01) Laços de Fogo – Trilogia da Fraternidade

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Laços de Fogo é a história de uma artista impetuosa que não pode fugir de seu passado… tampouco de um grande amor. Talentosa, solitária, teimosa e dona de um espírito libertário, Maggie Concannon é uma artista especializada na arte em vidro, cujos trabalh

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pdl ­ projeto democratização da leitura apresenta:

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pdl ­ projeto democratização da leitura nunca casarei não serei esposa de um homem pretendo ficar solteira pelo resto da vida ­ canÇÃo irlandesa sÉculo xix

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pdl ­ projeto democratização da leitura queridos leitores toda a minha vida quis visitar a irlanda meus ancestrais vieram da irlanda e da escócia e sempre desejei estar lá poder ver por mim mesma as colinas verdes e sentar num pub enfumaçado ouvindo a música tradicional quando pude fazer esta viagem com minha família senti que estava em casa desde o família primeiro momento em que desci no aeroporto de shannon ambientar uma história na irlanda foi uma decisão natural tanto a terra como as pessoas inspira e inspiram também despertam histórias a idéia era escrever sobre o país e sobre a família pois eles se entrelaçam no meu coração em cada livro desta nova trilogia optei por caracterizar uma das três irmãs diferentes em caracterizar personalidade mas ligadas pelo sangue a vida de cada uma seguiu um curso diferente embora seja sempre sangue a irlanda a inspirá-las como me inspira las laços de fogo destaca margaret mary concannon a irmã mais velha uma artista do vidro com um traço tão independente como seu temperamento volátil É uma mulher ao mesmo tempo confortada e ferida pela família cujas ambições a levam a se descobrir e a seus talentos vidro soprado feito à mão é uma arte talentos difícil e exigente e embora produzindo o delicado e o frágil maggie é uma mulher forte e obsti obstinada uma mulher de clare com toda a turbulência daquele fascinante condado do oeste sua relação com o fascinante sofisticado proprietário de uma galeria de dublin rogan sweeney não será calma mas espero que vocês a achem divertida e espero que gostem neste primeiro livro da minha tão querida trilogia da fraternidade da viagem ao rimeiro condado de clare uma terra de montanhas verdes penhascos selvagens e eterna beleza slainté nora

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pdl ­ projeto democratização da leitura vtÑ·àâÄÉ hÅ e le com certeza estaria no pub onde mais poderia um homem inteligente se aquecer numa tarde fria e com ventos certamente não em casa com sua própria lareira não tom concannon era mente um homem inteligente pensou maggie e não estaria em casa seu pai estaria no pub entre amigos e risos era um homem que adorava rir e chorar e imaginar adorava sonhos improváveis um tolo alguém poderia dizer mas não maggie nunca maggie dirigindo seu barulhento caminhão pela última curva que levava ao vilarejo de kilmihil ela não viu nenhuma alma na estrada nada estranho já que passava da hora do almoço e não era um dia para ficar passava perambulando pelas ruas com o inverno vindo do atlântico a costa oeste da irlanda tremia sob o frio e sonhava com a primavera ela avistou o fiat antigo do pai entre outros c carros conhecidos o pub de tim o malley tinha um bom público naquele dia estacionou o mais perto possível da entrada alinhado entre outras lojas quando caminhava pela rua a ventania batia em suas costas obrigando a a se agasalhar dentro da obrigando-a jaqueta de pêlo e a baixar o gorro de lã preta sobre o rosto a temperatura ruborizou sua face havia um odor de umidade sob o frio como uma ameaça desagradável teriam geada antes do anoitecer não se lembrava de um janeiro tão rigoroso ou algum outro com ventos tão infernais soprando o hálito gelado sobre o condado de clare o pequeno jardim por onde passou rapidamente pagara caro por rapidamente isso o que havia sobrado dele estava enegrecido pelo vento e pelo gelo e permanecia no solo penosamente encharcado ficava entristecida com isso mas a novidade que trazia dentro de si era tão grandiosa e brilhante que novidade ela imaginou as flores crescendo e desabrochando na primavera havia bastante calor no o malley sentiu-o atingi-la no momento em que abriu a porta podia o malley s to perceber o aroma do carvão queima queimando na lareira o núcleo vermelho-escuro ardendo alegremente e o da escuro carne cozida que a esposa de o malley deirdre tinha servido no almoço além de tabaco cerveja e a o malley camada de névoa que as batatas fritas deixavam no ar tas localizou primeiro murphy sen sentado a uma mesa de metal suas botas estiradas enquanto entoava uma canção tirada de um acordeão irlandês que combinava com a suavidade de sua voz as outras pessoas

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pdl ­ projeto democratização da leitura ouviam sonhando um pouco sobre as cervejas a canção era triste como a maioria das c como canções irlandesas melancólica como lágrimas de amantes era uma melodia que tinha seu nome e falava sobre envelhecer murphy a viu sorriu um pouquinho os cabelos pretos caíam sobre as sobrancelhas e ele precisava sacudir a cabeça para poder enxergar tim o malley estava atrás do bar um homem corpulento cujo avental mal conseguia rodear a cintura tinha o rosto largo enru ado e olhos que desapareciam nas dobras enrugado da pele quando ria polia os copos e ao avistar maggie continuou a tarefa sabendo que ela agiria educadamente só fazendo seu pedido quando a canção terminasse viu david ryan tragando um de seus cigarros americanos que o irmão enviava de boston todos os americanos meses e a sra logan muito bem arrumada em agasalho de lã cor cor-de-rosa batendo o pé ao compasso da rosa música havia o velho johnny conroy sorrindo desdentado sua mão nodosa segurando a da esposa de seus cinqüenta anos sentavam juntinhos como recém-casados perdidos na melodia de murphy casados o aparelho de televisão acima do balcão do bar estava silencioso mas as imagens de uma novela inglesa apareciam cintilantes e lustrosas pessoas em roupas bonitas e cabelos b brilhantes discutiam em torno de uma mesa de madeira maciça iluminada com candelabros de prata e cristal sua história esplendorosa era mais muito mais do que um pequeno pub com o balcão cheio de pequeno marcas e paredes em tom cinza-escuro escuro o desdém de maggie pelos ilustres personagens discutindo em sua sala suntuosa foi rápido e automático como um reflexo no joelho assim também a ligeira pontinha de inveja se ela possuísse toda aquela riqueza embora naturalmente não se importasse com isso saberia com c la certeza o que fazer com ela então ela o viu sentado no canto sozinho não propriamente separado era parte daquele espaço como a cadeira onde sentava tinha um braço sobre o encosto da cadeira enquanto com a outra mão segurava uma xícara que ela sabia devia conter irish coffee a podia ser um homem imprevisível dado a partidas paradas e retornos rápidos mas ela o conhecia de todos os homens com quem se relacionara nunca tinha amado nenhum com toda a confiança de seu coração como amava tom concan concannon não falou nada dirigiu-se a ele sentou se e descansou a cabeça em seu ombro se sentou-se o amor por ele cresceu dentro dela um fogo que esquentava os ossos sem nunca queimar seu braço deixou o encosto da cadeira e envolveu mais para perto os lábios beijaram-lhe a testa quando a música envolveu-a lhe terminou ela tomou a mão dele nas suas e a beijou sabia que você estava aqui como sabia que eu estava pensando em você maggie meu amor deve ser porque eu pensava em você.

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pdl ­ projeto democratização da leitura se ele recostou-se na cadeira e sorriu para ele era um homem pequeno mas de constituição robusta como um touro anão como ele sempre falava de si próprio com uma de suas risadas ressonantes havia linhas em torno dos olhos que se aprofundavam quando ria aos olhos de maggie elas o faziam parece mais parecer bonito os cabelos tinham sido gloriosamente vermelhos e fartos haviam rareado um pouco com o tempo e o prateado permeava o fogo como fumaça para maggie era o homem mais corajoso do mundo era seu pai papai tenho novidades claro que tem posso ver em seu rosto piscando ela tirou o boné e então seus cabelos caíram selvagemente vermelhos sobre os ombros ele sempre gostava de olhá-los brilhantes e volumosos ainda podia lembrar quando a segurara nos braços los pela primeira vez o rosto enrugado pela violência do parto os pequenos punhos fechados e os cabelos gado cintilantes como uma moeda nova ele não ficara desapontado por não ter tido um filho homem ficara orgulhoso por ter ganho uma filha de presente traga um drinque para minha filha tim prefiro chá ­ disse ela ­ está muito frio agora que ela estava aqui queria ter o prazer de contar a novidade saboreando saboreando-a por que está aqui cantando e bebendo murphy quem está cuidando de suas vacas elas cuidam umas das outras ­ respondeu ele ­ e se o clima continuar assim terei mais bezerros nascendo do que posso cuidar pois as vacas fazem o que o resto do mundo faz durante uma longa noite de inverno ah sentam-se perto do fogo com um bom livro não é ­ maggie disse e o se ouviu sua risada ecoar no espaço não era segredo só um pequeno embaraço para murphy que o amor dele pela leitura fosse tão conhecido ultimamente tentei interessá las pela alegria da literatura mas elas preferem ver televisão ­ interessá-las sacudiu seu copo vazio ­ estou aqui pela tranqüilidade em parte por causa da lareira rugindo como trovão por que não está em casa trabalhando com seus vidros vão pai ­ quando murphy caminhou para o bar maggie tomou a mão do pai de novo ­ eu precisava lhe contar antes sabe que levei algumas peças para a mcguinnesss aquela loja em ennis esta manhã es fez isto hoje ­ ele pegou o cachimbo e bateu de leve ­ devia ter me contado antes faria bateu-o companhia a você queria fazer isso sozinha minha pequena ermitã ­ e apertou o nariz dela com o dedo.

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pdl ­ projeto democratização da leitura brilhavam ­ comprou quatro delas pai ele as comprou ­ seus olhos verdes como os do pai bri todas as que levei pagou na hora não me diga maggie não me diga ­ levantou-se levando a filha consigo girando pelo salão ­ se girando-a ouçam senhoras e senhores minha filha minha própria filha margaret mary vendeu suas peças de vidro em ennis houve aplausos rápidos espontâneos e uma louca enxurrada de perguntas na mcguinnesss ­ ela falou disparando respostas em todas as direções ­ quatro peças e ele olhará outras mais dois vasos um pote e um acho que a última pode ser chamada de peso para papel riu quando tim colocou no balcão copos de uísque para ela e o pai tudo bem então ­ levantou o copo e brindou ­ a tom concannon que acreditou em mim oh não maggie ­ seu pai balançou a cabeça e havia lágrimas nos olhos dele ­ a você tudo a você ­ bateram os copos e deixaram o uísque rolar garganta abaixo xaram som na caixa murphy quero dançar com minha filha murphy o obsequiou com uma dança sob os sons de gritos e batidas de palmas tom conduziu sua batidas filha pelo salão deirdre veio da cozinha secando as mãos no avental o rosto estava rosado do fogão cozinha quando ela puxou o marido para dançar desta dança para outra típica da escócia e desta para outra maggie passava de par em par até suas per pernas doerem outros chegaram ao pub atraídos pela música ou pela oportunidade de companhia a novidade se espalhou ao cair da noite num raio de vinte quilômetros todos saberiam da boa nova esse era o tipo de fama que sempre quisera e era seu segredo ainda mais desejado ah chega ­ deixou-se cair na cadeira e bebeu o chá gelado ­ meu coração está a ponto de se explodir e o meu também de orgulho por você ­ o sorriso de tom permaneceu iluminado mas os olhos baixaram um pouco ­ devíamos ir contar à sua mãe maggie e à sua irmã também contarei à brianna esta noite ­ seu próprio humor alterou-se à menção da mãe se está bem então ­ sentou-se massageando o rosto com a mão ­ É o seu dia maggie mae nada irá se estragá-lo não É nosso dia nunca teria soprado nenhuma peça de vidro sem você então vamos dividi-lo só nós dois por um pequeno momento lo ele se sentiu sufocar por um minuto tonto e febril pensou perceber um pequeno estalo nos olhos perceber antes de clarearem ar pensou precisava de um pouco de ar estou a fim de dar uma volta quero sentir o cheiro do mar maggie vem comigo claro que vou mas ­ ela levantou imediatamente ­ está frio lá fora e um vento danado tem levantou-se certeza de que quer ir até os penhascos hoje?

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pdl ­ projeto democratização da leitura eu preciso ele apanhou seu casaco e enrolando um cachecol no pescoço voltou se para o pub tudo escuro as voltou-se cores enfumaçadas pareciam girar em seus olhos pesaroso pensou que estava um pouquinho bêba s bêbado novamente hoje era um dia para isso vamos ter uma festa será amanhã à noite com boa comida boa bebida boa música para celebrar o sucesso de minha filha espero todo os amigos lá todos maggie esperou até que saíssem na noite fria uma festa pai você sabe que ela não concordará ainda sou o chefe de minha própria casa ­ seu queixo semelhante ao da filha empinou empinou-se ­ haverá uma festa maggie acertarei com sua m você quer dirigir agora mãe dirijo sim não haveria argumento ela sabia uma vez que tom concannon já decidira ficava feliz por isso ou nunca teria viajado para veneza e freqüentado uma escola para aprender a fabricar peças de vidro nunca teria podido aprender o que sonhara fazer e ter seu próprio estúdio sabia que sua mãe fizera o pai pagar ido miseravelmente o dinheiro que aquilo custara mas ele se manteve firme conte-me no que está trabalhando me bem é uma espécie de garrafa quero fazê bem alta e bem esguia afilada entende desde o fazê-la fundo até a boca então ela ficaria cintilante algo como um lírio e a cor deve ser bem delicada como o cintilante interior de um pêssego ela podia vê-la clara como a mão que usava para descrevê la descrevê-la são coisas lindas que você vê em sua cabeça indas É fácil vê-las lá ­ deu-lhe um sorriso ­ o difícil é torná-las reais lhe você as fará bem reais ­ bateu na mão dela e mergulhou no silêncio maggie tomou a estrada sinuosa e estreita em direção ao mar a oeste as nuvens voavam suas velas movidas pelo vento e escurecidas pela tormenta retalhos de céu mais claros eram devorados e lutavam por um espaço livre para brilhar entre tons de estanho ela viu uma nuvem semelhante a um pote amplo e profundo rodopiar com aqueles tons de guerra e começou a tecer coisas na cabeça les a estrada virava e então surgia reta como se jogasse o barulhento caminhão em direção aos barrancos amarelados pelo inverno e mais altos do que um homem uma capela erguia se nos arredores de uma vila erguia-se a face da virgem era serena no frio seus braços abertos num generoso acolhimento flores baratas de plástico brilhante a seus pés um suspiro do pai fez maggie olhar em sua direção parecia um pouco pálido um pouco abatido ao parecia redor dos olhos você parece cansado papai tem certeza de que não quer que eu o leve para casa?

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