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ana tereza pinto de oliveira 1a edição
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expediente editor editora assistente assistente editorial revisão projeto gráfico e diagramação elaboração do encarte colaboração na contextualização capa italo amadio katia f amadio edna emiko nomura cecília beatriz alves teixeira e ivani martins cazarim exata editoração benedicta aparecida costa dos reis silvia sampaio antonio carlos ventura dados internacionais de catalogação na publicação cip câmara brasileira do livro sp brasil oliveira ana tereza pinto de literatura brasileira teoria e prática ana tereza pinto de oliveira 1 ed são paulo rideel 2006 isbn 85-339-0812-1 1 literatura brasileira i título 06-0011 Índice para catálogo sistemático 1 literatura brasileira 869.9 cdd-869.9 © copyright todos os direitos reservados à av casa verde 455 casa verde cep 02519-000 são paulo sp e-mail sac@rideel.com.br www.rideel.com.br proibida qualquer reprodução seja mecânica ou eletrônica total ou parcial sem prévia permissão por escrito do editor 2 4 6 8 9 7 5 3 1 0 1 0 6
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apresentaÇÃo esta obra possui uma linguagem clara objetiva e contextualizada além de ilustrações e fotos que dialogam com o texto auxiliando a sua compreensão segue uma ordem cronológica do século xvi aos nossos dias sempre relacionando a produção artística com o momento histórico destacando para cada estilo de época os principais acontecimentos econômicos políticos e sociais após o enfoque de cada item o livro ainda apresenta questões de vestibulares para fazer com que o leitor avalie seu nível de compreensão bem como se exercite para diversos tipos de exames o editor
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sobre a autora ana tereza pinto de oliveira é graduada pela faculdade de letras e ciências humanas da universidade de são paulo em português francês e italiano mestre em língua portuguesa pela pontífica universidade católica de são paulo pós-graduada em comunicação e semiótica pela pontíficia universidade católica de são paulo especialista em metodologia do ensino de terceiro grau pelas faculdades metropolitanas unidas.
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Índice capítulo 1 introdução 9 capítulo 2 quinhentismo contexto histórico a literatura informativa pero vaz de caminha a literatura dos jesuítas pe josé de anchieta questões de vestibular capítulo 3 barroco contexto histórico manifestações artísticas produção literária bento teixeira gregório de matos guerra pe antônio vieira manuel botelho de oliveira questões de vestibular capítulo 4 arcadismo contexto histórico manifestações artísticas produção literária cláudio manuel da costa tomás antônio gonzaga santa rita durão basílio da gama período de transição produção literária questões de vestibular 12 14 15 17 19 22 24 25 27 38 54 56 57 59 69 70 71 capítulo 5 romantismo 92 contexto histórico 94 manifestações artísticas 95 produção literária poesia gonçalves de magalhães gonçalves dias Álvares de azevedo junqueira freire fagundes varela casimiro de abreu castro alves sousândrade 99 produção literária ficção joaquim manuel de macedo josé de alencar bernardo guimarães visconde de taunay franklin távora manuel antônio de almeida 108 produção literária teatro martins pena 116 questões de vestibular 118 capítulo 6 realismo/naturalismo/parnasianismo contexto histórico manifestações artísticas produção literária machado de assis raul pompéia aluísio azevedo parnasianismo produção literária alberto de oliveira raimundo correia olavo bilac questões de vestibular 163 165 166 168 175 176 180 capítulo 7 simbolismo 214 contexto histórico 216 manifestações artísticas 216
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literatura características 217 produção literária cruz e sousa alphonsus de guimaraens pedro kilkerry 218 capítulo 8 pré-modernismo contexto histórico manifestações artísticas características produção literária euclides da cunha lima barreto monteiro lobato graça aranha augusto dos anjos questões de vestibular capítulo 9 modernismo a semana de arte moderna e primeira fase contexto histórico manifestações artísticas divulgação das idéias da semana primeira fase do modernismo produção literária mário de andrade oswald de andrade manuel bandeira antônio de alcântara machado questões de vestibular capítulo 10 modernismo segunda fase contexto histórico manifestações artísticas poesia produção literária na poesia carlos drummond de andrade cecília meireles vinicius de morais murilo mendes jorge de lima produção literária rachel de queiroz graciliano ramos josé lins do rego capítulo 11 modernismo terceira fase literatura prosa guimarães rosa clarice lispector joão cabral de melo neto tendências atuais poesia concretismo poesia social poesia marginal prosa prosa regionalista prosa política prosa urbana prosa intimista prosa memorialista bibliografia respostas das questões de vestibular 229 231 233 234 234 242 254 256 256 261 262 263 270 290 291 292 292 301 323 326 332 337 363 364
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introdução reprodução a literatura brasileira desde suas origens com a carta de pero vaz de caminha até meados do século xviii foi reflexo e prolongamento da portuguesa pois as precárias condições da colônia impediram que houvesse um processo literário autônomo por isso alguns críticos falam em isoladas manifestações literárias nesse período ou ecos da literatura portuguesa 9
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não houve no brasil pelo menos até a primeira metade do século xviii as condições necessárias para o surgimento da literatura ou seja a grupo de escritores conscientes de seu papel e que num processo coeso de intercomunicação e interdependência assegurassem a continuidade literária b grupo de receptores ativos que pudessem influenciar a produção dos escritores c vida cultural intensa esse quadro perdurou até o momento em que em função do ciclo da mineração começaram a surgir não só as cidades mas também escritores unidos pelo sentimento de independência da colônia e comprometidos com a inconfidência mineira no entanto nossa literatura que se esboçou como sistema na primeira metade do século xviii só adquiriu plena nitidez e autonomia no século xix quando o brasil deixou de ser colônia em função desse quadro a literatura brasileira divide-se em duas grandes eras a colonial e a nacional não devemos nos esquecer de que nos primeiros tempos de nossa história a comunicação entre os agrupamentos urbanos era praticamente nula predominava o isolamento das capitanias em que se explorava a cana-de-açúcar em latifúndios a maioria da população da colônia nessa época era analfabeta e preocupava-se antes com problemas práticos de sobrevivência do que com literatura a vida cultural na colônia foi abafada pela proibição de atividade editorial pela censura pela inexistência de centros ou instituições culturais e pela precariedade do ensino 10
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quinhentismo 1500-1601 era colonial 1500-1808 seiscentismo ou ecos do barroco 1601-1768 setecentismo ou arcadismo 1768-1808 perÍodo de transiÇÃo 1808-1836 romantismo 1836-1881 era nacional a partir de 1836 realismo/naturalismo/parnasianismo 1881-1893 simbolismo 1893-1902 pré-modernismo 1902-1922 modernismo 1922 11
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quinhentismo 1500-1601 reprodução homem tapuia de albert eckhout a primeira impressão que a nova terra causou ao colonizador foi de surpresa e deslumbramento 12
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quinhentismo século xvi contexto histórico a na europa · · · · · · ascensão da burguesia invenções progresso científico reforma contra-reforma grandes navegações b no brasil · 1500 descobrimento do brasil exploração do pau-brasil · 1530 início das expedições de exploração e povoamento · 1534 criação das capitanias hereditárias · 1549 vinda dos jesuítas catequese dos índios e fundação dos primeiros colégios características literatura documental sobre o brasil escrita por portugueses que acompanhavam as expedições e por viajantes estrangeiros literatura pedagógica dos jesuítas visando à catequese dos índios e à orientação moral e espiritual dos colonos 13
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quinhentismo 1500-1601 a literatura do século xvi foi uma literatura sobre o brasil refletindo ideais do renascimento e da contra-reforma traduziu o espírito de aventura a sedução do exótico o expansionismo geográfico e a propagação da cristandade contexto histórico a europa do século xvi assistiu à desestruturação da sociedade feudal os florescentes centros urbanos atraíam a população rural e neles se desenvolveu o comércio que propiciou o aparecimento da burguesia mercantil por sua vez esta financiou as grandes navegações cujo objetivo era a procura de novos mercados produtores e consumidores portugal gozava de uma situação privilegiada a precoce centralização política na figura do rei a posição geográfica estratégica seus portos eram passagem obrigatória entre as cidades italianas que monopolizavam o comércio do oriente e o norte da europa a rápida formação de uma burguesia mercantil a escola de sagres o mais completo e inovador centro de estudos náuticos da época propiciaram a expansão de portugal na procura de novas rotas comerciais uma vez que o comércio no mediterrâneo era monopólio das cidades italianas essa expansão iniciou-se com a tomada de ceuta em 1415 e estendeu-se da conquista e colonização da África e da Ásia até a descoberta do brasil no entanto o feudalismo não foi minado somente pelo aparecimento da burguesia mercantil mas também pela reforma protestante que atraiu essa mesma burguesia a reação da igreja não se fez esperar e a contrareforma sustentada pela companhia de jesus iniciou um movimento de reconquista espiritual as grandes navegações e a contra-reforma determinaram as duas tendências da produção literária do século xvi a preocupação com a conquista material literatura informativa que descreve as riquezas da terra 14
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b preocupação com a conquista espiritual literatura dos jesuítas voltada para a catequese do índio e para a orientação moral e espiritual dos colonos a literatura informativa em 1500 cabral descobriu o brasil e pero vaz de caminha cronista de sua armada escreveu a carta a el-rei dom manuel sobre o achamento do brasil documento que marca o início da literatura brasileira portugal no entanto não explorou de imediato a nova terra interessado no ouro da África e no comércio garantido com o oriente de onde vinham especiarias sedas e pedrarias arrendou a exploração da costa brasileira a comerciantes que exploravam o pau-brasil mas que eram impotentes para evitar ataques de estrangeiros endividado com os investimentos nas viagens ao oriente portugal iniciou a colonização do brasil com a expedição de martim afonso de sousa em 1530 esperando aqui encontrar metais e pedras preciosas nesse cenário cronistas portugueses e estrangeiros escreveram textos que revelam seu deslumbramento frente à nova terra tropical exótica misteriosa não são textos propriamente literários mas têm um valor documental inestimável para a história de nossos primeiros tempos e já contêm um sentimento nativista que encontrará sua expressão máxima no romantismo a origem do nome brasil muita gente diz que o nome brasil deriva do pau-brasil uma madeira que era extraída do litoral brasileiro e a partir da qual se fabricava uma tinta cor de brasa usada para tingir tecidos a história não é bem assim nos mapas medievais o mundo conhecido aparecia rodeado de ilhas imaginárias uma delas era a ilha brasil que se situava a oeste da irlanda essa localização foi encontrada em um mapa de 1324 e repetida em diversos planisférios também chamada hy brazil essa ilha mitológica afastava-se no horizonte sempre que os marujos se aproximavam 15
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a raiz de brasil é bress que na língua celta significa feliz encantado sortudo a ilha brasil seria portanto a ilha da felicidade um verdadeiro paraíso logo o nome brasil é de origem celta grupo de línguas faladas pelos antigos habitantes da irlanda da escócia e do país de gales já o pau-brasil era conhecido entre os italianos que o importavam do oriente durante a idade média o nome científico da madeira é lignum brasile rubrum derivado da ilha brasil pois se acreditava que o pau-brasil seria seu produto principal o nome brasil logo adotado pela maioria das pessoas fez com que todos os outros fossem deixados de lado tornando-se oficial em poucos anos pero vaz de caminha 1437 1500 com a carta de 1o de maio de 1500 caminha fundou a literatura brasileira numa linguagem pitoresca e agradável que revela um observador minucioso relatou ao rei d manuel tudo o que vira na nova terra de ponta a ponta é toda praia rasa muito plana e bem formosa pelo sertão pareceu-nos do mar muito grande porque a estender a vista não podíamos ver senão terra e arvoredos parecendo-nos terra muito longa nela até agora não pudemos saber que haja ouro nem prata nem nenhuma coisa de metal nem de ferro nem as vimos mas a terra em si é muito boa de ares tão frios e temperados como os de entre-douro e minho porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá Águas são muitas e infindas de tal maneira é graciosa que querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem mas o melhor fruto que nela se pode fazer me parece que será salvar esta gente e esta deve ser a principal semente que vossa alteza nela deve lançar nesse texto podemos perceber os dois objetivos que nortearam as grandes navegações conquista de bens materiais ouro prata metais e conquista espiritual conversão dos indígenas dilatação da fé cristã 16
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