Revista O Campo - 26ª edição

 

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Revista produzida pelo setor de comunicação da Coopermota - Cooperativa Agroindustrial

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Edição 26 • agosto • 2018 Mala Direta Básica Contrato: 2017 CNPJ 46844338/0001-20 / SE/SPI Coopermota Cooperativa Agroindustrial MANEJO CORRETO NUTRIÇÃO GARANTIDA Produtor conta que chegou a ter 40 colmeias em caixas que geravam 600 litros de mel Produção de derivados do leite gera renda a pecuarista da região de Mirante do Paranapanemajulho | agosto 2018 o campo 1

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SUPERAR DESAFIOS E PROSPERAR O setor agropecuário passou por um período longo de dificuldades devido às intempéries climáticas nesta safra. Em algumas localidades foram mais de 100 dias sem as precipitações ideais de chuva o que resultou em variações de produtividade no que se refere aos grãos e necessidade de ações alternativas de suplementação para as pastagens no setor pecuário. Contudo, a partir da experiência observada junto aos produtores da região, exemplificada pela reportagem que a revista O Campo realizou em visita a um pequeno pecuarista da região de Presidente Epitácio, evidenciamos que o manejo adequado de qualquer cultura é capaz de superar defasagens que venham a surgir como desafio aos produtores. Na reportagem desta edição, observamos como os desafios podem ser superados tanto por grandes produtores, normalmente mais tecnificado e com mais acesso à informação especializada, quanto por produtores que atuam em menores extensões territoriais. No caso específico, a instalação de um sistema de irrigação e a garantia da oferta de nutrientes a partir de silagens adequadas ao gado contribuiu para que o rebanho mantivesse a produção de leite em quantidades elevadas. Outra experiência retratada na O Campo, desta vez em propriedade situada em Mirante do Paranapanema, destaca o meio encontrado pela família para gerar renda e ainda manter a família unida em torno de um negócio. A transformação do leite em produtos derivados como o requeijão e o provolone garantem o sustento familiar e envolvem todos os integrantes da família na sua produção diária. Além disso, o trabalho ligado ao hobby do produtor rural também é assunto de relevância à revista O Campo. O prazer e a “perfeição” no labor verificada pelo agricultor na produção do mel se transformou em uma de suas fontes de renda, principalmente na década de 1990. Mais de 600 litros na safra traziam um incremento no orçamento da família. Além dos cuidados com a terra, a atenção diária à saúde daqueles que se amam faz parte do cotidiano do produtor. Com este olhar o presidente da Coopermota aderiu ao convênio médico oferecido aos seus cooperados, o SPA Saúde. Veja um pouco mais sobre isto nesta edição. Experiências de intercâmbio e comemorações por conclusões de etapas na formação de educadores também fazem parte da listagem de ações retratadas nesta edição da revista O Campo. Tenha um bom momento de leitura e saiba um pouco mais das ações que envolvem a Coopermota e a agricultura regional. Vanessa Zandonade Editora Expediente 4 o campo ajuglohsoto| a2g0o1s8to 2018

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Olhar Cooperativo Sumário 06 Mobilização em favor do setor As mudanças na tabela do frete trouxeram muitas complicações para o setor agropecuário, com o aumento expressivo do custo de produção dos agricultores devido a alta no valor dos insumos. Em muitos lugares chegou a ser cogitado o desabastecimento destes produtos, o que traria sérios impactos ao setor. Diante desta realidade, a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) vem atuando de maneira incisiva na pressão política junto ao Governo Federal para reivindicar mudanças. Em meio a estas demandas da categoria, a Coopermota fez parte da equipe de cooperativas que se dirigiu a Brasília para audiência com o presidente Michel Temer. Esta iniciativa está entre as várias outras que estamos realizando como mobilização contra os impasses que surgiram à categoria desde a paralisação dos caminhoneiros. Durante reunião no Palácio do Planalto, a Coopermota representou o estado de São Paulo, tendo parceria com várias representações de cooperativas de outros estados e o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas. A situação ainda é incerta até o momento, porém dedicamos nossos esforços para buscar a melhor saída a esta realidade. Embora as dificuldades surjam, a união da categoria é o caminho possível para que possamos nos posicionar contrários às deliberações implantadas ao setor que dificultam o desenvolvimento da agricultura. Na área de abrangência da Coopermota, estamos concluindo a safra de inverno com variação de produtividade inferior ao que os produtores vinham estimando antes das péssimas condições climáticas registradas na região. Contudo, entendemos que o planejamento de toda a produção e a adoção de práticas conscientes de manejo sejam as melhores saídas para estas situações que ocorrem para além de nossas possibilidades de intervenções. Mantemos o nosso propósito de ser sempre a alavanca para o crescimento da agricultura como um todo, buscando práticas sustentáveis econômica e ambientalmente, de forma a superar os desafios impostos à nós. E assim vamos juntos, atuando de forma coletiva, à mais uma etapa desta nossa caminhada! Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota 10 16 20 22 26 30 35 37 39 43 Gado leiteiro - produtor relata benefícios obtidos com manejo de pastagem Pecuarista obtém renda com a produção de derivados do leite Agricultor lembra década em que criou abelhas e chegou a comercializar 600 litros de mel na safra Membros da Coopermota participam de intercâmbio sobre inovação nos EUA Inaugurada Unidade de Negócios de Rancharia com centenas de participantes Presidente da Coopermota adere ao S.P.A Saúde Engenheiro alerta sobre precauções necessárias contra ferrugem asiática Maracaí e Piraju recebem espetáculo de rua viabilizado pela Coopermota Educadores participam de formatura do primeiro ano do programa Cooperjovem Artigo CCSA: Reflexões sobre efeitos da greve dos caminhoneiros Artigo Embrapa: Importância de manejo na entressafra julho | agosto 2018 o campo 5

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GADO LEITEIRO Manejo que supera longas estiagens Furukawa aderiu à orientação de irrigar a pastagem justamente neste ano em que a estratégia foi determinante para a manutenção do pasto em condições nutricionais ainda satisfatórias Capa F az menos de um ano que a pastagem do Sitio Monte Alegre conta com um sistema de irrigação espalhado por todos os piquetes para manter a umidade do solo necessária para o desenvolvimento do capim Mombaça. Além da implantação da irrigação por aspersão, a propriedade também passou a ter cultivada esta nova variedade de capim, mais sensível, porém com maior teor nutricional destinado a aquele rebanho. No bairro Campinal, em Presidente Epitácio, a atividade leiteira é a base da economia de praticamente todos os produtores daquela área. O pecuarista Ricardo Furukawa aderiu à orientação de irrigar a pastagem justamente neste ano em que a estratégia foi determinante para a manutenção do pasto em condições nutricionais ainda satisfatórias para a alimentação do seu gado leiteiro, diante da longa estiagem registrada neste inverno. Nesta região de clima tropical, normalmente o inverno começa em maio e se estende até outubro, com redução da temperatura e menor luminosidade durante o dia. Como consequência desta realidade, a planta tem dificuldade de realização da fotossíntese e apresenta uma considerável queda no seu desenvolvimento, perdendo grande parte de seus valores nutricionais. No entanto, conforme conta o pecuarista, a chuva registrada no início de agosto interrompeu um ciclo considerado por ele como preocupante, de um total 100 dias sem precipitações necessárias para se manter as condições ideais para as plantas. Furukawa avalia que neste ano a estiagem começou mais cedo. “Em março eu já comecei a tratar do gado com silagem. Aí choveu e eu fiquei uns 40 dias com o gado só no pasto, mas logo depois a estiagem voltou”, lembra. No entanto, garante que conseguiu manter a produção leiteira de seu rebanho com as estratégias que adotou na propriedade. “Se houve alguma baixa na minha produção foi por questões alheias à esta estiagem. Não foi uma baixa de média/animal/dia”, enfatiza. Ricardo Furukawa trabalha com a raça Girolando e possui atualmente 40 animais adultos e 25 em fase de mama, dispersos em um total de 15 hectares. Deste total, obtém 400 litros de leite por dia, quantidade que se manteve estabilizada mesmo durante o período de estiagem. “Neste tempo da seca o gado fica mais confinado na silagem, mas eu uso o piquete 6 o campo jauglohsoto| a2g0o1s8to 2018 A pastagem em bom estado resultou na redução de consumo da silagem

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rotacionado em menor quantidade para não haver queda nutricional”, diz. O pecuarista disponibiliza a silagem 2x ao dia para o gado se alimentar à vontade e à noite abre o piquete para que eles possam circular pelo espaço e completar a sua alimentação. “Eles vão para o piquete praticamente satisfeitos”, afirma. Furukawa comenta que o gado possui o hábito de circular pelos espaços e a interrupção desta circulação pode afetar a produção de leite do rebanho devido ao estresse gerado por essa mudança. “Eles são animais rotineiros. Se eu não abrir o piquete eles ficam a noite toda na porteira esperando”, acrescenta. O veterinário da Coopermota, Renan Messias Duarte Costa, foi quem incentivou o produtor a adotar a irrigação, já que desta forma ficaria menos “exposto” às variações climáticas de uma possível estiagem como a ocorrida. Ele explica que o capim Mombaça se comporta bem nas condições proporcionadas no sítio Monte Alegre, na região de Epitácio, e completa a sua germinação a cada 28 dias. Para manter o capim sempre em boas condições de pastagem, Furukawa implantou um sistema irrigado com 28 piquetes. Desta forma, a cada dia uma nova área alcança a condição ideal para o pastoreio do gado, tendo em vista que os animais permanecem por um dia em cada lote. Além disso, para garantir as boas condições do Mombaça, o pecuarista faz a correção do solo a cada passagem do gado, além da adubação de base realizada no momento do plantio. A cada liberação de piquete é realizada a manutenção do nitrogênio no solo, disponibilizando 05.05 gramas de ureia por metro quadrado de piquete. Para a manutenção da umidade do solo da propriedade são gastos 10 milímetros de água por metro quadrado ao dia, equivalente a mil litros por hectare. A irrigação é toda automatizada, sendo utilizada no período noturno para atender aos requisitos do Padrão Verde da empresa distribuidora de energia, em que há redução da cobrança para uso entre as 21h30 às 06h. São três horas de irrigação por noite. Contudo, mesmo com todos os cuidados para manter a pastagem em boas condições, o veterinário comenta que o pecuarista optou por usar menos o piquete porque ele tem a silagem como fonte complementar de alimentação do gado, além da ração diária disponibilizada no momento do retiro. Há cerca de três anos, Furukawa passou a suplementar a nutrição das vacas leiteiras com a ração 22% farelada da Coopermota. O pecuarista Ricardo Furukawa e o veterinário Renan costa em piquete irrigado julho | agosto 2018 o campo 7

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} CONSUMO O pecuarista comenta que não tinha pensado em implantar a irrigação nos piquetes. “Pelo o que percebo até agora, não me arrependo de ter instalado a irrigação, mesmo com o custo que tive. Em comparação com a silagem que tive que usar no ano passado, eu usei bem menos até agora. Só gastei 50% da silagem disponível. A minha ideia principal é fazer sobrar silagem e parar de usar esta complementação com mais antecedência em comparação com o que eu fazia antes”, afirma. Segundo ele, no ano passado a silagem foi utilizada até dezembro. Sua expectativa para este ano, mesmo com a estiagem, é parar o seu uso entre setembro e outubro. Segundo dados coletados junto a propriedade, o consumo diário do rebanho é de mil quilos de silagem por dia. Caso esta alimentação fosse exclusivamente de silagem este consumo teria um acréscimo de 20% ao dia. 8 o campo jauglohsoto| a2g0o1s8to 2018

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} PECUARISTA HÁ 30 ANOS Ricardo Furukawa começou a trabalhar com o gado quanto tinha 11 anos de idade. Hoje, com 40 anos, afirma continuar aberto ao aprendizado de novas técnicas e métodos para obter os resultados que deseja. Conta que o pai trabalhava com lavoura e com o tempo migrou para o leite. “Desde pequeno eu, meus dois irmãos e minha mãe ordenhávamos as vacas na mão. Só minha irmã mais nova ficava de fora”, lembra. Em 1983, sua família possuía uma propriedade na área que seria inundada pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp) devido a construção da Represa Porto Primavera, proveniente de águas do Rio Paraná. Naquele período, a família migrou para o assentamento, como indenização da Com- panhia. “Chegamos com o lote de indenização e depois de algum tempo meu pai tinha 13 lotes que aos poucos foram sendo divididos entre os filhos. Estamos hoje cada um com a sua área, porém permanecemos todos por aqui”, conta. Atualmente, Furukawa realiza a ordenha de seu rebanho duas vezes ao dia, sendo a primeira às 06h e a segundo às 17h. Embora o retiro seja realizado por ordenhadeiras, o pecuarista mantém o sistema de “balde ao pé”, em que o leite não é canalizado. “O leite cai no balde e a gente joga manualmente a produção no resfriador”, explica. Toda a produção do bairro é levada ao resfriador coletivo mantido pelo pecuarista. Na sequência, ela é coletada por caminhões do laticínio parceiro. julho | agosto 2018 o campo 9

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Mirante do Paranapanema PECUÁRIA FAMILIAR Transformar o leite para gerar renda Nos períodos de umidade regular, são 1.600 litros de leite transformado diariamente em cerca de 160 quilos de derivados S aber a exata temperatura do leite, a quantidade do coalho e do fermento láctico a ser utilizado, o tempo de cozimento e de descanso da massa, entre outras medidas, são alguns dos segredos que a família Laureano Lopes acumula com alguns anos de experiência no preparo da muçarela, da manteiga, do queijo nozinho e do provolone. Essa rotina de transformação do leite cru em derivados ocorre por mais de 15 anos e já se estende para a segunda geração da família de Aparecido Laureano Lopes e Olenir dos Santos Laureano Lopes. O trabalho começa cedo no sítio Nossa Senhora Aparecida, localizado no Lote 44, do Assentamento Che Guevara, em Mirante do Paranapanema. Por volta das 4h30, Cido Muçarela, como é conhecido na região, levanta para iniciar o retiro do leite de suas vacas. São 300 litros de leite ordenhados todos os dias na propriedade da família, somados a outros 1.300 comprados de outros produtores. A produção terceirizada é proveniente de pecuaris- tas situados entre Mirante do Paranapanema e a cidade de Itaguajé, no Paraná, onde atualmente está instalado o laticínio, cerca de 20 quilômetros distante do sítio da família. O montante de 1.600 litros é transformado diariamente em cerca de 160 quilos de derivados. Contudo, neste período de seca a produção leiteira caiu aproximadamente pela metade, afetando diretamente a produção dos queijos do laticínio Santo Expedito. A logística do leite para o processamento é de responsabilidade da esposa, Olenir, que é incumbida de levar até o laticínio a produção total do leite. Em Itaguajé, o processamento é realizado no laticínio, coordenado pelo filho Rafael Santos Laureano Lopes e a esposa Amanda Lopes. Por volta das 10h30, todo o leite já começou a ser talhado. No começo, a família fazia as experimentações da receita dentro de casa e posteriormente passou para um pequeno cômodo situado ao lado da cozinha. À medida que o negócio crescia e trazia bons 10 o campo ajuglohsoto| a2g0o1s8to 2018

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resultados, a família buscou apoio da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) e conseguiu um kit de material de construção. O benefício foi concedido para os integrantes do assentamento e para várias outras famílias. Com o auxílio do Itesp, somado à renda obtida com a venda de gado e do financiamento que adquiriu, ele conseguiu recursos suficientes para montar o laticínio próximo a sua casa. No início, a produção envolvia em torno de 30 litros de leite, para a formatação de queijos de pequeno porte. Era a estratégia adotada para início da conquista dos clientes, o que foi ampliado rapidamente. Porém, o crescimento do empreendimento também trouxe alguns problemas. “Conforme a gente foi crescendo, a energia não suportava a exigência do laticínio. Queimavam aparelhos e tinha transtornos, aí o pessoal do Itesp de Pirapozinho constatou que esta energia disponível no assentamento não era mesmo suficiente. Nosso sistema é monofásico, com um transformador para cada duas famílias”, conta. Diante das dificuldades, o pecuarista comprou um terreno em Itaguajé e instalou seu laticínio naquela região. Cido Muçarela e a esposa, Olenir Lopes, mostram os produtos feitos pela família. julho | agosto 2018 o campo 11

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} Planos de crescimento A expectativa da família é trazer de volta o laticínio para o assentamento. “Agora a gente está com o padrão verde. O rapaz diz que vai melhorar o transformador. Diz que isso é ampliado conforme o uso do local”, comenta. A ampliação do laticínio é meta do produtor para ampliar também a renda da família, baseada quase que exclusivamente nesta atividade. Além da venda dos queijos, o sítio também conta com pequenas áreas de eucalipto para comercialização e a renda da venda de gado e comercialização do gado que entra no processo de descarte por conta da redução da produção leiteira. Neste período de seca registrado entre junho e agosto, a queda da quantidade de leite obtido no retiro afetou o abastecimento do produtor junto aos seus clientes. “A gente mantém o produto primeiro dos clientes fiéis. Para aqueles que compram de vez em quando a gente nem está entregando”, lamenta. Mas mesmo com a dificuldade enfrentada por ele, os seus planos continuam sendo de crescimento. “Pretendo reduzir a quantidade de leite de terceiros que utilizo. Quero conseguir a produção de 450 litros diários retirados aqui das minhas vacas”, afirma. Para garantir boa produção, Laureano Lopes iniciou neste ano a reforma do pasto, com o investimento em sistema de irrigação, alimentação no coxo e manejo adequado. “Temos que garantir boa produção. O leite me permitiu melhorar a situação de vida da minha família e quero manter isso. A gente rala muito mas temos a recompensa”, diz. Desde julho, o pecuarista começou a usar a ração da Coopermota para bovinos de leite. Conforme descreve o veterinário da Coopermota, José Antônio Pereira, o alimento é enriquecido com minerais e vitaminas, sendo também tamponado com bicarbonato de sódio, o que assegura uma melhor qualidade e um maior rendimento na produção leiteira. No sítio Nossa Senhora Aparecida é utilizada a ração da linha Lactação 20%. De acordo com Aparecido, desde o início do uso da ração, a produção leiteira de seu rebanho se manteve. “Eu dava outra ração mas era mais difícil para pegar. Trazia do Paraná. Agora com a Coopermota aqui perto facilita. Além disso, manter a quantidade de produção do leite nesta época é uma glória”, avalia. } Produção dos derivados No momento em que se inicia a produção do queijo é acrescentado o coalho no leite aquecido a 36 graus Celsius, o qual age de 30 a 50 minutos. Em seguida, a massa é separada do soro. Finalizada esta etapa, fatia-se a massa em pedaços pequenos, os quais são jogados em água fervendo até que se ganhe uma consistência de “chiclete”. O que se faz em um dia é processado no dia seguinte. Na sequência, o produto fica na câmara fria e passa pela salmoura. A mesma base de massa passa por tempos distintos de salmoura para dar origem a diferentes produtos como o nozinho, a muçarela e, finalmente, o provolone. São 5 minutos para o nozinho, dois dias para a muçarela e três dias para o provolone. 12 o campo ajuglohsoto| a2g0o1s8to 2018

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