Revista Digital ACRE ENGENHARIA - Senge/Ac - Ano 11 - Edições Nº 89, 90 e 91 - 2018

 

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Revista Digital ACRE ENGENHARIA - SengeAc - Ano 11 - Edições Nº 89, 90 e 91 - 2018

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EXPEDIENTE A revista ACRE ENGENHARIA é uma Publicação do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre (SENGE/AC). Entidades parceiras: FNE, CNTU e UGT. Filiação: 16 de julho de 1990. PRESIDENTE Sebastião Aguiar da Fonseca Dias VICE-PRESIDENTE João de Deus Oliveira de Azevedo DIRETOR ADMINISTRATIVO Rubenício Silveira Leitão DIRETOR FINANCEIRO José Martins Veras Netto DIRETOR OPERACIONAL Manoel Xavier da Silveira Neto DIRETORA DE PLANEJAMENTO Aldenizia Santos Santana CONSELHO FISCAL Roberto Matias da Silva Rosa Maria de Souza Costa Suena da Costa Ferreira Mavi de Souza Edson Roberto Dias Mota Keilly da Silva Nogueira Araújo MEMBROS REPRESENTANTES JUNTO Á FNE Ricardo Augusto Mello de Araújo Isvetlana Lima Guerreiro Márcio Henrique Rodrigues de Oliveira COORDENADORA DO NÚCLEO JOVEM Taynara Bastos Trindade A revista ACRE ENGENHARIA é uma publicação bimestral, de caráter informativo do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre (SENGE/AC), com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), voltada para o desenvolvimento da região, focada em temas como: engenharia, comércio, empreendedorismo, e tudo aquilo que promove o avanço econômico, social e intelectual do Estado do Acre. Profissional filiado ao Senge/AC aproveite todos os benefícios, convênios e serviços. Entre em contato através do telefone 2 (68) 3223-5825.

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SUGESTÕES DO SENGE-AC PARA O PLANO DE METAS DO PRÉ CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO DO ACRE (2019-2022), SENADOR ENGENHEIRO CIVIL GLADSON CAMELI Bicentenário da Independencia do Brasil PROPOSTAS POR EIXOS DE AÇÃO RIO BRANCO - ACRE MAIO DE 2018 3

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SUMÁRIO ENGENHARIA UNIDA EM DEFESA DOS PROFISSIONAIS E DO DESENVOLVIMENTO DO ACRE E DO PAÍS ................................................................................ 07 EQUIPE DE ELABORAÇÃO DAS PROPOSTAS ............................................................................ 09 HISTÓRICO (1903 – 2018) ................................................................................................................. 10 GLADSON CAMELI, 20 ANOS EM 4 ............................................................................................... 12 ELABORAÇÃO DO PLANO DE METAS ......................................................................................... 13 1 – EIXO DE SANEAMENTO BÁSICO ............................................................................................ 17 A. Abastecimento de água potável ....................................................................................................... 18 B. Esgotamento sanitário ...................................................................................................................... 22 C. Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos .............................................................................. 24 D. Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas ........................................................................... 29 2 – EIXO DE HABITAÇÃO ................................................................................................................. 32 A. Programa de habitação .................................................................................................................... 33 B. Projeto de habitação para zona urbana .......................................................................................... 34 C. Projeto de habitação para zona rural .............................................................................................. 35 D. Conclusão .......................................................................................................................................... 35 3 – EIXO DE ENERGIA ....................................................................................................................... 36 A. Incentivo a industrialização e implantação de empresas no Estado do Acre ............................. 37 B. Estudo da viabilidade de implantação do Mercado Livre de Energia no Estado ..................... 37 C. Convênio com a UFAC, através do Centro de Excelência em Energia do Acre para desenvolvimento de pesquisas e cursos de pós-graduação .............................................................. 37 D. Incentivo a fontes alternativas de energia para mini e micro Geração Distribuída e Isolada ....... .................................................................................................................................................................. 38 E. Eficiência energética voltada para fiscalização das manutenções preventivas e corretivas dos sistemas de ar condicionados ........................................................................................................ 38 F. Criação de setores nas secretarias voltadas para engenharia de manutenção ........................... 38 G. Capacitação e atualização técnica aos profissionais de engenharia elétrica ............................. 39 H. Caderno de especificações único e para Instalações Elétricas, Cabeamento Estruturado, SPDA e CFTV ........................................................................................................................................ 39 4

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I. Atualização e aquisição de softwares em conformidade com as normas vigentes ....................................................................................................................................... 39 J. Aquisição de equipamentos de análise de energia e serviços correlatos .......................... 39 K. Abertura de concurso público para engenheiros eletricistas ........................................... 40 L. Intensificar a atuação do corpo de bombeiros no tocante à fiscalização da automatização dos hidrantes das edificações ................................................................................................... 40 M. Intensificar atuação do corpo de bombeiros no tocante aos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas – SPDA................................................................................................ 40 N. Programa de conscientização ao uso correto de energia em escolas, secretarias, órgãos públicos ...................................................................................................................................... 40 O. Estágios para engenharia elétrica em busca do desenvolvimento da engenharia pública aqueles que possuem baixa renda ............................................................................................ 41 P. Explorar e estudar viabilidade para geração de energia alternativa em países sul-americanos vizinhos ............................................................................................................................ 41 4 – EIXO DE TRANSPORTE ................................................................................................... 42 ÂMBITO FEDERAL ................................................................................................................. 44 A. Reconstrução/Restauração Prioritária ............................................................................... 45 B. Manutenção, Implantação, Abertura e Pavimentação da BR-307 – extensão de 209,1 km ..................................................................................................................................... 45 C. Estudo e viabilidade de construção de ferrovia entre Rio Branco / Cruzeiro do Sul (com início na cidade de Vilhena/Rondônia) ................................................................................. 45 ÂMBITO ESTADUAL .............................................................................................................. 45 A. Reorganização física e administrativa do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre – DERACRE ...................................................................................................................... 45 B. Continuação das obras de pavimentação da rodovia AC-090, até a comunidade São Pedro do Icó, nas margens do Rio Iaco ........................................................................................ 45 C. Ligação rodoviária entre a BR – 364 / Município de Santa Rosa do Purus ................... 45 D. Restauração das Rodovias AC – 010 / Município de Porto Acre e AC – 040 / Plácido de Castro .......................................................................................................................................... 46 E. Ligação rodoviária entre o Município de Cruzeiro do Sul / Porto Valter / Marechal Thaumaturgo e Jordão .............................................................................................................. 46 F. Construção de pontes ........................................................................................................... 46 ÂMBITO MUNICIPAL ............................................................................................................ 47 A. Infraestrutura urbana e rural .............................................................................................. 47 5 – EIXO DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA .................................................................... 49 A. Elaborar Plano Diretor de Produção Agropecuária ......................................................... 50 5

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B. Interagir com países importadores de produtos brasileiros ............................................. 56 C. Entendimento com CNA ..................................................................................................... 56 D. Fomentar políticas de uso sustentável do Bambu ............................................................. 56 E. Criar políticas que premiem produtores ............................................................................ 57 F. Fomentar pesquisa agropecuária ......................................................................................... 57 G. Conclusões ............................................................................................................................ 58 APÊNDICE I – DESTAQUES ................................................................................................. 59 PROGRAMA DE REDUÇÃO DE DESPESAS PÚBLICAS ................................................. 59 PROGRAMA DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS .......................................... 59 PROMOVER CAMPANHA PARA CONSCIENTIZAÇÃO DA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE ................................................................................................................... 59 PROGRAMA DE MOBILIDADE URBANA ......................................................................... 60 PROGRAMA DE ENGENHARIA PÚBLICA ....................................................................... 60 PROGRAMA DE PARCERIAS COM UNIVERSIDADES .................................................. 60 PROGRAMA INTERNET PÚBLICA – BANDA LARGA (INTERNET PARA TODOS) ......................................................................................................................... 61 PROGRAMA VALE DO SILÍCIO - AQUIRI ........................................................................ 61 PROGRAMA DE PEDÁGIOS RODOVIÁRIOS INTERESTADUAIS E INTERNACIONAIS ................................................................................................................. 62 PROGRAMA DE ARBORIZAÇÃO E PAISAGISMO DAS CIDADES .............................. 62 PROGRAMA DE RELAÇÕES EXTERIORES ...................................................................... 62 PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA NAS DECISÕES ......................................................... 62 Esta é uma contribuição do Sindicato dos Engenheiros do Acre – SENGE/AC, para o Plano de Metas do Pré-candidato ao Governo do Estado do Acre (2019 - 2022), Senador Engenheiro Civil Gladson Cameli. 6

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ENGENHARIA UNIDA EM DEFESA DOS PROFISSIONAIS E DO DESENVOLVIMENTO DO ACRE E DO PAÍS Diante do cenário social, político e econômico que o Brasil atravessa, é obrigatório que se tenha em mente a necessidade de resgatar o País de uma paralisia que o sufoca, ameaça seriamente as possibilidades de avanço e piora as condições de vida da sua população. Enfrenta-se hoje uma grave crise e, neste momento, é preciso que se faça presente a posição afirmada do conjunto dos engenheiros, pois se trata de categoria que em muito pode contribuir para enfrentar os problemas centrais da sociedade. Nesse sentido, defendemos a implantação de uma política industrial, com ganhos de produtividade, um desafio a ser vencido no Brasil, e avanços em ciência, tecnologia e inovação. É ainda fundamental manter a competitividade do agronegócio e fortalecer o apoio à agricultura familiar por meio de crédito embasado em projetos técnicos sustentáveis, com garantia de assistência técnica e extensão rural governamental ou não governamental. É preciso também que haja grandes investimentos na infraestrutura para impulsionar a engenharia e o desenvolvimento do País. Para garantir essa agenda positiva, é urgente a mudança de rumos na administração da macroeconomia de modo a favorecer a produção e a geração de empregos. Deve ser mantido e ampliado o combate à corrupção, com investigações, processos, amplo di- reito de defesa e punições aos responsáveis, conforme previsto na legislação, preservando-se, no entanto, as instituições que há décadas impulsionam o crescimento e a engenharia nacional. Essas propostas integram um movimento constante de valorização dos engenheiros brasileiros como protagonistas do desenvolvimento. É essencial que um programa de retomada da economia nacional tenha como eixo prioritário as condições necessárias para que os profissionais possam dar sua contribuição, entre as quais, remuneração justa, com respeito ao piso da categoria; aprimoramento da lei de licitações, utilizando técnica e preço para projetos e obras de engenharia; valorização da engenharia na gestão pública, especialmente por meio da urgente implementação da carreira de Estado nos municípios, estados e na União. O movimento Engenharia Unida, criado em 2008, pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre – SENGE/AC, e lançado a nível nacional em 2016, pela FNE, com o intuito de congregar os profissionais, as entidades de engenharia, conselhos, sindicatos, empresas, escolas e estudantes de engenharia, se apoia nessa perspectiva e em ações proativas para um país melhor, mais justo, democrático e desenvolvido com sustentabilidade política, técnica e econômica. 7

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PRESIDENTE Murilo Celso de Campos Pinheiro VICE-PRESIDENTE Carlos Bastos Abraham DIR. ADMINISTRATIVO Manuel José Menezes Vieira DIR. ADM. ADJUNTO Disneys Pinto da Siva DIRETOR FINANCEIRO Antonio Florentino de Souza Filho DIR. FINANCEIRO ADJUNTO Luiz Benedito de Lima Neto DIR. DE RELAÇÕES INTERNAS José Luiz Bortoli de Azambuja DIRETOR OPERACIONAL Flávio José A. de Oliveira Brízida DIR. DE REL. INSTITUCIONAIS Thereza Neumann S. de Freitas DIR. REGIONAL NORTE Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro DIR. REGIONAL NORDESTE Modesto Ferreira dos Santos Filho DIR. REG. CENTRO-OESTE Gerson Tertuliano DIR. REGIONAL SUDESTE Clarice Maria de Aquino Soraggi DIR. REGIONAL SUL Edson Kiyoshi Shimabukuro DIR. REP. NA CONFEDERAÇÃO - TITULAR Sebastião Aguiar da Fonseca Dias DIR. REP. NA CONFEDERAÇÃO– SUPLENTE Wissler Botelho Barroso DIR. DE REL. INTERNACIONAIS Francisco Wolney Costa da Silva DIR. DE NEG. COLETIVAS NACIONAIS Tadeu Ubirajara Moreira Rodriguez DIR. DE ASSUNTOS DO EX. PROFISSIONAL Maria de Fátima Ribeiro Có PRESIDENTE Sebastião Aguiar da Fonseca Dias VICE-PRESIDENTE João de Deus Oliveira de Azevedo DIRETOR ADMINISTRATIVO Rubenício Silveira Leitão DIRETOR FINANCEIRO José Martins Veras Netto DIRETOR OPERACIONAL Manoel Xavier da Silveira Neto DIRETORA DE PLANEJAMENTO Aldenizia Santos Santana CONSELHO FISCAL Roberto Matias da Silva Rosa Maria de Souza Costa Suena da Costa Ferreira Mavi de Souza Edson Roberto Dias Mota Keilly da Silva Nogueira Araújo MEMBROS REPRESENTANTES JUNTO À FNE Ricardo Augusto Mello de Araújo Isvetlana Lima Guerreiro Márcio Henrique Rodrigues de Oliveira COORDENADORA DO NÚCLEO JOVEM Taynara Bastos Trindade 8

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EQUIPE Coordenadora Geral: Isvetlana Lima Guerreiro – Engenheira Agrônoma. Coordenador Adjunto: Jhon Douglas da Costa Silva – Graduando em Engenharia Agronômica. 1. Saneamento Coordenador: Antônio Paulo de Moraes Nunes – Engenheiro Civil. Colaboradores: Antônio Luiz Jarude Thomaz – Tecnólogo em Edificações. José Martins Veras Netto – Tecnólogo em Construção Civil. José Pereira Passos – Tecnólogo em Topografia e Estrada. Jurandir Teles Machado – Tecnólogo em Heveicultura. Oscar Pereira dos Reis – Engenheiro Civil. Roberto Matias de Silva – Geólogo. 2. Habitação Coordenadora: Aldenizia Santos Santana – Tecnóloga em Construção Civil. Colaboradores: Alfredo Vaz de Azevedo – Arquiteto e Urbanista. Aluildo de Moura Oliveira – Arquiteto e Urbanista e Tecnólogo em Edificações. Gabriel Vaglieri - Engenheiro Civil. Márcio Henrique R. de Oliveira Engenheiro Civil. 3. Energia Coordenador: Leonardo Carneiro F. Alves – Engenheiro Eletricista. Colaboradores: João Francisco Salomão – Engenheiro Eletricista. Taynara Bastos Trindade – Graduanda em Engenharia Elétrica. 4. Transporte Coordenador: José Assis Benvindo – Engenheiro Civil. Colaboradores: João Bosco de Medeiros – Engenheiro Civil. José Rafael da Silva – Engenheiro Civil. Antônio de Lima Furtado – Engenheiro Civil. 5. Produção Agropecuária Coordenador: Isvetlana Lima Guerreiro – Engenheira Agrônoma. Colaboradores: Edivan Maciel de Azevedo – Médico Veterinário. Fernanda Dantas Benvindo – Graduanda em Engenharia Agronômica. Jhon Douglas da Costa Silva – Graduando em Engenharia Agronômica. Manuel Xavier da Silveira Neto – Tecnólogo em Heveicultura. 9

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HISTÓRICO (1903 – 2018) Os primeiros habitantes da região eram os índios, até 1877, quando imigrantes nordestinos arregimentados por seringalistas para trabalhar na extração do látex, devido aos altos preços da borracha no mercado internacional, iniciaram a abertura de seringais. Este território, antes pertencente à Bolívia e ao Peru, foi aos poucos sendo ocupado por brasileiros. Os imigrantes avançaram pelas vias hidrográficas do rio Acre, Alto Purus e Alto Juruá, o que aumentou a população de local de brancos em cerca de quatro vezes em um ano. O desejo da elite regional amazônica de incorporar essas terras ao Brasil desencadeou os conflitos armados que resultaram na criação passageira do Estado Independente do Acre, sob o comando do espanhol Luis Galvez e o conflito conhecido como Revolução Acreana, liderado pelo gaúcho Plácido de Castro. O desfecho desta história se deu através da habilidade diplomática do Ministro das Relações Exteriores Barão do Rio Branco, com a anexação do Acre ao Brasil em 1903. O ajuste das fronteiras com o Peru foi concluído em 1912, quando o Acre já havia sido decretado como Território Federal (decreto 5.188, de 7 de abril de 1904), integrando o Brasil. O passado dos tempos áureos da borracha ainda está presente nas paisagens acreanas, com muitos seringais espalhados pela exuberante floresta e seus rios sinuosos. A eles se somam as cidades, que passaram a abrigar a maior parte da população do Estado a partir da década de 1970. Assim como a chegada dos brancos no século XIX desencadeou diversos conflitos com os habitantes indígenas, a chegada da estrada (BR-364) e de incentivos governamentais para a conversão da floresta em grandes projetos empresariais de produção pecuária (década de 1970) chocou-se com as aspirações de milhares de famílias de posseiros espalhadas pelos antigos seringais. A luta dos seringueiros para manter a floresta em pé e regularizar a situação fundiária das populações remanescentes do ciclo da borracha, projetou lideranças populares e sindicais como as de Wilson Pinheiro e Chico Mendes, ambos assassinados. Fruto da luta deste movimento, de sua articulação com os povos indígenas e as organizações 10

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nacionais e internacionais, preocupadas com o futuro da Floresta Amazônica e seus habitantes tradicionais surgiram em 1989, os Projetos de Assentamento Extrativistas (PAE), criados pelo INCRA. Em 1990, foram criadas as Reservas Extrativistas (RESEX), que são um tipo de assentamento em Unidade de Conservação, sob os cuidados do IBAMA. As RESEX existem atualmente também em outras partes do Brasil, estendendo os seus benefícios a milhares de seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, pescadores e outras populações que praticam atividades tradicionais e de baixo impacto ambiental. A Engenharia Acreana toma para si a missão de contribuir significativamente para o crescimento, desenvolvimento e melhoria de vida dos Acreanos. Se colocando a disposição para a MUDANÇA que o Acre precisa. 11

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GLADSON CAMELI, 20 ANOS EM 4 Sessenta anos atrás, o Brasil conhecia o Plano de Metas do Governo JK. Estabelecendo metas intrínsecas a engenharia, que, comprovadamente, trouxeram desenvolvimento ao país. A administração de desenvolvimento econômico do Pré-candidato ao Governo do Estado do Acre Senador Engenheiro Civil Gladson Cameli, baseia-se em seu Plano de Metas, que abrange projetos a serem executados com recursos públicos e privados. O programa apresenta um conjunto dinâmico e progressivo de obras e empreendimentos realizáveis em diversas etapas, algumas das quais deverão ser finalizadas até o fim do primeiro mandato como governador (2022) e outras de conclusão prevista para os próximos 4 anos, como é o caso da meta tratamento de resíduos líquidos. Ainda que, buscando a realização de novos investimentos em setores chaves da economia acreana, o programa de metas também diz respeito à coordenação de diversos projetos de investimentos que já se vinham processando a algum tempo, de maneira improdutiva e onerosa, com recursos orçamentários normais, orçamento geral da União, emendas parlamentares de bancadas e individuais, BNDES, Banco Mundial, BIRD e outros. Juscelino Kubitschek 12

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ELABORAÇÃO DO PLANO DE METAS O plano de metas do pré-candidato ao Governo do Estado do Acre, Senador Engenheiro Civil Gladson Cameli, elaborado com os estudos e pareceres do SENGEAC (Sindicato dos Engenheiros do Acre), constitui-se de uma série de programas setoriais de investimentos, destinados a orientar a execução de obras, a expandir e implantar indústrias e serviços indispensáveis na busca pelo desenvolvimento econômico do Estado. Foram propostas metas julgadas prioritárias, fixando-se, sempre que possível, em termos numéricos e objetivos a serem atingidos no fim de 2022. Cada eixo foi analisado, inicialmente, estudando-se suas tendências de evoluções e suas projeções sobre a necessidade de desenvolvimento no quadriênio. Paralelamente, foram analisados, para cada meta, todos os projetos específicos que se destinariam a cumpri-la. Assim, por exemplo, na organização das agroindústrias, enquanto se pesquisava qual seria a demanda dos diversos tipos de produtos, foi feita a análise dos projetos existentes e de novos a serem instalados. Ao mesmo tempo em que se analisavam os orçamentos, as demandas anuais de recursos financeiros e as fontes prováveis de suprimento desses recursos, pesquisava-se, ainda que de forma preliminar, em face da inexistência de estatísticas adequadas, a inter-relação dos vários setores da economia vinculados ao plano. Um dos aspectos mais importantes do trabalho realizado está na técnica de planejamento dinâmico e progressivo que se adotou. O plano de metas não é elaborado sem contato com a realidade e que se escoa no tempo. É um plano em marcha, um esforço incessante de coordenação das atividades de um grande número de entidades públicas e privadas, que executam obras, edificam empresas ou prestam outros serviços à coletividade. Por isso, sofre um processo constante de aperfeiçoamento, tornando-se cada vez mais objetivo e realista. 13

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Levantamento das condições geológicas e hidrológicas do Rio Acre para a implantação de medidas estruturantes de regularização de vazão e contenção de enchentes. Constantemente o Governo do Estado enfrenta uma catástrofe de grande proporção e para tentar suprir parte das perdas, é realizada uma força tarefa que envolve estratégias, tempo e recursos. Além de ser desgastante para todos, estes problemas podem ser solucionados se houver uma continuação da pesquisa realizada durante a Expedição Rio Acre em 2016. Foi um trabalho pioneiro, realizado por engenheiros hidrológicos, engenheiros civis, geólogos, biólogos e técnico em hidrologia, pesquisadores em geociências, alguns mestres em desenvolvimento regional e meio ambiente e doutores em engenharia e geotecnia, que servirá para direcionar as próximas pesquisas. Diante da catastrófica consequência que as vazões do Rio Acre causam tanto a população quanto ao meio ambiente, é importantíssimo que o governo dê continuidade ao levantamento das condições geológicas e hidrológicas do Rio Acre, para que sejam implantadas medidas estruturantes de regularização de vazão e contenção de enchentes. As repetições deste fenômeno e as erosões nas margens causam deslocamento de massa de distintas origens, tanto ascendente (solapamento) e/ ou descendente (deslizamento), comprometendo, ainda mais, as margens do rio. E como o substrato geológico é formado por sedimentos argilossílticos, de baixa permeabilidade, que dificultam a infiltração das águas pluviais, eleva rapidamente o nível fluviométrico dos rios e, consequentemente, a inundação das áreas de menor cota. A expedição identificou algumas alternativas de regularização das vazões: - Aproveitamento dos meandros abandonados para acumulação de água; - Aproveitamento de depressões naturais laterais ao Rio Acre; - Escavação de piscinões; - Abertura de canal artificial a montante de Rio Branco; - Construção de barragem a montante de Rio Branco. Considerando ser o presente trabalho uma primeira avaliação da questão proposta referente à bacia do Rio Acre, todas as alternativas apresentam pontos positivos e negativos, sendo necessários estudos complementares. Entretanto, uma solução a ser considerada está vinculada a abertura de um canal artificial a montante de Rio Branco. 14

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O aproveitamento dos meandros abandonados para acumulação de água fluvial deve ser encarado com cuidado. Como se tratam de áreas baixas, é provável que sejam inundados durante a estação chuvosa. A construção de uma barragem no Rio Acre é uma alternativa menos recomendável devido ao custo financeiro, impactos ambientais, tempo para realizar o empreendimento e ainda, resistência da comunidade científica pela existência de numerosos sítios de grande importância para o estudo da Bacia do Rio Acre. Em razão de conglomerados pleistocênicos em taludes marginais do rio, possuidores de um rico conteúdo fossilífero, conforme artigos científicos já publicados em revistas internacionais especializadas. É necessário preservação destes sítios. Para a segurança e o bem-estar da população radicada a jusante, é importante manter o monitoramento do Rio Acre e do Riozinho do Rola, expandindo-o para outros afluentes maiores ainda não caracterizados. A seguir, um resumo das alternativas que foram levantadas no documento da Expedição que servirão como um guia para o alcance de soluções definitivas. • MEDIDAS EXTENSIVAS: • Identificação e preservação de nascentes; • Recuperação de mata ciliar; • Incentivo a construção de grandes açudes; • Incentivo a construção de pequenos barramentos. • MEDIDAS INTENSIVAS • Melhoria de canal: redução da rugosidade, aprofundamento do leito do rio e alargamento da seção próximo às áreas urbanas da bacia; • Diques e Polders em bairros das áreas urbanas que tenham topografia favorável para sua construção; • Desvios: abertura de canais paralelos para desviar as águas de áreas urbanas, reduzindo a vazão do canal principal; • Reservatórios: amortecimento de grandes volumes durante a ocorrência das enchentes. • SISTEMAS DE ALERTA • Capacitação de recursos humanos; • Elaboração de modelo chuva-vazão; • Ampliação da rede de monitoramento telemétrico; • Implantação de radar meteorológico para sensoriamento; • Parceria do governo com universidades e institutos de pesquisa. 15

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