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10 de novembro de 2011 estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 em 2009 39 municípios apresentavam um poder de compra per capita acima da média nacional em 2009 dos 308 municípios portugueses 39 apresentavam relativamente ao indicador sintético do poder de compra per capita resultados acima do valor médio nacional uma análise global dos resultados permite destacar valores mais elevados nas áreas metropolitanas de lisboa e do porto e também em alguns municípios coincidentes com capitais de distrito a análise sugere assim uma associação positiva entre o grau de urbanização das unidades territoriais e o poder de compra aí manifestado quotidianamente o indicador percentagem de poder de compra revela que os 27 municípios das sub-regiões da grande lisboa da península de setúbal e do grande porto concentravam 50 do poder de compra nacional o ine apresenta a nona edição do estudo sobre o poder de compra concelhio que tem como objetivo caracterizar os municípios portugueses relativamente ao poder de compra numa aceção ampla de bem-estar material a partir de um conjunto de variáveis e por recurso a um modelo de análise fatorial em componentes principais a realização deste estudo visa contribuir para a oferta de informação ao nível do município através da disponibilização de indicadores de síntese que traduzem o poder de compra manifestado nos territórios note-se porém que as estimativas produzidas no âmbito deste estudo não devem ser apropriadas como qualquer outra variável a que corresponda um âmbito conceptual bem delimitado como seja o rendimento ou o consumo das famílias nesta edição foram retidas 17 variáveis maioritariamente reportadas ao ano de 2009 e relativizadas pela população residente são disponibilizados três indicadores indicador per capita percentagem de poder de compra e fator dinamismo relativo sendo que o cômputo de qualquer um dos três indicadores para os agregados regionais nuts i ii e iii bem como para o país resulta da ponderação dos valores dos índices à escala municipal pelos pesos demográficos dos municípios nos diferentes espaços considerados a publicação é acompanhada por um cd-rom que além de integrar os elementos que constam da versão impressa contém uma aplicação que permite calcular o valor de qualquer um dos três indicadores para outras divisões geográficas bem como para qualquer outro agrupamento de municípios escolhido pelo utilizador estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 1/7
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indicador per capita o indicador per capita ipc do poder de compra corresponde ao fator com maior poder explicativo extraído da análise fatorial explicando após rotação 51,6 da variância total das variáveis de base pretende traduzir o poder de compra manifestado quotidianamente em termos per capita nos diferentes municípios ou regiões tendo por referência o valor nacional portugal 100 a leitura dos resultados do ipc para 2009 associa ao território continental um poder de compra manifestado superior ao observado nas duas regiões autónomas portuguesas o valor atingia 100,5 para o continente e era respetivamente de 86,1 e 94,7 para as regiões autónomas dos açores e da madeira a região de lisboa 134,2 e do algarve 100,4 constituíam as regiões nuts ii com valores acima do poder de compra per capita médio nacional embora de forma marginal no caso do algarve as três restantes regiões continentais norte centro e alentejo registavam índices de poder de compra per capita abaixo da média nacional e relativamente próximos 88,4 para a região alentejo 87,6 para a região norte e 84,4 para a região centro em 2009 dos 308 municípios portugueses 39 situavam-se acima do poder de compra per capita médio nacional a figura 1 destaca os valores de ipc mais elevados verificados nos territórios metropolitanos de lisboa e do porto com efeito o município de lisboa apresentava o ipc mais elevado 232,5 mais do que duplicando o índice nacional mas nas 16 primeiras posições correspondentes a um ipc superior a 120 ainda se encontravam mais seis municípios da área metropolitana de lisboa oeiras 185,3 cascais 150,6 montijo 136,9 alcochete 132,6 almada 122,2 e loures 121,6 no território metropolitano do porto destacavam-se os municípios do porto 178,8 de matosinhos 130,6 e de são joão da madeira 129,1 além dos territórios metropolitanos também os municípios correspondentes a algumas capitais de distrito revelavam em 2009 através deste indicador um poder de compra per capita manifestado superior à média nacional com relevância para faro 146,1 coimbra 144,9 e aveiro 134,8 evidenciavam-se ainda o funchal 133,3 e o porto santo 120,2 na região autónoma da madeira e sines 132,6 no alentejo litoral esta análise sugere assim uma associação positiva entre o grau de urbanização das unidades territoriais e o poder de compra aí manifestado quotidianamente por outro lado 185 municípios 60 do número total de municípios apresentavam valores de ipc inferiores a 75 dos 12 municípios com menor poder de compra per capita manifestado 10 pertenciam ao interior da região norte distribuindo-se pelas sub-regiões tâmega douro e alto trás-os-montes e dois ao interior da região centro dãolafões estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 2/7
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figura 1 indicador per capita por município 2009 a figura 2 permite analisar o ipc obtido nos municípios tendo por referência em simultâneo os contextos nacional e regional esta organização da informação traduz-se na possibilidade de avaliar melhor o grau de coesão intrarregional e de identificar os municípios que se evidenciavam no respetivo contexto regional nesta perspetiva os 308 municípios nacionais distribuíam-se da seguinte forma em 2009 30 municípios apresentavam um ipc simultaneamente acima do poder de compra per capita médio nacional e regional representavam sobretudo municípios que integram as duas áreas metropolitanas e cidades de média dimensão maioritariamente coincidentes com capitais de distrito braga vila real aveiro coimbra portalegre Évora beja santarém e faro mas também por exemplo o funchal e ponta delgada em 26 municípios o poder de compra per capita manifestado em 2009 ficava aquém da média nacional mas acima da média regional correspondiam maioritariamente a municípios da região centro 15 municípios mas também do norte 4 do alentejo 4 e da região autónoma dos açores 3 cerca de 80 dos municípios do país 243 revelavam um poder de compra per capita simultaneamente aquém da média nacional e da respetiva média regional ao nível das regiões nuts ii esta proporção variava entre 28 na região lisboa e 86 na região norte estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 3/7
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por último nove municípios da região lisboa apresentavam um poder de compra per capita acima da média nacional mas aquém do respetivo valor regional loures amadora mafra e vila franca de xira na grande lisboa e alcochete almada setúbal barreiro e palmela na península de setúbal figura 2 indicador per capita por município contextualizado nas regiões nuts ii 2009 percentagem de poder de compra a percentagem de poder de compra ppc é um indicador derivado do primeiro fator com maior poder explicativo extraído da análise fatorial o indicador per capita ipc e reflete o peso do poder de compra de cada município ou região no total do país para o qual a ppc assume o valor de 100 com este indicador pretende-se avaliar a concentração do poder de compra nos diferentes territórios tendo em consideração que as áreas de maior ou menor poder de compra no território nacional dependem não só da distribuição do poder de compra per capita pelo país mas também da distribuição espacial da população residente em síntese o indicador ppc não resulta diretamente da análise fatorial mas é derivado do ipc e do peso demográfico de cada unidade territorial no todo nacional estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 4/7
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a estrutura regional da ppc em 2009 revelava que dois terços do poder de compra manifestado regularmente no país se concentravam nas regiões nuts ii de lisboa e do norte para este resultado contribuíam de forma mais decisiva as sub-regiões nuts iii grande lisboa 28 grande porto 14 e península de setúbal 8 no conjunto estas três sub-regiões representavam cerca de metade do poder de compra manifestado no território nacional a figura 3 permite adicionalmente constatar que o poder de compra se concentrava de forma mais intensa nas regiões do litoral continental com efeito as seis sub-regiões que concentravam menos poder de compra localizavamse no interior da região centro por ordem crescente pinhal interior sul serra da estrela beira interior sul cova da beira beira interior norte e pinhal interior norte além destas sub-regiões também o alentejo litoral o alto alentejo e o baixo alentejo contribuíam individualmente com menos de 1 para o poder de compra nacional figura 3 percentagem de poder de compra por município 2009 ao nível municipal lisboa destacava-se no contexto nacional ao representar 10,5 do poder de compra nacional em 2009 apenas mais 22 municípios concentravam individualmente mais de 1 do poder de compra nacional trata-se de municípios integrados nas áreas metropolitanas de lisboa sintra que era o segundo município a concentrar mais poder de compra com 4 e ainda oeiras cascais loures almada amadora seixal vila franca de xira odivelas e setúbal e do porto porto vila nova de gaia matosinhos maia gondomar e santa maria da feira bem como de estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 5/7
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municípios capitais de distrito coimbra braga e leiria os municípios do funchal na região autónoma da madeira de guimarães e de vila nova de famalicão ambos na sub-região do ave completavam este conjunto [figura 3 com os menores contributos encontravam-se os municípios do corvo e das lajes das flores na região autónoma dos açores e o município de barrancos no baixo alentejo detendo individualmente 0,01 ou menos do poder de compra nacional a figura 4 reflete a concentração do poder de compra pelos 308 municípios portugueses figura 4 concentração da percentagem de poder de compra pelos municípios 2009 permitindo constatar que em 2009 7 dos municípios 21 concentravam 50 do poder de compra nacional refira-se adicionalmente que cerca de 20 dos municípios 63 concentravam 75 do poder de compra estes resultados confirmam que o poder de compra se encontra associado à dimensão urbana dos municípios e portanto territorialmente muito concentrado fator dinamismo relativo o fator dinamismo relativo fdr corresponde ao segundo fator com maior poder explicativo extraído da análise fatorial explicando após rotação 25,8 da variância total das variáveis de base o fdr pretende refletir o poder de compra de manifestação geralmente sazonal relacionado com os fluxos populacionais induzidos pela atividade turística e portanto associados à dinâmica comercial que persiste na informação de base para além da refletida no primeiro fator com maior poder explicativo extraído da análise fatorial o indicador per capita do poder de compra que por sua vez pretende traduzir o poder de compra per capita manifestado quotidianamente o objetivo essencial da construção do fdr consiste em isentar o indicador principal o ipc do efeito do poder de compra manifestado irregularmente essencialmente pelos turistas pelo que os dois fatores devem captar influências distintas entre si importa assim sublinhar que um valor baixo assumido no fdr em determinada unidade territorial não significa que a atividade turística seja pouco relevante neste território mas apenas que fica esbatida face ao elevado poder de compra aí manifestado de forma regular o fdr é apresentado como variável estandardizada com média igual a 0 e desvio-padrão igual a 1 adotando-se como unidade de medida para efeitos de análise o desviopadrão da respetiva distribuição municipal estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 6/7
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figura 5 fator dinamismo relativo por município 2009 em 2009 dos 15 municípios com um fdr superior ao desvio-padrão da distribuição 11 situavam-se no algarve albufeira loulé vila do bispo lagos lagoa castro marim vila real de santo antónio portimão tavira aljezur e silves [figura 5 de entre estes municípios albufeira destacava-se claramente apresentando um fdr de 9,95 Óbidos 2,95 na sub-região oeste que ocupava a sétima posição na hierarquia grândola 2,64 no alentejo litoral porto santo 1,70 e porto moniz 1,24 ambos na região autónoma da madeira completavam o conjunto dos 15 municípios com um fdr superior a 1 em 2009 com valores no fdr situados entre 0,5 e 1 encontrava-se um conjunto adicional de sete municípios três do algarve faro são brás de alportel e monchique um do oeste nazaré dois da região autónoma da madeira funchal e calheta e um município da sub-região minho-lima caminha 0,54 com o valor mais elevado em termos de fdr na região norte no outro extremo com resultados menos significativos no fdr em 2009 encontrava-se um conjunto de 27 municípios com valores inferiores a -0,5 eram sobretudo municípios das áreas metropolitanas de lisboa e do porto e algumas capitais de distrito importa igualmente sublinhar a existência de municípios que apresentavam valores de ipc e fdr simultaneamente elevados em 2009 nesta perspetiva mereciam destaque os municípios do algarve sobretudo faro loulé portimão e albufeira mas também o funchal e porto santo na região autónoma da madeira estudo sobre o poder de compra concelhio 2009 7/7
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