Bom Dia Catas Altas

 

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Catas Altas - Edição Número 127 - Julho de 2018 - Ano XI

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CaBOtMaDsIAAltas Cidade Histórica e Ecológica - Julho de 2018 - Ano XI - Nº 127 - Distribuição Gratuita Dirigida Vale e Estado devem quase R$5 mi a Catas Altas Ciclistas da região e da Capital durante Luau da BikeZone, pedalando para Catas Altas, abrindo o Eco Inverno 2018 Diego Andrade Página 3 Guarda Municipal ou Curingas? Eco Inverno: os bons tempos voltaram Página 8 Mais preventiva que ostensiva os guardas municipais se apresentam como verdadeiros “curingas” diante suas inúmeras funções, passando pela proteção dos bens municipais; controle do tráfego e trânsito de veículos, atuando junto a Defesa Civil, prevenindo e combatendo incêndios até à proteção ao meio ambiente entre outras. Página 7 Eclipse em Catas Altas é transmitido pelo Jornal Nacional ICMS Cultural: Dindão Entre 5.571 cidades, Catas Altas foi escolhida pelo Jornal Nacional para ser transmitido o eclipse lunar. Página 2 Projeto de telescópio colocará Catas Altas próxima às estrelas Catas Altas e seu núcleo histórico guardam relíquias do período colonial e barroco Catas Altas fica em 5º lugar no estado Página 5 Catas Altas contará com duas Cúpulas, similares às do Museu de Astronomia e Ciências do Rio de Janeiro (foto). Página 2

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CaBOtMaDsIAAltas Julho de 2018 - Página 2 Lua de Sangue Jornal Nacional transmitiu eclipse de Catas Altas Fotos: Dindão Repórter da Globo, Ismar Madeira, entrevista moradora de Catas Altas durante cobertura para visualização do eclipse na Santa Quitéria Alunos do Curso de Física da UFMG montam estrutura para observação do eclipse O Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, transmitiu no dia 27 de julho, o último Eclipse lunar do ano diretamente de Catas Altas, denominado – Lua de Sangue. Monitorados pelo professor de física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernando Augusto Batista, estudantes do curso montaram vários telescópios em frente a capela de Santa Quitéria que teve todas as luzes de seu entorno apagadas, criando uma penumbra que facilitou a visualização do fenômeno. “Quando se está num lu- gar escuro, a pupila dilata. Então, você enxerga melhor os fenômenos. Pode perceber melhor os detalhes do eclipse, os detalhes da Lua. Dá até uma noção de tridimensional. A Lua não fica assim chapada como se fosse um queijo. Ela dá a ideia realmente que é uma es- fera”, explica o professor Fernando. Encantamento para estudiosos e para os moradores da região, em uma maquete exposta em frente a Capela, eles viram como a Terra, a Lua e o Sol se movimentam no céu. “O sol passando aqui forma um cone de som- bra. Aí, a Lua atravessando fica eclipsada. Esse eclipse, em especial, é de longa duração porque ela está passando exatamente no meio do cone de sombra”, explica o professor. A atividade de observação astronômica fez parte da programação da nona edição do Eco Inverno que vai até domingo, além de demonstrar a qualidade do céu de Catas Altas para a atividade. Dezenas de moradores e turistas que se encontravam na cidade foram até o local acompanhar o eclipse e as filmagens da reportagem da televisão. Próximo das estrelas UFMG apresenta projeto de implantação do telescópio Representantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentaram à prefeitura o projeto inicial para construção do maior telescópio para uso educacional da América Latina em Catas Altas. A reunião serviu para fazer alguns ajustes na proposta e para informar a próxima etapa, que será a elaboração dos projetos executivos para dimensionamento dos custos e de início da obra. Estiveram presentes autoridades do executivo, além da equipe da UFMG e do proprietário do terreno que será cedido para a implantação da estação de observação. De acordo com o projeto inicial, o local deverá ser entregue à comunidade dentro de 2 anos, prazo para execução das obras e implantação do projeto. A Estação será usada por vários departamentos da Universidade (que não Foto ilustrativa A estação de observação espacial prevê a instalação de duas cúpulas em uma área total construída de 2400 metros quadrados conta atualmente com um espaço deste tipo), além da comunidade local que poderá participar de minicursos e outras atividades. A expectativa será a de receber cerca de três mil alunos por mês assim que estiver em funcionamento. Estrutura A estação de observação espacial será implantada em um terreno de 17 mil metros quadrados e terá área construída de 2400 metros quadrados. Neste espaço, estão previstos duas cúpulas para observação, sendo uma delas com tecnologia de acesso remoto pela internet; auditório com capacidade para 300 pessoas; duas salas multiusos com 50 lugares cada uma; estacionamentos para 200 carros e outro para ônibus e vans; terraço des- coberto para observação de astros em telescópio portáteis; espaços para exposições e eventos; sala para atividade de física fácil; loja de souvenires; lanchonete; sala de trabalho administrativo, com infraestrutura para serviços de limpeza, almoxarifado; dormitórios para pesquisadores e alunos, sendo dois quartos na ala masculina e dois, na feminina. A ideia é que a construção seja feita para que os espaços funcionem de forma sustentável e tenham as condições adequadas de acessibilidade. Escolha de Catas Altas De acordo com o professor do Departamento de Física da UFMG e Coordenador do grupo de astronomia da universidade, Renato Las Casas, Catas Altas foi escolhida para sediar a estação de observação “pela boa qualidade do céu e sua proximidade com a cidade de Belo Horizonte”. Além disso, foi levada em consideração a tendência turística do município ligada ao uso do observatório e a possível expansão da UFMG com a implantação de cursos técnicos para a região. Benefícios “Esse projeto irá trazer um benefício gigantesco para nossa cidade. Ele é multidisciplinar, envolvendo diversas áreas, como o turismo e a educação. Além disso, vai envolver nossa comunidade, principalmente, nossos adolescentes e jovens que poderão ter uma ocupação”, ressalta o prefeito José Alves Parreira. O vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães comenta que a economia local também será muito beneficiada. “Conseguiremos criar uma nova fonte de renda para o município, através do turismo pedagógico e de toda a movimentação que, direta e indiretamente, ele vai acabar gerando”, explica. EXPEDIENTE CaBOtMaDsIAAltas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Catas Altas online: facebook.com/bomdiacatasaltas/ Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 dindao@bomdiaonline.com O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box

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CaBOtMaDsIAAltas Julho de 2018 - Página 3 Sacrificando o catasaltense, Vale e Estado devem cerca de R$5 milhões à cidade COBRANÇAS ESTAVAM SENDO FEITAS SEM ANÁLISE DOS REGISTROS IMOBILIÁRIOS, CAUSANDO PREJUÍZOS AOS COFRES PÚBLICOS. DÍVIDA RETROATIVA PODERÁ SER COBRADA. A mineradora Vale e o Governo do Estado devem ao município de Catas Altas R$4.808.179,95 (Quatro milhões, oitocentos e oito mil, cento e setenta e nove reais e noventa e cinco centavos). Isto se, no caso da Vale, não for computado e cobrado as diferenças nos pagamentos realizados nos anos de 2013, 2014, 2015 e 2016, o que é permitido pela legislação, já que, passados 5 anos as dívidas caducam caso não haja ações sobre elas tramitando na justiça. No caso da Vale, a dívida se dá diante um questionamento que a empresa vem fazendo nas cobranças feitas em 2017 e agora 2018 referentes a taxas de fiscalização e funcionamento. Segundo a Procuradora Jurídica do município, Librielle Rodrigues, há alguns anos a Vale vinha pagando um valor estimado das taxas. O fato de esses pagamentos serem baixos diante ao porte da empresa chamou a atenção do setor responsável do município que ao aprofundar no caso verificou que estava ocorrendo uma discrepância em relação à realidade: “O valor pago pela Vale estava sendo baseado na metragem da área que eles informavam, sem apresentarem o registro imobiliário, quando apresentaram o registro verificamos que as metragens não estavam corretas e identificamos a defasagem”, informou a prefeitura. Ainda conforme a assessoria da prefeitura, quando a atual gestão assumiu passou-se a cobrar o valor previsto no código tributário municipal: “Ou seja, foram anos pagando um valor menor do que a previsão Divulgação Além de crateras deixadas pela exploração, a Vale tem deixado um buraco nas contas públicas. Na foto o que seria o complexo minerário do Fazendão. legal; o valor que eles vinham pagando era só uma porcentagem do previsto no código tributário municipal.”, informaram. Discordando da cobrança feita pelo município, a Vale depositou em juízo os valores cobrados, sendo R$3.001.636,42 referente a 2017 e R$473.209,54 referente a 2018, ambos depositados em juízo no dia 23/05/18. Referente ao ano de 2017, foram R$2.480.688,00 da taxa mais R$223.261,92 de juros mais R$297.682,56 de multa mais R$3,94 de emissão de guia. O motivo pelo qual o valor de 2018 se apresentou mais baixo foi porque o município estabeleceu um teto máximo, citando exemplos de Mariana e Nova Lima, por meio da lei complementar n° 583/2017; ficando o limite estabelecido de 240.000,00 Unidade Fiscal Municipal, sendo o UFM em 2018 igual a R$ 1,97169. O município está estudando cobrar os anos anteriores. Em tese, pode ser cobrado os últimos 5 anos, de acordo com a procuradora. Governo do Estado Já o Governo do Estado o valor retido gira em torno de R$1.333.333,00, sendo referentes a: Fundeb – IPVAe ICMS R$327.123, \ ICMS Juros e correções R$204.333,00 \ Transporte Escolar R$21.064,00 \ Saúde R$715.391,00 | Fundeb Juros e Correções R$31.420,00 e Piso Mineiro de Assistência Social R$34.000,00. Prefeito esclarece Á reportagem, o prefeito José Alves Parreira informou que já no primeiro semestre de 2017, representantes da Vale procuraram a prefeitura quando receberam a guia referente a taxa de TFF do ano 2017, calculada de acordo com o código tributário municipal. Segundo Parreira eles vieram questionar a diferença do valor em relação ao ano anterior: “Na ocasião esclarecemos a aplicação correta do código tributário, onde chegou-se ao valor informado”, esclareceu o prefeito. “Só estamos aplicando o que a legislação municipal prevê, uma vez que antes os cálculos eram realizados por estimativas, completamente defasados e fora da legalidade”, pontuou o prefeito. Continuando, o prefeito lamentou o fato da empresa não estar pagando as taxas, dizendo que essa atitude apenas vem agravar a situação da cidade diante a crise que o país atravessa: “Hoje na atual conjuntura de recessão, qualquer atraso ou falta de recolhimento de taxas e tributos, impactam significativamente nos serviços públicos ofertados aos munícipes, estamos tendo que traba- lhar com muito planejamento e ponderação. Visto que, somado a isso, os atrasos dos repasses estaduais tem nos obrigado a utilizar recursos próprios, que são bastantes limitados, dificultando ainda mais o nosso trabalho”, concluiu. Fernando quer ação O vice prefeito, Fernando Guimarães, ao Bom Dia Catas Altas, disse estar perplexo com a situação e foi taxativo em dizer que nunca esperava isso de uma empresa do porte da Vale: “Estou, sinceramente, sem entender uma atitude dessa da Vale. Ela é a principal empresa do município, nossa parceira, gerando empregos e renda, mas fugir de suas obrigações nunca tinha visto. Penso que devemos reunir com a diretoria responsável pela situação e ver o que pode ser feito, pedir que seja pago o valor cobra- do e se a justiça der ganho de causa a ela, que seja compensado no futuro, o que não podemos é deixar a cidade e o cidadão pagar o preço desse desencontro”, despachou. Vale responde Em nota, após apresentados todos os questionamentos, a Vale se esquivou de responder ponto a ponto da demanda informando conforme segue: “A Vale esclarece que cumpre rotineiramente suas obrigações tributárias. Em relação à Taxa de Fiscalização e Funcionamento cobrada pelo Município de Catas Altas, informa que após o aumento do valor cobrado submeteu a questão ao Judiciário face à divergência de interpretação sobre os critérios deste aumento. A empresa aguarda, portanto, o desfecho do assunto pelo Judiciário”.

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CaBOtMaDsIAAltas Saga do Caraça – 32.ª parte Jubileu de Ordena´ca~o Julho de 2018 - Página 4 por Eder Ayres Siqueira O ano do júbilo se abre com o toque da trombeta, chamada em hebraico “jobel”, daí o nome jubileu No dia 30 de setembro de 1973, em um domingo seguinte à celebração da Festa de São Vicente (27 de setembro) aconteceu no Caraça uma homenagem a 13 ex-estudantes, dos quais alguns também foram lá, professores, sendo o jubileu de ordenação sacerdotal ou vocação religiosa deles ali celebrado. Jubileu é um substantivo masculino - é um aniversário solene, é também um grande espaço de tempo. Os jubileus mais comemorados são o jubileu de prata, referente aos 25 anos e o jubileu de ouro referente aos 50 anos. Na antiguidade hebraica, era uma solenidade pública celebrada a cada 50 anos, quando as dívidas e penas eram perdoadas e os escravos libertos. - Entre os católicos, indulgência plenária concedida pelo papa a intervalos regulares (atualmente a cada 25 anos) e, por vezes, em ocasiões de aniversários e fatos religiosos importantes. Jubileu no catolicismo: O jubileu é uma solenidade da Igreja Católica, hoje realizada a cada 25 anos. Por motivos especiais o papa pode comemorar jubileus extraordinários, onde concede a remissão das penas temporais devida pelos pecados mortais já perdoados na confissão. A origem do jubileu é bíblica, como é possível verificar em Levítico 25:1-17. O ano do júbilo se abre com o toque da trombeta, chamada em hebraico “jobel”, daí o nome jubileu. A legislação antiga previa a prática da libertação do escravo e a devolução das propriedades a cada sete anos. A nova legislação declarou santo o quinquagésimo ano onde era proclamada a libertação para todos os moradores do país. Será o ano do júbilo, onde não semearão. Será um ano sagrado e que comerão o que o campo produzir. Os treze sacerdotes homenageados foram: D. José Lázaro Neves, bispo de Assis, São Paulo, com 25 anos de episcopado; Pe. João Viana com 60 anos de sacerdócio; Padres Carlos Pelissié, Delille Ribeiro e Manuel Torres com bodas de ouro (50 anos) sacerdotais; e com bodas de prata (25 anos): Pe. Alfeu Ferreira, Álvaro Barros, Sebastião Dias e Walter Rodrigues. E na Família Vicentina completavam as bodas de ouro os padres: José Arruda, Francisco Batista, Dionísio Cardoso e Antônio Mourão. Conforme o Padre José Tobias Zico, foi uma festa emocionante, uma ação de graças pelo muito que os treze caracenses fizeram para o Reino de Deus, isto é, um ato de fé e esperança no ressurgimento do Caraça, berço da Congregação da Missão no Brasil. O Pe. Tobias disse mais: “As palavras de Nossa Senhora ao Irmão Lourenço em 1819: ‘Não abandonarei esta casa’ foram objeto de reflexão para todos, de conforto e estímulo para maior trabalho em prol de nossas vocações vicentinas.” Festa da Padroeira e a AEALAC A padroeira do Caraça é a Nossa Senhora Mãe dos Homens, comemorada no dia 11 de outubro ou no segundo domingo do dito mês. Fazendo parte ainda das comemorações do Bicentenário do Caraça, no segundo domingo de outubro de 1973, se comemorou a Festa da Padroeira, com a presença de muitos ex-alunos e amigos do Caraça. As 10 hs aconteceu uma missa na igreja e logo depois “bodega” com churrasco no pátio. No ano de 1974 também aconteceu a festa da padroeira com a presença de ex-alunos e outros amigos do Caraça, no segundo domingo de outubro. O Padre Tobias Zico disse que “Nestes instantes de congraçamento, se renovavam, nas asas da saudade, os tempos idos e vividos, ao lado triste realidade das ruínas que os olhos abertos não queriam acreditar.” “Amor e ausência são os pais da saudade.” Amor ao Caraça e ausência dele geraram a AEALAC ou a Associação dos Ex-alunos dos Lazaristas e Amigos do Caraça. A associação nasceu em uma das visitas de ex-alunos em 1945, desenvolveu-se e produziu abundantes frutos durante 15 anos. Depois vieram outros 15 de hibernação. Ressuscitou ao apagar das luzes do Ano Bicentenário e foi apresentada à Sociedade na Páscoa de 1975, revigorada, com disse o Pe. Zico. Rádio, telefone e Televisão no Caraça Conforme o Pe. Tobias Zico, o Caraça que no século XIX foi pioneiro no uso da luz elétrica, não quis ficar para trás no século XX, século das comunicações. Ainda no Ano do Bicentenário, o Superior Pe. Sebastião Mendes Gonçalves, conseguiu instalar um Rádio-Telefone, pelo qual estava em constante comunicação com Belo Horizonte. E de qualquer ponto do Brasil, qualquer pessoa poderia telefonar para o número 441-5399, na residência dos Padres Lazaristas em Belo Horizonte, na Rua Itapetinga, 4 001, para reservar quartos no Caraça, e assim por diante. O contrato entre a Congregação e a Rádio e Televisão Vila Rica, para aproveitamento da área de 400 m², situada no alto da Carapuça, foi registrado de 9 de agosto de 1972. No local foi instalada uma torre com equipamentos repetidores de imagens. A finalidade foi beneficiar centenas de cidades com o mais extraordinário meio de comunicação. Colocando o Caraça e região em contato com o mundo. Continuaremos na próxima edição... Eurípedes Neto A padroeira do Caraça é a Nossa Senhora Mãe dos Homens, comemorada no dia 11 de outubro ou no segundo domingo desse mês.

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CaBOtMaDsIAAltas Julho de 2018 - Página 5 Catas Altas fica em 5º lugar no estado em arrecadação do ICMS Cultural O trabalho e o investimento na valorização e proteção dos seus bens culturais pela atual Administração fizeram com que Catas Altas conseguisse melhorar consideravelmente sua pontuação no ICMS Cultural. Na recente avaliação (referente ao ano de 2017) divulgada pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), o município conseguiu 31,57 pontos (contra os 17,47 do exercício anterior), ficando em quinto lugar no estado em arrecadação do imposto. Essa é a maior pontuação em oito anos. O índice, que vale para recebimento do imposto em 2019, significa um aumento de 80,75%, sendo este o primeiro resultado do trabalho realizado pela atual Administração no ano passado. No resultado de 2013, o município ficou em 510ª posição, a pior colocação. “Esse crescimento no ICMS cultural só vem comprovar que estamos no caminho certo. Temos feito diversas ações em prol do desenvolvimento da cultura e do turismo na cidade e os resultados disso estão saindo agora”, comemora o secretário de Turismo e Cultura, Lucas Nishimoto. O secretário destaca que para o ano que vem, a pontuação deve ser ainda melhor. “Neste ano de 2018, iniciamos uma série de projetos voltados para a valorização e proteção do nosso patrimônio e da cultura. Um deles é a restauração do acervo sacro da capela de Santa Quitéria. Nesta primeira etapa do projeto, serão restauradas 12 peças de médio e grande porte, todas elas tombadas e do século XVIII”, explica. Além disso, desde o ano passado, tem sido feito um trabalho árduo de educação patrimonial com alunos das escolas e também com a comunidade; restauro de bens culturais tombados; investimento em festas culturais tradicionais, como o carnaval e a Festa do Vinho; entre outras ações de valorização e proteção do patrimônio material e imaterial da cidade. Pontuação – confira a pontuação do município nos últimos oito anos 2017: 5º lugar / 31,57 pontos 2016: 17º lugar / 17,47 pontos 2015: 152º lugar / 10,90 pontos 2014: 134º lugar / 10,85 pontos 2013: 510º lugar / 1,95 pontos 2012: 7º lugar / 26 pontos 2011: 7º lugar / 26,25 pontos 2010: 8º lugar / 27,30 pontos Pontuar - Para pontuar, o Iepha leva em conta diversas medidas desenvolvidas pelos municípios, como política cultural, investimentos e despesas, inventário, tombamentos, registros e educação e difusão. Bens tombados em Catas Altas -Entre os bens tombados e registrados em Catas Altas, estão: Capela do Senhor do Bonfim; Capela e Cemitério; Capela Sagrado Coração de Jesus; Chafariz da Praça da Matriz; Colégio do Caraça; Ponte dos Perdões; Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da rua São Miguel; Elevado de Pedras “Bicame” e seu entorno em Quebra Ossos; Povoado do Morro d’ Água Quente; Conjunto arquitetônico na sede; Conjunto da Praça Monsenhor Mendes; Gruta da Bocaina - RPPN - Santuário do Caraça; Igreja Matriz de N. Sra. da Conceição; Imagem do Arcanjo Miguel; Linguagem dos sinos; Modo de fazer artesanal dos vinhos de uva e jabuticaba e licores de Catas Altas; Núcleo Histórico de Catas Altas; Acervo arquitetônico e Paisagís- tico do Núcleo Urbano de Catas Altas; Praça Raymundo Gonçalves Viegas; Roda de Capoeira e/ou Ofício de Mestre da Capoeira; Ruínas de Moinhos e Caixas d’Água; Serra do Caraça; Sítio Arqueológico do Pico de Catas Altas. Saiba mais: O ICMS Cultural existe desde 1996, quando foi promulgada a lei Robin Hood. O levantamento leva em consideração as políticas de proteção ao patrimônio histórico realizadas pelo município, como a conservação dos bens históricos, investimento em cultura, reconhecimento dos bens culturais, legislação e elaboração de inventário de proteção ao acervo cultural. Na área de proteção, pontuam-se as categorias Centro Histórico, Conjunto Arquitetônico, Bem Imóvel e Bem Móvel. Em política cultural, destacam-se a atuação do Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e o investimento em bens tombados. Minas Gerais, que detém mais de 50% do patrimônio histórico brasileiro, foi o primeiro estado a adotar uma lei que estabelece políticas de proteção aos bens culturais locais, usando recursos do ICMS.

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CaBOtMaDsIAAltas Julho de 2018 - Página 6 Saga da mais antiga família de Catas Altas – 8.ª parte Fernandes do Valle por Eder Ayres Siqueira A história da tricentenária família catas-altense continua… Descobrimos recentemente o registro de batismo do Capitão Thomé Fernandes do Valle, com isso comprovamos que quando ele aparece pela primeira vez aqui em Catas Altas Altas, estava com a idade de 34 anos, se casando com 45 e falecendo aos 66 anos: “Aos dezenove dias do mês de outubro de mil seiscentos e oitenta e dois, batizei Thomé, filho de João Fernandes e de sua mulher, do lugar de Ancede. Foram padrinhos Thomé Fernandes, solteiro, desta freguesia e Maria An. (ilegível), da freguesia de Prozelo, era ut supra.” Assinado por Marcos de Araújo e Souza – Fonte: Livro de batismo n.º 2, que vai de 1679 a 1709, folha 27v, da Freguesia de Prozelo, Conselho de Amares – Portugal. Também descobrimos os registros de batismo e óbito de seus pais, nos quais registros também descobrimos os nomes de seus avós paternos e maternos, como se segue: O seu pai o Sr. João Fernandes do Valle – Nasceu “Em sete de julho de mil seiscentos e cinquenta e dois batizei a Joam, filho de Jorge Fernandes e de Catharina Antônia sua mulher. Foram padrinhos João Machado de Azevedo da freguesia de Ferreiros e Catharina da Fonseca, desta freguesia.” Assinado pelo Padre Antônio Lopez de Aguilar. Fonte: Livro Misto de batismo e casamento, n.º 1, que vai de 1613 a 1679, do Concelho de Amares, freguesia de São Tomé de Prozelo. Morreu “Aos quinze dias do mês de janeiro do ano de mil setecentos e vinte e seis, faleceu da vida presente com os sacramentos da penitência breviário, João Fernandes do Valle, viúvo, do lugar de Ancede desta freguesia, e foi sepultado aos dezessete dias do dito mês e ano, dentro desta Igreja; E não recebeu os sacramentos da extrema-unção por ser a morte mais apressada do que supunham os (ilegível); fez testamento por escrito em (ilegível) se lhe rezem três ofícios de dez Padres cada um, no dia presente, mês e ano, e os mais usos e costumes da designação, e que se lhe ... três missas no altar privilegiado de São Pedro de Rates da cidade de Braga, e duas missas em Nossa Senhora do Bom Despacho, … missas em Nossa Senhora da …, missas em Nossa Senhora das Angústias, e duas missas a Nossa Senhora do Rosário nesta igreja. E por ser verdade fiz este assento que assinei dia, mês e ano ut supra. O Assistente Theotônio Cer.. ...” Fonte: Livro de Óbitos n.º 3, que vai de 1710 a 1766, folhas 162 e 162v, da Freguesia de São Tomé de Prozelo, do Concelho de Amares – Portugal. A sua mãe Da. Isabel Gonçalves do Valle Nasceu “Em os oito dias do mês de agosto deste ano de 1655, batizou o Reverendo (…) Antônio Lopez de Aguilar, assistente desta Freguesia a Isabel, filha de Antônio Gonçalves e sua mulher Anna Roiz, residentes na Ponte. Foram padrinhos Domingos Francisco, de Amares, o ferreiro, e madrinha Isabel Ferreira, da Ponte. E por ser verdade fiz este assento dia era ut supra. O Cura Pe. lobato de Cúnega e Castro.” Fonte; Livro Misto de batismo e casamento, n.º 1, que vai de 1613 a 1679, do Concelho de Amares, freguesia de São Tomé de Prozelo. Morreu “Aos vinte e quatro dias do mês de setembro deste ano de mil setecentos e vinte e quatro, faleceu da vida presente com todos os sacramentos Izabel Gonçalves, mulher de João Fernandes do Valle, do lugar de Ancede desta freguesia, e foi sepultada dentro da igreja, aos vinte e cinco dias do dito mês e ano, não fez testamento. E por verdade fiz este assento que assignei dia, mês e ano ut supra. O Assistente Theotônio Cer.. ...” Fonte: Livro de Óbitos n.º 3, que vai de 1710 a 1766, folhas 162 e 162v, da Freguesia de São Tomé de Prozelo, do Concelho de Amares – Portugal. A importância do título de “Dona” Em relação aos cobradores casados, acrescentamos mais uma estimativa, da quantidade de esposas a portar a denominação de “Dona” no seu lugar. Tais categorias eram classificações sociais estritamente locais, que expressavam o grau de prestígio obtido por essas mulheres. A importância de atentar para o vocabulário social, percebendo classificações como esta, é de notar justamente como as pessoas se entendiam nessa sociedade, com se viam e como viam os outros. A denominação de “dona” era mais uma das formas de tratamento da nobreza da terra, e a principal das esposas dos cobradores. Conforme trabalho, “As redes dos “Homens do ouro” das Minas: em busca de prestígio e legitimação do mando” de Simone Cristina de Faria - doutoranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele aparece com o cobrador dos quintos reais no século XVIII: “Diversos outros casos poderiam ser aqui mencionados dos vários entrelaçamentos das trajetórias desses cobradores. Outros nomes como João Vieira Aranha, João Antônio Rodrigues, Domingos da Silva Lobo, Tomé Fernandes do Vale, Lourenço de Amorim Costa, e muitos outros, também estiveram a agregar relações estreitas dentro do grupo. Alguns cobradores, no entanto, parecem ter se mantido mais isolados.” “Alguns lugares tiveram ainda dois cobradores. Foram essas regiões as de maior arrecadação como Catas Altas que contou com os moradores Tomé Fernandes do Vale e Domingos Nunes Neto para a função,..” Em outro trabalho da mesma autora, com o título: “Os que tinham a honra de se ocupar do negócio dos quintos: notas sobre o perfil dos cobradores dos quintos reais em Mariana Setecentista e sobre o cotidiano de tal atividade” “O cotidiano de uma real arrecadação”, ela cita o CAPITÃO THOMÉ FERNANDES DO VALLE como proprietário de um imóvel na praça da matriz. “Quanto aos imóveis urbanos, estavam presentes em oito dos vinte e três inventários. Estavam em geral muito bem localizados, em lugares privilegiados da vila, ao lado da cadeia como a de Manoel de Oli- veira Cordeiro, na Rua Direita como de Paulo Rodrigues Durão, ou junto à igreja matriz como a de Tomé Fernandes do Vale. Já as propriedades rurais, sejam elas de roças, fazendas, ou sítios, além das terras dedicadas à mineração, estavam presentes em vinte dos inventários desses homens. E ainda uma diversificação de atividades, entre mineração e agricultura, pareceu se verificar entre as opções de ocupação dos cobradores.” “Uma análise do total da riqueza dos cobradores nos levou também a outras conclusões. Através da relação dos monte-mores percebemos como alguns homens acumularam fortunas consideráveis como Francisco Ferreira de Sá, Paulo Rodrigues Durão e Tomé Fernandes do Vale, todas excedendo os 50 ou 40 contos de réis, enquanto outros não tiveram a mesma sorte. As trajetórias distintas parecem revelar a capacidade de cada um em encontrar meios de conservar o patrimônio e manter a qualidade de suas casas. É preciso destacar ainda que a hipótese de estabelecer relações entre a relevância da localidade na arrecadação dos quintos e a atuação dos cobradores e sua posição social, pode até o momento ser mantida. Explicamos: as fortunas mais destacadas, superiores aos oito contos, são de homens que atuaram nas regiões de mais significativa cobrança, Catas Altas, São Caetano, São Sebastião, Vila do Carmo, etc. Afirmar essa relação positiva justifica o já sublinhado sobre a sistematização da arrecadação que fizemos em um primeiro momento ter mais por objetivos complementar as análises das pessoas que atentar para os números em si.”

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CaBOtMaDsIAAltas Julho de 2018 - Página 7 Guarda Municipal ou Curingas? Câmara aprova projeto e prefeito sanciona Lei A Câmara Municipal de Catas Altas aprovou recentemente o Projeto de Lei Número 597 criando a Guarda Municipal, sendo sancionado pelo prefeito José Alves Parreira se transformando na LEI Nº 597/2018. O Projeto de Lei é de autoria do atual vice-prefeito, Fernando Guimarães, que apresentou o mesmo em 2016, quando era vereador. A oposição critica a aprovação do projeto alegando que, além de não haver necessidade para a criação da Guarda Municipal, chamam a atenção para o custo de manutenção dessa nova função no município. O médico Thiago Jeremias, que fez duras críticas ao projeto, disse em vídeo veiculado nas redes sociais que a implantação da guarda custaria em torno de R$400 mil anualmente aos cofres públicos e que não teria havido um planejamento adequado para criação dessa nova função no município, dizendo que a segurança pública é muito mais complexa que isto. Thiago esclarece no vídeo que o projeto foi aprovado democraticamente e que agora cabe a população acompanhar e cobrar o que está sendo feito com o dinheiro público. Já o autor do projeto, Fernando Guimarães, defende a implantação do mesmo e diz que a cidade ganhará e muito com a Guarda Municipal: “A oposição está cumprindo seu papel em criticar as ações da situação e até respeito isso, é parte da democracia, mas especificamente nesse caso, eles estão analisando o projeto apenas sob o ponto de vista da Segurança Pública, mas ele é muito mais amplo”, comenta o vice-prefeito. Divulgação O vice-prefeito Fernando, autor do projeto de lei, comemora a criação do que chamou de “nova força de apoio” para a cidade e os cidadãos catasaltenses “Basta conhecer o projeto que a população verá que ele vai além da Segurança Pública, ele passa pela defesa do nosso patrimônio histórico, passa pela organização do trânsito e segurança durante eventos – já que temos muitos na cidade - passa pela orientação a turistas e visitantes e ainda passa pela defesa ambiental, atuando inclusive como brigada de combate a incêndio, defendendo um dos nossos grandes tesouros, que é a natureza exuberante da Serra do Caraça, uma das principais atrações do nosso município e motivo de orgulho para todos catasaltenses”, defendeu. Demanda Fernando disse que, diante a veiculação da minissérie da Rede Globo de Televisão, que irá ao ar no final do ano e princípio de 2019, está previsto um grande fluxo de turistas e visitantes à cidade: “Temos que nos preparar, tanto o poder público quanto a iniciativa privada, para podermos atender bem essa demanda; os empresários estão de parabéns e hoje temos uma boa estrutura na cidade para receber esses turistas, agora cabe ao poder público fazer sua parte e sabemos que, diante a burocracia, nossa parte é mais lenta, mas estamos atentos a isto e buscando acelerar o máximo para podermos atender as expectativas da nossa população e dos que buscarem aqui um lugar para passear e se divertir com segurança e conforto”, esclareceu. Custo Sobre o custo de implantação e manutenção da guarda, Fernando esclareceu que o município irá buscar parcerias junto a iniciativa privada e aos governos estaduais e federais: “Como estaremos trabalhando as questões ambientais e histórica, iremos buscar parcerias junto ao IEF, ICMBio, Vale, Cenibra, Samarco e demais empresas e instituições que indiretamente serão também beneficiadas com os serviços da Guarda Muncipal” Guarda Municipal ou Curingas? Normalmente, o curinga é uma carta de baralho de conteúdo especial, sendo, na maioria dos jogos, a carta mais valiosa. Por extensão, em muitas atividades são de- nominados “curingas” uma peça ou pessoa que possa assumir o valor de outras e ou possa desenvolver diversas atividades, cobrindo uma série de funções. O projeto da Guarda Municipal de Catas Altas, assim como inúmeras outras guardas de outras cidades, na verdade não cria a figura do “Guarda Municipal” e sim de uma espécie de “Curinga Municipal”, diante as inúmeras funções que o mesmo deverá desenvolver. Para tanto, a pessoa que assumirá o cargo, diante das especificações da função, deverá ser altamente qualificada para tal. Conhecendo a Guarda Municipal A Guarda Municipal de Catas Altas será constituída por uma corporação uniformizada, com treinamento e orientação específica, destinada a proteção dos bens, serviços e instalações municipais; fiscalização e controle do tráfego e do trânsito de veículos no âmbito do território municipal; atuação conjunta com a Defesa Civil, nos casos de calamidade pública; prevenção e combate a incêndios; colaboração com os órgãos públicos, inclusive de outras esferas de governo, nas atividades afins; interagir com os agentes de proteção ao meio ambiente, apoiar os agentes municipais no exercício do poder de polícia da Administração; garantir o funcionamento dos serviços de responsabilidade do Município; exercer a vigilância externa e interna dos próprios municipais no sentido de protegê-los dos crimes contra o patrimônio; orientar o público e o trânsito de veículos; prevenir internamente a ocorrência de atos que resultem em danos ao patrimônio ou ilícitos penais; prevenir sinistros e atos de vandalismo; organizar filas em órgãos e eventos públicos municipais, bem como em pontos de ônibus e serviços congêneres; acionar os órgãos competentes nos casos que excedam à sua atribuição específica. Subordinação A Guarda Municipal estará subordinada à Secretaria Municipal de Administração e Fazenda e receberá orientação e treinamento específico às suas finalidades, de acordo com as regras da Lei Federal nº 13.022/14 bem como de acordo com as regras da Matriz Curricular Nacional para Guardas Municipais, elaborada pelo Ministério da Justiça. Admissão Para ocupar os cargos de Guarda Municipal os interessados deverão participar de concurso público que será realizado em três fases distintas, tendo caráter classificatório e eliminatório: 1ª fase: provas; 2ª fase: avaliação da sanidade física e mental, através de exames de saúde e psicotécnicos, segundo padrões utilizados na seleção de pessoal de entidades similares ou congêneres e 3ª fase: frequência e aproveitamento em curso intensivo de formação, treinamento e capacitação física para o exercício do cargo, ministrado por entidade conveniada e segundo as normas desta. A primeira fase será composta de uma prova objetiva, de conteúdo compatível com o nível médio de escolaridade e uma prova dissertativa, que terão caráter eliminatório e classificatório. O Comando da Guarda Municipal será exercido por profissional de formação técnica compatível e por designação do Prefeito, através de cargo em comissão de recrutamento amplo. Geração de emprego e renda para o município Questionado sobre a ocupação dos cargos, que, diante ao concurso público, poderia ser preenchido por pessoas de todo o Brasil, não favorecendo o cidadão catasaltense, o vice-prefeito foi categórico: “Realmente não podemos distinguir os candidatos e nem favorecer os nossos munícipes diante a legislação que garante direitos iguais a todos no território nacional, mas podemos especificar a qualificação dos candidatos e bem como, nas provas, testar seus conhecimentos sobre diversos temas inerentes ao cargo e inclusive conhecimentos sobre a história e a geografia da cidade, pois estes trabalharão diretamente com esse fator; diante disso, indiretamente os catasaltenses já terão uma vantagem sobre os demais que, caso não residam aqui, no mínimo terão que estudar nossa história e vir conhecer nossa cidade; com isso, indiretamente já será um ganho”, concluiu.

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CaBOtMaDsIAAltas Julho de 2018 - Página 8 Os bons tempos voltaram: Eco Inverno agita férias e movimenta a cidade Durante 9 dias cerca de 4 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos participaram das 40 atrações desenvolvidas Fotos: Dindão As oficinas de Cerâmica, sob coordenação do mestre Tafé, foi uma das mais procuradas Camila Calais foi uma das atrações durante evento Iniciado no segundo ano do segundo mandato do então prefeito Juca Hosken, o Eco Inverno marcou época, tendo tido continuidade durante a primeira gestão do atual prefeito José Alves Parreira. Naquela ocasião foram criadas duas versões do evento – acontecendo também o Eco Verão. Após ficar oito anos de fora do calendário de eventos da cidade, o festival retornou no ano passado e esse ano bateu recorde de atividades e de público participante – entre turistas e moradores, que comemoraram o retorno do evento. Durante nove dias, entre 21 a 29 de julho, foram cerca de 40 atrações e mais de quatro mil participantes entre crianças, jovens, adultos e melhor idade. Realizado pela prefeitura através do Setur e contando com as parcerias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), toda programação foi oferecida de forma gratuita o que agradou em cheio os participantes. Entre as atividades (envolvendo arte, cultura, educação, esporte, lazer e aventura), foram promovidas oficinas de desenho, fotografia com celular, artesanato, mountain bike, pipa e papagaio, cerâmica, brinquedos reciclados, horta em garrafa pet, jogos, pintura facial, criação de abelha sem ferrão. Aconteceram também exposições, shows e apresentações diversas, atletismo, tendas de saúde, circuito de aventuras (rapel e canionismo), experimentos de física e matemática, observação dos astros, colônia de férias, corrida e passeio ciclístico, mostras de vídeo e slackline. Algumas atividades contaram com uma ampla participação do público e envolvimento com toda a região, como o passeio de bike do Pedalinas da Serra, o Luau BikeZone Brasil e o Catas Altas Enluarada. Turistas que visitaram a cidade pela primeira vez se encantaram, tanto com a beleza da cidade quanto pelo número de atividades que era oferecido: “Eu e minha família passamos a última semana de férias em Catas Altas. Primeira visita e voltamos muito felizes com nossa escolha. Pudemos descansar e aproveitar o Eco Inverno e ficamos admirados com a hospitalidade do povo, com a gastronomia, com a natureza. Voltaremos em breve porque não conseguimos ver tudo que queríamos. Gostaria de parabenizar toda a equipe envolvida no festival. Meu filho de 10 anos não queria que as férias acabassem!”, relatou Natélia Magalhães, turista que esteve na cidade pela primeira vez programando retornar em outras oportunidades. Secretário comemora Pousadas com altas taxas de ocupação durante os nove dias do Eco Inverno, restaurantes e bares tomados por turistas e visitantes no mesmo período, tudo isso gerando empregos e renda para o município, motivo para comemoração do secretário de Turismo, Esporte e Cultura do município, Lucas Nishimoto. Segundo Lucas, o evento atraiu um público de qualidade, não só de Catas Altas como de turistas de várias partes do Brasil. “Esse é o segundo ano consecutivo que o Eco Inverno é realizado após sua interrupção. O sucesso foi tão grande que já estamos considerando compará-lo à nossa Festa do Vinho devido ao resultado positivo que ele tem trazido para o município no setor turístico”, explica. Outro motivo que merece destaque no Eco Inverno 2018 foi o envolvimento de pessoas da comunidade e de instituições como UFMG e UFOP, conforme relata o vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães que disse ter acompanhado toda movimentação: “Foi muito bom ver tanta gente voluntária se envolvendo e ajudando o evento a acontecer. Precisamos mais disso na cidade e no país. Quando todos se juntam em prol de um objetivo comum, as coisas acontecem”, comemorou. O Ecoinverno - Festival de Arte e Cultura de Catas Altas - é um espaço de entretenimento, lazer, cultura e informação e também um importante instrumento de inserção social e de participação da comunidade em atividades artísticas e culturais. Além de ser um atrativo para os visitantes e uma forma de lazer e geração de renda para a comunidade. Catas Altas Enluarada agradou em cheio aos catasaltenses e turistas Ciclistas de várias cidades participaram do Luau BikeZone abrindo o Eco Inverbo

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