CENES n.º 4

 

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Revista anual do CENES

Popular Pages


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Magazine GRANDE REPORTAGEM Reprocessamento de Material de Empréstimo ENTREVISTA José Carlos Caiado Diretor Clínico e Vogal da Comissão Executiva dos SAMS PICS OPINIÃO Reprocessamento de endoscópios A esterilização como um eficaz método de prevenção PARCERIA Cordeiro Saúde Uma parceria para o Crescimento PPAErreeNdssatidaTBRACleçbaniãREmsoetooePdrEbIpndteOritaoVáeestCgRniccCIrooatSoTmaadnaAiTlmstsdaAGãepomoCEEusixMnideaFacduçeotãirsvnoadaednoSdaSúAedMse S REPORTAGEM Na Vanguarda do Reprocessamento de Dispositivos Médicos OPINIÃO Germano Couto Bastonário da Ordem dos Enfermeiros BOAS PRÁTICAS Biossegurança em Implantologia Gabriela Luís, Médica Dentista EdEiçdãioçãno.ºn1.º|4N|oOveumtubro 20146

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Inscrições Abertas! Curso de Reprocessamento de Dispositivos Médicos DATA: Abril 2017 DURAÇÃO: 32 horas HORÁRIO: 9h00m-13h00m 14h00m-18h00m LOCAL: CENES Azinhaga dos Barros, nº8 B, 1600-016 Lisboa DESTINATÁRIOS Esta ação de formação é dirigida a todos os pro­fissionais de saúde que, direta ou indiretamente, se encontrem envolvidos na preparação e man­ useamento de dispositivos médicos em blocos operatórios, clinicas e/ ou laboratórios, nomeadam­ ente: Enfermeiros, Assistentes Operacionais, Técnicos e Assistentes de Medicina Dentária, Auxiliares de Ação Médica, Técnicos de Laborat­ório, entre outros. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • S ensibilizar os participantes para a prática de uma correta política de Segurança, Higiene e Preven­ção dos riscos de infeção hospitalar e necessidade de utilização de material esterilizado em am­biente hospitalar. • Identificar fatores que contribuam para o contro­lo da infeção hospitalar, regras e procedimentos de segurança e eficiência na condução e manutenção dos equipamentos de esterilização. • Garantir as técnicas e os procedimentos corretos para o manuseamento e transporte de material, a limpeza, desinfeção, embalagem, esterilização, armazenamento, controlo de qualidade e distribui­ção dos dispositivos médicos. • P ermitir a aquisição de conhecimentos que cont­ribuam para as boas práticas na prestação de cui­dados de saúde. PROGRAMA GERAL • Classificação de dispositivos médicos • Triagem de dispositivos médicos • Dispositivos médicos reprocessáveis • Circuitos de dispositivos médicos • C onceção e estrutura física de um serviço de esterilização: áreas, organização do es­paço e equipamento • Unidades de descontaminação de disposi­tivos médicos 1. Recolha: Transporte e rastreabilidade 2. D escontaminação: princípios de limpeza; processos de lavagem; seleção de deter­gentes e desinfetantes 3. Inspeção e Embalagem: requisitos de preparação e embalagens: inspeção; téc­nicas de montagem; testes de funciona­lidade dos materiais a reprocessar; crité­rios e métodos de embalamento 4. Esterilização: métodos de esterilização 5. E xpedição: Controlo de qualidade; proce­dimentos de validação e registo t: 211 324 129 | f: 211 324 194 | e-mail: formacao@CENES.pt | www.CENES.pt

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Magazine SUMÁRIO | CENES FICHA TÉCNICA Magazine CENES A Magazine CENES é um suporte de distribuição gratuita, dirigida a clientes e parceiros. Os conteúdos visam proporcionar ao público-alvo uma leitura focada nas atividades do CENES e nos valores que o norteiam, incluindo também conteúdo editorial nacional e internacional relevante para o setor: entrevistas, reportagens, artigos de opinião, ciência, tecnologia e saúde. Propriedade CENES, Centro de Reprocessamento de Dispositivos Médicos, Lda. Sede Azinhaga dos Barros, nº8 B, 1600-016 Lisboa Tel. +351 211 324 129 | info@CENES.pt Coordenação e Gestão Integrada de Conteúdos Green Media – Agência de Comunicação R. D. João V, n.º 17, 1º Esq. 1250-089 Lisboa Tel. +351 214 120 868 | press@greenmedia.pt Tiragem 6.000 Exemplares Depósito Legal 383627/14 Isento de registo no ICS nos termos do n.º 1, alínea a, do artigo 12º do Decreto Regulamentar nº 8/99 de 9 de Junho de 1999 QR Code A Magazine CENES está disponível online em: www.CENES.pt 04 | Destaques 05 | Editorial 06 | Notícias 08 | Agenda 09 | Entrevista - Dr. José Carlos Caiado 12 | Grande Reportagem - Reprocessamento de Material de Empréstimo I 16 | Opinião - A Evolução na Embalagem das Caixas de Empréstimo 18 | Sistemas de Informação - O contributo dos sistemas de informação para a missão das unidades de saúde na operação das centrais de reprocessamento de dispositivos médicos - I 23 | Gestão de Infraestrutura e Manutenção O contributo da Manutenção para a disponibilidade operacional - I 26 | Biodescontaminação Ambiental com peróxido de hidrogénio vaporizado em ambiente cirúrgico 35 | Tradelabor: Monitorização Ambiental 36 | Entrevista Prof. Dr. Carlos Robalo 37 | Entrevista Dr.ª Ana Oliveira 38 | Reprocessamento de Endoscópios 47 | Sistemas de Esterilização a Baixa Temperatura 52 | Parceria 3 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine CENES | DESTAQUES 09 12 18 38 52 09 | Entrevista a José Carlos Caiado Nesta edição damos a conhecer a opinião do Dr. José Carlos Caiado, Diretor Clínico e Vogal da Comissão Executiva dos SAMS 12 | Grande Reportagem sobre o Reprocessamento de Material de Empréstimo Para dar a conhecer os atuais desafios nos Serviços de Esterilização Centralizada (SEC), conversámos com a Enfermeira Chefe e Responsável Técnica no CENES, Enf.ª Flora Carvalho e o Coordenador Operacional no CENES, Hélio Crespo 18 | Sistemas de informação Por Nuno Gomes, Gestor de Projectos 38 | Reprocessamento de Endoscópios Damos a conhecer as melhores práticas de prevenção nos procedimentos endoscópicos 52 | Cordeiro Saúde Para melhor conhecermos os contornos da parceria de sucesso que a Cordeiro Saúde realizou com o CENES, entrevistámos a Enf.ª Carolina Madaleno, Enfermeira Chefe da Unidade de Cirurgia de Ambulatório 4 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine EDITORIAL | CENES “Hoje já ultrapassámos mais de 3 milhões de dispositivos médicos reprocessados, um número que partilhamos consigo e que pretendemos que continue a subir para consolidar a nossa visão e missão” Pedro Rodrigues Direção-Geral N esta quarta edição, apresentamos uma coletânea de novidades que se revelam autênticas conquistas na área da Saúde: projetos-pilotos a estudos premiados com assinatura portuguesa, que motivam o orgulho nacional e que nos incentivam a manter a procura pela excelência. O mercado atual está repleto de exigências que pretendem ir ao encontro de práticas que melhorem substancialmente a qualidade dos processos associados à Saúde dos utentes. A inovação organizacional responde a essas necessidades, sendo imperativo manter firme a luta pela descoberta de mais e melhor e, desta forma, acreditarmos que nos encontramos na linha da frente dessa procura. A inovação organizacional aliada à melhoria dos processos, contribui para o alinhamento do reprocessamento de dispositivos médicos com a prestação integrada de cuidados de saúde, numa combinação perfeita em prol da segurança e conforto do doente. O bem-estar do doente deve resultar de uma ampla cadeia de serviços e para o CENES, um elo crítico nessa cadeia, é essencial o reconhecimento da prestação de um serviço de excelência. No entanto, e ainda assim, pretendemos ir mais além na nossa estratégia. É objectivo do CENES ser uma referência para todas as Unidades de Saúde no que respeita ao reprocessamento de dispositivos médicos, potenciando a prestação integrada de cuidados de saúde como um dever, para além de um direito. Hoje já ultrapassámos os 3 milhões de dispositivos médicos reprocessados, um número que partilhamos consigo e que pretendemos que continue a aumentar por forma a consolidar a nossa visão e missão, que, em conjunto com os nossos valores pautam a nossa atuação nestes 3 anos de existência: integridade, transparência, inovação, segurança e resiliência. 5 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine CENES | NOTÍCIAS Primeiro implante auditivo bilateral invisível aplicado em Portugal O Hospital Lusíadas no Porto realizou, pela primeira vez em Portugal, um implante auditivo bilateral invisível externamente num doente com surdez neurosensorial moderada bilateral. “O implante é feito aos dois ouvidos em simultâneo e, ao contrário das próteses convencionais, não fica nada à vista. Esta é uma cirurgia muito minuciosa que demora aproximadamente seis horas mas de muito baixo risco, com um pós-operatório sem dor que permite ao doente, no dia seguinte, já estar em casa e a ouvir dos dois ouvidos”. O facto de ser realizada bilateralmente faz com o que o doente mantenha a estereofonia, bem como a noção espacial e o equi- líbrio. Quando a cirurgia é feita num só ouvido é comum o doente experienciar um desequilíbrio a que o cérebro tem de se adaptar”, esclarece o otorrinolaringologista. O aparelho implantado é composto por um microfone que capta o som, um processador de som e um transdutor que conduz o som para os pequenos ossos da audição vibrando-os de forma semelhante ao processamento normal da audição. O implante é realizado por baixo da pele, o que o torna invisível. Unidade de Saúde Familiar de Abrantes vai reduzir em 40% número de utentes sem médico A abertura da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Abrantes, vai permitir uma redução de cerca de 40% do número de utentes sem médico atribuído, que corresponderá a cerca de 4.500 utentes da região. A Câmara de Abrantes fez um investimento de um milhão e cinquenta mil euros no novo equipamento de saúde, no centro da cidade, que vem substituir o antigo centro de saúde, a funcionar dentro do hospital de Abrantes, em instalações cedidas pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT). Projeto-piloto de saúde oral arranca em 13 centros de saúde em Lisboa e no Alentejo O projeto pretende facilitar o acesso dos utentes a cuidados de saúde oral, medida que levará médicos dentistas aos centros de saúde abrangidos. Com esta iniciativa, que vai abranger, por enquanto, dois centros de saúde no Alentejo (Portel e Montemor-o-Novo) e onze na zona de Lisboa, o Ministério da Saúde vai afetar profissionais de saúde oral àquelas unidades de cuidados de saúde primários. A escolha dos locais regeu-se por dois critérios: centros de saúde que já possuíssem condições físicas próprias para o fim, de forma à experiência ser iniciada o mais rapidamente, e locais onde não houvesse tanta oferta de cuidados de saúde. 6 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine NOTÍCIAS | CENES Plataforma eletrónica vai apoiar prescrição de exercício físico para doentes com diabetes Os Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro desenvolveram uma plat­aforma eletrónica para dar apoio à prescrição de exercício físico para doentes com diabetes. A plataforma foi desenvolvida no âmbito do projeto “Diabetes em Movimento” que está a ser implementado em Vila Real e que tem como objetivo combater o sedentarismo, promovendo o exercício físico, e auxiliar os profissionais de saúde, especialmente dos cuidados de saúde primários, na promoção de estratégias de exercício físico de baixo custo e elevada aplica- bilidade, adaptadas às principais características e doenças desta população. O programa “Diabetes em movimento” foi lançado em 2014 e junta médicos, enfermeiros e investigadores do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e da faculdade. Médicos portugueses distinguidos por estudos na área da dor O Prémio Grünenthal/ASTOR 2016 foi atribuído a uma equipa de médicos da Unidade de Dor do Centro Hospitalar do Porto, por um caso clínico sobre a doença de Buerger e a uma equipa de médicos da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Cascais pelo estudo sobre a dor aguda e incidência de dor crónica pós-alta. A doença de Buerger é uma doença inflamatória das veias e artérias de pequeno e médio calibre que se apresenta com isquemia dos pés e das mãos, e tem maior prevalência no género masculino e em fumadores. O estudo feito pela equipa do Porto passava pelo acompanhamento de uma doente de 60 anos, com antecedentes de tabagismo e seguimento em consulta de cirurgia vascular por úlceras digitais e dor nas mãos com 14 meses de evolução que foi posteriormente referenciada para a unidade de dor crónica. Após a colocação de um estimulador elétrico medular a doente reportou ausência de dor e melhoria das úlceras digitais, tendo sido iniciada redução da terapêutica analgésica. Em Cascais, o estudo baseava-se em avaliar a dor aguda durante o internamento em Unidade de Cuidados Intensivos e investigar a in- cidência e impacto da dor crónica nos doentes após alta. Para essa investigação foi realizado um estudo retrospectivo da dor durante o internamento, através da análise de várias escalas de dor e a avaliação da dor crónica, e de entrevista telefónica nos doentes com 6 a 12 meses pós-alta. O Prémio Grünenthal/ ASTOR destina-se a galardoar trabalhos originais em língua portuguesa sobre aspetos de investigação clínica no âmbito do tratamento da dor, ou descrição de casos clínicos, da autoria de profissionais de saúde e apresentados sob a forma de comunicação oral. Este prémio foi entregue no Convénio da ASTOR (Associação para o Desenvolvimento da Terapia da Dor) que teve como objetivo criar um espaço de informação, debate e discussão de ideias e propostas de melhoria no âmbito do diagnóstico e tratamento da dor crónica e aguda e da dor no doente oncológico. 7 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine CENES | AGENDA 18TH WORLD STERILIZATION CONGRESS BERLIM, ALEMANHA 4 A 7 DE OUTUBRO DE 2017 A cidade de Berlim, na Alemanha, sediará o Congresso Anual da Federação para Hospitais de Ciências de Esterilização (WFHSS). O 18º Congresso Mundial de Esterilização irá realizar-se de 4 a 7 de outubro de 2017. O objetivo do congresso será assegurar que os profissionais e os parceiros, de todos os continentes, tenham a oportunidade de trocar os seus conhecimentos e experiências a nível mundial. Esta é uma ocasião para compartilhar conhecimento e tecnologia baseado nas melhores práticas, padronização e inovação de conceitos-chave. Para além disso, existe o objetivo comum e prioridade: o reprocessamento de dispositivos médicos reutilizáveis (RMD) realizados com eficiência e segurança. http://www.wfhssbonn2017.com/ SEMANA DIGESTIVA O Prof. Dr. Rui Tato Martinho anunciou a Semana Digestiva 2017, que se vai realizar de 7 a 10 de Junho, na Herdade dos Salgados, no Algarve. Entre gastrenterologistas, enfermeiros e médicos de outras especialidades, o Presidente da Comissão Organizadora da próxima Semana Digestiva espera acolher “mais de 600 pessoas” no evento. Referiu ainda que “a gastrenterologia é uma especialidade das mais importantes, pois tem três doenças nas principais causas de mortalidade como o cancro do estômago, o cancro do cólon e as doenças do fígado, para além de tratar de outras doenças que afectam milhares de pessoas como a obstipação, doença de refluxo e o intestino irritável”. 5º CONGRESSO GLOBAL DE INVESTIGAÇÃO QUALITATIVA EM SAÚDE O 5º Congresso Global de Investigação Qualitativa em Saúde terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, nos dias 8 e 9 de maio. A organização da iniciativa estará a cargo da Associação Portuguesa de Enfermeiros, sendo que o Congresso terá como tema a “Investigação qualitativa em saúde. Uma força para a mudança!”. http://www.apenfermeiros.pt/evento/5o-congresso-global-investigacao-qualitativa-saude/ 14ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO EM ENFERMAGEM A 14ª edição da Conferência Internacional de Investigação em Enfermagem vai realizar-se entre os dias 12 a 14 de Maio de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A conferência terá como tema “A translação do conhecimento de enfermagem: Uma força para a mudança na prática clínica!”, e será organizada pela Associação Portuguesa de Enfermeiros. http://www.apenfermeiros.pt/evento/14a-conferencia-internacional-investigacao-enfermagem/ CONGRESSO PORTUGUÊS DE CARDIOLOGIA A próxima edição do Congresso Português da Cardiologia realizar-se-á entre os dias 22 e 25 de Abril de 2017, em Albufeira, no Palácio de Congressos do Algarve. A Sociedade Portuguesa de Cardiologia é a entidade responsável pela organização do evento que tem como lema “Olhar o Coração – Conhecimento, Inovação e Arte. http://www.cpc2017.com/ 8 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine ENTREVISTA | CENES 9 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016 Dr. José Carlos Caiado Diretor Clínico e Vogal na Comissão Executiva dos SAMS Dr. José Carlos Caiado é formado em Gestão de Empresas e nos últimos anos tem vindo a desempenhar um papel docente da Universidade Nova de Lisboa. Integra de momento a comissão executiva do SAMS e soma mais de 10 anos de experiência na área, resultado da sua passagem por diversos hospitais de Lisboa e instituições ligadas à gestão de unidades de saúde. A sua experiência na área da saúde teve início em 2003, no Ministério da Saúde, com um projeto na Unidade de Missão para acompanhar trinta e uma unidades hospitalares transformados em empresas, os hospitais SA. A estas instituições foi conferida a mesma gestão existente nos hospitais privados no sentido de tentar garantir que tivessem o mesmo desempenho que estes. Executou funções na administração do IGIV e mais tarde na ACSS - Administração Central de Sistemas de Saúde que surgiu da empresa IGIV. Em 2008 é convidado a integrar a equipa da nova ordem jurídi-

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Magazine CENES | ENTREVISTA ca do Hospital Amadora-Sintra quando a unidade, que entrara em regime de parceria público/privada gerida pelo grupo José de Mello, integrou o sector empresarial do Estado português. Entre 2010 e 2012 passou pelo Hospital Santa Maria, sendo a sua última intervenção em unidades de saúde do setor público. José Carlos Caiado ingressou na comissão executiva do SAMS em fevereiro de 2013 constituída“para levar à organização um cunho mais empresarial à perceção integrada dos cuidados de saúde do SAMS”, incorporando a equipa do Dr. Adalberto Campos Fernandes e Dr. Faustino Ferreira até ao momento. Questionado sobre quais as maiores fragilidades na gestão de um hospital, Dr. Caiado responde que, numa primeira instância: “é imprescindível haver um foco em quatro grandes componentes ao longo do ciclo de gestão de qualquer unidade: planear; contratualizar os serviços externamente, definir orçamentos e planos de atividades anuais; deter a capacidade de conseguir contratualizar internamente também esses objetivos com cada serviço que integra também a instituição e por fim, ter um processo integrado de acompanhamento, monitorização e avaliação, que deve ser permanente e recorrente, permitindo identificar atempadamente os desvios e implementar planos de ação para corrigi-los.” Na área da saúde, em concreto, refere que “torna-se mais complexo uma vez que o planeamento tem recorrentemente condições externas muito imprevisíveis e nesta área existem organizações altamente complexas, como é o caso de um hospital central que possui mais de sessenta serviços e aos quais os nossos clientes recorrem num momento frágil das suas vidas, e a nossa linha de atuação tem de ter em conta este fator.” Nos últimos três anos o Serviços de Assistência Médico Social (SAMS), enfrentou um grande desafio em prol de alternativas de financiamento para a instituição. Alargar a sua carteira de clientes e deixar de prestar serviços apenas aos seus benefi­ciários foi a meta a atingir. Assim, qualquer utente passou a usufruir dos serviços da unidade hospitalar, uma atuação que o Dr. Caiado assume como “fundamental para a sustentabilidade do SAMS a médio e longo prazo”. Neste sentido, o plano estratégico traçado garantia o aumento do número de utentes não beneficiários – no final de 2015 esse número já repre- sentava mais de 25% - mas também garantir que a instituição caminhava numa trajetória de melhoria do desempenho no que refere a eficiência operacional, para isso, foram feitas parcerias de otimização dos processos de controlo interno. Um dos objetivos desse plano passava também por melhorar o acesso dos utentes e dos beneficiários às instalações do SAMS com a implementação de um centro especializado de contactos que permite mais rapidez na marcação de consultas, complementado com uma plataforma online para o efeito. Por fim, uma forte aposta na melhoria das condições de trabalho, com investimentos em equipamentos médicos especializados e renovação do corpo clínico com profissionais de renome que permitam uma rápida resposta às necessidades de quem procura os serviços das unidades que integram o SAMS. “Quanto mais trabalharmos nesta área maior será o nosso contributo para reduzir essa percentagem ainda muito elevada. A nível nacional, o SAMS encontra-se entre os hospitais com a menor taxa de infeções hospitalares. Queremos continuar a melhorar, motivo pelo qual esta parceria com o CENES fez todo o sentido.” Quando é pedido ao Dr. Caiado que avalie o mercado do reprocessamento de dispositivos médicos em Portugal, este responde que da sua experiência “esta é uma oportunidade única para que um projeto como este que foi iniciado pelo SAMS possa ter sucesso porque é fundamental que haja um volume significativo para que seja possível diluir custos em termos desta componente de esterilização e reprocessamento de material de consumo clínico. O SAMS tem a capacidade de possuir esse volume de atividade necessário, e se conseguir agregar várias instituições neste projeto, conseguirá diluir os seus custos fixos iniciais de investimento e poderá ser um parceiro importante para várias instituições.” Atualmente em Portugal existe uma percentagem elevada (10,5%) de infeções hospitalares, valores demasiado altos para o Dr. Caiado, números que 10 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine ENTREVISTA | CENES advêm não só, mas também, das atuais condições de esterilização e reprocessamento dos dispositivos, especialmente nos hospitais públicos. Vários fatores comprovam que uma parceria com uma solução em outsourcing, neste caso, o CENES, é uma mais-valia em termos financeiros, opinião partilhada pelo Dr. José Caiado“esta seria uma boa forma de garantir que, não só os hospitais públicos, como também as clínicas de pequena dimensão, teriam o melhor equipamento à sua disposição, com procedimentos de controlo interno instituídos a nível europeu e que o CENES já implementou em Portugal. Uma solução que garantia as melhores práticas médicas, sem necessidade de investimento.” Os profissionais de saúde são constantemente sensibilizados para as boas práticas da esterilização e reprocessamento de dispositivos médicos “uma vez que são quem está mais próximo dos utentes e sabem que uma boa política de esterilização e limpeza dos materiais usados é fundamental para prestarem um serviço de qualidade que permite trabalhar com toda a segurança, resultando num impacto muito significativo na melhoria do estado de saúde dos doentes.” “Uma vez que são quem está mais próximo dos utentes e sabem que uma boa política de esterilização e limpeza dos materiais usados é fundamental para prestarem um serviço de qualidade” Após 2 anos em parceria com o CENES, Dr. Caiado confirma os benefícios para o SAMS: “A nossa atividade aumentou significativamente, realizámos mais de 11 mil cirurgias por ano, nas nossas unidades hospitalares. Não havia nem o espaço, nem o equipamento necessário para fazer este reprocessamento. Conseguimos prestar um serviço aos nossos utentes com a certeza de que o equipamento está nas melhores condições e é de boa qualidade, garantindo o controlo das infeções hospitalares” assegurando por fim que, “acreditamos que este é um investimento, não só com retorno financeiro, mas que trará também notoriedade. Esta parceria revelou-se uma segurança para os profissionais de saúde e para todos os nossos utentes.” PERFIL Dr. José Carlos Caiado Atualmente é Vogal da Comissão Executiva dos SAMS – Serviço de Assistência Médica e Social, cargo que ocupa desde 2003. Desde 2011 é professor auxiliar convidado da NOVA IMS Information Management School. Desempenhou funções enquanto Coordenador da Pós Graduação em Gestão de Informação e Business Intelligence na Saúde, Nova – IMS. Ocupou o cargo de Vogal Executivo do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE; do Hospital Fernando da Fonseca, EPE; do Conselho Diretivo ACSS Administração Central do Sistema de Saúde e do IGIF - Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde. Doutorando em Estatística e Gestão de Informação. 11 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine CENES | GRANDE REPORTAGEM 12 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016 Reprocessamento de Material de Empréstimo - I O reprocessamento de conjuntos, cedidos em regime de empréstimo às unidades de saúde, constitui, atualmente, um dos maiores desafios nos Serviços de Esterilização Centralizada (SEC). Este regime é habitualmente conhecido por “material à consignação” ou, simplesmente, “consignados”. É comum as unidades de saúde públicas ou privadas solicitarem, por rotina, aos distribuidores por grosso, conjuntos específicos de instrumentos cirúrgicos para determinada especialidade, com contra consumo de implantes ou outros. Esta necessidade das unidades de saúde resulta de um conjunto diverso de fatores: o avanço tecnológico constante, quer das técnicas cirúrgicas, quer dos dispositivos médicos, sobretudo nas especialidades de ortopedia, plástica e neurocirurgia; a impossibilidade das unidades de saúde apresentarem um inventário capaz e suficiente para fazer face às necessidades cirúrgicas; os procedimentos cirúrgicos realizados com baixafrequência ou, por oposição, programas operatórios

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Magazine GRANDE REPORTAGEM | CENES com várias intervenções agendados para o mesm­ o dia, sem que a instituição possua o número de conjuntos necessários para a sua execução; o constrangimento financeiro que, entre outras consequências, tornam incomportáveis a aquisição dos conjuntos, em definitivo, devido aos custos elevados desse material cirúrgico. Esta prática, que apresenta claros benefícios, preo­ cupa, porém, cada vez mais os profissionais de saúde, porque apresenta riscos potenciais para os doentes e para si mesmos, atendendo que os hospitais assumem a responsabilidade ética de assegurar que todos os conjuntos de instrumentais estejam isentos de contaminação, seguros para a sua utilização, cumprindo os princípios inerentes à segurança do doente com o firme propósito de contribuir para a prevenção das infeções associadas aos cuidados de saúde. COMPETÊNCIAS E REALIDADES Por forma a atingir-se o desejado nível de coordenação, é necessária a definição clara de competências a cada uma das partes intervenientes neste circuito. Antes de mais, é da responsabilidade exclusiva dos SEC das unidades de saúde o reprocessamento de todos os instrumentos cirúrgicos de uso múltiplo, aplicando as suas melhores práticas no reprocessamento, de modo a minimizar os potenciais riscos de infecção. Esta competência decorre do conjunto de requisitos e características que, segundo as normas, legislação e boas práticas, os SEC devem apresentar ao nível de conhecimentos e experiências, assim como, dos equipamentos, infra-estruturas e recursos humanos disponíveis. direta e exclusivamente nos SEC, seguindo o fluxo estabelecido para o reprocessamento, ou seja, serem rececionados na área de descontaminação para serem sujeitos ao reprocessamento completo. Caso os mesmos sejam entregues no BO, é da responsabilidade deste reencaminhá-los imediatamente para o SEC para serem sujeitos ao seu completo e adequado reprocessamento. Relativamente às empresas, é da sua competência fornecerem instrumental e implantes em bom estado, seguros para manipulação e uso, assim como toda a informação técnica subjacente a todas as etapas do seu reprocessamento garantindo deste modo a segura e adequada utilização desses dispositivos médicos, considerando o fim a que se destinam. Este fornecimento deverá ser feito até à véspera da data da cirurgia para que se possa proceder à verificação atempada, em fase da inspeção, de todos os itens e componentes que fazem parte do conjunto cirúrgico relativamente à sua integridade/ alteração de estrutura. Caso se verifiquem dispositivos não conformes, p.ex. dispositivos de corte e brocas sem integridade do fio de corte, pinos com as pontas dobradas, provas partidas ou fissuradas, roscas de encaixe moídas, entre outros, que requeiram a sua substituição por parte das empresas, a entrega atempada dos instrumentais evitará o adiantamento ou, in extremis, o cancelamento desnecessário da intervenção cirúrgica. O empréstimo de instrumentos cirúrgicos apresenta, contudo, constantes desafios aos SEC devido, essencialmente, à interferência com o funcionamento e dinâmica de trabalho dos mesmos. O planeamento e coordenação entre cirurgiões, bloco operatório (BO), SEC e as empresas fornecedoras dos instrumentais apresenta-se assim como sendo de extrema importância para que os SEC possam garantir o reprocessamento destes instrumentais de forma segura e em tempo útil. Adicionalmente, e em concordância com estes princípios, o material à consignação deve ser entregue 13 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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Magazine CENES | GRANcoDmpEletRo.ECPasOo oRsTmAesGmEosMsejam entregues no BO, é da responsabilidade deste reencamin imediatamente para o SEC para serem sujeitos ao seu completo e adequado reprocessament complceotmo.pCleatsoo. oCassmo eossmmosessmejoasmseejnatmregeunetrsenguoeBsOn,oéBdOa, réesdpaornessapboilnidsabdieliddaedsteedreesetnecraemeinnchaám-lionshá-los 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nte, pressões de alguns profissionais de saúde ssamento) para acelerar a entrega dos instruo do nível de stress das equipas do SEC, o que A única indicação oficial relativamente a esta questão é a Circular Informativa do Infarmed nº 170/ CD de 2008 em que, devido à sua natureza jurí- dica, as medidas nela apresentadas não são de carácter legalmente obrigatório, ainda que remeta 14 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016 para a directiva DIR 93/42/CEE, transposta para a legislação nacional pelo Decreto-Lei nº 273/95 (en- oiapl ÉdatOrsadiieprefaibtsaigaescsprumanreedoerdarqeoÉdtaOrsbEvnvosiiuespsexéifaabitscibgi:saems-dcãspsrreudsimanieioeedlaçeterriddarqiõzrevo,bdammtvEÉEvdv4oasaauoesecsxéacéaaexcroid:rsaesosmo-dssp:ptprepedsenotmiacidemddaaçsepreatertosdm1aóipoõrrveud,rrrvódnp24aaascatoioesecdaeabereto4aocdrcsnioisocealrsspnéaenaneenoes,ecdfmddsasidrmsphsajetxnoqv1etaeuporsudirbaiiainijds2uastoqtonssuodsir1oupteeladcucnãtinioceqadn2jsdioaçoesooosaiçmdtu,fmessiãasocnesõdxnecqeatiosddubraisiieçeielarcjusnbtotihfu”esieaitsõsiaoeiutela.iorxitnit)qoslzdvdesiúrçpi,eaiAçmetuzpseneaaaãsorfrrõdsmaeponasssiosógiduseenelrtezqfÉdstOrnpii”etipdsrsdsczaeteiipes.uotmuseet)fatoaazobtadaorr,oiesriAeaeçsarcsçescnasssarupsrtfrerõmbãmtpameenasseiidtmfr(idcneloictedveaazersdiqeledipb-oresszEievnoe,pasztsodsmutoeustaaxnéraaradensesennorsacçrçaie:urmsjup-dettjrsmterãjõrudãoavmdsueimamtimrdiergotdeoçnefetcéeeeienuddaes-eiusõpoiu,te,csslvpsdtnieb4ahoeioçmmaeamocdneendaaosearomusnõsordrsetsreãsaisdlpastaacmaejmeendrousepcdtsefaadcceissaesntpeodori1nunniacpopdunr)bertnreeionm2mehmdts,úonosioeaádsreamdnmtaoritscdnltpiapoaclcajogfnurai,t(autptseaodasaapc,ImrdrimseinppdFearrqcnaannizxnuqrtosaertUnoarbeaoeniuhdtioçpjiunásrtseaurdrcs)sisersaoõeouteetl.palecooniarapqii,(qvenidsadisçceIm(nçdsmrtuoipdFouasriqsaãsacsobõojsaeUoraãmteupuuo-dupsiteddrsrsos,rrlr)eeenfl”aeeiioee.asieeeaecztscrdd.i,--qvn)nmosaizesdetar,aiioAuesiritrsscsnabvfoepãmmeepuoplaaossiioer,lrnnemrjtdtdqatlsitesizóseuaeingerrrzsprtcsddueiectsaaenmageansrmusiiútptaeaoaannreendrtiutrlrptçsrlvremncrerapsupvteoteioasoõlioaumtaijeenernemnrppsudiersecdóssmrngessetutsddnnolc-oetáesitgoaerosidstsetmmtoeeitetnecnstualtaijdnieesoensmonvrgustudseibes–ietsu,esaetetojnntiaasamaunoeeçradduslmrrcerssfhçcoucemiõnantiolitaessbdsoroaeouãomcreneirttoúbtjsmeeoevoemoscmcmnossmubDrertomsip,nene,tgctciçiiranp“açaaicértojolrceootiirohoucpsõrucatgtaiaoiaredsnmseoreoenop,netrínnatésúcifsdcresertsceasdscrtaahtitrotuti,oopádsó(eoriageccaoiba“mfamtverotsepoovirlsmicrrarcti(ciargredadnpimciceeroIeodagt“cadFeararrisieacemE,scdesdosaoiaUneviattule,sldp(ouipâoasér,rsotósmrmfa)rmoeeeeo”nemsirso.--rcatcroraqfevnrcesiae“Dadeerapiouscmiicidsdcsnbaoqvtreeeãpobepuoiioétóiuvnrocilermseee”lssma-i-oeairdzeccddemsea2oatatraadtriivr0tvvomcpepeeatol0ao-aiervudnrLsaés7ósmigebatlaecdt/igarm4eszlloibeiiulacasc7mncéeic1iodçia/jinodmeCureã4sudssúbasnno5oErtddredsait,to/g)tjeoed2eeón,ouais,e0crtceetiudieçolrce0oceoshõsoaiesn9ntsornooeasàtrú-,,-essrpgc“ooiccrmeotrestu,(imfa har das respecfatibvraicsagnutieas(IFdUe )t.ranspoarpten, amsesmeróv-e para efeitos de trancsopnosrtigen, ançããoop. odendo, por isso, ser os instrumentos consid te (IFU). seguros para o processo de esterilização terminal sendo que somente instrumentais correcta estados circulam entre instituições com um “cer-

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Magazine GRANDE REPORTAGEM | CENES Da mesma forma, a ausência de padrões de procedimento em Portugal para a área da esterilização levanta desde logo um problema: as práticas e os procedimentos não são uniformes entre as instituições pelo que, nos materiais à consignação, sendo frequentemente compostos de materiais com um grau de complexidade considerável e, assim, requerendo vários passos de limpeza, os técnicos são obrigados a recorrer exclusivamente à sua formação e experiência. Da mesma forma que estes são factores importantes para o cumprimento criterioso das boas práticas, caso tenham sido adquiridos de forma não tutelada por quem de direito e exclusivamente empírica, poderão estar na base de graves más práticas. De facto, esta situação é a que mais frequentemente se observa. Cabe, como é natural, às administrações e entidades competentes garantir que os funcionários recebam a formação necessária para o desempenho das suas funções. Infelizmente, nem sempre estes corpos dirigentes têm presente a necessidade de atualização constante, como é evidenciado pelo facto do último curso para Responsáveis dos SEC, ministrado pela ARS Lisboa e Vale do Tejo, ter sido realizado no ano de 2006. Considerando a renovação de pessoal que ocorre naturalmente nos diversos serviços das unidades de saúde, e sendo os responsáveis do SEC o reservatório natural de conhecimentos e boas práticas, verificar-se-á certamente uma carência de conhe- cimentos ao nível das chefias dos SEC que terá, logicamente, reflexos nos procedimentos destes serviços, com concomitante falta de atenção para com a questão do material de empréstimo. CONCLUSÃO Em conclusão, para que esta problemática pudesse ser, no mínimo, atenuada, seria necessária uma abordagem em várias frentes: na vertente da formação de tod­ o o pessoal afecto ao SEC, por forma a identificar as irregularidades existentes; n a vertente das empresas, pela produção de legislação clara, que inclua padrões de transporte e manuseamento e gestão responsável dos conjuntos cirúrgicos, e subsequente fiscalização, assim como, pela sensibilização elementar relativamente ao risco associado por práticas menos corretas; pela parte dos corpos administrativos , de coordenar todas as unidades envolvidas (BO, SEC, Grupos Coordenadores Locais dos Programas de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos, Gestão de Risco, Medicina Ocupacional) por forma a uniformizar os procedimentos estabelecidos e dar uma resposta uniforme das unidades prestadoras de cuidados de saúde, a título individual ou colectivo. Flora Moura Carvalho - Enfermeira Chefe | Responsável Técnica no CENES Hélio Crespo – Coordenador Operacional no CENES 15 Magazine CENES Edição n.º 4 Out 2016

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