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universidade estadual paulista jÚlio de mesquita filho faculdade de arquitetura artes e comunicaÇÃo campus bauru departamento de arquitetura urbanismo e paisagismo em busca do invisível a minha cidade um manual teórico e prático para uma experiência urbana mais satisfatória alÍcia beatrice gomes de medeiros bauru-sp junho/2011
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alÍcia beatrice gomes de medeiros em busca do invisível a minha cidade um manual teórico e prático para uma experiência urbana mais satisfatória trabalho final de graduação apresentado á universidade estadual júlio de mesquita filho unesp bauru faculdade de arquitetura artes e comunicação faac como parte dos requisitos para obtenção da graduação no curso de arquitetura urbanismo e paisagismo sob orientação do prof dr.cláudio silveira amaral bauru 2011
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agradecimentos aqueles que passam por nós não vão sós não nos deixam sós deixam um pouco de si levam um pouco de nós antoine de saint-exupéry casa é onde o coração está sou grata por todas as minhas casas minha primeira casa que sem ela eu nem existiria minha mãe que é a pessoa mais forte que eu conheço e aos meus irmãos abrahão igor e tin que entre brigas e brincadeiras me ensinaram muito todas as outras casas que fizeram parte da minha vida e que sem elas eu não seria a mesma a bravata minha primeira `casa fora de casa que me mostrou o que é ser uma república de verdade com o maracatu durante a semana e as batatas fritas de domingo as viagens festas e conversas da tijuca durante as jantas e sessões de cinema leite pamonha fronha maitê lelão e léo vocês foram minha segunda casa em bauru e não consigo pensar na minha vida durante esses cinco anos sem vocês aos meus amigos sedex catota carola pereba paulet malena slot e maguila e as minhas amigas que faziam o favor de morar na pqp sólika custela uai tchan babalu crivo sipá e raica vocês me ensinaram que quando o amor existe a convivência nunca é demais a gente agüenta até uma semana sem banho né aos meus lares de fato as loucas da gaiola e aos meus queridos narcisos jujija jama paola fe rafa zazá marcelo marjory e até o chato do murilo vocês foram minha casa mais querida da qual eu nunca vou esquecer as brigas as festas os bafos e as louças sujas gostaria de agradecer uma professora muito querida que apesar de muito crítica me fez enxergar tudo de uma nova forma daniele fernandes acho toda vez que estiver produzindo alguma coisa vou pensar o que será que a dani ia achar disso e ao meu professor orientador cláudio silveira amaral que mesmo fazendo cara de interrogação nos atendimentos me aguentou até o fim um grande obrigado também a todos que de uma forma ou outra me ajudaram a realizar este trabalho seja com uma conversa numa mesa de bar ou ao permitir que suas experiências fossem divididas aqui poró e vinicíus não esqueci de vocês tá obrigado 7
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sumário agradecimentos 5 introduÇÃo 11 capÍtulo 1 a dificuldade em ver milagres e o valor da experiência 21 capÍtulo 2 o processo criativo como forma de leitura individual urbana 37 capÍtulo 3 preparaÇÃo para a epifania urbana 51 capÍtulo 4 exercÍcios 69 as palavras 77 o desenho 89 a fotografia 137 o vÍdeo 189 o som 207 consideraÇÕes finais 217 bibliografia 219
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eis o meu segredo só se vê bem com o coração o essencial é invisível aos olhos antoine de saint-exupéry 11
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introduÇÃo a relação entre o homem e a cidade atualmente encontra-se desgastada e ambígua nesse trabalho tentamos mostrar que isso se dá apela falta do olhar do indivíduo sobre a cidade quando acreditamos que uma cidade se define apenas pelas suas qualidades uma cidade empresarial turística caótica etc acabamos limitando não só o nosso conhecimento sobre esse ambiente urbano mas como também acabamos com todas as suas possibilidades e multiplicidades no futuro o objetivo deste trabalho é tentar estreitar a relação entre o homem e a cidade através de exercícios de exteriorização do subconsciente na forma de diferentes mídias e linguagens representativas tomando como base suas próprias experiências perceptivas os usos de leituras geradas pelo devaneio trariam á tona uma perspectiva diferente de se ler a cidade em sua dimensão urbana numa tentativa de melhorar a vivência urbana criando assim uma relação mais saudável e poética para as pessoas que utilizam a cidade e não só para aquelas que a projetam também pretendemos mostrar aqui como o urbanista pode ter outra função a não ser aquela de projetar a cidade fisicamente estimular e melhorar essa relação entre o cidadão e a cidade é de extrema importância sendo também responsabilidade do urbanista estruturado através do conhecimento intuitivo o presente trabalho se comporta como uma compilação de experiências empíricas não só na proposta de exercícios de leitura e seus posteriores resultados como experiência perceptiva mas também no compartilhamento de experiências de diferentes indivíduos ligadas ás fontes de leitura de livros artigos trabalhos acadêmicos filmes etc foram nesses ensaios que se baseiam as próximas páginas 13
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ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios incompreensões e períodos de crise ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história É atravessar desertos fora de si mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma É agradecer a deus a cada manhã pelo milagre da vida ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos É saber falar de si mesmo É ter coragem para ouvir um não É ter segurança para receber uma crítica mesmo que injusta pedras no caminho guardo todas um dia vou construir um castelo fernando pessoa esse trabalho busca a felicidade pode parecer presunção começar uma monografia com essa afirmação mas não é oque todos buscamos em cada aspecto de nossas vidas queremos reconhecer que vale a pena viver foi essa perspectiva que me motivou a escrever esse trabalho como poderia concluir esses cinco anos o assunto é fácil a cidade a escolha da cidade como tema surgiu naturalmente ao longo desses cinco anos de curso de todas as discussões trabalhos e textos lidos os que envolviam o ambiente urbano como temática sempre me interessavam mais penso que a curiosidade para entender a cidade era o que mais me motivava porém as contínuas tentativas das ciências urbanas e no caso da minha profissão o urbanismo de tentar controlar a cidade tanto na sua forma como na sua dinâmica causou uma crise que me fez enxergar a cidade e o meu papel como arquiteta urbanista com outros olhos isso no começo me causou um incômodo enorme 15
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