados paliativos oncológicos controle da dor 14 maior medo enfrentado pelos pais é que as crianças sofram neste momento É necessário desenvolver rotinas em consenso com a equipe multidisciplinar para assegurar aos pacientes e a seus familiares que o alívio de sintomas e especialmente da dor é possível na maioria dos casos apesar do considerável progresso científico e farmacológico dor continua a ser substancialmente subtratada o uso de opiáceos permanece a área de maior interesse entre muitos médicos e o aumento da variedade das formulações disponíveis reforça a situação instituto nacional de câncer

[close]

p. 15

paliativos cuidados paliativos oncológicos controle da dor o alÍvio da dor em cÂncer de acordo com ainternational association for the study of pain dor é uma sensação ou experiência emocional desagradável associada com dano tecidual real ou potencial ou descrito nos termos de tal dano dor é sempre subjetiva e pessoal a severidade da dor não é diretamente proporcional à quantidade de tecido lesado e muitos fatores podem influenciar a percepção deste sintoma · fadiga · depressão · raiva · medo ansiedade doença · sentimentos de falta de esperança e amparo cecily saunders introduziu o conceito de dor total constituída por vários componentes físico mental social e espiritual pacientes com doença avançada se deparam com muitas perdas perda da normalidade da saúde de potencial de futuro a dor impõe limitações no estilo de vida particularmente na mobilidade paciência resignação podendo ser interpretada como um saldo da doença que progride este conceito de dor total mostra a importância de todas essas dimensões do sofrimento humano e o bom alívio da dor não é alcançado sem dar atenção a essas áreas na experiência dolorosa os aspectos sensitivos emocionais e culturais são indissociáveis e devem ser igualmente investigados todos os aspectos sobre a dor total devem ser claros para a equipe leituras complementares sobre este aspecto são recomendáveis 15 drª cecily saunders médica e uma das fundadoras do st christopher hospice em 1967 ­inglaterra instituto nacional de câncer

[close]

Comments

no comments yet