Confrades da Poesia99

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 99 | Julho 2018 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2018 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4 / Rota Poética: 5 Cantinho dos Poetas 6,7,8 / Tribuna do Vate: 9 / Contos e Poemas: 10 / Rádio: 11 / Ponto Final: 12 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” A Direcção «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 9 Rádio Confrades da Poesia Nesta edição colaboraram 41 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Revisão: Conceição Tomé A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Albertino Galvão | Albino Moura | Alfredo Mendes | Amália Faustino | Ana Pereira | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Artur Gomes | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carlos Fragata | Conceição Tomé | Damásia Pestana | Daniel Costa | David Lopes | Ernesto Dabo | Filipe Papança | Filomena Camacho | Graça Maria Costa | Helena Fragoso | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | José Caldeira | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Luis Fernandes | Maria Alexandre | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Margarida Moreira | Maria Rita Parada dos Reis | Maria Vit. Afonso | Paco Bandeira | Rita Celorico | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Teresa Primo | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «A Voz do Poeta» REFLEXÃO Espelhei-me na minha reflexão: Nada mais que um vazio amargurado, Sopro de vida num tempo rasgado, Doce loucura, nua interdição. Recusei enfrentar minha razão, Filtrei a voz do sonho humanizado, Agasalhei o corpo já cansado De fugir aos tropeços da paixão. Pousei na escuridão do universo, Emaranhei-me num destino adverso, Destino estranho duma estranha herança. Fiz da palavra o meu esconderijo E, entre atalhos de dor e regozijo, Pintei o meu futuro de esperança. Tito Olívio - Faro O vazio das palavras Peguei, eu, nas palavras Para um poema formar. Coloquei nelas: melodias, Mel, cambiantes de luz… Coloquei pétalas macias… Mil estrelas cintilantes… Tintas, cores inebriantes… Todo o esforço foi em vão! Frustrada foi a intenção!… As palavras são vazias… Patéticas, sem euforia Para um poema formar E poder manifestar O meu afecto, em turbilhão, Que jorra, sem expressão! Filomena Gomes Camacho Londres Políticos Comentadores... Nunca se viram tantos políticos ... A fingirem de comentadores... ...E a falarem dos Professores... Pretensos "Doutores" Esses "Senhores"... Filipe Papança - Lisboa No fundo, somos seres parecidos Nós somos um produto inacabado buscando um novo olhar que nos complete, mas quando alguém nos traz um triste lado, o amor distrai a dor que se repete. A gente quer apenas um afeto... a gente é tão carente de atenção... No fundo, todo avô é sempre neto do afeto que ele tem no coração. E quando a tristeza se distrai, com alguma dor mais forte e contundente, o amor enxuga a lágrima que cai e torna o nosso olhar mais envolvente. Nós somos seres frágeis, incompletos... ...mas quem não é ? - pergunta a solidão O amor não interpreta dialetos, nem fala o idioma da razão... Porém, quando alguém chega bem pertinho trazendo um pedacinho de emoção, o nosso amor refaz todo o caminho que percorreu o nosso coração. No fundo, somos seres parecidos, buscando celebrar a fantasia que vive em nossos olhos distraídos com a vida que abençoa o nosso dia. Luiz Gilberto de Barros (Luiz Poeta) – RJ/BR Gente divertida. Gente que se atreve por brincadeiras E à mesa do café, todos brindam São filhos e filhas de boas maneiras Nos concertos musicais…todos gritam Nos bancos do jardim vão namorando Plo atrevimento, beijos de respeito Juventude de braço dado…amando Fluindo corações, dentro do peito À beira-mar…beijo correspondido E deixa o coração mais aplaudido Reciprocidade lhes é devida Mocidade…dá exemplo de alívio Entram os idosos nesse convívio E dá gozo ver gente divertida... Pinhal Dias (Lahnip) PT Sem amarras Não sou cativa de nada, Nem sequer de mim o sou. Sigo o meu pensamento, A todo o lado que vou. Sonhei com a terra inteira Para me elevar às alturas. Sou minha própria bandeira, Tripudiei as amarguras. Não sou cativa de nada Nem sequer de mim o sou Ando livre pela estrada Que a vida já me traçou. Os meus sonhos? Que ideia, No mar alto naufragaram. Os meus castelos de areia, As ondas também levaram! São Tomé - Corroios Tudo o que tenho Tu és, meu AMOR, Tudo o que tenho sem te ter! É pouco? É muito? É tudo? É nada? És a meiga e fugidia fada Que sonho, em cada instante, poder ter. És algo que se perde em se perder! És a Flor que desejo, por muito amada. És a seiva que corre perfumada Na árvore da vida fruto a crescer. És, para mim , mais que tudo, Mulher amada! Maná de leite e mel, como bênção dada. Dádiva divina em deserto de morrer! És a seara em meus olhos desenhada, Ondulante e farta, na terra abençoada Onde me embrenho e deleito, por prazer. JGRBranquinho - Lisboa

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MULHER DE SAIA Eu gosto de mulher que usa saia Mostrando as lindas pernas de gazela, Naquele abanar de onda da praia Do pano largo rindo à volta dela. Se o salto do sapato é alto, então, O baile é um encanto, sensação De anjo vindo do céu prá minha frente. Eu gosto de mulher que é bailarina Como uma flor dançando lentamente, Que o vento brando agita na campina, As ancas a dançar naquele jeito Que até a saia mexe no meu peito. Tito Olívio - Faro Minha Amada… Minha flor, da tarde peregrina Adoro-te em silêncio e extasiado Sou a sombra de romeiro apaixonado E a luz da estrela que te ilumina… Minha tulipa com mãos de menina! Ergues o olhar…ri o sol deslumbrado Num hino de caricias orvalhado Minha amada!... Luz que me fascina Teus cabelos são espigas de ouro Que eu trago nas minhas mãos de Mouro …És meu silêncio feito de esperança… Meu sonho de arminho e de cristal Meu canto de sereia, meu madrigal Quero-te nos meus braços sempre menina!!! Luís Fernandes - Amora Sei Que a lua brilha todas as noites Que o sol por vezes se esconde Que as flores florescem em tempo primaveril Que os pássaros voam em rota indefinida Que a natureza é preciosa. Sei observar o arco-íris luminoso Mergulhar nas águas límpidas da ribeira Confidenciar segredos ao vento, Sorrir, marejar em palavras secretas. Sei ouvir o coração Que sente o afago de um novo dia. Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «Ecos Poéticos» 3 Miguel Torga CANSAÇO Com Torga, subi ao monte e bebi água da fonte que se encontra no caminho, abri os olhos p´ra vida, que a magia da bebida era mais forte que o vinho. Debrucei-me na varanda do espaço que em tudo manda, e quedei-me entusiasmado, que aves, num mundo só seu, formavam nos palcos do céu, estranho e longo bailado. Diz-me Torga, de repente: - olha bem, à nossa frente, essa encosta verdejante! e eu vi trevo e alecrim formarem vasto jardim com o malmequer reinante. Descemos, quase em segredo, e pensando, um pouco a medo, já não podermos voltar, que este sonho, tido agora, tem chegada a sua hora e não tarda em terminar. Lá no cimo, imaginei que poderia ser rei da natureza suprema, em baixo, pus-me a pensar que a poderia louvar neste pequeno poema. Sob a rocha milenar, lá bem no alto da serra, uma flor brota da terra. Não sei que mais admirar, se aquele grande rochedo imponente, assustador, ou se essa pequena flor que desabrocha sem medo. António Barroso - Parede Sinto o cansaço da vida Deste mundo sem cor... Sinto-me desfalecer Sem forças para Viver !... Vou aos poucos partir Deixar de leve Viver !... Vou fugindo devagar Neste entardecer ... Já pouco me encorajo Perco Alegria de Viver O tempo avança !... Sem eu nada poder fazer !... E todo o meu Vigor Se esgota sem Amor Não se pode assim Viver Neste Mundo sem Fulgor !... Só ... Cansada ... Triste ... Vou ficando neste “ Inverno “ !... Talvez já pouco falte !... E o cansaço termine ! ... “ Cansaço “ de quem ... Aos poucos se vai ... Levando apenas ... Dor e nada mais !... MAGUI - Sesimbra Douro Vinhedos circundam cada monte, Que elevam arredondadas cristas, Até tocarem a linha do horizonte, Deixando extasiadas nossas vistas. Longos socalcos, mapa de muitas rotas, Feitos de xisto (inspiração divina), Suportam as ingremes encostas, Cobertas por diáfana neblina, Onde homens de rostos tisnados, Recolhem o néctar dos divinizados. Vales profundos abrem caminho E vencem obstáculos sem parar, Para o Douro passar de mansinho, Na longa caminhada até ao mar. Lugar íntimo No respirar Em silêncio De lábios cerrados No liberto desejo E no lugar qu ficou A intimidade perdida. Acompanhando o curso do rio E a roçar a superfície molhada, Uma serpente de ferro, em desafio Sibila, ao passar em disparada! São Tomé - Corroios Anabela Gaspar Silvestre - Covilhã Albino Moura - Almada

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «BOCAGE» Esta província tão bela Vive comigo o orgulho De nascer onde nasci Já corri quase meio mundo Terra mais bela não vi um poema…sem sentido Teus gestos perdidos compromisso indefinidos de mundo que não é meu milagre de vida que se perdeu!... Por ela eu canto e choro Nela encontro o que desejo Tenho orgulho em dizer Eu nasci no Alentejo Neste campo de flores ouço murmúrios de dores naqueles tons incertos d’amores secretos!... Nesta planície dourada Bons momentos eu passei Perdi a conta ás cantigas Que á minha terra cantei Esteja eu onde estiver Para ela mando um beijo E vou dizendo com orgulho Eu nasci no Alentejo Refrão Como o Alentejo é grande Toda a nossa gente sabe Tenho um coração pequeno Mas o Alentejo nele cabe Esta província tão bela De Espanha ao mar se expande Cabe no meu coração Como o Alentejo é grande. Livres os pensamentos sem qualquer entendimentos lá vão tantas alegrias sem se verem nestes dias!... Lágrimas, dor e traição por um coração, destruição!... Mendigar uma ternura desilusão que sempre dura!... Mas o que direi d’amor o que farei em horizonte iluminado pelo amor que é dado!... Já me faço acordar junto a flores, p’ra sonhar mas este poema, leva-o o vento pelo mundo sem tempo sem rumo, sem sentidos só ficaram teus gemidos!... Carlos Alberto S. Varela Paços de Brandão Chico Bento - Suíça Canção no mar de liberdade Triste vida Partir é morrer um pouco Cavalgar as ondas do mar Viver a vida de um louco Até o navio atracar Vais com a corrente do vento Sempre atrás da quimera, Mas não tiras do pensamento O amor que em casa espera Mar, horizonte aberto de liberdade Quebrando grilhetas de ansiedade Onde revelas tudo o que anseias E de qualquer som se faz uma canção Que as ondas cantam com emoção A mais linda canção para as sereias Tão exausta cansada esgotada me sinto Sem compaixão ou compreensão magoada fui por ser frágil e ser humana por chorar no silêncio e morar na solidão por seguir a voz e o bater do meu coração Cansada estou desta... Triste vida Artur Gomes - Amora Maria Godinho - Amora A IDADE NÃO PERDOA!... Co’a idade, tudo em nós se muda ou altera, Porte! Cara! Pensar! Agir, enfim tudo conta, Quando a gente co’o espelho se confronta, Vimos tristes destroços da leda primavera! Serei eu assim?... Oh! Não, não ?... É a resposta pronta, Co’a situação d’estar à beira de cratera, Que nos vai engolir sem chance ou espera, De recuperar algumas sobras é, ideia tonta! Ali vimos, até o fundo o vau do rio Letes; N’uma margem Creonte num barco a fazer fretes, Pra nos levar grátis quando chegar a nossa hora! São impotentes quaisquer armas é, a lei divina, Que, fatal decretou co’a idade a nossa sina, Assim temos que deixar tudo que a gente adora! Nelson Fontes Carvalho - Belverde Embriago a noite com os pensamentos Aqui onde o perto se faz tão distante Aqui onde a luz tem brilho mais intenso Mais quente, mais doce e até mais tocante Fico mergulhada em silêncio, suspenso Em bolha de paz tão serena e brilhante E sinto o teu cheiro qual cheiro de incenso, Que liberta odores a todo o instante... E ouço a tua voz enquanto nele penso Embriago a noite com os pensamentos Medito e reflito todos os momentos E faço com eles o meu travesseiro Já é madrugada! Vou bebendo o sono Em cálice frágil feito em teu outono Até que se faça o sol, meu companheiro Maria Encarnação Alexandre - Loures “O Cristo não ensinou A fazer mal a alguém Morro “pobre” porque sou Mais “rico” do que ninguém” Silvais – Alentejo

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 5 SANTIAGO A Yago, irmão de João Evangelista, (Dos três Yagos o mais velho) Que para apóstolo Jesus escolheu, De forma sentida, reza o mundo E rezo eu. Patrono da Galiza, Castela e Leão E do Reino de Portugal Que o acolheu como filho e irmão, Oro a este mártir sem igual Que, no ano quarenta e quatro, Despojado de vestes e cajado, Foi cobardemente decapitado. «Rota Poética» Porque bem conheces Os motins de cada consciência, É ascendente tua brilhante estrela. Peregrino, escuta o seu conselho: - Sê grande na desgraça, Não desesperes! VOO DAS SAUDADES Voaram as saudades do meu peito, Perdidas aves, soltas, sem sentido, No aceno mais saudado e incontido, Em forma de um poema imperfeito. Tua invisível e sentida presença é luz Que fere a cicatriz das sombras. Protege-me, meu Santiago, Bom amigo de Jesus! Sem rumo, pobrezinhas, onde vão? Se buscam a moral, que não existe, Os velhos dão-lhe chutos, pé em riste, Danados, a pensar que também vão. João Coelho dos Santos - Lisboa Saudades são doença pertinaz, Sem cura manifesta, nem capaz, Que os males se implantaram com raízes. Geme e soluça a ventania Contra a elite e sua sobranceria. Peregrinei. Próximo estava o mar. No céu muitas estrelas e luar. Escutei voz de anjo e, certo dia, Senti-me em êxtase, Envolto por suave melodia. Percorri caminhos Juncados de cardos e espinhos E também de orquídeas, De magnólias e de giestas em flor Em louvor do meu Senhor. Tu, meu bom Santiago, acolhes Almas arrefecidas, sofridas, sem idades, Despidas de petulantes, efémeras E ridículas vaidades. A cada peregrino, abres teus braços, Enxugas lágrimas, de dor, De tristeza ou de saudade, Tornas mais leve cada um de seus passos. Tantos te procuram Santiago Porque perderam sua bússola E seus próprios sonhos deixaram morrer. Tremem de frio. Com o pensamento em farrapos Sentem horrível vazio. Só a ti desvendam mágoas ocultas. Na obscuridade dos séculos se viveram Tempos apocalíticos de horrores Que deixaram profundas marcas e dores. Parte da Humanidade vive e viveu Sem erguer os olhos ao Céu. Com paciência infinita, à luz da lua, Esparges tua bênção, Santiago, E o efeito da tragédia se atenua. Era o vento e a chuva batendo na sua janela. Da janela do seu quarto Escutou o vento dizendo: - “Dos vossos ais eu estou farto” …! - “Trago comigo as dores da terra, com as queimadas” - “Lágrimas condicionadas da arquitectura universal p’las terras mal-amadas” A iniquidade perdura Até que fura… E a lei? … Ninguém apura, com erros de rasura… Era o vento e a chuva batendo na sua janela… Pinhal Dias (Lahnip) PT ACABAR COM OS MEDOS no meu silêncio as aves não voam os anjos brindam com copos de cristal o mar afoga as montanhas em erupção os pássaros sem asas correm nas areias de um deserto estou silente a minha mente mergulha nas mais frondosas nuvens a chuva rega a esperança de um dia ser céu para saber-mos reger as regras e acabar com os medos Carlos Bondoso - Alcochete Então, deixai-as ir e que não voltem, E levem outras mágoas, que se soltem, Ficando nossas vidas mais felizes! Tito Olívio - Faro Caminhada Solitária Segue pela vida sempre confiante, Como se ela fosse um afago, Não olhes para trás, nem por um instante. Sacode o pó, chuta as pedras do caminho, Por que caminharás sempre sozinho, Mesmo que alguém siga a teu lado. Em todos os passos que deres, Mesmo que sangre o teu coração Ou que te sintas amordaçado, Não aceites estender a mão, Quer à tristeza, quer ao fado. E, sempre que tropeçares, Levanta-te com jeitinho, Abençoa o chão com carinho, Ergue bem alto o teu olhar, Até onde consigas alcançar. Solta do peito o sufocado grito, Deixa-o ressoar pelo largo mar, Grita a tua dor, até ficar cansada, Porque só assim consegues chegar, Incólume ao fim da tua caminhada! São Tomé - Corroios Quisera eu ser canto Se não fossem meus olhos rasos de escuridão Labirinto de nostalgias perdidas No intenso sono da terra quente No desbravar dos sentidos ofegantes Réstia de esperança se esfuma no ar Levando para longe o espírito Na curta existência do corpo Teresa Primo - Lisboa

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «Cantinho dos Poetas» Nas Tuas Costas, Vejo as Minhas Atrás das tuas costas, quantas vezes tenho observado que dizem mal de ti, quando te põem defeitos, enviam-te corações, atiram-te beijos, e dizem terem-te uma infinita amizade mas que não deixam de ser nalguns casos uma enorme falsidade!? Conforme é o momento, assim vai o vento que rodopia atras das minhas costas. Não sei se me percebes ou se gostas? Por isso, não é de estranhar que atrás das tuas costas eu não veja as minhas!? Claro que as vejo! Também sei que nem sempre há pessoas que por detrás de nós, dizem-nos mal, e pela frente mostram-se outras… É o mundo em que vivemos. É o mundo que temos de noite e de dia. Diria mais: Abaixo a hipocrisia! Joellira - Amora Calhou bem esta chuvinha Hoje na minha terra amada acordei sobressaltado com uma sonora trovoada que deixou tudo encharcado Calhou bem esta chuvinha para me regar as hortas tinha gotas bem grossinhas ressuscitou plantas mortas. S. Pedro muito obrigado pela tua generosidade a praia fica do outro lado prefiro o meu relvado regado que o bronze da vaidade. Vitalino Pinhal - Sesimbra A Vida Está Começando a vida está começando aos poucos dentro de mim com os pedaços sobrando chegarei um dia ao fim a vida está começando naquele belo jardim o vento chega soprando fazendo bailado afim a saudade vai entrando aos poucos dentro de mim como as folhas amarelando caindo no meu jardim dos ramos que vão secando fica um chão de marfim com os pedaços sobrando as aves fazem festim entre os ramos deslizando o meu corpo de jasmim meu ser se vai quebrando chegarei um dia ao fim Rosélia M G Martins P.Stº Adrião Santo António S.to António és padroeiro, Da terra onde nasci. Oh! Santo namoradeiro, Dos populares, o primeiro, Como todos gostam de ti! Num lindo pedestal, Em Terrugem, eu te vejo. Ser popular: não tem mal. Queres viver na capital... Não esqueças o Alentejo. Sejas de Pádua, ou Lisboa... És um Santo mundial! Ser popular: não é à toa... Ajudas qualquer pessoa, Oh! Fernando de Portugal. Maria de Jesus Procópio SEGREDOS MAL DITOS... Segredos malditos!... Palavras caídas como calhaus. - Sons ruidosos!, sibilantes!... São gargalhadas dos teus desejos! Mais fortes que os anjos maus! Segredos malditos!... Instintos brutais em rostos farsantes!, Abafados suspiros de beijos. Carícias reais, leves como véus. Segredos mal ditos!... São como fumos vogando no espaço, Dos quais só restam lampejos! Segredos mal ditos!... São focos de luz fugitiva dos céus, Caindo em mim, fazendo cansaço, Em résteas de fracos gracejos! Segredos malditos!... Que em mim fazem ninho. Causando mil sortes de inconstância, Calema de fortes loucuras, Como víboras em pleno caminho, Trilhado por mim em tempo d’infância, Do qual já me restam sómente; Segredos malditos!... - São sombras escuras, Lembranças espúrias, Memórias minhas... São só segredos de GENTE ! Silvino Potêncio Emigrante Transmontano em Natal/Brasil Conta e Tempo Prestar contas a Deus a gente conta Sempre adiando o dia desse tempo Que é factura aberta que remonta E para nós vem a destempo. Deus no deve e haver tudo reconta. Salvo, quiçá, num negro contratempo Negativa não será a minha conta Se a Primavera me dourar o tempo. E chorarei um dia qual advento Esperando Meu Deus o santo tempo Em que cairei feliz nos teus braços. Verás que extasiada Te comtemplo Fixada na beleza do teu Templo Seguindo majestosos, Teus, passos. Maria Vitória Afonso – Cruz de Pau

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «Cantinho dos Poetas» 7 Fui Pastor em Tràs Os Montes... PUTO No azul do céu da minha Terra, Eu viajei e me perdi lá longe no espaço. Levei para o infinito as lembranças da guerra, E voltei para cá, com os versos que eu faço! E o puto grande lá vai com a sua flauta na mão, quase em pé descalço, calça rota e meio tristonho, soprando, com dedos os buracos abertos saídos do sonho como s’eles tivessem sido entregues á sua própria ilusão. Subi Montes e desci Vales,... Era eu ali ainda uma criança, Senti as dores de tantos males, Que eu guardei como lembrança! O puto, coitado, deixou de ser puto, e é crescido, não ainda o suficiente para se ter apercebido quanto custa sonhar dentro de uma bola de sabão, e sentir que um dia ela pode rebentar no seu coração. Não tenho rancor nem nostalgia,... Que me cure esta grande paixão, De voltar à Terra onde um dia, Eu fundeei a raiz do meu coração! Lancei ancora em mar de montanhas, Fragosas são as pedras do meu caminho, Como doces são as tuas castanhas, Cozidas, assadas... ou com rosmaninho! Bastou apenas ter acordado que há sonhos caros, outros, nem por isso, e os do puto todos foram raros, pois, um som disse-lhe qu’amanhã não há mais não! O puto, encolheu os ombros nos escombros dos sonhos, gotas de cristais caiam, e vieram medos medonhos, porque o puto deixou de ser puto, e já não é mais puto, então! Joellira - Amora Naquele longíquo magusto da Eira, O Meu Pai traçou a parte do meu Destino. Vai-te embora!... aqui não podes ganhar a “jeira”! Por troca de um simples copo de vinho! Deixa ficar os cordeiros lá no Lameiro, - Porque alguém os há-de guardar... Tenta a tua sorte no Estrangeiro, O teu destino, meu Filho... é Emigrar!... Silvino Dos Santos Potêncio Emigrante Transmontano em Natal/Brasil uma nuvem doce e branca corta o silencio do ser o frio gela a garganta noite breve que me espanta na saudade por dizer... quando alcanço o infinito lanço-me doido e, à deriva, atiro versos ao grito e doido de mim reflito a dançar com a própria vida.... arde a alma em devaneios que voam na madrugada à garupa dos meus medos ao colo dos meus segredos na grandeza que sou nada... "DESPEDIDA" Não chorem quando partir e chegar a minha hora, lembrem-se apenas de mim e do que eu fui outrora. Trilhei caminhos com espinhos e algumas rosas colhi, e com um sorriso no rosto a minha vida venci. As mágoas e as tristezas essas não as guardei fiz delas as minhas forças e a paz eu encontrei. Não invejei, odiei e mesmo espezinhei, porque para ser feliz eu disso não precisei. Aos meus entes mais queridos aqui quero deixar, que até mesmo aos inimigos nós os devemos amar. Não me arrependo de nada porque fiz com amor e coração e a todos os que me pediram eu sempre lhes dei a mão. Não fui melhor nem pior do que outro ser humano apenas consegui lidar com um sorriso no rosto o destino que me foi traçado. Por isso quero pedir para não ser julgada pois não sabem minha história, apenas quero um sorriso e esse em minha memória. Rita Celorico – Tavira/Amora ”NO INFINITO DO AMOR " Flui o pensamento e o ser P'ra onde não há, espaço nem tempo ...... Nem rosas brancas a desfalecer Nem pétalas ....... perdidas ao vento ! Jorge Cortez – Suíça Nem guerra, raça ou cor Nem luta de bens materiais Mas corpos, de Luz e amor .... Protegem na terra, os mortais. Maria Rita Parada - Pedome, Valpaços / Lisboa

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «Cantinho dos Poetas» CAMINHEIRO Papa léguas sem destino Leva-me na caminhada!... Leva-me contigo Por caminhos e estradas ... Caminheiro das caminhadas Não percas o teu rumo ... Vive de alegrias Pessoas e fantasias!... Dos amores ... Escondidos nos vales ... Das terras e serranias ... Caminheiro de caminhadas Pega-me ao colo Sobe comigo os montes Encosta-me aos penhascos ... Respira comigo a Brisa ... Leva-me junto com o Vento!... Caminheiro de caminhadas Andas perdido no tempo Nem eu ... te vejo nos vales ... Nem tu consegues ver-me Por momentos!... Sou brisa fresca que desliza Junto dos teus cabelos ao vento!... Caminheiro de caminhadas Que bons ventos te levem Mas Volta breve!... Que o teu sorriso ... É Sol de Vida!... Nas caminhadas do tempo!... MAGUI - Sesimbra QUERO Na fonte das tuas delícias, quero beber! Da água viva que tu tens para me dar! Comunhão preciosa contigo quero ter, Na protecção das Tuas asas descansar. Quero-te servir! Agradecer Tua bondade! O rio de bênçãos, que de Ti flui com amor! És manancial da vida e da verdade, És Luz nas trevas, dás perdão ao pecador. Quero-te louvar pela provisão divina, Nas fraquezas humanas, quando há provações! Tu te compadeces da alma peregrina, A guias no vale das grandes aflições. Teu grande poder, mostra a Tua forte mão! Ao crer em Cristo, vida eterna me tens dado! Contemplo o Teu amor, vejo o Teu coração, E assim, entro então, em terreno Sagrado. Quero dar-Te Glórias pela Tua grandeza! Em Ti, tenho alegria e secas meu pranto! Teus braços, são meu refúgio e fortaleza! És meu Senhor! Só Tu és Deus! Só Tu és Santo! Anabela Dias - Paivas/Amora Desesperos Nos momentos mais escuros Que cada vida contém, As brumas podem ser muros Que nos deixam em apuros, Se algo não corre bem. Tal como nos são contadas, As lendas em que vivemos. Parecem contos de fadas Elfos com asas aladas, Em sonhos que já não temos. Com olhares desesperados Miramos no horizonte Pedestais abandonados. Que ficaram intrincados Pela encosta do monte. Fustigados ideais Vão-se nas asas do vento. Com seus lampejos fulcrais Pelos céus celestiais Lestos como o pensamento. Parecem pura ilusão Mas deles não me esqueço, E como que por condão Dido ao meu coração, Nada mais quero nem peço! Arménio Correia - Seixal Dia de Bênção Dia bonito e ensolarado Dia limpo e desempoeirado Dia de luz e liberdade Dia fresco para solidariedade Dia para coração de bondade Dia para qualquer idade Dia de bênção divino Dia de atenção ao brincar de cada menino Nos dias de pseudoliberdade; Há dias e noites de claridade Que devoram vidas, com maldade Sem destrinça de idade. Há dias que compram vida Ou detestam certa vida Preferindo proteger a vida Driblando a morte com partida… Amália Faustino - Cabo Verde O Poder do Amor O amor tem tal poder Que não sei imaginar Que nos tira o que dizer E não nos deixa falar Tanta bonita palavra Que vêm ter à tua mente Quando as queres, tudo encrava Não lembras uma somente E todo aquele que diz Que isso não lhe acontece Nunca pode ser feliz O amor não lhe aparece Quando a mente te falha Tudo parece ilusão É o amor que atrapalha Evadindo o coração Ficas sem nada dizer Sem te saberes confessar Nos teus olhos dá para ler Como estás a amar Aquele amor à partida Que causa a confusão Ou é amor para a vida Ou amor de perdição Mário Pão-Mole - Sesimbra EU CANTO AO MAR Cantei os meus versos escritos na areia Na praia deserta ao som da maresia As ondas a compasso, o som da sereia Embalavam com doçura a mãe poesia! A música de sonho e magia me enleia! Um eco à distância o mar me trazia Como um farol a luz me incendeia Entrava na alma – maré de acalmia! Nas vagas de sonho – pauta musical Enleadas na rede dum vasto areal… O mar canta p’ra mim a toda a hora… Nas ondes singelas, em cada recanto Somente o mar dá voz ao meu canto Levada nas ondas pela vida fora! Canto ao mar da minha gente Canto ao mar do coração A cada onda que sente Portugal minha Nação Maria José Fraqueza - Fuzeta

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 9 «Tribuna do Vate» Recados a Malpica – 2ª Série Oh! Malpica, aldeia De tanto sobro, Tanto azinho!... Mas é em dobro, O carinho Que na tua alma resplende, Das tuas mãos se desprende, E o teu olhar semeia. Tornado perene, Por acção dos teus, E solene, Pela vontade de Deus, Desejo que no futuro, Assim continue, E que se insinue, No mundo puro Que a mente pacifica... E esse carinho, num lampejo, Viva do Ponsul ao Tejo, Nos sonhos das gentes de Malpica! José Maria Caldeira – F. Ferro A justiça Essa feminina figura, Cujos olhos foram vendados, Tem uma balança segura, Mas com pratos desnivelados! Como ela nos enfeitiça Por ser cega, equilibrada... É o símbolo da justiça, Da justiça bem aplicada! Devido à falta de visão, Terá que interiorizar, Sem embargo e decidida Que no presente, só a razão É arma para sentenciar, Com peso conta e medida! José Maria Caldeira Gonçalves Fernão Ferro Grandeza A nossa grandeza não está Em sermos fortes Ela está também na nossa fraqueza, Se formos gentis com os outros; Só assim percebemos Que elas também travam duras batalhas. A nossa grandeza não está Em sermos fortes Está apenas no saber Fazer uso da nossa força Para ajudarmos quem a não tem; Nem sempre aqueles que vagueiam Estão perdidos Podem estar apenas um pouco esquecidos A nossa grandeza não está Em sermos fortes Mas em sermos apenas aquilo Que queremos ser Não aquilo que os outros querem ver em nós Essa é a nossa e principal grandeza! Regina Pereira - Amora O meu universo Construí o meu universo, Com pedaços de poesia E, em cada sonho disperso Deixei gotas de alegria! Na construção imaginada Ousei colocar a Bondade, Pela Justiça ladeada, Bem à frente da Liberdade! Porém, as vozes discordantes Colocaram-nas bem distantes Obrigando-as ao mutismo!... Mesmo na velhice sem cura, Eu vos peço com amargura, Lutem, mas por idealismo! José Maria Caldeira – Fernão Ferro Conflito Conflito de alma só Ou duas almas contrárias Que as afasta o mesmo pó De horas calmas, solitárias Conflito num ser somente De dois polos em contacto Num desamor envolvente Por vezes tão insensato Conflito de horizontes Com sangue de aventureiros Viagens de velhas pontes Por terras de marinheiros! Regina Pereira - Amora Só agora Só agora percebi Como é a verdadeira face da vida Vivi todo o tempo numa ilusão Julgando ter ganho algo com ela; Afinal, recebi apenas Uma triste e dolorosa desilusão; Mesmo assim serviu para aprender Esquecendo o que iludida perdi; Sonhei o impossível, devaneios próprios da vida Ou da idade, fantasias difíceis Que apenas existiam na minha imaginação, Foram apenas e só utopias Nada mais que tristes quimeras! Regina Pereira - Amora

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «Contos e Poemas» SAUDADE… Saudade da minha gente que, não tendo a complexidade tecnológica, se socorria de meios naturais tais como: O discernimento de se guiarem, durante o dia, pelo sol; à noite, pelas estrelas. Da mestria de fazerem a previsão do tempo olhando as nuvens, a cor do céu, escutando o canto das aves... Da habilidade de conhecer as pegadas dos animais. Saudade de possuir um rio, onde havia os peixes que, para além de alimentar e de mitigar a sede, também se oferecia límpido e cristalino para que os corpos se banhassem…corpos que tinham a destreza de correr pelo mato emaranhado e a agilidade de trepar árvores gigantescas. Corpos imunizados pelas intempéries do calor, do frio… resistentes à escassez de víveres e da água, durante a seca… Saudade de uma comunidade onde as alegrias e as tristezas eram de todos… Onde a dor da perda, a alegria de um nascimento, a captura de um animal, a abundância ou a escassez, os infortúnios das calamidades provocadas pela Natureza - ainda que atingindo apenas alguns - eram vividos, sentidos e partilhados por todos como se este fosse somente um corpo homogéneo e apenas um só espírito. Saudade daquela comunidade onde, a transparência das pessoas, não se restringia só na linguagem corporal, mas também na linguagem da alma… Filomena Gomes Camacho - Londres GOSTAVA DE SER POETA Gostava muito de ter capacidade, e sensibilidade para pintar aguarelas de poesia. Por vezes, em momentos únicos, no silêncio dos meus passos, no refúgio da minha sombra, em viagem pela fantasia dos meus sonhos, desenho algumas frases, que outros chamam poesia. E se as minhas palavras são poesia, então também sou um poeta!.... Já que me concederam esse privilégio, comecei a dançar com as palavras, num salão imaginado de papel, dançando ao acaso, ao som dos meus sentidos, vou escrevendo fragmentos da minha vida; tentando pintar aguarelas de poesia, á minha maneira, ao meu jeito, de ver, e sentir as coisas, que me rodeiam, enquanto navegamos neste barco da vida: embora por vezes me seja difícil, descrever a revolta desta sociedade tão injusta; sendo por vezes obrigado a pactuar com ela, e para não me afundar; sigo viagem no mesmo barco, até que virá o dia, em que se afunda, quando encalhar contra um míssil desgovernado, ou num icebergue á deriva. David Lopes - Massamá CARTA DE RECOMENDAÇÃO Excelências e antes sofríveis alunos Se não fossem as Professoras e Professores, a paz das 8 às 18 não estava garantida na sociedade. E sabeis mal que é assim. Venha o ataque social. Não importa. O PROFESSOR é o mais fácil de atingir, só que é invencível. O que quereis Excelências? Tereis todos o Certificado do Secundário acabado? Para quê atacar a fonte onde matastes a sede de conhecimento no passado recente? Se ainda houver falta de informação, há escola até mais não para ensinar a governação. José Jacinto "Django" -Casal do Marco A DEUS! Lusofonia Ah, se eu fosse um golpe de asa que me levasse até Deus e lá vivesse à Sua Destra, Que “destino” bonito seria o meu; Viria lá dos Céus, até esta “Aldeia”; Trazendo comigo a Sua “Palavra”; Para ensinar aos “Povos” a Alegria Que é viver com Ele, dia após dia! Emoções seriam ecos do coração Num jardim de múltiplas cores Como novos olores, cobrindo nossas mãos, de pura felicidade… Apesar das tristezas, deste Mundo: Difíceis de ultrapassar! Mas Deus, Ensina-nos, quão nós somos fortes e que, um dia, viveremos, em harmonia. Na atualidade, a Língua Portuguesa, Mais que a ousadia dos desbravadores, Exprime e ostenta, em sua natureza, A sublimidade dos seus escritores. Brasileiro-lusa, Luso-brasileira, A voz portuguesa é uma só nação, Cujo som ecoa pela Terra inteira, Como o batimento de um só coração. Há, nessa fusão, bem mais que um idioma; Um fundir de almas que emociona Quem lê ou escuta essa nossa voz... E é a emoção da alma lusitana Que faz do Brasil, a pátria americana, Da lusofonia viva em todos nós. … Jorge Humberto - Santa-Iria-da-Azóia LUIZ POETA – RJ/BR

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 11 «Rádio» Fundada: a 28/04/2017- Fundador: Pinhal Dias RÁDIO CONFRADES DA POESIA - 24 HORAS ONLINE GRELHA DE PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA Dom. - 24 HORAS ONLINE 2ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 3ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 4ª F - 21/22h - “Ecos Musicais” 5ª F - 21/22h - “Récitas dos Confrades” 6ª F - 21/21:30h - “Poesia Para Todos” 6ª F - 22/23h “Sintonia” Sábados e Domingos - DJ Automático 24 Horas Online b) – “Sujeita a Directos Especiais, com hora anunciar” .../... Locutor - Joel Lira - Locutor - Pinhal Dias Pioneiros Colaboradores e Patrocinadores - RCP Pioneiros Colaboradores : »»» Amália Faustino - Ana Pereira - Carlos Alberto S Varela - Carmindo Carvalho - Conceição Tomé Damásia Pestana - Daniel Costa - Donzília Fernandes - Filipe Papança - - Francisco Jordão - Hermilo Grave - Joel Lira - José Bento José Branquinho - José Carlos Primaz - José Jacinto - José Maria Caldeira - José Nogueira Pardal - Lúcia de Carvalho - Luís Fernandes - Margarida Moreira - Maria Rita Parada dos Reis - Maria Rosélia Martins - Miraldino de Carvalho - Nelson Fontes de Carvalho - Pinhal Dias - Regina Pereira - Silvino Potêncio - Tito Olívio - Pendentes: Filomena Camacho Seja um dos nossos colaboradores/patrocinadores directos… Contribua para o nosso melhoramento da Rádio Confrades da Poesia 24 horas online, bem como os seis Programas em Directo semanalmente… Programas: “Ecos Musicais” – "Poesia Para Todos" - "Récitas dos Confrades" - “Sintonia” Contribua http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/contribua Mais 5 livros ofertados à nossa Rádio de José Maria Caldeira Gonçalves - ”Malpica que minhas saudades teces”; “Ter Saudades”; “Malpica poemas de amor e saudade” de Damásia Pestana - “Nas Asas do Tempo”; “Chama-me” … Poemas que vão ser lidos na RCP O Nosso Bem-Haja! Links para ouvir a Rádio Confrades da Poesia http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ http://tunein.com/radio/Radio-Confrades-da-Poesia-s292123/ http://www.radios.com.br/ao…/radio-confrades-da-poesia/47066 http://www.radioonline.com.pt/regiao/novo/… NOTA DE AGRADECIMENTO Agradecemos a colaboração de Euclides Cavaco por todo o seu empenho, quer ao Boletim dos Confrades, quer à nossa Rádio Confrades da Poesia. Seja de quem for jamais apagaremos a sua história...a constar no site, “Biblioteca”; “Tribuna do Vate” e vídeos na youtube. Com efeitos a 18/6/2018 A Direcção

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 99 - Julho 2018 «Ponto Final» «Rádio Confrades da Poesia» “RCP” online desde 28/042017 http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ RCP – RÁDIO CONFRADES DA POSIA ./. Enquanto você navega pela Internet poderá ser um fiel ouvinte e participativo da nossa RCP que é um espaço criado para o seu entretenimento Musical e Poético, que estará online 24 horas por dia, sem fins lucrativos. DJ - Pinhal Dias; fará semanalmente cinco emissões em directo online; poderá acrescer um especial directo... Feitura do Boletim O Boletim será sempre colocado à disposição dos nossos leitores mensalmente! Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até final do mês a decorrer. A feitura do Boletim será a partir do dia 1 até ao dia 2, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido do “ESPECIAL NATAL “ http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». www.fadotv.pt ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Voltamos a 2/8/18

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