Revista Consciência 137

 

Embed or link this publication

Description

Revista Consciência 137

Popular Pages


p. 1

2018 - Ano 27 - nº 137 Instalação e Posse na Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul do Grão-Mestre Irmão Wagner Augusto Andreasi, pág. 5 www.revistaconsciencia.com.br Conhece-te a ti mesmo A vaidade Candidato à ordem e a mediocridade Loja Francisco Glicério nº 1522 GOB Oriente de São Paulo - SP 137 grafica.indd 1 01/09/2018 21:35:29

[close]

p. 2

Acesse www.revistaconsciencia.com.br e veja nossos produtos Ligue (67) 3025-6325 / 3028-3333 EmCampoGrande/MSvisitenossoShowRoom: R.INÁCIOGOMES,119SÃOLOURENÇOCEP79041231 Esq.eComp.VazadoDourado Esq.eComp.Triang. Esq.Comp.Triangular Coraçãoc/Esq.e Ref. BT001 D Azul com Filete Ref. BT007 A Comp. Azul Ref. BT006 A Ref. BT008 A Folha de Acácia Ref. BT012 (Media) AcáciacomPingente AcáciaOval Ref. BT013 Ref. BT014 Esquadro Venerável Ref. BT024 Esquadro Venerável Ref. BT025 Águia Bicéfala 33 Verm. Ref. BT035 V Demolay Caval. e Maçom Ref. BT039 A Bode Ref. BT041 Pomba Ref. BT045 Bandeira Paz Ref. BT048 Band. Brasil x Esq. e Comp. Ref. BT049 EsquadroCompassoStrass AcáciaEsq.eCompasso EsquadroeCompasso DemolayAlumni Esq.eComp.Trabalhado Ref. BT055 A Ref. BT070 V Ref. BT 076V Ref. BT092 Grande - Dourado Ref. BT115 Coração Arco-Íris Ref. BT128 FilhasdeJóLoira Esq.eComp. ComEscrita OvalVermelho Ref.BT133 Ref. BT138 V Conjunto Completo Venerável Mestre para Grande Loja e Grande Oriente Avental Mestre Maçom Gravatas Lisa várias cores com bordado do Esquadro e Compasso Ref. AV 01 Ref. AV 08 Adesivos Diversos Modelos Quant. Mínima 10 Ref. AD 01 Ref. AD 02 Ref. AD 03 Ref. AD 04 Adesivos de Metal Dourado Prateado Chaveiros diversos modelos Prendedores de Gravata Esq. e Comp. Vazado Grande PG002 Esq. e Comp. Liso Vermelho G003 V Cavalaria + Demolay PG008 Esq. e Comp. Trabalhado Azul PG009 A Demolay Esq. e Comp Vermelho PG011 V Canetas Diversos modelos Chav. Malhete Dourado Ref. CH 021 D Esq. e Comp. Azul Giratório Ref. CH 023 A Esq. e Comp Red. Dourado - Verm. Ref. CH 026 V Chav. Acácia Oval - Dourado Ref. CH 028 D Chav. Demolay Recortado - Dourado Ref. CH 043 D Esq. e Comp. Vazado Frat. - Lib. - Iguald. Ref. CH 055 137 grafica.indd 2 01/09/2018 21:35:33

[close]

p. 3

137 grafica.indd 3 Editorial Irmão Ademir Batista de Oliveira Diretor e Editor da Revista Consciência As nossas atitudes e conseqüências Liberdade Nós temos, toda liberdade de escolha e uma delas e tomar muito cuidado com nossos atos e atitudes, esta escolha com certeza irá de encontro, com as conseqüências que poderá ser boas e quanto ruins, tudo dependendo da nossa intenção vejamos a nossa; Fraternidade. Nós tivemos a oportunidade da nossa Liberdade de escolher o nosso caminho e muitas vezes esquecemos das nossas ações irá refletir no retorno destas ações, e deixamos muitas vezes com certas situações de facilidade ou de dificuldades, e esquecemos que tudo volta, é nesta volta que iremos refletir o por que algumas vezes tomamos atitudes que irão deixar você alegre outra triste, onde principalmente nós que temos o privilégio de sermos escolhido para a Ordem Maçônica, agirmos mais com a Fraternidade dentro de nós POR QUE. Igualdade POR QUE, nós quando estamos em PÉ é a ORDEM e nos movemos para dar o primeiro passo ao desconhecido, fazendo este como se fosse e, é o CINZEL do nosso caminhar da nossa trajetória de vida, POR QUE o milésimo de segundo adiante nunca iremos ter a certeza de estarmos vivos, e que a Liberdade que tivemos a oportunidade de ver, caminhar, escolher, acordarmos e poder enxergar a natureza com Fraternidade entre nós, POR QUE sem menos esperarmos, iremos partir para a IGUADADE. POR QUE este milésimo de segundo nunca saberemos quando será, então se nós todos agíssemos com o equilíbrio na Liberdade, Fraternidade a Igualdade será sem dúvida o nosso último passo do nosso cinzel da vida que a nós irá acontecer. É neste momento que devemos procurar manter o equilíbrio das nossas ações, para que não possamos nos arrepender mais tarde, procuremos contermos e elevarmos o pensamento ao discernimento e a sabedoria para que nossas atitudes, amanhã não venha a tona a vaidade do nosso “EU”, desmoronar nossa passagem nesta vida, por que daqui nada irá conosco do nosso caixão que antes do retorno a nossa última morada irá ser iluminado por luzes de velas que apagaram com o vento. Vamos procurar seguir em paz com nossa consciência, procurando sempre implantar o bem e a alegria ao nosso redor. 3edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 01/09/2018 21:35:34

[close]

p. 4

3 Editorial - As nossas atitudes e conseqüências* 6 Tudo começa com os três passos Valdemar Sansão 8 Em busca da luz Walber Gonçalves de Souza 10 Entendendo a ordem Luis Mario Luchetta 14 O estandarte assombrado E. Figueiredo 15 Candidato à ordem e a mediocridade Ambrósio Peters 19 Conduta do verdadeiro Maçom Autor desconhecido 22 Nosce te ipsun (Conhece-te a ti mesmo) Keizo Ogushi 23 Corda de 81 Nós Felipe Scalco Manzano 26 As origens do tronco de solidariedade ou saco de beneficência José Aparecido dos Santos 28 A boa educação e a visitação em Loja Christian Pissini 29 A vaidade Sérgio Antonio Machado Emilião 30 A visão sistêmica Jerônimo Giacchetta 32 Telhar e trolhar Ruy Ramires 34 O tempo e o vento Keizo Ogushi Visite nosso site e veja os vários eventos Maçônicos. Conheça também nossa Loja virtual: www.revistaconsciencia.com.br Visite nosso Show Room em Campo Grande/MS: R.InácioGomes,119-SãoLourenço-CEP 79041-231 Fones(67)3025-6325/3028-3333 Loja Maçônica Acácia do Vale do Rio Preto - GLEB Oriente de Formosa do Rio Preto/BA CNPJ 02.586.377/0001-08 Inscr. Estadual 28304576-0 Filiada à ABIM - Assosiação Brasileira de Imprensa Maçônica com Registro N0 06 DEPARTAMENTO DE VENDAS E RECEBIMENTO DE CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 6001 - C. Grande/MS - CEP 79002-971 Fones (67) 3028-3333 / 3025-6325 Celular (67) 99984-2819 / 99600-36363 WhatsApp revistaconsciencia@revistaconsciencia.com.br ademir@revistaconsciencia.com.br www.revistaconsciencia.com.br • R. Inácio Gomes, 119 - São Lourenço - CEP 79041-231 DIRETOR PRODUÇÃO EDITORIAL COLABORADORES PROJETO GRÁFICO Ademir Batista de Oliveira (67) 99911-3636 ademir@revistaconsciencia.com.br E. Figueiredo - Jornalista MTB 34 947 efig2005@gmail.com A colaboração na Revista Consciência não gera vínculo trabalhista • Campo Grande/MS Juvenal Cordeiro Barbosa (67) 3321-5360 / 99985-0758 Osvaldo Freitas (67) 3028-4695 / 99905-3124 • Aquidauana/MS Arlindo (67) 3241-1779 • Natal/RN Alci Bruno (84) 3234-5909 / 99101-5315 • Divinópolis/MG Gabriel Campos de Oliveira (37) 3216-0808 / 99987-7633 • Santa Maria/RS Hugo Schirner (55) 3222-0536 • Sinop/MT Joel Monteiro Lopes (66) 3531-2650 / 99231-7544 • Rondonópolis/MT Cicero Belarmino da Silva (66) 3422-3006 / 99994-8533 • Porto Velho/RO Francisco Aleixo da Silva (69) 3229-1556 / 99972-1027 • Presidente Prudente/SP Sergio Pereira Cardoso (18) 3221-5941 / 99742-4367 André da Silva Cerqueira (comp&art) 310818 A Revista Consciência é um veículo independente, não vinculada a Potências ou Lojas Maçônicas. Os artigos assinados não refletem necessariamente o pensamento da direção da Revista, sendo de inteira responsabilidade de seus autores. Os trabalhos enviados à redação são analisados pelo Conselho Editorial, podendo ser ou não publicados. Os originais não serão devolvidos aos autores. Atenção: Solicitamos aos nossos colaboradores que enviem seus artigos com o título, o nome completo, Loja e local. EXEMPLO: José da Silva • Loja Perfeita Luz nº 00 (Potência) • Campo Grande/MS ficha técnica SEDE PRÓPRIA www.revistaconsciencia.com.br PROJETO GRÁFICO R. Inácio Gomes, 119 - São Lourenço CEP 79041-231 - Campo Grande/MS (67) 3025-6325 / 3028-3333 comp_art@uol.com.br (67) 9983-6214 IMPRESSÃO E ACABAMENTO www.printexpress.art.br (18) 3642-9001 VEICULAÇÃO NACIONAL Tiragem 5000 Exemplares 4 edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 4 01/09/2018 21:35:35

[close]

p. 5

Grande Loja do Estado de Mato Grosso do Sul Campo Grande Posse do Grão-Mestre Irmão Wagner Augusto Andreasi A Sereníssima Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul, está com nova administração. Foi empossado como Grão-Mestre o Irmão Wagner Augusto Andreasi, Obreiro da Benemérita Loja Estrela do Sul nº 03, pelo então Sereníssimo Grão-Mestre Irmão Sebastião Nogueira Faria. Nesta oportunidade o Grão-Mestre recém empossado deu posse as Grandes Luzes Sendo eles como Grão-Mestre Adjunto Irmão Darci da Costa Filho, pertencente a Loja João Pedro de Souza nº 06 Oriente de Três Lagoas, 1º Grande Vigilante o Irmão João Carrenho da Loja Antonio João nº 5 do Oriente de Dourados e o 2º Grande Vigilante Irmão Geova Gontijo Barbosa da Loja Paz e União nº 58 do Oriente de Pedro Gomes. Dentre os inúmeros presentes, destaque, ainda, para os vários Grãos-Mestres, representantes de Potências e de Lojas oriundas da Capital e Interior além do nosso vizinho Paraguai, presente nesta dia memorável para nossa Instituição 5edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 5 01/09/2018 21:35:41

[close]

p. 6

Tudo começa com os três passos A força da Maçonaria está no agrupamento de seus iniciados, que atuam isolada e conjuntamente, para “cavar masmorras ao vício e erguer templos à virtude”. Irmão Valdemar Sansão Desmitificação - Desfazer a mitificação da Maçonaria é tarefa ingente, uma vez que a instituição define-se no dia-a-dia, dentro e fora das Lojas. Sua definição mais comum pode ser: “instituição que tem por objetivo tornar feliz a humanidade, pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e à religião”. É evidente que as virtudes nomeadas, em qualquer terreno, prestam-se a redimir a humanidade. No entanto, a definição é individual, vista por duas óticas; pelo próprio maçom procedendo a uma autocrítica; pelos profanos diante do comportamento individual do maçom. Para nós, maçom há 36 anos, concluímos que a Maçonaria é uma associação fraterna usada para demonstrar que todos os homens podem conviver como se fossem Irmãos da mesma carne. A Ordem abrange os maçons em vida e os que já se encontram no Oriente Eterno, ou seja, os que “partiram”, os que “desencarnaram”, os mortos. A Maçonaria aceita que o maçom, após sua morte física, adentra em um Oriente Eterno, local místico, situado em outro plano, totalmente desconhecido. No momento da “desencarnação”, havendo lucidez, o maçom deve aguardar com ansiedade essa “passagem” de um estado de consciência para outro, mais real e mais sublime. O importante é que cada um se mantenha vigilante nas atitudes que deve tomar diante de suas tendências negativas, pra transformá-las e soma-las às positivas. Um deslize cometido pode comprometer a definição, uma vez que o profano não compreende a instituição como um todo. Logo, a responsabilidade individual torna-se relevante, pois, liberta-lhe a mente de todos os tabus em matéria de crença religiosa e cada maçom, de per si, deve observar a si mesmo e conter os ímpetos distorcidos dos seus Irmãos, demonstrando-lhes que o seu templo para o culto ao Grande Arquiteto do Universo é sua consciência. O homem é o que é, ou seja, o mesmo, dentro e fora da Loja; firme em sua palavra, seguro em seu pensamento, honesto em seus atos, calmo na confiança em si mesmo. A dificuldade de se encontrar candidatos com esse perfil aumenta muito. Simplificando, a Sublime Instituição é ampla; e não pode ser descrita inteiramente com precisão. Qualquer palavra que usemos para defini-la muito provavelmente limita e diminui a sua magnificência. Iniciado - Ser maçom não é apenas ser membro de uma Loja Maçônica, mas comprovar ter sido Iniciado. Em Maçonaria, Iniciado é aquele que “viveu” a Iniciação; não basta “passar pela Iniciação”, mas, sim, ter consciência do que ela “despertou”, daquilo em que se constitui e de que, realmente, surgiu uma “nova criatura”, destinada a uma “nova vida” ou “vivência”, entre Irmãos, ou seja, entre iniciados. O Iniciado não pode viver isolado. Deve lembrar-se de que cada Irmão de jornada é um amigo que o ajuda e a quem precisa também ajudar; tem necessidade de manter contato com o grupo, pois tem deveres a cumprir em Loja, dentro do cerimonial. O Iniciado não permanece um “anônimo”; não se oculta, mas se sobressai pelas suas virtudes; ele difere do homem comum, uma vez que assumiu um novo modo de vida, uma novel filosofia de comportamento. Toda vez que o maçom contatar com algo “maçônico”, deve conscientizar-se de que é um Iniciado e atuar no meio onde se encontra como tal, seguir sua trajetória, visto que o “novo princípio” conduz a realizações quotidianas; não basta deixar de praticar o mal; é preciso praticar o bem. Liberdade é Igualdade, é Fraternidade, sublime trilogia que é o alicerce e a própria razão de ser de nossa Ordem. 6 edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 6 01/09/2018 21:35:41

[close]

p. 7

Maçonaria é liberdade! Em todos os tempos e em todas as partes do mundo, o homem sempre lutou, sofreu, suou e, não poucas vezes, morreu pela Liberdade. O verdadeiro maçom é realmente um homem “livre e de bons costumes”. A liberdade não é gratuita. Nada há mais perigoso que esse conjunto de nove letras, porque frequentemente, em nome da liberdade, cometem-se hediondos crimes. A liberdade exige um conjunto de ações complementares; a falsa liberdade oprime e desajusta, desequilibra e desilude. A opressão nunca conseguiu suprimir nas pessoas o desejo de viver em liberdade. O maçom deve apreciar essa conquista e contribuir para que todos tenham a ampla liberdade desejada. Ou todos se envolvem ou não funciona. Maçonaria é Igualdade! Igualdade é outra palavra cuja significação verdadeira vai muito além das definições ditadas pela Lei fundamental e suprema do Estado. Há países que se proclamam livres. Mas onde “nem todos são iguais”, com as mesmas oportunidades. Nem toda a população em idade escolar pode usufruir do ensino; nem todos os enfermos, de atenções médicas; nem todos que desejam trabalhar, desfrutam empregos; o lazer, a diversão, não são distribuídas equitativamente; a igualdade fica na dependência dos recursos financeiros; assim, um pobre que apenas consegue subsistir porque ganha somente para a escassa alimentação, não pode fazer parte do maravilhoso preceito constitucional de igualdade! Só uma Instituição que dá a justa medida à criatura humana, com a noção exata de que todos os homens são iguais, exatamente iguais, poderia oferecer tanto a to- dos e a cada um em particular. Maçonaria é Fraternidade! O Ritual do Grau de Aprendiz afirma que “a Ordem maçônica é uma associação de homens sábios e virtuosos, que se consideram Irmãos entre si e cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente unidos pelos laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando-se uns aos outros na prática das virtudes”. Fraternidade pressupõe amor, abnegação, desvelo, compreensão e tolerância. Para vivê-la é indispensável que se tenha entrado nela com inteligência, com fé, amor e com vontade de aprender e, sobretudo, “sem segundas intenções”. O Candidato que passa pela Iniciação Maçônica ingressa após a sua aclamação em Loja, nos seus vários aspectos e de modo permanente. A Fraternidade implica obrigações e direitos; a parte ética e de comportamento é muito importante. São admitidas pequenas rusgas, como sucede dentro de uma família, mas com a obrigação de serem passageiras. O maçom tem o dever de tolerar esses incidentes e perdoar se eles tiverem sido mais intensos. Tudo começa com os três passos - Após os trâmites da Iniciação, quando o maçom acompanha “passo a passo” todas as provas, finda a cerimônia, terá diante de si um novo irmão. Partir e chegar é realmente importante; muito mais importante é a estrada que deve ser percorrida. O “primeiro passo” se liga ao Signo de Áries que, influenciado por Marte, significa Luta. O “segundo passo” – o Signo de Touro tem a ver com o segundo passo que, sendo influenciado por Vênus, significa Perseverança. O “terceiro passo” se correlaciona com o terceiro Signo do Zodíaco – Gêmeos – que é influenciado por Mercúrio e significa Fraternidade. Tendo isto em mira, Jules Boucher ensina que o primeiro passo indica (*) o ardor, o segundo a concentração e o terceiro, a inteligência. Veja-se que Boucher usa o verbo indicar (*), uma vez que – repetimos – o primeiro passo significa Luta, o segundo Perseverança e o terceiro Fraternidade. Concluindo - é o caminhar na busca dos conhecimentos que os símbolos e a filosofia maçônica colocam diante de nós significa muito mais que o chegar e o partir. A grande caminhada em busca da cultura maçônica, do aperfeiçoamento espiritual. Caminhar é penetrar nos conhecimentos que a Arte Real nos propicia; não é possível parar. Caminhamos ou adormecemos vencidos pela preguiça, pelo fracasso e pela mediocridade. O maçom não pode parar. Enquanto ele estiver caminhando, desbastando a Pedra Bruta aos poucos ao longo do caminho, sendo perseverante e nunca desistindo de investir em si mesmo construindo um novo fim. Todos os dias o maçom agradece pela vida e roga a Deus que o guarde na fé e mantenha sua esperança e bom senso. Assim, a Maçonaria estará crescendo, fortificando-se! Na balança divina, são iguais todos os homens; só as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. São da mesma essência todos os Espíritos e formados de igual massa todos os corpos. Em nada os modificam os seus títulos e os seus nomes. Eles permanecerão no túmulo e de modo nenhum contribuirão para que gozem da ventura dos eleitos. Estes, na caridade e na humildade é que têm seus títulos de nobreza. 7edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 7 01/09/2018 21:35:42

[close]

p. 8

Em busca da luz Irmão Walber Gonçalves de Souza Aluz foi o início de tudo. Independentemente de qualquer versão sobre a criação e/ou surgimento das coisas, da vida, ela é mencionada. Para os cientistas o Big Bang, considerado a grande explosão luminosa, marca o início da história do universo e por consequência dos planetas e seres. Para os religiosos a luz foi uma das primeiras criações divina e dela a divisão entre o bem (luz) e o mal (trevas). Continuando o viés religioso recordo-me de uma citação do Padre Antônio Vieira, que dizia: “Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros”. Na Bíblia, como em qualquer outro livro religioso, a presença da palavra luz é uma constante, sendo que na maioria das vezes de forma simbólica e merecedora de reflexões metafóricas. Na filosofia, desde Platão na famosa Alegoria da Caverna, a luz deveria ser uma busca incessante dos seres humanos, pois ela é metaforicamente comparada com a sabedoria, com o conhecimento. Quem encontra a luz, encontra o saber. Da mesma forma, segundo o mito, quem encontra a luz (conhecimento) também corre o risco de ser morto pelos que vivem nas trevas (ignorantes). Como dis- se Antônio Costa: “Só quem está acostumado na escuridão, indigna-se com quem lhe acende uma luz”. Um paradoxo estranho, mas real. O século XVIII é considerado o Século das Luzes, pois neste momento histórico uma gama de teorias conhecidas como Iluministas revolucionou o mundo, modificando estruturas sociais, possibilitando mudanças na forma de pensar e agir. As luzes, que simbolizavam o conhecimento, deveriam iluminar os novos rumos das sociedades. Dentre os filósofos iluministas, Voltaire, ousou dizer já naquele século uma grande verdade, que pode ser questionada por muitos, mas que não deixa de ser repleta de luz: “É mais claro que o sol, que Deus criou a mulher para domar o homem”. Nem a biologia escapa da luz, primeiro porque não há vida sem luz, as plantas precisam dela para realizarem a fotossíntese e por consequência tornarem-se alimentos para os demais seres, movendo assim, a cadeia alimentar. E segundo, porque um dos atos mais belos da humanidade, o parto, é comparado ao ato de dar à luz. O ser humano necessita desejar a luz, sair das trevas. Buscar a luz deveria ser uma constan- te, um ato contínuo, prazeroso e essencial. Encontrá-la é o ápice da própria essência do ser. Se somos de fato animais racionais, a racionalidade só acontece quando iluminada. Ao contrário, uma racionalidade apagada, provocará atos danosos ao próprio ser e a todos que estão ao seu redor. A luz ilumina nossas escolhas; permite visualizarmos o nosso ambiente com mais clareza; induz à bondade, à tolerância, ao desejo do bem para si e para os outros. O ser que busca a luz acredita na vida e em si próprio. Martin Luther King disse, fazendo uma analogia muito pertinente e iluminada: “A escuridão não pode expulsar a escuridão, apenas a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio, só o amor pode fazer isso”. Termino esta reflexão com um pensamento de Carl Gustav Jung: “Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão da mera existência”. Por isso, quando alguém ou a nossa própria consciência perguntar o que queremos, não hesitemos em responder: queremos a luz. Walber Gonçalves de Souza é professor e membro da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas (AMLM). Obreiro da ARLS “Caratinga Livre”, nº 0922/ GOB (Oriente Caratinga / MG) 8 edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 8 01/09/2018 21:35:42

[close]

p. 9

Grande Loja do Estado de Mato Grosso do Sul Campo Grande Loja 8 de Agosto n° 61 Sessão Magna de Instalação e Posse Foi realizado a Instalação do novo Venerável Mestre, Irmão Alexangelo Alexandrino Dembogurski, pelo Mestre Instalador Irmão Ederson Pereira Velasquez, estado presente o Grão-Mestre AD Vitam Irmão Juarez Vasconcelos, e o Delegado do Grão-Mestre Irmão, Gustavo Medina Nascimento. Durante os dias festivos a esta data foi realizado uma noite inesquecível com um baile fantasia da família 8 de Agosto. No dia 8 de Agosto, o Venerável Mestre Alexangelo Alexandrino Dembogurski, com sua diretoria realizou uma sessão publica para homenagear os fundadores desta Oficina, estando presentes as seguintes Irmãos e autoridades; o Sereníssimo Grão-Mestre Wagner Augusto Andreasi, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de MS Junior Mochi, os Grão-Mestre AD Vitam Heitor Rodrigues Freire e Juarez Vasconceloz, Delegado Geral do GM Antônio Carlos Costa Mayer, que abrilhantando esta belíssima Sessão com suas presença, e para completar as nossas cunhadas nos ofereceram uma linda recepção com um Ágape fraternal Loja XV de Novembro nº 50 O Grão-Mestre AD Vitam da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul Irmão Juarez Vasconcelos, foi o Mestre Instalador do novo Venerável Mestre desta Oficina do Irmão Jean Adriano Duarte Rodrigues, na Cadeira de Salomão, estando presente o Delegado do Grão-Mestre o Irmão Romeu Geraldo da Silva Lopes, estando presente irmãos das três Potencias do estado. 9edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 9 01/09/2018 21:35:47

[close]

p. 10

Entendendo a ordem Irmão Luis Mario Luchetta Oriente de Curitiba/PR 01 - A Ordem Maçônica A Ordem é, hoje, o que seus membros são hoje! A crise reside em cada um dos membros. A Ordem não entra em crise, já é ordenada por natureza. 02 - A Maçonaria não é... Democracia - É um sistema hierarquizado, onde todos se comprometem a subir todos os degraus possíveis da perfeição simbólica, espiritual e moral; Sistema de Fé - É um sistema de atitudes e comportamento. Há que se ter cuidado para não cair em contradições; Sistema Filosófico - É mais uma escola de filosofar em que todos buscam perfeição, ecletismo e melhoras gerais; Escola de Psicologia - Permite que o Obreiro conheça a si mesmo e modifique sua conduta inadequada; Metafísica - Dado que a doutrina e o simbolismo apontam para reflexões sistemáticas e objetivas. 03 - O Começo é Difícil Os primeiros passos no caminho da sabedoria são os mais estafantes, porque nossas almas fracas e teimosas detestam o esforço e o desconhecido, sem a garantia completa da recompensa. À medida que progredimos nossa decisão se fortalece e o aprimoramento pessoal torna-se progressivamente mais fácil. Aos poucos passa a ser até difícil deixar de fazer o que melh or para nós. O compromisso firme e, ao mesmo tempo paciente, de remover as crenças nocivas de nossas almas confere-nos, pouco a pouco, a habilidade de ver com mais clareza, através de nossos frágeis temores, nossa desorientação nas questões amorosas e nossa falta de autocontrole. Paramos de nos esforçar para impressionar os outros. Um belo dia percebemos com satisfação que não estamos mais representando para platéia alguma. 04 - Depende Exclusivamente de Cada Irmão. Ninguém ensina Maçonaria para ninguém. Isso ocorre em qualquer escola Iniciática, aonde cumpre ao Recipiendário praticar a Ritualística (munido do Ritual), absorver cada palavra e cada símbolo e, vivenciá-lo na sua existência. À medida que pratica e vivencia o ritual, o homem incorpora-se no símbolo e integra-se ao mito. O mito rememora os feitos virtuosos e o rito os celebra, repetindo-se periodicamente. Dizer que não nada há de substancial na repetição do rito é rejeitar uma verdade subterrânea que tem contribuído secularmente para o aperfeiçoamento da humanidade. O neófito que não encontra nada é porque não encontrou muita coisa em relação ao que buscava com os olhos profanos. A Maçonaria só pode oferecer ferramentas, utensílios e trabalho. Como a Ordem não é feita à altura das fantasias, ilusões e quimeras do candidato, não pode oferecer mudança imediata e renovação súbita de sua personalidade. O que está posto é um caminho árduo de auto-percepção. Pitágoras, ao constatar que não havia nada de assombroso no templo de sua iniciação, ao invés de decepcionar-se, verificou que não havia nada em si mesmo, apenas desejos e ilusões. Ai então começou o seu caminho para a sabedoria. O Irmão que chega neste ponto já é um maçom. A Maçonaria quer dar ao Obreiro de hoje, tal como fez para aquele de ontem, os utensílios que lhe permitam encontrar sua verdade e sua liberdade individuais. A iniciação permite o ingresso nesse caminho, mas toca a cada um trilhar. Só com esforço, empenho próprio, paciência, tolerância e vontade é que se passa da iniciação fictícia e teatralizada para a iniciação real, aquela que transforma a promessa em realidade, a esperança em certeza e um caminho de conhecimento ritualístico em caminho de vida. 05 - Cuidados a Tomar Ausência de trabalhos so- 10 edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 10 01/09/2018 21:35:47

[close]

p. 11

bre simbologia, lendas, mitos e ritualística. Descumprir interstícios e formação típica de graus. Dar “asilo político” a Irmão. (Há sempre alguém querendo que a Loja interfira a seu favor). O mundo profano ignora os graus e o nível de conhecimento do irmão. Portanto, maçom é maçom, logo, a postura, comportamento e respeito devem estar sempre presentes. A missão do obreiro é lapidar a P:. B:.. A Oficina trabalha em um tempo simbólico; é atemporal. A Oficina trabalha em um espaço sagrado; é não espacial. Isso tudo implica: ritualística, liturgia, símbolos; a ordem fundamenta-se na experiência iniciática, que requer reflexão e vivência comuns. 06 - Lema do Maçom: Liberdade: coloca o homem numa posição do querer e do poder. Igualdade: infunde no homem a obrigação de respeitar seu semelhante, seja ele quem for. Fraternidade: dá ao homem uma maneira certa de cultivar o amor. 07 - Depoimentos 1. Voltaire: “A Maçonaria é a entidade mais sublime que conheci. É uma instituição fraternal, em que se ingressa para dar e que procura os meios de fazer o bem, exercitar a beneficência.» 2. Albert Eyler, (Grão Mestre da Pensilvânia): “A maior necessidade do mundo é de homens. Homens que não podem ser comprados nem vendidos. Homens honestos no mais íntimo de seus corações. Homens que não temem chamar o pecado por seu nome. Homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo. Homens que fiquem com o direito embora o céu caia. E o objetivo de uma Loja Maçônica é criar homens. 08 - Privacidade O pensamento científico não nos permite sonhar, mas o homem sabe se exaltar, sabe se embriagar ao contato dos coloridos suntuosos e com o perfume das flores, com a complexidade da pedra, com essas lufadas de amor que emanam de toda essa natureza com a qual convivemos e cujas profundas leis permanecem desconhecidas para nós. A Maçonaria comunica esse impulso do coração, ela pede também ao homem que se analise, que se busque interiormente. Ela quer que cada um conserve o seu particularismo, que saiba continuar a ser ele mesmo, sabendo também se integrar entre os outros. Cada um deve poder se realizar por si mesmo, com a ajuda daqueles a quem se associa. Existe então uma troca contínua entre os Irmãos, um impulso de amor. Daí nasce essa enorme corrente de fraternidade, que não escapa à concepção religiosa do humano. 09 - Quando um Homem é Maçom? Quando pode olhar por sobre os rios, os morros e o distante horizonte com um profundo sentimento de sua própria pequenez no vasto panorama das coisas que o rodeiam e, assim mesmo, ainda conservar a fé, a coragem e a esperança - que são as raízes de toda virtude. Quando sabe que, no fundo de seu coração, todo homem é nobre, tão vil, tão divino e tão solitário como ele mesmo, e procura conhecer, perdoar e amar seu semelhante. Quando sabe simpatizar com os homens em suas tristezas, sim, mesmo em seus pecados, sabendo que cada homem luta duramente contra muitos óbices em seu caminho. Quando aprendeu como fazer amigos e conservá-los, e sobretudo, como conservar seu próprio amigo... Quando nenhuma voz de desespero atinge seus ouvidos em vão e nenhuma mão procura sua ajuda sem obter resposta. Quando achar um bem em toda fé que ajuda qualquer homem a ver as coisas divinas e a perceber significações majestosas na vida, qualquer que seja o nome desta crença. Quando conserva a fé em si mesmo, em seus companheiros, em seus irmãos, em seu Deus, em sua mão uma espada contra o mal, satisfeito em viver, mas não temendo morrer. Tal homem encontrou o único real segredo da maçonaria, aquele que ela procura transmitir ao mundo inteiro. (citação de Joseph F. Newton) 10 - Sigilo É incontestavelmente o sigilo a pedra de toque inestimável que dá com segurança o caráter do Maçom. Não que o sigilo seja sempre necessário pela natureza dos assuntos tratados em Loja, mas porque habitua o Maçom à circunspeção, corrige a leviandade e a tagarelice. Pitágoras exigia dos 11edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 11 01/09/2018 21:35:47

[close]

p. 12

postulantes longos mutismos, de anos, por vezes. Era maneira de corrigir o pendor natural das palavras irrefletidas. Pensar com segurança, meditar com paciência, julgar com imparcialidade, agir com firmeza, são preciosas qualidades que todo Maçom se esforçará em adquirir, infatigavelmente. As recompensas não existem para o Maçom, trabalha por um grato e salutar dever consciente, não pede aplausos, não almeja agradecimentos. Suas ações generosas, esquece-as, não as proclama. O ato de beneficência fica entre o que dá e o que recebe. Sabe o Maçom que ficará ignorado. O bem não é vaidade, é o móvel de suas ações. Guardar sigilo é poupar ao indigente o rubor da esmola, é merecer para a Ordem a confiança e as bênçãos das vitimas do infortúnio. Sigilo é também um degrau de honra. (ensinamento de Dario Velozzo) 11 - Significado de Ser Mestre Maçom Ser Mestre Maçom significa ser Mestre em si mesmo, trabalhar com inteligência e força de vontade em si mesmo, no seu próprio aperfeiçoamento, tendo sempre em mente o fato de que nada mais somos do que simples aprendizes do Grande Mistério, mesmo que nos denominemos mestre. Ser Mestre é aceitar que não nos pertencemos, mas à cole- tividade, e que por isso mesmo sua inteligência e sua vontade devem estar sempre a serviço dessa coletividade. Ser Mestre é acender luzes pelo caminho por que passa, luzes de amizade e sabedoria, de bondade e justiça, de harmonia e compreensão, de solidariedade e fraternidade. Ser Mestre é não se considerar juiz dos defeitos e erros dos outros, mas saber compreender e perdoar. Ser Mestre é aceitar um conselho, para ser ajudado. É retribuir com ternura aos que o odeiam. Ser Mestre é ser perfeito nas mínimas realizações. (ensinamento de Manoel Gomes). www.glomaron.org.br/faca-sua-doacao Publicado na revista A Trolha, nº 231, Janeiro de 2006. Bibliografia: BAYARD, Jean Pierre. A Espiritualidade da Maçonaria. São Paulo: Madras. GOMES, Manoel. Manoel do Mestre Maçon. Lunardelli. GUIMARÃES, João Francisco. Maçonaria e Filosofia do conhecimento. São Paulo-Madras. RODRIGUES, Raimundo. Sutilezas da Arte Real. Londrina-PR. A TROLHA. Simbologia Maçônica 137 grafica.indd 12 Rua Barão do Rio Branco, 11 Jardim José Antônio Rio Verde de Mato Grosso/MS (67) 3292-2030 (67) 3292-1055 (67) 99674-2106 (67) 99941-3753 01/09/2018 21:35:48

[close]

p. 13

Grande Loja do Estado de Mato Grosso do Sul Campo Grande Loja Egrêgora XIII nº 64 O Irmão Cileanes Viacek Venerável Mestre desta Oficina teve a honra de receber os Irmãos Instaladores, Arnaldo Puccini Medeiros, Marco Antônio Pereira Ricartes e Walmir Lopes, para realizarem a Instalação do Irmão Alexandre Garcia Tomitão como próximo Venerável Mestre desta Loja. O novo Venerável Mestre agradeceu a participação dos Irmãos, Cunhadas sobrinhos do quadro e vários visitantes de outras Oficinas, Luiz Thadeu, da Loja Ordem e Progresso nº 25 e Secretário Executivo da Grande Loja Maçônica, Adão Sebastião da Loja Estrela do Sul nº 03 e outros. Loja Estrela do Sul nº 03 O Irmão Luiz Nogueira Sobrinho, teve a honra de ser o presidente da Comissão instaladora do Irmão Anísio Aparecido Chacon, na Cadeira de Salomão como Venerável Mestre desta Oficina, estando presente o Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul Irmão Wagner Augusto Andreasi, do Grande Oriente do Brasil para MS o Eminente Grão-Mestre Irmão Benilo Alegretti e o Secretario Adjunto de Orientação Ritualística para o Rito Brasileiro, Irmão Antônio Carlos Rios, o Grão-Mestre AD Vitam Irmão Guilherme Francisco Santinho e vários Irmãos do quadro desta Oficina e Visitantes de outras Lojas. 137 grafica.indd 13 13edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 01/09/2018 21:35:52

[close]

p. 14

O estandarte assombrado Há coisas inexplicáveis na Maçonaria! Nos anais, da antiga Maçonaria brasileira, há o seguinte registro de algo sobrenatural acontecido: Irmão E. Figueiredo Era o ano de mil oitocentos e tantos, num lugarejo denominado Campos de Avanhandava (posteriormente Santa Cruz do Avanhandava), no baixo Rio Tietê, que com o desbravamento viria a ser a cidade de Penápolis, na Noroeste Paulista, nas proximidades do córrego hoje chamado de Maria Chica. Uma época que ainda viviam índios Coroados na região. Nesse pedaço de chão havia, numa construção modesta, a Loja Maçônica com a denominação Loja Remo e Rômulo. A Maçonaria, naquele tempo, era uma coisa muito escondida e quem era Maçom não dizia para ninguém, nem para a própria esposa. Para tudo considerava-se sigilo total e segredo. Os membros dessa Loja eram quase todos oriundi ou imigrantes da Itália. E os hábitos ainda tinham muita influência da camorra, vendetta, omertá e da cosa nostra, trazidos da “Bota” (Itália). Todos os Obreiros se sentiam orgulhosos por terem sangue italiano. O Irmão Primeiro Vigilante, Gaetano Genovese, se gabava de ser sobrinho do chefão de um dos segmentos da Máfia Siciliana, Giuseppe Bonnano, mais conhecido como Joe Banana, que morava na região de Mezzogiorno, Sicília, dizendo que ele era capo di tutti capi (chefão de todos chefões). Os Irmãos da Loja Remo e Rômulo, pouco mais de 20, residiam na própria vila e alguns em aldeias vizinhas, pois era a única Loja Maçônica que existia naquelas paragens. Salvatore Meneghetti, Irmão Porta-Estandarte e o decano da Loja, o mais idoso do grupo, mas não menos ferrenho Maçom, nunca deixava de dar sua mensagem na Palavra do Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular. Suas alocuções eram verdadeiras aulas de Maçonaria. Salvatore Meneghetti faleceu durante uma Sessão, justamente quando explanava sobre a criação do Estandarte da Loja, de quem tinha sido o idealizador. Em virtude dos Maçons se reunirem escondidos e secretamente, não sabiam como informar a policia da morte do Obreiro. Para resolver o problema, por ordem do Venerável Mestre, Enzo Regatoni, enterraram o Irmão no próprio chão do Templo, precedido de Pompas Fúnebres, conduzido pelo Mestre de Cerimônia, Luigi Provenzano. O Irmão Secretário, Vito Andreazza, foi incumbido de providenciar uma cruz que foi colocada dentro do caixão, enquanto o Mestre de Harmonia, Matteo Zanetti, cantava o hino Maçônico e o Primeiro Diácono, Paolo Andreoli, acenava o incenso aceso sobre o corpo do falecido. Um dos Obreiros lembrou que ele dizia que, quando morresse, gostaria de ser enterrado com seu avental. E isso foi feito. Foi comovente. Muito comovente. Como homenagem ao Irmão, que fora para o Oriente Eterno, ficou decidido que não se permitiria que nenhum outro Irmão mais empunhasse o estandarte da Loja, durante as sessões, que passaria a ficar, permanentemente, ao lado do Venerável Mestre, durante os trabalhos. Assim foi dito, assim ficou decidido! Assim seja! 14 edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 14 01/09/2018 21:35:52

[close]

p. 15

Na primeira sessão, após o falecimento, no momento que seria a fala do Irmão Salvatore Meneghetti, os Irmãos ficaram olhando entre si e, por alguns instantes, pairou um silêncio sepulcral. De repente o estandarte se desprendeu do mastro, sobrevoou o templo e caiu na cadeira do Porta Estandarte. Foi um GADU nos acuda! O Orador, Benito Ianelli, se assustou, deu um grito e correu para a saída do Templo, tropeçando sobre o Guarda do Templo, Giovanni Riello. Os demais Obreiros da Loja saíram atrás, correndo pela noite a dentro cada um para caminhos diferentes, sem olhar para trás. O Irmão Hospitaleiro, Vito Denaro, corria fazendo o sinal da cruz com a mão esquerda. Soube-se mais tarde que um Aprendiz, Luciano Franchetti, se suicidou. Nunca mais se soube da Loja Remo e Rômulo. Dizem que em noite de Lua cheia, os moradores da localidade costumam ver um tipo de pano esvoaçando pelo céu sem ter uma explicação para tal fato. Outros afirmam ver um cadáver se removendo na terra da cova onde o Irmão Meneghetti está sepultado. Um acontecimento que requer uma pesquisa e estudo profundo..... Vero o invenzione? Che ci crediate! Se non è vero, è bene trovato..... {Arquivos Implacáveis} Acredite se quiser! "Ripley's" PE.IM.EIPR Remo & Rômulo Candidato à ordem e a mediocridade Irmão Ambrósio Peters ∗12/05/1927 +08/07/2003 De toda e qualquer deficiência de um candidato talvez a pior delas seja a mediocridade. O homem medíocre jamais assumirá o seu papel de Maçom no pleno sentido deste termo, pois o medíocre já é por sua própria natureza um acomodado. Do homem medíocre dizia Jesus; “por não ser nem frio nem quente o cuspirei de minha boca”. Não se pode contar com ele seriamente para nenhuma atividade que exija um rompimento com a rotina. Ele nada começa e quando o começa nada termina. Nada faz além de suas estritas obrigações. Somente acompanha e critica, ou quando muito dá seu apoio fictício com meros e superficiais aplausos. No seu inconsciente ele se condena a si próprio pela na sua inércia, e toma como uma censura velada tudo o que os outros realizam. Por isso o medíocre é um crítico contumaz. Na maioria das ocasiões será preferível lidar com inimigos, porque pelo menos esses se definem e pode-se saber onde estão. O medíocre é um omisso e contagia tudo ao seu redor com sua omissão. Certa vez, sendo eu Venerável de uma Loja, um Irmão se aproximou de mim com críticas por não promovermos com mais freqüência jantares para aproximar os Irmãos e suas famílias. Informou-me que perto de sua residência havia uma senhora que promovia festas e jantares a preços acessíveis e que seria fácil contratá-la. Pedi-lhe então, já que o restaurante estava próximo a sua casa, que organizasse um jantar com as nossas esposas. Não posso, disse-me secamente, não tenho tempo. A indicação do restaurante era simplesmente uma maneira discreta de criticar e dizer que a Administração da Loja era ineficiente em suas atividades sociais. Esse é um exemplo típico de mediocridade. Mas eles nunca aceitam a pecha de mediocridade, porque sempre se julgam cidadãos perfeitos, cumpridores de seus deveres, que não prejudicam aos seus semelhantes, que respeitam a todos, que não fazem mal a ninguém. Na realidade sob o ponto de vista das religiões é até uma pessoa exemplar e digna, pois as religiões habitualmente só exigem obediência e não atos positivos, que são às vezes até 15edição 37 • 2018 • www.revistaconsciencia.com.br 137 grafica.indd 15 01/09/2018 21:35:52

[close]

Comments

no comments yet