Pátria Mãe Gentil

 

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Agradecimentos É preciso agradecer o apoio e o engajamento dos seguintes parceiros, pois sem eles os resultados não seriam alcançados: - Ministério da Justiça e Segurança Pública; - Ministério da Defesa; - Ministério das Relações Exteriores; - Ministério da Educação; - Ministério do Trabalho; - Ministério da Saúde; - Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; - Ministério da Integração Nacional; - Ministério dos Direitos Humanos; - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; - Organização Internacional para as Migrações (OIM); - Organização Internacional do Trabalho (OIT); - Organização Pan-Americana da Saúde / Organi- zação Mundial da Saúde (OPAS/OMS); - Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres); - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud); - Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); e - Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Aldeias Infantis SOS Brasil; Associação Antonio Vieira (ASAV); Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil); Casa Miga; Casa de Passagem Terra Nova; Cáritas Arquidiocesana de Manaus; Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro; Caritas Arquidiocesana de São Paulo; Cáritas Brasileira; Cáritas Brasileira Regional Paraná; Centro de Acolhida Especial para Mulheres Imigrantes (Caemi); Centro de Migrações e Direitos Humanos (CMDH); Centro Temporário de Acolhimento (CTA) de São Paulo; Comitê Nacional para Refugiados (Conare); Estou Refugiado; Facebook; Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH); Fraternidade - Federação Humanitária Internacional; Migrafilx; Missão Scalabriniana; Missão Paz; Missões Nacionais / Casa Minha Pátria; Museu do Amanhã; Consejo Noruego para Refugiados (NRC); Oasis; ONU Brasil; Operação Acolhida; Programa de Apoio para a Recolocação de Refugiados (PARR); REACH; Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR); Serviço Pastoral dos Migrantes; Serviço Social do Comércio (SESC); Télécoms Sans Frontières (TSF) Thanks Agradecimientos We must thank the support and the engagement of the following partners because without them the results would not be achieved: - Ministry of Justice and Public Security; - Ministry of Defense; - Ministry of Foreign Affairs; - Ministry of Education; - Ministry of Labour; - Ministry of Health; - Ministry of Planning, Development and Management; - Ministry of National Integration; - Ministry of Human Rights; - Presidential Office of Institutional Security; - International Organization for Migration IOM); - International Labour Organization (ILO); - Pan American Health Organization / World Health Organization (PAHO/WHO); - United Nations Entity for Gender Equality and the Empowerment of Women (UN Women); - United Nations Development Programme (UNDP); - United Nations Population Fund (UNFPA); and - United Nations Children’s Fund (Unicef) Agradecemos el apoyo y el compromiso de los parceros que siguen, sin ellos no alcanzaríamos los resultados: - Ministerio de Justicia Y Seguridad Pública; - Ministerio de Defensa; - Ministerio de Relaciones Exteriores; - Ministerio de Educación; - Ministerio de Trabajo; - Ministerio de Salud; - Ministerio de Planificación, Desarrollo Y Gestión; - Ministerio da Integración Nacional; - Ministerio de Derechos Humanos; y - Gabinete de Seguridad Institucional de la Presidencia de la República; - Organización Internacional para las Migraciones OIM); - Organización Internacional del Trabajo (OIT); - Organización Panamericana de la Salud / Organización Mundial de la Salud (OPAS/OMS); - Entidad de la ONU para la Igualdad de Género y el Empoderamiento de la Mujer (ONU Mujeres); - Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (Pnud); - Fondo de Población de las Naciones Unidas (UNFPA) ; y - Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (Unicef) SOS Children’s Villages Brazil; Antonio Vieira Association (ASAV); Association Volunteers for the; International Service (AVSI Brasil); House Miga; House of passage Newfoundland; Caritas Archdiocesan of Manaus; Caritas Archdiocese of Rio de Janeiro; Caritas Archdiocesan of São Paulo; Brazilian Caritas; Regional Paraná Brazilian Caritas; Special Reception Center for Immigrant Women (CAEMI); Center for Migration and Human Rights (CMDH); Temporary Reception Center (CTA) of São Paulo; National Committee for Refugees (CONARE); I am Refugee; Facebook; Migration and Human Rights Institute (IMDH); Fraternity - International Humanitarian Federation; Migrafilx; Scalabrinian Mission; Peace Mission; National Missions / My Home Homeland; Museum of Tomorrow; NRC - Norwegian Council for Refugees; Oasis; UN Brazil; Reception Operation; Support Program for the Replacement of Refugees (PARR); REACH; Jesuit Service for Migrants and Refugees (SJMR); Pastoral Service of Migrants; Social Service of Commerce (SESC); Télécoms Sans Frontières (TSF) Aldeas Infantiles SOS Brasil; Associación Antonio Vieira (ASAV); Associación Voluntarios para el Servicio Internacional (AVSI Brasil); Casa Miga; Hogar para Migrantes Y Refugiados Terra Nova; Cáritas Arquidiocesana de Manaus; Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro; Caritas Arquidiocesana de São Paulo; Cáritas Brasileña; Cáritas Brasilenã Regional Paraná; Centro de Acojida Especial para Mujeres Imigrantes (CAEMI); Centro de Migraciones Y Derechos Humanos (CMDH); Centro de Acogida Temporal (CTA) de São Paulo; Comisión Nacional para Refugiados (CONARE); Estoy Refugiado; Facebook; Instituto Migraciones Y Derechos Humanos (IMDH); Fraternidad - Federación Humanitária Internacional; Migraflix; Misión Scalabriniana; Misión Paz; Misiones Nacionales / Casa Mi Pátria; Museo Del Mañana; NRC – Consejo Noruego para Refugiados; Oasis; ONU Brasil; Operación Acojida; Programa de Apoyo para la Recolocación de Refugiados (PARR); REACH; Serviçio Jesuíta a Migrantes y Refugiados (SJMR); Servicio Pastoral de los Migrantes; Servicio Social del Comércio (SESC); Télécoms Sans Frontières (TSF) 42

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© 2018 Ministério de Desenvolvimento Social. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. © 2018 Ministry of Social Development. All rights reserved. Partial or total reproduction of this work is allowed, provided that the source is mentioned and that it is not for sale or for any commercial purpose. © 2018 Ministério de Desarrollo Social. Reservados todos los derechos. Permitida la reproducción parcial o total de la obra siempre que se mencione la fuente y no sea para venta ni cualquier fin comercial. Elaboração, distribuição e informações: Ministério do Desenvolvimento Social Esplanada dos Ministérios – Bloco A - 7º andar CEP 70 050 902 - Brasília/DF Telefones: 2030-1596/2030-1519/2030-1651/2030-1246 E-mail: ascom@mds.gov.br Fale com o MDS: 0800 707 2003 www.mds.gov.br Elaboration, distribution and information: Ministry of Social Development Esplanada dos Ministérios – Bloco A - 7º andar CEP 70 050 902 - Brasília/DF Phones: 2030-1596/2030-1519/2030-1651/2030-1246 E-mail: ascom@mds.gov.br Talk to MDS: 0800 707 2003 www.mds.gov.br Elaboración, distribución y informaciones: Ministério de Desarollo Social Esplanada dos Ministérios – Bloco A - 7º piso CEP 70 050 902 - Brasília/DF Teléfonos: 2030-1596/2030-1519/2030-1651/2030-1246 E-mail: ascom@mds.gov.br Hable con MDS: 0800 707 2003 www.mds.gov.br Tiragem: 1ª Edição - 2018 - 2.000 Exemplares Drawing: 1st Edition - 2018 - 2,000 Issues Número de Ejemplares: 1ª Edición - 2018 - 2.000 Ejemplares Organização Organization / Organización: Alberto Beltrame Coordenação Editorial Editorial Coordination / Coordinación Editorial: Klécio Santos Luiz Fernando Godinho Valéria Aparecida Fazzura Redação / Essay / Redacción: Daniella Jinkings Patrícia Alencar Produção / Production / Producción: Niusarete Margarida de Lima Patrícia Alencar Tradução / Translation / Traducción: Gabriela Cortina Leticia Dorfman Palma Mariana Moreira Meghan Froehner Revisão / Review / Revisión: Bernadete Flores Bestane Shirley de Medeiros Cláudia Queiroz de Castro Fotografia / Photography / Fotografía: Brunno Covello/ACNUR Clarice Castro/MDS Isac Nóbrega/PR João Paulo Machado/ACNUR Marcelo Camargo/EBC Mauro Vieira/MDS Miguel Pachioni/ACNUR Rafael Zart/MDS Reynesson Damasceno/PR Projeto Gráfico e Diagramação Graphic Design and Layout / Diseño Gráfico e Diagramación: Valder Valeirão [nativu design]

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Pátria mãe gentil Gentle motherland Patria madre gentil

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Ficha Catalográfica elaborada pela Bibliotecária Marjorie Gonçalves Andersen Trindade CRB-1/2704 P314 Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social. Pátria Mãe Gentil. Ministério do Desenvolvimento Social. – Brasília : MDS, 2018. 160 p. ISBN 978-85-5593-020-1 1. Assistência Social. 2. Políticas Sociais. 3. Migração. I. Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social. II. Título. III. Fotografias. CDU 364-054.72(084.121) Impresso no Brasil / Printed in Brazil / Impreso en Brasil

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Pátria mãe gentil Gentle motherland Patria madre gentil MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL BRASÍLIA, 2018.

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O Brasil é um país de imigrantes A história humana não pode ser dissociada dos fenômenos migratórios. Desde sempre, homens e mulheres, crianças, adultos e idosos deslocam-se em busca de melhores condições de existência. Desses movimentos, novas formações sociais surgem, culturas florescem e oportunidades dos mais diversos tipos se mostram àqueles dispostos a lidar com os fluxos migratórios de forma aberta. Em nosso próprio país, em qualquer cidade do interior ou em capitais, esse fato se observa. O Brasil é um país de imigrantes: da música de matriz africana à culinária italiana, das palavras árabes em nosso vocabulário aos sotaques de cada parte do país. A observação atenta do cotidiano nos mostra o quanto a nossa identidade é uma sequência de absorção, processamento e transformação de culturas das mais diversas partes do mundo. O fenômeno da migração venezuelana é o capítulo mais recente dessa história. Fugindo da crise econômica, da fome e da perseguição, milhares de venezuelanos deixaram o país que tanto amam nos últimos anos. Muitas vezes, fazem longas jornadas a pé, com pouco ou nenhum dinheiro, apostando em outros países como um porto seguro em que poderão reorganizar suas vidas. O Brasil tem sido um dos locais onde esses indivíduos depositam suas esperanças. Para além de nossos compromissos humanitários internacionais, o disposto em nossa Constituição Federal, em seu artigo terceiro, informa o compromisso do país em “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Para bem cumprir o que está escrito em nossa Carta Magna, o presidente da República, Michel Temer, determinou, expressamente, o acolhimento dos nossos irmãos venezuelanos, não só porque a legislação manda, mas como nas palavras do presidente: “este é um ato humanitário e o Brasil é um país acolhedor”. A imigração traz benefícios para a construção de um país. E, o simples fato daquele povo confiar no nosso, já é motivação mais do que suficiente para que nos esforcemos duramente para acolhê-los da melhor forma possível.

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Brazil is a country of immigrants Brasil es un país de inmigrantes Human history cannot be dissociated from migratory phenomena. Men and women, children, adults and the elderly have always moved in search of better living conditions. From such movements, new social constructs emerge, cultures flourish and those willing to deal with migratory flows openly have been presented with opportunities of the most diverse kinds. In our own country, this can be observed in any smaller inland city as well as in (larger) capitals. Brazil is a country of immigrants: from its music of African extracts to its Italian cuisine, from the Arabic words in our vocabulary to the accents particular to each part of the country, careful attention to our daily life shows us how much our identity is a consequence of the absorption, re-processing and transformation of cultures from the most diverse parts of the world. The Venezuela phenomenon of migration is the most recent chapter in this story. In recent years, thousands of Venezuelans have fled the country they love so much to escape economic crisis, hunger and persecution. They often make long journeys on foot, with little or no money, betting on other countries as a safe haven in which they can reorganize their lives. Brazil is one of the places where these individuals place their hopes. In addition to our international humanitarian commitments, the provisions of our Constitution, in its third article, establish the country’s commitment to “promote the good of all, without regard to prejudices of origin, race, sex, color, age, or any other forms of discrimination “. In order to comply with what is written in our Magna Carta, President Michel Temer has expressly ordered the reception of our Venezuelan brothers, not only because legislation dictates it, but because, in the President’s own words, ‘it is a humanitarian act and Brazil is a welcoming country ‘. Immigration brings benefits for the building of a country. And the very fact that their people trust our people is already more than enough motivation for us to strive to welcome them in the best possible way. Such motivation has been the main catalyst for the work that the La historia de la humanidad no puede disociarse de los fenómenos migratorios. Desde siempre, hombres y mujeres, niños, adultos y ancianos se desplazan en busca de mejores condiciones de vida. De estos movimientos, nuevas conformaciones sociales surgen, culturas florecen y oportunidades de los más diversos tipos se manifiestan ante aquellos dispuestos a lidiar con los flujos migratorios de forma abierta. En nuestro propio país, en cualquier ciudad del interior o en capitales, este hecho se observa. Brasil es un país de inmigrantes: de la música de raíz africana a la cocina italiana, de las palabras árabes en nuestro vocabulario a los acentos de cada parte del país, la observación atenta de nuestro cotidiano nos demuestra como nuestra identidad es una secuencia de absorción, procesamiento y transformación de culturas de las más diversas partes del mundo. El fenómeno de la migración Venezolana es el capítulo más reciente de esta historia. Huyendo de la crisis económica, el hambre y la persecución, miles de venezolanos dejaron el país que tanto aman en los últimos años. Muchas veces, recorren largas jornadas a pie, con poco o sin dinero, recalando en otros países como un puerto seguro en el que podrán reorganizar sus vidas. Brasil ha sido uno de los lugares donde esos individuos depositan sus esperanzas. Más allá de nuestros compromisos humanitarios internacionales, lo dispuesto en nuestra Constitución, en su artículo tercero, establece el compromiso del país de “promover el bien de todos, sin prejuicios de origen, raza, sexo, color, edad y cualquier otra forma de discriminación”. Para cumplir con lo que está escrito en nuestra carta Magna, el Presidente Michel Temer determinó, en forma expresa, la acogida de nuestros hermanos venezolanos, no sólo porque la legislación así lo indica, sino porque en palabras del Presidente, ‘este es un acto humanitario y Brasil es un país acogedor’. La inmigración trae beneficios para la construcción de un país. Y el simple hecho de que aquel pueblo confíe en nuestro pueblo, ya es motivo más que suficiente para que hagamos un duro esfuerzo para acogerlos de la mejor manera posible.

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Essa motivação tem sido o combustível principal para o trabalho que o governo federal vem desenvolvendo junto aos governos estaduais e municipais, e às agências das Organizações das Nações Unidas e organizações da sociedade civil. Ao longo dos últimos meses, todos esses atores vêm trabalhando em conjunto para proteger refugiados e imigrantes. Essa proteção se materializa na forma da prestação de serviços a esses imigrantes. Tanto na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, quanto nos municípios que hoje recebem os venezuelanos, essas instituições trabalham sem descanso em prol dos imigrantes. Resultado prático desse esforço é o acolhimento de cerca de seis mil imigrantes em situação de vulnerabilidade em onze abrigos localizados na cidade de Boa Vista e outros dois no município de Pacaraima, além de mais de sessenta mil atendimentos nos Postos de Triagens localizados nessas mesmas cidades. Os locais fornecem serviços como cadastramento; regularização migratória; inspeção clínica e imunização; emissão de CPF; atendimento social e proteção e defesa de direitos; e encaminhamentos para acolhimento daqueles em situação de rua. São medidas e equipamentos que garantem, portanto, condições de cidadania aos imigrantes. Outro resultado a ser celebrado é a interiorização de mais de três mil imigrantes venezuelanos. A interiorização – que é o deslocamento planejado e voluntário dos venezuelanos que hoje se encontram em Roraima para outros estados do país - é uma estratégia fundamental desenvolvida em rede por todo o Brasil. Quando esses imigrantes são levados para municípios que não estão sob a pressão que hoje se observa em Roraima, eles conseguem ter melhores condições para sua inclusão econômica, política, social e cultural. Em outros termos, a interiorização tem facilitado o processo de integração dos venezuelanos, encorajando-os, pouco a pouco, a constituir vínculos sociais por si próprios, tornando-os, como desejado, cada vez menos dependentes dos necessários esforços do poder público. Contudo, ainda há muito que fazer. O fluxo migratório venezuelano não tende a cessar e o país continuará sendo chamado a lidar com a questão. Esta publicação, ao divulgar os imigrantes em sua realidade, contribui sobremaneira para esse chamamento, sensibilizando a todos no que diz respeito à necessidade de ajudar os imigrantes a reconduzirem suas trajetórias de vida. Eliseu Padilha 8 Ministro Chefe da Casa Civil da Presidência da República

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Federal Government has been carrying out with state and municipal governments, United Nations and civil society organizations. Over the last few months, all these actors have worked together to protect refugees and immigrants. This protection materializes in providing services to these immigrants. These institutions work tirelessly on behalf of immigrants, both on the border between Brazil and Venezuela, as well as in the municipalities that receive most Venezuelans today. A practical result of this effort is the reception of about six thousand vulnerable immigrants in eleven shelters located in the city of Boa Vista and two others in the municipality of Pacaraima. This is in addition to more than sixty thousand people who have been attended at the Reception Centres located in these cities, which provide services such as: registration, migratory regularization, medical exams and immunization, CPF issuance, social assistance, protection and defense of rights and referrals to shelters for those in street situations – all tools and measures that guarantee the conditions of citizenship to refugees and migrants. Another result to be celebrated is the internal relocation of more than three thousand Venezuelans. The internalization - which is the planned and voluntary movement of Venezuelans who are now in Roraima to other states in the country. It is a fundamental nationwide strategy to address the Venezuelan migratory issue, qualifying it not only as the responsibility of one or another State, but of the whole country. When these immigrants are taken to municipalities, where they are not subject to the pressure that is observed today in Roraima, they have better conditions for their economic, political, social and cultural inclusion. In other words, relocation has facilitated the process of integration of Venezuelans, encouraging them, little by little, to build social ties on their own, making them, as it is our hope, less and less dependent on the necessary efforts of public support. Notwithstanding this, much remains to be done. The Venezuelan migratory flow does not show signs of subsiding and the country will continue to be called upon to deal with this issue. This work, by showing immigrants´ realities, contributes greatly to this call, making everyone aware of the need to help these immigrants regain their life trajectories. Esta motivación ha sido el motor principal para el trabajo que el Gobierno Federal viene desarrollando junto a los gobiernos estatales y municipales, agencias de las Naciones Unidas y organizaciones de la sociedad civil. A lo largo de los últimos meses, todos estos actores han trabajado conjuntamente para proteger a refugiados e inmigrantes. Esta protección se materializa en forma de prestación de servicios a esos inmigrantes. Tanto en la frontera entre Brasil y Venezuela, como en los municipios que hoy más reciben a los venezolanos, esas instituciones trabajan sin descanso en favor de los inmigrantes. El resultado práctico de este esfuerzo es la acogida de unos seis mil inmigrantes en situación de vulnerabilidad en once refugios ubicado en la ciudad de Boa Vista y otros dos en el municipio de Pacaraima, además de más de sesenta mil atenciones en los puestos de Triaje ubicados en esas mismas ciudades, que proporcionan servicios como, por ejemplo, registro; regularización migratoria; inspección clínica e inmunización; emisión de CPF; atención social y protección y defensa de derechos; y encaminamientos para el refugio de aquellos en situación de calle. Medidas y mecanismos que, por tanto, garantizan condiciones de ciudadanía a los inmigrantes. Otro resultado a ser celebrado es la ¨interiorización¨ de más de tres mil inmigrantes venezolanos. La interiorización -que es el desplazamiento planeado y voluntario de los venezolanos que hoy se encuentran en Roraima para otros estados del país- es una estrategia fundamental, no de uno u otro Estado, sino de todo el país. Cuando estos inmigrantes son llevados a municipios que no están sujetos a la presión que hoy se observa en Roraima, se les presentan mejores condiciones para su inclusión económica, política, social y cultural. En otros términos, la interiorización ha facilitado el proceso de integración de los venezolanos, alentándolos, poco a poco, a constituir vínculos sociales por sí mismos, convirtiéndose, como deseado, en cada vez menos dependientes de los esfuerzos necesarios del poder público. Sin embargo, todavía queda mucho por hacer. El flujo migratorio venezolano no tiende a cesar y el país seguirá siendo llamado a lidiar con la cuestión. Este trabajo, al mostrar inmigrantes en su realidad, contribuye de sobremanera a esa llamada, sensibilizando a todos con respecto a la necesidad de ayudar a esos inmigrantes a reconstruir sus trayectorias de vida. Eliseu Padilha Chief of Staff of the Presidency of the Republic Eliseu Padilha Ministro Jefe de la Casa Civil de la Presidencia de la República 9

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Quem salva uma vida salva o mundo inteiro Ao longo de sua história o Brasil tem unido povos de várias origens, cultura e costumes. Alguns chegaram involuntariamente, outros por vontade própria. Grande parte continua a vir, fugindo das condições adversas de suas pátrias e em busca de um lugar de oportunidades e convívio fraterno. Esse encontro de povos e sua intensa miscigenação moldou nosso povo e fez dele uma grande e generosa nação, com uma enorme riqueza cultural e étnica, que define nossa singularidade no cenário mundial. A tolerância, a fraternidade, o acolhimento e o respeito à diversidade sempre foram características e virtudes nacionais mundialmente reconhecidas. São esses valores que norteiam nossa cultura, história e tradição de que tanto nos orgulhamos. Eles nos movem como brasileiros e nos levam ao engajamento na luta em favor de causas voltadas ao restabelecimento de direitos humanos desrespeitados, em qualquer parte do mundo. Esse é nosso compromisso como país e como nação. Não poderia ser diferente em relação aos refugiados venezuelanos, mergulhados na escuridão, na fome, na violência e no desespero. Todos eles têm sido recebidos e acolhidos pelo Governo Brasileiro e gradualmente integrados à nossa sociedade. Essa tem sido uma fraterna ação coletiva capitaneada pelo Governo Federal por meio do trabalho integrado de diversos ministérios. A iniciativa conta ainda com o decisivo apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e com a solidária participação de estados, municípios e do conjunto da sociedade brasileira. Atualmente, o mundo vivencia o maior fluxo de pessoas em deslocamento forçado desde a II Guerra Mundial. Milhões de pessoas são obrigadas a deixar seus países em decorrência de graves violações aos direitos humanos de toda a ordem: social, política, religiosa ou racial. Mais da metade dos refugiados são crianças, dado que dimensiona com veemência o absurdo intolerável no qual a humanidade se enredou no contexto mundial.

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Whoever who saves a life, saves the whole world Quien salva una vida, salva al mundo entero Throughout our history, Brazil has united people from different origins, cultures and traditions. Some arrived involuntarily, others of their own will. Many are still coming, attempting to escape from harsh conditions in their homeland and searching for a place of opportunity and fraternal co-existence. This cross-cultural and racial interchange shaped our people and made us a great and generous nation, with immense cultural and ethnic richness, which define our singularity on the world stage. Tolerance, fraternity, hospitality and respect for diversity have always been our national characteristics and virtues, recognized worldwide. These are the values that guide our culture, history and tradition and we are immensely proud of them. Such values inspire us as Brazilians to fight for the respect of human rights anywhere in the world. This is our commitment as a country and a nation. It could not be different with the Venezuelan refugees, plunged into darkness, famine, violence and despair. These refugees have been received by the Brazilian Government and gradually integrated into our society as a collective fraternal action led by the Federal Government through integrative work amongst several ministries. The initiative counts with the decisive support of the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) and with the participation of states and cities in solidarity with Brazilian society. Currently, the world is experiencing the largest number of forcibly displaced people since World War II. Millions of people are forced to leave their countries as a result of severe violations of human rights of different natures: social, political, religious or ethnic. More than half of the refugees are children, highlighting the intolerable absurdity of the current global humanitarian context. Countries that have benefited from immigration now make it more difficult for immigrants to come or even close their borders to people who have been displaced from their belongings and homeland. These countries appear to obey a new, incomprehensible and intolerant order, which undermines all humanitarian standards. A lo largo de su historia, Brasil ha unido pueblos de diferentes orígenes, cultura y costumbres. Algunos llegaron involuntariamente, otros por propia voluntad. Gran parte sigue llegando, huyendo de condiciones adversas en su patria y en busca de un lugar de oportunidades y convivencia fraterna. Este encuentro de pueblos y su intenso mestizaje moldeó a nuestro pueblo e hizo de él una gran y generosa nación, con una enorme riqueza cultural y étnica, que define nuestra singularidad en el escenario mundial. La tolerancia, la fraternidad, la acogida y el respeto a la diversidad siempre han sido características y virtudes nacionales reconocidas mundialmente. Son esos los valores que orientan nuestra cultura, historia y tradición, de la que tanto nos enorgullecemos. Estos nos mueven como brasileños y nos llevan al compromiso en la lucha a favor de causas dirigidas al restablecimiento de derechos humanos, en cualquier parte del mundo. Este es nuestro compromiso como país y como nación. No podría ser diferente en relación a los refugiados venezolanos, masacrados por un régimen que hundió a su país en la oscuridad autoritaria, en la constante violación de los derechos humanos, el hambre, la violencia y la desesperación. Todos ellos han sido recibidos y acogidos por el Gobierno Brasileño y gradualmente integrados a nuestra sociedad. Esta ha sido una fraterna acción colectiva capitaneada por el Gobierno Federal a través del trabajo articulado de diversos ministerios. La iniciativa cuenta además con el decisivo apoyo del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Refugiados (ACNUR) y con la solidaria participación de estados, municipios y del conjunto de la sociedad brasileña. Actualmente, el mundo vive el mayor flujo de personas desplazadas forzosamente desde la II Guerra Mundial. Millones de personas se ven obligadas a dejar sus países como consecuencia de graves violaciones a los derechos humanos de todo orden: social, político, religioso o racial. Más de la mitad de los refugiados son niños, dato que dimensiona, con vehemencia, el intolerable absurdo en el que la humanidad se ha visto involucrada en el contexto mundial.

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