Variations et dynamiques langagières

 

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Les textes réunis ici font partie de ceux qui ont été présentés pendant le colloque international de dialectologie et de sociolinguistique (IV-CIDS) à l´Université de Paris Sorbonne en septembre 2016.

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Variations et dynamiques langagières Variações e dinâmicas linguageiras Variations and language dynamics Hommage à / Homenagem a / Tribute to Suzana Alice Marcelino Cardoso Sous la direction de / Organizado por / Organized by : Abdelhak Razky Inès Sfar Olivier Soutet Salah Mejri Université Paris Sorbonne , 2019. Isbn 978-855294628-1

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Variations et dynamiques langagières Variações e dinâmicas linguageiras Variations and language dynamics Hommage à / Homenagem a / Tribute to Suzana Alice Marcelino Cardoso Sous la direction de / Organizado por / Organized by : Abdelhak Razky Inès Sfar Olivier Soutet Salah Mejri Université Paris Sorbonne 2019

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Actes du IV ème Congrès International de Dialectologie et de Sociolinguistique PRÉSIDENTS Salah Mejri (Sorbonne Paris Cité, Université Paris13) Olivier Soutet (Université Paris Sorbonne) COMITÉ D'ORGANISATION 1. Inès Sfar (Université Paris Sorbonne): Président 2. Abdelhak Razky (UFPA/UnB) 3. Belém Priego Sanchez (Université Paris 13) 4. Lichao Zhu (Université Paris 13) 5. Conceição de Maria de Araújo Ramos (UFMA) 6. José de Ribamar Mendes Bezerra (UFMA) 7. Eliane Oliveira da Costa (UFPA) 8. Alcides Fernandes de Lima (UFPA) 9. Fabiane Cristina Altino (UEL) 10. Josane Moreira de Oliveira (UEFS) 11. Doraci Guedes (UFPA) 12. Isamar Neiva (UFBA) 13. Fábio Xavier da Silva Araújo (UFPA) 14. Maria Ivanete de Santana Felix (UFPA) COMITÉ SCIENTIFIQUE 1. Abdelhak Razky (UFPA) 2. Alcides Fernandes de Lima (UFPA) 3. Américo Venâncio Lopes Machado Filho (UFBA) 4. André Clas (Université de Montréal) 5. André Thibault (Université Paris Sorbonne) 6. Antonio Pamies (Universidad de Granada) 7. Aparecida Negri Isquero (UFMS) 8. Lotfi Abouda (Université d’Orléans) 9. Brigitte Buffart-Moret (Université d’Artois) 10. Claude Muller (Université de Bordeaux) 11. Cláudia Regina Brescancini (PUC-RS) 12. Conceição de Maria de Araújo Ramos (UFMA) 13. Dermeval da Hora Oliveira (UFPB) 14. Dinah Maria Callou Isensee (UFRJ) 15. Dominique Caubet (Inalco) 16. Fabiane Cristina Altino (UEL) 17. Fancis Grossman (Université de Grenoble) 18. Foued Laroussi (Université de Rouen) 19. Franck Neveu (Université Paris Sorbonne) 20. Gaston Gross (Université Paris 13) 21. Georges Kleiber (Université de Strasbourg) 22. Inès Sfar (Université Paris Sorbonne) 23. Jacyra Andrade Mota (UFBA) 24. Jean-Léo Léonard (Université Paris Sorbonne) 25. Jean-Philippe Zouogbo (Université Paris Diderot) 26. Jean-Pierre Chambon (Université Paris Sorbonne) 27. Jean-René Ladmiral (ESIT-Paris) 28. João António Saramago (Université de Lisbonne) 29. Joëlle Ducos (Université Paris Sorbonne) 30. Josane Moreira de Oliveira (UEFS) 31. José de Ribamar Mendes Bezerra (UFMA) 32. Maria do Socorro Silva de Aragão (UFPB) 33. Marilucia Barros de Oliveira (UFPA) 34. Olivier Soutet (Université Paris Sorbonne) 35. Philippe Monneret (Sorbonne): Président 36. Pierre-André Buvet (Université Paris 13) 37. Saburo Aoki (Université de Tsukuba) 38. Salah Mejri (Université Paris 13) 39. Sílvia Figueiredo Brandão (UFRJ) 40. Sonia Branca (Université Sorbonne Nouvelle-Paris 3) 41. Stefane Prochazka (Université de Vienne) 42. Suzana Alice Marcelino da Silva Cardoso (UFBA) 43. Vanderci de Andrade Aguilera (UFRJ) 44. Xavier Blanco (Universidad Autónoma de Barcelona) 45. Zammit R. Martin (Université de Malte) _________________________________________________________________ Variations et dynamiques langagières ; dir., Abdelhak Razky, Inès Sfar, Olivier Soutet, Salah Mejri. – Paris, 2019. ISBN 978-855294628-1 1. Linguistique. 2. Dialectologie. I. Mejri, Salah, dir. II. Soutet, Olivier, dir. III. Sfar, Inès, dir. IV. Razky, Abdelhak, dir. V. Título. CDD 410 _________________________________________________________________

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Sommaire Présentation : La variation : du concept à la culture ..................................................... 8 Salah Mejri Phraseologie et traduction : le calque français-arabe dialectal tunisien .....................14 Abdellatif Chekir Variantes sintáticas (padrão e não padrão) em português: representações sociais e atitudes linguísticas de falantes madeirenses ................................................24 Aline Bazenga Catarina Andrade Lorena Rodrigues La prédication proverbiale dans la structuration des discours .....................................39 Anissa Zrigue L’expression des valeurs culturelles dans le système des dénominations en Gouro, langue mandé-sud de Côte d’Ivoire ..................................................................47 Benjamain IRIE Bi Tié A variedade linguística belenense: uma análise entoacional das sentenças declarativas e interrogativas com base no corpus AMPER-Norte ................................56 Brayna Conceição dos Santos Cardoso Regina Célia Fernandes Cruz Albert Rilliard Camila Roberta dos Santos Brito Representação e fronteira: a alteridade no contato linguístico entre brasileiros e haitianos no Rio de Janeiro.........................................................................................69 Débora Costa Telma Pereira Port-Atl (corpus de portuguesismos atlánticos): objetivos y metodología ..................79 Dolores Corbella Metaplasmos por transposição de sons e acento em vocábulos do português brasileiro: uma descrição dos fenômenos a partir do Atlas Linguístico de Pernambuco (ALiPE) ......................................................................................................89 Edmilson José de Sá A toponímia indígena do Maranhão do século XVII e XVIII em relatos de viajantes.........................................................................................................................98 Edson Lemos Pereira Conceição de Maria de Araujo Ramos

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Problèmes de terminologie et de classification en dialectologie : Proposition d'une nouvelle approche.............................................................................................105 El Idrissi Mohamed Publicitês: o jargão na escrita digital...........................................................................117 Elisiane Araújo dos Santos Frazão Veraluce da Silva Lima Um olhar diacrônico nos estudos geolinguísticos do falar cearense..........................127 Fabiana dos Santos Lima Maria do Socorro Silva de Aragão Funcionamento discursivo e reconhecimento terminológico no campo da administração pública da cultura ................................................................................140 Fani Conceição Adorne Construções negativas no português falado no Maranhão: um estudo comparativo entre São Luís e Jamary dos Pretos........................................................147 Flávia Pereira Serra Conceição de Maria de Araujo Ramos Empréstimos Linguísticos em Libras............................................................................158 Francisca Neuza de Almeida Farias Ediane Silva Lima Keity Farias Abi-Ackel A etnoterminologia do quilombo Jamary dos Pretos, Turiaçu/MA ............................168 Georgiana Márcia Oliveira Santos À propos de la prosodie des îles de l’archipel de madère : aplication d’un teste ......179 Helena Rebelo À Michel Contini et Lurdes Moutinho Os fenômenos linguísticos e o ensino na educação de jovens e adultos em Mato Grosso/Brasil ...............................................................................................................190 Helenice Joviano Roque-Faria Universidade de Brasília – UnB Vocabulário dialetal baiano: mais algumas questões de método ..............................203 Isamar Neiva Aspectos da regência gramatical no vernáculo de habitantes de zona rural frente aos falares urbanos...........................................................................................216 Iveuta de Abreu Lopes Rute Aragão Furtado

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Using warm-up activities to teach linguistic variation for the “languages without borders” students at UFPA..........................................................................................229 Ivo Antonio de Matos Cruz Rosana Assef Faciola Le tchèque des étudiants erasmus : un exemple dʼargot scolaire spécifique ............242 Jan Lazar Appropriation du français en contexte plurilingue africain : le nouchi dans la dynamique sociolinguistique de la Côte d’Ivoire ........................................................249 Jean-Baptiste Atsé N’Cho Os recursos fraseológicos na rede social Facebook ....................................................265 Katiuscia Cristina Santana Les séquences figées dans le dialecte tunisien : Le cas des séquences nominales ....279 Leila Hosni As lexias dialetais da variedade linguística maranhense na escrita digital .................289 Letícia Gantzias Abreu Veraluce da Silva Lima Vogais médias pretônicas iniciais no interior paulista: a (não) atuação de variáveis extralinguísticas............................................................................................297 Márcia Cristina do Carmo Codeswitchings como espaços identitários entre macaenses ....................................309 Maria Célia Lima-Hernandes Terminologia da carpintaria naval...............................................................................322 Maria de Jesus Nascimento Quaresma Panorama atual do apagamento das vogais átonas finais [] e [] a partir de dados do português do Brasil e do português de Portugal.........................................333 Maria do Carmo Sá Teles de Araújo Rolo Variação entre futuro do presente, futuro perifrástico e presente com valor de futuro na mídia cearense impressa.............................................................................346 Maria Hermínia Cordeiro Vieira A realização do /S/ pós-vocálico no Amazonas...........................................................360 Maria Luiza de Carvalho Cruz-Cardoso Caracterização prosódica da variedade linguística de Mocajuba (PA) .......................376 Maria Sebastiana da Silva Costa Albert Rilliard Regina Célia Fernandes Cruz

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Por que a web como corpus pode ser usada para identificação de mudança linguística: o caso das expressões fixas.......................................................................387 Milena de Uzeda Garrão A redução dos ditongos nasais átonos na fala dos ludovicenses: um breve estudo linguístico com base nos dados do ALiMA ......................................................394 Nádia Letícia Pereira Silva José de Ribamar Mendes Bezerra Adaptações e transglossia em nomes de esportes: galicismos e anglicismos no Português do Brasil......................................................................................................403 Olandina Della Justina João Batista Lopes da Silva Luís Otávio Teles Assumpção Unidades fraseológicas e paremiológicas no discurso literário de fantasia: estudo de aspectos lexicais e semânticos de neologismos na série Harry Potter......417 Raphael Marco Oliveira Carneiro A alternância das formas pronominais tu, você e o(a) senhor(a) na função de sujeito no Português falado em Cametá – estado do Pará .........................................427 Raquel Maria da Silva Costa O mercado de identidades e representações no contexto da educação bilíngue......441 Robson Carapeto-Conceição Cabula, as marcas identitárias de um quilombo urbano na toponímia soteropolitana .............................................................................................................453 Rosane Cristina Prudente Rose Thioune Valeur illocutoire et effet perlocutoire des proverbes tunisiens ................................463 Sana Abdelhamid Quelle place pour la langue maternelle des élèves : Le cas de l’enseignement/apprentissage des mathématiques dans les écoles bilingues francophones au Liban ................................................................................................470 Sonia Messai-Farkh Wajiha Smaili Crenças de alunos do ensino superior a respeito da heterogeneidade linguística ....482 Taciane Marcelle Marques Variação linguística em avaliações brasileiras.............................................................489 Tatiana Simões e Luna

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Atlas semântico-lexical de Icatu: um estudo do português falado no Maranhão ......503 Thaiane Alves Mendonça José de Ribamar Mendes Bezerra A variação na terminologia do babaçu do Maranhão.................................................512 Theciana Silva Silveira Conceição de Maria de Araújo Ramos Variedades em contato na fronteira entre Brasil e Paraguai......................................522 Valeska Gracioso Carlos Quem quer bala? A divisão dialetal de nascentes revisitada a partir de dados do projeto ALiB .................................................................................................................536 Vanessa Yida A expressão do modo subjuntivo no português falado no Maranhão: o caso das orações com função de advérbio ................................................................................548 Wendel Silva dos Santos Défigement des locutions stéréotypées et le street art .............................................557 Yomna M. Safwat

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Variations et dynamiques langagières| 8 Présentation : La variation : du concept à la culture Les textes réunis ici font partie de ceux qui ont été présentés pendant le colloque international de dialectologie et de sociolinguistique (IV-CIDS) à l´Université de Paris Sorbonne en septembre 2016. Le reste des contributions fera l’objet d'une autre publication. L´extrême variété des questions traitées témoigne de l’importance de la dynamique langagière, abordée sous des angles différenciés mettant en relief chaque fois un aspect jugé pertinent pour l’analyse. Se dégagent de tous les textes les orientations générales suivantes : - L'ensemble des variations que les langues connaissent relèvent de la troisième articulation du langage1, c'est-à-dire les unités lexicales qui sont douées d'une autonomie leur permettant d'assurer une fonction dénominative - fonction sémiotique par laquelle l’humain s’assure la manipulation des symboles linguistiques, qui sert de socle à la cognition humaine -, une telle manipulation étant l'une de ces fonctions cognitives les plus évoluées, que sont "la planification des séquences d'actions complexes, le langage, la capacité d'abstraction ou le raisonnement symbolique”2. Ces trois derniers éléments (langage, abstraction et raisonnement symbolique) se trouvent concentrés dans les unités lexicales. Ce n'est ni au niveau du phonème (1ere articulation) ni à celui du morphème (2e articulation) que l'abstraction s'effectue, les deux étant des unités obtenues a posteriori par le biais de l’analyse des linguistes des séquences discursives réalisées. Il serait plausible d’imaginer que l'homme primitif aurait d'abord réalisé des séquences phoniques qu'il aurait probablement enrichies au fur et à mesure que son répertoire linguistique a évolué. Selon Jacques François (2017), aux cris inarticulés succéderaient des formes monosyllabiques. Nous pensons que le langage a atteint la complexité qu'on connaît avec l'évolution vers la 3ème articulation. Si la 1ère et la 2ème articulations ont respectivement des pertinences phonologique et sémantique, la 3ème articulation apporte à la langue une nouvelle dimension par laquelle le code linguistique s'affranchit de l'inarticulé où il a pris naissance. De nouvelles fonctions essentielles sont à retenir : l'unité lexicale est une unité autonome, 1 Pour plus de détails sur la triple articulation des langues, cf. Mejri 2017 et 2018. 2 Cf. Romain Ligneul et Francesca Merlin 2018.

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Variations et dynamiques langagières| 9 pouvant constituer à elle seule un énoncé complet ( allô!, halte!, stop!, etc.) ayant une fonction pragmatique3 comme c'est le cas dans les exemples cités, ou signalétique4 comme dans le cas des désignations de tableaux de peinture, de marchandises5 ; elle se distingue des unités des deux autres articulations par un contenu grammatical (nom, verbe, adjectif, adverbe...) lui permettant de se combiner avec d'autres unités de la même articulation pour former une infinité d'énoncés, qu'ils soient phrastiques ou non. L'ensemble des textes regroupés dans cet ouvrage situent leur analyse à ce niveau qui intègre naturellement les unités inférieures que sont les phonèmes et les morphèmes; - Plusieurs contributions pointent un aspect prédominant dans les langues, celui du figement, phénomène intrinsèque au fonctionnement des langues vivantes : toute langue, servant de moyen de communication pour une communauté, finit par engendrer des séquences polylexicales et fixe des significations nouvelles dans les unités monolexicales. Seules les langue mortes en sont incapables. On peut considérer à juste titre que figement et polysémie sont deux aspects intimement liés dans la dynamique des langues. À l’origine de ces deux phénomènes l’intervention de deux principes inhérents au fonctionnement des langues, celui de la congruence et de la fixité6. Le principe de congruence gouverne les combinaisons lexicales appropriées qui favorisent des transferts et des interactions sémantiques dans leur combinatoire syntagmatique : plus les combinaisons sont congruentes, plus elles sont appropriées, plus elles sont idiomatiques. Intervient alors le principe de fixité qui se décline sous la forme de nouvelles significations des unités monolexicales ou sous la forme d’unités polylexicales fonctionnant globalement. Les dicionnaires sont les premiers ouvrages à avoir saisi le croisement de ces deux phénomènes, la polysémie et la polylexicalité7, dont ils essaient de render compte tant bien mal. Tous les textes traitant de la combinatoire lexicale déclinent chacun l’un des aspects de ces deux principes; - Les deux principes sont également à l'origine de deux expressions différentes et complémentaires de la dynamique langagière : la lexicalisation et la grammaticalisation. La 3 Cf. Xavier Blanco et Salah Mejri 2018. 4 Bernard Bosredon 1997. 5 Encore faut-il rappeler que ces deux fonctions, la dénomination et l’acte de langage, sont des fonctions premières du langage humain. 6 Inès Sfar et Pierre-André Buvet (dir.) 2018. 7 Salah Mejri (dir.), 2003.

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V a r i a t i o n s e t d y n a m i q u e s l a n g a g i è r e s | 10 première prend en charge la fixité de contenus sémantiques dits “pleins” ; la seconde, la fixité de contenus grammaticaux servant à la structuration des énoncés par le biais des unités lexicales qui leur prêtent leur forme. Si les travaux portant sur la phraséologie privilégient la lexicalisation, il n’en est pas de même pour la grammaticalisation qui est souvent traitée à part. Nous pensons qu’il est contreproductif de les séparer. Plusieurs études sur le figement, portant notamment sur les connecteurs, montrent clairement que la grammaticalisation n’est pas qu’un phénomène diachronique ; la synchronie témoigne de changements à l’oeuvre dans l’usage courant de la langue; - On en arrive au concept de variation dont l’emploi est relativement flou. Il réunit, selon l’emploi qu’on en fait, la présence d’au moins deux signes qui renvoient au même concept, et les différentes transformations que peuvent subir les mêmes signes tant sur le plan formel que sur celui du contenu. Cette dernière conception présente la particularité d’être au coeur même du fonctionnement langagier : tout dans la langue varie dans l’emploi courant qu’en font les usagers. Tout subit la pression de toutes les fluctuations individuelles et collectives qui laissent régulièrement des traces à tous les niveaux du système linguistique, que cela prenne la forme de disparitions, de créations ou de modifications plus ou moins importantes. Il s’agit donc d’une variation qui est en réalité le résultat de l’action de facteurs internes à la langue (l’impact de l’interaction entre les éléments concaténés au niveau de la chaîne syntagmatique) et de celle de facteurs externes qui interviennent indépendamment de la vonlonté des locuteurs (l’appartenance géographique, sociale, ethnique, culturelle, etc.). C’est là qu’intervient la variation dans le sens premier. Là aussi on relève des invariants qu’on retrouve dans les différentes manifestations et des spécificités cantonnées dans des sphères d’emploi bien délimitées. La dialectologie et la sociolinguistique construisent leur objet et leurs édifices méthodologiques sur l’opposition entre le fixe et le mobile, le “variant” et l’invariant, le commun et le spécifique selon que les sphères sont de nature géographique ou sociale. Dans les deux cas de figure, les mêmes mécanismes linguistiques sont à l’oeuvre. Nous en retenons les trois suivants: . le mode de catégorisation et de conceptualisation du monde par le biais du langage: les locuteurs, quels qu’en soient le statut, l’âge, l’origine géographique et l’appartenance ethnique, construisent des catégories à partir de la discrimination de certaines portions de l’environnement ( entendu dans le sens le plus large du terme,

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V a r i a t i o n s e t d y n a m i q u e s l a n g a g i è r e s | 11 qu’il soit naturel, culturel, philosophique, mythique, virtuel, etc.) agencés en traits conceptuels. Par la dénomination, ils créent des unités lexicales qui leur servent de contreparties symboliques du monde pensé. Cette catégorisation est la phase prélinguistique nécessaire à l’acte néologique illustré d’une manière courante par le domaine terminologique. L’association du signifié, dont le contenu sémantique dérive du contenu conceptuel élaboré lors de l’opération de catégorisation, et d’un signifiant, choisi spécialement pour ce signifié, se fait d’une manière durable et scelle ainsi le pacte sémiotique sans lequel il n’y a pas de fonction symbolique possible; . Les profils dénominatifs dont le signifiant polylexical représente une trace indélébile dans le lexique de la langue : pour s’en convaincre, il suffit de comparer les différentes manières de dénommer la même catégorie conceptuelle, qu’il s’agisse d’un objet concret ou abstrait, dans différentes langues, différents dialectes ou différents lectes socio-professionnels. Cette trace signifiante porte en elle-même le parcours dénominatif qui peut impliquer entre autres des mécanismes sémantiques particuliers comme la métaphore, la métonymie, la synecdoque, les inférences de toutes sortes, etc. Qu’on compare les dénominations suivantes de la pluie en brésilien: chuva de pedra, chuva de flores, chuva que berra, chuva de granizo; . Le contact des langues, des dialectes et des lectes socio-professionnels: la coexistence entre les langues d’une manière générale et les lectes en particulier produisent des changements substantiels qui servent de marqueurs idiomatiques très puissants. Le recours plus ou moins important à l’emprunt sous toutes ses formes (emprunts lexical, phonétique morphologique, sémantique, syntaxique, etc.) enrichit la langue et participe historiquement à la constitution de différentes couches de chaque variété, couramment évoquées en termes de substrats, adstrats et superstrats. Découlent des modes de catégorisation, des profils combinatoires et de contact des langues des contenus culturels dont les langues sont chargées. À entendre par contenus culturels des éléments sémantiques impliquées par les signes linguistiques. Ces contenus sémantiques peuvent prendre différentes configurations: des marques d’usage, d’appartenance régionale, ethnique ou sociale ; des connotations de toutes sortes ; des stéréotypes rattachés à l’emploi des mots, etc. Les unités lexicales, quelle qu’en soit la

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V a r i a t i o n s e t d y n a m i q u e s l a n g a g i è r e s | 12 forme, servent de vecteurs à de tels contenus. Mais certains sont plus marqués que d’autres. Cela dépend des domaines et des réseaux lexicaux et sémantiques dans lesquels les unités concernées sont impliquées. Des thématiques universelles véhiculent une grande charge symbolique ; nous en retenons tous les tabous, les interdits, la mort, etc. D’autres sont particulières à des groupes et communautés linguistiques. Mais indépendamment des groupes sociaux et des thématiques, il existe des formes lexicales qui servent de lieu privilégié à la fixation dans la langue de croyances partagées, de stéreotypes, de traces de patronymes et de toponymes, etc. Il s’agit des unités polylexicales qui se caractérisent par une conceptualisation et une dénomination qui passent par le discours. C’est pourquoi elles trahissent la manière dont les profils dénominatifs ont été conçus. Parmi ces formes, une place spéciale est accordée aux séquences autonomes qui s’inscrivent dans la langue telles quelles et qui sont reproduites dans leur intégralité: proverbes, dictons, devises, aphorismes de toutes sortes sont autant d’unités phrastiques qui piègent des manières d’être, des visions du monde, des règles de vie, des représentations diverses et variées qui s’activent dès qu’on les emploie dans le discours. On pourrait y ajouter toutes les formules et expressions qui se transforment, une fois employées, en actes de langage8 que Maurice Kauffer considère comme des actes de langage stéréotyés. Les pragmatèmes9 sont un autre type de séquences dont l’emploi est fortement contraint par des éléments de la situation d’énonciation. Un seul exemple suffit à illustrer ces contraintes d’emploi, celui des formules de politesse10. Comme on le voit, la variation, loin d’être un épiphénomène langagier, est au coeur de la dynamique langagière : elle est la manifestation des pressions régulières de l’usage des langues vivantes, de l’adaptation des usages aux exigences des besoins en nouvelles dénominations et une meilleure expressivité. Une telle dynamique est corrélée à des mécanismes profonds qui gouvernent le fonctionnement du système linguistique comme les principes de congruence et de fixité, ce qui transforme continuellement la langue et l’enrichit par des apports formels et sémantiques qui lui garantissent son originalité et son idomaticité. 8 Maurice Kauffer (2018) 9 Mel’uk (2011) ; Blanco et Mejri (2018) 10 Mejri (2017)

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V a r i a t i o n s e t d y n a m i q u e s l a n g a g i è r e s | 13 Du concept à la culture, les langues retracent la trajectoire universelle par laquelle la cognition humaine construit ces outils symboliques qui servent non seulement à assurer la médiation entre le monde et les humains mais qui, grâce à leur autonomie en tant que créations auto-régulées, conditionnent la vie en société et participent à l’harmonie sociale. Sans verbe, le chaos n’est pas loin. Avec le verbe, on essaie de le piéger dans les mots. Salah Mejri (TTN) Sorbonne Paris Cité – Université de Paris 13 Éléments bibliographiques Blanco Xavier et Mejri Salah 2018, Les pragmatèmes, Classiques Garnier, Paris. Bosredon Bernard 1997, Les titres de tableaux. Une pragmatique de l’identification, PUF, Paris. François Jacques 2018, La genèse du langage et des langues, Sciences Humaines et sociales Éditions. Kauffer Maurice (2018), “Réflexions sur les actes de langage en phraséologie”, Français moderne, 86ème année, n°1, CILF, Paris, pp. 69-82. Ligneul Romain et Merlin Francesca 2018, “Évolution et cognition”, in Thérèse Collins et al. (dir.), La cognition. Du neurone à la société, Gallimard, Folio, Paris, p.226. Mejri Salah (dir.) 2003, “Polysémie et polylexicalité”, Syntaxe et sémantique, n°5, Presses Universitaires de Caen, Caen. Mejri Salah (2017), Les formules de politesse et de présentation, Garnier, Paris. Mejri Salah (2018), “Les pragmatèmes et la troisième unité de langage”, Verbum, XL, n°1, pp.7-19. Mel’uk Igor (2011), “Tout ce que nous voulions savoir sur les phrasèmes, mais..”, Cahiers de lexicologie, n°102, Classiques Garnier, Paris, pp.129-149. Sfar Inès et Buvet Pierre-André (dir.) 2018, La phraséologie, entre congruence et fixité, Academia, l’Harmattan, Paris.

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V a r i a t i o n s e t d y n a m i q u e s l a n g a g i è r e s | 14 Phraseologie et traduction : le calque français-arabe dialectal tunisien Abdellatif Chekir11 Résumé Le contact entre le français et l’arabe favorise le transfert d’expressions préfabriquées d’une langue à l’autre. Certaines expressions constituent des calques intégraux puisqu’elles sont traduites dans leur totalité. D’autres expressions engendrent des calques hybrides parce qu’elles restituent certains lexèmes spécifiques à la langue de départ. Toutefois, au cours de ce transfert, certaines expressions restent fidèles au patron de départ alors que d’autres s’en écartent pour s’adapter au système linguistique de la langue d’arrivée tant au niveau morphologique que phonétique et syntaxique. Mots clés : Dialecte. Calque. Expressions figées. Transfert. Hybride Abstract The contact between French and Arabic favors the transfer of set expressions from one language to another. Some expressions result in complete calques, as they are translated in their entirety. Other expressions generate hybrid calques because they reproduce certain lexemes specific to the language of origin. However, in the process of this transfer, certain expressions remain faithful to the original language, while others deviate from it in order to adapt to the linguistic system of the target language, at the morphological, phonetic as well as the syntactic levels. Keywords: Dialect. Calque. Idiomatic expressions. Transfer. Hybrid. Introduction La proximité géographique et l’histoire commune ont favorisé le contact entre le français et l’arabe tunisien et l’influence réciproque d’une langue sur l’autre. Cette interférence se manifeste à travers l’alternance codique car le locuteur tunisien intègre fréquemment des mots français dans l’échange verbal, mais également à travers l’emprunt dans toutes ses formes. En effet, à force d’être employés, certains lexèmes et certaines expressions empruntés au français s’infiltrent et finissent par s’incorporer dans le dialecte tunisien. Cependant ces deux formes d’emprunt n’ont pas le même fonctionnement. Si l’emprunt 11Université de Carthage, Institut Supérieur des langues de Nabeul ; chqirlotfi@yahoo.fr

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