Novo Edificio

 

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uma nova dinâmica para o inegi como agente de inovação e transferência de tecnologia campus feup asprela inegi © dezembro 2003

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a inovação é hoje mais do que nunca um factor decisivo para a competitividade da indústria portuguesa a mudança do paradigma baseado na exploração dos factores de produção para um modelo assente na intensidade tecnológica e na permanente inovação ao nível dos produtos e processos é inevitável se quisermos competir com os países desenvolvidos a capacidade de inovar exige um sistema de inovação com massa crítica e uma dinâmica capaz de gerar novas ideias e oportunidades e de as converter em benefícios económicos e sociais o conhecimento científico e tecnológico são essenciais para alimentar este processo num tecido industrial constituído fundamentalmente por pequenas e médias empresas o papel de instituições como o inegi é determinante na construção de uma indústria inovadora e competitiva a aposta nacional deve passar por consolidar estas instituições como suporte à inovação e desenvolvimento tecnológico das empresas o inegi assume-se como agente activo nesta missão nacional de construir um novo modelo competitivo da nossa indústria tal como o país e a indústria em particular precisamos também nós de inovar na permanente melhoria da eficácia da nossa acção a construção de novas instalações é uma das condições necessárias para tornar a instituição mais robusta e mais eficaz no cumprimento da sua missão 1

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1 sumário executivo 2 enquadramento 3 actuais instalações 3.1 problemas de isolamento térmico 3.2 falta de condições de segurança e deficiências nas condições de higiene e egonomia 3.3 conclusões 5 9 15 20 anexo 1 ofícios do ministério da economia do ministério das finanças e da direcção geral do património 55 20 21 anexo 2 acordo entre o inegi e o idmec 61 4 análise estratégica 4.1 introdução 4.2 caracterização da envolvente externa 4.3 caracterização dos pontos fortes e fracos face à envolvente 23 25 26 29 anexo 3 manifestações de apoio anexo 4 17 anos de actividade em inovação e desenvolvimento tecnológico 73 99 5 actividades do inegi 5.1 5.2 5.3 5.4 introdução missão Áreas de intervenção actividade 35 37 37 37 38 anexo5 equipamento a instalar 113 6 o novo edifício 6.1 nave 6.2 corpo 6.3 torre 6.4 imagens virtuais do novo edifício 6.5 implantação do edifício no campus feup 6.6 Áreas de implantação 41 43 46 47 47 48 49 anexo 6 plantas do edifício 139 anexo 7 a comparative analysis of public semi-public and recently privatised research centres anexo 8 o inegi nos media 151 169 7 conclusões 51 3

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1 sumário executivo 5

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as instalações actuais do inegi adaptadas a partir de instalações anteriormente pertencentes a uma unidade fabril e cuja construção remonta à década de 60 padecem de um enorme grau de degradação dificultam o envolvimento em novos desafios não dispõem das condições necessárias de higiene e segurança para a actividade realizada pelo instituto promovem uma enorme dispersão da sua actividade e estão localizadas longe da sua principal fonte de saber a faculdade de engenharia da universidade do porto em resumo estão perfeitamente degradadas e desadequadas à actual realidade e actividades do instituto constituindo um forte entrave ao seu desenvolvimento sumÁrio executivo de cartas de referência de entidades parceiras e clientes e um documento intitulado 17 anos de actividade em inovação e desenvolvimento tecnológico o documento apresentado é constituído por 7 capítulos e 8 anexos que detalham os aspectos sumariados anteriormente e que permitem ao leitor ter uma visão global da obra do instituto da precariedade das instalações actuais e da sua estratégia de desenvolvimento a concretização dessa estratégia depende de forma crítica da construção de novas instalações o texto inicia-se com uma resenha histórica das instalações do inegi e uma apresentação das condições e maiores dificuldades na utilização das actuais instalações na sequência são identificadas as razões estratégicas para a construção do novo edifício a relevância para a indústria nacional e internacional do trabalho realizado pelo inegi merece destaque pelo que se consagra um capítulo dedicado ao tema completado com referências em anexo o projecto do novo edifício é apresentado no capítulo seguinte fundamentando a necessidade da sua aproximação à faculdade de engenharia da universidade do porto e que dada a actual dimensão do instituto e tipologia do seu equipamento os custos desta construção ultrapassam os limites de financiamento previstos nos apoios a este tipo de situações finaliza-se com a apresentação das conclusões onde se destaca a necessidade do inegi solicitar às entidades competentes que considerem o carácter de excepção deste projecto e aceitem financiá-lo com um montante superior ao previsto no programa prime na medida 5.1 e acção b de forma a viabilizá-lo o objectivo do presente documento é apresentar e fundamentar um conjunto de matérias que evidenciam as limitações impostas pelas condições das actuais instalações na actividade do inegi e a importância estratégica da construção de um novo edifício que possui especificações que oneram o custo da construção ultrapassando os limites orçamentais impostos pelo programa prime este último ponto conduz o inegi a formular um pedido de autorização para o reforço da dotação orçamental no âmbito do referido programa o presente documento pretende ainda salientar que apesar das limitações impostas pelas condições das instalações o inegi tem vindo a ser reconhecido como um dos principais agentes da inovação no nosso país apresentando-se como o parceiro tecnológico e de investigação eleito por inúmeras empresas e organizações tanto a nível nacional como internacional a comprovar estes factos apresenta-se em anexo um conjunto 7

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quando o inegi apresentou em 1990 a sua candidatura à medida 1.2 do pedip i com vista à criação de sete novas unidades tecnológicas propôs-se construir de raiz um novo edifício que as pudesse albergar em conjunto com as actividades que já então desenvolvia o inegi foi criado em 1986 enquadramento no instante em que foi formalmente aprovada a candidatura a direcção do inegi dirigiu-se à reitoria da universidade do porto comunicando esse facto e solicitando o cumprimento do compromisso assumido em termos da cedência do terreno nesse instante a direcção do inegi ficou a saber que o terreno disponibilizado não pertencia ainda à reitoria da universidade do porto embora se localizasse numa designada zona de `reserva que lhe estava destinada face a esta situação e tendo-se gorado as tentativas efectuadas pela direcção do inegi e pela reitoria da universidade do porto no sentido de procederem à expropriação com carácter de urgência do terreno situação para a qual contribuiu a alteração do código das expropriações ocorrida em 1991 e que dificultou e/ou tornou mais dispendiosas as expropriações esta situação foi transmitida ao gabinete do gestor do pedip que informou o instituto de que tinha um prazo de 15 dias para resolver a situação sob pena de se tal não acontecesse ser cancelado o financiamento atribuído ao projecto perante este `ultimato a direcção estabeleceu um conjunto diversificado de contactos tendo optado por adquirir as actuais instalações do inegi sitas à rua do barroco 174/214 na freguesia de leça do balio município de matosinhos distrito do porto eram instalações que tinham pertencido a uma importante unidade industrial da região empresa essa que faliu após o 25 de abril de 1974 após vários anos ao abandono estas instalações foram adquiridas em leilão por uma empresa imobiliária que dividiu os diversos armazéns 13.414 m2 em propriedade horizontal criando um complexo empresarial e os colocou no mercado tendo em conta que já nessa altura se previa a transferência das instalações da faculdade de engenharia da universidade do porto feup para o designado pólo ii sito ao lugar da asprela da freguesia de paranhos da cidade do porto a direcção do inegi tendo em consideração a importância da manutenção da sua colaboração com o departamento de engenharia mecânica e gestão industrial da feup cujo pessoal na altura representava o núcleo duro da actividade do instituto procurou a disponibilização de um terreno nesse mesmo pólo para o efeito foi contactada a reitoria da universidade do porto que entendendo as vantagens inerentes ao crescimento das capacidades e das actividades do inegi bem como as sinergias que se poderiam criar com a proximidade das suas instalações às da faculdade de engenharia cedeu um terreno com uma área de 3900 m2 face aos indícios que chegavam ao inegi quanto à probabilidade de aprovação da sua candidatura e tendo em conta os prazos apertados do projecto de investimento proposto a direcção decidiu contratar os serviços de uma empresa de arquitectura que elaborou o estudo prévio o ante-projecto e o projecto de arquitectura do edifício a construir 11

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para venda após ter realizado as obras de manutenção básicas analisadas as características físicas dos pavilhões designadamente em termos de `pés direitos e de áreas verificou-se que as mesmas se adequavam às necessidades imediatas do instituto e que a sua proximidade a uma das principais vias de ligação à cidade do porto a via norte constituía também uma vantagem a considerar assim a direcção do inegi decidiu adquirir cinco pavilhões industriais e uma área de escritórios no complexo empresarial num total de 4.060 m2 no mesmo instante a direcção do idmec ­ instituto de engenharia mecânica ­ pólo feup entidade que integra o sistema científico e tecnológico nacional totalmente independente do inegi mas também com fortes ligações ao departamento de engenharia mecânica e que foi criada no âmbito do programa ciência adquiriu também um conjunto de pavilhões no mesmo complexo a imagem apresentada constitui uma vista área das actuais instalações do inegi para a instalação das diversas unidades tecnológicas e serviços de apoio foi necessário proceder a diversas obras de adaptação que transformaram uma área de armazém em instalações laboratoriais pré-industriais e gabinetes de trabalho dessas obras destacam-se a montagem de divisórias amovíveis instalações eléctricas de água de gás e de ar comprimido e fundações para equipamentos uma das unidades tecnológicas o cetecoff ­ unidade de fundição e novas tecnologias foi aprovada mais tarde pelo pedip devido às dúvidas que surgiram relativamente à dimensão do investimento previsto no momento dessa aprovação e dado que os pavilhões entretanto adquiridos pelo inegi não apresentavam espaço para a sua instalação o cetecoff foi colocado em dois pavilhões situados no mesmo condomínio e que tinham sido adquiridos pelo idmec ­ instituto de engenharia mecânica ­ pólo feup ocupando uma área de 1.036 m2 deste modo o inegi ocupa desde o início de 1993 uma área coberta de 5.096m2 o inegi está nestas instalações desde o início de 1993 tendo procedido entretanto a várias obras de manutenção designadamente com o apoio das candidaturas que viu serem aprovadas no âmbito das duas fases do seu plano de consolidação candidaturas apresentadas à medida 1.2 do programa pedip ii de entre estas obras destacam-se a duplicação das coberturas por forma a melhorar as suas condições térmicas e acústicas e a evitar as abundantes infiltrações de água que constantemente se verificavam 12

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o inegi passou assim a exercer actividade numas instalações industriais que apesar das adaptações introduzidas não foi possível adaptar totalmente ao tipo de actividade do instituto de facto as suas limitações constituem actualmente um entrave ao desenvolvimento e competitividade do inegi 13

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