"Luta, Substantivo Feminino – mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura"

 

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direito à memória e à verda

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direito à memória e à verdade luta substantivo feminino mulheres torturadas desaparecidas e mortas na resistência à ditadura

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direito à memória e à verdade luta substantivo feminino mulheres torturadas desaparecidas e mortas na resistência à ditadura secretaria especial de políticas para as mulheres secretaria especial dos direitos humanos um pals de todos e todas governo federal organização dos estados ibero-americanos f i tm i iz i para a educação a ciência e a cultura carosamigos enicora

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copyright © 2010 by secretaria especial dos direitos humanos da presidência da república dados internacionais de catalogação na publicação cip câmara brasileira do livro sp brasil merlino tatiana ojeda igor orgs direito à memória e à verdade luta substantivo feminino tatiana merlino são paulo editora caros amigos 2010 bibliografia 1 abuso de poder brasil 2 brasil história 1964-1985 3 militarismo brasil 4 movimentos sociais brasil 5 mulheres biografia 6 prisioneiros políticos brasil memórias i título 10-01560 cdd-322.42092 Índices para catálogo sistemático 1 brasil mulheres presas políticas biografia 322.42092 secretaria especial de políticas para as mulheres secretaria especial dos direitos humanos um pals de todos e todas governo federal caros amiboe enicora c

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sumÁrio apresentação introdução contexto histórico resistência e dor do golpe aos anos linha-dura 1964-1974 labibe elias abduch 1899-1964 catarina helena abi-eçab 1947-1968 alceri maria gomes da silva 1943-1970 marilena villas boas pinto 1948-1971 heleny ferreira telles guariba 1941-1971 iara iavelberg 1944-1971 nilda carvalho cunha 1954-1971 gastone lúcia de carvalho beltrão 1950-1972 Ísis dias de oliveira 1941-1972 miriam lopes verbena 1946-1972 lígia maria salgado nóbrega 1947-1972 maria regina lobo leite de figueiredo 1938-1972 ana maria nacinovic corrêa 1947-1972 esmeraldina carvalho cunha 1922-1972 aurora maria nascimento furtado 1946-1972 lourdes maria wanderley pontes 1943-1972 soledad barrett viedma 1945-1973 pauline philipe reichstul 1947-1973 anatália de souza melo alves 1945-1973 maria augusta thomaz 1947-1973 ranúsia alves rodrigues 1945-1973 sônia maria de moraes angel jones 1946-1973 11 15 19 27 35 37 37 41 43 46 48 52 54 59 61 64 64 71 73 77 80 84 87 89 93 97 101

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a guerrilha do araguaia maria lúcia petit da silva 1950-1972 helenira resende de souza nazareth 1944-1972 lúcia maria de souza 1944-1973 jana moroni barroso 1948-1974 maria célia corrêa 1945-1974 dinaelza santana coqueiro 1949-1974 luiza augusta garlippe 1941-1974 Áurea eliza pereira 1950-1974 dinalva oliveira teixeira 1945-1974 suely yumiko kanayama 1948-1974 telma regina cordeiro corrêa 1947-1974 walquíria afonso costa 1947-1974 da distensão ao fim da ditadura 1974-1985 ieda santos delgado 1945-1974 ana rosa kucinski silva 1942-1974 jane vanini 1945-1974 neide alves dos santos 1944-1976 zuleika angel jones 1923-1976 maria auxiliadora lara barcellos 1945-1976 therezinha viana de assis 1941-1978 mónica susana pinus de binstock 1953-1980 liliana inés goldemberg 1953-1980 lyda monteiro da silva 1920-1980 solange lourenço gomes 1947-1982 depoimentos rose nogueira izabel fávero maria diva de faria dulce chaves pandolfi 107 109 113 118 122 126 129 131 134 136 139 142 146 153 155 159 163 166 171 175 180 183 185 187 189 45 51 57 58

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maria luiza flores da cunha bierrenbach dulce maia hecilda fontelles veiga marise egger-moellwald lilian celiberti yara spadini maria do socorro diógenes inês etienne romeu ignez maria raminger lenira machado dantas damaris lucena jessie jane dilea frate elza lobo Áurea moretti eleonora menicucci de oliveira cecília coimbra lúcia coelho maria amélia de almeida teles lylia guedes rioko kayano darcy andozia gilse cosenza bibliografia expediente créditos 69 70 76 83 92 96 100 105 112 117 121 125 128 133 148 149 157 158 162 170 174 179 192 194 196 199

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apresentaÇÃo e ste livro é o terceiro filho do relatório direito à memória e à verdade cujo lançamento em agosto de 2 0 0 7 numa audiência coordenada pelo presidente da república luiz inácio lula da silva fortaleceu o debate democrático sobre a questão dos mortos e desaparecidos durante o regime iniciado em 1 9 6 4 em junho de 2 0 0 9 durante a 2 conferência nacional do di¬ reito à igualdade racial foi lançada em parceria coma secretaria especial de políticas de promo ç ã o da igualdade racial liderada pelo ministro edsonsantos u m a publicação coma história de quarenta afrodescendentes herdeiros de zumbi q u e morreram na luta contra a ditadura na 8 conferência nacional dos direitos da crian ç a e do a d o lescente em dezembro de 2 0 0 9 foi apresentado o livro história de meninas e meninos marcados pela ditadura que focaliza violações de direitos humanos cometidas pelo aparelho da repressão política con¬ tra crianças bemcomo casos de adolescentes torturados e mortos nos mesmos porões agora como parte das celebrações do mês internacional da mulher numa parceria com a secretaria especial de políticas para as mulheres da presidência da república liderada pela ministra nilcéa freire que assina a introdução deste livro é lançado o terceiro rebento daquele volumoso relatório de 2 0 0 7 tendo como centro a dimensão feminina a a 11

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além do registro da vida e morte de 45 mulheres brasileiras que lutaram contra a ditadura este livro inclui o testemunho de 27 so¬ breviventes que narram c o m impressionante coragem as brutalida¬ des das quais foram alvo incluindo quase sempre torturas no âmbito sexual alguns casos de partos na prisão e até episódios de aborto esses depoimentos das sobreviventes da tortura estão distribu¬ ídos ao longo do livro entremeados das histórias das 45 mulheres mortas alguns boxes explicativos fornecem informações pertinen¬ tes às narrativas os textos introdutórios de cada capítulo buscam resumir o contexto de cada fase da repressão política o artigo r e sistência e dor de maria auxiliadora de almeidacunha arantes focaliza aspectos da subjetividade hedionda da tortura bemcomoa força decisiva das mulheres na luta para superar esse triste período da nossa vida nacional só através de u m a eficiente comiss ã onacional da verdade se a sociedade brasileira e o poder legislativo assim decidirem será possível contabilizar c o m precisão quantas foram as mulheres mor¬ tas e torturadas durante a ditadura militar onde quando comoe por quem este livro não inclui todas as que morreram naquele período por ater-se às investigações da comiss ã o especial sobre mortose desa¬ parecidos políticos em quinze anos de atividade lutadoras comomariareginamarcondes pinto exilada do brasil desde 1 9 7 0 militante do movimiento de izquierda revolucionaria m i r chileno emorta na argentina em 1 9 7 6 ou a líder sindical margaridamaria alves assassinada na paraíba em 1 9 8 3 por pistoleiros a serviço de fazendeiros ou as vítimas da repressão a passeatas e de balas perdidas nos tiroteios forjados pelos d o i codisnão tiveram requerimentos apresentados àquela comiss ã o especial m a s ficam todas aqui lembradas e homenageadas em seu número até hoje incerto 12

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É nossa convicção que a leitura desta publicação jogar á novas luzes sobre u m a história que o brasil não deve apagar da m e m ó r i a epodemudar opiniões de quem ainda resiste à elucidação profunda de todos esses episódios como passo necessário auma reconciliação nacional pautada pelo respeito atodos os direitos humanos n ã o quero deixar de agradecer aos jornalistas tatiana merlino e igor ojeda pelo empenho e dedicação c o m que trabalharam na coordenação e edição deste livro paulo vannuchi ministro da secretaria especial dos direitos humanos da presidência da república 13

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introduÇÃo s e nos impuséssemos o exercício de mapear os dez nomes que mais aparecem nos livros de história dificilmente aparecerá um de mulher entre eles coma honrosa exceção da princesa isabel que aparece sistematicamente como libertadora e nunca como governante o bra¬ sil parece ter tido sua história parida exclusivamente por homens o re¬ lato oficial sobre a nossa trajetória como nação é estritamente masculino nos retratos oficiais nossos heróis têm quase sempre barba e bigode a secretaria especial de políticas para as mulheres da presidência da república spm/pr tem se imposto a tarefa de contribuir para a mudança desse cenário de forma a dar às mulheres o crédito que merecem pelo muito que trabalharam pelo desenvolvimento do brasil ao longo de seus quase sete anos de existência aspm p r apoiou e fomentou iniciativas que bus¬ cam dar visibilidade ao papel das brasileiras na construção política e cultural de nosso país entre outras ações apoiamos a realização do livro mulheres e movimentos que trata da participação das mulheres nos movimentos sociais brasileiros e viabilizamos a produção do livro e da exposição mulheres ne¬ gras do brasil que resgata e relata a importância do papel das negras no processo constitutivo do país além disso por ocasião da xi conferência nacional de direitos humanos que se realizou em brasília em dezembro de 2008 aspm p r produziu e apresentou o documentário um x na ques¬ tão que faz um levantamento sobre a participação das brasileiras na lutas não apenas pelos direitos das mulheres mas pelos direitos humanos em geral 15

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