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USIMINAS. AÇO EM DIA COM OS MAIORES DESAFIOS INDUSTRIAIS DO BRASIL. Líder no mercado brasileiro de aços planos, a Usiminas contribui para elevar o patamar tecnológico da indústria brasileira. Com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, referência na América Latina, a empresa produz aços avançados de alta resistência mecânica, customizados de acordo com a necessidade de cada cliente. Para o setor automotivo, por exemplo, a Usiminas combina leveza e resistência mecânica em aços que aumentam a segurança do veículo e diminuem o consumo de combustível e emissões atmosféricas. Isso é inovação. Isso é aço em dia com o futuro. usiminas.com facebook.com/Usiminas twitter.com/Usiminas linkedin.com/company/usiminas Aço em dia com o futuro

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Expediente Editorial Edição 131 - ano 19 Novembro/Dezembro 2018 Siderurgia Brasil é uma publicação de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823.755.339. Coordenador Geral: Henrique Isliker Pátria Diretora Executiva: Maria da Glória Bernardo Isliker TI: Vicente Bernardo Consultoria jurídica: Marcia V. Vinci - OAB/SP 132.556 mvvinci@adv.oabsp.org.br Editor e Jornalista Responsável: Henrique Isliker Pátria - MTb-SP 37.567 Repórter Especial: Marcus Frediani MTb:13.953 Projeto Editorial: Grips Editora Projeto Gráfico: Ana Carolina Ermel de Araujo Edição de Arte / DTP: Ana Carolina Ermel de Araujo Capa: Criação e fotos: André Siqueira Impressão: Gráfica Elyon DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA A EMPRESAS DO SETOR E ASSINATURAS A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 grips@grips.com.br www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização. O balanço e os desafios HENRIQUE ISLIKER PÁTRIA EDITOR RESPONSÁVEL NNós precisamos crescer! O Brasil precisa crescer! Nossos negócios precisam crescer! Essas frases martelaram nossas cabeças durante todo o ano de 2018, e até mesmo antes disso. Foram exceções aqueles que se disseram satisfeitos com a situação em que viviam. Mas, a maioria das pessoas – dos porta-vozes de empresas ou de entidades – reclamaram de tudo e de todos. Pois bem, chegamos ao final do ano e este é o momento de fazermos nossos balanços pessoais e empresariais. O que fizemos para melhorar? Vamos acrescentar o quê em nossos currículos? Quantos livros lemos? Participamos de cursos, palestras, congressos ou tomamos quaisquer outras atitudes que contribuíssem para melhorar nosso handicap, a fim de nos colocarmos em posição diferenciada em relação a nossos concorrentes? Estamos prestes a iniciar uma nova era. O Brasil estará a partir de janeiro “Sob Nova Direção”, e muito se espera dessa nova dinâmica. Sim, vamos ter mudanças aqui e ali, mas será que os tempos sombrios ficarão para trás? Será? Como fica a nossa parte? Se continuarmos fazendo tudo igual, os resultados também serão iguais, Ou alguém duvida disso? Se esperarmos que o governo decida sobre o nosso futuro e nos mostre novos rumos para voltarmos a ter bons resultados, podemos sair chamuscados desse processo. Ao que me consta, o governo tem uma dívida enorme a ser resgatada. Nosso déficit fiscal passa dos R$ 150 bilhões anuais. Isso já é muito para ser resolvido imediatamente. Por isso, ao encerrar o ano, conclamamos todos a fazer uma análise em seus costumes pessoais, uma revisão em seus negócios e em suas empresas, e vejam o que pode ser mudado e o que precisa ser aperfeiçoado, para vislumbrar, entre outras coisas, qual o grau de inovação e empreendedorismo deverá ser aplicado em seus negócios no Ano Novo que vem por aí. Concluímos a edição de dezembro da revista Siderurgia Brasil e foi um grande prazer tê-los juntos em mais este ano. Este foi o 19º ano em que a levamos a você muitas boas noticias – e outras nem tanto – sob a forma de artigos, de matérias, de comentários e de apresentações visuais. Procuramos informar sempre. E nem poderia ser diferente, porque vocês são a razão da nossa existência. Queremos desejar um esplêndido Natal, com Deus Iluminando todos os caminhos e um ano de 2019 com muito sucesso e realizações. Boa leitura! NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018 SIDERURGIA BRASIL 3

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Índice de matérias 4 SIDERURGIA BRASIL NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018 Depositphotos.com

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3 EDITORIAL O balanço e os desafios 6 POLÍTICA As prioridades esperadas para o Brasil 2019 12 RETROSPECTIVA 2018 Só para confirmar: A tormenta já passou? 20 NEUROARQUITETURA A arquitetura da felicidade 26 PREMIAÇÃO Mais um prêmio conquistado 28 RELAÇÕES HUMANAS A melhor forma de conquistar e preservar o seu espaço 30 OPINIÃO Reforma tributária em pauta – Marcos Cintra 32 ESTATÍSTICAS 34 VITRINE 34 ANUNCIANTES NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018 SIDERURGIA BRASIL 5

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Política 6 SIDERURGIA BRASIL NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018 As prioridades esperadas para o Brasil 2019 Fotos: Depositphotos.com e Pixabay.com

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Combate a corrupção e ajuste fiscal pelo lado da gestão pública e melhor qualificação por parte dos empregados são as grandes expectativas.  UUma das mais tradicionais e confiáveis consultorias empresariais que atua nos campos de auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira e gestão de riscos, a Deloitte nos forneceu um resumo do levantamento denominado Agenda 2019 realizado após o 2º turno das eleições de 2018 junto a empresas que somados seus faturamentos representam o equivalente a mais de 40% do PIB nacional. Saiba os principais pontos do levantamento: Introdução – A pesquisa Agenda 2019, realizada pela Deloitte entre 29 de outubro e 5 de novembro, apontou as expectativas do empresariado brasileiro para o governo eleito e os seus próprios negócios. O levantamento foi aplicado junto a representantes de 826 organizações de 32 segmentos econômicos e cuja soma das receitas totalizou R$ 2,8 trilhões no último ano (corresponde a 43% do PIB nacional). Do total dos respondentes, a grande maioria é composta por tomadores de decisão nas corporações: 66% ocupam posições de presidentes, diretores, superintendentes e conselheiros; e 23% são gerentes. Henrique Pátria priorizar a aprovação, no Congresso Nacional, sobretudo, das reformas tributária (apontada por 93% dos entrevistados), previdenciária (90%) e política (80%). Na 4ª posição, ficou a revisão das leis trabalhistas, indicada por 36%. Gestão pública – Os líderes empresariais esperam que o governo priorize o combate à corrupção (item assinalado por 62%) e o ajuste fiscal das contas públicas (61%). Demais medidas de impacto na gestão pública foram indicadas por parcelas bem menores de entrevistados, com destaque para a realização de novas privatizações (33%). Atividade econômica – Estimular a geração de empregos– fator preponderante para o aumento da renda e do consumo – deve ser a prioridade do governo para 80%dos executivos. Na sequência, aparecem com altos índices de apontamento: manter a inflação abaixo dos 5% ao ano (58%) e implementar políticas que ampliem a participação do Brasil no comércio exterior (53%). Atividade empresarial – No estímulo ao ambiente de negócios, a pauta de prioridades do empresariado se revela mais pulverizada do que para outros temas da pesquisa. Cinco medidas aparecem com destaque nos apontamentos: melhorar e ampliar as Parcerias Público Privadas – PPPs (52%), ampliar a oferta de crédito às empresas (51%), investir na melhoria dos processos de abertura e fechamento de empresas (48%), mais incentivo para que as Prioridades governamentais – Ao avaliar cinco áreas de atuação, os executivos entrevistados sinalizaram em respostas múltiplas (no limite de até 4 escolhas) quais devem ser as principais prioridades para o governo que assume em 1º de janeiro próximo. Reformas – O empresariado apontou que o novo Executivo eleito deve

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Política empresas se adaptem aos conceitos da Indústria 4.0 e da transformação digital (48%), e mais incentivos tributários para programas, pesquisas e projetos de inovação (48%). Investimentos sociais – Refletindo a preocupação com a qualificação do trabalhador brasileiro, a área indicada como prioritária para receber investimentos sociais é a “educação”, apontada por 84% dos entrevistados. Em seguida, aparecem “segurança pública” (77%) – um dos temas mais discutidos no período eleitoral –, e “saúde” (65%). Demais áreas aparecem com volume bem menor de apontamentos. Tamanho do Estado – No momento em que cresce a discussão sobre qual deve ser o tamanho e nível de interferência do governo na economia e na sociedade, a pesquisa Agenda 2019 apontou que a visão predominante do empresariado varia de acordo com a atividade avaliada. As áreas que mais requerem um Estado forte atuando, na visão dos entrevistados, são as de segurança pública (indicada por 93% deles), saúde (79%) e educação e formação técnica (71%). Já os setores nos quais a intervenção do Estado deve ser menor são os de serviços bancários (73%), siderurgia e metalurgia (71%) e telecomunicações (69%). Aposta no governo – Para 56% dos executivos, o novo governo vai ser capaz de endereçar parcialmente as prioridades escolhidas por eles próprios; 38% apostam que ele vai endereçar na sua plenitude. Outros 4% não acreditam que a nova administração conseguirá atender às suas expectativas e 2% não souberam responder. Expectativas para os negócios – A Agenda 2019 questionou os decisores empresariais também a respeito do que esperam para os seus próprios negócios em 2019, em aspectos como investimentos, captação de recursos, contratação de pessoas, vendas e outros itens. Investimentos – Quase a totalidade dos entrevistados (97%) indicou a pretensão de realizar investimentos ou implementar ações que desenvolvam os seus negócios em 2019. As respostas indicaram que 60% pretendem lançar novos produtos ou serviços e 56% devem adotar novas tecnologias. Sinalizando a relevância da qualificação de pessoas, 49% manterão iniciativas de treinamento e formação para os seus funcionários, enquanto 38% criarão novas iniciativas nessa direção. A preocupação com as transformações disruptivas em curso no mercado se revelam na intenção de 37% em incrementar suas frentes de pesquisa e desenvolvimento de produtos e/ou serviços, e de 30% em substituir e/ou adquirir novas máquinas e equipamentos. Um quarto dos participantes da pesquisa (25%) indicou que suas empresas vão ampliar os pontos de venda. Captação – A busca de recursos para se capitalizar em 2019 deve ser uma realidade para 70% das empresas representadas na pesquisa. Entre as formas de captação mais mencionadas pelos entrevistados, destacam-se os aportes dos próprios proprietários ou acionistas, os empréstimos originados de bancos de fomento (como o BNDES) e de bancos de varejo (todas essas alternativas assinaladas por 24% dos entrevistados). Receber aportes dos controladores da empresa, ou mesmo de fundos de investimento, é a expectativa de 20% e 11%, respectivamente. Emissão de títulos de dívida é uma possibilidade indicada por 6%. A abertura de capital (IPOs) está na pauta de representantes de 10 empresas participantes do levantamento (cerca de 1% do total dos entrevistados). Contratações – Em questão de escolha única, 47% dos líderes empresariais indicaram a intenção de aumentar o quadro de funcionários de suas respectivas empresas em 2019. Outros 32% pretendem manter o número de funcionários no patamar atual, mas realizando substituições, enquanto 14% devem preservar o quadro sem realizar trocas. Dentre os 7% dos entrevistados que indicam que vão diminuir o quadro de funcionários, quase metade (46%) sinaliza que a decisão está sendo influenciada por fatores como a robotização, a automação de processos e a substituição por talentos mais qualificados. 8 SIDERURGIA BRASIL NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018 Otimismo – As expectativas do empresariado indicam um claro otimismo para 2019, na medida em que 69% acreditam que as vendas vão aumentar (outros 16% apostam em manter o patamar de 2018); 46% devem investir mais em equipamentos (outros 42% manterão os investimentos nos níveis

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atuais); 53% vão ampliar os treinamentos e investimentos em qualificação (37% indicam que vão manter); e 49% vão investir mais em pesquisa e desenvolvimento (40% manterão). Qualificação e competitividade – “A questão da qualificação do profissional brasileiro e a busca de competitividade em tempos de transformação tecnológica acelerada são dois fatores de preocupação das empresas que emergem claramente dessa pesquisa”, analisa Othon Almeida, sócio-líder de Market Development e Talent da Deloitte, ao observar a consolidação das respostas para perguntas de áreas distintas de questionamento da Agenda 2019. No apontamento das prioridades para o novo governo eleito, por exemplo, entre todas as respostas às questões que envolveram as cinco áreas pesquisadas, a educação aparece como o terceiro item mais assinalado (84%) desse levantamento, abaixo apenas da emergência das reformas tributária (93%) e previdenciária (90%). Por sua vez, nas intenções de investimento das próprias empresas para 2019, a manutenção de iniciativas de treinamento e formação para os funcionários aparece já na 3ª posição (49%); logo na 4ª, surge o percentual dos que vão desenvolver novas ações nesse sentido (38%). Além disso, nas medidas de estímulo do governo à atividade empresarial, aparecem cinco itens indicados com níveis muito similares de priorização. Entre eles, está a reivindicação de apoio para que as organizações se adaptem às mudanças trazidas pela Indústria 4.0 e à transformação digital (item assinalado por 48%), e aparece também a busca por mais incentivos tributários para programas, pesquisas e projetos de inovação (também com 48%). Ao avaliar o tamanho ideal do Estado em diversas atividades econômicas e sociais, 65% dos entrevistados indicam que o governo deveria atuar mais do que atua, para alavancar pesquisa e desenvolvimento no país. Por fim, “quando quase metade (46%) do grupo daqueles que preveem demitir funcionários no próximo ano alegam estar influenciados por fatores como a robotização, a automação de processos e a troca por funcionários mais qualificados, fica evidente, mais uma vez, a relevância dos movimentos disruptivos que afetam hoje o emprego e as operações das organizações”, ressalta Othon, que chama a atenção também para o fato de que 90% das empresas representadas na pesquisa devem manter ou aumentar treinamentos e investimentos em qualificação no próximo ano. www.deloitte.com.br

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Anuncie seus produtos e serviços! Amplie a exposição da sua marca Apresentando o mais completo Guia de Compras de: • Produtos Siderúrgicos • Prestadores de Serviços • Fornecedores de Insumos • Produtores e Fornecedores de Máquinas e Equipamentos • Consultorias e Serviços Especializados Disponível em duas plataformas: Impressa e Digital www.siderurgiabrasil.com.br | henrique@grips.com.br

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Leitura obrigatória dos profissionais, executivos, dirigentes de empresas e organizações envolvidas na cadeia siderúrgica brasileira. Versão impressa: Com 20 anos de existência é a ferramenta de maior credibilidade e importância da siderurgia brasileira. Apresentando entrevistas e matérias exclusivas com os principais players do segmento. As mais precisas e confiáveis projeções para o setor em 2019. Tiragem de 10.000 exemplares e distribuição dirigida em todo o Brasil. C M Y CM MY CY CMY K Versão Digital: As mesmas informações e matérias da versão impressa. Disponível para tablets, smartphones e computadores. Sistemática dinâmica de consultas rápidas e objetivas para produtos e serviços. Imediata conexão com o site dos anunciantes através de link digital. Mais de 30 mil acessos/mês garantem visibilidade durante todo o ano. guia_2018_vermelho.pdf 1 2/25/18 8:49 PM Quem vai receber o Anuário em todo o Brasil Indústria Automotiva (Montadoras e Sistemistas) – Indústria de autopeças e de reposição – Fabricantes de máquinas e equipamentos – Produtores de eletrodomésticos e linha branca - Fabricantes de implementos agrícolas, tratores e peças especiais para o agronegócio – Usinas de açúcar e de álcool – Prestadores de serviços – Indústria metal mecânica Montagens industriais e empresariais – Usinas siderúrgicas – Indústria naval - Indústria de petróleo e gás - Centros de serviços, processadores e distribuidores de produtos siderúrgicos – Fabricantes de bicicletas, motocicletas e ciclomotores – Fabricantes de móveis tubulares – Outras empresas relacionadas ao segmento. 5% 24% 15% 33% 23% INFORMAÇÕES ADICIONAIS Fechamento: 15 de fevereiro Circulação: 26 de fevereiro Tiragem: 10.000 exemplares Distribuição: dirigida FORMATOS DOS ANÚNCIOS: Versão Impressa: Região do Brasil Norte Nordeste Sudeste Centro-Oeste Sul % 5 24 33 15 23 21 x 28 cm 1 página 42 x 28 cm página dupla 21 x 14 cm 21 x 9 cm 9 x 12 cm 1/2 página 1/3 página 1/4 página Versão Digital: 500 x 640 pixels 500 x 335 pixels 500 x 260 pixels Rua Cardeal Arcoverde, 1745 - Cj. 113 – 05407-002 – São Paulo-SP • (11) 3811-8822 www.siderurgiabrasil.com.br • henrique@grips.com.br

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Só para confirmar: A tormenta já passou? Depositphotos.com Retrospectiva 2018 12 SIDERURGIA BRASIL NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018

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EEstamos nos últimos momentos de 2018 e ninguém poderá dizer que não tenha vivido grandes emoções ao longo de todo o período. Amadurecemos e crescemos, mas passamos momentos de interrogação, de dúvidas e de ansiedade, porque foi impossível planejar algo para os três meses subsequentes e diante da incerteza jurídica que vivemos principalmente em nossa política, ainda não dá para cravar com certeza o que acontecerá daqui por diante.Vamos ter de esperar pelo menos seis meses do novo governo para termos um panorama mais definido. No entanto, neste momento há uma boa sensação uma vez que conseguimos, de forma democrática, afastar o grupo que provou por todos os indicativos, absoluta incompetência para administrar nosso país e pior do que isto, trabalhou para a formação de um circulo de corrupção que superou tudo o que o mundo civilizado já viu. A esperança está voltando e como indicador disto o índice de confiança dos empresários ligados à industria, que é um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, chegou a 63,2 pontos agora em dezembro que é a maior pontuação alcançada desde 2010. Só para se ter um parâmetro, esta medição em 2015 girava em torno de 35 pontos. O setor siderúrgico que é um dos principais players de desenvolvimento do Brasil está assegurando que fecha o ano com um crescimento na ordem de 8,9% e já prevê que em 2019, em uma avaliação conservadora, o crescimento das vendas internas deve crescer ao redor de 6%. Nas próximas páginas apresentamos uma síntese da gangorra de 2018 com uma breve retrospectiva dos acon- a passos lentos. O presidente do Inda e tecimentos que foi retratado nas pági- Sindisider, Carlos Loureiro, alertava para nas das diversas edições da revista Side- o fato de que a atividade do distribuidor rurgia Brasil. e revendedor de aço deveria ser rediscu- tida, pois a cada dia, vinha caindo prin- Fevereiro de 2018 – Anuário cipalmente porque as usinas vinham Brasileiro da Siderurgia tomando o espaço dos distribuidores e Começamos o ano com também pelo papel dos importadores o mundo amargando um que atuavam diretamente, ocupando o superávit mundial na pro- espaço que anteriormente fora dos dis- dução de aço na casa das tribuidores. Quem estava mais à direita 735 milhões de toneladas e com um cenário otimista era o presi- de aço, sendo que só a dente da Anfavea, Antonio Megale. O China concentrava um ex- setor vinha de um ano em que em fun- cesso na casa dos 405 mi- ção da valorização do dólar tinha batido lhões de toneladas. Aqui todos os recordes de exportação e alguns no Brasil o caminho da setores como o de caminhões cresciam retomada tornava-se len- muito acima dos índices de crescimento to em excesso e a maioria da economia. Na mesma linha, o presi- dos presidentes de enti- dente da Fenabrave Alarico Assumpção dades que entrevistamos naque- Junior comemorava, pois os números fi- la edição se diziam esperançosos, porém nais do setor superaram todas as melho- sempre com um pé atrás. O presidente res projeções que haviam sido feitas. O da Confederação Nacional da Indústria mesmo comportamento de estabilidade – CNI, Robson de Andrade disse: “São com algum crescimento foi experimen- necessárias ações abrangentes para en- tado por setores como o de veículos so- frentar a perda de dinamismo e reverter bre duas rodas, ou seja, as bicicletas e as esta tendência. Este sentimento precisa motocicletas, que demonstraram cresci- estar presente em toda a sociedade: os mento linear ao longo do período. Com- riscos atuais de toda a indústria são um plementando a análise o presidente da problema para todo o país. Por tudo isto é crucial por a indústria PRODUÇÃO DE AUTOVEÍCULOS no centro da estratégia de crescimento 2017 do país”. Já Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que mais tarde CAMINHÕES 83.044 ÔNIBUS 20.643 TOTAL 2.699.167 viria a se candidatar a governador do esta- do, afirmou que em estudo realizado pela entidade que dirige, haviam fortes sinais do começo da reto- VEÍCULOS LEVES 2.595.480 mada da economia em 2018, mesmo que FONTE: ANFAVEA

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Retrospectiva 2018 Abimaq, João Carlos Marchesan assegurou que“o pior já passou”, pois todos os indicativos mostravam a interrupção da queda e uma leve tendência de alta. Entendia que ainda seria um ano difícil, pois com a realização das eleições por certo iria parar o país por algum tempo. Na mesma edição Guto Ferreira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, alertava para o atraso do Brasil em relação à 4ª Revolução Industrial, também chamada de “Indústria 4.0”. Para você ter condições de competitividade em um mundo altamente automatizado era necessário que rapidamente fossem dirigidos esforços para que as empresas brasileiras de engajassem neste esforço. No Brasil a burocracia estatal, a falta de vontade e de atitudes políticas, a lentidão das reformas, a ausência de linhas de crédito e o delay tecnológico abriram imensas lacunas entre o mundo moderno, representado pelos avanços como nos Estados Unidos ou na Coréia do Sul e nós que integramos o 3º mundo. A pergunta que ficou no ar e creio que até hoje não foi respondida é como equacionar todas as diferenças e ao mesmo tempo avançar. Ainda tivemos matérias sobre as perspectivas da construção utilizando elementos siderúrgicos, para enfrentar a brutal defasagem de residências que vivemos por aqui e um panorama de como se comportaram os principais metais não ferrosos, nas bolsas do Brasil e do mundo. Março/Abril – Edição 127 No dia 8 de março havia sido decretada a“Guerra Comercial” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e imediatamente o Brasil constituía uma força tarefa envolvendo representantes do Instituto Aço Brasil – IABr, dirigen- Depositphotos.com tes de usinas e representantes do governo que integraram várias missões à terra de“Tio Sam”para definir a posição brasileira do setor. Tudo ficava por conta da chamada“resolução 232”imposta pelos norte americanos que nada mais é do que uma medida de segurança nacional impondo limites às importações visando preservar a indústria americana. Felizmente, o Brasil ganhou um tempo de 30 dias para discutir o assunto, tendo ficado fora da taxação imediata até encontrar, em um breve espaço de tempo, qual seria a fórmula utilizada. Mas de antemão já se sabia que iríamos ter de enfrentar retaliações e o pânico aumentava à medida que as discussões se aprofundavam, principalmente por se tratar do principal destino de nossas exportações de aço. Mais adiante a fórmula encontrada foi a de definir cotas para os produtos brasileiros, com base nas exportações dos últimos anos. Na mesma edição fizemos uma longa e proveitosa matéria com Sergio Leite, presidente da Usiminas. Após um período de intensa turbulência, não só comercial como também entre os seus principais acionistas, chegou-se a um denominador comum e Sergio Leite seria confirmado para a presidência por um período mais longo (até 2022) e voltava ao caminho que sempre ocupou no cenário nacional. Uma ótima notícia foi o religamento do alto-forno em Ipatinga, que estava desativado desde 2015. Sergio Leite de- 14 SIDERURGIA BRASIL NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018 monstrava todo o seu entusiasmo e disse:“Nossa expectativa é que o ambiente de negócios em 2018, seja marcado por um crescimento generalizado em todos os setores, em maior ou menos intensidade, destacando um patamar entre 1% e 3% no setor de construção civil, entre 5% e 8% na área de máquinas e equipamentos e 13% para o setor de autoveículos”. Destacou ainda que a empresa havia corrido o risco de uma recuperação judicial em 2016, mas felizmente isto não ocorreu e a revitalização da empresa já era sentida principalmente pela elevação da nota de crédito internacional de três das principais agências reguladoras como Fitch, Moody’s e a Standard e Poors. Já que se falou em mercado imobiliário em uma reportagem exclusiva falamos com José Carlos Martins presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da mesma CBCI e economista chefe do Secovi. Ambos afirmaram que fatores econômicos e cenários da economia de 2018 apontavam para um crescimento da atividade e retomada de rumos. Mesmo revelando certo otimismo a todo o momento era lembrado que o Brasil, tem de atacar e resolver as principais reformas que urgem para a retomada do crescimento. Segundo Martins “Não há segurança jurídica para que novos investidores apareçam”.

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