Bom Dia Catas Altas

 

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Catas Altas - Novembro / Dezembro de 2018 - Edição 131 - Ano XI

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CaBOtMaDsIAAltas Cidade Histórica e Ecológica - Novembro de 2018 - Ano XI - Nº 131 - Distribuição Gratuita Dirigida 315 anos “Uma janela no tempo” Situada aos pés do Pico dos Horizontes, na Serra do Caraça, maciço do espinhaço, Catas Altas está completando, dia 8 de dezembro, 315 anos de fundação e 21 anos de emancipação política. Catas Altas : cidade Histórica e Ecológica

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro de 2018 - Página 2 Administração discute soluções para ajudar município financeiramente e rebate acusações infundadas “Antes de acreditar em tudo que é divulgado por fontes não-oficiais, procure entender e se informar primeiro. Nem tudo que falam condiz com a realidade e a verdade”, Fernando Rodrigues Guimarães, Vice-prefeito revitalização de praças, troca da iluminação por LED, alguns projetos educacionais, sociais e de meio ambiente, capa- citações do setor turís- tico, compra de terreno para construção do Cen- tro Educacional, entre outros, estão sendo feitas com recursos específicos para tais finalidades. É o caso da Cfem, uma Compensação Financeira sobre Exploração de Re- cursos Minerais que as mi- neradoras devem repassar aos municípios onde acon- tecem suas atividades. Porém, esse recurso deve Administração reuniu secretários para debaterem a crise vivida pelos municípios e para juntos buscarem soluções ser empregado apenas em projetos que tragam Diante da situação en- ses boatos, apontando a é resultado de uma ges- Como parâmetro, essa benefícios para a popula- frentada pelo município, administração pública tão desunida, ineficiente, dívida representa, hoje, o ção (na forma de melho- que também é uma rea- como responsável pela sem liderança e sem pla- equivalente a um mês das ria da infraestrutura, da lidade em todo o esta- situação, desconsideram nejamento. receitas totais do municí- qualidade ambiental, da do, os gestores de Catas que são fatores externos “Para quem não sabe, pio. “As despesas conti- saúde, da educação e da Altas se reuniram para que colocaram o municí- essa circunstância é de- nuam existindo mesmo questão social) que pos- propor estratégias para pio nestas condições. corrente da ausência e/ quando os valores não sam compensar os danos ajudar na superação da “Muitas pessoas não têm ou atrasos de repasses entram no caixa da Prefei- da mineração. atual crise. conhecimento sobre o financeiros por parte do tura. Com isso, temos que Além disso, é um recur- “Este é um momento crí- funcionamento de uma governo do Estado de Mi- tirar recursos de outras so de utilização limitada tico. Decretamos estado administração pública e nas Gerais. Em 31 de ou- fontes para investir nos que não pode ser apli- de calamidade financeira, acreditam em qualquer tubro, a dívida com Catas setores, onde as verbas cado em pagamento de mas estamos aqui para coisa que escutam. As Altas já tinha atingido R$ repassadas pelo Estado dívida ou no quadro per- tentar reverter esse qua- pessoas que têm divul- 2.399.646,85, valor este deveriam ser aplicadas.” manente de pessoal. dro, cumprindo todos os gado essas inverdades que vem crescendo a cada Parreira completa que a “Atualmente, temos vá- nossos compromissos. O deveriam, primeiro, atu- dia”, explica o prefeito. maioria das ações, como rios projetos em anda- transporte universitário ar dentro de uma pre- continua funcionando, feitura, entender como os serviços básicos e es- ela funciona na prática Novos rumos senciais estão sendo rea- para, depois, se posicio- lizados, mas estamos nos alinhando para encontrar maneiras de continuar mantendo tudo isso”, explica o prefeito José Alves Parreira. Boatos Além das estratégias de gestão, a equipe aproveitou a oportunidade para esclarecer alguns boatos enviados por meio de áudios e textos em redes sociais e aplicativos de mensagens de celular. narem”, justifica. “Um exemplo desses absurdos que vêm sendo divulgado é que estamos bebendo água de esgoto, porque as duas redes estariam, supostamente, interligadas. De onde essa pessoa tirou isso? Imagina o alarme que isso pode causar na cidade de forma errônea. Quem quer um dia gerir uma cidade deve ter cuidado com o que fala, pois é preciso ter provas”, completa Fernando. Segundo Parreira, as A sociedade brasileira está esperançosa com a eleição do novo Presidente da República, bem como com a eleições dos governadores “NOVOS”, que falaram sobre respeito, união, sobre resgatar a educação, saúde e segurança pública. Neste pleito a democracia prevaleceu, pois foi por meio do voto que todos foram eleitos. Devemos reafirmar nossa fé em Deus para que não haja violência, intolerância... O Brasil começou sua história com imigrantes, conquistaram espaço por meio do trabalho, aprimoram os saberes nas ações do “empreendedorismo” nas indústrias e agricultura. Estamos em um colapso na administração pública, ainda não sabemos qual o déficit financeiro na UNIÃO e Estados, mas esperamos que esse novo governo nos ajude a mudar essa situação. A luta será grande e, por isso, precisamos de parcerias, do apoio e participação da sociedade neste momento. Os desafios serão muitos, mas vamos unir para resgatar os valores e respeito no Brasil e no mundo. De acordo com o vice- mensagens afirmam ain-prefeito, Fernando Ro- da que a atual situação drigues Guimarães, es- financeira de Catas Altas Denise Antunes Hosken de Sá Vereadora Catas Altas mento que só podem ser quitados com esse recurso da Cfem. É com ele que estamos conseguindo dar continuidade ao nosso planejamento. É com ele que, ainda, Catas Altas está conseguindo se desenvolver. Porém, ele não é suficiente, pois muitas despesas, como pagamento de pessoal da saúde, por exemplo, não podem ser quitadas com esse recurso”, explica Parreira. “Queremos deixar bem claro para todo mundo que a Prefeitura não está gastando dinheiro de forma irresponsável. Cada centavo está sendo pago com as verbas que são permitidas por lei”, completa Guimarães. Vale continua devendo A Vale continua devendo mais de R$3,5 milhões ao município. O valor corresponde a taxas de funcionamento que a empresa discorda em pagar os valores reais devido conforme legislação do município. EXPEDIENTE CaBOtMaDsIAAltas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia Catas Altas online: www.facebook/bomdiacatasaltas Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 dindao@bomdiaonline.com O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro de 2018 - Página 3 Programa de habitação popular gera polêmica Vereadores pediram esclarecimentos à prefeitura sobre possíveis irregularidades Trade turístico de Catas Altas faz visita técnica na Igreja Matriz A Câmara acionou a prefeitura questionando a situação das casas populares A Câmara Municipal de Catas Altas enviou um ofício ao prefeito municipal José Alves Parreira, solicitando informações sobre possíveis irregularidades sobre o programa de habitação popular criado pela Lei 439/2014 / alterada pela Lei 519 / 2016, criada pelo então prefeito Saulo de Morais Castro que trata da doação de casas populares para beneficiários que possuem lotes na cidade. O ofício relata que após aprovação do projeto, na época, inúmeras casas foram construídas, entretanto, “várias irregularidades ocorreram, com a população assistindo esses desvios e vendo o desrespeito à legislação referente ao benefício”. Segundo os vereadores, casas estariam sendo vendidas: “algumas nem sequer foram utilizadas pelos beneficiários e em outros casos os beneficiários não enquadravam no perfil definido pela lei” acusaram. A questão teria sido levantada pelo vereador Ronaldo Bento Martins e acampada pelo vereador Anízio Nazareno Aparecido e posteriormente o ofício foi assinado por todos os vereadores, exceto o vereador Edvane Machado. Diante o questionamento da Câmara, a prefeitura iniciou um processo de levantamento e estudo sobre os benefícios e, conforme informaram, diante a complexidade do assunto, o trabalhou foi concluído somente no mês de outubro, quando a prefeitura respondeu oficialmente a Câmara sobre as denuncias levantadas e sobre a obrigação do executivo frente ao caso. Ministério Público Após as denuncias feitas pela Câmara Municipal, a prefeitura também foi oficiada pelo Ministério Público, notificando o município requerendo informações e documentações sobre as doações. O MP, por sua vez, paralelamente ao levantamento da prefeitura, instaurou um inquérito civil. Irregularidades Segundo informações da prefeitura repassadas à Câmara Municipal, o trabalho demandou tempo diante a complexidade e principalmente pela ausência de documentos e da falta de publicidade dos atos praticados: “verificou-se que as doações foram realizadas sem a emissão de laudo técnico da Assistente Social, considerando-se suficiente as entrevistas realizadas por estagiária e por servidora de cargo comissionado que inclusive foi uma das beneficiárias”, diz o ofício enviado à Câmara. O ofício informa ainda que o processo tramita na Comarca de Santa Bárbara sob o número 057218002877-9. Responsabilidades Diante a instauração do inquérito para apuração dos fatos, inúmeros beneficiários foram e deverão ainda serem ouvidos, tanto pela prefeitura, quanto pela Câmara Municipal e pelo Ministério Público. Entretanto vale salientar que os beneficiários não tem responsabilidade pelo ato do recebimento do benefício mas sim pelo uso e destino dado aos mesmos. Conivência Ao Bom Dia Catas Altas, o prefeito Parreira disse que diante a denúncia da Câmara a administração não poderia fechar os olhos e fingir que nada aconteceu: “Temos que ter responsabilidade e respeito com a coisa pública; não podemos ser coniventes com o que de errado nos é apresentado, mesmo porque, lá na frente, se não tomarmos providências, seremos responsabilizados”, informou. Já o vice-prefeito Fernando Guimarães relatou que a Câmara relatou um caso de irregularidade, mas a prefeitura não poderia simplesmente tomar providências sobre este, mas primeiramente verificar se realmente o caso especifico se apresentava realmente com irregularidades, foi quando foram encontrados outras situações semelhantes: “Temos que ser justos, principalmente com a coisa pública – regras estão aí para serem respeitadas, quem tiver agido de má fé, caso seja questionado pela justiça, que assuma a responsabilidade”, concluiu. Cerca de 15 empresários do setor turístico de Catas Altas fizeram em novembro uma visita técnica à igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição. A atividade fez parte das capacitações promovidas pela Prefeitura em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e que são voltadas para os profissionais ligados aos meios de hospedagem, alimentação e agências do município. Durante a visita, que contou com instrução do chefe do Departamento de Cultura, Eder Ayres Siqueira, os participantes conheceram um pouco da história da Matriz, algumas curiosidades e finalizaram o tour no ateliê, onde estão sendo restauradas 12 peças tombadas e do século XVIII que fazem parte do acervo da Capela de Santa Quitéria. “Essa demanda surgiu durante as capacitações e a nossa ideia é promover outras atividades semelhantes nos próximos meses. O principal objetivo é fazer com que estes empresários possam conhecer o que a cidade tem para oferecer. Quando o turista chegar, eles terão condições de indicar os atrativos”, explica o assessor de Comunicação, Miguel Sá, que está cuidando interinamente da secretaria de Turismo e Cultura. Atores do setor turístico de Catas Altas se capacitam visando o conhecimento sobre o potencial da cidade

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro de 2018 - Página 4 “José Hosken” – Um catasaltense de ouro Por: Eder Ayres Siqueira No dia 5 de novembro, último, foi o aniversário de Juca Hosken e vale ressaltar quem é ele, saber mais sobre essa personalidade e como contribuiu para nossa querida Catas Altas. José Hosken nasceu em Catas Altas, no dia 5 de novembro de 1932, sendo o caçula dos cinco filhos do produtor de vinhos, Sr. Mário Hosken e Da. Amélia Cotta Hosken. Sua vida estudantil iniciou em Catas Altas, onde cursou o primário nas Escolas Reunidas de Catas Altas e posteriormente fez o curso de Humanidades (equivalente ao Ginasial) no Colégio do Caraça. Cursou o Científico, no Colégio Estadual Governador Milton Campos, em Belo Horizonte, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Oeste de Minas, e fez o curso de Desenvolvimento Integral, como extensão universitária, pela PUC/MG. Profissionalmente passou por empresas e instituições de grande importância para a região: como a Cristiane Nilsen, CAF, Mineração SOCOIMEX, Prefeitura de Santa Bárbara, Santa Casa Nossa Senhora das Mercês e por último ocupou uma cadeira no Ministério público da União, como Procurador da Justiça do trabalho. Sua carreira pública teve início em 1972, como vereador de Santa Bárbara. Foi durante cinco mandatos, vereador, num total de 24 anos, presidindo a Câmara Municipal de santa Bárbara durante dois mandatos. Trabalhou com esmero para a melhoria da cidade, em especial atenção ao antigo distrito de Catas Altas, hoje cidade, graças aos seus incessantes projetos e buscas junto às autoridades municipais e estaduais. Após a emancipação de Catas Altas, em 1995, disputou o cargo de prefeito e foi eleito por dois mandatos consecutivos – 1997/2000 e 2001/2004, transformando o pequeno distrito numa bela e acolhedora cidade, valorizando suas características históricas e ecológicas. Durante sua notável carreira, recebeu diversas menções honrosas e prêmios, destacando: - Mérito Legislativo, em 1997, concedido pela Câmara Municipal de Santa Bárbara; - Cidadão Benemérito, em 1999, concedido também pela Câmara Municipal de Santa Bárbara, - Prêmio Rodrigo de Melo G Franco, em 2002, concedido pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Categoria preservação de Bens Móveis e Imóveis – Brasília; Prêmio ECO 2001, em parceria com a Vale, concedido em Fun- ção do Programa Escola que Vale; - Prêmio Experiência Bem Sucedida, concedido pela Fundação nacional de Saúde em 2002, pelo trabalho realizado em parceria com a UFMG, na construção e implantação do Aterro Sanitário de Catas Altas; - Prêmio Banco Real/ Universidade Solidária, em 2033, pelo Projeto Verde Catas Altas, com o tema “Desenvolvimento Sustentável” - geração de emprego” - uma parceria com a AMDA e centro Universitário Newton Paiva; - Medalha da Ordem do Mérito Legislativo, concedida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais; - Medalha do Dia do Estado de Minas Gerais, em Mariana, primeira Capital de Minas Gerais; - Medalha Mérito Affonso Pena, concedida pela Câmara Municipal de Santa Bárbara, em 2010, – Medalha da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, recebida em 2013, em comemoração aos 10 anos da instituição, e – Diploma do Mérito Legislativo e Moção de Aplauso, em 2013, pela Câmara Municipal de Catas Altas. Em matéria deste jornal, na edição n.º 129, em setembro último, há uma fala do falecido primo Carlos Hosken Ayres, onde ele comenta muito bem sobre o primo pelos lados paterno e materno, Juca Hosken, um catas-altense não da gema, mas do ouro, um mineiro setecentista, um brasileiro com sangue lusitano, inglês, italiano, francês, espanhol etc, mas com sangue bem brasileiro, de índios nativos do Brasil, uma pessoa que realmente, como poucos, honra sua terra natal e quer vê-la prosperar preservando a qualidade de vida para todos. Mas Carlos Hosken Ayres faz uma referência que eu quis, aqui acrescentar outros personagens que também orgulhariam dele, pois ele cita o seguinte: “Seus antepassados: Mário Hosken, Carlos Arthur Hosken, Edward Hosken e James Hosken, nesta ordem da cadeia ancestral, muito se orgulhariam se vivos fossem, pelo que tem feito o Juca, por sua terra e sua gente.” Então completo, fazendo a linha ancestral mostrando a importância dele com Catas Altas desde, pelo menos, o ano de 1716, nesta seguinte ordem: Mário Hosken e Da. Amélia Cotta Hosken, Carlos Arthur Hosken e Da. Maria Magdalena Pereira da Cunha Hosken (primos entre si), Eduardo Hosken e Da. Maria Magdalena Mendes Campello Hosken, Tenente Domingos Pereira da Cunha e Da. Maria Raymunda Mendes Campello, Guarda-mor e Capitão Thomé Fernandes Men- des Campello e Da. Ritta Benedicta de Cássia da Silva Campello, Capitão Paulo Mendes Ferreira Campello e Da. Anna da Fonseca Magalhães Campello, Capitão Thomé Fernandes do Valle e Da. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle, e Coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado e Da. Helena do Prado Cabral Magalhães. Pelo lado paterno ele procede da mais antiga família de Catas Altas que deixou o sobrenome em um povoado do município, sendo o povoado de “Valéria”, que vem do sobrenome “Valle”, que é do seu primeiro morador que se estabeleceu com fazenda, engenho e escravos para minerar e também construiu, em 1730, uma capela dedicada a Senhora Sant’Ana, onde o português “Capitão” Thomé Fernandes do Valle, que foi casado com a paulista Da. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle (hexavós, três vezes, de Eder Ayres Siqueira), já estava, pelo menos, em 1716. Descende dos antigos produtores de vinho os seus avós paternos Sr. Carlos Arthur Hosken e sua prima Da. Maria Magdalena Pereira da Cunha Hosken, que são primos dos produtores de vinho, o Agente dos Correios e Telégrafos Sr. Domingos Pereira da Cunha, e o Vereador e Coronel Felício Alves da Silva; do minerador e fazendeiro português “Coronel” Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado e Da. Helena do Prado Cabral Magalhães, pais de Dona Thereza, e do fazendeiro e minerador português “Capitão” Paulo Mendes Ferreira Campello, genro de Da. Thereza, marido de sua filha Da. Anna da Fonseca Magalhães Campello. Ainda procede do fazendeiro português Sr. Estêvão Gomes da Costa e de Da. Isabel Lopes de Souza, filha ilegítima do “Navegador”, “Capitão-Mor”, “Vice-Rei das Índias”, o fidalgo Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil em 1531, trazendo várias pessoas nobres para povoar o país, dando assim a fundação da Vila de São Vicente, da cidade de São Paulo. Dentre os primeiros paulistas de que descende, estão o “Ouvidor”, “Capitão-mor”, “Governador” Estevão Ribeiro Baião Parente, o “Governador”, “Capitão-mor” Pedro Collaço, o “Ouvidor” Antônio Bicudo Carneiro o “Aclamado”, “Ouvidor”, “Capitão-mor” Amador Bueno da Ribeira, o “Capitão” Manoel da Costa Cabral, os fidalgos Francisco Pinto e Pedro Leme, e os fundadores de Itanhaen: Gaspar Ordonho e Christóvão Gonçalves, os fazendeiros e produtores de vinho: Capitão e Juíz Salvador Pires e Capitão João de Godói Moreira. Descende também do “Capitão-Mor” João Ramalho que fundou a Vila de Santo André da Borda do Campo e Antônio Rodrigues, portugueses que já estavam no Brasil por volta de 1513, quando se salvaram de um naufrágio, do Cacique Piquerobi, e do Cacique Tibiriçá, que muito auxiliou o fidalgo Martim Afonso de Souza, supracitado, e os Padres Jesuítas, no Século XVI. Do lado materno, descende não de catas-altenses, mas sua mãe veio para o antigo distrito, e aqui criou seus filhos e faleceu, onde está sepultada, sendo descendente, por dois filhos, do português Guarda-mor João Pedro Cotta e Da. Tereza Teixeira Sobreira Cotta (penta, hexa e heptavós de Eder Ayres Siqueira). Da. Tereza Teixeira Sobreira Cotta, era filha do minerador e fazendeiro Manoel Teixeira Sobreira, que foi um dos homens mais ricos da Capitania de Minas Gerais.

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro de 2018 - Página 5 Saga do Caraça – 35.ª parte O ano do bicentena´ rio do Cara´ca por Eder Ayres Siqueira Por Eder Ayres Siqueira Selo Comemorativo No dia 6 de julho de 1974, o Ministério das Comunicações, através da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos emitiu Selo Comemorativo do Bicentenário do Caraça. O selo, no valor de Cr$ 0,40 (quarenta centavos), estampava o conjunto do edifício sobreposto à Serra com o perfil do Gigante, da cara de gigante, a caraça. O lançamento solene se realizou, de manhã, no Palácio das Artes em Belo Horizonte, e à tarde, no próprio Santuário, no espaço, junto à sala onde desde 1891 havia funcionado o correio, que foi fechado em 1972. Órgão da Igreja O órgão da igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, que foi construído pelo Padre Boa Vida, aproveitando várias peças do antigo órgão da antiga ermida construída pelo Irmão Lourenço e que tem 700 tubos e atualmente um fole elétrico, foi restaurado pelo Dr. José Carlos Rigatto, isso, como disse o Padre Tobias, graças ao interesse do Diretor Executivo do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais IEPHA/ MG Dr. Luciano A. Peret, que muito empenhou para o trabalho. Reconstrução do Prédio Depois da catástrofe que destruiu o Colégio do Caraça, apesar dos boatos e contradições, se planejava reconstruir a parte que ruiu do prédio incendiado. Era uma ideia que tinha bastante ressonância nos órgão do Governo Federal e Estadual. Em novembro de 1973 o General Emílio Garrastazu Médici, Presidente do Brasil, assinou o Decreto de auxílio fi- A rodovia Padre Jerônimo foi iniciada na gestão do governador Rondon Pacheco e concluída no governo de Aureliano Chaves. nanceiro especial de Cr$ 490 000,00 (quatrocentos e noventa mil cruzeiros), concedido ao Ministério da educação e cultura para a “aplicação exclusiva na reconstrução parcial do prédio incendiado”. O trabalho de reconstrução, porém, até 1976, não tinha sido iniciado. Um dos motivos – dizem – é a argumentação do IPHAN que vê maior necessidade de reformar o edifício não sinistrado, preservando as duas alas mais antiga da frente do Colégio. A diretoria da Congregação da Missão, em 1974, junto com a “Comissão Caraça”, examinou e aprovou logo o novo projeto, vendo nele a realização imediata do que precisa o Caraça com urgência: salas para a biblioteca, pinacoteca e museu, bem como de melhores instalações para hospedar os visitantes. Mas, não foi reconstruído, e sim, em uma parte houve alteração com materiais contemporâneos, o que muitos acham interessante e muitos já pensam que não combina com o local, pois perdeu a essência, as belezas sete e oitocentistas. Inauguração da Estrada Asfaltada Em 10 de agosto de 1976, dia de São Lourenço, aconteceu a inauguração do asfaltamento da estrada do Caraça. O Padre Tobias Zico fez um interessante comentário: “Como a crisálida feia se transforma em bela borboleta, assim a estrada do Pe. Jerônimo, estreita e cheia de curvas, se metamorfoseou na faixa negra do asfalto, de 7 metros de largura e 19 km de comprimento, de São Bento ao Caraça.” A nova estrada que foi iniciada no Governo de Rondon Pacheco, seguiu, quanto possível, a estrada antiga, para não desfigurar a paisagem local. Ao longo da pista, várias placas de orientação ao turista, como: “Árvore é como gente: precisa de carinho.” “Caraça, Porta do Céu, fundado em 1774.” e outras. Inaugurados os acessos pavimentados de Barão de Cocais, São Bento e Brumal, chegou então o Governador Aureliano Chaves ao Caraça, ao meio-dia. No fim do asfalto, perto da casa Santa Helena, descerrou-se a placa comemorativa, com os dizeres: Estado de Minas – Departamento de Estrada de Rodagem – Acesso ao Caraça – Inaugurado a 10 de agosto de 1976 – Governo Aureliano Chaves. No adro da igreja, dis- curso do Diretor do DER, Dr. Geraldo Pereira da silva, lembrando a construção da estrada do Pe. Jerônimo, em 1926, e a inauguração da moderna rodovia pavimentada, em cuja implantação, a cargo da Empresa CRUSA, foram utilizados sofisticados equipamentos de engenharia. Falou depois o Prefeito de Santa Bárbara, e em seguida, o Governador, começando assim: “Há pouco mais de dois anos, fui procurado pelos Padres lazaristas que me pediram para dar prosseguimento à pavimentação do acesso ao caraça, iniciado por meu antecessor. Afirmei-lhes que não faria promessas. Esta obra que entregamos hoje não foi promessa, mas é realidade...” E todo o seu discurso, resumiu-o ele, logo depois, ao visitar o museu do Colégio, quando escreveu no Livro de Ouro”: “A visita ao Caraça é, sobretudo, um encontro com a fé. Aqui o homem e a natureza se associaram admiravelmente para testemunho da glória ao Criador. Cumpre-nos preservar para gerações vindouras o que as gerações passadas nos legaram pela inteligência, pelo amor e pela fé.” (página 107). Seguiu-se a missa em ação de graças, celebrada por 20 sacerdotes e presidida pelo Bispo de Luz, D. Belchior Joaquim da Silva Neto e com a oração congratulatória do Pe. Provincial e Pe. José Elias Chaves Logo após veio o banquete, oferecido pelo DER a mais de 500 pessoas. Entre os números de música dos corais de Monlevade e Santa Bárbara, fez-se o lançamento do livro: “CARAÇA – Peregrinação – Cultura e Turismo”, de autoria do Padre José Tobias Zico. Ao Governador foi oferecido um exemplar de luxo, e um ofício, no qual o Caraça apelava para a cooperação do estado para obviar aos perigos e danos que a estrada poderá trazer: depredação do patrimônio físico e artístico com a invasão de turistas despreparados. Por isso, há hoje, no Caraça, uma portaria bem montada para receber os turistas, de forma ordenada, com horários para entrar e sair e diversas normas para garantir a preservação do local, pois todos os bens do Caraça, tanto culturais e naturais, são de grande importância e também a segurança e o conforto das pessoas, é fundamental. Continuaremos na próxima edição... Correios lançou um selo comemorativo aos 200 anos do Santuário do Caraça O órgão da igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, de 700 tubos, foi construído pelo Padre Boa Vida

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro de 2018 - Página 6 Saga da mais antiga família de Catas Altas – 12.ª parte Fernandes do Valle por Eder Ayres Siqueira A história da tricentenária família catas-altense continua com a ascendência de Da. Helena do Prado Cabral Magalhães, sendo ela neta materna do Capitão Manoel da Costa Cabral, que faleceu em 2 de abril de 1659 em Taubaté/SP e pediu que fosse sepultado na igreja de São Francisco das Chagas, daquela cidade. Ele nasceu por volta de 1592, na vila de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores, Portugal, já estava em Mogi das Cruzes, em 1618, onde recebeu terras de sesmaria e onde se casou, a primeira vez, aproximadamente em 1635 com Da. Francisca Cardoso Cabral que nasceu aproximadamente em 1614 (1.ª esposa), e faleceu em 26 de novembro de 1654. Com ela teve nove filhos. Manoel era descendente da “ilustre casa de Belmonte”. Mudou-se dos Açores para o Brasil, onde se instalou na vila de Mogi das Cruzes. Em 1618, recebeu terras de sesmaria em Mogi das Cruzes. Mais tarde, mudou-se para a vila de Taubaté, fundada por Jacques Félix.” Manoel casou-se pela segunda vez, com Maria Vaz, com a qual teve dois filhos. Por via do Capitão Manoel da Costa Cabral, Da. Helena é bisneta materna do Capitão Manuel Romeiro Velho e sua segunda mulher Da. ? Arruda Costa, da qual não conseguimos mais informações. Trineta materna de Manuel Romeiro Velho, filho de Fuão Barba Branca que possuía, “na baía de Bárbara Vaz”, uma vinha que deixou de herança para seu filho, e Da. Maria Romeiro, da qual não obtivemos mais informações, e Da. Bre- olânia Nunes Velho, filha do Fidalgo Lourenço Anes de Sá Leonardes, que foi “homem nobre e poderoso” da vila de São Sebastião, na Ilha Terceira; “homem principal e muito rico, e tão poderoso que teve grandes bandeiras com o Capitão de Angra sobre certas propriedades e sua posse. E viveu na ilha de Santa Maria com a dita sua mulher, Grimaneza Afonso, a qual, quando ia à igreja, levava dez, doze mulheres consigo e lhe levavam o rabo, como ainda há pessoas que disso se acordam e de seu grande fausto”, e Da. Grimaneza Affonso de Mello, que foi criança para a ilha de Santa Maria, com seu tio Frei Gonçalo Velho Cabral, e foi “dama nobre” da vila de Praia, na Ilha Terceira, no Arquipélago dos Açores. A genealogia de Da. Grimaneza, encontrada, vai até o século XIII, em Dom Martim Fernandes de Riba de Vizela e Da. Estevainha Soares da Silva. Dom Martim foi Rico-homem, “muito honrado e de grandes feitos”. Em 1199, tornou-se Governador de Lanhoso, em 1203 foi nomeado Alferes-mor do Reino, cargo que exerceu até 1211, em 1205, foi nomeado Governador de Faria e de Vermoim, e em 1211, foi nomeado Mordomo-mor de Dom Affonso II; até o século XIV em Álvaro Gil Cabral e Da. Catharina Annes De Loureiro, a sobrinha. Álvaro Gil Cabral foi Alcaide-mor e governador do castelo de Belmonte. “Em 1383, foi nomeado para o cargo de Alcaide-mor da Guarda. Quando o rei de Castela invadiu Portugal reivindicando o direito ao trono português, sua entrada foi facilitada pelo bispo Dom Affonso Correa. Apesar disso, Álvaro Gil recusou-se a entregar as chaves do castelo ao rei estrangeiro, mantendo-se leal a Portugal. Em 1384, recebeu o título de 1.º Senhor de Azurara, na Beira, em reconhecimento a seu apoio a D. João I na disputa pela sucessão ao trono português. Obteve o direito a ter brasão, no qual colocou três cabras, “animal valente e leal”. Em 1385, “foi um dos fiéis escudeiros do rei na batalha de Aljubarrota”. Em 1385, tomou assento nas cortes que inauguraram a dinastia de Avis.”, e prosseguindo ao pai do precedente Dom Gil que foi Bispo da Guarda e que em Junho de 1360, jurou que, quando era deão da Sé da Guarda e físico [médico] do Infante Dom Pedro, celebrara em Bragança o casamento secreto do Infante com Da. Inês de Castro (também citada em matéria anterior), em 30 de Maio de 1363, em seu paço de Vila Fernando, escreveu seu testamento, deixando à sua filha Maria o usufruto de todos os bens que possuía antes de ser bispo. Prossegue a ascendência aos reis de Leão: Ramiro I, Ramiro II, Ordonho I, Ordonho II, Froila I, Alfonso III, Afonso I das Asturias, assim por diante. Por via de Da. Francisca Cardoso Cabral, Da. Helena é bisneta materna do Capitão-mor Gaspar Vaz Guedes, filho de Antônio Vaz Guedes e Da. Margarida Correia Guedes, naturais de Mesão Frio, Portugal. Estes, quando vieram para o Brasil, se instalaram na Capitania do Espírito Santo. O Capitão-mor Gaspar Vaz Guedes, nasceu no estado do Espírito Santo, e faleceu em 1636. Foi ele o fundador do povoado que hoje, é a cidade de Moji das Cruzes. Ele abriu o primeiro caminho que Da. Helena do Prado Cabral Magalhães é descendente de Álvaro Gil Cabral, Alcaide-mor e governador do castelo de Belmonte ligaria o povoado a São Paulo de Piratininga em 1560. Em 1628, acompanhou o bandeirante Antônio Raposo Tavares (ascendente de Eder Ayres Siqueira, pelo lado paterno) na sua entrada ao Guairá, região situada no antigo território do Paraguai, que abrangia quase a totalidade do hoje estado do Paraná. O capitão Gaspar Vaz deu o início ao povoado, que foi elevado à categoria de vila em 17 de agosto de 1611, com o nome de “Vila de Sant’Ana de Moji-mirim”, antes chamada de Sant’Ana das Cruzes de (m’boigi) ou boigi mirim. Casou-se em Moji das Cruzes em 1593 com D. Francisca Cardoso Guedes, que veio a falecer em 1611, em São Paulo, filha de Brás Cardoso, natural de Mesão Frio, Portugal, e Da. Francisca da Costa, natural de São Paulo. Brás Cardoso e Da. Francisca da Costa, se casaram em 1580. Voltemos à Dona Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle, viúva do Capitão Thomé Fernandes do Valle… Ela nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Congonhas do Campo (hoje, Congonhas), Minas Gerais, quando lá, os seus pais, o coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado e Da. Helena do Prado Cabral Maga- lhães, residiam. Ela aparece como D. Teresa ‘de Jesus’ em um batizado em 1733, realizado na igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição de Catas Altas: “Aos 18-05-1733 nesta matriz bat a Pedro, f.l. de Pantaleão Nunes de França e D. Clara Ferreira Coutinho, meus fregueses; foram padrinhos Sargento Mor Manoel Ferreira Pinto e D. Teresa de Jesus de Magalhães, mulher de Tomé Fernandes do Vale.” Depois que Da. Thereza ficou viúva, em 1748, ela pretendeu viajar para a Corte com seus dois filhos que eram menores, em 1750, conforme o “Pedido de licença de Tereza da Fonseca Magalhães, para viajar ao reino. Transcrição: “= Senhor, = Diz dona Thereza da Fonseca Magalhães, viúva do Capitão de Cavalos Thomé Fernandes do Valle, assistente que foi no Sítio chamado dos Camargos nas Minas Gerais, Comarca da Cidade de Mariana; que por ocasião do óbito do dito seu marido, se quer a suplicante recolher a um dos Mosteiros desta Corte; E porque não pode transportar sem ordem de Sua Majestade. = Para Vossa Majestade lhe faça a graça de conceder-lhe licença a suplicante para poder transportar-se para esta Corte, e dois filhos que tem, na frota que de próximo há de ir para este Porto, ou na em que a suplicante poder vir. = E. R. M. = Informe o governador com o seu parecer. Lisboa, 27 de outubro de 1750. (a) R – e várias rubricas ilegíveis (possíveis assinaturas de Conselheiros do Conselho Ultramarino). Fonte: AHU-MG. Cx. 56. Doc. 4717.” Pesquisa cedida pelo historiador José Araújo de Souza Mas, não sabemos se ela chegou fazer a viagem, pois dois anos depois casou-se a segunda vez em Barbacena, Minas Gerais, em 22 de dezembro de 1752, com o Alferes Bernardo José Monteiro, natural da freguesia de Santa Maria de Mourelas Bispado do Porto, filho de Manoel Teixeira Ribeiro e de Escolastica Bernarda, conforme registro “Aos 22-12-1752 nesta matriz se casaram Alferes Bernardo Jose Monteiro, natural da freguesia de Santa Maria de Mourelas Bispado do Porto, f.l. de Manoel Teixeira Ribeiro e de Escolastica Bernarda = com Teresa da Fonseca Magalhães, já viúva do Cap. Thome Frz do Valle, filha legitima de Pedro da Fonseca Magalhães e de D. Elena do Prado, natural da freguesia de N. Sra da Conceição das Congonhas do Campo. Testemunhas o Cap. Manoel Lopes de Oliveira e João Marques Viana e Sebastião de Arruda.”

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro de 2018 - Página 7 Jovens de Catas Altas participam de solenidade de dispensa Militar Autoridades durante entrega dos certificados de reservistas Dispensados do serviço militar fazem juramento a bandeira Trinta e seis jovens de Catas Altas a partir dos 18 anos participaram no último dia 13 de novembro de uma solenidade na câmara Municipal para dispensa do serviço militar obrigatório. Na ocasião, além de re- ceberem o certificado da dispensa e foi feito juramento à bandeira. Alguns deles receberam a segunda via do documento. Os jovens foram dispensados por motivos de excesso de contingentes, ou seja, a base militar já conta com um número muito grande de servidores. Mas ficam à disposição para se apresentarem imediatamente caso sejam convocados. O alistamento militar é obrigatório a todo jovem do sexo masculino a partir dos 18 anos. O certificado de reservista é exigido para ingressar em faculdades ou empresas, participar de concurso público, emitir passaporte ou receber qualquer premiação. Estiveram presentes, além dos jovens, o Prefeito José Alves Parreira, o Vice Fernando Rodrigues Guimarães, a Presidente da Câmara Vanda Lúcia Gomes, a vereadora Denise Antunes Hosken de Sá, o Comandante do Destacamento Marco Antônio Gandra, do Delegado do Serviço Militar e Tenente do Exército Brasileiro Adriano Belchior de Paiva e da Secretária Executiva da Junta de Serviço Militar de Catas Altas Lourdes Faustina da Silva. Catas Altas promove oficina que resgata receita histórica Oficina de gastronomia resgatou receita histórica A Prefeitura de Catas Altas, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), por meio do programa Primórdios da Cozinha Mineira, promoveu no dia 7 de novembro oficina para resgatar uma receita antiga da cidade: o pudim de gabinete. A receita está em um livro encontrado na biblioteca do Santuário do Caraça datado de 1834 e é mais conhecida fora do município do que entre os seus moradores. A atividade contou com participação dos empresários do trade turístico da cidade, que já estão participando de capacitações voltadas para a profissionalização do setor. “A ideia da oficina é apresentar mais um produto da gastronomia histórica de Catas Altas, continuando com a metodologia do Programa Primórdios para ressignificação de valores gastronômicos locais. Além disso, nossa intenção é difundir a receita de origem local para população do município”, explica a mentora do projeto Primórdios, Vani Pedrosa. Durante a atividade, os participantes aprenderam um pouco sobre a história da receita que, segundo diz a história, foi feita pela primeira vez por Noé, e sobre a forma de precificar o produto final baseada nos ingredientes utilizados. A oficina contou com a presença da Professora de Planejamento de Eventos e Controladoria, do Curso de Gastronomia do Senac, Maura Tescarolo; de alunos do 4º período do curso de gastronomia da entidade; e do professor de gastronomia e mestre em Plantas Alimentícias Não-convencionais (Pancs), professor Michel Abras. Grupo de capoeira de Catas Altas participa de Educação Patrimonial no Santuário do Caraça O “Libertação da Capoeira de Catas Altas” foi mais um grupo a participar da atividade de Educação Patrimonial “Garimpando Nosso Patrimônio”, modalidade Local de Memória Coletiva, oferecida pela Prefeitura. O passeio contou com 14 participantes e foi realizado no Santuário do Caraça. Na ocasião, além de distribuir cartilhas sobre patrimônio cultural, o chefe do departamento de Cultura, Eder Ayres Siqueira falou sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do município; sobre o que é um museu e para que ele serve; e ainda sobre o ICMS/CULTURAL. Durante o passeio, os integrantes do grupo de capoeira ainda visitaram o museu, que tem em seu acervo centenas de peças ori- Dentro do trabalho de Educação Patrimonial, Grupo de Capoeira visita o Santuário do Caraça ginais, entre elas a cama usada por Dom Pedro II e sua esposa Tereza Cristina, quando estiveram no Caraça. ICMS CULTURAL Na recente avaliação (referente ao ano de 2017) divulgada pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), o município conseguiu 31,57 pontos (contra os 17,47 do exercício anterior), ficando em quinto lugar no estado em arrecadação do imposto. Essa é a maior pontuação em oito anos.

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro de 2018 - Página 8 Catas Altas se destaca como polo de resgate das tradições gastronômicas de Minas Gerais Os produtores criaram um coletivo que promove feiras gastronômicas mensais e festivais com produtos artesanais de alta qualidade O “Sabores do Morro” é composto por dez negócios individuais de moradores do Morro D’Água Quente Por Alisson Millo / Interface Comunicacao Nem só de pão queijo e frango com quiabo vive a gastronomia mineira. O estado é reconhecido internacionalmente por sua cozinha farta, rica em ingredientes e preparos. Entretanto, manter viva a tradição não é tarefa fácil e requer esforço coletivo. Neste sentido, uma das regiões que mais se destaca no resgate das raízes da culinária mineira é Catas Altas, a 120km de Belo Horizonte. Localizada aos pés da Serra do Caraça, a região atrai visitantes de todo o país em busca de turismo religioso, de aventura e, claro, da culinária tipicamente mineira. O circuito gastronômico de Catas Altas conta com produtores locais que se dedicam para passar de geração em geração as técnicas que compõem a essência da cozinha do estado. Um exemplo é a produtora de bolos, pães e quitandas Maria Aparecida. Experiente confeiteira, com 15 anos de experiência em bolos de aniversário, ela viu na cozinha mineira uma maneira de encantar os turistas e ampliar os horizontes da culinária do estado. “A maioria dos ingredientes que uso são produzidos e comprados aqui na região. Atendo os moradores da comunidade e vendo bastante para turistas que vem visitar a Serra do Caraça e acabam descobrindo as delícias das quitandas mineiras”, explica Maria Aparecida. Sabores do Morro Os produtores da região estão tão engajados em manter firmes as raízes da culinária mineira que criaram um coletivo que promove feiras gastronômicas mensais e festivais com produtos artesanais de alta qualidade. O “Sabores do Morro”, do qual Maria Aparecida faz parte, é composto por dez negócios individuais de Morro D’Água Quente, distrito de Catas Altas. A feira conta com produtores de pães, como broa e rosca caseira, e geleia; doces, como cocada, pé-de-moleque, casadinhos e cookies; cervejas, licores e vinhos artesanais; queijos de vários tipos; além de mel e sorvetes com sabores típicos da Serra do Caraça, tudo produzido por moradores da região, com ingredientes locais. “A ideia é valorizar o me- lhor da região por meio de encontros gastronômicos com produtos artesanais de alta qualidade. As feiras mensais no distrito atraem visitantes e promovem o turismo na Serra do Caraça. Além disso, geram emprego e renda para famílias que experimentaram a transformação social por meio do trabalho e do resgate das tradições da cozinha mineira”, afirma Luiz Antonio Batista, presidente do coletivo “Sabores do Morro”. Saiba mais Sabores do Morro é um coletivo de dez negócios individuais de Morro D’Água Quente que promove a geração de renda por meio do resgate das tradições da cozinha mineira. O grupo participa do Programa de Empreendedorismo Social Comunitário, uma iniciativa da Fundação Vale e Vale e é apoiado pelo Instituto de Socioeconomia Solidária (Ises), que trabalha na aceleração dos negócios do Sabores do Morro, por meio do fortalecimento de pessoas, organizações e comunidades e da implementação de soluções inovadoras e sustentáveis.

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