Revista Som #24

 

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Titãs: Revolução em três atos. Edição 24 da Revista Som!

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EXPEDIENTE Edição Anderson Oliveira anderson@revistasom.com.br Digramação Anderson Oliveira Programação Anderson Oliveira 3 2 MATÉRIA PRINCIPAL - A DISTOPIA DRAKE Para sugestões, críticas e mais informações, fale conosco: contato@revistasom.com.br www.revistasom.com.br facebook.com/revistasom twitter.com/revistasom instagram.com/revistasom A gente gosta de falar de música! 02 2 8ENTREVISTA TITÃS 2 0 ENTREVISTA WILKO JOHNSON 04 LANÇAMENTO - BACO EXU DO BLUES

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12 ENTREVISTA: TONY MACALPINE 5 8RAKTA GHOST CADA VEZ MAIS REAL 5 0 GHOST - UM FANTASMA CADA VEZ MAIS REAL 11 ERASMO CARLOS: ELE É AMOR 16 AMOR & MÚSICA & MARIA RITA 24 BUDDY GUY - O BLUES NUMA PIOR? 38 BETO PEREZ - O HOMEM QUE INVENTOU A ZUMBA 08 BIXIGA 70 ORGANISMO VIVO 60 TAIS ALVARENGA COMPLETA 07 PSILOCIBINA 27 DISCO ESTRANHO 4 2 MEMÓRIA: THE MISENDUCATION OF LAURYN HILL 4 6A QUÍMICA DE ROBERT GLASPER 03

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Em um disco que tem tudo para se tornar divisor de águas não só para a carreira do jovem rapper baiano, mas para o gênero em si, Baco Exú faz de Bluesman, seu segundo álbum, um manifesto alto e claro contra o racismo em tempos onde uma onda conservadora luta para reescrever a história. por Anderson Oliveira Preste muita atenção antes de apertar o “play” e começar a ouvir Bluesman, segundo lançamento da carreira de Baco Exu do Blues! Todos sabem e nunca foi segredo que o rap teve uma função social similar ao punk, mas estamos diante de um disco especial, que pode ser considerado um manifesto definitivo contra o racismo e que supera – de longe – o já ótimo Esú, CD de estreia de Baco lançado em 2017. De início arrebatador, com direito a um sample de Mannish Boy, clássico de Muddy Waters, o artista baiano vai direito ao ponto. “Eu sou o 04 primeiro ritmo a formar pretos ricos / O primeiro ritmo que tornou pretos livres”. Sim, estamos falando do Blues, mas isso vai muito além do gênero revelado em W. C. Handy na primeira década do século XX. Aprofundando seu discurso, Baco mostra que, tal qual o blues, diversos movimentos musicais só se tornaram “populares” após a aceitação da sociedade branca, escancarando uma onda de racismo que é descrito de forma tão clara que o choque é inevitável em menos de 2 minutos de disco. Mas o manifesto de Baco vai muito além da questão musical. Certeiro – e extremamente agressivo – em seu discurso, o rapper escancara uma enormidade de clichês da sociedade que clamavam por um porta-voz à altura do absurdo que é narrado. “Eles querem um preto com arma pra cima / Num clipe na favela gritando cocaína / Querem que nossa pele seja a pele do crime / Que Pantera Negra só seja um filme”, dispara ainda na faixa que dá início ao disco. E não é um desabafo. Em Bluesman Baco não lamenta a situação em que se encontra, mas exprime o sentimento de revolta em ver até onde isso tudo chegou e como, absurdamente, tentase pregar a ideia de ausência de racismo em um dos países com mais casos de intolerância no

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05 Créditos: Divulgação

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no mundo. Com participações bastante interessantes, caso do trio curitibano Tuyo, em Flamingos, uma das mais belas faixas do disco, Baco não é só revolta. Sem se alimentar do ódio, mostra que o rap pode ir muito além das mazelas sociais, mas como instrumento de reflexão nas mais variadas condições do ser humano. Tim Bernardes, outra revelação da música nacional, dá as caras em Queima Minha Pele, outra canção que prima pela melodia e serve de contraponto em um disco curto, mas tão direto que certamente assusta àqueles que passaram a ver o rap somente como entretenimento. Um dos principais motes de Bluesman é, sem dúvida, a capacidade de Baco em associar temas tão pesados e profundos com elementos de cultura pop. Maior trunfo do rap moderno, a capacidade em trazer para o centro o que antes parecia limitado à periferia dos grandes centros proporciona uma reflexão muito maior. É também essa a questão que o próprio Mano Brown levanta em relação à seminal obra de seu grupo, o Racionais MCs, no século XXI. com embasamento bem pavimentado, abrindo os olhos de quem está disposto a ouvir com atenção cada verso. Um trabalho fácil diante de um disco atual, mas com problemas do passado se desenhando para um futuro tão nebuloso. Em seu auge criativo, Baco surge já aos 45 do segundo tempo de 2018 com um disco que precisa ser ouvido. Mais que isso, precisa de atenção para que possa gerar a reflexão necessária em quem ainda tem dúvida sobre a triste realidade em que vivemos. E em Bluesman tudo está claro, mas se há duvidas basta se atentar aos versos em que o rapper baiano exalta “Tudo que quando era preto era do demônio / E depois virou branco e foi aceito eu vou chamar de Blues / É isso, entenda Jesus é blues”. Última faixa de Bluesman, BB King é mais que a referência ao ídolo-mór do Blues, mas o compêndio de uma história que não pode ser mudada nos livros de história. “Só eu posso me descrever / Vocês não têm esse direito / Não sou obrigado a ser o que vocês esperam / Somos muito mais! / Se você Promovendo o novo álbum, Bluesman, Baco disponibilizou um curta-metragem de oito minutos protagonizado pelo ator Kelson Succi e que tem como trilha sonora três faixas do álbum, a direção é de Douglas Bernardt. Créditos: Divulgação Abusando das conexões, Baco apresenta em faixas como Minotauro de Borges referências que ao serem dispostas em suas composições apresentam o tamanho do paradoxo que é o racismo. E assim se cruzam Usain Bolt e Beethoven, Kanye West e Jack Kerouac. Tudo não se enquadra ao que esperam / Você é um Bluesman”! É desabafo. É um misto de Malcom X com Lutherking. É Baco Exu De do BBBlueKsin. g• com um Pantera Negra. 06

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Créditos: Divulgação Assista ao documentário Gimme Shelter, dos Rolling Stones, que conta a história do fatídico show de Altamont, nos EUA. Nesse mesmo documentário preste atenção em uma placa na entrada do show. Um jovem anuncia a venda de diversas substâncias, uma delas é a psilocibina, enteógeno popular por efeitos similares ao LSD. Agora avance quase 50 anos, já em 2018. É aqui que a psilocibina retorna, não como substância química, mas como um power trio que sabe como poucos beber da cena que popularizou a substância que deriva seu nome e que dá título ao seu primeiro álbum, lançado pela Abraxas. Formado por guitarrista Alex Sheeny, o baterista Lucas Loureiro e o baixista Rodrigo Toscano, o Psilocibina é mais um dos bons nomes que surgem nessa que parece ser a cena mais sólida do rock nacional nos últimos anos. Sem nenhum apreço pelos formatos pop, o grupo apresenta em seu álbum de estreia uma energia impressionante, impossível de ser ignorada. Natural do Rio de Janeiro, o Psilocibina fortalece um movimento que cada vez mais abraça a contramão do rock nacional. Mergulhando no passado de riffs e distorções, agrega elementos eletrônicos e sintetizadores para não deixar ninguém alheio ao seu som, tal qual a substância que faz referência em seu nome. Presente em turnês da produtora Abraxas em 2018, o Psilocibina cava seu lugar na preferência dos fãs de Stoner Rock muito além do RJ. Em SP, abriu para os americanos do Earthless. Primando pela intensidade, o disco de estreia do grupo é feito para ser ouvido no mais alto volume, agregando ao seu rock tão sólido elementos que vão do jazz aos ritmos étnicos, deixando de lado a nostalgia e apostando em uma identidade que parece definir a cada dia mais a curta história do grupo, que fez seus primeiros shows em 2017. Disponível em todas plataformas, está na internet e não é ilegal como a substância que lhe dá nome, mas os efeitos... Se informalmente fala-se que “a viagem que você tem ao experimentar um enteógeno é a que você merece ter”, acredite... ou melhor, Supernova 3o3u3ç3a..f.afiaxazsbecmom. AobLreSDa,mTerónpteic!o•s ou 07

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Um dos nomes mais expressivos na música brasileira durante os últimos anos, os paulistas do Bixiga 70 lançam Quebra-Cabeça, seu quarto trabalho de estúdio, e mostram que a cultura brasileira e africana sempre caminharam lado a lado no melhor disco de uma carreira em ritmo de evolução. por Anderson Oliveira 08

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Não se trata apenas de discípulos de Fela Kuti, lendário músico e ativista nigeriano, maior representante maior do afrobeat. Mas de discípulos de Luiz Gonzaga, Gilberto Gil e tantos outros que souberam como poucos sintetizar a influência da música africana com as raízes brasileiras. E baseado nessa feliz fusão nasceu em 2018 o espetacular Quebra-cabeça, quarto disco do Bixiga 70. Mais experimental que outrora, o novo álbum da big band vai do jazz ao forró, do ska ao afrobeat e do reggae ao funk pronto para fazer dançar, mas sempre com uma mensagem a dizer. Disposto a romper de vez qualquer barreira capaz de delimitar seu horizonte, o Bixiga 70 fez show de lançamento em São Paulo, no SESC Pompeia, com ingressos esgotados) pronto para se consolidar como um dos mais inventivos nomes da música brasileira no século XXI. E conseguiu. Muito além do que criatividade, a música do grupo paulista é fruto de uma imersão musical milimetricamente desenhada, fundindo expressões e movimentos artísticos até então díspares. Outrora visto como um braço da 09 Créditos: Divulgação

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música africana no Brasil, o som do grupo agora mostra personalidade própria, surpreendendo em um disco que certamente deve figurar entre os melhores do ano. Lançado pela Deck e composto por 11 faixas, Quebra-Cabeça é um verdadeiro furacão em forma de música. Dividindo bem o protagonismo da banda, formada por Cris Scabello (Guitarra), Cuca Ferreira (Saxofone Barítono e Flauta), Daniel Nogueira (Saxofone Tenor e Flauta), Daniel Gralha (Trompete), Décio 7 (Bateria), Douglas Antunes (Trombone), Marcelo Dworecki (Baixo), Mauricio Fleury (Teclados e Guitarra) e Rômulo Nardes (percussão). No primeiro single do disco, a faixa-título ganhou clipe funciona como um organismo que ganha vida a partir da música. E se você se deixa contagiar, fica difícil ignorar o swing proporcionado por uma cozinha e naipe de metais tão bem construído como o do Bixiga 70. Sem se repetir, Quebra-cabeça proporciona diferentes sentimentos, ainda que ambos desaguem em um verdadeiro baile quando apresentado. Não se trata de uma viagem ao Formado há 10 anos, Bixiga 70 coleciona participações em festivais como Glastonbury, North Sea Jazz Festival, Roskilde, Womex, Jazz à Vienne, Womad Australia/Nova Zelandia, entre outros - Créditos: Divulgação 10 Lançado em CD e vinil, Quebra-cabeça teve produção musical assinada por produtor Gustavo Lenza (Curumin, Céu e Lucas Santtana) e também pode ser ouvido nas mídias da banda, como o Bandcamp - Créditos: Divulgação continente africano, tão bem desenhado nos primeiros lançamentos da banda, mas por uma viagem ao mais profundo Brasil e nos mais longínquos pontos do globo. É quando se mostra notável o estudo realizado pelo grupo ao construir um disco que passa longe da sensação de ser uma colcha de retalhos. Tudo se une como uma teia, tendo o grupo em seu centro. Repleto de destaques, o disco apresenta faixas como Primeiramente, Ladeira e 4 Cantos como alguns dos vários bons momentos de um disco, feito para ser ouvido sequentes vezes. Mais do que nunca, a música do Bixiga 70 escancara de vez um mundo globalizado, mas colhendo dele sempre o melhor de cada canto do globo. Reflexo disso é a apresentação em setembro que a banda fará em São Paulo ao lado de um artista africano em um... festival de jazz. Sem coadjuvantes e exalando a nata da música mundial, o Bixiga 70 justifica o respaldo internacional e dá um passo decisivo para se tfaozrnpaarrutem. aVibdaanldoangreafearoênBcixiaigpaa7ra0!a•geração que

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ERASMO CARLOS ...ele é amor por Anderson Oliveira Vivemos tempos sombrios. Polarização, extremismo e uma falta de perspectiva permeia a vida de um povo que se tornou notável no mundo justamente pela força de seu sorriso. Por isso falar de amor é mais do que necessário na atualidade. E ninguém melhor que Erasmo Carlos, que lançou em 2018 seu 31 º álbum, Amor É Isso. Diferente do intenso Erasmo Rock and Roll Carlos ou da sensualidade de Sexo, o novo trabalho do eterno Tremendão não abandona o rock que o consagrou, muito pelo contrário, dá uma aula de harmonia em meio a um punhado de composições que emocionam do início ao fim de um trabalho que pode ser definido como sereno. Descolado, Erasmo se mostra antenado ao que lhe cerca em Termos e Condições, que teve a participação de Emicida e é responsável por alguns dos melhores momentos do disco. Sereno, Erasmo assume seu protagonismo e faz de cada faixa um ode ao amor e ao otimismo, caso de Minha Âncora, outra que é impossível passar indiferente. Amor – na voz de Erasmo – é isso! O amor pela mulher, o amor pelo próximo, pela vida, pelo sol e pela música! Tão representado na faixatítulo do disco, esse sentimento muitas vezes invocado de forma piegas ganha forma sem se perder na banalidade nos faz lembrar de como o amor desapareceu de nossas vidas em tempos tão sombrios. Mais que um aspirante a clássico da carreira, Amor É Isso tem uma função social maior que vai muito além da música. Inspirado em outra pérola do repertório do músico carioca, “Carlos, Erasmo”, de 1971, força uma reflexão. Não é só um disco para ouvir, mas para sentir. Não faltam destaques. Novo Love, Acareação existencial e Não existe saudade no cosmos, com letra de Teago Oliveira, são só algumas das que merecem o sagrado “repeat” durante uma audição cuidadosa. Com composições de alguns dos maiores nomes como Dadi Carvalho, Adriana Calcanhotto e Samuel Rosa, Amor É Isso é especial também por retomar a parceria de Erasmo com Arnaldo Antunes e Marisa Monte, hoje no colosso Tribalistas, além de Nando Reis. Esse gigantismo mostra que o objetivo com o álbum não era só ser mais um trabalho , mas um projeto que tinha consciência de sua função social. Tal qual nomes como Bruce Springsteen, Erasmo pode não ter hoje tamanho respaldo comercial diante de um dinamismo tão grande na mquúesiécap,remcaissosauma omrapracraaevsivtáerl.áEcAommooruÉmIsrseofú!g•io para quem esqueceu Créditos: Divulgação 11

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entrevista 12 Créditos: Divulgação

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Umdosmaioresnomesdaguitarramoderna, Tony MacAlpine é também pioneiro no conceito de “discos de guitarristas” ao lado de nomes como Steve Vai e Joe Satriani. Dono de uma extensa carreira solo e integrante de inúmeros supergrupos, o guitarrista encontrou tempo para falar com a Revista Som enquanto divulga seu último álbum, Death of Roses! por Anderson Oliveira 13

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A construção de um legado Tony MacAlpine: Agradeço todos os dias por tudo o que conquistei. Tenho alguns bons anos no mundo da música que acabaram se transformando em um catálogo /repertório que me permite elaborar shows com uma grande variedade de estilos e músicas, incluindo improvisos para serem realizados ao vivo. Preparar um show hoje é simples e ao mesmo tempo complexo, muitas coisas são levadas em consideração quando visito certos países. Atualmente tenho excursionado ao lado do incrível baterista Gergo Borlai e o super groove do baixista Peter Griffin, então a única certeza é de que sempre nos divertimos ao vivo! A relação técnica x feeling Tony MacAlpine: Minha maneira de compor música é talvez um resultado direto do estudo de piano e, claro, do pedagogo. Eu nunca vi a construção de músicas instrumentais como vitrines para o violão, mas sim como pequenos interlúdios sinfônicos pelos quais o violão é parte da mecânica da expressão. Os fundamentos relativos da música, como solos e tempos, são de fato uma segunda natureza para o aspecto geral do que estou tentando alcançar (musicalmente falando, claro). As músicas têm que permanecer interessantes para mim muito tempo depois de terem sido compostas. Sempre ter uma vida útil longa e serem independentes das restrições de modismos de época. O dinamismo na produção de álbuns instrumentais Tony MacAlpine: Toda a construção da música contemporânea se tornou mais produtiva e simplista com a inclusão de computadores na vanguarda da gravação de áudio. Com isso em mente, estamos mais conectados ao público e temos a capacidade de responder às suas demandas e solicitar rapidamente. Hoje é muito mais fácil regravar uma faixa e alterar os vários elementos de uma música ou de um álbum inteiro. Quando eu compus os dois últimos lançamentos eu estava gastando bastante tempo fazendo shows ao vivo. Isso é muito importante também e é parte integrante do processo de criação de música de hoje. 14 O projeto CAB (com Bunny Brunel, Dennis Chambers e Brian Auger) Tony MacAlpine: Durante os anos que realizamos o CAB (com Bunny Brunel, Dennis Chambers e Brian Auger) nos divertimos muito interagindo musicalmente com nós mesmos e, curiosamente, falamos sobre a gravação de outro CD da CAB em algum momento no futuro. No entanto, todos nós nos tornamos tão ocupados com muitos outros projetos que não conseguimos juntar tudo isso. Estou muito feliz por termos tido o tempo que fizemos para trazer essas músicas à vida, especialmente o lançamento do Theatre de Marionettes. Gravar com o lendário tecladista, pianista e compositor Chick Corea foi uma grande diversão musical e foi tudo isso foi muito mágico. Ambas as sessões, se você as comparar, foram feitas de maneira muito diferente. Por exemplo, nós fizemos pré-produção nos primeiros álbuns do CAB juntos como uma banda... mas o Theatre de Marionnettes era muito diferente! Lançado em outubro, Death of Roses é o primeiro álbum do guitarrista desde que ele se recuperou de um câncer. Composto por sete faixas, dá título à nova turnê do guitarrista - Créditos: http:// tonymacalpine.com/

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Tony MacAlpine em ação durante a turnê de divulgação do álbum Death of Roses - Créditos: facebook.com/tonymacalpineofficial A música instrumental e sua mensagem Tony MacAlpine: Quando eles dizem “música é a linguagem universal” a mensagem não exclui a música instrumental. A música instrumental possui uma linha lírica, assim como as letras escritas das canções vocais incorporam uma linha de música. Eu sempre senti muita força na letra não escrita porque eu sempre posso fornecer minha própria interpretação para a peça e também acho que eu posso ouvir muito mais tempo a música instrumental. Não que eu não tenha certas músicas com letras que eu não amo, mas aquelas músicas instrumentais, puramente sem vocais, nunca seriam as mesmas se fossem mudadas! Elas são o que são. Em outras palavras, você não vai a uma pizzaria para comer sushi! A música instrumental brasileira Tony MacAlpine: O Brasil tem um passado tão vasto e histórico na música e isso é muito bom, embora eu não tenha um grande conhecimento sobre ela. Depois de de estar imerso na música desde 5 anos, eu sabia com certeza o que eu queria estudar e o que me pareceu interessante. No entanto, eu diria que quando se trata de ver música ao vivo, nada substitui estar em outro país que não é meu e experimentar um show local ao vivo. Esta é, por exemplo, é uma das coisas que eu gostaria de incluir em minhas viagens e turnês como as que realizo pelo Brasil. A ligação com a guitarra Tony MacAlpine: Há momentos que vivi no mundo da música que são extremamente importantes para mim, assim como acontece com um estudante de artes que deve revisitar certas obras constantemente. Ter a condição de construir um caminho natural para a expressão de meu instrumento é de grande importância para minha história. Eu não gosto de condições desconfortáveis na música e desejo a abordagem mais consistente para conseguir isso. Você sabe que estar livre da mente é um grande passo na direção certa para fmunimd,aeméenctlaalroneqsuseanduinrecçaãpoe. r•der o amor é passo Capa de Death of Roses, lançado em 2018 - Créditos: Divulgação 15

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