Revista O Campo - 28ª Edição

 

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Revista O Campo, parte integrante da rede O Campo de Comunicação, de responsabilidade do setor de comunicação da Coopermota.

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Edição 28 • janeiro • 2019 Mala Direta Básica Contrato: 2017 CNPJ 46844338/0001-20 / SE/SPI Coopermota Cooperativa Agroindustrial 13ª edição especial Confinamento com mais de mil matrizes 13 ª Edição da Coopershow celebra 60 anos da Coopermota Novas tecnologias devem revolucionar o mercado da soja o campojaneiro | fevereiro 2019 1

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Coopershow e Coopermota por mais 60 anos Este ano é especial para a Coopermota. Fazer 60 anos de uma atuação iniciada no Vale Paranapanema e que se estendeu por outras partes do estado é motivo de comemoração, não só para a administração da cooperativa, como também para os cooperados que compõem este empreendimento formado por muitos. Diante de tal circunstância, a Coopershow não poderia trazer outra temática senão a comemoração aos 60 anos da Coopermota. Com o lema “A força da nossa terra”, ela demonstra que a junção dos cooperados que trabalham a terra, alicerçados pela tecnologia disponível no mercado dá resultados produtivos. Com esta força, a Coopermota e os cooperados “semeiam tecnologia e colhem produtividade”, como afirma o slogan oficial da Coopershow. Além de trazer este espaço comemorativo, esta edição da O Campo traz importantes reportagens sobre confinamento de cordeiros, novas tecnologias que serão aplicadas em cultivares e devem ser lançadas no mercado, reflexões sobre a comercialização da produção agrícola e uma série de páginas com momentos relevantes de atividades da Coopermota. Entre os artigos, a campanha “Somos coop” destaca a importância do cooperativismo, com o envolvimento de toda a rede de cooperativas do Brasil para fortalecer o movimento e a categoria. A Coopermota faz parte desta iniciativa. Acompanhe mais uma edição da O Campo, produzida para você, produtor rural. Um abraço, Vanessa Zandonade Editora Expediente 4 o campo janeiro | fevereiro 2019

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olhar Cooperativo sumário 06 Comemorar 60 anos com sucesso Estamos começando o período comemorativo aos 60 anos da Coopermota e assim o fazemos com este que é o nosso maior evento de difusão de tecnologia ao produtor rural: a Coopershow!! É neste espaço que intensificamos nossos esforços de qualificação e difusão de conhecimento sobre as tecnologias disponíveis no mercado para superar dificuldades que possam afetar os resultados de nossas safras. Diante disso, a Coopershow é o melhor local para celebrarmos os resultados positivos de crescimento e desenvolvimento que registramos nos últimos tempos, além de nos reciclarmos com o que há de mais novo no setor. Recentemente inauguramos duas novas lojas nas unidades de Campos Novos Paulista e Ribeirão do Sul. Neste último município, a Coopermota já atua há 30 anos, metade de sua existência, tendo estado outros 14 anos na cidade de Campos Novos Paulista. Os investimentos nas duas lojas demonstram nosso interesse em manter a parceria já estabelecida nestas duas localidades, tanto com o agricultor como com a comunidade local de uma forma mais ampla. Que eles estejam conosco nos próximos 60 anos ou mais. Estamos às vésperas de mais uma colheita. Neste ano, tivemos algumas regiões que devem sofrer alterações na produtividade diante de longos períodos de estiagem. Em contrapartida, em outras regiões, as chuvas tiveram considerável regularidade e contribuíram para um bom desenvolvimento da safra. A colheita já iniciou em algumas localidades, como na alta paulista, por exemplo. Esperamos que as médias contribuam para manter o produtor com boas perspectivas de negócios futuros. Para a nossa vitrine de tecnologia, em nosso Campo de Difusão, as expectativas são de sucesso e conquistas para todos os expositores. A todos uma boa safra e boa exposição!!!! Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota 10 16 19 22 29 31 36 39 Produtora destaca opção pelo confinamento de cordeiros em Santa Cruz do Rio Pardo 13ª Coopershow comemora 60 anos da Coopermota Ação viabiliza oficina de educação ambiental no Quintal Coopershow Novas tecnologias em sementes de soja ampliam leque de tolerâncias da soja Controle dos custos favorece o agricultor no momento de vendas da safra Duas unidades da Coopermota são inauguradas em novo endereço. CampoCooper em Campos Novos apresenta tecnologias agrícolas e oferece palestras à mulher Artigo: Manejo no confinamento de bois em período de lama Artigo: Movimento destaca importância do cooperativismo. o campo 5janeiro | fevereiro 2019

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Capa CAOtRDrEaIeROnS CtOeNsFIaNAoDOsS olhares e ao comércio Terminados no sistema de confinamento, os cordeiros possuem melhor qualidade de carcaça e estão prontos para o abate em menor tempo E ntre uma limpeza e outra os animais são colocados em um pátio localizado imediatamente ao lado da estrutura de confinamento. Os cochos, bebedouros e pisos são limpos antes do trato. O manejo sanitário é uma das preocupações que não são esquecidas pela produtora Rosangela Camiloti, proprietária da Cabanha Águas da Divisa, em Santa Cruz do Rio Pardo/SP. Anualmente são confinados 1.900 cordeiros, em uma instalação de mil metros quadrados. Eles são animais resultantes do cruzamento das raças Suffolk, Ile de France, White Dorper e Texel, com algumas características desejáveis para a produção de carne, como rusticidade e conformidade de carcaça. O manejo dos cordeiros é realizado, em duas propriedades rurais, distantes cerca de 15 quilômetros entre uma e outra. A primeira é utilizada para a cria dos animais, em uma área de 70 alqueires de pastagem, no sistema extensivo. É onde ocorrem os nascimentos. Os cordeiros permanecem nesta propriedade até os dois meses de idade, junto com a mãe. A partir desta idade eles são desmamados e encaminhados ao confinamento. A segunda propriedade é destinada à engorda, no sistema intensivo de confinamento. Os cordeiros chegam na instalação com média de 20 quilos, logo após o fim do período de desmama. Os animais passam por um período de adaptação, por uma semana, e em seguida são colocados no sistema de confinamento propriamente dito. Em cerca de 60 dias os animais já alcançaram o peso do abate, tendo aproximadamente 40 quilos. Ao final de dois meses, os machos são encaminhados para o abate e as fêmeas, previamente selecionadas, são direcionadas ao pasto, para adaptação e preparação de futuras matrizes. Elas passam a fazer parte do rebanho da Cabanha. Para o trato, a Cabanha utiliza a ração Dieta Total da Coopermota. A quantidade fornecida depende exclusivamente de quantos cordeiros estão em 6 o campo janeiro | fevereiro 2019

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confinamento. A média de consumo é de 4,5% a 5,0% do peso vivo. Todo o acompanhamento é feito diariamente por zootecnistas e médico veterinário que prestam serviços à Cabanha. O Sr. Antônio Augusto trabalha na Cabanha e comenta que os animais só saem da área de cocho pela manhã, no momento em que é realizada a limpeza da instalação e os cordeiros são avaliados quanto à sua sanidade. A cada novo lote incluso no confinamento é acompanhado de peso inicial e durante estes dois meses é feito um controle quinzenal de ganho de peso diário. O confinamento dos cordeiros vem sendo mantido pela produtora há cerca de 7 anos. A mesma instalação já foi utilizada para confinamento de bovinos e, por algum tempo, a estrutura chegou a ser adaptada como um espaço para descanso dos animais, antes de ser destinada ao confinamento dos cordeiros. A proprietária explica que a adesão ao confinamento dos cordeiros foi realizada após uma pesquisa para a definição do caminho a seguir nas duas propriedades que possui. “A princípio, as terras eram arrendadas e se destinavam ao plantio de soja e milho. Contudo, chegamos à conclusão de que havia um nicho no mercado, pouco explorado, que era a criação de ovinos, voltado totalmente à produção de carne”, explica. Ela justifica sua decisão com base em dados nacionais que apontam um percentual da população que nunca experimentou a carne de cordeiros, avaliada em 12% dos brasileiros. “60% do consumo interno de carne de cordeiro é importado. O Brasil não consegue suprir o mercado interno”, diz. Diante desta realidade e, como já havia na propriedade algumas instalações de confinamento para bovinos, aos poucos a estrutura foi sendo adaptada para os ovinos. “Iniciamos com 200 matrizes, sendo seis reprodutores. Ao longo dos anos, com a introdução de algumas tecnologias disponíveis no mercado, principalmente voltadas à genética, conseguimos chegar ao um número atual de 1.500 matrizes, com 40 reprodutores. Toda a reprodução é feita de maneira natural. Não utilizamos inseminações”, diz. Com o confinamento os animais ficam prontos para o abate de forma muito mais rápida A alimentação é controlada e a limpeza é rigorosamente acompanhada. o campo 7janeiroja| nfeevierore|irfoev2e0re19iro 2019

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} Cuidados Além dos cuidados com a alimentação, os animais são avaliados e seguem rigorosamente um calendário sanitário, com o acompanhamento de um médico veterinário, tendo ainda tosquia, vermifugação, vacinação, casqueamento, bem como controle da estação de monta e diferentes manejos utilizados para diminuir o estresse dos animais. Independente das atividades utilizadas na Cabanha Aguas da Divisa, a prática de tosquia é comumente adotada pelos produtores. De acordo com o coordenador técnico comercial do setor de Nutrição Animal da Coopermota, Renato Martins Mansano, o estresse da ausência da lã leva à antecipação da reprodução. Ele explica que normalmente as fêmeas entram no cio entre dezembro e março, influenciadas, inclusive, pelo maior fotoperíodo existente nestes meses. O estresse provocado pela tosquia faz com que elas entrem nesta condição de reprodução ao mesmo tempo. Outro manejo de cordeiros bastante conhecido, desta vez no âmbito da vacinação, é conhecido pela técnica de Famacha. Neste método, os animais são acompanhados frequentemente e vermifugados ao menor sinal de variação da mucosa dos olhos dos animais. Isso porque quanto mais pálido estiver o olho dos cordeiros, mais chance de haver problemas com vermes. 8 o campo janeiro | fevereiro 2019 O volume de ração oferecido depende da quantidade de animais em confinamento.

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A criadora acompanha de perto todo o processo de manejo dos cordeiros } Mão-de-obra especializada e custo de produção Camiloti enfatiza que ao longo dos anos a Cabanha passou por várias dificuldades, principalmente voltada a ausência de mão-deobra especializada. Ela destaca, porém, que os obstáculos foram sendo superados com o passar do tempo. “Ainda temos muito a conquistar, mas a busca por mais conhecimento está sempre presente no nosso dia-a-dia. Tais situações fazem parte do nosso negócio. O confinamento foi nossa escolha de terminação dos animais, pois temos pouca disponibilidade de pastagem e de mão-deobra. Além disso, já tínhamos uma estrutura semipreparada para este fim, o que diminuiu muito nosso investimento inicial. Hoje é contínuo o nosso investimento na estrutura do confinamento, pois temos o objetivo de chegar em 3.500 matrizes dentro de alguns anos, com previsão de terminação de 5.000 cordeiros/ano”, afirma. Assim como ocorre com a falta de mão-de-obra, a produtora também cita a legislação pertinente à ovinocultura, entre os itens que dificultam a criação de cordeiros no país. “As leis ainda não estão bem definidas. O setor não está sendo remunerado como precisa e, às vezes temos dificuldades para o abate diante da pouca oferta de frigoríficos com licença para esta iniciativa. A importação da carne de cordeiro entra no Brasil a um preço bem menor do que conseguimos finalizar por aqui”, lamenta. A maioria da produção da Cabanha Águas da Divisa é comercializada por frigorificos regionais, localizados em São Manuel/SP e Boituva/SP. Camiloti cita que a ovinocultura tem um custo alto de produção, influenciado pela variação de preços dos principais insumos utilizados no concentrado, como a soja e o milho, por exemplo. “Ao longo de todos estes anos, algumas compensações são bem gratificantes, como atingir alguns prêmios importantes no Campeonato Cordeiro Paulista (CCP), o que nos faz pensar que os caminhos que estamos seguindo, ao longo dos anos, é o correto. Trabalhamos sempre na busca do melhoramento genético, de novas tecnologias e, principalmente, com dedicação e foco no trabalho”, afirma. o campo 9janeiro | fevereiro 2019

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1C3ªoCmOOPeEmRSoHOrWar e dar subsídio para o crescimento A edição é comemorativa aos 60 anos da cooperativa e traz “A força da nossa terra” como tema das atividades desenvolvidas no evento. 13ª edição da Coopershow. 60 anos de Coopermota. Por um lado, a programação difundida traz a concepção da disposição em celebrar. Uma oportunidade de agradecer a todos os envolvidos pelos avanços conquistados, desafios superados e perspectivas de mudanças já listadas para fazerem parte da história da cooperativa. Em outra perspectiva, seus organizadores trazem a proposta de continuar sendo a base de difusão de subsídios tecnológicos juntos aos seus cooperados e agricultores em geral, no processo de transformação da semente e materiais brutos em rentabilidade e desenvolvimento. Ingredientes que compõem o cronograma de ações realizadas na Coopershow 2019, nos dias 23, 24 e 25 de janeiro. Desde setembro do ano passado, os expositores começaram a se reunir com a Comissão Organizadora na busca de instruções para o dia do evento. Entre as mudanças desta edição está a transformação da Loja Coopershow, agora integrada ao que antes era denominado de Pavilhão Comercial. No novo formato, o então chamado de “Mercadão Coopershow”, aproximou o público presente da possibilidade de aquisições dos produtos expostos nos estandes de pequenos equipamentos e produtos variados. No setor agrícola, a área de demonstração de desenvolvimento de sementes e do comportamento de lavouras frente às tecnologias de aplicação e produtos que auxiliam no incremento da produtividade continua com espaço em destaque. Já as máquinas se configura como um setor que sempre atrai o interesse do público diante dos avanços anuais no que se refere à tecnologia aplicada em tratores, máquinas e implementos agrícolas, as quais ampliam a precisão no trato das lavouras. De acordo 10 o campo janeiro | fevereiro 2019

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Desde a primeira edição a Embrapa é parceira fixa na oferta de palestras direcionada aos produtores. Acompanhe: sempre às 11h, no Auditório da Coopershow. com o presidente da Coopermota, Edson Valmir Fadel (Branco), cada Coopershow tem atraído um maior número de público, porém sempre mantendo a qualificação destes participantes, os quais realmente buscam informações sobre as novas tecnologias disponíveis no mercado para aplicarem em suas propriedades. “Nós nos dispomos a fazer esta ponte entre o produtor e os fornecedores, para facilitar o acesso do agricultor ao que tem de novo no mercado e, desta forma, contribuir para o desenvolvimento do agronegócio como um todo”, afirma. Na última edição do evento, foram quase quatro mil pessoas por dia, contando ainda com a participação de representações estaduais do setor como o então secretário da Agricultura, bem como senadores e outros. Além disso, a pesquisa no setor agrícola é referendada durante os três dias de realização da Coopershow, com pesquisadores da Embrapa em abordagens distintas sobre temas resultantes de consultas realizadas previamente pela Comissão Organizadora junto aos agrônomos da Coopermota e os agricultores por eles atendidos. Durante os três dias de realização da Coopershow são recebidos cerca de 9,5 mil pessoas. o campojaneiro | fevereiro 2019 11

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} “A força da nossa terra” No dia 17 de maio de 2019 a Coopermota completa 60 anos. Conforme divulgação da Comissão organizadora, a Coopershow é a demonstração da “força da nossa terra”, tema da 13ª edição. As tecnologias e atividades expostas no evento são o resultado da atuação daqueles que estiveram envolvidos com o trabalho incentivado e subsidiado pela cooperativa durante as seis décadas de sua existência. A coordenação de identidade visual da Comissão Organizadora destaca que os materiais de divulgação desta edição trazem uma fusão entre o homem e a terra, onde a tecnologia e o olhar atento do agricultor sobre as possibilidades de transformação e de cuidado com a lavoura caminham em uma mesma direção. Diferentes estruturas abrigam produtos direcionados ao produtor rural 12 o campo janeiro | fevereiro 2019 A rádio O Campo Coopershow leva informação em tempo real ao visitante.

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No Quintal Coopershow estão demonstrações de cultivos direcionados ao pequeno produtor, além de produtos de artesanato, horticultura e madeira. CEsopoapçeorsshow 14 o campo janeiro | fevereiro 22001199 No Pavilhão, alguns animais são vinculados à Aspaco e outros pertencem a produtores da região

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MAPA 13ª COOPERSHOW Os expositores estão dispostos em setores distintos no que se refere à sua categoria de atuação. Na Praça de Alimentação é oferecido o almoço para todos os visitantes e expositores. o campojaneiro | fevereiro 2019 15

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