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distribuiÇÃo gratuita para clientes tvcabo nº 105 ano viii dezembro 2011 a tvcabo em revista naguib tvcabo entrevista tecnologia ftth chega À beira
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Índice editorial eis-nos chegados a dezembro último mês do ano neste caso 2011 altura sempre dada a balanços no caso concreto da viva e porque os nossos leitores são sempre o mais importante inovámos e refrescámos tanto a nível gráfico como de conteúdos tornando a viva mais atraente demos a conhecer puxando-as para a capa de um modo mais aprofundado do que o habitual figuras da cultura da sociedade e do desporto do nosso país nesta edição revelamos mais uma naguib um dos maiores nomes da nossa pintura para ele a pintura é a poesia dos olhos porque ambas pintura e poesia mexem de mesma forma com a emoção naguib confessou que é extremamente disciplinado na sua actividade e só a exerce quando está emocionalmente bem ficámos ainda a saber que respeita tanto o equilíbrio estético da obra que por vezes chega até a não assiná-la porque isso iria desequilibrá-la mas nesta edição da viva poderá ficar ainda a conhecer o trio feminino que conquistou o prémio nobel da paz duas delas são africanas e pormenores sobre a inauguração da maior estátua da África austral que desde o passado dia 19 de outubro figura na praça da independência em maputo homenageando o nosso primeiro chefe da estado samora moisés machel a terminar o ano resolvemos colocar um presente especial no sapatinho dos beirenses a tvcabo chegou à beira através da tecnologia ftth fiber-to-the-home com todas as suas vantagens poderá consultá-las no interior desta edição e a partir de agora a capital de sofala poderá finalmente assistir ao que de melhor se faz em programação televisiva boas festas e um ano novo cheio de coisas boas são os nossos votos para 2012 a direcção 04 06 frases radar internacional 08 16 20 25 36 38 34 entrevista naguib internacional prÉmios nobel da paz tvcabo tecnologia ftth destaques de programaÇÃo inauguraÇÃo estÁtua de samora machel gala melhores marcas de moÇambique exposiÇÃo ricardo rangel 46 50 viagens niassa as escolhas de keta de jesus editor marlene magaia publisher ddb moÇambique av fernÃo magalhÃes n 34 3º andar maputo moÇambique tel 21 302 267 fax 21 302 273 mÓvel +258 82 328 49 60 www.ddb.co.mz redacÇÃo av dos presidentes 68 c.p 4268 administraÇÃo av dos presidentes 68 c.p 4268 tv cabo nuit 400 062 773 capital social 13.000.000.000 mt tiragem 17.000 exemplares nº registo 001/gabinfo-de/03 distribuiÇÃo gratuita para clientes tvcabo quer dar a sua sugestÃo por favor contacte-nos pelo viva@tvcabo.co.mz ou atravÉs do site www.tvcabo.co.mz 3
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frases fisicamente felizmente a menina saiu À mÃe e nÃo ao pai barack obama presidente norte-americano ao felicitar o presidente francês sarkozy que foi pai recentemente o respeito deve-se a admiraÇÃo ou ao medo 50 cent rapper norte-americano decidi seguir a minha intuiÇÃo e pus fim ao meu casamento kim kardashian socialite e apresentadora de tv norteamericana 4
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acredito na cura e nÃo na doenÇa reynaldo gianecchini actor brasileiro que trava uma luta contra o cancro 5
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michelle obama irÁ publicar livro de alimentaÇÃo saudÁvel michelle obama a primeira-dama dos estados unidos encontrou mais uma missão combater a obesidade no seu país onde 2/3 da população adulta sofre de excesso de peso michelle está determinada a reverter estes números pelo que irá editar um livro em abril de 2012 com conselhos para uma alimentação saudável michelle irá destacar a horta orgânica que plantou na casa branca em 2009 e falar da inspiração que a mesma provocou nas famílias e nas comunidades shakira com estrela no passeio da fama de hollywood a cantora colombiana shakira está em grande após ter sido chamada para integrar a comissão de assessoria do presidente norte-americano barack obama sobre excelência educativa agora possui também desde o passado dia 8 de novembro o seu nome gravado numa das estrelas do passeio da fama de hollywood recorde-se ainda que shakira foi este ano premiada nos grammy latinos como a melhor voz feminina pela sua canção sale el sol nadal novo rosto da linha de roupa interior da armani a estratégia publicitária da marca armani transformou o tenista espanhol rafael nadal num sofisticado modelo as fotos formam parte da campanha de outono da nova linha de roupa interior masculina recorde-se que o britânico david beckham e o português cristiano ronaldo já deram anteriormente corpo a uma campanha do mesmo tipo 6
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benni mccarthy diz adeus À selecÇÃo da África do sul o avançado internacional sul-africano benni mccarthy que se celebrizou ao serviço do fc porto anunciou no passado mês de novembro que chegou ao fim o seu percurso na selecção da África do sul este é o momento certo para começarem a construir uma equipa com novos talentos afirmou mccarthy em declarações à imprensa sul-africana givenchy assina a capa de watch the throne a estreita ligação entre o rapper kanye west e a moda não é de hoje agora esta relação vai mais longe a casa francesa givenchy mais concretamente o seu director criativo riccardo tisci foi encarregue de vestir a capa do novo disco do cantor intitulado watch the throne o disco que está à venda desde o passado mês de setembro combina na capa elementos arquitectónicos com múltiplas referências religiosas entre as quais uma enorme cruz dourada canalis encontra novo amor elisabetta canalis ex-namorada do actor norte-americano george clooney encontrou um novo amor trata-se mehcad brooks modelo e actor de 31 anos os dois foram fotografados pelas revistas cor-de-rosa em milão itália enquanto faziam compras mehcad que começou por ser modelo tem recentemente aparecido em séries como true blood e a lei e a ordem 7
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a pintura É a poesia dos olhos ao som do chilrear dos pÁssaros que povoavam as diversas gaiolas a viva falou com naguib na sua casa do bairro do triunfo na intimidade naguib revelou ser um exÍmio conversador aqui ficam as vivÊncias de um dos maiores nomes da pintura moÇambicana da actualidade 8
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viva actualmente que trabalhos tem em mÃos naguib acabei de fazer um mural na universidade pedagógica agora estou a preparar uma estátua encomendada pela omm organização da mulher moçambicana para a praça da omm e uma exposição para maio viva essa estÁtua irÁ representar uma figura concreta naguib não trata-se da figura abstracta embora seja perceptível o elemento feminino tem quatro metros e estará assente num pedestal de dois metros ainda está a ser trabalhada a nível virtual vai ter uma componente artística muito forte viva qual É o nÍvel da sua intervenÇÃo naguib situa-se sobretudo ao nível da criação mas como é uma coisa pública encomendada temos que ir ao encontro de um gosto consensual houve muita discussão o que diga-se foi muito salutar viva enquanto artista essas directrizes nÃo limitam a criaÇÃo naguib É lógico que sim mas tive pela primeira vez na vida o sentimento de compartilhar a minha criação esta foi muito retrabalhada até se chegar a um consenso um monumento é uma obra colectiva e não uma criação individual mesmo os meus murais de rua não os considero uma criação individual porque naquele trabalho estão envolvidos muito jovens há muita troca de opiniões Às vezes faço um esboço do trabalho e depois ele desenvolve-se no local É um trabalho que vai estar sempre patente ao público vai estar à vista de quem passa a partir daí é de todos viva o mural junto do clube naval em maputo teve quantos jovens a trabalhar naguib cerca de 50 viva e as frases inscritas foram escolhidas por si naguib sim viva recuando no tempo o naguib nasceu na cidade de tete em 1955 o que fazia o seu pai naguib era comerciante tinha várias lojas e era também criador de gado vendia para a beira e para nampula as cabeças de gado eram transportadas nos camiões do meu irmão mais velho viva como É que foi a sua infÂncia em tete naguib foi uma infância normal sem grandes sobressaltos muita típica daquela elite colonial o elemento estÉtico esteve sempre presente na minha famÍlia existente em tete mas logo que completei a idade para entrar na escola vim para lourenço marques [actual maputo para o colégio são josé que era de padres católicos viva as suas origens sÃo muito diversas naguib sim muito o pai da minha mãe era sikh do punjab na Índia uma parte do lado do meu pai tinha vindo do afeganistão a minha avó paterna era portuguesa o meu avô marido dela era árabe islâmico tenho sangue de todo o lado viva como É que foi conviver com todos esses credos dentro da famÍlia naguib foi muito bom nunca houve confusões nem qualquer imposição religiosa viva quando É que a pintura entra na sua vida naguib em 1974 após as nacionalizações é-me atribuído o meu primeiro apartamento e aí como não tinha nada para decorar só tinha colchões resolvi pintar os primeiros quadros para decorar as paredes 9
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lembro-me que pintava muito sobre as lonas que cobriam os pneus acabaram por me aconselhar a sair viva ainda conserva algum desses quadros naguib não alguns vendi outros dei naquela altura pintava sobretudo para os amigos era um hobby não atribuía à minha pintura qualquer valor mercantil viva houve alguma influÊncia familiar no seu despertar para a pintura naguib de certa forma sim do lado do meu pai havia uma tradição na tecelagem da parte da minha mãe também quem fez a primeira mina de cal em tete foi o meu avô pai dela aquela cidade estava assente sobre a cal feita pelo meu avô posso dizer que o elemento estético esteve sempre presente na minha família viva no regresso a maputo jÁ depois da independÊncia comeÇa a conviver com artistas naguib era muito amigo do poeta josé craveirinha e a casa dele estava sempre cheia de artistas É por esta altura que tenho contacto com a bertina lopes o chichorro o antónio quadros e muitos outros a partir de 1975 começo também a frequentar o núcleo d arte e a conviver com outros artistas viva por esta altura estudou engenharia civil naguib sim mas não conclui foi uma época em que tinha muito entusiasmo pela arquitectura a ideia era formar-me em engenharia e depois ir para portugal cursar arquitectura entretanto deu-se a revolução do 25 de abril e ficou tudo em águas de bacalhau após a independência com as nacionalizações deixou de haver construção fui então trabalhar para a fábrica de borracha mabor moçambique foi uma experiência muito enriquecedora trabalhei lá de 1977 a 1981 viva nessa altura pintava naguib sim e escolhia o turno da noite para poder pintar entrava às 22 horas e saía às seis da manhã passava as noites a pintar e esquecia-me do meu trabalho na fábrica que era no controlo geral lembro-me que pintava muito sobre as lonas que cobriam os pneus acabaram-me por me aconselhar a sair risos viva ainda guarda algum desses trabalhos sobre as lonas naguib não ia dando uns vendendo outros viva e como conseguia os materiais para pintar naguib pintava com o pouquíssimo que havia a maioria dos materiais era trazida pelo pessoal cooperante que ia e vinha trabalhava muito em murais de rua também no jornal de parede vivia entre dois mundos o da mabor e o dos murais de rua viva quem eram os seus colegas nas pinturas murais 10
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naguib era o Ídasse o dias manjate o neto e o vítor sousa chegámos mesmo a criar um grupo chamavam-nos o grupo da linha da frente numa alusão aos países da linha da frente que lutavam contra o apartheid na África do sul rompemos bastante com o que se fazia naquela época viva como assim naguib a geração anterior cujo expoente máximo é malangatana estava muito ligada à antropologia associada à feitiçaria e ao curandeirismo nós surgimos com uma dinâmica nova começámos a falar de temas sociais de esperança de luta nessa altura nasceu uma nova pintura que também não tem nada a ver com o realismo socialista que se fazia na união soviética viva como É que classifica entÃo esse tipo de pintura naguib não é fácil classificá-la talvez um dia os historiadores de arte o façam tinha componentes com antropológicas componentes não era misturadas presidente samora visitou-a e para espanto meu teceu rasgados elogios disse-me que era importante que se chamasse a atenção para estes problemas foi uma exposição que me amadureceu muito como pintor e como homem depois dela já não podia decepcionar viva foi entÃo uma exposiÇÃo monotemÁtica naguib exactamente viva e em termos cromÁticos naguib utilizei muito tons de terra castanhos talvez por causa de uma grande seca que houve em 1983 viva vendeu muitas obras nessa mostra naguib vendi todas quem comprava era pessoal estrangeiro das embaixadas da cooperação mas os preços eram miseráveis sociais poderia classificá-la como abstacto-expressionista impressionista porque não fazíamos tal e qual como víamos sentíamos aquilo de uma forma abstracta e era isso que pintávamos embora na pintura ainda sou um aprendiz lembro-me que o quadro mais caro que vendi foi quatro mil meticais que na altura equivalia a 100 dólares no mercado negro era um quadro de dois metros de altura foi uma exposição que nem pagou as tintas foi mais para me apresentar ao público e isso teve o seu custo viva nessa altura a sua colocássemos figuras não havia o cuidado académico de fazê-las bonitas acho que este tipo de pintura ainda hoje não está classificado viva em 1986 fez a primeira exposiÇÃo individual no que hoje É o centro de estudos brasileiros para tÍtulo escolheu grito da paz porquÊ naguib em 1985 quando comecei a preparar a exposição vivia-se uma situação muito complicada a guerra intensificou-se houve uma grande fome em 1983 nas estatísticas moçambique era o país mais pobre do mundo na mostra apresentei 40 quadros de nu feminino mas não era um nu erótico mas de luta isso teve um grande impacto na sociedade o 12 pintura tinha influÊncia externa naguib qualquer pintura que se faça em África tem influência externa o óleo o acrílico ou a aguarela não são produtos africanos a partir desse momento temos de saber como é que estes produtos funcionam por isso temos de ir à fonte saber como funcionam não vou misturar óleos com água nem aguarela com petróleo a técnica tem um fundamento África possui no máximo 60 anos de tradição pictórica a europa tem 600 anos os estados unidos 200 anos em África temos muito pouco tempo pictórico para pensarmos numa pintura exclusivamente africana viva entÃo nÃo hÁ uma pintura africana?
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naguib acho que há uma manifestação africana por exemplo se olharmos os livros do mia couto ou a poesia de craveirinha o linguajar é português a forma gráfica da escrita é portuguesa mas a mensagem provavelmente não os instrumentos utilizados são europeus mas as mensagens não hoje neste mundo globalizado é ainda mais difícil falar de uma pintura exclusivamente africana acho que isso seria um snobismo hoje a cultura é uma mestiçagem se eu pintar uma figura vestindo fato e gravata é uma figura europeia se vestir a mesma figura com peles ou uma capulana já é uma figura africana viva e as capulanas vÊm da Índia naguib É precisamente nesse ponto que queria tocar quando um artista moçambicano diz as nossas capulanas apetece-me perguntar que artista moçambicano desenhou alguma vez uma capulana as capulanas são desenhadas na Índia e na indonésia nós o que fizemos foi nacionalizar as capulanas que até hoje não são feitas por nós no entanto são um símbolo nacional viva mas hÁ cores africanas ou seja cores que normalmente se associa Às telas dos artistas africanos como o laranja o castanho o amarelo naguib não acho que haja cores africanas se olhar para uma paisagem africana vai encontrar imensos tons de ocre dourados se olhar para a terra encontra um vermelho também há um verde pálido devido à própria temperatura o laranja é representado de uma forma errada as cores também têm que ver com a colonização com o olhar europeu para África no entender do europeu o africano não tem gosto por isso o que gosta é das cores berrantes das chamadas cores sem gosto como o laranja o amarelo ou o verde-alface É mais folclórico viva e qual É a sua cor de eleiÇÃo naguib não tenho uma cor preferida mas normalmente trabalho com o azul céu e os castanhos da terra entre os castanhos e os azuis trabalho muito com o cinzento acho que cinzento é a mãe de todas as cores É a mistura de todas elas se se misturar todas as cores obtém-se uma pasta cinzenta 13
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viva na pintura do naguib tal como na do chichorro sente-se uma relaÇÃo especial com a poesia porquÊ naguib acho que a pintura é a poesia dos olhos assim como a poesia é pintura dos ouvidos uma está grudada à outra É uma coisa intrínseca as duas coisas mexem com a emoção se há algo que mexe com as nossas emoções é a poesia mexe com o belo com o trágico ambos mexem com o mesmo sentimento que é a emoção quando não estou emocionalmente bem não pinto mas há pintores que funcionam ao contrário quando estão num período emocionalmente mais complicado é que pintam melhor van gogh e modigliani são um bom exemplo disso viva É disciplinado quando pinta naguib sim muito não consigo trabalhar no caos viva e a que horas prefere pintar naguib À noite É a hora que estou mais tranquilo sem telefones filhos ou netos por perto viva tambÉm vive no dilema do Último traÇo naguib não porque antes de executar uma pintura há cinco ou seis que vão ficando por baixo sinto que a pintura está concluída quando olho para ela e vejo equilíbrio quando há uma triangulação intelectual equilibrada o quadro tem de ter estética técnica e uma mensagem não posso colocar-lhe nem mais um risco sob pena de desestruturá-lo Às vezes chego ao ponto de não assinar porque isso iria desequilibrar o quadro nesses casos assino na parte de trás ou simplesmente não assino acho que a assinatura não é importante quem conhece bem pintura e os traços dos pintores vê logo que se trata de naguib viva como É que se processa o seu processo criativo naguib desenho muito e em função dos meus desenhos começa a nascer a obra de arte começo com desenho a tinta-da-china e com muito espaço livre que depois vou desenvolvendo vou-me desafiando a mim próprio com situações difíceis de pintura muitas vezes ao cabo de dez esboços surge a noção do quadro depois faço umas pinceladas e coloco-o de costas volvidos uns dias volto a pegar nele depois deixo-me conduzir pelas 14 pinceladas É por isso que quando começo nunca sei como a obra vai acabar viva jÁ ficou surpreendido pela forma como o quadro acabou naguib sim já também já aconteceu as pessoas verem o quadro e dizerem-me para eu parar mas eu continuo porque o importante é aquilo que eu gosto de fazer e não o que os outros querem que eu faça viva para si qual É maior reconhecimento do seu trabalho naguib É a forma como as pessoas me abordam na rua e o carinho que me dispensam viva o que lhe falta fazer na pintura naguib falta tudo na pintura ainda sou um aprendiz cada vez que faço pintura constato que cada vez me falta fazer mais coisas viva nÃo estÁ a ser demasiado modesto naguib não veja que hoje há muitos desafios sobretudo tecnológicos como pintar em 3 d e outras coisas viva uma palavra de eleiÇÃo naguib criatividade.
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