Revista Fácil - Edição 187

 

Embed or link this publication

Description

Beber reduz risco de diabetes

Popular Pages


p. 1

ANO XXII - 2018 - Edição 187- R$ 15,00 - www. revistafacil.net Chesf: 70 anos gerando progresso Como a Internet influencia nossas escolhas Gastronomia: Salada como prato principal Beber reduz risco de diabetes FÁCIL | Lazer e Negócios NE 1

[close]

p. 2

invictoalize.com Invicto cuida bem das suas roupas para você cuidar do que realmente importa. Para uma rotina cheia, nada melhor do que buscar praticidade na hora de lavar roupas. Com Invicto, você tem. É praticidade e qualidade para cuidar das suas roupas, mas com o mesmo carinho com que você cuida de você e da sua família. /ASAindustria /industriaasa www.asanet.com.br 2 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

[close]

p. 3

Expediente Presidente Fernando La Greca Diretor Comercial Manoel Marques Diretora de Negócios Nilza Guerra Diretora de Produção Ana La Greca Editor de Turismo Luiz Felipe Moura Colaboradores de Fotos Evaldo Parreira Ivaldo Régis Colaboradores Ana Paula Silva Carla Aymar Dr. Carlos Bayma Gilson B. Feitosa Horácio Abiahy Yluska Regina Quesado de Almeida Jaymar chedid Jefferson Victor José Artur Paes Vieira de Melo Leandro Ricardo Roberta Monteiro Silvio Romero Rogério Almeida Colaborador São Paulo Renato Cury Fone: 11 2864.1636 Administração Rua D. Maria Vieira, 88-E - Ilha do Retiro Recife-PE - CEP 50830-020 Tel. 55 81 3039.0594 | 3039.0595 Redação Tel. 55 81 3039.0595 redacao@revistafacil.net Comercial Tel. 55 81 3039.0594 comercial@revistafacil.net Assinaturas Tel. 55 81 3039.0594 Auditada por Baker Tilly Brasil Ceará Sucursal Fortaleza Diretor Mario Pinho Rua Coronel Manuel Albano, 900, torre V, Sl. 405 Maraponga - Fortaleza - CE Tel. 85 32 98 1506 | 85 98856 5149 OI 85 99764 4290 TIM | 11 96031 2011 OI/SP Brasília Linkey Representações e Publicidades Ltda. (61) 3202-4710/ 61 9 8289-1188 linda@linkey.com.br São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul WW Rede Maurilio Macedo 11.99171.1673 mauriliomacedo@wwrede.com.br Fácil Lazer e Negócios Nordeste é uma publicação da EBI - Editora Brasileira de Imprensa Ltda Opinião dos colunistas não reflete necessariamente a opinião da Revista. Proibida a reprodução total ou parcial de matérias ou fotos sem a autorização da Revista. 04 Chesf: 70 anos 12Internet Sumário Economia 04 Matéria Capa 10 Internet 12 Gastronomia 14 Cinema 20 Internacional 22 Coluna PB 26 14 Gastronomia Edição 187 | Ano XXII | Abril 2018 www.revistafacil.net | FÁCILTV - www.faciltv.tv /FacilRevista /RevistaFacil /RevistaFacilNE App applink.com.br/revista_facil FÁCIL | Lazer e Negócios NE 3

[close]

p. 4

Economia Ana Paula Silva / Fotos: Arquivo Chesf Chesf: 70 anos gerando progresso Na década de 1940 iniciava-se um projeto de grande importância para a história do Nordeste, a criação da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco). Instituída por meio de uma Assembleia de acionistas em 1948, a Companhia impactou positivamente as pessoas que moravam no Nordeste, proporcionando mais energia elétrica, especialmente nas capitais dos Estados. A primeira usina da Chesf foi a Usina Paulo Afonso I, localizada onde atualmente é a cidade de Paulo Afonso/BA. A primeira cidade beneficiada com energia através da transmissão da Chesf foi Recife e, em seguida, foi a vez de Salvador/BA. Atualmente, a Chesf é uma subsidiária da Eletrobrás, está vinculada ao Ministério de Minas e Energia e tem como principal atividade gerar, transmitir e comercializar energia elétrica. Nos dias atuais, a Companhia possui 12 usinas hidrelétricas, sendo oito delas instaladas ao longo do Rio São Francisco, duas no Rio Contas, na Bahia, uma no Rio Parnaíba, no Piauí, uma no Rio Piancó e outra no Rio Aguiar, na Paraíba. Além Obras da construção da primeira Usina e subestação Paulo Afonso I destas, a Chesf possui uma usina térmica a biocombustível. Atualmente a potência total instalada no parque gerador da Chesf é de aproximadamente 11 mil Megawatt. Está presente em oito estados nordestinos, com geração e distribuição de energia, e sua maior hidrelétrica é a Usina Xingó, localizada entre Alagoas e Sergipe. Emprega atualmente mais de quatro mil funcionários, sendo uma das mais importantes geradoras de energia no Brasil. Nesta matéria serão apresentadas a história da Chesf, o período de sua criação, a importância que teve e ainda tem para os municípios do Nordeste, os benefícios que a Companhia trouxe e quais são os projetos na área social e também de novas fontes para geração de energia. Um projeto para o Nordeste No período em que foi criada a Chesf, a região Nordestina era tida como um local atrasado e com pouca estrutura para novos investimentos. A transmissão de energia era realizada 4 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

[close]

p. 5

Usinas de Paulo Afonso I , II , e III em alguns horários e restrita a algumas cidades. Os municípios do interior, por exemplo, não possuíam energia elétrica. O eixo do desenvolvimento econômico brasileiro era nas Regiões Sul e Sudeste, para onde eram direcionadas as indústrias, os estabelecimentos comerciais e os novos projetos. Contudo, em 1945 começou o projeto de criação da Companhia do São Francisco, no governo do então presidente Getúlio Vargas. Mas foi apenas em 1948 que a companhia foi instituída. Em 1949, foi iniciada a construção da Usina Paulo Afonso I, primeira hidrelétrica da Chesf, sendo inaugurada apenas em 1955. À época, gerava apenas 180 MW. As cachoeiras de Paulo Afonso tinham potencial para geração de energia elétrica, mas haviam dificuldades geográficas na região que não permitiam a construção de uma Usina no local. Assim, a Hidrelétrica de Paulo Afonso foi a primeira a ser projetada para ser instalada no subsolo, devido a essas dificuldades. Portanto, tal projeto necessitou de mais investimentos financeiros além de engenheiros bem capacitados. A importância do projeto merece destaque pelo desenvolvimento econômico e, especialmente, pelo progresso que trouxe. Houve uma mudança na distribuição de energia para os municípios nordestinos, que passaram a ter energia elétrica em mais horários, além de não ser restrito a algumas cidades. Com o tempo, os municípios do interior dos Estados começaram a ter energia elétrica também, o que possibilitava o desenvolvimento dos municípois. Assim, novos estabelecimentos puderam ser instalados, trazendo novas atividades econômicas. Setores como a indústria, por exemplo, puderam ser desenvolvidos, com a possibilidade de instalação de novos equipamentos. A partir de 1950 ocorre um maior desenvolvimento industrial, que teve um aumento de mais de 300% no Nordeste até a década de 1980. Esse progresso teve como um dos principais fatores a ampliação da oferta de energia elétrica na Região, proporcionada pela Chesf. O progresso estava se desenvolvendo no Nordeste. Cidades outrora destacados na economia brasileira como Salvador FÁCIL | Lazer e Negócios NE 5

[close]

p. 6

Usina de Angiquinho Luiz Gonzaga e Recife, primeiros municípios nordestinos a receber energia elétrica pela transmissão da Chesf, podiam novamente progredir economicamente, estavam abertas e mais preparadas para os novos investimentos. Desenvolvimento para os municípios Com o aumento na geração e distribuição de energia gerados pela instalação da Chesf, a economia dos estados nordestinos pôde progredir também. Os investimentos na criação de Usinas da Companhia geraram empregos para a Região Nordeste, proporcionando mais renda para algumas famílias. A Companhia investiu na criação de Usinas locais até então sem muita importância econômica. O atual município de Paulo Afonso, por exemplo, é um dos destaques. O local, que na década de 1940 era apenas um distrito, hoje possui cinco usinas da Chesf, sendo de grande importância para a Companhia. As cachoeiras e a própria Usina de Paulo Afonso são atrativos que geram mais renda para o local e a possibilidade de desenvolvimento de atividades ligadas ao setor de Turismo. Além de Paulo Afonso, os municípios de Piranhas/AL e Canindé do São Francisco/SE também puderam se desenvolver, especialmente este último. Na região do Baixo São Francisco, os cânions naturais da região são atrativos turísticos no trecho navegável, além de auxiliar no desenvolvimento dos projetos de irrigação e abastecimento de água para o município de Canindé/SE. A Usina Hidrelétrica de Xingó, situada em Canindé de São Francisco, é atualmente uma das maiores hidrelétricas do Brasil. Contudo, além de ser uma grande produtora de energia, ela auxilia no desenvolvimento dos projetos de irrigação local e no abastecimento de água para o município de Canindé. A Usina também se tornou um grande ponto turístico para a região. Dentre os benefícios proporcionados pelos projetos de irrigação local para a cidade de Canindé e municípios ribeirinhos, estão a melhoria nas atividades de produção agrícola e pecuária. A agroindústria e a piscicultura também são atividades econômicas que se tornaram viáveis na região. O turismo também é uma das atividades econômicas mais rentáveis da região. Para atender a demanda turística, foram criados estabelecimentos como hotéis e pousadas, gerando mais empregos. Com o desenvolvimento econômico, Canindé passou a ser segundo maior arrecadador do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) de Sergipe. Assim, além de gerar energia elétrica, a Chesf proporciona também condições para melhoria na qualidade de vida, com novas oportunidades de emprego direto e indireto, além de um desenvolvimento econômico e social da região. O presidente da Companhia, Sinval Zaidan Gama, mencionando o exemplo de Paulo Afonso, informa que como a cidade “não tinha condições de atender uma grande quantidade de gente que foi pra lá para a construção da usina, a Chesf construiu tudo que era necessário: casas, clube, escola, hospital, aeroporto etc.” Isso reforça o compromisso que a empresa tem com a sociedade em vários aspectos, melhorando a infraestrutura local. 6 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

[close]

p. 7

Mais que energia hidroelétrica Uma empresa que visa o desenvolvimento econômico e social de forma eficiente e sustentável também precisa estar em consonância com as questões ambientais, buscando alternativas renováveis para a geração de energia. Com o risco de escassez da água, outras fontes alternativas para geração de energia foram sendo descobertas e desenvolvidas. Pensando nisso, a Companhia do São Francisco começou a atuar em projetos de produção de energia eólica e solar, com vistas à redução da utilização da água. Dentre os projetos desenvolvidos estão o Parque de Energia Eólica localizado em Sento Sé/BA e, o Parque de Geração Solar em Bom Nome, distrito de São José do Belmonte/PE Para o presidente da Companhia, Sinval Gama, “há bastante tempo que se sabe que o NE tem a vocação para gerar energia a partir do vento e do sol. O que precisava era ter indústrias que produzissem os equipamentos necessários para gerar energia a partir dessas fontes renováveis a um custo competitivo com outras fontes. Isso passou a ocorrer por volta de 2009 para eólica e 2014 para solar. E essa será a grande vocação do nordeste para os próximos anos em matéria de geração de energia, quando essas duas fontes passarão a gerar mais energia que as usinas instaladas no rio São Francisco. A vocação das águas do velho Chico passará a ter uma importância mais de uso múltiplo do que a própria geração de energia.”. Para geração de energia com fontes renováveis, a Chesf procura firmar parcerias com instituições privadas. São constituídas as SPE (Sociedades de Propósito Específico). Atualmente existem 40 parques eólicos no Nordeste, distribuídos em 10 complexos eólicos situados nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Piauí. No campo de energia solar o projeto que está em desenvolvimento é a Central Fotovoltaica da Plataforma Solar de Petrolina, além de um projeto heliotérmico de 1MWp que também será implantado em Petrolina/PE, em parceira com o Cepel. A energia heliotérmica, também chamada de Concentrating Solar Power (CSP), consiste na geração de energia através do acúmulo do calor proveniente da irradiação solar. Nesse processo, a energia pode ser armazenada para ser utilizada inclusive no perío- Parque de Energia Eólica localizado em Sento Sé/BA Sobradinho Xingó FÁCIL | Lazer e Negócios NE 7

[close]

p. 8

Linha de transmissão de 230 Kv Xingó do noturno. Isso proporciona mais uma alternativa de geração de energia renovável no país A família chesfiana Mais que uma empresa, a Chesf procura ser vista como uma família. O fato é tanto que um membro desta Companhia, carinhosamente autodenominados de chesfianos, consideram-se parte da mesma, atuando em favor do seu crescimento e desenvolvimento. Desde membros da diretoria até operadores, todos fazem parte desta “família chesfiana”. Como ressalta Sinval Zaidan Gama, “a Chesf é a única empresa que seus funcionários conservam um sobrenome, uma espécie de família, ‘chesfiano’. Mesmo após se desligar da Chesf, todos se consideram chesfianos.” Esse costume pode ser explicado por diversos fatores, sejam atuais ou até mesmo históricos. Um deles reside no fato da preocupação da Chesf no bem-estar de seus funcionários, proporcionando melhores condições de moradia e educação, por exemplo. Além disso, nos locais onde foram construídas as Usinas as pessoas possuíam um vínculo social muito próximo. “Creio que o fato das usinas de Paulo Afonso terem sido construídas em sequência e por funcionários da própria Chesf, isso possibilitou que muitas famílias tivessem seus familiares empregados na companhia e isso levou essa irmandade para dentro da Chesf”, informa Sinval Gama. Atualmente, a Chesf investe na qualidade do ambiente de trabalho, com melhorias nas técnicas de prevenção de acidentes e cuidados com a saúde dos funcionários. Além disso, investe em cursos de capacitação e aperfeiçoamento, visando uma melhoria do seu quadro de funcionários, preparando-os para novas oportunidades. Em 2016 foram ministradas aulas de pós-graduações lato sensu e stricto sensu, além de Congressos, Seminários e Simpósios. Foram desenvolvidos projetos como o Plano de Educação Corporativa da Chesf, que tinha como objetivo oferecer oportunidades educacionais aos empregados que pudessem o Plano de Educação Corporativa da Chesf, que oferecia oportunida- des educacionais aos empregados que pudessem contribuir com o desenvolvimento de competências que tivessem alguma relação com as propostas empresariais da Companhia. Outro projeto realizado foi o Programa Vivendo e Aprendendo, que foi desenvolvido juntamente com o Sesi e oferecia cursos de ensino fundamental e médio, elevando o grau de escolaridade dos funcionários. Essas atuações para o aperfeiçoamento técnico dos funcionários reforçam o sentimento familiar mútuo que existe entre colaboradores e diretoria. Os projetos sociais da Chesf E não é apenas com os “chesfianos” que a Companhia se preocupa. Um dos valores da empresa é o compromisso com a sociedade. Assim, a atuação da Chesf abrange a sociedade como um todo, especialmente a comunidade que fica no entorno da Companhia, com projetos que visam o desenvolvimento humano e social dos estados nordestinos. Com a construção das primeiras barragens da Chesf, pessoas que moravam em locais com pouca estrutura física tiveram sua qualidade de vida melhorada com a criação de novas casas que foram feitas pela Companhia para realocar as famílias para a construção das hidrelétricas. E até os dias atuais, os projetos sociais continuam sendo uma das preocupações da Chesf. A Companhia procura seguir a Política de Responsabilidade Social da Eletrobras e o Manual de Orientação sobre Projetos Sociais da própria Chesf para basear suas atuações na sociedade. Assim, seguindo essas diretrizes, a Companhia ampliou a adesão de seus funcionários no Programa de Voluntariado Empresarial Chesf que objetiva “incentivar, organizar, apoiar e reconhecer ações voluntárias de participação cidadã de seus empregados em prol da sociedade”, conforme informa a Companhia. No ano de 2016, foram investidos voluntariamente quase R$40 milhões em programas e projetos sociais. Dentre as ações desenvolvidas pela empresa, estão o Programa Luz Para Todos, com projetos que visam a distribuição de 8 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

[close]

p. 9

Canion do Rio São Francisco energia para mais pessoas, e o Projeto Lago de Sobradinho, que permite que pequenos produtores e agropecuários desenvolvam sistemas na agroindústria, meliponicultura, pesca e psicultura. Atualmente, este último projeto atende aos municípios de Sobradinho, Casa Nova, Sento Sé, Remanso e Pilão Arcado, todos localizados na Bahia. Visando abranger o aspecto ambiental, a Chesf também promove ações sociais voltadas para o cuidado com o meio ambiente, a exemplo do Programa de Educação Ambiental (PEA) e o Plano de Ação Socioambiental (PAS) que realizam oficinas abrangendo temas como educomunicação ambiental, conservação de recursos naturais e sustentabilidade. Com isso, a Companhia apresenta-se como grande parceira da sociedade, atuando para além de sua principal missão. Gerar e transmitir energia contribuindo para o bem estar da sociedade é a missão da Chesf, que vai mais além, auxiliando no desenvolvimento local e proporcionando acesso a serviços básicos para mais pessoas. São 70 anos de desenvolvimento para o Nordeste, 70 anos que a Chesf atua e cresce ao lado do povo nordestino. Distribuição de mudas pela equipe da Chesf Plantio de mudas FÁCIL | Lazer e Negócios NE 9

[close]

p. 10

Capa Texto: Jefferson Victor / Fotos: Google Beber com frequência reduz risco de diabetes Pesquisa dinamarquesa revela que a ingestão de bebida tenha papel na regulação de insulina Pessoas que bebem de três a quatro vezes por semana são menos propensas a desenvolver diabetes do que aquelas que bebem com menos frequência ou não bebem, sugere um novo estudo realizado por especialistas dinamarqueses. Eles concluíram que beber moderadamente com essa frequência reduziu em 32% o risco de diabetes em mulheres e de 27% em homens - em comparação àqueles que consomem álcool menos de uma vez por semana. E mostraram ainda que o risco da doença era menor quando mulheres consumiam nove drinques por semana, enquanto que para os homens, a média era de 14 por semana. “Descobrimos que a frequência com que se bebe tem um efeito independente da quantidade de álcool consumido”, comentou a professora Janne Tolstrup, do Instituto Nacional de Saúde Pública da Universidade do Sul da Dinamarca, que conduziu a pesquisa. “Os resultados podem parecer contra-intuitivos, porque as pessoas sabem que a bebida alcoólica é ruim para os diabéticos e, portanto, tendem a associar o uso de álcool com um maior risco de desenvolver diabete no futuro”, disse Janne. “Mas a associação entre um consumo moderado de álcool e um risco menor de diabete já havia sido sugerida por inúmeros estudos anteriores. Notamos que o efeito é melhor quando se consome álcool em quatro porções do que em apenas uma”, acrescenta. Os resultados mostram uma relação não linear entre o consumo de álcool e o risco de diabete. “Os que apresentaram menor risco de diabete, em comparação aos abstêmios, foram aqueles que bebem moderadamente com frequência”, disse Janne. “O excesso de álcool, por outro lado, não reduziu os riscos, aumentando-os em alguns casos.” A pesquisadora afirmou, no entanto, que será preciso realizar mais estudos para entender o mecanismo pelo qual uma ingestão moderada de álcool reduz os riscos de diabete. “A frequência do consumo tem certamente um papel importante na associação entre álcool e redução de risco de diabete. Mas não sabemos ainda como se dá esse mecanismo, do ponto de vista biológico”, explicou Janne. “Uma hipótese é de que talvez uma frequência moderada de consumo do álcool tenha um papel na regulação do sistema de insulina do organismo.” A pesquisa, publicada no periódico Diabetologia, se baseou em dados de mais de 76 mil dinamarqueses coletados entre 2010 e 2011 pelo órgão público de saúde do país. Os participantes foram acompanhados em média por cinco anos. Além de responder a questionários sobre estilo de 10 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

[close]

p. 11

vida, foram coletadas amostras de sangue e outras informações sobre suas condições de saúde. Após os cinco anos, um total de 859 homens e 887 mulheres desenvolveram diabetes. O estudo explica que não foi possível distinguir entre o diabetes tipo 1 e o 2, mas ressalta que a maioria dos indivíduos provavelmente desenvolveu a tipo 2 - que tem estreita relação com o estilo de vida, enquanto que a tipo 1 é influenciado especialmente pela genética e diagnosticado ainda na juventude. As descobertas também sugerem que nem todos os tipos de álcool têm o mesmo efeito. O vinho se mostrou especialmente benéfico, e os pesquisadores escrevem que uma explicação possível é a presença de polifenóis na bebida (especialmente no tinto), substância que reduz o açúcar do sangue, segundo estudos anteriores. Homens que consumiam mais de sete taças de vinho por semana tinham cerca de 30% menos risco de diabetes do que aqueles que consumiam a bebida menos de uma vez por semana. Para mulheres, a média é de uma ou mais taças por semana. No caso de cerveja, homens com consumo de um a seis unidades por semana reduziram o risco 21%. Não houve diferença, no entanto, para as mulheres. Já o alto consumo de destilados entre mulheres parece aumentar significativamente o risco da doença - mas não há efeito no caso dos homens. Ao contrário de outros estudos, essa pesquisa não encontrou correlação entre o consumo excessivo de álcool e diabetes. Segundo Tolstrup, isto pode ter ocorrido pelo baixo número de participantes que relataram consumir álcool em excesso, o que foi estabelecido para o consumo de cinco ou mais copos em uma mesma ocasião. Efeito do álcool Mas especialistas ressaltam que isto não é uma desculpa para beber mais do que o recomendado. Emily Burns, da organização Diabetes UK, alerta que o impacto do consumo de álcool sobre o diabetes tipo 2 varia de pessoa para pessoa. Embora os resultados sejam interessantes, ela afirma que “não é recomendável que as pessoas enxerguem isso como um sinal verde para se beber mais do que as atuais diretrizes da NHS (o serviço de saúde público britânico)”. A diretriz sugere que homens e mulheres não deveriam beber mais do que 14 unidades de álcool por semana, o equivalente a seis pints (medida inglesa que corresponde a 560 ml) de cerveja de moderado teor alcoólico ou a dez taças pequenas de vinho de baixo teor alcoólico. E isso espaçado por um período de três dias ou mais, com alguns dias sem o consumo de nenhuma bebida alcoólica. “O álcool está associado a 50 diferentes condições, então não estamos dizendo ‘vá em frente e consuma álcool”, reforça Tolstrup. A equipe dinamarquesa usou os dados para também analisar o efeito de álcool em outras enfermidades. Ela mostrou que beber moderadamente poucas vezes por semana tam- bém estava relacionado com um risco menor de problemas cardiovasculares, tais como ataque cardíaco e derrame. Mas consumir qualquer quantidade de álcool aumentou o risco de doenças gastrointestinais, tais como doença hepática alcoólica e pancreatite. Diabete: Doença que atinge milhões de pessoas no Mundo Quase 400 milhões de pessoas têm diabetes no mundo. Só no Brasil, há 14 milhões de diabéticos, mas a maioria deles não sabe que tem a doença. Apesar de tratável, muitos diabéticos não controlam a doença e sofrem graves consequências, como amputação de membros e até cegueira. A diabete é uma doença que provoca o aumento de açúcar no sangue como resultado do mau funcionamento da insulina — hormônio responsável por transportar o açúcar do sangue para dentro das células do corpo. Há dois tipos da doença: o diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, ou seja, leva à destruição das células do pâncreas, e atinge entre 5% e 10% dos portadores da doença. Já no diabetes tipo 2, o paciente pode até produzir insulina, mas com algum defeito ou ela não é aproveitada de forma correta pelo organismo. Isso acontece em até 95% dos casos. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 11

[close]

p. 12

Internet Texto: Jefferson Victor / Fotos: Google Como a internet influencia secretamente nossas escolhas Nada é por coincidência na internet; Muitas pessoas podem estar espionando enquanto você navega. Em uma época na qual softwares nos dizem no que devemos pensar, uma prática um pouco mais antiquada tem ganhado destaque no noticiário: o trabalho de um seleto grupo de enigmáticos indivíduos que decidem o que é e o que não é notícia. Recentemente foi divulgado que o Facebook usa pessoas para selecionar quais assuntos são ou não vistos por seus usuários. Ironicamente, o problema da rede social é a falta de um algorítmo específico. A argumentação mais polêmica que surgiu com a notícia foi a de que a seleção de “trending topics” do site teria um viés anticonservador. Ou seja, o Facebook esconderia notícias e opiniões mais conservadoras de maneira desproporcional, algo que a empresa negou veementemente. Mas, segundo o site de tecnologia Gizmodo, o primeiro a noticiar o fato, o Facebook teria dois motivos para se envergonhar. O primeiro é a presença de funcionários de carne e osso, o que prejudicaria a “ilusão de um processo de seleção de notícias mais isento”; o segundo é o fato de esses “curadores de notícias” aparentemente serem tratados como se fossem um software, operando fora de qualquer parâmetro editorial mais rigoroso e trabalhando para atingir metas quantitativas. O ‘empurrãozinho’ Questão ética à parte, a verdade é que a plataforma de compartilhamento de informações mais poderosa do mundo ainda não é capaz de selecionar, sem humanos, o que é visto por seus usuários. Meios como o Facebook estão selecionando as notícias e as informações que consumimos sob títulos chamativos como “trending topics” ou critérios como “relevância”. Mas nós praticamente não sabemos como isso tudo é filtrado. Isso é importante porque mudanças sutis nas informações às quais somos expostos podem transformar nosso comportamento. Para entender isso, pense nesse insight vindo 12 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

[close]

p. 13

da ciência comportamental e que tem sido amplamento adotado por governos e outras autoridades em todo o mundo: o “empurrãozinho”. Isso consiste em usar táticas discretas para nos incentivar a adotar um certo comportamento. Um exemplo conhecido é fazer da doação de órgãos algo obrigatório, a não ser que o indivíduo se manifeste contrariamente. O resultado é que mais pessoas acabam doando. Críticos dessa abordagem argumentam que esse “empurrãozinho” está acabando com a decisão informada. “Em vez de explicar a questão e ajustar a política para o desejo da população, o ‘empurrão’ ajusta a vontade da população à política que se quer implantar”, explica o escritor britânico Nick Harkaway em um artigo para o Instituto de Arte e Ideias. “A escolha é uma habilidade, um hábito que precisa ser praticado para funcionar melhor.” E como esses “empurrõezinhos” se aplicam no mundo digital? Quando navegamos na internet, enfrentamos escolhas continuamente - do que comprar ao que acreditar - e engenheiros e designers também podem sutilmente manejar nossas decisões nesse ponto. Afinal, não é só o Facebook que está no jogo das seleções de informações. Sistemas de recomendação cada vez mais afiados estão na dianteira do atual boom da inteligência artificial, da tecnologia “vestível” e da chamada internet das coisas. Do Google à Apple e Amazon, o truque está em entregar ao usuário informações perfeitamente personalizadas. No entanto, o que está em jogo não é tanto a questão “homem X máquina”, mas sim a disputa “decisão informada X obediência influenciada”. Quanto mais informações relevantes tivermos nas pontas dos dedos, melhor equipados estamos para tomar deci- sões. Isso é um dos princípios fundamentais da tecnologia da informação quando vista como uma força positiva. O filósofo especializado em tecnologia Luciano Floridi, autor do livro The Fourth Revolution (“A Quarta Revolução”), usa a expressão “design pró-ético” para descrever esse processo: uma apresentação equilibrada de informações claras que nos impele a abordar conscientemente uma decisão importante, e nos responsabilizarmos por ela. Para Floridi, os sistemas de informação deveriam expandir - e não contrair - nosso engajamento ético, tentando resistir à tentação de nos influenciar. ‘Cutucadas’ invisíveis Isso, no entanto, gera algumas tensões fundamentais: entre a conveniência e a deliberação; entre o que o usuário deseja e o que é melhor para ele; entre a transparência e o lado comercial. Quanto mais os “sistemas” souberem sobre você em comparação ao que você sabe sobre eles, há mais riscos de suas escolhas se tornarem apenas uma série de reações a “cutucadas” invisíveis. E o equilíbrio entre o que está acontecendo no mundo e o que o usuário fica sabendo está cada dia mais pendendo para o lado da ignorância individual. Não há um simples antídoto para essa situação, assim como nenhuma grande conspiração. De fato, a combinação bem realizada do uso de softwares com a curadoria humana está se tornado o único caminho pelo qual esperamos poder navegar os exabytes de dados que se acumulam pelo mundo. Mas vale a pena lembrarmos que aqueles que projetam a tecnologia que utilizamos têm objetivos diferentes dos nossos - e que navegar com sucesso significa deixar de acreditar que existe uma saída para a parcialidade humana. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 13

[close]

p. 14

Gastronomia Por Chef Leandro Ricardo chefleandroricardo@hotmail.com @chefleandroricardo Salada como prato principal Hábitos mais equilibrados no que diz respeito a alimentação, comer salada virou uma obrigação, e em muitas dietas a proteína está lá apenas como mera coadjuvante. O meu papel nessa história toda é tornar a vida de quem optar apenas por uma salada como prato principal, mais gostosa e feliz. Uma salada de alface, que começa como uma simples entrada com baixo teor calórico, pode se transformar rapidamente em uma refeição principal se adicionarmos queijos, grãos, sementes, tomates secos, nozes, frutas secas, carnes, embutidos, pães torrados e molhos. É provável que a maioria dos ingredientes seja saudável, mas certas combinações e porções podem virar bombas calóricas.As folhas cruas devem fazer a base do prato e podem ser consumidas em mais de uma variedade e em grande quantidade numa mesma salada. Os vegetais (tomate, pepino, cenoura, beterraba, couve-flor, brócolis, berinjela, nabo, rabanete, pimentões coloridos e cebola) podem variar entre três e quatro tipos numa mesma receita. Já as frutas (secas ou frescas), os carboidratos (trigo, milho, batata cozida, pão ou torradas, grão-de-bico, soja e lentilha, entre outros), as nozes, amêndoas ou castanhas e as proteínas (queijo, frios, frango, ovo e atum, por exemplo), devem chegar à receita em apenas uma porção cada. A adição de carboidrato e proteína não é obrigatória — mas faz da salada uma refeição completa, dispensando complementos. Então, a escolha desses ingredientes dependerá do que a pessoa pretende comer junto com a salada. Alguns adicionais de baixo valor calórico, como cebola, cogumelos, palmito e kani, dão sabor e textura ao preparo. Então na hora de montar ou preparar sua salada pense muito bem no que por no prato. Separei para meus leitores saladas que fogem um pouco do tradicional, seguem algumas receitas para que todos se deliciem. Bom apetite! 14 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

[close]

p. 15

Foto: Cleo Santana Salada de Guacamole com tortilha Ingredientes: 2 tortilhas de trigo Para o guacamole: 1 abacates grandes e maduros 3 colheres (sopa) de suco de limão 1 dente de alho sem casca amassado e picado 1 cebola pequena sem casca bem picada 1 tomate grande sem sementes e bem picado 1 a 2 pimentas dedo de moça sem sementes e bem picadas 2 colheres (sopa) de coentro fresco picado 1 pitada de açúcar Sal e pimenta a gosto Coentro para decorar Preparo: Abra os abacates ao meio e remova os caroços. Com uma colher, retire toda a poupa e coloque em um recipiente médio. Adicione o suco de limão e amasse bem com um garfo, até obter uma pasta grossa. Acrescente o alho bem picado, a cebola, o tomate, a pimenta, o coentro e o açúcar. Mexa bem e tempere a gosto com sal e pimenta. Adicione um pouco mais de suco de limão se necessário. Cubra com papel filme e deixe na geladeira até a hora de servir. Sirva com tortilhas prontas ou faça você mesmo Serve: 4 Preparo: 10mins Cozimento: 20mins Tempo adicional: 2horas na geladeira Pronto em: 2h30min FÁCIL | Lazer e Negócios NE 15

[close]

Comments

no comments yet