REVISTA PAROQUIA N SRA ACHIROPITA - OUTUBRO 2018 - EDIÇÃO 130

 

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PROTEGEI OS NOSSOS FILHOS, MÃE DE DEUS E DO BRASIL

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Edição 130 - outubro de 2018 Protegei vossos filhos Mãe de Deus e do Brasil

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EXPEDIENTE EDITORIAL Diretor responsável Pe. Antônio Sagrado Bogaz Pe. Aparecido do Nascimento Pe. Vanderci José Rocha Pe. Pedro Bortolini Pastoral da Comunicação (PASCOM ACHIROPITA) | Ana Helena Castro Montes | Cida Godoy | Givanildo da Conceição | João H. Hansen | Karina Mendes | Malu - Paulo Takahashi | Mara Lima | Raquel e Ricardo Carelli Projeto gráfico e diagramação | Eva Yu Bertani Tiragem 1.500 Exemplares Grafica Infante Edição 130 - outubro de 2018 www.achiropita.org.br contato@achiropita.org.br fone: (11) 3106-7235 ATENDIMENTO DA SECRETARIA SEGUNDA A SEXTA 8h30 às 12h / 13h às 20h30 SÁBADO 08h às 12h /13h às 18h DOMINGO 8h às 12h HORÁRIOS DAS MISSAS Domingos: 08h, 10h e 19h Sábados: 09h e 18h Segunda a Sexta: 19h30 1ª sexta feira do mês: Missa em louvor ao Sagrado Coração de Jesus 1º domingo do mês: Dia do Quilo - Vicentinos 2º feiras - Missa pelos falecidos 4ª feiras - Missa da Saúde 5ª feira - Missa do Grupo de Oração /achiropitaoficial /achiropita /achiropitaoficial Pe. Vanderci Pe. Pedro SOMOS TODOS MISSIONÁRIOS Com muita alegria e esperança, estamos iniciando mais um mês, apesar de todas as crises e dificuldades, temos certeza que iremos vencer mais esta batalha. Como já é de costume a cada mês é apresentado um tema especial, uma reflexão. Porém, neste mês de outubro, são vários os temas: Em primeiro lugar é o mês missionário, e tem como padroeira, Santa Tereza do Menino Jesus. É também dedicado a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. E também celebramos o dia das crianças. Quando falamos em missão de imediato vem a figura do padre, do religioso, da irmã. Porém a missão é para todos os batizados. O Cristo através do nosso batismo nos chamou para assumir uma missão, um compromisso. E onde podemos e devemos ser missionários. Na nossa família, no nosso trabalho, é ali que o Senhor nos chama e nos envia. Não precisamos ir muito longe, em outras terras, em outros países. Peçamos a Deus a graça da perseverança e da fidelidade, e a exemplo de Santa Tereza do Menino Jesus, nos comprometemos de rezar por toda a igreja e de maneira toda especial pelos nossos missionários orionitas. Ao celebrar a festa da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, somos convidados a homenagear a nossa Mãe, não só como flores, com poesias, mas de maneira especial, com o nosso testemunho. Dizendo sempre o que ela disse: “Eis aqui a escrava do Senhor”. Maria que surge das águas, exatamente para libertar os seus filhos da escravidão, das mãos dos tiramos e malfeitores, que transformavam pessoas humanas em verdadeiros animais. Deus a envia para dar um basta a tanta injustiça e sofrimento. Ela é a Mãe de Deus e nossa Mãe. Jesus antes de morrer, diz: “Eis aí a tua Mãe”. Nossa Senhora Aparecida, intercedei a Deus pelo povo, pela nossa nação. Vamos homenagear todas as nossas crianças, de maneira especial as crianças da nossa Creche Mãe Achiropita. Vamos ser para elas um anjo, aquele que protege, ampara, cuida, respeita. As crianças merecem, e devem ser tratadas com muito respeito, sejamos para elas, os defensores. Peçamos a Mãe de Deus e nossa Mãe, com o título de Aparecida e Achiropita que cubra as nossas crianças com o seu manto Sagrado. Amém! Pe. Bogaz – Pe. Cidinho – Pe. Pedro – Pe. Vanderci Família orionita-achiropita SER ORIONITA - A MISSÃO Ser orionita é ser devoto da Igreja; CPaarrarecgaatnivdaornoos cinordaifçeãroenotsesvaplaorraesodSoeanmhoro.r Ser orionita é ser anunciador do Evangelho; PEanragrcaovnidvearntdero oas epxoivsotêsnpcaiaradoesalnasçeoiossfrcaelteesrtniaaiiss. Ser orionita é ser militante da justiça; PPaerrapeptrroavnodcaornnaossaplomvoassaasforlaidtearrnieiddaaddee. AlimSeenrtaonridooniotsapéosveors sqeurevotêdma cfaormideaedea;gonia Para partilhar os bens do pão e da alegria. CSaemr ionrihoannitdaoénsoesrpaansismosaddoosraenspguirsittuiaadlo;s Para revelar que somos filhos do Amor encarnado Pe. Bogaz Pe. Cidinho Página 2 - ACHIROPITA | 2018 ASneur nocriiaonnidtao aé sbeoramnoistsicioianádraiofdelaicvididaad;e Para fazer o bem a toda humanidade

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“...porque delas é o Reino dos Céus” Cida Godoy Li em algum lugar: “A gente sonha com uma coisa e Deus nos surpreende dando algo muito melhor.” Sendo especialista em reviravoltas, Deus surge no pequeno quando olhamos para o grande; manifesta-se nos gestos mais simples, enquanto O buscamos nos acontecimentos importantes. Por isso nem em sonhos poderíamos esperar que na cruz, Jesus nos surpreendesse oferecendo este admirável presente- sua mãe, que agora também é nossa. Sabemos que Maria aceitou o gesto de amor do Filho porque até hoje ela se manifesta em numerosas “visitações”, das quais somos testemunhas na fé. Enquanto Jesus pede “deixai vir a mim as crianças”, Maria não- ela é quem busca os pequeninos, com o coração sempre inquieto pelas necessidades dos filhos. Em Lourdes, por exemplo, a Mãe Clemente aparece a uma menina de 14 anos, pedindo orações e penitência pela conversão dos pecadores. Em Fátima, a “Senhora do Rosário”,responde às orações convocadas pelo Papa e escolhe crianças- três pastorinhos- para transmitir sua mensagem: oração do terço todos os dias, pela paz e o fim da guerra. Quando não surge para as crianças, a Mãe Amorosa “recruta” servos para o trabalho do Reino, como aconteceu no México. A Senhora de Guadalupe chamou um humilde índio para ajudar a converter o povo Azteca, acabando com a idolatria pagã. No Brasil, a “Mãe de Deus e Nossa” surgiu nas águas do Rio Paraíba, realizando pela fé de pescadores, sinais miraculosos. E nós, não menos felizes, realizamos nesta igreja da “Mãe Não Pintada por Mãos Humanas”, obras de caridade que ela inspirou a São Luís Orione. Vivemos tempos difíceis! A crise humanitária ameaça a Vida no mundo inteiro, especialmente a das crianças, por isso a Mãe, “Rainha vestida de Sol”, vem. Ela visita, convida, insiste para que, a exemplo dela, sejamos para nossos irmãos, luzes de caridade, gratuidade e o amorsimples como as crianças... porque delas é o Reino dos Céus. Feliz dia da Senhora das Crianças para você! 2018 | ACHIROPITA - Página 3

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AnvdoeenmStuuãnraodoLmueíissnsOoiornBiáornraiesail Prof. João Henrique Hansen Éfácil, hoje em dia, sair da Itália e chegar ao Brasil no dia seguinte. Voltemos no tempo. Um tempo distante. Vamos pensar que estamos no início do século XX e Luís Orione, um padre apostólico e missionário, que tinha como ideal de vida levar Jesus Cristo, lança seu olhar para o mundo distante. Quer levar Cristo a todos os povos e revela um carinho muito especial pela América do Sul. Além de ´promover a caridade aos mais necessitados em sua terra natal, sonha em atravessar fronteiras para realizar seus projetos. Não lhe bastavam os terremotos e órfãos da Itália, ele queria chegar aos confins do mundo. Seu sonho despertou e ele lançou mãos à obra. Fez contato com o Bispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, um pastor dos pobres e dos filhos dos escravos. Por isso acolheu o apelo dos pobres e aceitou uma missão em terras brasileiras. Era o ano de 1907 e seus missionários preparavam as malas para partir. Veio o precursor, Pe. Vitório Gatti e anos depois, em 1913, partiram para Mar de Hespanha os missionários, Pe. Carlos Dondero, Irmão Júlio e o leigo José Júlio. Deram as primeiras pinceladas do carisma orionita entre os roceiros filhos dos negros, expulsos anos antes das senzalas. MISSIONÁRIOS PIONEIROS NO BRASIL Dom Orione tinha um sobrinho-neto que morava no Rio de Janeiro, Eduíno Orione, que escreveu para Dom Orione e aceitou acolher seus missionários. Ele não via o momento de partir em missão. A bela Tortona e a grande Itálica eram pequenas para seus projetos e evangelização e caridade. Nos fatos, a demora de Dom Orione chegar ao Brasil foi devido Dom Bandi achar que Dom Orione já tinha feito novas fundações na Itália e não queria que fizesse mais alguma em outros territórios longínquos. Também eram grandes os clamores em sua terra natal. De fato, simultaneamente aos tempos de sua partida, houve dois terremotos na Itália e ele ficou lá para ajudar em suas obras e acolher os necessitados. Inesquecível manhã de 26 de dezembro de 1913, no porto conturbado de Gênova. Os primeiros missionários orionitas partiram e chegaram no porto de Santos. Depois de rápida passagem por São Paulo, seguiram de trem para Mar de Espanha, uma cidade no interior de Minas Gerais. Esperavam por eles uma multidão de meninos negros e pobres, expulsos das fazendas e aglomerados na periferia das cidades que se inchavam com tantos filhos dos escravos. Logo depois, em fevereiro de 1914, os missionários abriram um orfanato-escola e escreveram para Dom Orione que “já estavam se ajuntando muitos meninos negros. São filhos de negros importados da África como escravos para o Brasil”. Seu sonho missionário concretizava-se do melhor modo possível: servir nos homens o Filho do Homem. Na mais trágica das realidades humanas: crianças desamparadas, pais desalojados e miséria impressa nos rostos sem esperança. Não podendo esquecer de Madre Michel, uma freira lutadora que insistiu em carta ao prelado que enviasse os religiosos de Dom Orione. Madre Michel é a grande visionária das missões no Brasil e seu chamado foi acolhido por nosso Pai Fundador. Foi a mãe de uma multidão de crianças órfãs, dizimadas pela fome e pelas doenças. Página 4 - ACHIROPITA | 2018 “.... servir o nos Filho homens do Homem ...”

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DA ITÁLIA PARA O MUNDO Finalmente, em 19 de agosto de 1921, Dom Orione chega ao Rio de Janeiro. É recebido com muito carinho pelo sobrinho-neto, Eduino, e pelo Padre Angelo. Madre Michel o levou para o Orfanato, no Catumbi, onde rezou a primeira missa no Brasil. Estava ali aquele que mais tarde seria conhecido como “o pai dos pobres, benfeitor da humanidade sofredora e abandonada”. Com a fama que já desfrutava na Itália, conseguiu no Brasil ser muito respeitado pelas autoridades locais e religiosas, recebendo muito apoio para a missão que viera realizar, com gestos concretos e obras proféticas. Tratar os excluídos dos excluídos como filhos queridos de Deus Pai. Foi conhecer a Casa da Divina Providência em Mar de Hespanha e ficou feliz com o início das obras no Brasil. Dom Orione conhece São Paulo, Rio de Janeiro e Santos e acha que as obras deveriam começar nas grandes cidades, que normalmente são as mais necessitadas de caridade, devido à aglo- meração dos pobres. Assim, nasceu no Brasil a Divina Providência. O grande sacerdote Luís Orione esteve três vezes no Brasil. A Igreja Nossa Senhora Achiropita, erguida pela fé dos imigrantes italianos, foi entregue aos orionitas para que cuidassem com carinho da população, principalmente italiana, que precisava e precisa de atendimento espiritual e material. Assim acolheu os filhos dos calabreses, mas igualmente os filhos da África e mais tarde os migrantes do norte e do nordeste do Brasil. São as cores do manto de Nossa Senhora. Não é necessário dizer o que os orionitas, inspirados em seu Fundador, fizeram em nome de Cristo, pelos pobres do mundo. São os padres que correm, forma o exército da caridade. Na América do Sul, introduziram os orionitas na Argentina, em muitas frentes de trabalho, no Chile, no Uruguai e no Paraguai. Seu olhar missionário e seu espírito visionário lançaram redes em diversos lugares da África, em vários países da Europa, nos Estados Unidos, na Índia e cada vez aumentando sua evangelização. O Brasil registrou a famosa frase de Orione: “O que não fiz pelo Brasil em vida, farei depois da minha morte”. O fato é que continua engrandecendo nossa terra com seu carisma fecundo e evangélico. Basta olharmos a nossa volta e vermos o que a família carismática orionita – padres, freiras e leigos - através de suas obras de caridade e de evangelização, estão fazendo pela caridade no Brasil. Da obra: Caminhando nas terras do pau-Brasil. GEO: Grupo de Estudos Orionitas 2018 | ACHIROPITA - Página 5

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ECC NOITE DA PIZZA EJO CEDO XXII Congresso do MLO Missa Cosme e Damião e Sagrado coração de Jesus Aniversario do Pe. Bogaz Corpus Christi Página 6 - ACHIROPITA | 2018 Missa de Santo Antonio

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92ª FesEtaquFipoirsmtaasção de MOVA Fotos Pascom Akiro A9c2hªirFoepsittaa Casa Dom Orione NCI CRECHE Festa junina Rainha da Paz Reunião Sinodo Crisma Comunidade Betel 2018 | ACHIROPITA - Página 7

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OnraionBe emlaissVioniásRtriaciarodo & Raquel Coppolla Dom Orione amou profundamente o Brasil, e amou com especial afeição os nossos pobres, pois via no amor aos mais pequeninos um instrumento de sua missão. E, para alcançar seus objetivos, sabia que era preciso o testemunho da caridade. Por isso, enquanto esteve conosco, abriu obras, acolheu crianças, preocupou-se com a vida sofrida do povo nas periferias e nas áreas rurais. Ele esteve no Brasil em duas ocasiões por um período de tempo relativamente curto, mas que deixaram marcas profundas com resultados duradouros até os dias de hoje. Na Bela Vista veio pela primeira vez em 1921 e chegou a celebrar missa na antiga capela de São José. Sua presença logo deixou uma grande impressão de santidade por seu discurso, por sua atitude e por toda sua devoção. Sua vinda se deve pela grande quantidade de compatriotas imigrantes italianos, principalmente da região da Calabria, que aqui buscavam uma vida melhor, não deixando a fé nem a devoção a Nossa Senhora. Dom Orione voltou a São Paulo, de 3 a 10 de abril de 1937, e encontrou a nova igreja paroquial dedicada à Nossa Senhora Achiropita, com sua brilhante cúpula dourada. Foi então hospedado na casa da família Bruno, na própria rua 13 de maio. Missionário, Dom Orione viajou o mundo propagando sua fé na ajuda aos mais necessitados, e assim fez no Brasil e no Bixiga, por isso será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos operários civis, como exemplo de compaixão e doação. Numa carta escrita da Argentina a seu sobrinho Eduíno Orione, disse: “Não lhe posso dizer quando voltarei ao Brasil: tenho tanto trabalho aqui! (...) Quero lhe dizer que se não puder voltar ao Brasil vivo, voltarei morto, pois ainda morto quero trabalhar muito fazendo o bem! Quando de seu embarque rumo a sua amada Itália, Dom Orione mais uma vez, como profeta da Providência, exclamou: “O que não fiz pelo Brasil da terra, eu o farei do céu!” Se hoje as obras sociais orionitas na Bela Vista são uma realidade, atendendo crianças, jovens, moradores de rua, idosos, dependentes químicos, enfim os mais necessitados, isso ocorreu por sua presença, por sua bondade e doação missionária, pelo toque de seus pés neste chão da Bela Vista, que se torna fértil regado a caridade, regado pela obra da divina providência. Um Santo pisou nosso chão! ... Página 8 - ACHIROPITA | 2018 Anjos d’Achiropita Joana Matera Há alguns anos, com a ajuda do Padre Paulo Sérgio, comecei a desenvolver um trabalho com crianças na Igreja Achiropita. Um trabalho despretensioso, mas muito prazeroso. Eram crianças com idades diferentes, de 6 a 17 anos. Um grupo bem agitado, como as crianças costumam ser - falantes e até sapecas. Contudo, a energia que apresentavam, demonstrava que certamente tinham muito talento. A cada ensaio me surpreendia. Vozes despontavam, entendiam como afinar, repetiam minhas orientações, como: cantar não é gritar; cada dia uma alegria, pois queriam desenvolver e se sentiam orgulhosos. Uniam-se nas apresentações, e ali apresentavam com orgulho as canções. Cada execução, um brilho de alma. Hoje, graças ao padre Bogaz, continuamos e nos encontramos três vezes por semana, ensaios contínuos, com músicas religiosas, sacras, e populares, afinal sempre temos a apresentação do dia das crianças. Temos uma prática, antes dos ensaios, vamos para a igreja, no altar, e ali de mãos dadas, começo agradecendo a Nossa Senhora, por seus talentos, inteligência e como não podemos deixar de citar, a beleza de cada um. Terminamos com um pedido, que a música seja uma forma de despertar a amizade, o amor, e ampliar a inteligência, e que Nossa Senhora ajude em suas realizações. Em seguida, se querem fazer um pedido, na maioria das vezes pedem pela saúde de um tio, mãe, madrasta, avós, ou se algum deles que está doente. Sempre que rezamos o Pai Nosso nas celebrações, rezamos abraçados, porque digo que são um cacho de uva. Por isso já foram citados em Celebrações, quando se referem ao vinho e à uva. Um padre disse `a assembleia que sejamos como o Coro, um cacho de uvas. Cantar afinal, é um aprendizado para a vida, para a arte. Cantamos por amor, seja pela música, seja pela desejo de cantar, mas sempre pensando no Dom que Deus nos deu. O Coro, a meu ver, representa os anjos que cantam e Nossa Senhora, por isso sempre me refiro aos Anjos da Achiropita, como rodeiam a oportunidade de eu poder ser melhor, pois são estas crianças, estes Angelus- Anjos, que me mostram como a vida é simples, o amor é simples, o doar-se é simples. As crianças e os Anjos são a beleza que Deus deu a vida, a alegria de podermos entoar nos cânticos e sentirmos que o Céu está presente na Música. Os Anjos da Achiropita são a essência do amor de Nossa Senhora. Agradeço a Deus pelo privilégio de poder ensinar a mais pura arte, o Canto. Agradecemos sempre, por sermos lembrados pelo Padre Bogaz, que nos honrou com seu carinho e que nos dá muitas oportunidades. Deus o abençoe.

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novo Nosso Lar ! Malu & Paulinho Takahashi “ESPAÇO SOCIAL – UM SONHO REALIZADO” Sempre se pensou em construir mais um pavimento no Espaço Social, que além de concentrar todos os irmãos de rua no mesmo local, poderia acolher mais 40 pessoas. Padre Bogaz, sentindo a necessidade de ampliar o Espaço Social, conversou com o Engenheiro Jeferson (amigo de Rio Claro) quanto à elaboração do projeto e cálculo estrutural que, aceitando o desafio, iniciou em 18 de março de 2018 os projetos arqui- tetônicos, estruturais, hidráulicos , e em 04 de abril, a obra foi iniciada com prazo fi- nal até 30/06/2018. Foi confiado ao senhor José Alves (peça fundamen- tal para agilização e qualidade da obra) o acompanhamento dos serviços do empreiteiro Jovando e sua equipe; Rafaela encarregada de toda a compra de material. Também es- tiveram envolvidos em tudo o que foi preciso as seguintes pessoas: Padres Bogaz, Cidinho e Pedro (da Paróquia); Padres Rodinei e Cido (da Província); Sérgio (Financeiro-Província); Claudete e equipe, Sueli e equipe. A velocidade dos serviços foi fantástica, tanto que se resolveu fazer mais um pavimento, estendendo-se o prazo para 31/07/2018. Foram enfrentados alguns problemas como greve dos caminhoneiros, entrega de materiais somente à noite (por ser área restrita), e outros. Mesmo assim, conseguimos cumprir o prazo. Hoje temos 420m² a mais (2 salões) que além de atender os irmãos, também podemos utilizar para eventos e reuniões, desafogando assim o Plenário. Um sonho somente é realizado quando o foco de toda a equipe é o mesmo, e cada um fazendo a sua parte. O intuito da ampliação é atender melhor e mais pessoas em situação de rua. Assim, como o padre Bogaz sempre fala, de todas as nossas obras, esta, com certeza, é a mais Orionita e sempre tentamos dar o máximo de dignidade a todos os assistidos. Temos sempre que acreditar que é possível. A esperança só é dada àqueles que atuam e jamais desistem de seus sonhos. Parabéns a todos. Depoimentos contaram com a colaboração do Engenheiro Jeferson, José Alves e Rafaela Prachedes. 2018 | ACHIROPITA - Página 9

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Mercia Bressan Um dia com a população de rua Mercia Bressan Odia clareia e muitos já estão à espera na porta para serem acolhidos no Espaço Social D’Achiropita. mãos e pés, confecção de sabonetes artesanais, zadas adquirindo fundos para as Obras reciclagem, cinema, etc. A manhã fica Sociais. cheia de atividades para que cada um Para o lazer, os que Começamos um novo dia: a entrada, a entrega se encontre e construa sua própria não estão ocupa- das fichas. Uns vão para o banho; outros para vida. dos com oficinas, o banheiro fazer sua higiene matinal; outros Fica também à disposição espaço para estão assistindo à se acomodam com seus pertences e os traba- lavarem e passarem as roupas (se qui- TV ou jogando do- lhos começam a tomar proporção. serem). Chega o momento do almoço. minó, cartas, ping Chega o momento do café. Todos ficam aten- É feita a reflexão sobre o Evangelho pong, xadrez e etc. tos a esse momento esperado, mas nada acon- do dia acompanhada de uma história Esse é o nosso dia tece antes de se pedir proteção a Deus para para ajudar a fixar o ensinamento vindo do junto aqueles que São Luis Orione pe- esse dia, e então rezamos ao nosso Pai para próprio Jesus para esse dia abençoado. diu que cuidássemos. nos proteger. No almoço buscamos uma alimentação balan- O Espaço Social é local de crescimento, Terminando o café, algumas ofici- ceada, saborosa e abundante tendo o cuida- cultura, de vontade de que o mundo nas acontecem. A oficinas aconte- do para não haver desperdício seja diferente para aqueles que estão cem em dias determinados: alon- e nem exagero nas bandejas. ali em busca de mudar a vida e poder gamento, curso para vigilantes e porteiros, informática, futebol Chegamos ao período da tarde e até as 16h, ficam livres para a sair da rua. de quadra, roda de conversa, ci- prática do artesanato, informá- dadania, desenho livre, leitura tica e confecção de caixinhas de interpretativa, fanzine, artesanato, higiene de MDF e tecido que são comerciali- Alegria da Caridade ! Equipe de Festa 2018 Magda/Miguel Renata/Luciano Kátia/Julio Kátia/Isidoro Suzana/Sebastião Não há sensação mais maravilhosa do que ajudar o próximo. Como é bom trazer o sorriso a um rosto amargurado pela dor! E como é bom aliviar essa dor!. Que felicidade trazer a esperança e a fé a alguém que perdeu a confiança no futuro. Não há bem material que pague a sensação de ser útil ao demonstrar carinho e afeto pelos nossos irmãos, por aqueles que nem conhecemos. Por isso a caridade está sempre acompanhada da alegria. E parece que é isso que temos feito. O homem busca a felicidade nos lugares mais improváveis, não sabe que a verdadeira felicidade se encontra tão perto. A felicidade está em servir o próximo como Jesus nosso mestre tanto exemplificou durante a sua passagem pela terra. A caridade é a mãe de todas as virtudes e quem a pratica está sempre em paz, alegre e feliz. Lembremo-nos de que nada levaremos de material quando partirmos para nossa morada eterna: apenas o bem que tivermos feito, e as sementes do amor e carinho que tivermos semeado em cada coração que tenha cruzado o nosso caminho. Temos certeza de que nossos voluntários sentem muita alegria ao participar desta festa maravilhosa que acontece a cada ano, justamente porque ela resume tudo isso, a caridade com Alegria. Desde o bebê até as mammas que participam com toda a alegria dia após dia nos seus limites, mas com o coração cheio de amor. Amem-se uns aos outros. Somos todos irmãos em Cristo ! Página 10 - ACHIROPITA | 2018

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Filhos Diletos D a M ã e A c h i r o p i t a Ricardo&RaquelCoppolla Morando há 44 anos no Bixiga, a história de Dª Nancy Conde Zuardi, 82, se confunde com a história mais recente de nossa comunidade Achiropita. Ela e seu marido, Eustáquio Zuardi, conhecido como Nino, já falecido há 19 anos, foram o primeiro casal coordenador geral da festa de Nossa Senhora Achiropita, isso nos anos 70. Nesta época a festa era bem menor. “As pessoas que trabalhavam, compravam os ingredientes, faziam os produtos e depois elas mesmas compravam” diz dona Nancy. Sempre com muita luta, chegou a receber em sua própria casa, para jantar, por duas vezes, Dª Eloá Quadros, esposa do então prefeito de São Paulo Jânio Quadros, e pedir a ajuda de que tanto precisava. Claro, sempre conseguiu. “A equipe de festa era uma equipe tão unida e que lutava, era uma garra maravilhosa”, lembra com muito orgulho Dona. Nancy. PASCOM: E hoje, como a senhora enxerga a festa? Ela foi a primeira professora da creche Mãe Achiropita em 1974 e se diverte quando fala que hoje, muitas vezes, pessoas que foram seus alunos, já grisalhas, param-na na rua e dizem “Oi, tia Nancy”. Difícil imaginar que quando chegou, não conhecia Nossa Senhora Achiropita, nem tampouco a obra de São Luís Orione. Por indicação de uma amiga, vizinha do prédio que morava, entrou como voluntária na creche para dar aula, que era muito pequena e tinha condições muito precárias. Ficou 4 anos numa sala embaixo de uma escada, sem janelas com 40 alunos e somente um banheiro pequeno. Ela estava ali por ser a única pedagoga formada. Dª Nancy: “Eu acho que a festa chegou no ápice. A gente precisa se esforçar para que continue no ápice, com garra, se esforçando e sabendo que aqui é pura e inteiramente doação. Funciona como uma empresa, mas é uma festa espiritual. Doação espiritual. Ninguém é mais do que ninguém... Foi coordenadora da cozinha na festa durante 6 anos. Faziam parte da equipe Dª Ida, Dª Maria Emília, Dª Lucy. Ela e o marido foram os primeiros Relações Públicas. Já tinham a visão da necessidade de divulgação da festa. Através de seus relacionamentos pessoais, vieram os patrocínios e com isto, a festa cresceu e passou até a faltar espaço. Nancy Conde Zuardi 2018 | ACHIROPITA - Página 11

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Elegia às crianças Mara Lima Gritos, correria, agitação.... Risos, brincadeiras, correria.... Amor em suas mais diversas formas pairando no ar. Na comida servida, nas brincadeiras, no sustento, na presença, no cuidado, na dúvida sobre o melhor a ser ofertado. Como educar, como dar exemplo o tempo todo, não pode deixar a peteca cair... E os dias se passam e, aos poucos, vemos a missão sendo cumprida. Com erros e acertos, nem sempre da melhor forma, mas com amor e dedicação. Os olhinhos felizes, por vezes febris, lacrimejantes, sonolentos... A missão é árdua, mas não traz dúvidas a quem a executa: é preciso ir em frente, Ave Maria e Avante! E com o passar do tempo podemos ver as crianças crescendo, evoluindo, aprendendo, sendo... Tudo concorre para o Bem. Todas as ações plantadas produzem resultados. Que possamos sempre trazer bons exemplos para os pequenos que, como um solo fértil, frutificarão e multiplicarão nossas ações através do tempo. “ criança pode ser o sol ou a tempestade de amanhã” São Luís Orione

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