Bom Dia Catas Altas

 

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Catas Altas - Outubro de 2018 - Edição 130 - Ano XI

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CaBOtMaDsIAAltas Cidade Histórica e Ecológica - Outubro de 2018 - Ano XI - Nº 130 - Distribuição Gratuita Dirigida Catas Altas se prepara para demanda turística Dindão A partir de novembro, quando a minissérie Global “Se eu fechar os olhos agora” ir ao ar pela Globo Play a tendência é o fluxo de turistas na cidade crescer consideravelmente. A aposta do sucesso da empreitada da Globo em Catas Altas é tanta, que a emissora apresentou a minissérie na MIPCom, feira de TV mais importante do mundo, em Cannes. Página 3 Saga do Carac´ a A Prefeitura, em parceria com o Senac, vem oferecendo cursos de aperfeiçoamento aos envolvidos com o tursimo na cidade Catas Altas na rota do “birdwatching” Abençoado pela natureza, cerca de 20% das aves do mundo vivem no território brasileiro. Na biodiversidade do Caraça, em Catas Altas, há espécies raras, ameaçadas de extinção, o que tem chamado a atenção de observadores de todo o mundo. A prática vem atraindo mais e mais adeptos, se tornando uma vertente altamente lucrativa do eco turismo. Página 8 Mais um capítulo da rica e emocionante história do Santuário do Caraça, envolto em magia e mistérios. Página 4 Educação Patrimonial Fonte de conhecimento e geração de renda, o trabalho continua firme com várias atividades lúdicas e didáticas desenvolvidas pelo chefe do departamento de cultura Eder Ayres Siqueira. Página 4

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CaBOtMaDsIAAltas Outubro de 2018 - Página 2 Educação Patrimonial ‘Garimpando Nosso Patrimônio’, desde 1999 Durante o ano, são desenvolvidas várias atividades de Educação Patrimonial, pelo Departamento de Cultura, com o apoio das escolas municipais e estadual, Paróquia, APROVART, Santuário do Caraça, e do Jornal Bom Dia Catas Altas, que reconhece o trabalho como um importante instrumento para a valorização e preservação do Patrimônio Cultural catas-altense, diz Eder Ayres Siqueira, Chefe do Departamento de Cultura. O incansável trabalho que teve início em 1999 continua firme com várias atividades lúdicas e didáticas para alunos que estão trabalhando sobre alguns bens específicos, além de visitas monitoradas aos bens, palestras em salas de aula, por Eder Ayres Siqueira, e ainda produto final, para mostrarem o que aprenderam com o trabalho. Para facilitar o trabalho de Educação Patrimonial nas escolas e comunidade, foram elaboradas pelo Departamento de Cultura uma cartilha intitulada “Patrimônio Cultural”, trazendo na capa o Caracinha – a mascote do Patrimônio Cultural catas-altense, criada pela lei municipal n.º 341 de 26 de abril de 2011. A cartilha traz informações como: O que é Patrimônio Cultural: porque conhecer e cuidar; por que e para quê devemos conhecê-lo; o que são bens móveis, imóveis, materiais e imateriais, naturais e culturais; exemplos de bens inventariados, registrados e tombados e algumas curiosidades sobre o município, e alguns conselhos do Caracinha, que, segundo, Eder, que a elaborou, é simples e prática, contendo oito páginas, com letra caixa alta, para se trabalhar com público variado, facilitando, principalmente para as crianças que estão na fase de iniciação da leitura, tendo os seguintes objetivos: Informar - trazer informações que todos devem saber para poderem ajudar na preservação dos bens culturais de Catas Altas, pois só a conscientização pode ajudar o município a conservar e proteger seus bens. Conscientizar – mostrar, de forma simples, que a proteção do Patrimônio Cultural é fundamental para um município que quer viver do turismo, pois o minério, como o ouro, não dá semente, dá uma safra somente. Diversificar – apresentar, além de informações voltadas a conscientizar sobre Cultura e Patrimônio Cultural, curiosidades sobre Catas Altas para que todos conheçam mais um pouco de sua história e suas curiosidades, e ainda, aconse- lhar a todos sobre o que é importante para o bem-estar de todos. Foram distribuídas mais de 800 cartilhas para alunos das escolas municipais Agnes Pereira Machado e João XXIII; para os integrantes do Grupo de Maracatu “Catas Reggae”, para os integrantes do Grupo de Capoeira “Projeto Libertação da Capoeira de Catas Altas e alunos da Escola Estadual Alzira Ayres Pereira, na modalidade Local de Memoria Coletiva; Nas palestras foram distribuídas para funcionários da Prefeitura, vereadores e funcionários da Câmara Municipal, membros do COMPAC, membros do Conselho Tutelar, membros da APROVART, Grupo de Idosos do CRAS e Melhor Idade e alunos do Curso de Cerâmica da Prefeitura de Catas Altas. Com os mesmos objetivos supracitados e ainda, aliando ao português Estudantes aprendem diversas informações práticas sobre o Patrimônio Cultural de Catas Altas e outras curiosidades culturais do município brasileiro, o Chefe do Departamento de Cultura elaborou oito panfletos intitulados “Aprendendo mais e mais com o nosso Patrimônio Cultural”, a partir da necessidade de se trabalhar mais sobre o Patrimônio Cultural catas-altense, não só para ser distribuído e trabalhado nas escolas, mas também na comunidade. Ele contém diversas informações práticas sobre o Patrimônio Cultural de Catas Altas e outras curiosidades culturais do município, mas de forma agradável, ensinando ainda a corrigir alguns vícios da escrita que cometemos no dia a dia. O panfleto divulga ainda o Caracinha que é a mascote do Patrimônio Cultural catas-altense, que orienta a todos, sejam crianças, adolescentes e adultos, sobre o que temos de importante no município. Os panfletos, que foram xerografados 1600 cópias, estão sendo distribuídos da mesma forma que as cartilhas e também nos diversos setores da Prefeitura, aleatoriamente na Praça Monsenhor Mendes e no Centro Cultural Tenente-coronel João Emery. Também estão sendo distribuídos para alunos e professores que são atendidos por Eder Ayres Siqueira, com palestras sobre o município e sobre a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, como do Colégio Mangabeiras, de Belo Horizonte, que vieram no dia 25 de outubro e serão distribuídos para outra turma do dito colégio, que virá no dia 8 de novembro; foram distribuídos para os alunos da Escola Estadual Mestre Amâncio, de Itabira, no dia 23 de outubro. Para os alunos do Pré-escolar até os do primeiro ano da educação básica foi elaborada uma cartilha de parlendas para se trabalhar com crianças da Educação Infantil, que estão em fase de aprendizagem de leitura, do conhecimento. Para isso, foram selecionadas algumas parlendas criadas por Eder Ayres Siqueira, sempre enfocando o município, seus bens culturais e naturais, materiais e imateriais. Sendo uma cartilha fácil de trabalhar, pois agrada as crianças, porque “as parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. São usadas por adultos também para embalar, entreter e distrair as crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Inúmeras parlendas são antigas e, algumas delas foram criadas há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.” Com isso, elas aprendem brincando. EXPEDIENTE CaBOtMaDsIAAltas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia Catas Altas online: www.facebook/bomdiacatasaltas Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 dindao@bomdiaonline.com O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box

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CaBOtMaDsIAAltas Outubro de 2018 - Página 3 Prefeitura de Catas Altas troca 100% das lâmpadas por LED Catas Altas vai ter 100% de suas ruas iluminadas por lâmpadas de LED. Isso porque a Prefeitura iniciou a segunda etapa do projeto reestruturação da iluminação pública e vai trocar os outros cerca de 450 pontos que faltavam na sede e no distrito do Morro D’Água Quente, incluindo as praças. Nesta fase, as obras se iniciaram pelas praças do bairro Vista Alegre e se estenderão para o restante do município até atingir os 100%. Na praça Monsenhor Mendes, em frente à matriz, onde a troca já havia sido feita na primeira etapa, as luzes serão novamente substituídas por lâmpadas com maior potência para aumentar a luminosidade no local. No total, serão investidos cerca de R$ 2,2 milhões, sendo cerca de R$ 900 mil na primeira eta- pa e R$ 1,3 milhão nesta fase. O recurso para execução do serviço é proveniente da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). A ação visa modernizar o sistema de iluminação pública, que se encontrava em estado precário, defasado tecnologicamente, promovendo um elevado consumo energético e ainda sendo insuficiente às demandas locais. Desde que a primeira etapa do projeto foi concluída em junho deste ano, os moradores passaram a se sentir mais seguros, já que as ruas ficaram mais claras. “Este é mais um trabalho que estamos realizando para melhorar as condições do município e que, com certeza, vai contribuir para o aumento da segurança em nossas ruas”, destaca o prefeito José O município acaba de ganhar nova iluminação, moderna e econômica Alves Parreira. De acordo com o vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães, várias ações conjuntas estão contribuindo para garan- tir mais tranquilidade para Catas Altas. “Estamos finalizado a troca de 100% das lâmpadas, sancionamos a lei que cria a Guarda Municipal, aumentamos o efetivo da Polícia Militar e instalamos câmeras nas áreas externas dos prédios públicos em diversos pontos da cidade e do Morro D’Água Quente. Tudo isso já está fazendo de Catas Altas um lugar mais seguro e gostoso de se morar e visitar”, destaca. Palestra do Senac orienta empresários a receberem bem o turista em Catas Altas “Receber bem o turista” foi o tema da palestra promovida pela Prefeitura de Catas Altas no dia 18 de outubro em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A atividade faz parte do projeto de qualificação do trade turístico, visando o desenvolvimento do turismo local. Na ocasião, ela foi ministrada para um grupo de quase 30 profissionais ligados ao turismo, entre eles representantes de hospedagens, restaurantes, agência de turismo e empresas que já estejam em atividade no município. Além desta capacita- Prefeitura disponibiliza cursos para aperfeiçoamento dos atores do turismo catasaltense ção, outras três acontecem: cia em atendimento ao recepção em meios de novembro; e curso de - Workshop de excelên- cliente; - workshop de hospedagem – dia 13 de boas práticas na mani- pulação de alimentos – dia 26, 27, 28 e 29 de novembro (carga horária de 20 horas). Para participar, é preciso fazer inscrição em cada atividade e a empresa deve ser cadastrada no Cadastur, um sistema nacional criado pelo Ministério do Turismo que tem o objetivo de reunir todos aqueles que estejam legalmente constituídos e em operação. Durante as atividades, estão sendo coletadas informações sobre a aceitação para que sejam traçadas estratégias para outras formações no ano que vem, com possibilidade de participação da população em geral.

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CaBOtMaDsIAAltas Outubro de 2018 - Página 4 Saga do Caraça – 34.ª parte Visitas importantes em destaque no Cara´capor Eder Ayres Siqueira O Padre José Tobias Zico escreveu: “Sinal de interesse por uma pessoa ou lugar é fazer-lhe uma visita em dias de festa ou em momentos de provação”. O Caraça recebeu honrosas visitas ao longo do tempo. Teve as visitas dos dois imperadores D. Pe- dro I e D. Pedro II, com suas respectivas mulheres; dos presidentes como Afonso Augusto Moreira Pena em 1893; Artur da Silva Bernardes em 1920; Fernando de Melo Viana em 1927, como Vice-presidente da República e em 1935 como Senador; dos governadores Milton Soares Campos em 1949, José de Magalhães Pinto em 1948 e 49; José Francisco Bias Fortes em 1958; Israel Pinheiro em 1968; Rondon Pacheco em 1974 e Antônio Aureliano Chaves de Mendonça em 1976. Estrada de acesso ao Caraça Uma das metas do Governo de Minas era construir estradas e um dos sonhos do Colégio do Caraça era ver a estradinha do Padre Jerônimo asfaltada ou pelo menos encascalhada. Com a conclusão da pavimentação que liga a BR 262 a Santa Bárbara, era natural que se realizasse o sonho do Caraça. A empresa CRUZA foi a vencedora na concorrência para asfaltar os 20 km de São Bento até o pátio do Colégio do Caraça. O primeiro trabalho de terraplenagem foi oficialmente iniciado em 2 de agosto de 1974, conforme placa comemorativa que existia no Km 25: “O Governador Rondon Pacheco aqui presidiu a solenidade do início da obra de implan- tação e pavimentação do acesso da MG 5 ao Caraça no dia 2 de agosto de 1974, ano do Bicentenário de sua fundação”. O Governador Rondon Pacheco, quando acabou de inaugurar o trecho do asfalto da BR 262 até Barão de Cocais, sendo 19 km, fez uma visita ao caraça, sendo acompanhado de grande comitiva: Dr. Abílio Machado, Secretário do Governo; Dr. Luciano A. Peret, Diretor Executivo do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas (IEPHA/MG); Dr. Geraldo Pereira da Silva, Diretor do DER; Dr. Geraldo Parreiras, Reitor da Universidade Federal de Ouro Preto; os prefeitos de Barão de Cocais e Santa Bárbara, Dona Cléria Maria e Sr. Clévis de Faria; os ilustres Deputados Federais: Bento Gonçalves, Batista Miranda e Fagundes Neto. No Caraça, esperavam a comitiva Dom Oscar de Oliveira, arcebispo de Mariana e Padre José Elias Chaves, Provincial da Congregação. Na hora do almoço, para 300 pessoas, o Pe. Superior Sebastião Mendes fez um discurso de saudação que lembrou o interesse de Rondon Pacheco pelo Caraça, já em 1949 como Deputado e agora como Governador, iniciando os trabalhos de terraplenagem depois de ter alegrado o Colégio mandando restituir o quadro da Santa Ceia de Ataíde, três anos ausente. Finalizando, o Superior pediu licença para homenagear o Sr. Minervino Cirilo, ali presente, que há 48 anos foi o responsável pela construção da primeira estrada de rodagem. A nova estrada, seguindo o mesmo traçado, elimina o célebre zigue-zague com as 22 curvas em S, o que dava, sem dúvida, um encanto especial à subida da Serra. Rondon Pacheco, a Ceia de Ataíde e o Museu Ao Chegar ao Caraça, Rondon Pacheco subiu as escadeiras do Santuário e entrou na igreja. Ajoelhou-se no primeiro banco para rezar e emocionou-se ante a simplicidade do estilo gótico, da beleza dos vitrais e da majestade do quadro da Santa Ceia de Ataíde. Na penumbra da igreja se destaca, mais do que no ambiente do Palácio das Artes, a figura principal – Cristo – todo banhado de luz e com muita tristeza nos olhos levantados ao céu. Em torno, os apóstolos, em grupo de três revelam sentimentos bem diferentes dos de Judas, segurando a bolsa e fitando o olhar em cada visitante que acaba de chegar. Está nervoso, apreensivo e parece querer levantar-se da mesa para fugir ou agarrar ao mais próximo espectador. Outro contraste muito original é a presença da criadagem, em atitude de galanteio, que entra correndo na sala, onde se celebra a Ceia do Senhor. Da igreja, ele passou para o claustro e depois à grande sala, antigo quarto do Irmão Lourenço e que serve atualmente de museu. Folheou o mais antigo livro do Caraça: História Naturale, de Plinius, de 1489. Pegou com cuidado no menor, que cabe numa caixa de fósforos: Imitação de Cristo; levantou o mais pesado, o das Palmeiras do Brasil, que tem 12.600 g, de Barbosa Rodrigues; viu o curioso livro do Pai Nosso, em 250 idiomas e outros do século XVI e XVII. Admirou a cama do Imperador, os objetos que pertenceram a D. Viçoso, ao Irmão Lourenço, à igreja antiga e aos padres do Colégio. Entristeceu-se vendo o fogareiro que ocasionou o incêndio e riu, segurando a palmatória que, de fato, funcionava, fazendo milagres nos áureos tempos do Colégio. Assentou-se depois, dian- te de uma bem trabalhada mesa, cheia de gavetinhas, folheou o ‘Livro de Ouro’, e na página 106v escreveu suas impressões: “Nesta escalada, que realizei, ao ensejo do Bicentenário do Caraça, senti, de perto, a grandeza daqueles que zelaram pela civilização cristã e cuidaram do Eterno. Muito se fez por Minas nesta casa que aprendemos a venerar” 2/8/74. Rondon Pacheco”.

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CaBOtMaDsIAAltas Outubro de 2018 - Página 5 Professores de Catas Altas ganham direito a férias prêmio “Uma injustiça do passado agora é corrigida”. Foi com estas palavras que o vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães resumiu a aprovação da lei que garante férias prêmios aos professores de Catas Altas. O direito foi incluso no artigo 109 da Lei Complementar 138/2002 sobre a contagem de efetivo exercício de magistério e atualiza o Plano de Cargos e Remuneração do Magistério no município. Com a alteração, além de licenças por acidente em serviço, doença grave e para gestantes; afastamento por motivo de casamento, falecimento de cônjuge, filhos, pai, mãe ou irmão; e férias anuais, a licença prêmio passa a contar como tempo efetivo de carreira. “Ainda quando eu era vereador, questionei o porquê de os professores não terem esse direito como os demais servidores. Mas fui voto vencido e nada foi feito. Agora, conseguimos este benefício e estamos cumprindo mais uma promessa feita em campanha”, comemora Guimarães. Durante reunião, professores receberam com grata satisfação a informação do benefício Dia do servidor é comemorado com jantar especial Capela do cemitério municipal recebe melhorias Servidores públicos foram homenageados com um jantar para comemorar o seu dia Os servidores da Prefeitura de Catas Altas participaram no último dia 25 de outubro de um jantar em comemoração ao dia do Servidor Público, celebrado oficialmente no dia 28 de outubro. A festa, que aconteceu no espaço de eventos do restaurante La Violla, reuniu boa parte dos quase 440 funcionários e contou com comida de boteco, jantar, música ao vivo e confraternização. Valorização - Apesar da crise financeira que a cidade vem enfrentando, o evento não gerou gastos para o município. Ele aconteceu por meio de uma mobilização organizada pelo prefeito José Alves Parreira e pelo vice Fernando Rodrigues Guimarães com apoio de todos os secretários, vereadores e parceiros. “Mesmo sem dinheiro, reunimos nossos esforços pessoais para que os servidores não ficassem sem celebrar esta data tão importante. Esta homenagem é fundamental para valorizar a quem trabalha com tanto amor em prol de Catas Altas”, destaca Guimarães. “Nosso objetivo foi alcançado: o jantar foi um momento de confraternização e de muita alegria. Todos ficaram satisfeitos. Quando nossos servidores estão felizes, são bem tratados e recebem a atenção que merecem, eles também produzem bem, trabalham com mais alegria e, consequentemente, a nossa cidade também ganha com um serviço público de mais qualidade”, completa Parreira. A Prefeitura acaba de melhorar a capela do cemitério municipal. Para isso, mobiliou o espaço com 40 cadeiras e instalou seis ventiladores para gerar mais conforto e comodidade para as pessoas que precisam utilizar o local. No ano passado, a Prefeitura já havia restaurado toda a Capela incluindo novo reboco e pintura, troca de piso e forro, além de melhorias nas instalações elétricas.

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CaBOtMaDsIAAltas Outubro de 2018 - Página 6 Saga da mais antiga família de Catas Altas – 11.ª parte Fernandes do Valle por Eder Ayres Siqueira A história da tricentenária família catas-altense continua com a ascendência de Da. Helena do Prado Cabral Magalhães: - Trineta paterna de Brás Esteves - Brás Teves (seu nome, no Brasil, foi alterado para Brás Esteves) e Da. Leonor Leme. Ele nasceu e se casou na Ilha da Madeira, Portugal. Foi, por muitos anos, morador em São Vicente, onde era proprietário do Engenho de Açúcar chamado de São Jorge dos Erasmos, que o tornou um homem abastado. Posteriormente, mudou-se com a família para a Vila de São Paulo, onde se estabeleceu e teve as rédeas do governo. Ele faleceu antes de 1633, provavelmente em São Paulo (SP). Do casamento com Da. Leonor Leme originaram-se os filhos: Pedro Leme *1590 casado a 1.ª vez com Da. Helena do Prado (que damos sequência) e 2.ª vez com Da. Maria de Oliveira; Mateus Leme c/c Antônia de Chaves; Aleixo Leme c/c Inês Dias; Brás Esteves Leme, e Lucrécia Leme c/c Fernando Dias Pais Leme. Sobre Da. Leonor Leme, nascida em 1568 em Óbidos, Portugal, e falecida em 1663 em São Paulo, SP. Há um depoimento dela, datado de 7 de abril de 1622, no processo de canonização do Padre José de Anchieta, em que informa: a) ter nascido em Óbidos, Portugal, e possuir, na ocasião, mais de 80 anos de idade: b) que conheceu muito bem ao Padre Anchieta, tendo assistido a primeira missa do sacerdote em São Vicente, em 1567; c) que o Jesuíta era tido por Santo por todos e com ele se confessou muitas vezes; d) tinha conhecimento de milagres realizados por Anchieta, que possuía o dom da profecia, tendo previsto a quebra da paz pelos Tamoios. - Trineta paterna do português Bandeirante e Juiz João do Prado e da paulista Da. Fellipa Vicente do Prado, os quais tiveram 11 filhos, dentre eles Da. Helena do Prado Leme que damos sequência. Ele nasceu em 1510, em Portalegre, Portugal e faleceu em 13/02/1597, em São Vicente/SP com testamento. “natural de Olivença, no Alentejo (está anexada à Espanha pelo Tratado de Baldajoz, de 06/06/1801) de nobreza ali muito conhecida”, “Veio para São Paulo pelos anos de 1531” fez entradas no sertão onde conquistou muitos índios bravios e com eles se estabeleceu em São Paulo onde serviu os cargos do governo, inclusive o de Juiz Ordinário no período de 1588 a1592. Depois de fazer seu testamento, em 1594 ele resolveu fazer nova entrada ao sertão em busca de minerais na Serra de Sabaraboçu, e efetivamente o fez, acompanhando o capitão-mor João Pereira de Souza Botafogo, vindo a falecer em 1597 nesta jornada. Ele teve também um filho com uma índia escrava. Da. Fellipa Vicente do Prado nasceu em 1540 e faleceu em 1627, em São Paulo, filha do português Pedro Vicente que nasceu em 1510 e faleceu em 1585 em São Vicente, SP e de Da. Maria de Faria, que nasceu em 1520 e morreu em 1590 em São Vicente, SP. Foram ele e a esposa também dos primeiros povoadores de São Vicente e que em 1554 eram lavradores de grandes canaviais e tinham parte no Engenho de Açúcar de São Jorge dos Erasmos. Pedro Vicente era filho de Manuel Vicente e Da. Maria José Horta. Da. Maria de Faria era filha de Manoel Machado e Da. Rosa Faria dos Santos, e neta materna de João de Farias Santos e Da. Ana Silveira. -Tetraneta paterna dos portugueses: – Bandeirante, Ouvidor, Juiz e Vereador Antônio Bicudo (conhecido como Antônio Bicudo Carneiro, sendo este último sobrenome acrescentado por Pedro Taques) e Da. Isabel Rodrigues (Velho) Bicudo. Ele, filho de Vicente Annes Bicudo que foi escrivão e capitão da 1.ª Companhia em Ribeira Grande, Portugal, morreu em 27/08/1582 e foi sepultado na matriz de Ribeira Grande, Ilha de São Miguel – Portugal, (“faleceu estando já “alienado há bastante tempo”. A casa e cartório de Vicente, na vila de Ribeira Grande, incendiaram-se, queimando-se todos os documentos ali guardados.”) e de Da. Mécia Nunes Bicudo, que nasceu antes de 1566, filha de Nuno Gonçalves nascido na Ilha Graciosa, nos Açores e de Da. Mécia Rodrigues Furtado que faleceu em 29 de Junho de 1568, e foi sepultada na matriz da vila de Ribeira Grande, na Ilha de São Miguel. Da. Mécia, filha de Rodrigo Affonso, Cavaleiro D’África, e de Da. Mécia Gonçalves Affonso. Antônio Bicudo nasceu na Ilha de São Miguel, Arquipélago dos Açores, Portugal e veio para o Brasil, para a capitania de São Paulo no tempo de seu povoamento com seu irmão Vicente Bicudo. Conforme ‘Silva Leme’, em 1610 os dois irmãos eram “..., pessoas de qualificada nobreza, como se lê no Nobiliário dos Açores. Em 1610, requereram à Câmara de São Paulo 300 braças de terra em quadra, declaran- do que havia muitos anos que habitavam esta terra, onde sempre ajudaram com suas pessoas e armas pelo bem público...”. Em São Paulo/SP, exerceu vários cargos governamentais, como os de Juiz em 1574 e 1584, de Vereador em 1575, e de Ouvidor da Capitania em 1585, quando mandou levantar pelourinho na Vila de São Paulo. Como sertanista, participou das entradas de Afonso Sardinha, o moço, ao sertão do Jeticaí, em 1593, de Nicolau Barreto, em 1602, e do Bandeirante, Ouvidor, Juiz e Mestre de Campo Antônio Raposo Tavares, que também deixou enorme descendência, dentre eles, muitos catas-altenses. Da. Isabel Rodrigues (Velho) Bicudo, nasceu por volta de 1550, provavelmente na cidade do Porto, em Portugal. Foi a mais nova dentre os onze filhos dos portugueses Garcia Rodrigues e de Da. Isabel Velho. Garcia Rodrigues veio para o Brasil por volta de 1540, com sua esposa e onze filhos, acompanhando Martim Affonso de Sousa, donatário da capitania de São Vicente. Exerceu cargos oficiais em Santo André e em São Paulo. Participou das primeiras lutas contra os índios hostis no litoral e no interior, e faleceu em 1590, em Santos, SP. - Pentaneta paterna de: Fidalgo Pedro Leme e Da. Luzia Fernandes, 2.ª esposa – nascido em Funchal, Ilha da Madeira. “Silva Leme. 2º, 182, f 1: Pedro Leme, que passou da dita ilha a S. Vicente com sua f.ª Leonor já casada com Braz Teves. Filho de Antão Leme, natural da Ilha da Madeira, Fidalgo da Casa Real, passou-se dessa ilha para S. Vicente, onde já morava pelos anos de 1550, segundo escreveu Pedro Taques. Segundo o mesmo escritor, Pedro Leme, antes de vir para S. Vicente, deixara a Ilha da Madeira e estivera no continente, na corte de D. João III, onde se casou a 1.ª vez com Da. Isabel Paes. Falecendo esta sua 1.ª mulher, voltou Pedro Leme à Ilha da Madeira com seu filho e aí casou-se 2.ª vez com Da. Luzia Fernandes de quem teve a f.ª Leonor Leme, a qual passou, na companhia de seu pai, para São Vicente já casada com Braz Teves, tendo ficado por algum tempo na dita ilha o seu irmão Fernando Dias Paes, que mais tarde também mudou-se para S. Vicente, onde foi o primeiro povoador da fazenda Santa Ana, onde se casou com sua sobrinha Lucrécia Leme. O Fidal- go Pedro Leme, terceira vez casou-se em 1560, já viúvo de Da. Luzia Fernandes, em S. Vicente com Da. Grácia Rodrigues de Moura. Faleceu Pedro Leme em 1600 em São Paulo com testamento. Por via de Antão Leme, Da. Helena do Prado Cabral Magalhães é 12.ª neta do Capitão João Gonçalves Zarco, Cavaleiro Fidalgo, 1.º donatário de Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, 17.ª neta de Dom Pedro I de Portugal e sua parenta a Rainha póstuma de Portugal Inês de Castro, e assim por diante. Sendo muitas riquíssimas informações, e enorme ascendência encontrada, vamos deixar aguçar a curiosidade de quem se interessar aprofundar mais, e viajar no tempo, na história. Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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CaBOtMaDsIAAltas Outubro de 2018 - Página 7 Prefeitura investe R$ 300 mil na capacitação de educadores Valor é 263,83% maior do que o investido em 2017, quando foram gastos cerca de 84 mil com as capacitações. A Prefeitura de Catas Altas firmou um novo convênio com o Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), visando dar continuidade à formação e aperfeiçoamento na área de educação iniciada em 2017. No ano passado, foram feitos diversos trabalhos com professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I em Língua Portuguesa (escrita, leitura e oralidade), coordenação pedagógica, além da direção escolar e educacional. Ações – Para este ano, estão previstas ações voltadas para os profissionais do 1º ao 6º ano. No ano que vem, as capacitações contemplarão toda a rede, incluindo os profissionais da educação infantil ao 9º ano, para revisão da proposta cur- ricular fundamentada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O convênio tem duração de quase dois anos e custará R$ 305.620 mil, oriundos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). O valor é 263,83% maior do que o investido em 2017, quando foram gastos cerca de 84 mil com as capacitações. “Investir no educador é o melhor investimento que podemos fazer neste momento. Este profissional bem capacitado poderá ser o responsável pelo futuro de nossa cidade e do país. Se conseguirmos transformar nossas crianças e jovens em cidadãos conscientes, com certeza, nosso trabalho em prol de uma Catas Altas melhor terá continuidade”, destaca o prefeito José Alves Parreira. Alunos da rede municipal apresentam trabalhos em feiras científicas Os alunos das escolas de rede municipal apresentaram diversos trabalhos nas tradicionais feiras científicas. A atividade teve por objetivo contribuir para a formação integral dos alunos, gerando aprendizagens significativas dentro do universo, espaço, relações e a própria vida. A feira científica permite o estudante pensar, aprender e agir. O primeiro evento foi realizado pelas crianças da UMEI no dia 15 de setembro. Um dos trabalhos produzidos foi o “Transformando elementos naturais em tintas”, por meio de beterraba, urucum, açafrão, dentre outros. No dia 22 de setembro, foram os alunos da João XXIII, no Morro D’Água Quente, que apresentaram seus projetos para a comunidade escolar. O efeito das drogas no corpo humano foi um dos temas que se destacaram. Na escola Agnes Pereira Machado, a feira aconteceu no dia 29 de setembro e o trabalho “conservação dos vegetais – preparo de conservas” esteve entre os vários que foram apresentados durante o evento. Para finalizar, os pequenos da “Chapeuzinho Ver- melho” se apresentaram no dia 6 de outubro. Dentro os projetos, o “Luz e Sombra” foi um dos que chamaram a atenção. Segundo a Coordenadora pedagógica, Ariane Hosken de Sá Carvalho, o trabalho desenvolvido ao longo das investigações científicas, geraram resultados muito positivos para os alunos e para a comunidade em geral. “A presença significativa das famílias nas feiras foi motivo de orgulho para nós, pois elas também tiveram oportunidade de aprender de alguma forma. Cada ano acreditamos mais que as crianças e os jovens constroem conhecimentos que fazem sentido para suas necessidades de desenvolvimento tanto na fase atual de sua vida quanto futuramente. Por isso o nosso trabalho estará sempre pautado na curiosidade e na observação, despertando a capacidade surpreendente de observar o mundo à sua volta”, destaca.

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CaBOtMaDsIAAltas Outubro de 2018 - Página 8 Atividade de observação de pássaros cresce no Brasil e Catas Altas está na rota Fotos: Arquivo BD / André Luiz Briso Falcão de Peito Laranja é uma das aves raras que povoam a região do Caraça falco deiroleucus. A exuberância da natureza do Caraça é o fator preponderante para a prática da observação dos pássaros Foto Daniel Raposo Uma atividade turística que vem crescendo exponencialmente no Brasil é o “birdwatching”, conhecido por aqui como “passarinhar”. Essa prática vem, a cada dia, atraindo mais e mais adeptos, se tornando uma vertente altamente lucrativa do eco turismo. As pessoas estão dispostas a consumir a emoção de ver, ouvir e fotografar pássaros raros e para tanto é preciso facilitar o acesso e fornecer estrutura para receber esse turista. Para exemplificar a capacidade econômica desse nicho, anualmente nos Estados Unidos são mais de 85 bilhões de dólares envolvidos na atividade de observação de aves, o que equivale a quatro Copas do Mundo de futebol. Privilegiados Abençoado pela natureza, cerca de 20% das aves do mundo vivem no território brasileiro, o equivalente a 1.919 espécies. Essa diversidade de espécies vem atraindo, a cada dia, mais e mais estrangeiros para a observação no País. Algumas aves, como o pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa) são endêmicas do Brasil e não ocorrem em nenhum outro lugar do Planeta e a Serra do Caraça e seu entorno contam também com inúmeras espécies endêmicas famosas. Na biodiversidade do Caraça há espécies raras, ameaçadas de extinção, como o gavião-de-penacho, um poderoso predador, e ainda o incrível falcão-de-peito-laranja. Adesão de brasileiros Cada vez mais os brasileiros se dedicam ao “birdwatching”. O verbo passarinhar que dicionários definem como “andar à caça de pássaros” tem outro significado e valor para os observadores de aves: de registrar esses animais. Em setembro começou a temporada desta prática no Santuário do Caraça. A Serra do Caraça e seu entorno tem uma biodiversidade favorável a atividade, recebendo inúmeros turistas durante todo o ano, mas com maior concentração desse público de setembro até março, quando as aves começam a acasalar e construir ninhos. Na região existem cerca de 380 espécies registradas, mas os estudos continuam em andamento e ainda falta incluir algumas adições recentes. Dicas para observação de aves A observação de aves é uma atividade de lazer que também contribui para a conservação dos ambientes naturais e para a educação ambiental e científica. Seguem algumas dicas que tornam muito mais divertida e proveitosa a passarinhada. Informação Informe-se sobre as espécies de aves que habitam o local que você escolheu para passarinhar; Pesquise sobre o comportamento de cada família ou gênero. Ir ao lugar certo e saber o que procurar é o primeiro passo para uma boa passarinhada. Use trajes adequados Se você for entrar em uma área florestal, deve usar uma roupa discreta e, de preferência, camuflada com o ambiente para evitar que a ave se assuste e fuja. Use tons mais escuros de verde para mata e cerradão e tons mais claros de verde ou cáqui para cerrados baixos e campos. Fique em silêncio O silêncio e uma caminhada silenciosa são fundamentais para não espantar as aves. Limite a conversa ao mínimo essencial e pise ‘leve’, sobretudo se a trilha está coberta de folhas secas. Não se aproxime muito Chegar perto demais de uma ave silvestre pode oferecer risco, para você e para ela. Há chance de transmissão de doenças (de você para a ave e vice-versa) e de acidentes (arranhões ou bicadas). Evite, sobretudo, tocar filhotes, mesmo quando parecem abandonados. Muitos filhotes ficam sozinhos enquanto os pais buscam alimento e sua interferência gera estresse. Preste atenção aos horários As primeiras horas da manhã e o final da tarde são os horários de maior atividade das aves. Mas algumas espécies têm hábitos diferenciados, portanto, procure saber os horários e as épocas do ano de maior atividade de cada uma. Use um equipamento de observação Binóculo O mais básico deles é o binóculo, Indispensável para uma boa observação. Escolha um modelo com aumento de pelo menos 8 a 10 vezes e boa luminosidade. Geralmente são os binóculos com lentes de diâmetro maior, que também são mais fáceis de focar. Isso ajuda muito na hora de encontrar a ave em meio a folhagens antes que ela voe. Existem binóculos com dispositivo para reduzir vibrações, o que é interessante, porém custam mais caro. Confira ainda o peso dos vários modelos e prefira o mais leve. Play-back Também pode-se usar um play-back, a melhor opção é um equipamento de MP3 que grave e reproduza sons com clareza. É mais leve, tão eficiente quanto o velho gravador de fita cassete, e suficiente para fins de observação. Evite o uso em excesso. Câmera fotográfica Outra alternativa é utilizar câmeras fotográficas. A popularização das câmeras digitais também aliviou o peso do equipamento de campo dos observadores, multiplicando as boas fotos.

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