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Catas Altas - Janeiro de 2019 - Edição 132 - Ano XII

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CaBOtMaDsIAAltas Cidade Histórica e Ecológica - Janeiro de 2019 - Ano XIII - Nº 132 - Distribuição Gratuita Dirigida Observatório Astronômico poderá ser independência econômica para Catas Altas Empresa quer minerar na Santa A atual administração de Catas Altas está com uma oportunidade única de declarar a independência econômica da cidade frente à mineração com a implantação do Observatório Astronômico da UFMG na cidade, esse é o entendimento do vice-prefeito Fernando Guimarães. Além de gerar dezenas de empregos durante a fase de implantação, o Observatório transformará a cidade em polo educacional e ainda incrementará o turismo. Só de estudantes são cerca de 3 mil por mês que frequentam a unidade educacional e de pesquisa. Páginas 4 e 5 Catas Altas vai ter carnaval sim senhor Página 7 A região responsável pelo abastecimento de água da cidade vem atraindo as atenções de empresas ávidas por minério de ferro. Desde 2008 a empresa Maybac tentou sem sucesso explorar a região e posteriormente, desde 2015, a Atlântica Minas Empreendimentos e Participações Ltda faz sua investida. Entretanto, outra empresa, a Setovi , detentora dos direitos minerários e pelo passivo ambiental da região, tem a obrigação, por lei, de recuperar a área, já degradada por uma quarta mineradora. Página 3 Saga do Caraça o rigor disciplinar do Cole´gio Páginas 6 Morro recebe telefonia celular Página 7

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CaBOtMaDsIAAltas Janeiro de 2019 - Página 2 Saga da mais antiga família de Catas Altas – 13.ª parte Fernandes do Valle por Eder Ayres Siqueira Continuando a Saga, a Dona Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle, viúva do Capitão Thomé Fernandes do Valle, não teve seu óbito ainda encontrado. Com isso, não podemos afirmar que foi sepultada na Igreja Matriz de Catas Altas, na 3.ª sepultura do Arco cruzeiro, de n.º 92, da família. Ela pode ter sido sepultada em Barbacena onde se casou pela segunda vez. Teve Da. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle, um irmão e quatro irmãs, sendo os seguintes: #1 - Pedro da Fonseca Magalhães, #2 – Da. Francisca Romeiro Velho Cabral, #3 – Da. Helena das Chagas do Lado de Cristo (ou Helena Prado), #4 – Da. Ana Maria do Prado da Fonseca, #5 – Da. Luzia do Prado Cabral, e #6 – Da. Rosa Maria da Fonseca, dos quais falaremos um pouco: #1- Pedro da Fonseca Magalhães, natural de Taubaté/SP. Casou em 1728 com Ana Ribeira Leite (citada na Genealogia Paulistana como Ana de Cerqueira Paes), filha de Francisco Leite Ribeiro e de Maria de Serqueira. “Dispensa Matrimonial – 1726 -1727 - ACMSP Vol 13, estante 4, gaveta 3. Justificante Pedro da Fonseca Magalhães, natural da vila de Taubaté, filho de Pedro da Fonseca Magalhães e D. Elena do Prado Cabral, casou nesta cidade com Ana Ribeira Leite, filha de Francisco Leite Ribeiro e de s/m Maria de Sequeira. “Aos 30 – 06 - 1728 nesta cidade me foi apresentado requerimento do Justificante. Diz Pedro da Fonseca Magalhães, natural da vila de Taubaté, filha do Cel Pedro da Fonseca Magalhães e sua mulher D. Elena do Prado Cabral, que ele suplicante esta Nas famílias tradicionais do século XVIII as esposas dos senhores abastados ganhavam o tratamento de “Dona”... contratado para se receber com Ana Ribeira Leite, filha legitima de Francisco Leite Ribeiro já defunto e sua mulher Mª de Serqra, naturais e moradores desta cidade. Ele quer justificar em como é livre e desimpedido, sem impedimento algum, posto que assiste ele suplicante nas minas do ouro a 22 anos pouco mais ou menos, que saiu da dita sua pátria de dois anos. Testemunhas: - Francisco Coelho da Costa, de idade 33 anos. - Diogo Gonçalves Moreira, de idade 23 anos. (...) mando que depositando o suplicante vinte mil reis ou dando fiança segura e abonada, a mandar vir seus banhos em forma, assim de Taubaté, donde é natural, como das Minas do Ouro Preto donde assiste tantos anos, em tempo de nove meses que lhe confiro. Se lhe passe Provisão. São Paulo 3 de janeiro de 1729. Aos 1001-1729 paga fiança dando por fiador João Leite Penteado. Termo de Descarga aos 29-10-1729. #2- Da. Francisca Romeiro Velho Cabral casou primeira vez com Manoel Pereira de Castro e Silva, natural de Viana. Segunda vez casou com Coronel Jeronimo Pedroso de Barros. Teve geração de ambos os matrimônios. A segunda vez foi casada com o coronel Jerônimo Pedroso de Barros f.º de Pedro Vaz de Barros e de Maria Leite de Mesquita. Faleceu em 1771 nas Minas Gerais e teve do 1.º marido 5 filhos e do 2.º marido teve 3 filhos: 1 - Rosa Leite de Barros casada em 1750 (C. Ec. de S. Paulo) com Ignácio de Barros Rego filho de Custodio de Barros Rego e de Francisca Luiz; 2 Maria Leite da Fonseca foi casada com seu parente Francisco Correa de Lemos, † em 1783, filho do capitão João Correa de Lemos e de Maria Leite de Barros; 3 - Anna Leite da Fonseca, última filha do coronel Jeronimo e 2.ª mulher, faleceu solteira. Da. Francisca e seu segundo marido Jerônimo Pedroso de Barros tiveram outros filhos, além dos três citados na Genealogia Paulistana: - 4 - Rosa Leite da Fonseca (citada de Barros na GP) batizada em 16-08-1721. Em 1750 tirou provisão para se casar com Ignácio de Barros Rego, batizado em 24-05-1705, filho do falecido Custodio de Barros Rego e Francisca Luiz. ACMSO Dispensas Matrimoniais ano 1750. Autos de Casamento de Ignácio de Barros Rego e Rosa Leite da Fonseca aos 30-outubro-1750. Ele natural e freguês desta cidade, filho de Custodio de Barros Rego, já (defunto) e de Francisca Luiz = com Rosa Leite da Fonseca, filho do Coronel Hirônimo Pedroso de Barros e de D. Francisca Romeira [---] também freguesa desta cidade. Certidões: - aos 24-maio-1705 batizado de Ignácio, filho de Custodio de Barros Rego e de s/m Francisca Luiz, foram padrinhos Francisco Cardoso Sodré e Joana Luiz, mulher de [-----] Lopes Ribeiro. - aos 16-agosto-1721 batizado [--danificado---] filho do coronel Hirônimo Pedroso de Barros e de D. Francisca Romeira da Fonseca Cabral, foram padrinhos o Coronel Manoel de M.ça e Josefa Maria Xavier; 5 - Maria Leite da Fonseca - segundo a GP; - 6 - Pascoal, batizado aos 28-031722 em Acuruí - MG. Não consta na GP. Acurui, MG aos 28-03-1722 nasceu Pascoal, filho de Jeronimo Poderoso de Barros e de s/m Francisca Romeira da Fonseca, o qual batizado aos 04-abril do mesmo ano, foram padrinhos Manoel Antunes Mascarenhas casado e Dona Ilena da Silva viúva todos moradores nesta freguesia de N. Sra. da Conceição do Rio das Pedras; - 7 Ana nasceu aos 23-04-1724 e foi batizada em Acuruí. Acurui, MG aos 23-abril-1724 nasceu Ana, filho de Hirônimo Pedroso de Barros e de Francisca Romeira, a qual batizei e pus os santos óleos de que foram padrinhos o capitão Antônio Leite de Barros, solteiro e Dona Elena do Prado casada, ambos assistentes nesta freguesia. Hoje dia era ut supra. O Vig. o Padre Paschoal da Silva. #3- Da. Helena das Chagas do Lado de Cristo ou Helena do Prado, natural de Taubaté-SP. Faleceu em 17-08-1731, viúva de Antônio da Cruz Duarte. Deixou quatro filhos de seu casal. “Catas Altas, óbitos. Aos 17-08-1731 faleceu D. Helena das Chagas do Lado e Cristo, natural da Vila de Taubaté, e filha legítima do Coronel Pedro da Fonseca Magalhães, já defunto, e de D. Helena do Prado Cabral, e viúva que ficou de Antônio da Cruz Duarte, e moradora que era na freguesia do Rio das Pedras, destas Minas, de donde vindo a visitar seu cunhado Tomé Fernandes do Vale, morador nesta freguesia das Catas Altas, faleceu em sua casa; fez testamento nu cumpativo em que nomeou seu testamenteiro o Alferes Manoel Antunes Mascarenhas seu cunhado morador em Rio das Pedras, a João Gonçalves Fernandes, a Antônio da Fonseca Magalhães, a Pedro Corton, e ao Padre João Soares Brandão Vigário do Rio das Pedras, declarou ter de legítimo matrimônio 4 filhos a saber D. Helena, D. Ângela, José e Cristóvão. (...) Foi sepultada nesta Matriz ao pé da pia de água benta, como declarou em seu testamento. E de tudo fiz este assento era ut supra. O Vig.ro Domingos Luís da Silva. A Da. Helena veio de Rio das Pedras, visitar a família, após a morte de seu pai ocorrida no dia 31 de julho de 1731, e faleceu deixando quatro filhos: -1 Helena; -2 Ângela da Cruz faleceu em 22-041735. Solteira, de idade 14 para 15 anos. “Rio das Pedras (Acurui)-MG óbitos - aos 22-04-1735 faleceu Ângela da Cruz, filho de Antônio da Cruz Duarte, já defunto e de s/m Elena do Prado, também defunta, natural e batizada nesta freguesia de N. Sra. da Conceição do Rio das Pedras das minas, solteira, de idade de catorze para quinze anos.”; -3 José, e 4 Cristóvão. Continuaremos na próxima edição... EXPEDIENTE CaBOtMaDsIAAltas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia Catas Altas online: www.facebook/bomdiacatasaltas Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 dindao@bomdiaonline.com O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box

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CaBOtMaDsIAAltas Janeiro de 2019 - Página 3 Mineradora quer explorar a Serra do Caraça Na região em questão, vertente Catas Altas, estão os mananciais de abastecimento de água da cidade e as duas cachoeiras mais visitadas do município Arquivo BD Núcleo histórico de Catas Altas, tombado pelo patrimônio histórico e ao fundo a vertente da Serra do Caraça, onde empresas buscam minerar Catas Altas - A empresa Atlântica Minas Empreendimentos e Participações Ltda vem insistindo em minerar em região de preservação ambiental no complexo da Serra do Caraça. Segundo informações ele pretende tirar três milhões de toneladas de minério de ferro, durante dois anos, do Complexo Maquiné em Catas Altas. A área em questão abriga os principais pontos de captação de água para abastecimento da cidade e possuem duas das mais importantes e visitadas cachoeiras da cidade – da Santa e Maquiné. O local ainda é motivo de embate entre a prefeitura e outra mineradora que é responsável pelos danos ambientais causados na área. A prefeitura exige a recuperação do espaço. Setovi, Maybach e Atlântica Minas No final de 2018, o Ministério Público apresentou ao município de Catas Altas o projeto de recuperação constante do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que impõe à Setovi Mineração S/Aa recuperação aos danos causados ao meio ambiente na região da cachoeira da Santa. O TAC em questão é relativo ao passivo ambiental da empresa Setovi Mineração S/A, detentora dos direitos minerários da área. Entretanto, para recuperar o local degradado, outra empresa, dessa vez a Atlântica Minas Empreendimentos e Participações Ltda, propõe a extração do montante de três milhões de toneladas de minério de ferro que existiriam no local como única forma de poder recuperar a área. Diante essa “salada de empresas”, ao analisar a documentação da Setovi, percebeu-se que o quadro de sócios da empresa é o mesmo da Maybach Mineração e Serviços S/A que em 2009 tentou, sem sucesso por falta de autorizações ambientais, realizar a exploração mineral na região, na vertente Catas altas da Serra do Caraça. Ministério Público Em reunião em dezembro de 2018 com o MP, o município deixou claro que não assinaria o TAC, justificando que a extração mineral no local não pode ser realizada por se tratar de área de proteção ambiental, onde a atividade econômica é proibida. Na ocasião, ficou acertado que uma próxima reunião aconteceria em 5 de fevereiro, quando seriam apresentadas alterações no termo. Antes da data, em 22 de janeiro, o município enviou um ofício à empresa, informando mais uma vez que a exploração não é permitida de acordo com a legislação municipal vigente e que só seria permitido o trabalho de recuperação da área degradada. No dia 29 de janeiro, as secretarias de Serviços Urbanos, Obra e Viação e Agricultura e Meio Ambiente, por meio de sua equipe técnica, encaminharam um relatório técnico, apresentando as possíveis ações de revitalização que poderiam ser realizadas no local, sem infringir a legislação e sem a exploração mineral. Após o recebimento dos ofícios e relatórios, a Atlântica Minas pediu o adiamento da reunião do dia 5 de fevereiro. Ainda sem data prevista para novos ajustes. Aprofundando no caso A Maybach Mineração e Serviços S/A em 2008 e 2009 teria tentado, sem sucesso, promover exploração mineral na região. Em 2010 a Setovi Mineração S/A, por sua vez, teria conseguido direitos minerários na mesma região, assumindo com isso o passivo ambiental, ou seja, a responsabilidade pela recuperação do espaço degradado. Já em 2015 aparece outra empresa pleiteando trabalhar na região, a Atlântica Minas Empreendimentos e Participações Ltda que na época disponibilizou um vídeo apresentando como ficaria o espaço após a intervenção da empresa, onde criariam um parque que seria doado ao município. A partir dessa data, foi proposto pelo promotor Leonardo de Castro Maia, à Setovi, um TAC, onde a região teria que ser recuperada. A área em questão a ser recuperada tem 25,3 há e pertenceria atualmente à Setovi, que segundo a empresa após a “recuperação” seria construído um parque e doado ao município. AAtlântica Minas aparece nesse momento para assumir a recuperação da área, mas casando com isso a retirada do minério do local, o que, devido a localização geográfica e suas características e ainda a legislação, não é permitido. Sobre a mineração na região o prefeito foi categórico: “Nos somos contra. Entendemos que mesmo em um processo de recuperação não é possível minerar, colocando em risco o abastecimento de água da cidade e ainda descaracterizando a serra, patrimônio do município”, informou o prefeito. Recuperação da área “O Poder Executivo de Catas Altas vai manter a sua posição contra o empreendimento minerário, exigindo a recuperação ambiental da área”, reforça o prefeito José Alves Parreira. Conforme o Plano Diretor Municipal (lei 179/2005), e lei 320/2010, que dispõe sobre a imagem oficial do município de Catas Altas a Serra do Caraça deve se manter inalterada por qualquer atividade econômica.

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CaBOtMaDsIAAltas Janeiro de 2019 - Página 4 Implantação do Observatório transforma em oportunidade Com projeto arquitetônico concluído, UFMG e prefeitura visitam Instituto de Ciências Exatas, Antônio Flávio de Carvalho Alcântara e o professor de geografia e turismo, Alauoa Saadi. O Observatório Astronômico A atual administração de Catas Altas tem uma oportunidade única de declarar a independência econômica da cidade frente à mineração com a implantação do Observatório Astronômico da UFMG na cidade, esse é o entendimento do vice-prefeito Fernando Guimarães. Segundo ele, essa independência econômica é uma preocupação não só da administração mas também da própria Vale, mineradora que atua no município, dentro de sua politica social, onde vem apoiando iniciativas para que os municípios onde atuam não fiquem desamparadas quando do esgotamento de suas minas. Trabalhando para essa diversificação econômica, o prefeito José Alves Parreira, o vice prefei- to Fernando Rodrigues Guimarães e ainda o novo secretário de turismo Rodolfo Henrique de Oliveira Sanches, no dia 23 de janeiro estiveram juntamente com representantes da UFMG visitando áreas de propriedade da Cenibra, no entorno da sede do município, buscando o local ideal para implantação do observatório. Para implantação do projeto será necessário uma área de aproximadamente quarenta mil metros quadrados – sendo que a área construída ocupará cerca de três mil metros quadrados. Ainda nesse reconhecimento de área, estiveram presentes representantes da Cenibra que acompanharam a comitiva da prefeitura e da UFMG quan- do foram levantadas duas áreas que possuem condições ideais para implantação do empreendimento. Diante a seleção das áreas pelos profissionais da UFMG, a Analista de Relações Institucionais e Comunidade da Cenibra, Deise Lúcia Dias Santiago, esclareceu que em um primeiro momento os locais escolhidos tratam de áreas produtivas, mecanizada, o que poderia dificultar a solicitação da prefeitura, que é de doação do terreno, já que a UFMG só poderia participar do projeto sendo detentora da área. Diante do exposto a prefeitura irá oficializar o pedido junto à Cenibra defendendo a importância do projeto para o desenvolvimento econômico e social do municí- pio: “A Cenibra possuiu quase ¼ do município em área, tenho certeza que a empresa, dentro de sua política de responsabilidade social, não irá se furtar de estar participando de um momento tão importante na vida de Catas altas, na verdade um divisor de águas, um momento histórico” comentou o prefeito. Já o vice-prefeito Fernando Guimarães, que tem tratado do assunto “observatório”, como uma prioridade para o futuro de Catas Atas, prometeu trabalhar para que a Cenibra perceba a importância do projeto para a cidade e venha a fazer parte desse movimento: “Essa é a hora da Cenibra mostrar que é parte de Catas Altas, que é parceira do município, que sua responsabili- dade social não é apenas teórica e sim efetiva; acredito fielmente que a diretoria, após apresentarmos as nossas considerações, não só atenderá nossa solicitação, liberando a área pretendida como também participará ativamente desse projeto”, pontuou. Cenibra e UFMG Estiveram participando do reconhecimento das áreas, pela Cenibra, além de Deise Lúcia, o Monitor Florestal Alisson F da Mata e o observador Florestal Antônio Geraldo Batista. Da UFMG participaram o professor de Astro física e diretor do Observatório Astronômico da UFMG Renato Las Casas, o professor de física Fernando Augusto Batista, o diretor do Detentor do maior telescópio para uso educacional da América Latina o “Observatório Astronômico de Catas Altas OACA” foi desenvolvido para o ensino e a divulgação de Ciências, no município de Catas Altas. Com o custo aproximado de R$7 milhões, responsabilidade da Prefeitura Municipal de Catas Altas, logo após concluído, o observatório deverá ser repassado integralmente à UFMG para que seja integrado à instituição educacional e possa ser administrado pela unidade federal. O OACA será um órgão complementar do Instituto de Ciências Exatas da UFMG - ICEx-UFMG. A Estação será usada por vários departamentos da Universidade (que não conta atualmente com um espaço deste tipo), além da comunidade local que poderá participar de minicursos e outras atividades. Estrutura A estação de observação espacial será implantada em um terreno de aproximadamente 40 mil metros quadrados e terá área construída de cerca de 3000 metros quadrados. Neste espaço, estão previstos duas cúpulas para observação, sendo uma delas com tecnologia de acesso remoto pela internet; auditório com capacidade para 300 pessoas; duas salas multiusos com 50 lugares cada uma; es-

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CaBOtMaDsIAAltas Janeiro de 2019 - Página 5 Astronômico em Catas Altas se de independência econômica áreas propícias à instalação com representantes da Cenibra Equipe da UFMG, Cenibra e prefeitura vistoriam áreas para implantação do observatório tacionamentos para 200 carros e outro para ônibus e vans; terraço descoberto para observação de astros em telescópio portáteis; espaços para exposições e eventos; sala para atividade de física fácil; loja de souvenires; lanchonete; sala de trabalho administrativo, com infraestrutura para serviços de limpeza, almoxarifado; dormitórios para professores, pesquisadores e alunos, divididos em alas masculina e feminina. Assim que estiver em funcionamento a expectativa será a de receber cerca de três mil alunos por mês, além de turistas, visitantes e a própria população local. Escolha de Catas Altas De acordo com o professor do Departamento de Física da UFMG e Coordenador do grupo de astronomia da universidade, Renato Las Casas, CatasAltas foi escolhida para sediar a estação de observação “pela boa qualidade do céu e sua proximidade com a cidade de Belo Horizonte”. Além disso, foi levada em consideração a tendência turística do município ligada ao uso do observatório e a possível expansão da UFMG com a implantação de cursos técnicos para a região. Benefícios “Esse projeto irá trazer um benefício gigantesco para nossa cidade. Ele é multidisciplinar, envolvendo diversas áreas, como o turismo e a educação”, ressalta o prefei- to José Alves Parreira. O vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães comenta que a economia local também será muito beneficiada. “Conseguiremos criar uma nova fonte de renda para o município, através do turismo pedagógico e de toda a movimentação que, direta e indiretamente, ele vai acabar gerando”, explica. “Acredito que possa ser nossa independência do setor da mineração, visto que o número de pessoas que serão envolvidas mensalmente em torno desse projeto é praticamente uma população de Catas altas, sem contar a divulgação que a cidade ganhará com isso”, comemorou. Parcerias Conforme informado, a prefeitura busca parce- rias junto às grandes empresas que atuam na cidade, como Cenibra e Vale, para que juntos possam viabilizar a implantação desse projeto. Recentemente o vice-prefeito Fernando Guimarães esteve em reunião com a diretoria da Vale em Belo Horizonte, apresentando o projeto e solicitando a participação da empresa na empreitada. Segundo Fernando a Vale viu com “bons olhos” o projeto e ainda elogiou os gestores pela busca de alternativas de negócios para o município. Fernando disse acreditar na participação tanto da Vale quanto da Cenibra no projeto: “Para as empresas será um bom negócio apoiar essa busca pela nossa independência econômica, foi o que sempre pregaram”, enfatizou. Empresas parceiras Toda área em rosa pertence a Cenibra.... A Cenibra ocupa uma área de 5.507.080 hectares no município, ou seja, 23,44 % da área total do município. Mas analisando a área útil do município, que é de 15.478.845 há, já retirando as minerações e o Parque do Caraça, esse percentual sobe para mais de 35%. A área que a prefeitura solicita da Cenibra corresponde a cerca de 0,8% em relação do que a empresa possui na cidade. Já a Vale detêm diversas minas no município e ao longo dos anos vem produzindo cada vez mais minério de ferro. Em Catas Altas a Vale produz cerca de 4 milhões de toneladas por ano, mas conta com projetos para considerável ampliação dessa produção. Da Vale a prefeitura vem solicitando o apoio na construção do OACA.

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CaBOtMaDsIAAltas Janeiro de 2019 - Página 6 Saga do Caraça – 36.ª parte A fama do austero rigor disciplinar do Carac´ a por Eder Ayres Siqueira O rigor do ensino no Caraça rendeu ao internato uma fama sem precedentes Continuando a história do Santuário do Caraça, vamos às ‘Saudades e Lembranças’, do Padre José Tobias Zico. Ele começa com três contos caracences escritos em 1906 (97): Caraça!…Caraça!… Há poucos anos, este nome ecoava assombrosos no ânimo de qualquer menino que se destinava ao estudo. Caraça!… era o espantalho medonho, de que lançavam mão as mães contra seus filhos díscolos. Díscolos. (díscolo: adjetivo substantivo masculino - que ou quem é mal-educado, sem polidez; que ou quem é agressivo, brigão, desordeiro - esp. em linguagem de estudantes). “Mando-te para o Caraça”, era uma sentença, que penetrava na alma das crianças como o dobre fúnebre. Não havia recanto longínquo nem vala escondido nas dobras das serranias mineiras, que não tivesse ouvido, alguma vez, a narração do austero rigor disciplinar do vetusto (provindo de época remota; antigo.) Colégio. Os sertanejos do norte, como os pitaguaras do sul, aqui se tinham educado ou educavam os filhos, e estes levavam, nas férias, para os serões da família, as histórias do ano. Falavam da palmatória, passando de aula em aula, de salão em salão, de recreio em recreio, e nivelando a todos com seu avassalador domínio; das cópias, cubículos, privação de recreio, reclusão e bolos que eram o pão nosso de cada dia dessa geração de estudantes que por aqui passou. E assim, se espalhou em todos os pontos destas Minas o eco dos horrores dessas execuções diárias, que revestiam, por vezes, o caráter de uma hecatombe, pois toda uma divisão passava sob a virga férrea dos rígidos educadores que pareciam ter copiado de Esparta esses métodos pedagógicos em que o castigo era o fator do determinismo para o cumprimento do dever. Caraça!…. Nome execrando! (execrar é ter ódio, aversão ou abominação a (alguém ou si mesmo); amaldiçoar (-se), detestar (-se)). Em quanta imaginação infantil não apareceu ele aureolado (aureolar: ornar (-se) com auréola (‘peça circular’); coroar). Em sentido figurado é conceder ou adquirir prestígio; festejar (-se), exaltar (-se) desse cortejo pavoroso de punições que aumentavam ainda mais, à proporção em que se distanciam da realidade, revestindo circunstâncias fantásticas, requintes de rigor que excediam de muito as raias da correção física. Até onde vai a verdade pura e simples desse regime? Foi mesmo o Caraça, esse Colégio austero como seus montes carrancudos, severo como seus claustros frios, rigoroso como suas invernias geladas? Foi. Sem dúvida exagerou-se muito. A imaginação emprestou requintes de crueldade que aqui nunca existiram, fantasiou castigos, que, que foram, talvez, cominados (cominar: ameaçar ou amedrontar, com castigo, malefício ou pena, por infração cometida.) por uma cabeça quente, mas que não eram a regra. Fez-se de um ou outro abuso a regra, e tudo isto, enfeitado, avolumado, foi referido por toda a parte, dando ao Colégio essa reputação de austeridade, de severidade de rigorismo disciplinar que fez dele o terror dos estudantes. A prova de que o exagero estava por muito nesta fama é a grande frequência de alunos nesta época, que passa por ser a sua idade média. Trezentos e até quatrocentos aqui vinham, cada ano, de todas as partes, e todos eles guardam recordações gratas dos anos passados aqui, embora se lembrem ainda de um ou outro castigo que hoje taxam de rigoroso demais. São alguns desses fatos salientes que trasladamos para aqui, colhidos todos dos lábios de antigos alunos. Servirão para dar razão do renome cheio de terror que inspira o Colégio do Caraça, sem contudo justificar tal fama que, na realidade, não passou mesmo de simples fama. Porque, nos anos 1881, 1882, 1883, um padre (dizem que era o Pe. Antunes) amarrava o lenço no braço, para ter mais força de puxar a palmatória; porque alguns regentes davam bolos ( bolo: tapa com a mão ou golpe com régua, palmatória etc., na palma da mão, ger. como castigo; palmatoada.) só pelo prazer de os dar, sem que houvesse mais do que uma leve suspeita contra o aluno; porque cangavam dois com uma canga para assim passar o recreio etc. - excentricidades que afirmam ter existido, - nada provam contra os outros lentes (Lente: professor de nível secundário e especial o de nível superior.), que, se não eram modelos de ‘mansidão e doçura, não eram, de modo algum, carrascos de alunos. Havia tal lente de latim (lente de atinha, que assim se chamava a primeira aula de latim, por causa da gramática do Pe. Antônio Pereira, a qual tinha esse nome, por ser um resumo de sua grande obra. Livreco que foi o compêndio por muitos anos, iniciador de gerações na língua do Lácio), havia tal lente que fazia garbo e timbre de não passar aluno algum por sua sala sem, como se dizia na gíria colegial de então, “fazer-lhe beijar a Santa Luzia”. E era com verdadeira pachorra (falta de pressa ou de aplicação; calma excessiva) que, às vezes executava quase toda a aula, sempre a mais numerosa, porque o latim era obrigatório e não podiam frequentar outro curso sem primeiro passar por aquele terrível promontório. Dizem que puxava a gaveta, tirava com toda a delicadeza o carinhoso e fatal instrumento, colocava-o sobre a mesa, tirava depois do bolso o sanguíneo lenço de alcobaça, espalmava-o nas mãos, assoava-se e restituía-o ao bolso da batina, de onde extraía agora enorme e amarela caixa de pó. Abria-a e mergulhava o polegar e o índice da esquerda no sutil narcótico, com a graça de um tabagista de raça. Tudo isso se passava num silêncio que gelava de susto. Ouvia-se a respiração ofegante de alguns, e, por vezes o palpitar opressivo e precipitado do coração dos mais tímidos. Ia haver execução, muitos tinham sido interrogados, quais os que seriam castigados? Ninguém podia adivinhar no semblante do lente; não tinham visto nem um sinal que lhe alterasse a calma. Era sempre o mesmo, frio como mármore. A pitada bem acalcada entre os dois dedos, acenava com a mão para os pobres condenados ao suplício, que se vinham aproximando um atrás do outro, como rebanho de carneiros para o matadouro. Sorvia a enorme pitada de pó e começava a execução que não devia ser terrível, porque o bom lente não era mau, era um hábito de longos anos que tomara no ensino, como o hábito do pó que era o seu único vício. O que este fazia para o primeiro ano, faziam-no para outros demais anos, lá uma vez ou outra, porque até no sexto ano não havia privilégio para a férula (palmatória). Era a soberana absoluta de todas as aulas. E parecia tão natural e legítimo esse império, que todos se submetiam a ele e preferiam-no à expulsão, que era também inevitável caso não se sujeitassem. Contam que, uma vez, houve uma série de intrigas em que se achavam envolvidas todas as divisões, e parece que a causa era grave, pois o negócio foi até o Superior. Foi na Sala Grande, onde todos se reuniam para a leitura espiritual, que serviu de campo de Josafá, nesse dia de Juízo. O Superior em vibrante parênese (exortação moral), estigmatizou (julgou) o procedimento dos culpados e lavrou a sentença: bolos ou expulsão! Desenrolou uma lista e começou a chamada pelos meninos. O primeiro meia dúzia de bolos, depois o segundo depois o outro, outro, muitos, que foram todos executados. Passou aos médios e a mesma cena trágica e macabra, pontilhada de bolos que ecoavam lugubremente (lúgubre: relativo à morte, aos funerais; que evoca a morte; fúnebre, macabro; que é sinal de ou que inspira uma grande tristeza.) na sala, por entre os soluços dos primeiros. Houve uma grande pausa, o Superior hesitava… Recomeçou a chamada: eram os grandes. O primeiro chamado foi um conhecido entre eles como muito cínico e deslavado (de comportamento atrevido, petulante; descarado, sem-vergonha); levantou-se, veio, tomou meia dúzia e voltou para o seu lugar. O segundo dizem que era Vicente Fróes, natural de Sabará, a flor do Colégio, um modelo de moço. Ao ouvir seu nome, teve um momento de hesitação; depois ergueu-se. Seu semblante tinha algo de sobrenatural; os mártires quando iam para o suplício, não deviam ter outra expressão. Caminhou sereno; mas de toda a sala se levantou um sussurro, mescla de assombro, de piedade, de protesto de todos. “Foi então que o Pe. Joaquim Pereira, regente dos grandes que nada sabia da intriga, levantou-se também e foi até o Superior; falou-lhe em voz baixa, e o Superior teve bastante grandeza de alma para não castigar o moço.” Continuaremos na próxima edição...

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CaBOtMaDsIAAltas Janeiro de 2019 - Página 7 Conectados: Morro D’Água Quente recebe torres de celular Os moradores do Morro D’Água Quente estão comemorando. Desde o dia 3 de fevereiro o distrito está recebendo sinal de telefonia celular. O serviço ainda está em fase de teste, mas, segundo informações de moradores, funcionando perfeitamente. A obra foi realizada pela Prefeitura de Catas Altas que instalou duas torres (uma de dez metros e outra de 30 metros de altura), antenas e equipamentos no local para receber o sinal de todas as operadoras. Como repetidoras, as torres estão captando o sinal de Catas Altas e transmitindo ao distrito nas frequências 1800/850MHZ. A obra custou R$ 89.190,75. Segundo o vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães, esta é uma grande conquista para todos os moradores. “Foram oito anos lutando para levar o sinal de telefonia móvel para o Morro D’Água Quente. Hoje, esse é mais um sonho que virou realidade desde que assumimos O vice-prefeito comemorou muito a conclusão do serviço a gestão em 2017. Eu, como morador, sei exatamente das dificuldades que enfrentamos por não podermos usar o celular. Estávamos isolados do mundo e isso atrapalhada e muito o desenvolvimento do distrito”, comemora Guimarães. Manifestações Inúmeros moradores, não só do Morro D’Água Quente, mas também de Catas Altas fizeram questão de manifestar a satisfação e a alegria dessa conquista. Anderson Lourenço Arcanjo comemorou falando da importância em ter sinal de celular com qualidade no distrito e ainda poder escolher a melhor operadora para atende-los: “São inúmeras as razões para sentirmos este orgulho, uma vez que as telecomunicações e seus serviços são motores para o desenvolvimento econômico, inclusão social dos cidadãos, aproximação das pessoas, muito útil em um momento de emergência, dentre outras valiosas utilidades”, comentou. Ele agradeceu todos os envolvidos que “se esforçaram para concretizar este projeto e que possam continuar com esse trabalho de sempre trazer o melhor para nossa cidade e parabenizo também, a atual gestão por cumprirem a promessa de campanha, saibam que todos ganham com este feito; meu muito obrigado”, concluiu. Já a empresária Jaine Bitencort, da Casa das Telhas falou sobre o ganho social e econômico que a implantação do serviço trouxe para o distrito: “Resumindo essa torre foi a melhor obra até hoje em Catas Altas. Nós, no comércio, perdemos muitos clientes sem o serviço de telefonia; passávamos constrangimento, ter que fazer cliente subir em banco pra passar cartão, era muito difícil, agora com essa torre tudo ficou mais fácil”, comemorou parabenizando e agradecendo a administração pelo feito. Thiago de Souza Andrade dos Santos, morador do Morro D’Água Quente, agradeceu o prefeito Parreira, o vice-prefeito Fernando e todos os vereadors que trabalharam para que o projeto fosse concluído: “falar desse projeto pra mim é maravilhoso, gratificante, porque hoje, todos nos moradores podemos nos comunicar pelo celular, um grande serviço, graças a vocês, o projeto saiu do papel e virou realidade, parabéns”, agradeceu. Quem também se manifestou sobre a conquista do Morro D’Água Quente foi Heder Wiler Melo Camargos, o Coronel Heder, como é conhecido na cidade. Heder é morador novo em Catas Altas e se relaciona com toda população, inclusive do distrito em questão. Ele informou que, ao visitar o distrito ele teve a grata satisfação de constatar que a comunidade conta com serviço de telefonia celular de alto nível. O coronel comenta que a obra se apresenta de extrema importância para, não só os moradores do Morro, mas também para os da sede e turistas que visitam o lugar, dizendo que sem sinal o distrito ficava isolado; ele esclarece que em termos de segurança a instalação das torres de telefonia é vital para a tranquilidade da comunidade e facilita o trabalho da Polícia Militar: “Essa é uma demanda antiga e graças ao empenho do vice-prefeito Fernando essa obra se torna realidade”, elogiou. Catas Altas realiza carnaval de 2 a 5 de março Catas Altas vai ter carnaval. Após a mobilização do vice-prefeito Fernando Guimarães junto aos empresários locais e com apoio da Prefeitura, o Município irá realizar a festa de 2 a 5 de março. O evento vai acontecer na Praça Monsenhor Mendes e a programação será definida nos próximos dias. A decisão de promover o carnaval conta com o apoio do empresariado local e empresas que atuam na região que se juntaram e contribuíram para que o evento aconteça. Toda a gestão financeira será realizada pelo Conselho Municipal de Turismo – COMTUR. “Neste ano, o carnaval de Catas Altas não vai contar com recurso público. Mesmo porque, por conta da atual situa- ção, não temos essa disponibilidade. O Município vai ajudar com mão de obra que já faz parte do quadro de servidores e com a logística”, explica o prefeito José Alves Parreira. Segundo o Secretário de Turismo e Cultura, Rodolpho Sanches, o evento vai ser um divisor de águas no turismo local. “O envolvimento do em- presariado na realização do Carnaval é fundamental. A parceria firmada entre o poder público e a iniciativa privada irá resultar no desenvolvimento do Turismo e da Cultura local, trazendo benefícios para toda a cidade”, explica. Nó chapados Além da festa que acontecerá na praça, blocos também farão a folia dos catasaltenses e turistas. Um dos blocos que vem capitaneando adeptos a cada ano é o Nó Chapados que esse ano dividiu a festa em setores, ga- rantindo e dando oportunidade para todos se divertirem, sendo: Pista (classificação 16 anos), Área VIP (open Bar, classificação 18 anos) e Camarote (open Bar, classificação 18 anos). Além disso, carnaval do Nó Chapados irá contar com o show da dupla Lucca e Mateus e ainda outra atração confirmada, a Brocateria Show, de João Monlevade além de inúmeras outras atrações para agitar ainda mais a festa. O evento terá início às 13:00 com previsão de término às 18:00 do dia 03 de marco de 2019.

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CaBOtMaDsIAAltas Janeiro de 2019 - Página 8 Lua de Sangue Eclipse atrai público a Santa Quitéria Foto montagem Catas Altas, denominado – Lua de Sangue. Naquela ocasião a atividade de observação astronômica fez parte da programação da nona edição do Eco Inverno, além de demonstrar a qualidade do céu de Catas Altas para a atividade. Dezenas de moradores e turistas que se encontravam na cidade foram até o local acompanhar o eclipse e as filmagens da reportagem da televisão. Pela segunda vez estudantes da UFMG montaram telescópios e lunetas no adro da Capela de Santa Quitéria Turistas e moradores encararam a madrugada e praticamente viraram a noite no adro da Capela de Santa Quitéria para observarem o primeiro eclipse total da Lua de 2019, que aconteceu no dia 21 de janeiro. O fenômeno astronômico, que se repetirá somente em 2021, foi observado através de telescópios e binóculos montados pela equipe do observatório astronômico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em frente a capela. Além da observação, a equipe ficou durante o dia na Casa do Professor, com laboratório de física e astronomia, orientando turistas e moradores sobre o fenômeno do eclipse e da observação de vários corpos celestes. O Eclipse ficou total- mente visível no Brasil por mais de três horas, sendo a totalidade com duração de uma hora e dois minutos. A primeira fase parcial aconteceu das 01:34 às 02:41 da manhã. Já a totalidade, entre 02:41 e 03:43. Na ocasião, cerca de 60 pessoas estiveram presentes nas atividades realizadas ao longo do dia e da noite. Famílias inteiras aproveitaram o calor e foram ao local observar a beleza peculiar do fenômeno, incluindo ai crianças que deliciaram com o que consideraram uma aventura. Estiveram presentes também no local o professor de Astro física e diretor do Observatório Astronômico da UFMG Renato Las Casas, o professor de física Fernando Augus- to Batista e o professor de geografia e turismo, Alauoa Saadi. As atividades foram gratuitas e fizeram parte de uma parceria entre a Prefeitura de Catas Altas e o Instituto de Ciências Exatas da UFMG (ICEx). Céu de Catas Altas De acordo com o professor Renato Las Casas, Catas Altas apresenta uma boa qualidade do céu, inclusive esse é um dos motivos pela qual a cidade foi escolhida para receber o observatório astronômico da UFMG que se encontra em fase de escolha de local para implantação. (Vide matéria páginas 4 e 5). Jornal Nacional transmitiu eclipse de Catas Altas O Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, transmitiu em julho de 2018, o último Eclipse lunar daquele ano diretamente de Familias levaram as crianças para um programa diferente - observar os astros e o eclipse Em julho de 2018 o Jornal Nacional fez uma transmição direta de Catas Altas do eclipse lunar

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