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carta do editor sumário editoral página aberta leitores ponto de ordem figura do mês mundo real cultura figuras de cá dossier política reportagem sociedade economia e negócios em directo conjuntura desporto moda e beleza publicidade redigida figuras de lá recado social capa bruno senna 05 08 14 17 18 23 24 30 36 44 50 60 64 71 74 86 92 94 100 104 2 011 chegou ao fim e quando essa revista chegar às mãos dos leitores já 2012 começou a ensaiar os seus passos de afirmação num ano onde as atenções estarão viradas para a realização das eleições simultâneas-presidenciais e legislativas em função da alteração da nova constituição o presidente da república falou à nação em mensagem de final do ano e apontou algumas das tarefas que urge levar a cabo quer para a reconstrução física do país como pela reconciliação e consolidação da unidade no seio da família angolana dentro do respeito das diferenças de cada um o combate à pobreza foi eleito como uma das prioridades do executivo que quer ver reforçada a sua acção na luta contra as assimetrias regionais mas dezembro foi mês de festa em todo o mundo e em angola os angolanos assinalaram a data cada um à sua maneira e de acordo com as possibilidades houve muitos comes e bebes mas foi também momento para reflexão e nisso se falou em família das discrepâncias que ainda vai existindo na nossa sociedade onde cada vez se reclama uma maior justica na distribuição da riqueza nacional o nosso colega carlos miranda apresenta-nos a propósito da quadra festiva que se viveu um trabalho de reportagem oportuno e de qualidade uma qualidade que o mundo da cultura vê-se diminuído com a morte da cantora cabo-verdiana cesária Évora eternizada diva dos pés descalços a sua voz que se calou encantou o mundo e foi justa a última homenagem que lhe foi prestada de todos os pontos do mundo felicidade fica porque continuaremos a poder escutar a sua voz fruto dos discos que já gravou onde está patenteado o perfume da sua voz esses e outros assuntos desde a política economia desporto e vida social são temas abordados nesta edição que marca uma etapa do nosso percurso que este ano completará 13 anos outras etapas se seguirão figuras&negócios dezembro 2011 pág 2
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página aberta 08 cultura 24 política 44 publicação mensal de economia negócios e sociedade ano 11 n.º 121 dezembro 2011 n º de registo 13/b/97 fundador victor aleixo redacção carlos miranda sebastião félix venceslau mateus e suzana mendes fotografia nsimba george carlos mantama e samy manuel colaboradores manuel muanza mariano braz josé maria do espirito santos juliana evangelista crisa santos joão serra portugal mário santos inglaterra wallace nunes brasil e sousa jamba eua design e paginação humberto zage e sebastião miguel publicidade paulo medina chefe secretariado e assinaturas katila garcia revisão baptista neto distribuição e assinaturas portugal rené kunzika telf 00351926832452 londres diogo júnior e16-1ld tel 00447944096312 tlm 07752619551 email todiogojr@hotmail com brasil wallace nunes móvel 55 11 9522-1373 e-mail wallace_nunes@hotmail.com produção gráfica cor acabada lda tiragem 10.000 exemplares direcção e redacção edifício mutamba-luanda 2º andar porta s tel 222 397 185 222 335 866 fax 222 393 020 caixa postal 6375 e-mails figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao site www.figurasenegocios.com pág pág pág pág 50 reportagem figuras&negócios dezembro 2011 pág 3
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editorial hora de mudar o lhando para trás constatamos que o percurso da revista figuras&negócios já vai longo iniciamos a publicação da revista em dezembro de 1990 com alguma timidez e receio mesmo que pudessemos caminhar durante anos sem sobressaltos se é verdade que conseguimos caminhar até hoje no inicio 2012 não podemos afirmar peremptóriamente que o percurso foi feito de forma linear sem dificuldades não tivemos obstáculos grandes pedragulhos no nosso caminho que quase nos faziam desistir dos nossos propósitos de formar e informar a opinião pública vencemos algumas incompreensões mas também tivemos estímulos que se tornaram encorajantes para prosseguirmos nessa senda de fazer uma informação objectiva realista sem sensacionalismos baratos sobre o país e o mundo no final do ano é oportunidade para se fazer o balanço do trabalho percorrido e perpectivar novas etapas daí que agora seja o momento para perguntarmos se já cumprimos o nosso papel se vamos continuar nesta senda sobretudo numa altura em que muitas outras publicações vão surgindo no mercado nacional entendemos que sim que devemos continuar mas urge mudar de estratégia o nosso lugar conquistado no mercado com trabalho dedicação e profissionalismo apurado está cimentado no âmbito de uma revista mais actuante mais vivencial com o dia a dia das populações angolanas entendemos que urge mudar a estratégia para continuarmos a ser líderes de opinião no segmento onde actuamos pautaremos a nossa actividade jornalistica por mais análises investigação e grandes dossieres sobre o país em primeiro lugar em todos os segmentos da vida nacional queremos reforçar a nossa poresença com mais regularidade no mercado nacional atingindo aqueles pontos que conhecedores do nosso produto editorial nem sempre têm o acesso rápido melhoraremos com isso e diversificaremos os circuitos de distribuição numa iniciativa que também se estenderá à diáspora àqueles países do mundo onde por razões diversas os angolanos hoje fazem morada quantas vezes em número considerável timidamente estivemos na inglaterra na holanda no canadá no brasil na africa do sul na namíbia e em portugal mas queremos estar mais presentes falando sobre os pontos negativos e positivos do desenvolvimento do país são planos concretizáveis nessa perspectiva de maior proximidade e interactividade com os nossos leitores são metas que podem ser vencidas se a sociedade política e empresarial as instituições do poder souberem participar privilegiando as páginas da nossa revista para publicitar os seus produtos e serviços abrindo igualmente as suas portas para que tenhamos a informação privilegiada correcta e fidedigna para oferecermos aos nossos leitores nâo pedimos proteccionismos exagerados para nos afirmarmos porque a afirmação fazemo-la pelo trabalho pelo respeitodaética,pelocompromissosagrado para com os nossos leitores mas é justo apelar a esse sentimento de angolanidade quiça de patriotismo em defesa do que é nosso para que o país possa progredir de forma integra e não com deformações e é importante realçar que a boa imagem de angola não passa só e apenas por resultados fantásticos no seu crescimento nem sequer no apadrinhamento ou casamento com projectos importados quantas vezes penalizantes aos interesses mais gerais da terra que nos viu nascer É dessa consciência que hoje se precisa que se reclama de todos para podermos continuar a fazer e ter uma informação melhor do país uma imagem mais objectiva dessa angola em reconstrução que não pode nunca transformar os seus filhos em actores de segunda figuras&negócios dezembro 2011 pág 5
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página aberta porta-voz da coligação revela a ambição para as próximas eleições a nova democracia quer ser a segunda força política do país lais eduardo que se tornou conhecido no meio político por representar a fnla protagonizou um facto político ao mudar-se com outros correligionários para a nova democracia esta e outras questões foram abordadas na entrevista que se segue em que o político aborda os motivos do aprofundamento da crise na fnla e revela os planos do partido do qual agora é porta-voz a nova democracia que segundo o mesmo está a trabalhar arduamente para atingir 40 dos deputados nas próximas eleições por suzana mendes texto nsimba george fotos figuras&negócios dezembro 2011 pág 8
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página aberta cil lais eduardo l.e em todo lado onde vou existe a curiosidade em saber o motivo da mudança tanto eu como os outros colegas que mudaram para a nova democracia fizemos uma reflexão e concluímos que do nosso ponto de vista tínhamos que fazer uma opção para o melhor para ver se enquanto patriotas poderíamos dar uma contribuição substancial ao país as motivações que nos levaram a militar na fnla foram postas em causa a fnla vive uma crise de quase 14 anos e sabemos o que se passou f&n na sua visão o que se passou l.e houve a reconciliação em 2004 depois o partido voltou a conhecer a crise o falecido presidente não convocou o congresso nos termos das decisões do anterior conclave o presidente depois faleceu foram feitos congressos unilaterais de um lado e de outro o doutor lucas ngonda realizou um congresso enquanto o presidente holden roberto estava em vida que acabou anulado pelo tribunal constitucional o engenheiro ngola kabangu também realizou outro congresso unilateral que também foi posto em causa porque não tinha competência para convocar uma vez que era o segundo vice-presidente pois o partido tinha na altura um segundo vice-presidente anulados os dois congressos o tribunal recomendou a realização de um congresso nos termos definidos pelo congresso da reconciliação porque o tribunal ao analisar a questão teve que basear-se nos estatutos na fnla tendo em conta que holden roberto já não estava em vida lucas ngonda por força dos estatutos era o presidente interino e deveria f iguras e negócios f&n anunciou a sua saída da fnla para um outro partido foi uma decisão difí convocar um congresso no qual ngola kabangu deveria participar e assim acabar com a crise interna convocado o congresso ngola kabangu não quis participar por livre e espontânea vontade pondo em causa a decisão do tribunal assim como as normas que regem a fnla contudo a sua ausência acabou por fragilizar o partido porque a fnla precisava da unidade das duas principais tendências a reformista e a reformadora ngola kabangu pecou por não ter ido ao congresso e lucas ngonda falhou por não se ter preocupado mais com as questões da unidade do partido f&n durante muito tempo defendeu acerrimamente as posições de lucas ngonda porquê que só agora reconhece as suas falhas l.e tem razão de colocar esta questão mas se notar se analisar os meus discursos enquanto portavoz da fnla foi sempre em prol da unidade do partido porque a unidade é fundamental actualmente a unidade já não diz nada ao doutor lucas ngonda o motivo da discórdia entre nós está aí pois depois de ter chegado à presidência da fnla o doutor lucas ngonda já não quer ouvir falar da unidade do partido tem o controle da situação é o líder e pensa que vai trabalhar com os que estão com ele uma vez que estão em causa as premissas da unidade eu já não podia falar a mesma linguagem que o doutor lucas ngonda f&n ngola kabangu acusou o mpla concretamente o seu secretário-geral de ser o mentor da divisão na fnla tendo em conta que foi uma das figuras chave de uma das tendências pode esclarecer esta questão l.e nunca houve contacto entre a fnla e o mpla sob a direcção de lucas ngonda nunca sobre a carta que está a circular não posso desmentir ou confirmar a sua veracidade mas pelo que li o doutor lucas ngonda já desmentiu e disse que a carta foi forjada apenas participei de dois encontros entre a fnla e o mpla foram encontros bilaterais realizados à luz do dia na assembleia nacional na fnla reconciliada então liderada por holden roberto enquanto porta-voz participei do primeiro encontro em finais de 2004 o segundo lembrome da data foi a 15 de julho de 2005 os encontros bilaterais foram para discutir os problemas do país tal como acontece com outros partidos políticos f&n está na vida política activa há vários anos ideologicamente o que é que o move l.e hoje após a queda do muro de berlim as ideologias já não têm muita importância ser do centro de esquerda ou de direita pouco me diz o que me move como patriota é o interesse de servir o país sou um militante partidário da oposição entendo que o país está a ser mal gerido ou seja o partido que governa ainda está muito distante das aspirações do povo angolano o mpla parece identificar-se com o povo mas a prática demostra que tal não acontece se assim fosse com os recursos que o país tem os angolanos deveriam ter melhor qualidade de vida quem são os detentores da riqueza nacional são aqueles que dirigem o país e que ostentam há um fosso muito grande entre a grande maioria dos angolanos que são pobres e uma pequena elite que beneficia dessa riqueza em detrimento da maioria f&n acredita que essa mudança a que se refere será possível através da nova democracia partido no qual se filiou l.e claro por causa da abertura não entramos na nova democracia como aventureiros tivemos sessões encontros com a direcção figuras&negócios dezembro 2011 pág 9
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página aberta da nova democracia tivemos que saber o que é a nova democracia tivemos garantias de que a nova democracia é uma força política emergente que está a afirmar-se para protagonizar mudanças dentro das metas protagonizadas entendemos que a nova democracia sendo uma força política dirigida por uma geração de patriotas que quer de facto a mudança pode mudar o país mas ao mesmo tempo é uma força política humilde que conhecendo o xadrez político angolano está a trabalhar para se tornar a segunda força política de angola para formar governo nos próximos anos a nova democracia está a trabalhar para ter uma forte represen quem são os detentores da riqueza nacional são aqueles que dirigem o país e que ostentam há um fosso muito grande entre a grande maioria dos angolanos que são pobres e uma pequena elite que beneficia dessa riqueza em detrimento da maioria tação parlamentar aumentando o nosso peso político já estamos no parlamento agora a meta é engordar para nos tornarmos na segunda força política a etapa seguinte seria trabalhar para em cinco anos ganhar as eleições com uma maioria esmagadora e formar governo para servir os angolanos que estão mal servidos f&n como se sente na nova democracia l.e sinto-me muito bem tenho muita pena de dizer isso dói-me mas a fnla é um dador de quadros o vice-presidente da coligação nova democracia veio da fnla eu o conhecia mas nunca mais o tinha visto dois dos presidentes dos partidos que integram a coligação vieram da fnla encontramos na coligação velhos companheiros portanto sinto-me em casa f&n o país caminha para as eleições gerais como é que a nova democracia se está a preparar para o processo l.e estamos a trabalhar muito seriamente para alargar o nosso raio de acção a nova democracia está implantada em todo o país estamos muito bem em todas as capitais de província estamos a penetrar em muitos municípios do país e a avançar para as comunas o partido encontrou uma fórmula que é de aplaudir a nossa coligação integra seis partidos políticos no quadro da coligação cada força política ocupase de três províncias o que permite a cobertura de todo o país esse sistema permite que para além da responsabilidade partidária em cada província cada partido desenvolve figuras&negócios dezembro 2011 pág 10
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página aberta a acção da coligação nas províncias sob a sua responsabilidade quando a direcção da coligação visita uma província reúne com os membros de todos os partidos integrantes da coligação trabalhamos com espírito de equipa desta forma não só a nova democracia vai crescendo como os partidos políticos que a integram para as próximas eleições vamos trabalhar para aumentar a presença no parlamento pois queremos ter quarenta porcento dos deputados temos consciência que não é fácil mas vamos à luta f&n notamos que nas questões chave para o país como foi o caso da constituição a nova democracia vota coincidentemente de acordo com o mpla o que leva a que alguns analistas a apontem como sendo uma força política próxima ao partido da situação pode esclarecer esta questão l.e não há nunca houve inclusive concertação em termos de a nova democracia está a trabalhar para ter uma forte representação parlamentar aumentando o nosso peso político já estamos no parlamento agora a meta é engordar para nos tornarmos na segunda força política a etapa seguinte seria trabalhar para em cinco anos ganhar as eleições com uma maioria esmagadora e formar governo opinião com o partido da situação estamos sempre presentes nas discussões do parlamento porque entendemos que a política de cadeira vazia não funciona somos uma força política nova queremos crescer outro ponto que quero esclarecer é que nós não estamos revestidos dos radicalismos e dos conflitos que marcam os partidos históricos do passado a nossa tristeza é que a conotação que se faz vem de partidos da oposição que deveriam ser parceiros da nova democracia repare o que aconteceu na república democrática do congo em que se tivesse havido união entre as forças da oposição teriam ganho as eleições lá a oposição venceu com cinquenta e um porcento dos votos mas dividida kabila foi eleito com pouco mais de quarenta e oito porcento a oposição angolana deveria ser solidária entre si a conotação que se faz em relação ao mpla é injusta e gratuita f&n ao longo da entrevista falou das discrepâncias sociais o que tem sido uma das motivações para as manifestações que ocorrem em diversos pontos do país qual é a posição do vosso partido sobre esta questão l.e isso é muito importante são sinais muito importantes a visão da nova democracia é de que desde que as manifestações se en figuras&negócios dezembro 2011 pág 12
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página aberta quadrem na lógica da ordem constitucional estabelecida estamos de acordo trata-se de um dos mecanismos do sistema democrático através do qual o povo pode exprimirse quando o povo se organiza de forma ordeira para rejeitar posições assumidas por quem dirige o país este tipo de iniciativas são boas mas não podemos aceitar é que estas manifestações resvalem para distúrbios como está a acontecer no norte de África angola já sofreu muito somos contra a violência porque temos a experiência do passado f&n outras das reclamações constantes que ouvimos prende-se com a situação dos antigos combatentes grupo no qual se enquadra uma vez que a maior parte dos mesmos não tem o devido apoio social por parte do estado que solução pode ser encontrada para esta questão l.e eu também sou antigo combatente os antigos combatentes deveriam ser acarinhados pela nação se hoje angola é livre e independente é graças a contribuição dos compatriotas que não hesitaram e enfrentaram a poderosa máquina colonialista o governo angolano neste capítulo tem feito muito pouco o grande problema que o nosso país tem é o sistema selectivo a política de exclusão porque os antigos combatentes do mpla beneficiam de outros fundos onde recebem pensões quanto aos da fnla e aos da unita tirando os 16.000 kwanzas que alguns recebem não recebem mais nada e tendo em conta o custo de vida este dinheiro não chega para o sustento de uma família temos que reflectir muito sobre esta questão porque levanta questões em torno da unidade nacional a unidade passa por muitos pressupostos para além da paz resultante do calar das armas hoje queremos a paz social que passa pela satisfação das aspirações mais importantes do povo f&n esta reflexão nos leva à outra que é a dos heróis nacionais pois muitos dos que deram um valoroso contributo à luta de libertação nacional não são reconhecidos l.e para nós que fomos antigos combatentes abordar esta questão nos dá muita tristeza pela forma como o poder político actual aborda a questão dos heróis nacionais holden roberto que para mim apesar de estar agora na nova democracia é o pai do nacionalismo angolano não é reconhecido como é possível o grande erro que o actual sistema comete é sempre querer partidarizar a vida política nacional estão sempre a exaltar os combatentes ligados ao partido da situação e ignoram os outros ignorar isso é tapar o sol com a peneira no que toca aos empresários conhece algum empresário que tenha sucesso e não tenha conotação com o partido no poder até a obtenção de crédito segue a mesma lógica É chegado o momento de deixarmos a lógica de politização e partidarização da vida política nacional figuras&negócios dezembro 2011 pág 13
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leitores bento bento quer acção s e algumas pessoas mal intencionadas estavam à espera que bento bento o novo governador de luanda começasse a gestão do cargo a falar sempre que lhe dessem oportunidades para tal enganaram-se pelo contrário o ainda secretário provincial do partido mpla em luanda começou a agir como um autêntico gestor nada de muitos discursos acção muita acção É isto que ele inteligentemente está a fazer retirando da linha estratégica dos seus antecessores as palavras comício discursos de inaugurações insignificantes palestras enfim o homem quase que entrou mudo acho que começou bem mas que ele tem vontade de falar tem conheço o seu dom natural de mobilização de massas mas por enquanto lá vai indo sem muitas aparências públicas arquitectando quem sabe uma nova forma de governar falar mais para quê ter-se-á questionado e é verdade.luanda precisa de muito trabalho e poucas promessas se se olhar para a sua periferia quem que por aqui venha assusta-se nada de mais do que se passa nos países da Ásia ou da américa latina.um saneamento básico que precisa urgentemente de remendos ou mesmo uma reconstrução total para que não sofra pela milionésima vez os efeitos devastadores das chuvas embora tenha que ser orientado de cima como cidadão nascido e residente nesta cidade há cinquenta anos aconselho ao meu governador que não se esqueça nunca de colocar na sua agenda a necessidade de se combater o desemprego a criminalidade e a prostituição que é levada a sério pelos estrangeiros tudo está reunido num dossier melindroso que ele próprio o nosso governador tem de desembrulhar com muito cuidado porque por detrás de outros negócios como o tráfico de drogas vai chocar com gente pesada e provavelmente protegida por mim tenho mesmo que dar os parabéns por estes primeiros cem dias de governação de um político experiente que agora tem em mãos um projecto de governação que não é nada fácil vá em frente senhor bento bento josé gouveia neto luanda pequenos criadores d s ou huilano de gema e quero ver o nosso executivo a trabalhar para que a província se torne de facto a principal produtora de gado bovino embora rivalize com outras províncias como o cunene benguela e huambo apesar disso toda a gente sabe que foi a minha província a detentora deste título logo após angola ter conquistado a independência pois por aqui reinam criadores de gado mais famosos aqueles que abasteceram o grande mercado que é luanda já temos as grandes fazendas temos gente experimentada mas persistem os mesmos problemas de sempre a confrontação entre os pequenos criadores e os grandes aqueles que têm maior riqueza e influência junto do poder e que por isso mesmo têm estado a prejudicar os indígenas uma vez que as melhores pastagens as melhores terras tiradas da imprensa a maka da sucessão kim jong-un não tem o mesmo carisma do pai e a sociedade norte-coreana não se unirá em torno dele É provável que com a morte de kim jong-ii acentue-se o embate de poderes entre a família dele o partido trabalhista e o exército norte-coreano essa disputa teve início em 2008 logo que kim jong-ii começou a ter problemas de saúde o reflexo dela é instabilidade principalmente regional henrique altemani professor de relações internacionais da puc e coordenador do grupo de estudos Ásia pacífico in veja se nem a idade de kim jong-un filho do falecido presidente norte coreano sabemos ao certo quanto mais o grau de preparação que ele tem para governar ele pode ou não estar intimamente envolvido nas questões políticas do país tanto figuras&negócios dezembro 2011 pág 14
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