Confrades da Poesia105

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano X | Boletim Mensal Nº 105 | Especial Natal/Dezembro 2018 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» « Especial Natal » SUMÁRIO Capa: 1 Especial Natal: 2,3,4,5,6,7,8,9,10,11 / Ponto Final: 12 EDITORIAL Nesta edição colaboraram 45 poetas O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” A Direcção «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Desejamos a todos os Confrades, Amigos e Colaboradores do Boletim Confrades da Poesia, um Santo e Feliz Natal e um Ano Novo muito Próspero! A Direcção Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Revisão: Conceição Tomé A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Aires Plácido | Albertino Galvão | Anabela Dias | Arménio Correia | Carlos Bondoso | Carlos Varela | Chico Bento | Conceição Tomé | David Lopes | Fernanda Lúcia | Fernando Reis Costa | Filipe Papança | Filomena Camacho | Hermilo Grave | João C. dos Santos | João da Palma | José Carlos Primaz | José Jacinto | José Maria Caldeira Gonçalves | Liliana Josué | Luís da Mota Filipe | Luís Fernandes | Luiz Poeta | Magui | Manuel Carvalhal | Manuel Silva | Maria Fonseca | Maria V. Afonso | Nogueira Pardal / Pinhal Dias / Rosélia Martins / Santos Zoio | Tito Olívio | Vitalino Pinhal

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» NATAL TODOS OS DIAS Natal de Outros Tempos NUM BALÃO Aproxima-se o Natal … Dia de Fé e de Esperança… Das famílias, das crianças Que esperam por seus presentes! Dia de beijos… lembranças, Dos que estão e dos ausentes!... Aproxima-se o Natal… Dos idosos, dos doentes, Dos famintos sem abrigo Das criancinhas com fome (e a esses …o que lhes digo Quando tanto se consome!? Aproxima-se o Natal Mas Natal é todos os dias Se tivermos compaixão De quem um Natal não tem: Seja um pedaço de pão Ou a oração por alguém!... Aproxima-se o Natal!... E aos desventurados Façamos por eles igual Repartindo alegrias! Façamos com que o Natal Seja Natal todos os dias!... Fernando Reis Costa Coimbra (Dedicado ao poeta David Mourão -Ferreira e seu poema “Ladainha dos Póstumos Natais”) “Há de vir um Natal e será o primeiro\em que se veja à mesa o meu lugar vazio” Não é um poema com mote e glosa Mas harmonização de sentimentos Onde cada palavra é cautelosa E nossas emoções recolhimentos Teu Natal ausente; quadra angulosa Lugar vazio; sem quaisquer acalentos É nossa data comum tremulosa Onde ambos ansiamos novos ventos Constatamos vestígios do passado Presente desumano e arriscado O futuro num estilhaço de bomba Mesmo assim o nosso olhar compassado Declinou um Natal tão destroçado De nossos corações nasceu a pomba Liliana Josué - Lisboa Lareira acesa e o seu crepitar Casa cheia de vozes de crianças São estas as ditosas lembranças Que levam a saudade a recordar… Jesus, no presépio, para nos amar Era boa a vida cheia de esperanças De ingénuas, criaturas mansas Com presentes vindouros a sonhar. E o mundo?! Acabava à nossa porta. Ignorantes de guerras, para nós, letra morta Sabíamos só nossa felicidade. Adultos, lúcidos hoje constatamos Uma terra injusta de tantos tiranos Que assim fomentam a desigualdade. Jesus?! Para quando a paridade? Põe na mente dos homens o dom da equidade. Maria Vitória Afonso – Cruz de Pau Esperança Natalícia No princípio era o verbo. O verbo estava junto do pai. E o verbo fez-se carne. Nascido do ventre de Maria Arca Salvífica, Ele é a paz, A justiça, A verdade, O bem, O amor. Alegria beatífica Surpresa magnífica Espírito que se liberta Igreja que nasce Corpo místico Esperança Natalícia. Filipe Papança – Lisboa Luz da prosperidade O Natal assim crescia Humildade da idade O amor lhe satisfazia `À luz da prosperidade Pinhal Dias - Amora PT Hei de subir num balão, Em manhã de vento forte, Se souber a direção, Decerto vou ter ao norte. Fiz da vida uma viagem, Ora má e ora boa, Pior, foi que a derrapagem Recrimina e não perdoa. Levo cão pra não ter medo, Sem saber se terei volta, Em livro ponho o enredo, Coa imaginação à solta. De rezar, já me esqueci, Fui defensor da mulher, Perdão peço a quem feri E seja o que Deus quiser! Tito Olívio - Faro NATAL Corpo franzino, as pernas a tremer, A boca num esgar de desalento Donde não saía ao menos um lamento E uns olhos que parecem nada ver. Será que aquele menino vai crescer? Será que vai vencer o sofrimento? Será que a sua vida é um momento E que ali mais à frente irá morrer? É um menino faminto que ali vai Sem ter p’ra o abraçar a mãe ou pai, Sem saber que vivemos no Natal. Por isso aqui vos peço meus irmãos Unamos hoje e sempre as nossas mãos Salvemos os Jesus de Portugal. Nogueira Pardal - Verdizela Há um tempo sem idade Há um tempo sentido Entre tempos desencontrados Beijaram lábios Morderam corpos Enrolaram assim a vida Em tapetes de ternura Alcatifas de pedra Um dia perderam-se no tempo Nasceu um não calendário Jorge C Ferreira - Mafra

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» 3 Conto de Natal A boneca desejada No fundo do vale encaixado, corria o rio turbulento e gelado. O Tempo estava frio, a neve cobria o cume de cada monte e as encostas mais sombrias. O comboio que levava e trazia sonhos e saudades de quem longe vivia, passava em lenta marcha, no seu caminho-deferro, suspenso sobre as escarpas, para que os passageiros desfrutassem a beleza agreste da paisagem. O Natal estava a chegar, era preciso preparar a consoada e a vinda do Menino Jesus, que trazia as prendas para os meninos e meninas bem comportados. Também era tempo de visitar os nossos entes queridos, que moravam mais a jusante, na outra margem do rio. Eu, com apenas 6 anos de idade, sonhava com uma linda boneca com a cara de porcelana, vestido cor-de-rosa com rendas e lacinhos e sapatinhos de verniz. Minha mãe tinha-me prometido que o Menino Jesus ia dar-me uma boneca igual, mas, para isso, era necessário ir visitar a minha avó materna, antes da noite da consoada, pois ela guardava esse tesouro que o Menino Jesus tinha lá deixado para mim. Empreendemos a viagem pela manhã, para apanhar o combóio na estação mais próxima, que ficava a uns poucos km de distância. Minha mãe, simpática e tagarela, cumprimentava e conversava com toda a gente que encontrava pelo caminho, sem dar conta do tempo passar. Quando chegamos à estação, o comboio do meio-dia já tinha partido e não havia outro nesse dia. Para não voltarmos para casa, minha mãe decidiu seguir viagem a pé, por uma dúzia e meia de km sobre a linha do combóio. No início, achei divertido ir aos pulos sobre os carris, mas as minhas perninhas começaram a ficar cansadas e tropeçavam, atrasando assim o ritmo da marcha. Logo no início da viagem juntou-se a nós um cãozinho desconhecido, que não nos largou mais, como se fosse um anjo protector. Ele foi-me mostrando a forma mais segura de andar sobre as travessas da linha, sem tropeçar, ciente que aquilo não era o caminho ideal para crianças. O dia já tinha escurecido, quando chegamos ao lugar onde tínhamos que atravessar o rio. O barqueiro já tinha dado como encerrado o seu expediente, mas, lá cedeu aos apelos da minha mãe, para nos levar até à outra margem. Chorei desesperadamente por ter que deixar o nosso companheiro de quatro patas, que ficou sentado em cima da linha do combóio, até ver-nos desaparecer no meio da escuridão. Derivado ao frio e ao avançado da noite, pernoitamos naquela localidade, em casa de uma amiga da minha mãe. Só no dia seguinte chegamos a casa da minha avó materna, que ficou feliz por nos ver, mas não deixou de repreender a minha mãe, por se meter em tal aventura com uma criança pequena. Foi de facto uma grande aventura até lá chegar e, por fim, puder abraçar e beijar a minha querida avó e a tão desejada boneca. Conceição Tomé (São Tomé) Corroios - Portugal Poesia é Magia Quando na mente do poeta A poesia acontece, Logo, como uma seta, Na sua mão, aparece Lindo buquê de flores, Das mais variadas cores, E do qual, brandamente, transparece Música e harmonia! Por isso, eu digo aqui, a poesia É, sobretudo, um ato de magia, E o bom poeta, seja ele qual for, É, sem favor, Um exímio, um grande prestidigitador! Hermilo Grave – Paivas / Amora É Natal O Natal é festa de paz, de luz e compreensão quando o amor é maior em nosso coração. À chegada do Messias é pra se comemorar, espalhar fraternidade e a todos muito amar . As luzes estão acesas, todos cantam alegremente doces canções natalinas, que encantam a vida da gente. Precisamos nos alertar pra o que está dentro de noss’alma esquecer ódio, inveja, violência e tratar tudo com calma. Observar a manjedoura e ver a humildade santa um Rei que se deitou na palha e nem tinha manta. Seus pais olhando o filho com tanta ternura, ajoelhados junto ao feno já sabendo da amargura. Os animais aqueciam o Menino Jesus na estrebaria, e os anjos diziam amém e cantavam com alegria. A chegada do Deus-Menino foi pra humanidade salvar, é motivo pra se comemorar e muitos louvores cantar! Rita Rocha - Santo Antônio de Pádua – RJ - Brasil

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» Fui Pastor!...de mim lá na serra. Eu também já fui Pastor, De mim mesmo, e do grande amor, Aquele que eu nunca tive! Aquele sentimento profundo, Que invade os sonhos de todo Mundo... ... E quanto mais solto ele vive, Maior se prende nas entranhas, Que do fundo do coração, Voa em qualquer direção! E porisso eu fui sim! – um Pastor de mim. Pastor dos meus sentimentos, Eu assim fui... e continuo a ser, Tão só um mero sonhador errante, Porque ter um “bem-querer” em pensamentos, Serei pastor, Enquanto eu puder viver, Nesta eterna ilusão!... De pastorar o meu próprio coração. Guardador de mim todos os momentos. - A mor das vezes, são apenas pensamentos! São sonhos de liberdade...e muita paixão. Que surgem em qualquer idade, Basta ter à solta um Coração... Subi montes, desci vales e montanhas, Cheguei perto das nuvens volantes, Das Ícaras ilusões eu me supri, Para chegar à luz das entranhas, De tudo o que lá vivi! E agora...Ao descer aos vales dos rios, Para lavar a minh”Alma e seguir o meu caminho Do muito que já sonhei, Desde os tempos de Menininho, Ficam as lembranças aqui guardadas... Em versos e trovas alinhavadas De tudo quanto eu amei! Silvino Potêncio Emigrante Transmontano em Natal/Brasil Coimbra Abriu as mãos… expôs os sentimentos… Soltou as palavras usufruiu do momento… Enleou-se na prosa… Debutante, fluiu nos lençóis soltaram-se amarras, uniram-se os dois. (…)!? Manuel G Silva - Fogueteiro Todos os anos no natal Todos os anos no natal É dia de meditar É dia de bem-fazer E de poder ajudar I a Unicef organiza Uma acção voluntária A ajuda humanitária Onde ela é precisa Nunca está indecisa Na ajuda mundial Onde a guerra e o mal Muito faz sofrer Para que possam ter Todos os anos no natal II Em países africanos Referência no sudão Com fome e solidão Vivem seres humanos Sem esperança e planos De todos a precisar Fugiram para escapar Ao medo e terror No sofrimento e dor É dia de meditar III á falta de alimentos não chega para dar e tardam a chegar aqueles acampamentos difíceis são os momentos pouco podem fazer para poderem viver a sua dignidade um gesto de amizade É dia de bem-fazer IV Muitos são inocentes Pouco têm para comer Para poderem crescer E serem adolescentes Muitos estão doentes Já difícil de curar Tristeza no seu olhar Para que possam sorrir É dia de repartir E de poder ajudar Miraldino carvalho Corroios NATAL Nasceu… Essa fé do além, Onde tudo provém, Eternamente permanecerá… É um natal feliz. É um ser É uma vida Que entrou E rompeu O véu do aperfeiçoamento E surgiu em vida humana É um natal feliz. A profecia se cumpriu No livro registado e previsto Sendo Mediador e Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo Pinhal Dias – Amora - Portugal VIDA É sentir o cheiro da noite é sentir o cheiro do dia é ver no outro bondade: esse sinônimo de alegria É ter paz de noite e de dia é querer ajudar alguém! Sem desprezar ninguém, para ver o sol e a lua.... É ver um sorriso do filho para ser dois a confirmar: é preciso saber amar, com carinho e beijinho. Para que a natureza transmita sempre a paz... Mas o homem não é capaz: de respeitar com firmeza.... Luís Fernandes - Amora Amor falso Se tiveres amor à vida Não ames a falsidade Porque fazem-te a partida De te amar sem ser verdade Poeta Selvagem – Alentejo

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» 5 RELEMBRANDO A ÉPOCA DE NATAL Estávamos na década distante de quarenta. Vivia eu com meus pais na minha Ribeira de Nisa, lugar do Monte Carvalho, nas encostas da Serra de S. Mamede, concelho da muito querida cidade de Portalegre. Tinham terminado as aulas do primeiro período, começavam as primeiras e sempre agradáveis férias do ano letivo. Estava já próximo o NATAL e as famílias começavam já a prepará-lo, cada uma à sua maneira, de acordo, também, com as suas posses, sempre imbuídas do mesmo espírito cristão, com um mais acentuado caráter de religiosidade, celebrando o nascimento do MENINO JESUS - NOSSO SALVADOR. A noite de NATAL era o ponto alto da festividade, com a presença de toda a família, na Ceia cuidadosamente preparada pelas mães, (com a colaboração dos pais nalguns casos) e onde não faltavam o bacalhau com couve e batata ou a alhada de cação com o bom vinho tinto ou branco das adegas que ali tínhamos. Como doces, as tradicionais fatias douradas-também designadas por rabanadas- filhós, azevias e fritos de "mogango". À meia-noite, a célebre Missa do Galo, na Igreja de N. Senhora da Esperança (junta ao cemitério) a poucas centenas de metros do largo do Monte onde, com fé, quase todos iam. Quanto às crianças, ficavam ávidas e inquietas a aguardar as prendas na manhã do dia 25, acreditando terem sido deixadas durante a noite, no sapatinho, à lareira, pelo Menino Jesus. Era assim, na verdade, a Festa de Natal naquele tempo, na minha aldeia. Claro que, poderão dizer-me, que, felizmente, ainda agora será um pouco assim em algumas terras do interior do nosso País, mas, à época, a vida era muito diferente, como nós (os mais velhos) bem sabemos, sendo esta a mais importante do ano, a de maior significado, tanto para os mais novos como até para os mais idosos, a quem se devia muito por não deixarem morrer esta e outras importantes tradições, herdadas e religiosamente respeitadas, dos antepassados. Lembro-me bem (e sempre saudoso) desse tempo de ouro da minha vida, junto dos meus familiares e, igualmente, dos amigos de infância, especialmente por poder dispor agora duma maior proximidade com os que, não estudando, eu pouco convivia, excetuando os fins-de -semana, quando voltava da cidade para a minha casa paterna. Logo pela manhã corríamos contentes para o largo do Monte- ainda de terra batida- e ali, então, divertíamo-nos a valer, mostrando as prendas que mais nos tinham agradado, brincando e/ou participando nos tradicionais jogos, com relevo, naturalmente, para o futebol. "ALGUNS JOGOS TRADICIONAIS:"-p"ião", m" acaca", e"ixo,"i"nteira""semana", b"erlinde",l"enço,""fincão,""apanhada,"e"scondidas"c"inco cantinhos"g"alo", "dominó," "cartas", etc.. À noite, a hora de recolher a casa, não nos deixava muita margem e lá íamos direitinhos à lareira acolhedora onde já se preparava o jantarinho. Recordo, também, que em certas noites, andávamos erradamente à procura dos morcegos:- "morcego, morcego, vem à cana que tem sebo,"Felizmente quase sempre sem êxito. Na ribeira, também tínhamos uma boa oportunidade de brincar:- pescando, e no verão, também nadando nos seus pegos. Eis como eu recordo outros tempos, aqueles que tive a felicidade de viver no meu Monte Carvalho na década de quarenta, em plena época de Natal. Será um pouco de saudosismo, sim, mas quem não tem como melhor tempo da sua vida, os anos de infância e juventude?! O meu lamento sincero se alguns o não podem recordar assim. Termino com os desejos de que um FELIZ NATAL SEJA A PORTA QUE SE ABRA A UM NOVO ANO QUE EM TUDO EXCEDA AS V/ MELHORES EXPETATIVAS. " mogango":- uma variedade de abóbora. JGRBranquinho - “Zé do Monte” Escrito na minha casa do Monte Carvalho. Natal O meu menino Jesus já chegou. Na minha casa me protege do mal, é meu convidado especial, a quem peço perdão, por o ter deixado no sótão, ao relento, arrumado, desde o Natal do ano passado. José Jacinto "Django" - Casal do Marco «Noite de Natal...» Menino de Alma risonha, Teu sorriso angelical, é por Ti que o Mundo sonha nesta Noite de Natal… António Boavida Pinheiro Lisboa NATAL O calor humano que atravessa fronteiras A ansiedade de chegar aos que aguardam Os beijos, os abraços, famílias inteiras Se unem nestes dias que depressa passam... À roda da mesa, numa saudável convivência Estão todos reunidos, avós, pais, irmãos Lembram-se os lugares que vazios já estão E uma prece silenciosa nos sai do coração Fernanda Lúcia – Costa da Caparica (Saudosa)

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» SIMPLES NOITES DE NATAL Olhei p’rá montanha para ver se por lá via, Uma águia airosa no alto planando, Mas só o uivo dos lobos com fome se ouvia, E a nuvem cinzenta lá por cima… dominando. Por cá na aldeia tudo estava fechado, Apenas das chaminés o fumo de lá saía, Cheirando á lenha cortada pelo velho do machado, E lançada p’ró fogo, que lá em casa tudo aquecia. O vento uivava no quelho já deserto, Tentando afastar, quem lesto, por lá corria, Mas nem viva alma, com destino mesmo incerto, Da minha janela, ver por lá… eu conseguia. E quando para dentro já estava voltando, Sem querer p’ró canto daquela escada eu olhei, E vi aquele velho, na rota manta se enrolando, Espelhando tal tristeza… como eu nunca pensei. E eu, que lesto p’rá rua já corria, P’ráquele pobre velho em casa acolher… Olhei e vi aquela criança… que em ar de alegria Corria p’ra ele de braços abertos em gesto do aquecer. E eu que sozinho estava, sem saber o que nesta vida fazia, Senti que a minha alma… que do amor não via sinal, De repente no meio da tristeza, de novo descobria, Que o amor ainda existia, e hoje era outra noite de Natal. José Carlos Primaz – Restauração / Algarve Chuva Chuva pode ser benéfica, fresca e renovadora, mas também se for num temporal, destruidora! Chuva pode ser um bálsamo que nos refresca, ou porém, uma má tempestade que não presta! Chuva pode trazer ao seco deserto, a renovação, todavia pode causar uma enorme devastação... chuva pode acabar com a fome do pobre povo, ou pode destruir e ter que recomeçar de novo. Chuva é que a estéril terra que aguarda, fecunda, chuva é que se infiltra nas montanhas e aí funda, as correntes de onde nascem os ribeiros e rios... nas cascatas a chuva dá gargalhada que inunda, de trinados, arco-íris e faz da tristeza, moribunda, em trovejantes colunas ou ténues e elegantes fios! Arlete Piedade - Portugal PAZ, ONDE ESTÁS? Procuro nas ruas por onde passo nos caminhos que trilho no espaço onde vegeto em cada mãe e cada filho na imensidão do espaço na terra no ar na serra no mar procuro nas escarpas escondidas da vida procuro no vazio das consciências que matem destroem nossos sonhos nossas vivências mas doentes adormecidas e por aí vou percorrendo os desertos áridos da vida em busca dessa PAZ almejada em busca do refúgio de uma guarida em contínuo redemoinho vou procurando a PAZ vou perguntando baixinho PAZ onde estás? onde possa repousar na PAZ desejada Rosélia M G Martins – Póvoa de Stº Adrião A Noite de Natal È meu... E também é teu Dizia Maria a José Nessa ditosa Noite Em que olhava extasiada Aquela estrelinha brilhante Que lá do alto do céu Iluminava pastores Rebanhos E muitos outros animais Também entidades reais E Anjos que vinham do Céu Não se ouviam ruídos, Só entusiasmo e alegria Todos queriam ver o Menino Filho da Virgem Maria Nascido na noite fria Traziam presentes e afecto Também muita paz e amor Vinham de longe e de perto Traziam felicidade e calor... Noite distante que não se esquece, Hoje como ontem é festejada E com a família reunida Por todos é celebrada.. Amadeu Afonso - Cruz de Pau/Amora

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» 7 Última vontade AO CHEGAR A NOITE Pertenço a Ti, Natureza Meu amor, Quando eu morrer, Lança as saudades ao mar Mesmo que flutuem nas ondas do desgosto. Se acaso acontecer, Tenta tirar do rosto As lágrimas que teimem em brotar. Semeia de recordações Os prados íntimos do teu sentimento. Deixa-te guiar pelas emoções, Que te forem trazidas pelo vento, E se muitas forem as tuas mágoas, Vai ao mar da saudade, bem cedinho, E mergulha nas suas águas, Que as ondas que te afastarem pesadelos, São as minhas mãos afagando os teus cabelos, Com carinho. Deixa fluir teus sonhos sem temor, Sem qualquer remorso, sem pesar, Por isso, meu amor, Quando eu morrer, Lança as saudades ao mar. António Barroso (Tiago) - Parede - Portugal Ao chegar a noite, dói mais a solidão, E a saudade se alapa a nós Trazendo lembranças em catadupa. Sente-se a falta do toque, Do beijo, Do cheiro da pele. As mãos vagueiam por espaços vazios, Como vazia, é a noite Ao chegar o dia Sinto que os lençóis Não guardaram as minhas recordações. Um novo dia começa, E a esperança que me alimenta, Em silêncio, Solta o seu grito de revolta, E de esperança! Arménio Correia - Seixal “O Cristo não ensinou A fazer mal a alguém Morro “pobre” porque sou Mais “rico” do que ninguém” Silvais – Alentejo Pertenço a ti, Natureza, Como vós, filhos de Deus! Nunca sozinha serei Ao lado dos irmãos meus. Eu pertenço-vos enquanto Todos vós me pertenceis. Nossa origem foi a mesma, Variados os papéis. A vida vive em redor, Em toda a parte ela habita. O nosso Deus projectou E criou-a infinita. Venho rogar ao Senhor, Que de mim se compadeça, Concedendo-me outras vidas, Em que a musa não esmoreça. Sobrevivo a dar-Lhe graças P’lo mundo e sua beleza. Minha alegria é imensa Perante a irmã Natureza. Sei que dela faço parte E jamais a deixarei. Deus, o Todo-Poderoso, Agora e sempre amarei. Maria Fonseca - Lisboa Os caminhos (mesmo com espinhos) -são passadeiras para teus passos… (quando a Mãe-POESIA te inspira…) e logo semeias versos na esteira… -da sinfonia… -da tua lira… Santos Zoio - Lisboa Criança Especial No olhar, reflecte paz… No rosto, felicidade traz. A seus pais, Deus confiou a eles, sua vida, destinou. P’la mãe vive cuidada… P’lo pai vive amparada… Não tem receio ou pavor pois cuidada é com amor Seu sono não é sofrido. Seu despertar colorido… Que bênção o seu viver, por pais amorosos ter!... Filomena G. Camacho Londres “PAI DE BARBAS BRANCAS” Enquanto houver Natais todos os anos E também muitos pais de barba branca, Numa sociedade humilde e franca, A vida é mais segura nos Humanos! Enquanto houver nos homens bons planos, Doce harmonia aberta, sem retranca… Numa porta que se abre e não se tranca, À Criança, ao Idoso e sem enganos! Enquanto em cada homem e mulher, Andarmos de mãos dadas, podeis crer, Não faltarão em vós… ternos cuidados! Então eu vou dizer aos Pais Natais, Que as Brancas Barbas são, bem fraternais, Nós pais, morreremos mais descansados! João da Palma - Portimão

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» Saudades dos Natais de Outrora Ah, como eu queria de novo O espírito desses alegres natais, Reunir todos os entes queridos Aqueles que já se foram embora E que não verei jamais Vê-los reunidos à volta da mesa natalícia, Com olhos extasiados perante tanta delícia. Ah, como sinto saudade desses natais Cheios de tradições e rituais. As grandes achas na velha lareira, Com as chamas fortes e crepitantes E as panelas de ferro fumegantes, A deixar no ar o cheirinho do bacalhau E a misturar os aromas do cravo e da canela, Que sempre se escapavam pela janela. Os contos de Natal, narrados com devoção, Pelo mais reverenciado ancião. Os Jogos do Rapa e do Pião Que as crianças alegremente jogavam Sentadas no meio do chão. O presépio animado, pelas nossas próprias mãos, Com figurinhas de barro e musgo do monte, Onde não faltava a água a correr da fonte. Na Igreja, depois da Missa do Galo, pelo orfeão cantada, Dava-se a beijar o pezinho do Menino Quase nu, mas tão rosadinho Que a todos nós encantava. Em casa, à nossa espera, a ceia com doces tradicionais, E, muito muito calor humano, Como se não coubesse mais. Por fim, ponham-se os sapatinhos na chaminé, Para que o Menino Jesus deixasse as prendinhas, Somente para as criancinhas. Acordávamos sempre ao romper da aurora, Quando o menino Jesus já tinha ido embora. Ah, como sinto saudades desses natais de outrora! Conceição Tomé - Corroios/Portugal Viperinos Diz a ciência que a língua da serpente Sorve do ar, a direção da sua presa Enquanto isso, a dor alheia é sobremesa Do predador devorador de tanta gente. Essa espécie viperina que rasteja Seguindo o rumo do Inocente sonhador, Sabe que aquele que se veste de amor Sempre supera o despudor dessa peleja. As escrituras já em Gênesis alertam Que cada víbora que se personifica, Mais que veneno, inocula, quando pica Nos outros seres, a mentira que despertam, Mas o antídoto de quem não faz o mal É ser feliz, vendo feliz o seu igual. Luiz Poeta – Rio de Janeiro/Br A Nuvem Olhei o céu! Uma nuvem cabriolava no ar. Cobria e descobria o sol... Estendia-se, comprimia-se, fazia mágicas! Parecia, às outras, desafiar, com sua volúpia a dançar… Sorri. O olhar eu desviei. Ao ergue-lo, para fitá-la, (nunca pude imaginá-la) com frenesim a cavalgar, corria... p'ra não voltar... Filomena Gomes Camacho Londres eu Natal Criança Promessa e esperança que vai acontecer do que poderíamos ser é a inocência que deveríamos ter! Criança, em qualquer idade, na estrada da vida, entre o sonho e a realidade, brincam pelas ruas da cidade, lições de amor e de simplicidade! Criança vai falando , cantando abertamente que te escuto silenciosamente. Corre, pula e grita mostra ao mundo, como se deve viver, cada momento, feliz, como quem acredita, em um mundo melhor, FUTURECIDO Efigênia Coutinho Mallemont Balneário Camboriú / SC/BR Paz, Alegria e Ternura No despertar do cintilante Natal Que a paz, a alegria e a ternura Façam deste planeta real O inverso de choro e amargura Que a humildade feita verdade Aproxime os seres humanos E em gestos de mais igualdade Se apaguem marcas de enganos Despontem mil presentes e abraços Tamanhos embrulhos, fitas e laços Entre o sonho e a doce fantasia O tempo deseja-se de harmonia De afectos que agora partilhamos Na comunhão das rimas que criamos Um Poema…Talvez de Natal Minha Alma em orgia, Que só pensa na filosofia De teus olhos brilhantes, Como setas flamejantes, Que vão indicar um caminho, Entre rosas e rosmaninho, Bonito, tem perfume de se ter, E de teu belo corpo se ver!... Tua inocência de virgem, Em mim se torna em vertigem, Sinto-me solitário e infeliz, E só tu, podes ser meu juiz!... Ao rubro do sol, tua figura bonita, Em mim se fica, em dor infinita!... Senhora!... Essa tua fineza, Deixa Alma a ti presa, Pedindo ao Mundo, um conceito, Que nos leve ao Amor Perfeito!... Luís da Mota Filipe (Anços-Montelavar-Sintra-Portugal) Carlos Varela (CASV) Paços de Brandão

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» 9 Mesa a razão dos encontros hoje apetece-me escrever coisas banais mas descobri que não é tamanho o pensamento as palavras estão gastas cansadas das coisas vãs que bem ficam a minha obsessão esvai-se neste caminho para a solidão a mesa está farta mas um copo vazio a causa de um arrepio à gente que come à gente que bebe em silêncio uma garrafa vazia já nada diz a razão dos encontros nos dias fechados os afectos olhares no tempo corações partidos sonhos antigos já esquecidos uma silhueta na sombra que se transforma a luz divina um filho que se tem outro que dorme chegam mais quinze não sei de quem usam gravata outros botões o ego farto é dos comilões na mesa lisa pintada de negro passa a fome atormentada corre tudo ao escurecer já nada se vê nem se lê cantam as aves da vida noturna dou a mão e não sei a quem... Carlos Bondoso (CFBB) Alcochete NATAL Vive a Humanidade em eterna dúvida Por não ver imperar o Reino prometido De Ternura, de Paz, de Justiça e de Amor! Varrem seu pensamento silvos soltos De desenfreado vento Que, em tal correr, ora canta, ora chora. E ergue-se a palavra-chicote A falar de perigos, sustos e guerras. Tantos desalentos!... Tudo perdido? Fim da Esperança? Não! Um dia, sim, um dia, Tudo vai mudar se o Homem quiser. Um Menino assim ensinou e prometeu Quando se fez homem, quando cresceu: - Mesmo quando for de fel a tua taça, Não te esqueças que é no pôr-do-sol Que a sombra mais se alonga. São tuas as estrelas do Céu, São tuas as flores do jardim. Recompõe esse coração Quando desfeito de amargura E ampara esse a teu lado, O teu irmão! Desde então, numa certa noite, à meia-noite, Envolto em diáfano véu, Desce mansamente o luar Por entre um cardume de estrelas, Param as nuvens que andam no Céu Em louca correria, como toiros na lezíria, E abre-se o coração dos Homens Em ninhos de afectos. Do alto, nessa noite de Dezembro, à meia-noite, Numa verticalidade horizontal e transversal Desce um raio de luz dobre o Presépio, Passeia a Lua desfazendo as Sombras, Enquanto colhe e esparge sementes De Ternura, de Paz, de Justiça e de Amor. Homens… conhecemos a receita. Vamos, vamos à colheita! João Coelho dos Santos - Lisboa

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» Natal OS BRINQUEDOS Natal sagração dos séculos na tempestade da esperança por caminhos da inocência na divindade eterna Podem ser dias tristes em roupas podres sem qualquer esperança que precisa ser reencarnada Natal dia do dever humano numa ajuda mútua coberta de esperança de fé para um futuro risonho. Pedro Valdoy - Lisboa O Teu Natal… Quem és tu, sem amor e sem abrigo, Que vives dependente da bondade E de que se envergonha a sociedade, Sem lembrar o dever que tem contigo? Porque se esconde tanto esta verdade, Enquanto olhamos para o nosso umbigo, Ignorando que és pai, és mãe, amigo Que tropeçou na infelicidade… No teu pranto recordas alegria, Esperas o fim da noite que persiste, Tens o corpo gelado, a alma fria… A palavra Natal p’ra ti é triste, Pois recordas decerto aquele dia, O último Natal em que sorriste! Carlos Fragata - Sesimbra Natais que me vêm à lembrança, Natais de quando eu era criança E só pensava nos brinquedos, Que ia ver pendurados na chaminé. Na manhã consagrada ao achado, Ficava a olhar, parado e de pé, Para aquela maravilha gostosa. Havia uma espingarda de lata, Que atirava um pauzinho, E tanto soldadinho, De chumbo feitos e pintados, Havia uma camioneta colorida, Também de lata. Tudo era de lata. Eram tantos os achados e tão belos, Que eu coçava os cabelos, Sem saber por onde começar. Se o Menino Jesus Me dava aquilo tudo que estava ali, Destinado só para mim, - dizia-me, feliz, a minha mãe: É porque te portaste bem. Tito Olívio - Faro O Natal era para ser Era bom, talvez seria melhor que tudo afinal se houvesse mais alegria para festejar o Natal Quem tem na mão o poder e na sua toca come não se importa sequer se o seu povo passa fome Mas existe alguém tirando o que nos resta afinal e assim se vai passando muita fome no Natal Assimetrias Uns com tanto, outros com tão pouco. Que mundo tão estranho! Que mundo tão louco! Podia e devia ser diferente. Podia e devia ter mais coesão. Podia e devia ter mais verdade! Podia e devia ter mais Paz Razão Igualdade! Faz-me tanta pena ver ao meu redor, fome e dôr o Natal era para ser tempo de paz e amor Chico Bento - Suíça Aires Plácido - Amadora MAGIA DE NATAL Ah! Se eu fosse alegria... Pelo mundo... eu iria... Espalhar aos quatro ventos, Acabando com sofrimentos. Há! Se eu fosse felicidade... Os povos dariam as mãos, Neste mundo sem idade... Como se fossem irmãos. Ah! Se eu fosse magia... Muito ainda mudaria... Daria pão com certeza, Para o pobre pôr na mesa. Acabaria com as doenças, E neste mundo desigual... Sem tricas ou desavenças... Nesta quadra de Natal. Não teríamos mais guerra, Mas sim... paz na terra. Todos a sorrir... e como tal Em todo e qualquer dia. Ah! Se eu fosse magia... Seria para sempre...NATAL Maria de Jesus Procópio Paivas/Amora O Meu Farol Na minha rota constante Eu louvo a Virgem Maria Sem a esquecer um instante Vivo Natal dia a dia… Sinto dentro do meu ser… A vibrar, em chama ardente Com a Fé, no meu viver No meu coração presente! Sob um céu iluminado És astro que me alumia Eu tenho sempre a meu lado Jesus – minha Estrela Guia! E Jesus, o Deus Menino… Faz de mim a maior crente A guiar o meu destino… O meu Farol Reluzente! Maria José Fraqueza Fuseta

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Dezembro 2018 «Especial Natal» 11 À MÃO que distribui o pão (à boca esfomeada) e que é Bênção (à mesa da consoada…) À MÃO que acaricia (o corpo da Mulher Amada) e que faz nascer o DIA (na Humana Alvorada!) Santos Zoio - Lisboa Cinco dedos. São cinco dedos, que existem na mão Que nos auxiliam a escrever… Bem diferentes uns dos outros!? São! A trabalhar…cumprem o seu dever Há por aí dedos de lutador… Com dedo no gatilho!? Isso não! Perde-se a vida, logo vem a dor O corpo é que paga na prisão São os dedos que mexem e remexem Vaidosos pelas unhas quando crescem Arpejam a viola…sem segredos Do polegar ao mendinho…extremos Indicador, médio e anular…vemos: A paz unida desses cinco dedos Pinhal Dias (Lahnip) – PT Promessa de Natal Em todos os Dezembros meço este infinito peso da cruz que ao nascer carrego e me proponho e aposto que neste, SIM, neste ano será de renascimento! DURO CORAÇÃO, O TEU! Habituado que estava a ter o amor D’uma mulher, a meu lado; A saber-lhe da respiração – seu olor; Seus cheiros lilases – enquadrado; Mais o jardim, o espaço e o pundonor: Dum ao outro lado – trespassado; Habituado que estava, foi com muita dor, Que me achei transtornado, Quando resolveste sair, de minha vida. Uma, e outra vez o fizeste, sem nem saberes se eu sofria. Mas em mim, a sobrevida, Não me anuiu nem me diminui-o – sabida que era a minha idoneidade; e sem o quereres, Admitir, que sem ti, eu continuava a viver minha vida Jorge Humberto - Santa-Iria-da-Azóia MENSAGEM Se bastassem poemas de paz para explicar o Natal, àqueles para quem tanto faz, àqueles que só fazem mal, convocavam-se os poetas para escreverem no espaço, até cansar as canetas, até fechar um abraço, à volta de toda a terra, à volta do Universo, acabando assim a guerra no eco de um simples verso. HUMILDE TE PEÇO Humilde Te peço, meu Senhor: - Envolve-nos com Teu Amor, Para que o perdão e a bondade Transformem a desvairada Humanidade. Ajuda Te peço, meu Deus, Ajuda esses tristes filhos Teus Que perderam a Esperança Cega, dos seus tempos de criança. Deus bondoso e clemente A Ti reza Tua gente E suplica o Teu perdão Por virar costas a seu irmão. Graças Senhor, eu Te dou Por ser assim, como sou, Um ser que em Ti confia Quer de noite, quer de dia. Sei que Teu filho, Jesus Cristo resgatou, O preço da nossa circunstância. João Coelho dos Santos - Lisboa Maria Petronilho - Almada Maria Melo - Odivelas

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 105 - Especial Natal - Dezembro 2018 «Ponto Final» «Rádio Confrades da Poesia» “RCP” online desde 28/042017 http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ RCP – RÁDIO CONFRADES DA POSIA ./. Enquanto você navega pela Internet poderá ser um fiel ouvinte e participativo da nossa RCP que é um espaço criado para o seu entretenimento Musical e Poético, que estará online 24 horas por dia, sem fins lucrativos. DJ - Pinhal Dias; fará semanalmente cinco emissões em directo online; poderá acrescer um especial directo... Feitura do Boletim O Boletim será sempre colocado à disposição dos nossos leitores mensalmente! Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até final do mês a decorrer. A feitura do Boletim será a partir do dia 1 até ao dia 2, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido do “ESPECIAL NATAL “ http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». www.fadotv.pt ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Voltamos a 2/01/19

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