Biossegurança em Laboratórios Biomédico e de Microbiologia - 3.ª Edição revista e atualizada

 

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ministÉrio da saÚde secretaria de vigilância em saúde departamento de vigilância epidemiológica biossegurança em laboratórios biomÉdicos e de microbiologia título original biosafety in microbiological and biomedical laboratories ­ 4th edition ­ may of 1999 3.a edição revista e atualizada 2.a reimpressão série a normas e manuais técnicos brasília ­ df 2006

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© 2000 ministério da saúde todos os direitos reservados É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial a responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica a coleção institucional do ministério da saúde pode ser acessada na íntegra na biblioteca virtual em saúde do ministério da saúde http www.saude.gov.br/bvs o conteúdo desta e de outras obras da editora do ministério da saúde pode ser acessado na página http www.saude.gov.br/editora direitos patrimoniais de autor cedidos ao ministério da saúde pelos editores para edição desta obra em português edição original em inglês biosafety in microbiological and biomedical laboratories ­ editada pelo cdc ­ prevention and control center of diseases and ins ­ national institute of health ­ washington ­ united states ­ 4th edition ­ may of 1999 1st edition 1994 série a normas e manuais técnicos tiragem 3.ª edição em português ­ revista e atualizada ­ 2.ª reimpressão ­ 2006 ­ 1.500 exemplares organização distribuição e informações 3.ª edição revista e atualizada ­ 2004 ministÉrio da saÚde secretaria de vigilância em saúde departamento de vigilância epidemiológica coordenação-geral de laboratórios de saúde pública setor de autarquias sul quadra 4 bloco n sala 712 cep 70070-040 brasília ­ df tels 61 3314-6352 3314-6550 3314-6556 e-mail svs@saude.gov.br home page www.saude.gov.br/svs responsável técnico mário cesar althoff 1.ª edição em português ­ 2001 ministÉrio da saÚde fundação nacional de saúde centro nacional de epidemiologia coordenação nacional de laboratórios de saúde pública setor de autarquias sul quadra 4 bloco n 6.º andar sala 619 cep 70070-040 brasília ­ df tels 61 3314-6550 3314-6556 revisão técnica da tradução núcleo de biossegurança nubio vice-presidência de tecnologia fundação oswaldo cruz av brasil n.o 4.036 ­ 7.o andar sala 716 cep 21040-961 rio de janeiro ­ rj tels 21 2590-9122 ­ ramal 257/258 fax 21 2590-9122 impresso no brasil printed in brazil ficha catalográfica brasil ministério da saúde secretaria de vigilância em saúde departamento de vigilância epidemiológica biossegurança em laboratórios biomédicos e de microbiologia ministério da saúde secretaria de vigilância em saúde departamento de vigilância epidemiológica ­ 3 ed em português rev e atual ­ brasília ministério da saúde 2006 290 p il ­ série a normas e manuais técnicos isbn 85-334-0777-7 tradução do inglês biosafety in microbiological and biomedical laboratories isbn 017-040-00547-4 1 laboratórios de saúde pública 2 técnicas e procedimentos de laboratório i título ii série nlm qy 25 catalogação na fonte ­ coordenação-geral de documentação e informação ­ editora ms ­ os 2006/0694 título para indexação em espanhol biosecuridad en laboratorios biomédicos y de microbiología editora ms documentação e informação sia trecho 4 lotes 540/610 cep 71200-040 brasília ­ df tels 61 3233-1774 3233-2020 fax 61 3233-9558 e-mail editora.ms@saude.gov.br home page www.saude.gov.br/editora equipe editorial normalização leninha silvério revisão mara pamplona e paulo henrique de castro capa e projeto gráfico fabiano bastos

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dedicatória esta quarta edição de biossegurança em laboratórios biomédicos e de microbiologia é dedicada à vida e às realizações de john h richardson d.v m m p h dr richardson foi pioneiro e incessante defensor da segurança para a educação biológica ele foi o co-editor das duas primeiras edições da blbm cujas normas são agora aceitas como o padrão ouro internacional para a condução segura de uma pesquisa microbiológica ele adaptou os programas de quarentena de animais importados para os estados unidos e o de manejo de organismos biológicos perigosos em laboratórios de pesquisas ele foi sóciopresidente e ex-presidente da associação americana de segurança biológica american biological safety association e auxiliou no desenvolvimento do programa de qualificação dos profissionais da área de segurança biológica após uma longa e ilustre carreira no serviço de saúde pública public health service ele atuou como diretor de segurança do meio ambiente e na secretaria de saúde da universidade de emory antes de se tornar um renomado consultor de biossegurança talvez o aspecto mais importante por ter sido um cavalheiro e defensor da saúde pública os muitos amigos e associados que tiveram o privilégio de conhecê-lo e trabalhar ao seu lado sentirão muito a sua falta tradução fiel ao texto publicado na 4a edição da obra impressa em washington ­ united states.

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sumário relação de tabelas figuras e listas apresentação 7 9 prefÁcio 11 seção i 13 introdução 13 seção ii 19 princípios de biossegurança 19 seção iii 29 níveis de biossegurança laboratorial 29 seção iv 65 critérios para os níveis de biossegurança para animais vertebrados 65 seção v 89 avaliação dos riscos 89 seção vi 97 níveis de biossegurança recomendados para agentes infecciosos e animais infectados 97 seção vii relação dos agentes seção vii-a agentes bacterianos seção vii-b agentes fúngicos seção vii-c agentes parasitários seção vii-d príons seção vii-e agentes rickettsiais seção vii-f agentes virais não incluindo o arbovírus seção vii-g arbovírus e vírus zoonóticos relacionados 101 101 101 127 132 138 149 153 178

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referÊncias bibliogrÁficas 195 referências e lista de notas 195 apÊndice a contenção primária cabines de segurança biológica apÊndice b imunoprofilaxia apÊndice c transporte e transferência de agentes biológicos 235 235 247 247 249 249 apÊndice d 255 patógenos animais 255 apÊndice e 257 fontes de informações 257 apÊndice f 259 segurança do laboratório e resposta de emergência para laboratórios biomédicos e de microbiologia 259 apÊndice g 265 gerenciamento integrado de roedores e de insetos 265 apÊndice h 271 trabalhos com células e tecidos humanos e de outros primatas 271 apÊndice i 273 normas para o trabalho com toxinas de origem biológica 273 Índice remissivo 279 equipe tÉcnica e editorial 287

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relação de tabelas figuras e listas relação de tabelas tabela 1 resumo dos níveis de biossegurança recomendados para agentes infecciosos 64 tabela 2 resumo dos níveis de biossegurança recomendados para as atividades nas quais animais vertebrados infectados naturalmente ou experimentalmente são utilizados 88 tabela 3 as doenças causadas por príons 139 tabela 4 agentes causadores de infecções adquiridas em laboratório 179 tabela 5 cepas vacinais de vírus do nb-3/4 que podem ser manipuladas em um nível de biossegurança 2 185 tabela 6 infecções associadas ao laboratório ou ao laboratório animal 1 186 tabela 7 infecções associadas ao laboratório ou ao laboratório animal 2 192 tabela 8 comparação entre as cabines de segurança biológica 239 tabela 9 patógenos animais 255 relação de figuras figura 1 cabine de segurança biológica classe i 241 figura 2a cabine de segurança biológica classe ii tipo a 242

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figura 2b cabine de segurança biológica classe ii tipo b1 243 figura 2c cabine de segurança biológica classe ii tipo b2 244 figura 2d cabine de segurança biológica classe ii tipo b3 245 figura 3 cabine de segurança biológica classe iii 246 figura 4 embalagem e rotulagem de substâncias infecciosas 254 figura 5 embalagem e rotulagem de amostras clínicas 254 relação de listas lista 1 precauções padrão para autópsias de pacientes com suspeita de doença por príons 145 lista 2 procedimentos de descontaminação da sala de autópsia 146 lista 3 procedimentos de corte do cérebro 147 lista 4 preparação do tecido 147 lista 5 arbovírus e arenavírus designados para o nível de biossegurança 2 182 lista 6 arbovírus e alguns outros vírus designados para o nível de biossegurança 3 com base em experiência insuficiente 189 lista 7 arbovírus e alguns outros vírus designados para o nível de biossegurança 3 190 lista 8 arbovírus arenavírus e filovírus designados para o nível de biossegurança 4 193

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apresentação o imprevisível e diversificado comportamento das doenças infecciosas emergentes e reemergentes tem acarretado a discussão das condições de biossegurança nas instituições de ensino pesquisa desenvolvimento tecnológico e de prestação de serviços a despeito do avanço tecnológico o profissional de saúde está freqüentemente exposto a riscos biológicos e de produtos químicos cujo enfrentamento está consubstanciado na adequação das instalações do ambiente de trabalho e na capacitação técnica desses profissionais o manejo e a avaliação de riscos são fundamentais para a definição de critérios e ações e visam a minimizar os riscos que podem comprometer a saúde do homem dos animais do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos a biossegurança constitui uma área de conhecimento relativamente nova regulada em vários países por um conjunto de leis procedimentos ou diretrizes específicas no brasil a legislação de biossegurança foi criada em 1995 e apesar da grande incidência de doenças ocupacionais em profissionais de saúde engloba apenas a tecnologia de engenharia genética estabelecendo os requisitos para o manejo de organismos geneticamente modificados a segurança dos laboratórios e dos métodos de trabalho transcende aos aspectos éticos implícitos nas pesquisas com manipulação genética medidas de biossegurança específicas devem ser adotadas por laboratórios e aliadas a um amplo plano de educação baseado nas normas nacionais e internacionais quanto ao transporte à conservação e à manipulação de microorganismos patogênicos.

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apresentação ao apresentar este livro tradução autorizada do original em inglês biosafety in microbiological and biomedical laboratories ­ 4th edition ­ cdc-inh 1999 esperamos atender às necessidades de conhecimento básico de biossegurança laboratorial dos profissionais participantes do programa nacional de capacitação em biossegurança laboratorial que está sendo desenvolvido pelo centro nacional de epidemiologia da fundação nacional de saúde cenepi/funasa e constituir um roteiro atualizado de condutas gerais de segurança para os profissionais que atuam na rede nacional de laboratórios de saúde pública brasília df abril de 2004 jarbas barbosa da silva junior secretário de vigilância em saúde do ministério da saúde 10

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prefácio esta publicação descreve as combinações das práticas padrão de microbiologia e as especiais dos equipamentos de segurança e das instalações que constituem os níveis de biossegurança de 1-4 recomendados para um trabalho que envolva uma variedade de agentes infecciosos em vários estabelecimentos laboratoriais essas recomendações possuem um caráter consultivo a intenção é a de fornecer um guia voluntário ou um código de prática assim como os objetivos para as operações de um nível mais alto esses conselhos são também oferecidos como um guia e uma referência na construção das instalações de um novo laboratório e na reforma de instalações já existentes porém a aplicação destas recomendações na operação de um laboratório particular deverá se basear na avaliação do risco dos agentes e das atividades especiais ao invés de ser considerada como um código universal e genérico aplicável a todas as situações desde a publicação da terceira edição do livro biossegurança em laboratórios biomédicos e de microbiologia ocorreram inúmeros eventos que acabaram por influenciar algumas das mudanças feitas nesta quarta edição · em resposta à preocupação global referente às doenças infecciosas emergentes e às reemergentes a seção de avaliação de riscos foi ampliada para proporcionar ao laboratorista informações adicionais para facilitar a implantação de tais determinações 11

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prefácio devido à grande demanda de projetos e construções de laboratórios biomédicos e microbiológicos particularmente nos níveis de biossegurança 3 foram incorporados esclarecimentos e acréscimos às seções instalações em particular às seções iii e iv o objetivo é a expansão da abordagem baseada na atuação com o objetivo de se obter uma contenção apropriada · com a identificação da encefalopatia espongiforme bovina eeb na inglaterra houve um aumento significativo do interesse sobre doenças provocadas por príons por essa razão foi acrescentado um apêndice para direcionar as várias preocupações associadas ao trabalho com tais agentes · como têm ocorrido várias infecções associadas a laboratórios envolvendo agentes previamente conhecidos e desconhecidos foram modificados ou acrescentados vários resumos das características de agentes nesta edição · os resumos de agentes agora contêm informações sobre os requisitos necessários para a obtenção de licenças para o transporte de microorganismos infecciosos o motivo para essa modificação foi a preocupação em relação ao crescente transporte nacional e internacional de microorganismos infecciosos · e finalmente nestes últimos anos houve uma preocupação crescente em relação ao bioterrorismo o que tem provocado um considerável interesse nas questões que envolvem a biossegurança portanto foi acrescentado um apêndice para ajudar na concentração das atenções sobre as necessidades de se aumentar a segurança nos laboratórios de microbiologia gostaríamos também de agradecer as contribuições de muitos profissionais da comunidade científica que proporcionaram idéias para o aperfeiçoamento desta edição em particular temos um grande débito com o comitê técnico de revisão technical review committee da associação americana de segurança biológica american biological safety association por seus amáveis comentários e suas valiosas sugestões · 12

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seção i introdução laboratórios de microbiologia são com freqüência ambientes singulares de trabalho que podem expor as pessoas próximas a eles ou que neles trabalham a riscos de doenças infecciosas identificáveis as infecções contraídas em um laboratório têm sido descritas por meio da história da microbiologia os relatórios de microbiologia publicados na virada do século descreveram casos de tifo cólera mormo brucelose e tétano associados a laboratórios.1 em 1941 meyer e eddie2 publicaram uma pesquisa de 74 casos de brucelose associados a laboratório ocorridos nos estados unidos e concluíram que a manipulação de culturas ou espécies e a inalação da poeira contendo a bactéria brucella são eminentemente perigosas para os trabalhadores de um laboratório inúmeros casos foram atribuídos à falta de cuidados ou a uma técnica de manuseio ruim de materiais infecciosos em 1949 sulkin e pike3 publicaram a primeira de uma série de pesquisas sobre infecções associadas a laboratórios eles constataram 222 infecções virais sendo 21 delas fatais em pelo menos um terço dos casos a provável fonte de infecção estava associada ao manuseio de animais e tecidos infectados acidentes conhecidos foram registrados em 27 12 dos casos relatados em 1951 sulkin e pike4 publicaram a segunda de uma série de pesquisas baseada em um questionário enviado a 5.000 laboratórios somente um terço dos 1.342 casos citados foi relatado na literatura a brucelose era a infecção mais freqüentemente encontrada nos relatórios em relação às infecções contraídas em um 13

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seção i introdução laboratório e juntamente com a tuberculose a tularemia o tifo e a infecção estreptocócica contribuía para 72 de todas as infecções bacterianas e 31 das infecções causadas por outros agentes o índice total de mortalidade era de 3 somente 16 de todas as infecções relatadas estavam associados a um acidente documentado a maioria desses estava relacionada ao uso de pipetas seringas e agulhas essa pesquisa foi atualizada em 1965,5 quando houve um acréscimo de 641 novos casos ou de casos que não haviam sido relatados anteriormente em 1976,6 houve uma nova atualização perfazendo um total acumulativo de 3.921 casos a brucelose o tifo a tularemia a tuberculose a hepatite e a encefalite eqüina venezuelana eram as infecções mais comumente relatadas menos de 20 de todos os casos estavam associados a um acidente conhecido a exposição aos aerossóis infecciosos era considerada uma fonte plausível mas não confirmada de infecção para mais de 80 dos casos em que as pessoas infectadas haviam trabalhado com o agente em 1967,7 hanson e colaboradores relataram 428 casos patentes de infecções de arbovírus associados a laboratório em alguns casos a capacidade de um dado arbovírus de produzir uma doença humana foi primeiramente confirmada como o resultado de uma infecção não-intencional da equipe laboratorial no caso os aerossóis infecciosos eram considerados a fonte mais comum de infecção em 1974 skinholj8 publicou os resultados de uma pesquisa segundo a qual os funcionários dos laboratórios clínicos dinamarqueses apresentavam uma relatada incidência de hepatite 2,3 casos ao ano por 1.000 funcionários sete vezes maior que a população em geral de maneira semelhante uma pesquisa de 1976 realizada por harrington e shannon,9 indicou que os trabalhadores de laboratórios médicos na inglaterra apresentavam um risco cinco vezes maior de adquirir uma tuberculose do que a população em geral a hepatite b e a shigelose também eram conhecidas por serem um contínuo risco ocupacional junto com a tuberculose essas eram as três causas mais comuns de infecções associadas a laboratório relatadas na grã-bretanha 14

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seção i introdução embora esses relatórios sugerissem que os funcionários de laboratórios corriam um elevado risco de se contaminar pelos agentes que eles próprios manipulavam os índices atuais de infecção não se encontram disponíveis porém os estudos de harrington e shannon e os de skinholj10 indicam que as equipes laboratoriais apresentavam maiores índices de tuberculose shigelose e de hepatite b do que a maioria da população em geral ao contrário das ocorrências documentadas de infecções contraídas por funcionários de laboratórios esses laboratórios que trabalham com agentes infecciosos não representam uma ameaça à sociedade por exemplo embora 109 casos de infecções associadas a laboratórios tenham sido registrados nos centros de prevenção e controle de doenças de 1947 a 1973,11 nenhum caso secundário foi relatado nos membros da família ou em contatos comunitários o centro nacional de doença animal relatou uma experiência12 semelhante sem nenhum caso secundário ocorrido nos contatos laboratoriais e não-laboratoriais em relação aos 18 casos de infecções associadas a laboratório no período de 1960 a 1975 por meio de um caso secundário da doença de marburg contraído pela esposa de um paciente de caso primário concluiuse que a infecção havia sido sexualmente transmitida dois meses após o marido ter recebido alta do hospital.13 três casos secundários de varíola foram relatados em dois surtos associados a laboratório na inglaterra em 197314 e 1978.15 relatos anteriores de seis casos de febre q entre os funcionários de uma lavanderia comercial que lavava os uniformes e as roupas de um laboratório que manipulava o agente,16 um caso de uma pessoa que visitava o laboratório17 e dois casos de febre q em contatos domiciliares de um rickettsiologista18 também foram constatados existe o relato de um caso de transmissão do vírus b de um macaco para um tratador de animais infectados e deste para sua esposa aparentemente provocado pelo contato do vírus com a pele lesionada do indivíduo.19 esses casos são representativos da natureza esporádica e da pouca freqüência das infecções na comunidade de trabalhadores de laboratório que lidam com agentes infecciosos na revisão de 1979,20 pike chegou à conclusão de que o conhecimento as técnicas e o equipamento para a prevenção das infecções laboratoriais já estavam disponíveis nos estados uni15

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