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o palácio ano 2011 nº 09 outubro tiragem 1500 exemplares distribuiÇÃo gratuita editorial o cartÃo postal como memÓria sÓcio-histÓrica texto de fernando lobo abordando a importância da cartofilia a presenÇa do barÃo de wandesmet na associaÇÃo comercial de maceiÓ benedito ramos comenta o tema album maceió como você nunca viu jaraguÁ espaÇos urbano e gente 1ª parte extrato do pedido de tombamento da sá e albuquerque por benedito ramos memÓrias de uma rua sÁ e albuquerque texto de alcides borges corredor cultural se fortalece colaboração de gerson pontes reservamos esta edição para homenagear o barão de wandesmet como sócio e um dos maiores empreendedores do seu tempo fundador da primeira usina de açúcar de alagoas a usina brasileiro um texto com mais informações encontra-se na página 3 ao ensejo também destas poucas linhas queremos agradecer aos nossos anunciantes e convocar outros para esta adesão voluntária em prol da divulgação da cultura e do conhecimento permitindo a ampliação do número de páginas de nosso encarte benedito ramos amorim coordenador de ação cultural e social capa da edição de 1904 do almanaque alagoano das senhoras editado pelo professor l lavenère acervo da biblioteca do palácio do comércio
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o cartÃo-postal como memÓria sÓcio-histÓrica em se vivendo hoje numa sociedade denominada de tecnológica é importante dar-se o destaque a criação do austríaco emmanuel hermann com a publicação em jornal local ocorrida em 29 de janeiro de 1869 em viena do cartÃo-postal,como meio de comunicação barato e simples no entanto a cartofilia surge a partir de um outro momento em 01 de outubro de 1869 com a circulação do primeiro cartão-postal enviado através dos correios desde a data referenciada que o cartão-postal tem sido utilizado como meio de comunicação entre pessoas e em quase todos os países empregando diversas técnicas com a expansão da fotografia e da indústria fotográfica com a modernização e industrialização o processo de produção do cartão-postal adota as modernas tecnologias e passa a ser produzido em grande escala comercial a importância do seu uso vem sendo estudada há muito tempo e hoje não se perde de vista que inúmeros trabalhos acadêmicos e científicos nas áreas da antropologia sociologia história urbanismo arquitetura e geografia dentre outros segmentos do conhecimento humano fazem destaque como documento histórico vários foram os autores no brasil que fizeram referências a importância iconográfica do cartão-postal dentre eles podemos destacar gilberto freyre alhos e bugalhos carlos drummond de andrade crônicas de 1930-1934 e hildegardes vianna a bahia já foi assim essas obras fazem distintas abordagens e referências literárias com destaque para o postal como registro memorial para os estudos relacionados com as questões das mudanças sócio-histórico-urbanas bem como as decorrentes dos processos de modificações das estruturas agrárias e rural do brasil contemporâneo dos séculos xix e xx como as que ocorrem no brasil do século xxi em plena evidência das transformações industriais e econômicas o cartão-postal tem servido como subsídio documental e iconográfico para o registro dessas mudanças aí não bastam apenas as constatações É necessário que se proceda a uma análise discursiva nos acervos e/ou coleções dos postais como excelente registro para as reflexões a abordagem toca em diversos aspectos e temas como aqui destaco comunicação vanguarda belle epoque art nouveu propaganda memória arquitetura apenas para algumas indicações em vários países e aqui mesmo no brasil alguns órgãos públicos de planejamento demográfico urbanístico e estatístico se utilizam do cartão-postal para estabelecer novas estratégias e políticas públicas para tombamento revitalização ordenamento e reordenamento dos sítios urbanos quando se trata especificamente do solo urbano dos edifícios e monumentos históricos e de outros logradouros públicos É fundamental que se dê importância documental ao cartão-postal como elemento da memória sócio-histórica de uma área ou localidade com a mesma significação de outros documentos convencionalmente considerados como fonte de registro É essa redefinição que defendo e que ela sirva aos novos estudos 1 fernando lobo pesquisador professor universitário coordenador do sam sistema alagoano de museus e diretor do misa museu da imagem e do som de alagoas.
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a presenÇa do barÃo de wandesmet na associaÇÃo comercial de maceiÓ benedito ramos ¹ a presença de felix eugène wandesmet baron du saint siège ou como era conhecido barão de wandesmet na associação comercial de maceió precisamente no dia da inauguração do palácio do comércio em 16 de julho de 1928 é hoje um marco na iconografia do museu do comércio de alagoas o barão teria se associado nos idos de 1920 quando aparece pela primeira vez no livro de atas da entidade anotado «felix wandesmet» É de se imaginar a sua visão de futuro com as inovações implantadas na economia açucareira através de sua usina brasileiro marcando como um divisor de águas a produção artesanal dos antigos engenhos para o período industrial com um título concedido pela santa sé o cônsul da frança no brasil não só introduziu uma variedade de cana-de-açúcar a irrigação com motor a lenha e telefone da usina até o município de atalaia logo na primeira moagem esta rendeu 4 mil sacas de açúcar e veio atingir mais tarde 300 mil não é demais dizer o quanto o entorno da usina se tornou povoado e próspero com a «usina do francês» ou «do barão» como era conhecido manoel diegues junior em sua memorável obra «o banguê das alagoas» se refere a wandesmet com grande admiração outra grande figura ligada a vida agrária alagoana o barão de wandesmet francês de nascimento trazendo no físico e no trato as marcas acentuadas de suas origens fidalgas e aristocráticas integrou-se na aristocracia e na fidalguia dos canaviais alagoano É certo que numa época em que esta aristocracia e esta fidalguia estavam já em declínio modificava-se a paisagem social com a transformação econômica o banguê evoluindo para usina.² sobre a representatividade desta mudança na produção açucareira moacir medeiros de sant ana escreve no seu contribuição a história do açúcar em alagoas iniciara-se no século passado na década de setenta antes da abolição da escravatura portanto o declínio do banguê em grande parte devido ao baixo rendimento industrial consequente dos processos rotineiros adotados no cultivo da cana e no fabrico do açúcar nos quais ainda eram empregados quase que somente a enxada para plantar a foice e o machado para limpar moendas movidas por animais e caldeiras a fogo nu ³ conclui-se que face aos avanços da relação política representados pela associação comercial de maceió junto ao governo em benefício das classes empreendedoras a presença de felix wandesmet trazia ainda mais sintonia com o pensamento desenvolvimentista liderado pela entidade 1 coordenador de ação cultural e social 2 diegues junior manoel banguê das alagoas ed iaa 1949p 238 3 sant ana moacir medeiros contribuição à história do açúcar em alagoas publicado pelo iaa 1970 p 304 geradores 15.0 hp
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maceiÓ como vocÊ nunca viu para entender esta sequência é preciso pensar no ponto onde você está no final da rua barão de penedo a altura do antigo hotel california 1 deste ponto você ainda avista a estação ferroviária a foto seguinte o sobrado de três andares 2 aparece mais próximo observe a janela lateral que irá se repetir na sequência até a foto 3 veja a propaganda do emulsão de scott na parede foto 2 e 3 a continuação 4 é a mesma cena vista pela barão de anadia5 e 6 que dá continuação a rua do comércio a foto 10 serve para demonstrar claramente a bifurcação da praça dos palmares na época vendo-se o hotel bella vista ao centro e do outro lado o sobrado do hotel central onde hoje fica o edifício delmiro gouveia esta era a popularmente conhecida «boca de maceió» a sequência final permite visualizar a estação de três ângulos distintos o primeiro 7 visto do centro da praça dos palmares talvez do antigo mercado das flores o segundo a fachada da estação 8 e por último9 a estação vista talvez da entrada da rua da praia ou libertadora alagoana.
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jaraguÁ porto espaÇo urbano e gente extrato do pedido de tombamento feito ao iphan pela associação comercial de maceió em 16 de maio deste ano benedito ramos ¹ par te 1 antecedentes histÓricos séculos xvi e xvii a ancestralidade do espaço urbano denominado jaraguá remonta da sua própria formação onomástica a palavra é derivada da língua indígena tupi sua grafia na bibliografia pesquisada varia entre iaragoa jaragoa yaraguá e yaragoa seu significado está entre enseada das canoas ou enseada do senhor há quem prefira a relação yg com a água e aceite a primeira opção atribuindo o prefixo yagára a presença de canoas no local preferimos pensar na segunda opção imaginando a visão do aborígene perseguido pelo invasor observando a distância as terras pertencentes a um determinado senhor ou iara um dono de terras e nesta possibilidade vamos ver que este senhor poderia ser manuel antônio duro o donatário da sesmaria registrada em 1611 na vila de olinda na capitania de pernambuco que se obrigava a construir na costa da pajuçaralocal vizinho a jaraguá uma casa de dois pavimentos coberta de telha o texto completo da escritura está reproduzido por craveiro costa em seu livro maceió fazendo a mesma analogia em relação à formação da palavra 1 É um fato digno de registro também que gabriel soares de souza em 1587 já mencione o lugar com esse nome anotando em seu livro tratado descritivo do brasil a seguinte passagem do porto velho dos francezes ao rio de s.miguel são quatro léguas que está em dez gráos em o qual entram navios da costa e entre um e outro entra no mar o rio da alagoa onde também entram caravelões,o qual se diz da alagoa por nascer de uma que está afastada da costa ao qual rio chamam os indios o porto jaragoá 2 a obra de gabriel soares desbravador português que fixou residência na bahia representa um dos mais antigos documentos sobre a formação do brasil colonial no entanto vamos ver registro semelhante nos tempos da invasão holandesa pela mão de gaspar von baerle ou como é conhecido gaspar barlaues que em 1637 quando diz o conde maurício para aliviar os soldados fatigados da marcha embarcando-os na barra grande é uma enseada espaçosa comportando mais de vinte naus vizinho de porto calvo saltou em terra junto à ponta de jaraguá não longe das alagoas e perseguiu o inimigo até o rio de são francisco 3 francisco de brito freire no seu história da guerra brasílica publicado em 1676 descreve o mesmo local já conhecido com a seguinte sentença surgirãosurgiram nossas armadas sobre a mesma barra das lagoas na ponta de jaraguá deitarão em terra o mestre de campo general dom luis de roxas 4 devemos lembrar também que no século xvii alguns livros publicados sobre o brasil davam conta de lagoa todas as vezes que se referiam a parte ocidental da capitania de pernambuco a existência das duas lagoas mundaú e manguaba é suficiente para que o território seja chamado de lagoas do sul que na linguagem da época se torna alagoas do sul historiadores dão conta da fundação da vila de santa maria magdalena das alagoas do sul em 1636 o porto dos franceses teria surgido como principal rota de escoamento do pau brasil mais abundante na região e bem mais distante do porto de jaraguá É bom lembrar que em 1676 dom pedro ii de portugal ordenava ao visconde de barbacena que impedisse a qualquer custo o contrabando do pau brasil e fortificasse o porto de jaraguá felix lima junior em 1966 publicou fortificações históricas de maceió onde aventa a existência de um forte 5 este forte de existência controvertida ficava na ponta do jaraguá e suas baterias teriam sido construídas por melo póvoas segundo o mesmo autor o livro centenário da emancipação de alagoas faz alusão as suas ruínas.
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século xviii a relação do espaço urbano denominado jaraguá com o desenvolvimento da colônia de portugal a partir do século xviii se dá pela produção e comércio do açúcar roberto simonsen na sua história econômica do brasil 1500 a 1820 6 nos apresenta um apêndice estatístico da exportação de açúcar do brasil e portugal a partir de 1560 perÍodo numero de engenhos no brasil numero de engenhos em pernambuco arrobas fonte do salvador com muita semelhança mas percebe-se claramente as diversas formas de moagens da cana seja por tração animal ou por impulso hidráulico fernão cardim em seu livro narrativa epistolar de uma viagem e missão jesuítica11 faz a seguinte narrativa tornando aos engenhos cada um delles é uma machina e fabrica incrível uns são de água rasteiros outros de água copeiros os quais movem mais e com mais gasto outros não são d agua mas movem com bois e chamam-se trapiches estes tem muito maior fabrica e gasto ainda que moem menos moem todo o tempo do anno o que não tem os d agua porque as vezes lhe falta os trapiches requerem sessenta bois os quaes moem em doze revesados começa-se de ordinario a tarefa a meia noite e acaba-se ao dia seguinte as três ou quatro horas depois do meio dia bibliografia 1 costa craveiro maceió livraria josé olímpio editora 1939 p.2,3 108 e 109 2 souza gabriel soares de tratado descriptivo do brasil typographia universal laemmert rio de janeiro 1831 p.37 3 barlaeus gaspar história dos feitos recentemente praticados durante oito anos no brasil fundação de cultura da cidade do recife 1980 p.43 4 freyre francisco de brito história da guerra brasílica secretaria de educação e cultura recife pernambuco p 376 5 lima junior felix fortificações históricas de maceió departamento estadual de cultura estado de alagoas 1966 6 simonsen roberto história econômica do brasil 1500 a 1820 ed.companhia editora nacional 1937 p 147 e 171 7 salvador frei vicente história do brasil weiszflog irmãos editores proprietários são paulo 1918 p 420 8 bastos humberto assucar algodão casa ramalho editora maceió 1938 p.21 e 22 9 diegues junior manoel o banguê das alagoas edição do instituto do açúcar e do Álcool rio de janeiro 1949 p 17 10 antonil joão andré cultura e opulência do brasil por suas drogas e minas oficina real deslandesiana lisboa 1711 11 cardim fernão narrativa epistolar de uma viagem e missão jesuítica publicado em lisboa 1817 obs a bibliografia continua na parte 2 ¹ benedito ramos coordenador de ação cultural da associação comercial de maceió 1560 1570 1580 1600 1600 1600 1600 1610 1610 1610 1617 1628 1630 1640 1645 1645 1670 1670 1700 60 118 120 200 400 230 235 166 200 300 100 70 160.000 350.000 2.450.000 2.800.000 2.000.000 1.200.000 735.000 4.000.000 1.000.000 900.000 1.300.000 1.800,00 1.000.000 1.200.000 4.000.000 2.000.000 1.750.000 vicente salvador p.420 barlaeus p.42 mas o início dessa cultura segundo simonsen teria iniciado em 1533 por martim affonso de souza a carta de doação da capitania de pernambuco a duarte coelho pereira é datada de 1534 É a partir daí que vamos observar o nascer e crescer das alagoas do sul fotografias curiosas como o trato e negócio principal do brasil é de assucar em nem uma outra coisa se ocupam os engenhos e habilidades dos homens tanto como em inventar artifícios com que o façam e por ventura por isso lhe chamam engenhos 7 o texto é de frei vicente do salvador escrito na bahia em 1627 faz mais adiante um relato do modo de produzir açúcar referindo-se a pernambuco já com 100 engenhos leve-se em conta que esse número contempla também alagoas uma das primeiras anotações sobre a produção do território alagoano aparece na obra de humberto bastos assucar algodão 8 em 1718 alagoas já contava com 23 engenhos este número pula em 1730 para 47 e mais tarde a partir de 1749 sobe para 61 de um total de 276 de toda a capitania de pernambuco vislumbrar este cenário é imaginar a formação de três núcleos povoadores das alagoas do sul todos eles produtores de açúcar É manuel diegues junior 9 que aventa cada um destes pontos o primeiro ao norte porto calvo o segundo no centro leste e o terceiro em torno das lagoas por volta do século xvii aparece um quarto núcleo formado após a tomada do quilombo dos palmares o modo de produzir açúcar implantado no brasil quinhentista pelo colonizador português é muitas vezes relatado por alguns autores sobretudo joão antonil cultura e opulência do brasil 10 e o próprio frei vicente
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memÓrias de uma rua sá e albuquerque alcides borges dos santos¹ quem se destina à pajuçara e decide pela sá e albuquerque a principal do histórico bairro de jaraguá não precisará de muito tempo para fazer o percurso que vai da esquina da capitania dos portos a antiga sede da administração do porto o tempo é curto mas o trajeto precisará ser feito à pé para quem vai do centro naquela direção os carros só passam por ali voltando aos turistas e os que nunca trafegaram por aquela artéria o choque do primeiro encontro com a rua é grande a arquitetura do lugar projeta no transeunte um estranhamento prazer e curiosidade por atravessar uma rua onde o passado sobreviveu ao tempo ali o registro da cidade desde os seus primeiros momentos como vila permanecem de pé quase intacto na arquitetura dos prédios quase inalterado em suas fachadas e em alguns lugares outros foram demolidos para ¹ alcides borges jornalista e pesquisador dar lugar ao contemporâneo sem que a memória fosse respeitada quem conhece a história deste bairro e principalmente de sua rua principal não passa por ela como um turista que vê apenas aquilo que a rua tem para lhe mostrar antigos armazéns casas de comércio a associação comercial e sua imponência são figuras que remontam ao passado e a cada passo que dá por toda a via de acesso até aquela rua voltam no tempo como se abrissem um álbum de fotografias confrontados com o que sobrou da arquitetura do antigo bairro passam a ver um enumerado de pessoas que se o tempo permitisse a sua materialização assombrariam seus ocupantes atuais a antiga rua da alfândega está tomada por todo o tipo de barulho e esses andantes se mistura a sua gente moleques gazeteiros biscateiros de trajes simples e pés descalços trapicheiros marinheiros de diferentes nacionalidades passam por essa rua em direção à maceió ao centro na procura de conhecer a cidade e em busca de diversão houve um tempo em que antes de ser pavimentada por paralelepípedos e em seu leito ser deitados os trilhos dos primeiros bondes puxados a burros presenciou a passagem de governantes que aqui chegavam de longe para administrar o estado por um curto período de tempo quanta gente para guardar na memória de uma rua e como essa artéria presenciou a chegada e partida de pessoas da aristocracia alagoana políticos do império capitalistas e exportadores do produto da região como o açúcar o algodão entre outros para abastecer o mercado europeu e de outros países por ela passou sua alteza real d pedro ii e d teresa cristina se maceió ou o centro e seus poucos bairros era o destino final de toda essa gente jaraguá era o começo dessa história ali nunca uma partida era um fim mas o princípio de uma nova página nas crônicas de quem aqui chegou e foi embora a rua sá e albuquerque teve vida bem vivida e não perdeu seu status de rua importante para nenhuma outra do centro tudo o que uma rua tem de característico original abundante e problemática não lhe foi negado terá ela sido agraciada em algum momento de seus mais de cem anos com a beleza e a sombra de algumas árvores talvez não mas em outras coisas se superou andar por suas calçadas e em seu leito foi em tempos passados conviver com o rangir das carroças transportando mercadorias dos trapiches o barulho dos bondes que trazia e levava passageiros desembarcados no antigo ancoradouro os passos cadenciados dos militares do quartel do vinte da escola de aprendizes de marinheiros que constantemente desfilaram por ela ao som dos instrumentos de rua de cheiros dos mais diversos cheiro de açúcar de fumo de bacalhau importado e de tantos outros que se esvaíram com o tempo o tempo passou e ela aos poucos foi presenciando as transformações em seu entorno para satisfazer o progresso alinhamento de ruas proibições ausências das pessoas que por ela passaram por mais de uma década quanta coisa mudou a imponência de suas construções ficou jogada ao abandono e os viventes antigos passaram envelheceram e deixaram de existir porque para esses a vida tem limites e prazo de término há se os novos soubessem quanta história tem essa rua levariam mais tempo para atravessá-la buscando com os olhos os detalhes de cada parede de cada sacada visualizando coisas que só se consegue enxergar quem tem o conhecimento de sua história.
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corredor cultural se fortalece com a reforma do doações feitas ao museu entre estes parceiros estão o dr luiz museu da tecnologia do século 20 de novais hoje com 96 anos que doou sua biblioteca de livros gerson pontes ¹ raros sobre as tecnologias de sua época o moinho motrisa a casas jardim e o sindaçúcar empresas que estão patrocinando segundo edward b tylor a cultura é todo complexo a modernização do museu que inclui o conhecimento as crenças a arte a moral a lei os ¹ gerson pontes editor da revista em foco costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade o corredor cultural de nÃo deixe a histÓria morrer maceió do qual comentamos na edição anterior é um complexo formado pelos 33 pontos de cultura cujo anuncie n o palÁcio conjunto contempla esta teoria na prática vemos estes pontos evoluindo e ensinando não só aos pequenos alunos do este encarte nasceu para divulgar ensino fundamental que ávidos por informações visitam os tudo o que você acha esquecido no museus mais conhecidos mas também as pessoas de todas as formações e idades que ao se depararem com salas repletas de tempo perdido mesmo nos objetos das mais variadas utilidades sempre encontram um alfarrábios da vida É a história inédito aos seus conhecimentos fotografias curiosas contada com o respeito que ela a associação comercial de maceió por intermédio da coordenadoria de ação social está reformulando o museu de merece tecnologia do século 20 nestes últimos anos muitos objetos veja como custa pouco foram doados para o museu cujo acervo cresceu em número e com apenas r 50,00 você anuncia qualidade nascendo assim a reserva do museu cujo acervo é trocado periodicamente com o acervo fixo bem como com o em um espaço de 9 cm x 6 cm ou 18 acervo em recuperação cm x 3 cm anuncie o ano inteiro e a reformulação será radical onde antes havia dois pague em boleto mensal emitido espaços agora serão quatro no projeto a primeira sala é pela associação comercial de destinada a mostrar as tecnologias mecânicas existentes no ano de 1900 que beneficiaram e visaram à produção na maceió revolução industrial portando o espaço é denominado sala o palÁcio privilegia artigos de 1900 a sala 1940 traz a evolução tecnológica dos primeiros 40 cunho acadêmico de alunos e anos do século 20 a sala intermediária está sendo planejada a professores fim de preparar o visitante para a grande evolução tecnológica que aconteceu após a 2ª grande guerra mundial a sala 2000 o palÁcio é um jornal que você mostra a evolução tecnológica que passou a contemplar o gosta de colecionar guardar indivíduo e não só as corporações como a invenção do pesquisar e mostrar computador pessoal do celular etc fase esta chamada também de era da comunicação ou digital o palÁcio tem circulação há pessoas que dedicam parte de seu tempo a inclusive entre os associados hobbys como o de colecionar coisas as mais diversas e divulgue seu produto e seja estranhas possíveis deste passatempo nascem coleções tambÉm um amigo da acervos que normalmente são guardados a sete chaves benedito ramos o diretor dos museus da associação cultura comercial viu uma oportunidade de reunir alguns acervos de objetos antigos particulares para transformá-los em museu público cultural curioso nostálgico histórico com a finalidade de mostrar às gerações futuras esta ação que no início parecia como a de um hobby cujo principal motor que faz um colecionador prosseguir é a intensidade da paixão dedicada a ele tomou volume e hoje está sendo tratada dentro dos padrões da museologia cujas técnicas de exposição são incorporadas com os avanços da comunicação e da ciência da informação já prevendo para uma segunda etapa o uso de multimídia a fim de dar-lhe uma dimensão que somente com os espaços disponíveis no palácio do comércio não seria possível benedito ramos dentro da sua honestidade de propósitos e senso econômico tem conseguido com sua credibilidade verdadeiros milagres tanto na captação de peças valiosas como nos gastos contidos para aparelhar o museu nesta sua caminhada conseguiu parceiros que depositaram nele a confiança de que não poderiam estar em melhores mãos as
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