Para Entender a Internet

 

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noções práticas e desafios da comunicação em rede 1

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para entender a internet licença creative commons esta obra é licenciada por uma licença creative commons atribuição uso não-comercial compartilhamento pela mesma licença 2.5 você pode copiar distribuir exibir e executar a obra criar obras derivadas sob as seguintes condições atribuição você deve dar crédito ao autor original uso não-comercial você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais compartilhamento pela mesma licença se você alterar transformar ou criar outra obra com base nesta somente poderá distribuir a obra resultante com uma licença idêntica a esta para cada novo uso ou distribuição você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra qualquer uma destas condições pode ser renunciada desde que você obtenha permissão do autor qualquer direito de uso legítimo ou fair use concedido por lei ou qualquer outro direito protegido pela legislação local não são em hipótese alguma afetados pelo disposto acima para entender a internet noções práticas e desafios da comunicação em rede organizador juliano spyer @jasper ano de publicação 2009 capa pedro a borges www.pedroatwork.com @pedroaborges diagramação e projeto gráfico josiane camacho @josianecl 2

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noções práticas e desafios da comunicação em rede caro leitor este é um livro diferente um livro aberto que convida você a participar dele por este endereço http paraentenderainternet.blogspot.com você pode interferir neste projeto de três maneiras comentando o objetivo de ele estar na internet é dar a possibilidade para pessoas interessadas nos assuntos dos artigos trocarem idéias entre si e também com os autores o resultado dessa conversa poderá ser aproveitado para enriquecer o artigo divulgando o conteúdo integral deste livro está registrado com uma licença creative commons que autoriza quem quiser a copiar e distribuir este material contanto que ele não seja usado com fins comerciais remixando você pode usar os artigos deste livro para criar produtos derivados como por exemplo uma apresentação ou um vídeo caseiro sem se esquecer de dar crédito aos autores e de disponibilizar a obra com a mesma licença para que outras pessoas possam continuar tirando proveito do conhecimento e mais junto com o nome dos autores você também vai encontrar o nome de usuário de cada um no twitter se você gostar de um texto pode passar a acompanhar o autor online e interagir com ele se você não sabe o que é twitter pule para a página 45 para ler sobre micro-blogging 3

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para entender a internet sumário 6 7 8 10 12 14 16 18 20 21 23 25 27 28 30 31 32 34 36 38 39 41 43 45 46 48 50 52 55 57 4 apresentação noções beta josé mauro kazi capital social whuffie cris dias cauda longa marcelo coutinho co-working pablo handl cultura do remix alexandre matias cyberpunk fábio fernandes ética hacker dalton martins interatividade alex primo metodologias ágeis manoel lemos rede social raquel recuero viral rafael ziggy web 2.0 juliano spyer práticas blog edney souza bridge-blogger daniel duende comunidades de prática bárbara dieu consumer-to-consumer c2c wagner tamanaha creative commons ronaldo lemos fotografia digital renato targa jogos eletrônicos carlos estigarribia jornalismo colaborativo ana brambilla micro-blogging fábio seixas mobile luli radfahrer open space barcamp luiz algarra peer-to-peer p2p andré passamani podcast diego franco propaganda online carlos merigo wiki alexandre hannud abdo

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noções práticas e desafios da comunicação em rede 59 60 62 64 66 68 70 72 74 76 78 80 82 85 desafios brecha digital exclusão digital rodrigo savazoni cyberbullying rosana hermann ecologia digital josé murilo junior lei azeredo fernando gouveia lei eleitoral e internet soninha francine lixo eletrônico felipe fonseca pirataria sérgio amadeu privacidade alessandro barbosa lima spam marcelo vitorino voluntariado em rede bruno ayres e marianna taborda considerações finais leitura recomendada autores 5

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para entender a internet apresentação para entender este livro conhecimento é que nem esterco se não espalhar não presta d maria há doze anos participo desta indústria e de dentro acompanho as pessoas que estão pensando a web introduzindo tendências e ajudando a cultura da comunicação em rede se enraizar no brasil todos os ativistas profissionas e acadêmicos convidados a participar deste livro têm esse perfil eles compartilham a visão de que uma mudança sem volta está acontecendo na sociedade por causa da internet e cada um escreveu sobre isso a partir de um tema com o qual tem mais do que entendimento intimidade você perceberá lendo que apesar de ter sido produzido pensando no leitor com pouca ou nenhuma familiaridade com a web os textos vão além das simplificações e dos modismos para ao mesmo tempo ensinar e provocar mais que artigos informativos os textos incluem vivências dúvidas e opiniões de quem está na linha de frente descobrindo para que serve a internet o que você encontrará a seguir é portanto bem diferente de uma coleção de verbetes enciclopédicos a começar pelo tom informal e convidativo livre de jargões ou academicismos com que cada um deles foi escrito outra característica que diferencia este trabalho é o fato dele ter ficado pronto em um mês do momento em que os primeiros autores receberam a encomenda até ele ser disponibilizado no blog na verdade mais da metade dos textos já tinham sido entregues no prazo de uma semana e o livro não ficou pronto antes porque vendo o potencial do conteúdo investi um pouco mais de tempo para convidar outros colaboradores e ter um produto melhor o leitor deverá levar em conta que o esforço de realização foi voluntário e considerar que serviços comuns mas dispendiosos como o de revisão pormenorizada dos textos elevariam o custo de coordenação inviabilizando o trabalho assim como a wikipedia este livro pretende ser uma obra em movimento em beta no jargão tecnológico um motivo para pessoas conversarem e aprenderem umas com as outras o que também inclui participar do trabalho de correção juliano spyer organizador www.naozero.com.br 6

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noções práticas e desafios da comunicação em rede noções 7

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para entender a internet beta quando nos idos de pouco tempo atrás um período que terminou com o surgimento do netscape o termo beta ainda se referia apenas ao estado de um software que não estava pronto para entrar em produção ou seja ir pro ar ou ainda ser vendido ao público a imprensa percebeu que os lançamentos em beta estavam proliferando e demorando mais tempo para serem substituídos pelo release estável então já era tarde demais o software em beta originalmente estava nos últimos estágios de debugging correção de erros de programação quase pronto com todos os bugs mais críticos resolvidos mas não todos nesse estágio algumas cópias eram enviadas para colaboradores chamados de beta-testers que usavam o software para valer reportando os problemas que iam encontrando o sonho de vários dos meus amigos era ser beta-tester de games em algum momento certas empresas começaram a colocar seus produtos em beta stage disponíveis para o público em geral pedindo em troca que os usuários reportassem os bugs há quem diga que isso aconteceu para não ser preciso pagar pelo trabalho dos beta-testers uma vez que não se cobrava pelo release há quem diga que aconteceu na esteira do modelo de desenvolvimento do linux release early release often disse eric raymond e completou and listen to your customers em tradução livre lance rapidamente lance freqüentemente e ouça seus usuários essa semi-filosofia aplicada no contexto de desenvolvimento colaborativo funcionava bem e com a crescente inclusão digital e possibilidade de participação propiciada por um ambiente desenvolvido para ser aberto empresas como a netscape adotaram parcialmente a idéia a evolução do software ou serviço em beta tomou proporções digamos populares quando o google colocou beta ao lado de seus produtos mais populares hoje para muitos o beta está ali em vários serviços e softwares para dizer outra coisa que o serviço está em constante desenvolvimento e em constante melhoria seguindo a frase de eric steve raymond e a filosofia open source ouvindo seus usuários para manter o serviço sempre renovado e inovado para incluir a comunidade no desenvolvimento devolvendo o favor com a utilização gratuita do que esta ajudou a construir para outros é apenas uma jogada de marketing para que as empresas não precisem dar suporte total para seus serviços e contem com uma legião de beta-testers 8

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noções práticas e desafios da comunicação em rede e trend watchers trabalhando gratuitamente enquanto ganham dinheiro indiretamente cada um no seu modelo inclusive o bp dos gnomos se me perguntam essa história toda de beta não é bobagem apenas porque leva ao público mais amplo elegantemente algumas das melhores contribuições que o povo do software livre trouxe ao mundo em definições por aí o beta é fruto da web 2.0 o que quer que eles queiram dizer com web 2.0 ou mais provável a web 2.0 é fruto da filosofia beta filosofia de cozinha por filosofia de cozinha a vida não esteve sempre em beta josé mauro kazi @jmmkazi 9

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para entender a internet capital social whuffie penúltimo dia da campus party e aqui estou vestindo uma camisa escrito free rick com uma caricatura do cantor rei dos ternos com ombreira dos anos 80 rick astley eu não paguei pela camisa ganhei porque alguém acha que eu tenho muito whuffie você quer uma camisa também não precisa pagar o pessoal que bolou os desenhos estampa sua camiseta de graça em troca de você sair por aí com ela o que ela ganha whuffie pense como a web 2.0 não tem tecnologicamente nada revolucionário sites interativos banda larga webcams microfones tudo isso somado mais o cada vez maior número de usuários de internet fez surgir uma coisa que precisava de um nome web 2.0 já o whuffie é outra coisa que não é necessariamente nova mas ficou tão comum que precisava de um nome alguém sugeriu capital social mas vamos concordar que whuffie é muito mais sexy o termo foi cunhado pelo escritor canadense cory doctorow no seu livro de ficção-científica down and out in the magic kingdom de 2003 ele conta como num futuro próximo a tecnologia do nosso mundo avançou tanto que duas coisas centrais na nossa sociedade deixaram de existir a escassez e a morte por mais que lhe maltratem você nunca vai morrer por menos que você se esforce você sempre terá casa comida e roupa lavada o dinheiro que é a manifestação física da economia de escassez perde o sentido num mundo onde todo mundo pode ter tudo num mundo sem dinheiro um mundo onde todo mundo pode ter tudo o que as pessoas desejam aquilo que o dinheiro não compra É claro que doctorow não estava sonhando com um futuro distante ele estava falando do presente exagerando na lente como os escritores de ficção-científica adoram fazer não vivemos hoje na bitchun society o nome póscapitalista dado para a nova maneira de viver mas já fazemos muita coisa parecida o livro está disponível gratuitamente para download o que ajudou a divulgar todo o seu trabalho e o transformou em um dos blogueiros mais influentes do mundo um termo que empresários e economistas adoram repetir é comoditização vivemos num mundo comoditizado onde abrir uma estamparia de camisetas é tão barato que é melhor pensar em outro negócio ou um chinês com uma tela de silk-screen no quintal de casa vai lhe colocar para fora do mercado no mundo comoditizado ou você cria algo realmente exclusivo e desejado como um ipod ou simplesmente dá seu produto de graça só que no mundo do whuffie você não vai simplesmente dar camisetas de graça você vai trocar por whuffie a comoditização do mundo está derrubando na marra a idéia de que escassez gera capital simplesmente porque é cada vez mais difícil criar escassez lembra do chinês veio a tal web 2.0 que lembre-se 10

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noções práticas e desafios da comunicação em rede é só um rótulo para facilitar a vida de gente escrevendo textos como esse e o ditado do informação é poder foi derrubado quando eu cresci este era o lema do mundo papai ensinava consiga o máximo de informação guarde para você e use a seu favor acho que o pai de alguém na geração seguinte esqueceu de contar isso e em algum ponto a informação começou a circular numa velocidade enorme invertendo a lógica caiu você é o que você tem e entrou no lugar o você é o que você compartilha em um mundo sem escassez a economia passa a ser a da gift economy dos presentes do dar-e-receber que atinge uma escala tão grande que deixa de ser mera troca de favores um fazendeiro que planta laranjas no brasil torce para que um furacão destrua os laranjais da flórida quanto menos laranjas no mundo mais dinheiro no bolso para quem tem a fruta a gift economy é a economia do abraço grátis aqueles malucos com cartazes no meio da rua abraçando quem se candidatar quanto mais abraços eu der assim de graça mesmo mais felicidade eu e a pessoa abraçada ganhamos e não precisa ser só abraço pense em uma comunidade de fotos como o flickr um fã de fotografia já adora tirar fotos ele tira milhares de fotos por ano se ele mandar estas fotos para o site vai receber feedback vai ser reconhecido vai ser chamado para participar de eventos vai tornar a rede mais forte vai favorecer pessoas que ele provavelmente nunca vai conhecer para ser pago de volta pelo menos diretamente já a foto não compartilhada guardada na gaveta não geraria valor nenhum nem para ele nem para ninguém porque não há escassez de fotos para deixá-la mais cara quando um furacão destruir todos os fotógrafos de cuba É claro que a economia do whuffie não é perfeita ela ainda é usada por seres humanos com suas falhas e problemas nela por exemplo continua valendo a máxima de que dinheiro chama dinheiro whuffie chama whuffie pessoas com mais whuffie recebem destaque são convidadas para eventos são citadas em artigos chamando para si e para seu trabalho a atenção de outras e com isso ganhando mais whuffie a diferença é que o conceito de celebridade se fragmenta e deixa de ser uma coisa exclusiva de astros globais e estrelas do esporte para se espalhar pelas comunidades e turminhas diminuindo a distância entre as pessoas e fazendo com que elas percebam que no fim das contas somos todos pessoas comuns cris dias @crisdias 11

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para entender a internet cauda longa É o cachorro que abana a cauda ou a cauda que abana o cachorro a piada antiga serve para ilustrar um fenômeno moderno as transformações no mercado de alguns bens e serviços possibilitadas pelo avanço da tecnologia digital a partir dos anos 90 o conceito foi enunciado pela primeira vez um artigo da revista wired em 2004 e depois transformado em livro por chris anderson ex-editor chefe da revista a idéia básica de anderson é a de que os mercados de massa uma manifestação da economia industrial que começou a se consolidar a partir da metade do século xix dependem da produção de modelos que serão reproduzidos em larga escala para gerar lucro durante os últimos 150 anos esta lógica esteve por trás da maioria das organizações bem-sucedidas na história ocidental e se espalhou para outros segmentos que não apenas a produção de coisas mas também o oferecimento de serviços e a cultura um fenômeno que deu origem ao termo indústria cultural para identificar as manifestações culturais produzidas a partir da lógica do mercado de massa o formato dos mercados era restrito por uma tecnologia na qual os custos fixos para produzir o primeiro modelo eram muito elevados e um sistema de distribuição igualmente dispendioso e complexo que exigia a existência de uma série de intermediários cada um buscando uma pequena parcela de lucro para funcionar dessa forma somente produtos ou serviços ou manifestações culturais que tivessem uma grande procura poderiam gerar receita suficiente para cobrir os elevados custos de capital necessários para sua produção o mercado de massa se assemelhava a um cachorro no seu topo a cabeça alguns poucos produtos capazes de vender bilhões a medida que as preferências de um consumidor se afastavam desta cabeça ele tinha que fazer grandes sacrifícios em termos de tempo deslocamento e dinheiro para obter bens e serviços voltados para os nichos até o final do corpo do cachorro sua cauda isso fazia com que a maior parte das empresas se organizasse ao redor da produção de hits bens e serviços que pudessem cair rapidamente no gosto do consumidor médio segundo anderson os avanços das tecnologias de digitalização reduziram drasticamente os custos de produção distribuição e controle da cadeia de uma vasta gama de bens e serviços os segmentos mais expostos a este fenômeno são os ligados a produção de bens culturais como a música o entretenimento e as empresas informativas mas a medida que estas tecnologias se sofisticam e popularizam tendem a afetar outras 12

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noções práticas e desafios da comunicação em rede atividades ligadas ao consumo de produtos em geral como por exemplo a comparação de preços e a busca de fornecedores com disponibilidade de produtos ou melhores condições comerciais essa transformação viabiliza do ponto de vista da reprodução do capital a existência de milhares de pequenos mercados a cauda por exemplo uma banda obscura que não conseguia entrar no circuito comercial porque jamais teria um volume suficiente de fãs para justificar o retorno dos custos de gravação e distribuição de suas músicas passa a se tornar um negócio viável a medida que os custos de gravação despencam por causa da existência de efeitos que não precisam mais ser criados em estúdios e a venda pela internet que não exige o armazenamento transporte e distribuição física de cds o mesmo raciocínio se aplica a uma pequena tecelagem artesanal na África como os custos de busca para o consumidor se tornaram muito reduzidos ele não precisa se deslocar fisicamente até lá para procurar uma estampa de seu gosto o custo para a tecelagem encontrar compradores se reduz drasticamente ela não precisa por exemplo abrir uma loja em um país distante o que viabiliza a produção em pequena escala a teoria da cauda longa ainda não foi completamente testada muito menos aceita do ponto de vista da economia clássica principalmente nas grandes empresas muitas cabeças ainda andam em círculos tentando morder o próprio rabo ou colocando de forma mais elegante não encarando o fato de que se não canibalizarem seus produtos e serviços um concorrente fará isto com eles mais cedo ou mais tarde marcelo coutinho @mcoutinho 13

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para entender a internet co-working o mundo do trabalho tem mudado radicalmente nos últimos 20 anos cada vez mais a tecnologia tem oferecido uma mobilidade quase infinita a internet e a comunicação móvel por meio de celulares blackberrys e afins têm sido os grandes catalisadores dessa transformação hoje é possível gerenciar um negócio trabalhar em equipe e lançar um produto mesmo estando cada dia em um lugar diferente estamos começando a viver a era do nomadismo versão 2.0 este nomadismo nos traz uma grande e desejada independência uma liberdade de leis trabalhistas de estruturas rígidas de regras e hierarquias corporativas e governamentais e compõe um cenário que nunca existiu neste planeta antes de ausência de estruturas até então convencionais que por sua vez nos provoca também a novas perguntas e desafios com quem onde e como eu quero posso e devo trabalhar para realizar meus projetos de vida como criar relações inter-dependentes para estes trabalhos como achar aliados colaboradores e parceiros que compartilhem dos meus valores esta liberdade para nós considerando-me um deles nômades permite e exige que nos organizemos em um formato que permita criar vínculos em função dos nossos projetos momentos de vida e sonhos a procura dessas formas espaços e ferramentas tem criado novas tribos que por sua vez criam uma nova cultura e linguagem o efeito interessante é que essa busca por liberdade e independência ainda depende de espaços e estruturas que ajudem a nos organizarmos porém carregam uma essência diferente são estruturas por opção co-criadas e orgânicas como manifestação desta nova cultura e linguagem nasce a expressão co-working uma palavra que você não vai achar nos dicionários convencionais de português porém se você procurar na enciclopédia online wikipédia ou em mecanismos de busca na internet você encontrará uma serie de textos e matérias co-working procura descrever esse novo formato de relação entre profissionais liberais e empreendedores que trabalham em projetos independentes mas compartilham 14

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noções práticas e desafios da comunicação em rede valores e convivem em espaços capazes de criar possibilidades de sinergia troca de idéias e conhecimento co-workers são profissionais que têm criado espaços e ambientes para se encontrarem e falarem uns com os outros sem necessariamente trabalharem juntos no mesmo projeto estes espaços são solo fértil para novas idéias germinarem e liberarem o potencial criativo de cada pessoa e projeto É comum que esses lugares sejam cafés apartamentos escritórios colaborativos ou mesmo eventos pontuais desde que permitam o encontro de pessoas que compartilham desta nova cultura o hub www.the-hub.net é um dos pioneiros em criar espaços de co-working no mundo ele nasceu para inspirar e apoiar iniciativas empreendedoras para um mundo radicalmente melhor por meio de espaços em que as pessoas podem se encontrar se conectar trabalhar aprender e inovar co-working faz parte do dna do hub são paulo onde hoje frequentam mais de 120 pessoas de diversas áreas tribos formações e classes sociais cada uma em seu projeto e todas juntas as possibilidades desses talentos criarem projetos significativos para o bem do mundo tem sido o motor e a inspiração do hub desde sempre enquanto as grandes empresas estão pensando em como sair das crises mantendo seu aparato funcionando e dando lucro nestes lugares de co-working se observa se trabalha se debate e se cria um futuro diferente como a poeta margaret mead costumava dizer nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos conscientes e engajados possa mudar o mundo de fato esta foi a única forma que isso aconteceu até agora você tem um desafio uma idéia ou saudade de um sonho nunca realizado estes novos espaços podem ser lugares para começar retomar e repensar o seu trabalho e o seu futuro pablo handl @phandl 15

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