Bom Dia Catas Altas

 

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Catas Altas - Setembro de 2018 - Edição 129 - Ano XI

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CaBOtMaDsIAAltas Cidade Histórica e Ecológica - Setembro de 2018 - Ano XI - Nº 129 - Distribuição Gratuita Dirigida Vale continua sacrificando Catas Altas Com uma dívida acumulada de mais de R$3,5 milhões em 20 meses, a Vale vem prejudicando, indire- tamente a saúde, a educação e os serviços públicos de Catas Altas. O que era antes apenas impacto am- biental, agora passa ser social e econômico, demonstrando descaso total com o catasaltense. Página 3 Segurança sempre O vice-prefeito Fernando considera a segurança como parte vital numa sociedade. Após ver seu projeto da Guarda Municipal sendo preparada, agora é a vez da sinalização horizontal da MG 129. Página 5 Catas Altas na Globo de novo Página 7 Catas Altas e Juca Hosken – que história! Página 8 A história de Catas Altas é cheia de personagens icônicos – Juca Hosken é um deles. CNPJ 27.776.573/0001-68 / Tiragem: 1 / Valor: R$ 992,00

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CaBOtMaDsIAAltas Setembro de 2018 - Página 2 Educação Patrimonial Trabalho contribui para preservação do patrimônio da cidade e ainda gera receita para o município O trabalho de Educação Patrimonial “Garimpando Nosso Patrimônio” é uma ação, que vem desde 1999, sendo desenvolvida pelo Departamento de Cultura, e que realmente surte efeito. Além de ser uma obrigação, o trabalho ainda mantêm a cidade produzindo ICMS Cultural, gerando receita ao município, sem contar que através da educação patrimonial os cidadãos passam a valorizar o patrimônio da cidade e a ajudar a preservar todo o acervo – acervo esse que tem chamado a atenção das produtoras de televisão diante o rico cenário que o local apresenta. Estão acontecendo palestras e rodas de conversa em salas de aula, visitas a bens culturais Neste ano, o departamen- vapor, não só para cumprir va do IEPHA/MG, mas que é continuar um trabato esta trabalhando a todo a Deliberação Normati- também a meta estipulada, lho que tem por objetivo conscientizar, ensinar, fazer gostar, amar e ajudar a preservar o Patrimônio Cultural de Catas Altas, informou Eder Ayres Siqueira, chefe do departamento de cultura da cidade. Estão acontecendo palestras e rodas de conversa em salas de aula, visitas a bens culturais como ao Solar dos Emery - Centro Cultural Tenente-coronel João Emery; ao Solar João Vieira da Silva – Sede da Prefeitura de Catas Altas; ao Mundéu, do Morro D’Água Quente; à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ao Museu do Caraça entre outros, sendo todas visitas monitoradas pelo Chefe de Departamento de Cultura. Cartilhas Para todos os professores e alunos da rede pública, a partir do 1.º ano até o 8.º ano, foram distribuídas cartilhas intituladas Patrimônio Cultural. As cartilhas elaboradas pelo Departamento de Cultura trazem informações básicas sobre o que é Cultura, o que é Patrimônio Cultural e sua impor- tância, destacando os patrimônios materiais móveis e imóveis, os imateriais, e os bens registrados, trazendo ainda algumas curiosidades sobre o município, e ainda alguns conselhos do ‘Caracinha’, que é a mascote do Patrimônio Cultural de Catas Altas: Educação infantil Para os alunos da educação infantil foram distribuídas cartilhas com parlendas e trava-línguas de autoria de Eder Ayres Siqueira, tanto para os alunos, quanto para professores, para facilitar o trabalho com as crianças, pois são parlendas e trava-línguas simples e voltadas para todo o patrimônio. Como as parlendas são usadas no âmbito escolar, para ensinar diferentes temas para as crianças, elas foram criadas para se trabalhar melhor o patrimônio cultural e natural catas-altense, de forma a agradar as crianças, cativando-as, incentivando-as, de forma pedagógica. Restauração Outro trabalho que já está sendo realizado é o de Educação Patrimonial concernente a restauração, aproveitando o trabalho de restauro dos Elementos Artísticos Móveis da Capela de Santa Quitéria, que está sendo realizada no consistório da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, com visitação aberta ao público, e onde os alunos das escolas do município participam, sob a coordenação do Chefe de Departamento de Cultura, para uma explanação da importância de se restaurar os bens móveis em questão, e na oportunidade eles têm uma explicação detalhada de como se faz, e porque se faz uma restauração, pelo conservador/restaurador Roberto Cláudio Miranda. Terra de Minas No dia 23 de agosto uma turma de alunos da Escola Municipal Agnes Pereira Machado, com palestra de Eder Ayres Siqueira, participaram de uma gravação, na Igreja Matriz, para o programa ‘Terra de Minas’ da Rede Globo de Televisão. A matéria foi direcionada ao trabalho de Educação Patrimonial que está completando este ano, 19 anos. A palestra enfocou a história da Igreja Matriz, e aproveitando o ensejo, também os alunos visitaram o ateliê de restauração com uma explanação do restaurador/ conservador Roberto Cláudio Miranda. O programa ainda não tem data definida para ir ao ar. Estudantes junto ao Chefe do Departamento de Culturua, historiador Eder Ayres, durante visita ao Constritório da Matriz EXPEDIENTE CaBOtMaDsIAAltas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia Catas Altas online: www.facebook/bomdiacatasaltas Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 dindao@bomdiaonline.com O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box

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CaBOtMaDsIAAltas Setembro de 2018 - Página 3 Falta de compromisso da Vale sacrifica população Empresa despreza apelos da administração e prefere manter pagamento parado em conta judicial Apesar de inúmeras tentativas de acordo, de reuniões com dirigentes da mineradora na busca de solução amigável para o impasse sobre a dívida da empresa para com Catas Altas, a mineradora Vale permanece alheia à situação que passa o município e agora, além de explorar os recursos minerais da cidade, causando impactos sociais e ambientais, causa agora também um impacto econômico ao deixar de quitar suas obrigações tributárias, onde deve mais de R$3,5 milhões. Esse valor poderá subir caso seja computando as diferenças nos pagamentos realizados nos anos anteriores, o que poderia resultar em uma dívida superior aos R$15 milhões. Depósito em juízo Questionando os valores cobrados pelo município, a Vale acionou a justiça e depositou os pagamentos em conta jurídica, ficando estes bloqueados até que seja proferida uma sentença para o caso. Entretanto, enquanto a ação tramita, o município fica prejudicado, já que os recursos que deveriam ser investidos na cidade, em saúde, educação, obras e custeio geral ficam paralisados não atendendo a nenhum interesse. Diante a lentidão da tramitação de ações na justiça, o caso pode levar anos para ser solucionado. Diante do fato o município propôs à empresa que liberasse os valores depositados em juízo e tão logo a justiça se pronunciasse, caso desse ganho de causa à empresa, a prefeitura concederia crédito à mineradora para pagamento de futuras taxas e impostos. Entretanto até o momento a empresa não se manifestou sobre a proposta, deixando o município em grave situação financeira. O prefeito Parreira tenta de todas as formas resolver o impasse de forma amigável. Já o vice-prefeito Fernando informou ao Bom Dia Catas Altas que caso a empresa não entenda a situação que passa o município e se sensibilize, o município deve sim buscar medidas mais enérgicas e de direito para solucionar o caso. Entenda o caso Segundo a Procuradora Cidade fornece minério para a Vale, mas não tem recebido seus impostos e taxas em contra partida Jurídica do município, Librielle Rodrigues, há alguns anos a Vale vinha pagando um valor estimado das taxas. O fato de esses pagamentos serem baixos diante ao porte da empresa chamou a atenção do setor responsável do município que ao aprofundar no caso verificou que estava ocorrendo uma discrepância em relação à realidade: “O valor pago pela Vale estava sendo baseado em estimativas quando foi verificado as medições identificamos a defasagem”, informou a prefeitura. Ainda conforme a assessoria da prefeitura, quando a atual gestão assumiu passou-se a cobrar o valor previsto no código tributário municipal: “Ou seja, foram anos pagando um valor menor do que a previsão legal; o valor que eles vinham pagando era só uma porcentagem do previsto no código tributário municipal.”, informaram. Nem aí O Bom Dia Catas Altas entrou em contato com a assessoria da Vale que, após solicitar prazo para se posicionar, demonstrando total desprezo à situação vivida pela cidade enviou o seguinte resposta: “A Vale esclarece que cumpre rotineiramente suas obrigações tributárias. Em relação à Taxa de Fiscalização e Funcionamento cobrada pelo Município de Catas Altas, informa que após o aumento do valor cobrado submeteu a questão ao Judiciário face à divergência de interpretação sobre os critérios deste aumento. A empresa aguarda, portanto, o desfecho do assunto pelo Judiciário”. Mesmo sabendo que não se trata de aumento e sim de uma aplicação correta do código tributário, a empresa simplesmente se manteve com a mes- ma resposta anterior. A empresa nem mesmo se manifestou sobre a possibilidade do acordo proposto pelo município. Estado também deve Já a dívida do Governo do Estado a cada dia vem aumentando, sendo que o valor atualizado, retido pelo governo gira em torno de R$1.500.000,00, (Hum milhão e quinhentos mil), sendo referentes a: Fundeb – IPVA e ICMS \ ICMS Juros e correções \ Transporte Escolar \ Saúde | Fundeb e Piso Mineiro de Assistência Social. Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição retoma atividades Após ficar desativada alguns anos a Corporação Musical volta à suas atividades Após completar 76 anos de existência em agosto, a Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição está retomando suas atividades após ficar desativada desde 2014. Recentemente, a Corporação iniciou seu curso para formação de novos músicos. As aulas são gratuitas e ofertadas na sede da entidade, na Rua Santo Onofre, 49 - centro. Interessados podem pro- curar os responsáveis pela banda para mais informações nos horários de funcionamento das aulas: quinta e sexta-feira, a partir das 18 horas. “Desde sua fundação, a Corporação tem como finalidade cultivar e difundir a arte musical como elemento básico de cultura, civismo e recreação, mantendo as tradições folclóricas da região, fazendo apresentações nas solenidades cívicas e religiosas e treinando músicos gratuitamente para dar continuidade ao trabalho”, afirma o Chefe de Departamento de Cultura, Eder Ayres Siqueira. Com a mudança da Lei do Marco Regulatório, que regulamento os repasses às entidades, a entidade está se adequando às normas para que possa receber subvenções do município. História De acordo com seu estatuto, a Corporação foi fundada em 15 de agosto 1942. Ficou desativada durante alguns anos e foi reativada em 09 de outubro de 1983. Em 2014, voltou a parar suas atividades, retomando em 2018. A entidade foi declarada utilidade pública em 15 de agosto de 1997 por meio da Lei nº 23.

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CaBOtMaDsIAAltas Setembro de 2018 - Página 4 Saga do Caraça – 34.ª parte Os projetos de preserva´ca~o do Cara´ca por Eder Ayres Siqueira Rubem Jr cional. Na Casa do Caraça não se fala muito, mas se age. Os projetos são bons e já se acham encaminhados. Verda- deiramente existem quatro projetos, cada qual independentemente valioso e necessário e os quatro formam juntos uma unidade no Caraça: 1 – Monumento Histórico, 2 – Projeto Turístico, 3 – Estação Biológica, 4 – Reserva Natural.” A flora do Caraça tem chamado a atenção de estudiosos ao longo do tempo. Ao longo dos anos após o incêndio que deu fim ao Colégio do Caraça, muitas foram as ideias, sugestões e opiniões sobre o destino que deveria ser dado ao complexo. Diante da abertura do santuário para o mundo, visitantes iiustres da atualidade começaram a tomar conhecimento do lugar. Bastante significativa e honrosa foi a visita da ilustre senhora Dra. Maria Buchinger, Secretária Executiva do Comitê Latino-Americano de Parques Nacionais, que, a convite do Dr. Haroldo Strang, veio passar dois dias no Caraça, para estudar a região. A este respeito, o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, em 4 de outubro de 1973, fez interessan- te reportagem, da qual transcrevemos o seguinte trecho: “Declara a Dra. Buchinger que a importância da fauna e flora do Caraça está na existência de espécies raras já desaparecidas ou desconhecidas em outras regiões do mundo, e que de regresso à Argentina, onde trabalha, vai desenvolver todos os esforços possíveis, visando conseguir recursos para auxiliar os padres lazaristas na preservação da reserva natural da região”. Além de Santuário e lugar favorável ao estudo, o Caraça se transforma em aprazível local de repouso e turismo. Neste sentido vem a propósito a palavra autorizada da própria Dra. Maria Buchinger em outra reportagem: “É o Caraça um oásis na Portal Caraça Uma flora rica que atrai estudiosos e amantes da natureza tão modificada paisagem de Minas Gerais. É uma área esquecida do autêntico Brasil, um ecossistema como o admirou Saint-Hilaire faz 150 anos. Orquídeas e outras flores excepcionalmente belas, variadas árvores, animais como onças, e insetos, cuja variedade e forma deleitam aos estudiosos e amantes da natureza, encontram aqui o seu lugar… Poder-se-ia perguntar por que não se declara esta área Parque Nacional… É que existem critérios mui específicos para um Parque Nacional; além disso devem e podem existir Parques Estaduais ou Instituições e até de indivíduos particulares (como no caso do Caraça), e que servem como um museu vivo ou um pulmão verde, sobretudo para os habitantes da região, como seria para os quase dois milhões de habitantes de Belo Horizonte… O Caraça, com as facilidades de viagem de nosso tempo, é um atrativo turístico para os visitantes do Continente e de todo o mundo. A sua proteção pode ainda constituir um importante fator no desenvolvimento socioeconômico da região, e, por conseguinte, do país.” Disse também o Padre Tobias: “Está muito em moda, atualmente, falar sobre ecologia. Há Conferências em nível na- CARAÇA NOSSO DE CADA DIA Eder Ayres Siqueira Na beleza de seu rústico formato Esculpido pela tão gentil natureza, A cara grande, simples e mágica, Trazia o melhor futuro com certeza. Por padre, índios, escravos, Ouro, lá também se extraiu. Levaram todo ouro, e até Nas altas catas se exauriu. Pelo aconchego da Serra mágica, Irmão Lourenço se encantou. E lá decidiu sua vida enraizar, Onde seu e de muitos, o futuro, ele plantou. Estilos barroco e neogótico Estão bem no meio da Serra. O Lobo-Guará, enfim, a fauna e a flora São orgulhos de nossa terra. Maaja Kitsing O lobo Guará é um dos destaques da fauna do Caraça

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CaBOtMaDsIAAltas Setembro de 2018 - Página 5 MG 129 - Após muita cobrança, DER inicia obra de segurança Vice prefeito se empenhou pessoalmente na busca pela antiga reivindicação da população local Uma antiga reivindicação que data desde a pavimentação da MG 129, começa somente agora se tornar realidade – a instalação de redutores de velocidade e sinalização da rodovia próximo ao trecho urbano. O fato se deu não por falta de reivindicação da população e luta dos poderes legislativo e executivo, que vem ao longo dos anos cobrando sistematicamente o DER MG a realização desses serviços, imprescindíveis à segurança da população. Um dos principais articuladores dessa luta e o ex-vereador Fernando Guimarães, que, hoje, como o atual vice-pre- feito, se concentrou na busca pela solução do problema até conseguir junto o DER MG o início do serviço. Através da Indicação Número 534/2013,aprovada por todos os vereadores, de autoria dos então vereadores David do Rosário Magno e Fernando Rodrigues Guimarães, há cinco anos atrás, em maio de 2013, os edis já cobravam a realização da obra. O ex-vereador Irineu dos Santos, também empenhado nessa luta, chegou a promover um abaixo assinado, colhendo centenas de assinaturas, não só dos moradores da região da rodovia, mas de muitos que usam a via. A atual legislatura também tem empenhado na busca pela solução do grave problema e conforme o vice-prefeito os vereadores atuais muito tem colaborado. Segundo Fernando Guimarães, para ele a obra ainda não foi finalizada, faltando ainda sinalizar e colocar redutores nos dois lados do trevo de acesso à sede do município, local muito perigoso: “Já fizemos contato e oficiamos o DER para concluir o serviço cobrindo esse local citado, buscando aumentar ainda mais a segurança de quem entra e sai pelo trevo”, disse Fernando. Fernando vem buscando soluções para problemas que atingem o cidadão, como no caso a questão da segurança na rodovia Centro de Atendimento ao Turista de Catas Altas muda de endereço Fernando cobra a colocação de mais três redutores próximo ao trevo principal da cidade Localização dos redutores já instalados O Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Catas Altas está funcionando em novo endereço desde o final desse mês de setembro. Agora, os turistas que precisarem de informações ou tiverem que carimbar o passaporte da Estrada Real devem se dirigir ao Centro Cultural Tenente Coronel João Emery, na Rua Monsenhor barros, 26 – centro. A mudança foi realizada com intuito de facilitar o acesso dos visitantes devido à proximidade do Centro Cultural aos atrativos turísticos. Apesar da mudança, o ponto de apoio ao turista continua funcionando no mesmo prédio do bairro Sol Nascente. Para mais informações basta entrar em contato com a secretaria através do telefone: 31-3832-7290.

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CaBOtMaDsIAAltas Setembro de 2018 - Página 6 Saga da mais antiga família de Catas Altas – 10.ª parte Fernandes do Valle por Eder Ayres Siqueira A história da tricentenária família catas-altense continua… Ascendência de D. Helena do Prado Cabral Magalhães D. Helena do Prado Cabral Magalhães é filha do capitão Antônio Bicudo Leme, o Via-sacra, e D. Francisca Romeiro Velho Cabral que faleceu em Guaratinguetá em 17/08/1663. “O capitão Antônio Bicudo Leme, o Via-sacra foi com seu irmão o alcaide-mor Braz Esteves Leme e com seus genros o fundador da Vila de Pindamonhangaba.” “Em 1685 ...construção de uma capela em homenagem a São José pelos irmãos Antônio Bicudo Leme e Braz Esteves Leme, filhos do bandeirante Brás Esteves Leme, que fundaram a povoação de São José de Pindamonhangaba.” Ele nasceu em Santana do Parnaíba em 06/05/1632 e faleceu em Pindamonhangaba em 06/06/1716 com testamento. Neta paterna do bandeirante paulista Brás Esteves Leme e D. Margarida Bicudo de Brito Leme. Bisneta paterna do bandeirante paulista Pedro Leme que fez entradas ao sertão e casou na matriz de São Paulo em 08 de agosto de 1618 com D. Helena do Prado, e depois com outra, e do bandeirante Antônio Bicudo que nasceu em S. Paulo/SP e faleceu em 4/12/1650 com testamento feito em 22/12/1648, e apresentado em 26/2/1653 por João Bicudo de Brito, seu filho. Deixando os herdeiros: 1. João Bicudo de Brito casado com Ana Ribeiro, 2. Antonio Bicudo de Brito casado com Maria Leme, 3. Francisco Bicudo casado com Tomásia Ribei- Solar onde hoje funciona o Centro Cultural é resquício da família originada nos Fernades do Valle ro, 4. Domingos Bicudo casado com Francisca Leme, 5. Fernão Bicudo de Brito, 6. Jerônima de Mendonça, 7. Mariana Bicudo, 8. Izabel Bicudo, viúva, 9. Margarida Bicudo casada com Braz Esteves, e 10. Maria Bicudo de Brito casada com Antônio Pedroso de Alvarenga. Dentre os bens que deixou estão CARTAS de DATAS de TERRAS: 1 - Uma légua de testada em Santana de Parnaíba pelo sertão a dentro, 2 500 braças de testada em Guarunumiri, e 3 - Chão na vila de Parnaíba. O bandeirante Antônio Bicudo foi sucessor de seu pai na fazenda de Carapicuíba. Fez várias entradas no sertão, onde conquistou muitos índios, que, depois de instruídos nos dogmas do catolicismo, lhe prestaram serviços na cultura de sua fazenda e na extração de ouro da serra do Jaraguá e do Ribeirão de Santa Fé. Esteve na invasão do Guairá, em 1628, na expedição do bandeirante Antônio Raposo Tavares, e foi casado com D. Maria de Brito Bicudo que faleceu após 22/12/1648. Descendência de Dona Abgail Alves Siqueira Pelos lados paterno e materno, procede da mais antiga família de Catas Altas que deixou o sobrenome em um povoado do município, sendo o povoado de “Valéria”, que vem do sobrenome “Valle”, que é do seu primeiro morador que se estabeleceu com fazenda, engenho e escravos para minerar, e também construiu uma capela dedicada a Senhora Sant’Ana, onde o português “Capitão” Thomé Fernandes do Valle que foi casado com a paulista Da. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle (pentavós de Dona Abigail Alves Siqueira), já estava pelo menos em 1716. Descende dos antigos comerciantes e produtores de vinho os seus bisavós maternos Vereador e Major Antônio Alves da Silva e Da. Anna da Fonseca Magalhães Alves, também dos produtores de vinho o seu avô paterno o Agente dos Correios e Telégrafos Sr. Domingos Pereira da Cunha, e seu avô materno o Vereador e Coronel Felício Alves da Silva; do minerador e fazendeiro português “Coronel” Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado, pai de Dona Thereza, e do fazendeiro e minerador português “Capitão” Paulo Mendes Ferreira Campello, genro de Da. Thereza. Ainda procede do fazendeiro português Sr. Estêvão Gomes da Costa e de Da. Isabel Lopes de Souza, filha ilegítima do “Navegador”, “Capitão-Mor”, “Vice-Rei das Índias”, o fidalgo Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil em 1531, trazendo várias pessoas nobres para povoar o país, dando assim a fundação da Vila de São Vicente, da cidade de São Paulo. Dentre os primeiros paulistas de que descende, estão o “Ouvidor”, “Capitão-mor”, “Governador” Estevão Ribeiro Baião Parente, o “Governador”, “Capitão-mor” Pedro Collaço, o “Ouvidor” Antônio Bicudo Carneiro o “Aclamado”, “Ouvidor”, “Capitão-mor” Amador Bueno da Ribeira, o “Capitão” Manoel da Costa Cabral, os fidalgos Francisco Pinto e Pedro Leme, e os fundadores de Itanhaen: Gaspar Ordonho e Christóvão Gonçalves, os fazendeiros e produtores de vinho: Capitão e Juiz Salvador Pires e Capitão João de Godói Moreira. Descende também do “Capitão-Mor” João Ramalho que fundou a Vila de Santo André da Borda do Campo e Antônio Rodrigues, portugueses que já estavam no Brasil por volta de 1513, quando se salvaram de um naufrágio. Possui sangue de pessoas de inúmeros países, mas também sangue brasileiro dos Caciques Piquerobi, e Tibiriçá, que muito auxiliou o fidalgo Martim Afonso de Souza, supracitado, e os Padres Jesuítas, no Século XVI. Procedente de famílias importantes, sim, mas Dona Abigail se distinguiu pela nobreza de sua bondade, de seu coração, pois foi sempre boa e exemplar, esposa, filha, mãe, avó, tia, sobrinha, prima. Foi uma mulher católica, muito calma, sempre meiga, amiga, de bom coração. Sempre ensinou aos filhos a honestidade que lhe dava brilho e segurança. Ela sempre foi moderada, tinha a preocupação de não magoar as pessoas. Cuidando sempre da moderação da língua; a temperança nas palavras também lhe era belo ornamento da alma. Em vida e após a sua morte, direta e indiretamente, ela contribuiu para a cultura, o esporte, o lazer e a religiosidade de Catas Altas. Do seu casamento com o comerciante Sr. José Ayres Siqueira teve 12 (doze) filhos, dos quais sobreviveram 11 (onze): Ana Maria Siqueira Muniz, Maria José Siqueira Moreira, Raimundo Nonato Siqueira, Wilson Siqueira +20/10/2012, José Ayres Siqueira, Maria das Dores Siqueira Silveira +27/10/1998, Maria Helena Siqueira, Maria da Glória Siqueira Pereira, Eder Ayres Siqueira, José Geraldo Siqueira, e Rosemary Ayres Siqueira de Souza. “MINHA MÃE” Eder Ayres Siqueira Minha mãe, doce e calma / Transmite no verde olhar O brilho da vida / A pureza da alma. Minha mãe, sangue da cor do céu / Que só sabe amar Que transforma o fel da vida / Em vida farta de mel. Minha mãe, coração de Maria / Que só sabe perdoar Que tudo padece / Mas, no Criador espera com alegria. Minha mãe, meu sol, simplicidade / Alfa da minha vida Sem muito saber / Ensinar sabe, o valor da verdade. Minha mãe, mar de bondade / Transparente como água Como a flor é delicada / Fortaleza de amor, amor de eternidade.

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CaBOtMaDsIAAltas Setembro de 2018 - Página 7 Mais uma vez Catas Altas na tela da Globo Globo Minas grava programa registrando a restauração de artes sacras que será exibido no Terra de Minas Educação Patrimonial é registrada pelo programa Terra de Minas Terra de Minas filmou o trabalho de restauração no Consistório da Matriz E Catas Altas caiu mesmo no gosto dos produtores da Rede Globo. Após gravar a minissérie, “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, com um super elenco e fazer uma transmissão ao vivo em cadeia nacional do último eclipse lunar direto da capela de Santa Quitéria, a Rede Globo volta gravar em Catas Altas, desta vez para o programa sucesso de audiência Terra de Minas. A equipe do programa esteve em Catas Altas recentemente para filmar o trabalho de restauração de algumas peças do acervo do patrimônio cultural sacro da capela de Santa Quitéria. A restauração está acontecendo na igreja Matriz, onde foi montado um ateliê que fica aberto à visitação durante a semana de 7 às 11 horas e das 13 às 17 horas. Além de mostrar o trabalho dos restauradores, o programa ainda vai mostrar curiosidades e histórias envolvendo as peças e o processo de recuperação das obras de artes. O “Terra de Minas” registrou também uma visita de alunos da rede municipal ao ateliê dentro do trabalho de educação patrimonial desenvolvido pelo município através Departamento de Cultura. O programa, que registra os valores culturais do estado, é exibido sempre aos sábados, em torno do meio dia. O programa gravado em Catas Altas ainda não tem data para ir ao ar. Restauração – O programa registrou a etapa do projeto onde serão restauradas 12 peças de médio e grande porte, todas elas tombadas e do século XVIII, contemplando cinco imaginárias (imagens de Santa Quitéria, Nossa Senhora do Carmo, São Luis Gonzaga, São Francisco Bórgia e Crucifixo), seis objetos de iluminação (castiçais) e um material de ritual (pia de água benta). Mais - Ao todo, a restauração dos bens móveis do município será realizada em quatro etapas. Além da Santa Quitéria, serão contempladas as capelas de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora do Rosário e a Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Após os trabalhos, as peças irão retornar para os locais de origem e as que não tiverem espaço poderão vir a ser expostas em um museu ainda a ser idealizado. Mostra Gastronômica: “Do Gongo Soco à Cozinha Contemporânea” Após uma oficina de culinária com a renomada Chef Vara Mello, aconteceu nos dias 21 a 23 de setembro, a primeira edição da “Mostra Gastronômica de Catas Altas - Do Gongo Soco à Cozinha Contemporânea”. O evento, organizado pelo Instituto Yara Tupynambá e apoio cultural da Prefeitura de Catas Altas reuniu uma rica programação cultural, gastronômica e musical. A mostra que aconteceria na Praça Monsenhor Mendes foi transferido na última hora, devido a chuva, para o espaço La Violla BierGarten, que ofereceu um espaço adequado para a realização do evento. Além de atrações musicais do grupo de choro Caixinha de Phosphoros, de Eder Monteiro e banda e do grupo de música barroca Arandela, na Chefe Vera Mello durante oficina de culinária Igreja Matriz, a mostra contou com exposição de imagens da série de pinturas sobre o Gongo Soco (mina de ouro hoje em ruínas que pertenceu ao Barão de Catas Altas), realizada por Yara Tupynambá para a obra de Agripa Vasconcelos, e ainda tendas para degustação e comercialização de pratos e sobremesas tradicionais do século XIX que foram produzidas durante a oficina. As receitas foram elaboradas pela Chef Vera Mello junto aos cursandos durante o curso de culinária, que aconteceu no Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Ao final do evento acon- teceu a entrega de certificados aos participantes do curso de gastronomia. Agradecimento: O Bom Dia Catas Altas agradece ao proprietário do La Viola, Vinícius Paz, que a pedido deste editor, cedeu gentilmente o espaço da referida Casa para a realização “Do Gongo Soco à Cozida Mostra Gastronômica nha Contemporânea”. Cursandos da Oficina de Culinária junto a Chef Vera Mello Exposição dos produtos no La Viola

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CaBOtMaDsIAAltas Setembro de 2018 - Página 8 Catas Altas e seus iluminados Juca Hosken realizou um sonho, ou cumpriu uma missão? Recebi de presente, em meado de agosto, um Reconhecimento exemplar de um livro, uma biografia, intitulado “Juca Hosken e Catas Altas – Uma História”, escrito por Osias Ribeiro Neves e editado pelo JOSÉ HOSKEN, ( Juca ) Merece referência a parte, nas histórias que se escreverem sobre Catas Altas. Por seu espírito de luta desde tenra idade, conquistou renome em Escritório de Histórias, sua terra natal; sua vida e sua alma se confunde narrando a história de com ela, por quem tem dedicado um amor inco- José Hosken. Confesso que sou um devorador de livros – quando começo não consigo parar e vou engolindo página por página até mensurável. Seus antepassados: Mário Hosken, Carlos Arthur Hosken, Edward Hosken e James Hosken, nesta ordem da cadeia ancestral, muito se orgulhariam se vivos fossem, pelo que tem feito o Juca, por sentir o gostinho do FIM sua terra e sua gente. Graças a este filho ilustre, e lamber os beiços com a contra capa. Entretanto, nesse caso especifico, tive que me conter – buscando me deliciar página por página – lendo e vivendo cada episódio relatando os dias de meu querido amigo e Juca Hosken sempre honrou o nome de seus antepassados o Bom Dia Catas Altas é o primeiro jornal local na história da cidade – sou parte dessa história. Voltando ao livro, degustei página por página – em muitos trechos tradas serviram apenas como desafio e não como empecilhos. Durante a leitura, percebe-se que por inúmeras vezes Juca Hosken precisa sair de Catas Altas, espaço todo o sentimento e conhecimento transmitido pela obra, mas pretendo apresentar uma ideia ao amigo para torna-la acessível a todos. CATAS ALTAS em pouco tempo transformou-se numa urbe digna de ser visitada não só como cidade histórica, mas também pelos encantos naturais que sua oferece. Escreve Carlos Hosken Ayres, na Árvore Genealógica da Família Hosken. bem feitor de Catas Al- voltava – imaginando mas em nenhum mo- tas, Juca Hosken. Não preciso ficar repetindo aqui sobre minha ligação com a cidade e sempre ficou claro que, se defendem Catas Altas, estão no mesmo barco que eu. Diante disso, logo na primeira página, e viajando nos relatos, na relação umbilical do predestinado Juca com sua terra natal. A obra em si deveria ser conhecida por cada catasaltense, pois nela está contida a história contemporânea da cidade mento Catas Altas saia de Juca Hosken. Iluminado, perseguindo um sonho, predestinado, assim como os bem feitores que fundaram Catas Altas do Mato Dentro (bandeirante Domingos Borges em 1702 e o Mon- fico feliz com a dedica- bem como seus perso- senhor Manuel Mendes tória (foto). Orgulhoso pelo reconhecimento – desde o início do segundo mandato de “Sô Juca”, em 2001, venho acompanhando e registrando a história Contemporânea da cidade - fico mais feliz ainda em nagens que merecem ser lembrados e reconhecidos e ainda é uma lição e demonstração de como é possível vencer obstáculos, com disciplina, amor, fé e foco em seus objetivos – onde o tempo passa ser detalhe, já que Pereira de Vasconcelos, padre que chegou no arraial em 1868 e tirou a comunidade da miséria, colocando-a em lugar de destaque no pais como produtor de vinho), Juca Hosken deixa também, registrado na história, não Bom Dia Catas Altas é destaque no livro - o primeiro jornal local do município saber, posteriormente, que todos as barreiras encon- só a responsabilidade pela emancipação do muni- cípio, mas também pela recuperação de seu patri- mônio natural e histórico – preparando-o para os desafios que a indepen- dência traria. Com humildade e sim- plicidade, um detalhe me chama a atenção – Juca distribui o mérito com todos os parceiros que de alguma forma contribuí- ram para a realização do sonho de ver Catas Altas dona do próprio destino, citando um a um. Infelizmente não dá pra Dedicatória a esse editor expressar nesse pequeno

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