A torre negra- VII torre negra (Stephen King)

 

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a torre negra tradução de mário molina

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copyright © 2004 by stephen king publicado mediante acordo com o autor através de ralph m vicinanza ltd proibida a venda em portugal título original the dark tower the dark tower vol vii todos os direitos desta edição reservados à editora objetiva ltda rua cosme velho 103 rio de janeiro rj cep 22241-090 tel 21 2199-7824 fax 21 2199-7825 www.objetiva.com.br capa crama design estratégico ilustração de capa igor machado copidesque julia michaels revisão fátima fadel rodrigo rosa de azevedo editoração eletrônica abreu s system ltda cip-brasil catalogaÇÃo-na-fonte sindicato nacional dos editores de livro rj k64t king stephen a torre negra stephen king tradução de mário molina ­ rio de janeiro objetiva 2007 871 p a torre negra v.7 isbn 978-85-7302-837-9 tradução de the dark tower 1 romance americano i molina mário ii título iii série 07-0838 cdd 813 cdu 821-111 73 3

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aquele que fala sem um ouvido atento é mudo por isso leitor fiel este último livro do ciclo da torre negra é dedicado a você longos dias e belas noites.

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não ouvi-la com tantos sons à volta o ribombar dos sinos cada vez mais alto nomes nos meus ouvidos todos os aventureiros meus companheiros perdidos como se um era tão forte outro de tão corajoso bradar outro tão afortunado como foram perdidos acabar um instante trazia tantos anos de sofrimentos renascidos ali estavam eles pelos lados dos montes unidos para assistir meu fim eu uma moldura animada para mais um quadro numa súbita labareda eu os vi e reconheci a todos e destemido deixei meus lábios formarem um bramido childe roland à torre negra chegou foi minha chamada robert browning childe roland à torre negra chegou nasci pistola de seis balas na mão atrás de uma arma travarei minha última batalha bad company o que me tornei meu mais amável amigo todos que conheço acabam indo embora você podia ter tudo isso meu império de sujeira vou te decepcionar vou te fazer sofrer trent reznor

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19 99 reproduÇÃo revelaÇÃo redenÇÃo recomeÇo

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parte um o pequeno rei vermelho dan-tete

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capÍtulo i callahan e os vampiros um père callahan tinha sido o padre católico de uma cidade salem s lot era seu nome que não existe mais em qualquer mapa ele não se importava muito com isso conceitos como o de realidade tinham deixado de ter importância este antigo padre tinha agora em seu poder um objeto pagão uma pequena tartaruga talhada em marfim havia uma lasca no bico e um arranhado que lembrava um ponto de interrogação no casco mas apesar disso era uma bonita peça bonita e poderosa ele podia sentir o poder em sua mão como uma carga elétrica como é bela sussurrou para o garoto que estava com ele É a tartaruga maturin É não é o garoto era jake chambers que completara um longo circuito para voltar quase exatamente a seu ponto de partida ali em manhattan não sei disse ele ela a chama de sköldpadda pode nos ajudar mas não pode matar os capangas que estão à nossa espera lá dentro apontou a cabeça para o dixie pig sem saber se pretendera se referir a susannah ou a mia ao usar o nada inocente pronome feminino ela há algum tempo teria dito que isso não importava porque as duas mulheres estavam inseparavelmente atadas agora contudo achava que tinha importância ou logo iria ter.

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está pronto jake perguntou ao père querendo dizer pronto para enfrentar pronto para lutar pronto para matar oh estou callahan disse calmamente pondo a tartaruga de olhos sábios e casco arranhado no bolso da camisa ao lado das balas extras de revólver que carregava depois deu batidinhas na peça habilidosamente trabalhada para se certificar de que viajaria em segurança vou atirar até as balas acabarem e se eu ficar sem balas antes que me matem vou acertálos com a a coronha da arma a pausa foi tão breve que jake nem reparou mas nessa pausa o branco falou com o padre callahan era uma força que ele conhecia há muito tempo desde a época de criança embora tivesse havido alguns anos de má-fé ao longo do caminho anos em que sua compreensão daquela força elementar primeiro se embaçara depois se perdera mas aqueles dias tinham passado o branco era de novo seu e ele disse obrigado deus jake sacudia a cabeça falando algo que callahan mal conseguia ouvir e o que jake dizia não importava o que aquela outra voz dizia a voz de alguma coisa gan talvez grande demais para ser chamada de deus sim o garoto tem de continuar a voz disse a callahan aconteça o que acontecer aqui dê no que dê o garoto tem de continuar sua parte na história está quase acabada a dele não passaram por uma placa num cavalete de cromo fechado para reuniÃo particular oi o amigo especial de jake trotando entre os dois as orelhas em pé e o focinho exibindo o habitual sorriso de dentes arreganhados no alto dos degraus jake enfiou a mão no saco de pano que susannah-mia trouxera de calla bryn sturgis e agarrou dois pratos os pratos orizas bateu um contra o outro abanou a cabeça ante o tilintar abafado e disse vamos ver as suas armas callahan levantou a ruger que jake trouxera de calla nova york e que agora estava de volta a vida é uma roda e todos devemos dizer

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obrigado por um momento o père colocou o cano da ruger ao lado da face direita como um duelista depois tocou no bolso da camisa volumoso das balas e da tartaruga a sköldpadda jake abanou a cabeça depois que entrarmos ficamos juntos sempre juntos com oi no meio sempre um trio e depois que começarmos não paramos mais não paramos mais certo está pronto sim que o amor de deus caia sobre você garoto e sobre você père um dois três jake abriu a porta e juntos penetraram na luminosidade pálida e no aroma penetrante adocicado de carne assada dois jake caminhou para o que tinha certeza que seria sua morte recordando duas coisas que roland deschain seu verdadeiro pai havia dito batalhas que duram cinco minutos engendram lendas que vivem mil anos e você não precisa morrer feliz quando seu dia chegar mas deve morrer em paz consigo mesmo achando que viveu sua vida do início ao fim e que o ka sempre foi servido jake chambers inspecionou o dixie pig com a mente em paz trÊs e com uma clareza cristalina seus sentidos estavam tão aguçados que ele podia sentir não apenas o cheiro da carne sendo assada mas o do alecrim com que fora temperada podia ouvir não só o ritmo calmo de sua respiração mas o murmúrio das ondas do sangue subindo em direção ao cérebro por um lado do pescoço e descendo para o coração pelo outro também se lembrava de roland dizendo que mesmo a batalha mais curta do primeiro tiro ao último corpo que cai pareceu longa para os que

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dela participaram o tempo ficava elástico esticava-se a ponto de parecer ter sumido jake assentira a cabeça como se tivesse compreendido embora na época não tivesse agora compreendia seu primeiro pensamento foi que eram muitos realmente realmente muitos estimava que chegassem quase a uma centena a maioria sem dúvida do tipo que père callahan rotulava de homens baixos alguns eram na realidade mulheres baixas mas jake tinha certeza que o princípio era o mesmo espalhados entre eles menos corpulentos que o baixo folken e às vezes esguios como armas de esgrima sempre de aspecto muito pálido e com os corpos cercados de sombrias auras azuis estavam vultos que tinham de ser vampiros oi permanecia no calcanhar de jake o pequeno focinho de raposa com uma expressão severa a garganta deixando escapar um rosnado baixo aquele cheiro de carne cozinhando que flutuava no ar não era de porco quatro três metros entre nós sempre que for possível père fora o que jake dissera lá fora na calçada e mesmo enquanto ainda se aproximavam do balcão da gerência callahan seguia à direita de jake mantendo a requerida distância entre eles jake também tinha lhe dito para gritar o mais alto e por mais tempo que pudesse e callahan estava abrindo a boca para começar a fazer exatamente isso quando a voz do branco tornou a falar dentro dele só uma palavra mas foi o bastante sköldpadda disse ele callahan continuava segurando a ruger junto à face direita agora mergulhava a mão esquerda no bolso da camisa sua consciência da cena diante dele não se mostrou tão alerta quanto a de seu jovem companheiro,

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mas ele viu bastante coisa os flambeaux elétricos vermelho-alaranjados nas paredes as velas de cada mesa encapsuladas em redomas de vidro de um alaranjado mais vivo como o do halloween os guardanapos brilhando À esquerda da sala de jantar uma tapeçaria mostrava cavaleiros e suas damas sentados numa comprida mesa de banquetes havia uma certa atmosfera no lugar callahan não sabia exatamente o que a provocava pois os diferentes sinais e estímulos eram demasiado sutis de gente acabando de se recompor após um momento de nervosismo por exemplo um pequeno incêndio na cozinha ou um acidente de automóvel na rua ou uma dama tendo um bebê callahan pensou fechando a mão sobre a tartaruga isto sempre acaba provocando uma boa e pequena pausa entre o aperitivo e o primeiro prato chega agora o ka-mais de gilead gritou uma voz agitada nervosa não uma voz humana disso callahan tinha quase certeza tinha zumbido demais para ser humana callahan viu o que parecia ser algum tipo monstruoso de híbrido pássaro-gente parado na extremidade do salão usava uma calça jeans de corte reto e camisa social branca mas a cabeça que saía da camisa estava coberta com penas sedosas de um tom amareloescuro os olhos pareciam gotas de alcatrão líquido peguem os dois gritou a coisa apavorantemente ridícula rapidamente removendo um guardanapo sob o qual havia algum tipo de arma callahan supôs que fosse um revólver só que parecia o tipo de revólver que se vê em jornada nas estrelas como era mesmo que se chamavam phasers paralisadores não importava callahan tinha uma arma muito melhor e quis se certificar de que todos a viam derrubou o que havia sobre a mesa mais próxima inclusive a redoma de vidro com a vela depois puxou bruscamente a toalha como um mágico fazendo seu truque a última coisa que queria era tropeçar numa toalha no momento crucial então com uma agilidade que uma semana antes se teria julgado incapaz subiu numa das cadeiras e passou da cadeira ao tampo da mesa uma vez em cima da mesa levantou a sköldpadda com a parte de baixo da peça apoiada nos dedos,

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permitindo que todos dessem uma boa olhada eu podia cantarolar alguma coisa ele pensou quem sabe moonlight becomes you ou i left my heart in san francisco a essa altura estavam dentro do dixie pig há exatamente 34 segundos cinco professores de escola secundária diante de um grande grupo de estudantes numa sala de estudos ou numa reunião de todo o colégio dirão que os adolescentes mesmo de banho tomado e bem arrumados fedem dos hormônios que seus corpos tão avidamente fabricam qualquer grupo de pessoas sob estresse emite um fedor similar e jake com os sentidos sintonizados num tom dos mais sofisticados sentiu-o ali quando passaram pelo posto do maître central de extorsão como seu pai gostava de chamar esses locais o cheiro dos freqüentadores do dixie pig estava fraco era apenas o cheiro de pessoas voltando ao normal após algum tipo de rebuliço mas quando a criatura-pássaro lá no canto gritou jake já começara a sentir com mais intensidade o cheiro dos fregueses um aroma metálico capaz como o sangue de estimular sua tempera e suas emoções sim viu o pássaro canoro remover o guardanapo sim viu a arma embaixo sim compreendeu que callahan em cima da mesa era alvo fácil mas jake se preocupava muito menos com isso que com a arma engatilhada que era a boca do pássaro canoro jake estava fazendo recuar o braço direito querendo atirar o primeiro de seus 19 pratos e amputar a cabeça onde aquela boca se encontrava quando callahan ergueu a tartaruga não vai dar certo não aqui jake pensou mas antes mesmo de a idéia se articular completamente em sua mente ele compreendeu que estava dando certo soube pelo cheiro deles a agressividade deixou a atmosfera e os poucos que tinham começado a se levantar das mesas os buracos negros

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nas testas dos homens baixos se abrindo mais as auras azuis dos vampiros parecendo mais próximas dos corpos e mais intensas voltaram a se sentar a desabar nas cadeiras como se de repente tivessem perdido o comando dos músculos pegue os dois são esses aí sayre então o canoro parou de falar sua mão esquerda se é que uma garra tão feia podia ser chamada de mão tocou a coronha do revólver high-tech e caiu ao lado do corpo o brilho pareceu deixar seus olhos são esses aí sayre s-s-sayre outra pausa então a coisa-pássaro disse oh sai que bela peça é essa que você tem na mão você sabe o que é disse callahan jake estava andando e callahan atento ao que o garoto-pistoleiro lhe contara lá fora cuide para que cada vez que eu olhe para a direita veja seu rosto desceu da mesa para acompanhá-lo sempre segurando a tartaruga no alto callahan quase pôde saborear o silêncio do salão mas mas havia outro salão riso rouco e áspero entremeado de gritos pelo som uma festa e bem próxima À esquerda por trás da tapeçaria que mostrava os cavaleiros e suas damas no jantar alguma coisa está acontecendo lá atrás callahan pensou e provavelmente não é um baile de debutantes ouviu oi respirando depressa e baixo por entre seu eterno sorriso um perfeito motorzinho e mais alguma coisa um áspero som de chocalho com rápida crepitação por baixo em surdina a combinação fez os dentes de callahan baterem e trouxe um frio para sua pele havia algo escondido embaixo das mesas oi foi quem primeiro viu os insetos avançando e ficou estático como um cachorro em posição de caça uma pata erguida o focinho empinado para a frente por um momento a única parte dele a se mover foi a escura e aveludada pele do focinho primeiro se contraindo e revelando as cerradas agulhas dos dentes depois relaxando para escondê-las em seguida se contraindo de novo os insetos avançaram fossem o que fossem a tartaruga maturin erguida na mão do père nada significava para eles um sujeito gordo,

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usando um smoking com lapelas em xadrez falou num tom baixo quase indagador com a coisa-pássaro não era para eles irem além daqui meiman nem sair nos disseram oi se atirou para a frente um rosnado passando entre os dentes apertados sem a menor dúvida um som nada habitual fazendo callahan se lembrar de uma legenda cômica de história em quadrinho arrrrrr não jake gritou alarmado não oi com o berro do garoto os gritos e risos saindo de trás da tapeçaria cessaram abruptamente como se o folken lá atrás tivesse de repente tomado consciência de que alguma coisa tinha se alterado no salão da frente oi nem pareceu ouvir o grito de jake triturou três insetos em rápida sucessão o estalar das carapaças quebradas com horrível nitidez no silêncio renovado oi não tentou comê-los simplesmente atirou os corpos cada um do tamanho de um camundongo para o ar com uma guinada do pescoço e um arreganhado abrir de maxilares e os outros retrocederam para baixo das mesas ele foi feito para isto callahan pensou talvez em tempos muito recuados todos os trapalhões fossem feitos para isto feito para aquilo do modo como algumas raças de terrier são feitas para um grito rouco vindo de trás da tapeçaria interrompeu esses pensamentos humes uma voz gritou e logo uma segunda ka-humes callahan teve um absurdo impulso de gritar saúde antes que pudesse gritar isso ou qualquer outra coisa a voz de roland encheu de repente sua cabeça seis jake vá o garoto se virou para père callahan confuso caminhava com os

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